Atualidades, Curiosidades, Novidades, Sabedoria

“Sem Ray Harryhausen, possivelmente não teria havido ‘Star Wars'”

A frase que dá título ao post foi dita por George Lucas quando da morte de Ray Harryhausen, em 2013.

Ray Harryhausen foi o mais conhecido pioneiro dos efeitos visuais no cinema, e trabalhou em filmes como Fúria de titãs (1981), As viagens de Gulliver (1960) e Jasão e o velo de ouro (1963). 

Sua genialidade e sua criatividade superaram o baixo orçamento dos filmes, a tecnologia precária e incipiente de sua época e influenciaram diretores e produtores como Steven Spielberg (Tubarão), James Cameron (Avatar), Peter Jackson (O Senhor dos anéis), George Lucas (Guerra nas estrelas) e John Landis (diretor do clipe de Thriller, de Michael Jackson).

Harryhausen, como diria anos mais tarde, teve a felicidade de ser criado por pais que apreciavam estimular sua imaginação. Tanto que o levaram, com cinco anos de idade, para assistir a primeira versão cinematográfica de O Mundo Perdido, o filme onde ele pôde ver pela primeira vez o trabalho do homem que o inspiraria para sempre, Willys o’Brien.

O Mundo Perdido, 1925

A fita, adaptação do livro homônimo de Sir Arthur Conan Doyle, foi o primeiro longa a ter dinossauros animados com a técnica de stop-motion. O Stop-Motion é uma antiga técnica cinematográfica que basicamente é a filmagem quadro-a-quadro de bonecos ou objetos inanimados para a simulação de constante movimento. E até hoje esta primitiva técnica vem fascinando os cinéfilos. Mas é um recurso primitivo e praticamente extinto, não sendo mais usado (ou muito pouco usado) pelos modernos responsáveis em efeitos especiais.

O vídeo a seguir, de cerca de 3 minutos, explica rapidamente do que se trata..

Para Harryhausen, aquele filme, assim como os livros de fantasia e mitologia e as revistas de ficção-científica, foram as fontes de fascinação que sedimentaram seu interesse pelo gênero fantástico, cuja catarse ocorreu aos treze anos de idade, quando ele entrou no cinema para assistir a King Kong, em 1933, a obra-prima de seu futuro mestre O’Brien.

Absolutamente inovador, King Kong assombrou as plateias ao mostrar dúzias de sequências visuais espetaculares, e que jamais seriam obtidas por outros meios que não através da trucagem óptica, o termo que define o uso de efeitos visuais.

Harryhausen saiu do cinema embasbacado, porém decidido quanto ao que faria pelo resto da vida. Estudou desenho, teatro, pintura, escultura, etc, e tudo o mais que ele acreditava poder ser útil no novo ramo de efeitos especiais. Transformou a garagem da família em estúdio, e dedicou-se a aprender a arte de manipular objetos quadro-a-quadro, a essência da animação stop-motion. Com a ajuda dos pais, montou cenários para tentar a profissão, produzindo curta-metragens onde filmava contos de fadas clássicos, como Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel. George Pal, outro profissional da fantasia cinematográfica, viu os trabalhos de Ray e o convidou para trabalhar com ele no George Pal’s Puppetoons. Uma espécie de show de marionetes animados em stop motion.

Mais tarde, Harryhausen teve o apadrinhamento do próprio mestre inspirador, Willys O`Brien, trabalhando como técnico de efeitos no filme de 1949 Mighty Joe Young. As inúmeras sequências de animação foram realizadas quase que totalmente pelo estreante (em longas metragens). Como pagamento, Ray levou parte do equipamento, o que auxiliou grandemente a carreira solo.

Seu filme O Monstro do Mar Revolto (It Came From Beneath The Sea, 1955), foi marcante e deveu-se ao fato do novo refinamento das sequências, que combinavam ação real e animação. Com tantos efeitos de primeira categoria, o filme só poderia se tornar num sucesso imediato. E foi o que aconteceu.

Nessa época, Harryhausen começou as experimentações que iriam permitir a feitura de truques mais convincentes. Primeiro, pintou telas de vidro, que mascaravam as mesas de animação, depois, naquilo que seria a grande inovação da técnica, ele refotografava o filme, para fazer com que os objetos animados tivessem uma interação melhor com as filmagens dos elementos reais.

Funcionava assim: uma primeira película de filme servia como base, e nela eram inseridos os elementos, animados ou não, que deveriam figurar em primeiro plano, contra o fundo natural. Depois outra camada de filme, com novos elementos fotografados, finalizando o filme a ser utilizado. Uma verdadeira colagem manual de películas, cujos resultados eram ilusões convincentes.

Era o truque que possibilitava que a criatura gigante saísse detrás de esquinas, ou se pudesse ver pessoas reais correndo atrás ou na frente do monstro.

Foi isso que ele aplicou no filme O Monstro do Mar Revolto… Na ocasião, um jovem produtor pretendia fazer um filme sobre um polvo gigante que destruía a ponte Golden Gate. Porém não tinha ideia de como realizá-lo, tecnicamente falando. Ele procurou Harryhausen para saber se o animador estaria interessado, e a resposta foi: “Eis aí algo em que eu gostaria de trabalhar”. A partir daí, começou uma parceria que duraria para o resto de suas vidas, adicionando uma coleção de filmes fantásticos ao imaginário pop do século XX.

De 1956 a 1958, Ray criou pequenas joias cinematográficas, sendo a mais popular – e a mais citada e parodiada delas – o pequeno clássico A Invasão dos Discos Voadores.

Finalmente em 1958, Harryhausen poderia mostrar sua genialidade em filmes à cores, e sua estreia foi com A Sétima Viagem de Simbad (The Seventh Voyage of Simbad),   levando o nome de Harryhausen pela primeira vez nos cartazes de cinema. Neste filme, começa um ciclo de películas que relembravam os fatos curiosos e interessantes da mitologia clássica. O filme lotou as salas dos cinemas, e a geração intermediária de cineastas que o assistiu ainda bem jovem, gente como os citados acima (Spielberg, Lucas, Cameron…) anotou cada passo das criaturas fantasiosas que desfilaram pela tela, para basear os seus futuros trabalhos.

Após essa produção, cresceu em Harryhausen a vontade de explorar novos temas, abordar assuntos mais fantasiosos, como podemos notar nos filmes As Aventuras de Gulliver (The Three Worlds of Gulliver, 1960),  e A Ilha Misteriosa (Mysterious Island, 1961), baseado na obra de Julio Verne.

No entanto, foram apenas um preparativo para uma das mais impressionantes adaptações no cinema de fantasia-aventura, Jasão e o Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963), no qual ele finalmente pode explorar sua antiga paixão pela mitologia clássica. Como não poderia deixar de ser, desfilam aí as mais impressionantes cenas de animação e aventura, como o antológico combate entre Jasão e um grupo de esqueletos, que impressionaram pela naturalidade dos movimentos.

O filme demorou três anos para ser finalizado, por causa unicamente das trabalhosas sequências de animação.

A cada novo filme, Harryhausen se aperfeiçoava mais em sua técnica dando-nos, inclusive, uma sequência arrasadora de filmes de aventura. E encerrou sua carreira em 1981, com sua obra-prima e o maior clássico da fantasia que o cinema já fez: Fúria de Titãs.

Diversas criaturas desfilam ao longo da história; talvez a mais impressionante seja a Medusa (monstro mitológico grego, metade mulher, metade animal com serpentes em lugar de cabelos e que transformava em pedra quem a encarasse). O terrível monstro marinho, Kraken, também é apavorante.

Ray se despediu fazendo de tudo um pouco dentro do filme, foi da suavidade do voo de Pégaso à aventura, ao terror impressionante da aparição da Medusa, e ao cuidado em apresentar os mitos dentro do contexto original, tanto quanto possível. Fúria de Titãs também representou o fim de uma maneira muito particular de fazer filmes. Um toque pessoal de fantasia, misturado com aventura e muito do espírito das matinês, o dos filmes para a família. Mas com um tempero fantasioso acessível a todos.

Ray Harryhausen foi um entusiasta dedicado a entreter o máximo possível de pessoas, com o cardápio popular da linguagem cinematográfica.

As mil e uma criaturas do mestre

 

Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades, Sabedoria

Curiosidades sobre os Discos-Voadores

O termo disco-voador, agora em desuso pelos estudiosos, designava um objeto voador no formato de um pires, e que se supunha ser extraterrestre. Hoje se utiliza a expressão OVNI (UFO, em inglês) que significa Objeto Voador Não Identificado.

A expressão “disco-voador” foi cunhada pela imprensa americana por ocasião do chamado “Caso Roswell”, como ficou conhecido o incidente em Roswell, Novo México, em 1947, onde teria caído um OVNI numa fazenda. Embora o fazendeiro nunca tenha usado esse termo para descrever o objeto que ele viu destroçado em suas terras – ele falou “disco”, “prato” e “pires” – os jornais estamparam manchetes gritantes, afirmando que a Força Aérea tinha capturado um “disco-voador” (flying saucer) na região.

A Força Aérea depois informou que os destroços eram, na verdade, de um balão atmosférico. Muita gente acredita que essa informação foi apenas uma “cortina de fumaça” para ocultar a verdade – de que eles teriam capturado um sobrevivente alienígena do acidente.

Durante a Guerra Fria, período de grande animosidade entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética, e durante o qual as duas potências rosnavam uma para a outra, exibindo seus arsenais atômicos, o medo de uma guerra nuclear deixava os cidadãos americanos paranoicos e, seja por esse motivo ou por pura coincidência, os relatos de OVNIs passaram a ocorrer com uma frequência nunca vista.  Para os quadrinhos, a invasão dos discos-voadores era uma alegoria do ataque inimigo.

O CCCP que se vê na cápsula espacial é uma abreviatura das palavras em russo de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS.

O cinema também interpretou esse sentimento popular em vários filmes, um deles o emblemático “A Invasão dos Discos-Voadores”, de 1956, com efeitos especiais do mestre do stop-motion Ray Harryhausen. Ele criou várias maquetes de discos-voadores que se tornaram a mais clássica aparência cinematográfica de um OVNI (uma cabine central estática rodeada por um anel em rotação) e que foi derivada das descrições dadas pelo major Donald Keyhoe em seu livro, que serviu de inspiração para o filme.

Abaixo, a sequência em que os E.Ts. pousam na Terra e atacam.

Foi durante essa década que começaram a surgir informações de que os nazistas vinham testando a construção de discos-voadores durante a Segunda Guerra Mundial. Essas especulações ganharam força nas décadas seguintes e muitas “teorias da conspiração” garantem que, após a guerra, americanos e soviéticos roubaram os planos alemães para construir essas naves.

A foto acima, se não for uma montagem, mostra um disco-voador nazista de segunda geração, o Haunebu II.

Alguns afirmam que, no final dos anos 1960, a força aérea americana considerou seriamente a possibilidade de que os OVNI’s que tinham sido vistos poderiam ter sido, de fato, aviões fabricados secretamente pela URSS baseados em projetos roubados dos alemães.

Outra expressão muito utilizada quando se fala de OVNIs é a “Área 51”.

Área 51 é um dos nomes atribuídos à área militar restrita no deserto de Nevada, próxima ao Groom Lake, Estados Unidos. É uma área tão secreta que o governo norte-americano só admitiu sua existência oficial em 1994, e ainda assim com muitas restrições.

Exatamente por ser tão secreta é que essa base alimentou a imaginação de pessoas no mundo todo, especulando que ali haviam discos-voadores capturados e onde se examinavam os ETs sobreviventes. A base fica a 250 km de Las Vegas, no meio do deserto, com montanhas e vegetação rasteira, e placas que dizem “Nenhum posto de gasolina pelos próximos 250 quilômetros”. Houve uma época em que a região era invadida por turistas atrás de OVNIs, mas com a passagem do tempo e o surgimento inevitável de novos temas de interesse, os filmes e programas de televisão que alimentaram a fixação pelos alienígenas escondidos na Área 51 – de Arquivo X a Independence Day – não chamam mais tanta atenção como antigamente.

E agora que a CIA confirmou recentemente que a base existe mesmo e serve para testar apenas aviões-espiões, sem nada a ver com discos-voadores, o interesse realmente minguou…

Mas o povo continua tentando conseguir boas imagens dos discos-voadores. Abaixo, seguem algumas das fotos mais conhecidas e que ainda não se comprovou que sejam uma fraude:

A foto acima foi tirada na Bélgica em 1990 e mostra um OVNI triangular com luzes nas extremidades.

Esta foi tirada na Califórnia, em 1965.

Bariloche, 1969, foto tirada pelo prof. e físico Sebastian José Tarde.

Bem, do mesmo modo que se diz “não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”, segue abaixo uma lista de informações úteis para deixá-lo bem informado no caso de um dia você se deparar com alguns ETs desgarrados…

  • Convencionou-se chamar de “contato de primeiro grau” a simples observação de um OVNI. De “segundo grau” quando  o OVNI pousa e deixa vestígios de sua passagem. De “terceiro grau” se o narrador diz ter visto as criaturas. Os de “quarto grau” ocorrem quando há contato direto e comunicação com os tripulantes. Nos de “quinto grau”, ocorrem viagens na nave e as abduções.
  • A abdução acontece quando a pessoa é levada por ETs contra a vontade para o interior do OVNI, onde é submetida a experiências e exames clínicos.
  • Gilberto Gil e Gal Costa afirmam que já tiveram contatos com ETs. Chico Buarque e Maria Betânia afirmam já terem visto OVNIs. Fábio Jr. também. Em maio de 2001, a cantora Elba Ramalho declarou à revista Veja que extraterrestres lhe implantaram um microchip, retirado mais tarde por esses “seres celestiais”.
  • Muitos pesquisadores destacam passagens da Bíblia que poderiam estar se referindo a discos voadores e a extraterrestres. A lista é imensa. Por exemplo: “São João, no Apocalipse, nos descreve um anjo que tinha olhos como labaredas e outro com um rosto como sol e os pés, como colunas de fogo”. Supostos OVNIs também são citados como sendo “tronos de fogo”, “braseiros consumidores” ou “rios que jorram em montes de fogo”.
  • São José dos Campos, no interior de São Paulo, é a cidade com maior número de relatos de abduções do mundo.
  • Os países com o maior número de fenômenos OVNIs são os Estados Unidos, México, Peru, Brasil, Rússia e Chile.
  • No Brasil, o caso que mais deu o que falar foi o do ET de Varginha, no interior de Minas Gerais. Segundo relatos, três garotas teriam avistado um ser com protuberâncias na cabeça, pele marrom e olhos vermelhos num terreno baldio da cidade. O incidente teria acontecido no mesmo dia em que diversos moradores relataram avistamentos de possíveis OVNIs. Também foi noticiada uma estranha movimentação de soldados do Exército na mesma região do incidente. Falou-se que o ET teria sido capturado pelas autoridades e levado a algum lugar secreto (alguns boatos apontaram a Universidade de Campinas/UNICAMP) onde teria sido estudado e mantido em sigilo. Outras teorias dizem que o Brasil não tinha como lidar com o caso e entregou o corpo do ET de Varginha para os Estados Unidos, que em troca, levou um astronauta brasileiro para o espaço, o Marcos Pontes.

  • A Área 51 foi citada em inúmeros filmes, séries e desenhos animados, e alguns deles são: Arquivo X, Taken, Transformers, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Hellboy, Independence Day, Os Simpsons, Ben 10, Johnny Quest e Futurama.

  • O Triângulo das Bermudas é uma área do Oceano Atlântico entre a Flórida, a ilha de Porto Rico e o arquipélago das Bermudas, e que ficou famosa pelos desaparecimentos de aviões, barcos e navios. Ocorreram mais de 50 eventos dessa natureza, a maioria entre 1945 e 1950. Muitas teorias foram criadas para explicar o fenômeno e uma delas é  a ação de extraterrestres.
  • Em 1938, o cineasta Orson Welles, diretor do clássico Cidadão Kane, assustou os Estados Unidos com uma teatralização no rádio do romance “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells. Muita gente entrou em pânico. Milhares chegaram a acreditar que a Terra estava sendo invadida por seres alienígenas.
  • Segundo os astrônomos, é impossível que uma nave vinda de outro sistema planetário faça uma visitinha à Terra. Eles argumentam que as longas distâncias, além da dificuldade de obter a energia necessária para a viagem, tornam essa possibilidade nula…
  • Até agora, foram descobertos cerca de 400 planetas fora do Sistema Solar, mas os astrônomos suspeitam que esse número seja infinitamente maior. Alguns acreditam que a maior parte das estrelas possui planetas girando ao seu redor. Considerando que as galáxias menores possuem cerca de 100 bilhões de estrelas e as maiores, trilhões… Quantos planetas podem existir no Universo?

Uma última dica (testada e aprovada): se você quiser ter algum tipo de contato extraterrestre, afaste-se das cidades. A probabilidade de você enxergar um disco-voador numa cidade como São Paulo é muitas vezes menor do que em um local com pouca luminosidade, céu límpido e sem poluição.

Se não avistar nenhum ET, você pelo menos terá feito contato de primeiro grau com a natureza, e observado as estrelas cadentes.

 

 

 

 

 

Fontes:
maisquecuriosidade.blogspot.com.br
Wikipedia
ufocasebook.com
latest-ufo-sightings.net
aliensthetruth.com
zerohora.clicrbs.com.br
alemdaimaginacao.com
photos1.blogger.com
Atualidades, Curiosidades, Novidades, Sabedoria

As alucinantes esculturas de papel

O chinês Li Hongbo, que vive e trabalha em Beijing, na China, desafiou os conceitos tradicionais da escultura e passou a criar estruturas de papel flexíveis. Aquilo que costuma ser brincadeira de criança, quando você recorta o papel e cria figuras, virou arte, e ele continua buscando seus limites – que, aparentemente, ainda não foram alcançados.

Em janeiro do ano passado, ele inaugurou uma nova exposição em Nova York com esculturas que desafiam a percepção de realidade. Você pensa que são bustos de mármore e, de repente, eles se abrem e esticam. Confira.

Li HongBo Klein Sun AM 41

Li HongBo Klein Sun AM 36

Li HongBo Klein Sun AM 36

É incrível! O vídeo abaixo parece ter sido produzido com efeitos especiais.

E o vídeo a seguir foi feito por uma pessoa que entrou numa galeria de arte em Miami, e o rapaz estava curioso porque um monte de gente se reunia em volta de um busto com um aspecto comum. De repente…

Atualidades, Curiosidades

Cenas de filmes antes e depois dos efeitos especiais

Grandes sucessos de bilheteria atualmente dependem cada vez mais dos técnicos e especialistas em efeitos especiais. Claro que boas histórias e bons atores nunca serão dispensáveis, mas filmes arrasa-quarteirões como “Planeta dos Macacos” ou “Avatar” provavelmente não teriam sido tão convincentes em seus universos fantásticos sem esses truques. Que, quanto mais perfeitos forem, menos a gente vai perceber – e aí reside a magia eterna do cinema.

Veja nas cenas abaixo o quanto os efeitos especiais são fundamentais em muitos filmes.

Caçadores de Obras-Primas

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (19)

Homem de Ferro

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (22)

As Aventuras de Pi

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (25)

Planeta dos Macacos: a Origem

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (29)

Os Vingadores

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (31)

Malévola

antes_e_depois_tudo_interessante_37

Alice no País das Maravilhas

Alice-no-pais-das-maravilhas

Gravidade

gravidade

gravidade2

Matrix

Piratas do Caribe: O Baú da Morte

The Walking Dead

300

Batman, o Cavaleiro das Trevas

Atualidades

Ray Harryhausen, lenda do cinema fantástico

Ray Harryhausen, uma lenda em Hollywood por seu pioneirismo na arte dos efeitos especiais, morreu em 2013 em Londres, aos 92 anos.

O gênio de Harryhausen estava em conseguir dar vida a seus modelos de animação. Fossem dinossauros pré-históricos e criaturas mitológicas, nas mãos de Ray não eram marionetes, mas personagens tão importantes quanto os atores que eles enfrentavam e, em alguns casos, mais importantes ainda, eram a própria razão de ser do filme.

Vencedor de um Oscar honorário em 1992 e detentor de uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, seu trabalho influiu na carreira de diretores como Steven Spielberg, James Cameron, Peter Jackson e George Lucas, que se inspiraram em obras de Harryhausen como “O Monstro Do Mar Revolto” (1955), “A Ilha Misteriosa” (1961), “Um milhão de anos antes de Cristo” (1966), “Sinbad” (1981) e “Fúria de Titãs” (1981).

“Sem Ray Harryhausen, possivelmente não teria existido ‘Guerra nas Estrelas'”, disse certa vez George Lucas , o cérebro da célebre franquia galática.

“‘O Senhor dos Anéis’ é meu filme homenagem a Ray Harryhausen. Sem seu amor por essas imagens maravilhosas e sua forma de narrar, esse filme não poderia ter sido feito, pelo menos não por mim”, afirmou Peter Jackson, diretor da saga.

Possivelmente o trabalho mais lembrado de Harryhausen é o da animação dos sete esqueletos do filme “Jasão e os Argonautas” (1963), que lhe tomou três meses de filmagem.

Ao longo de sua carreira, ele produziu 17 filmes, se encarregou dos efeitos especiais de 15 e dirigiu 9 curta-metragens. Também trabalhou como ator em comédias como “Um Tira da Pesada III” (1994) e “Os Espiões que Entraram numa Fria” (1985).

Nascido em Los Angeles no dia 29 de junho de 1920, sua paixão pelos efeitos especiais nasceu ao assistir o filme “King Kong” (1933), a produção rodada em preto e branco por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack a cuja estreia assistiu quando Hollywood começava a despertar para os filmes em cores.

Uma exibição que marcou sua vida e que lhe converteu no mestre da animação quadro a quadro, após ver o trabalho de Willis O’Brien, artista capaz de transformar um boneco simiesco de 45 centímetros em Kong, o gigantesco gorila que subiu ao topo do Empire State, o edifício mais alto do mundo à época.

“É a fantasia mais real já criada e que segue viva sete décadas mais tarde”, afirmou Harryhausen à Efe em 2005.

“Todos os que praticamos a arte da ficção científica e os filmes de fantasia sentimos que nos apoiamos nos ombros de um gigante. Sem a contribuição de Ray ao imaginário coletivo, não seríamos quem somos”, declarou o diretor James Cameron (de Avatar e Titanic).

Abaixo, uma compilação de seus trabalhos mais conhecidos:

Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades

De onde vêm os sons dos dinossauros de Jurassic Park?

jurassic-world-official-trailer-600x315-c

Li uma matéria muito interessante noutro dia, e que tratava justamente de uma pergunta que eu fiz, e certamente milhares de outras pessoas também fizeram, quando assisti Jurassic Park: como eles sabiam qual era o som que os dinossauros faziam?

O engenheiro de som Gary Rydstrom não sabia, claro, mas revelou numa entrevista ao site Vulture de onde vieram aqueles sons surpreendentes. Por exemplo, o do Tiranossauro Rex. O monstrão teve seus rugidos tirados do cachorrinho de Rydstrom. “A forma como eles animaram o T.Rex era parecida com um cachorro”, disse o designer, que afirmou que desacelerou as gravações para obter o resultado final. “Uma das coisas divertidas de meu trabalho é pegar um som e desacelerá-lo: ele se torna muito maior”.

Outro som tenebroso era o dos Velociraptor, mas sua origem é bizarra: ““É um pouco vergonhoso, mas quando os raptors se comunicam, são tartarugas fazendo sexo”, afirmou Rydstrom, que gravou a cena íntima no Marine World. “As pessoas lá perguntaram ‘você gostaria de gravar essas duas tartarugas que estão copulando?’ Parecia uma piada, porque tartarugas podem copular por um longo período.” Os sons de cavalos e gansos também foram usados nesse dinossauro.

Já o som do Dilofossauro foi uma mistura ainda mais estranha: “O cisne emite um assobio bonito, então a versão fofa do Dilofossauro era como um cisne”, disse. Mas ele também usou os ruídos de uma cascavel. “Sempre que dou aulas sobre o que eu faço, digo que uma das coisas mais importantes é que quando for gravar animais perigosos como leões, crocodilos e cascavéis, você precisa de um assistente”, brincou. “Em Jurassic Park eu tinha um assistente, Chris Boys, que continua vivo, e se eu precisava de uma cascavel eu pedia ‘Chris, você pode por favor gravar a cascavel?’ E eu ficava com a parte do cachorrinho de estimação!”

A série dos jurássicos continuou com Jurassic World.

Jurassic World  é situado na Ilha Nublar e se passa 22 anos depois dos eventos do primeiro filme; agora é um parque temático real de dinossauros, como inicialmente previsto por John Hammond – o milionário que concebeu o parque. Jurassic World recebe 10 milhões de visitantes por ano e é completamente seguro – até que algo errado acontece. Os Velociraptores e o Tiranossauro Rex, que antes eram os grande vilões, foram usados para ajudar a combater uma nova ameaça, uma nova espécie de dinossauro muito mais inteligente do que se pensava inicialmente, e a principal causa de estragos no parque.

A série continua com Jurassic World – O Reino Ameaçado, e agora é preciso resgatar os bichos que estão à solta. Estreia em junho de 2018.

Curiosidades, Family, Humor, Novidades

7 mentiras que aprendemos nos filmes

A areia movediça pode te engolir

A areia movediça é um fenômeno natural que foi bastante explorado pelo cinema. Mas ao contrário do que os filmes contam, você não vai ser totalmente engolido por ela. Você até pode ficar preso, mas afundar mais do que a cintura é pouquíssimo provável. É fácil mexer as pernas e boiar de costas na areia, devido sua alta densidade. ThinkstockPhotos-141256387

Um raio pode derrubar um avião

Você já deve ter visto em muitos filmes: uma tempestade, turbulência no avião, um raio seguido de uma explosão. A verdade, no entanto, é que atualmente praticamente todos os aviões (principalmente os grandes) têm para-raios e uma carcaça de alumínio que faz com que a descarga elétrica do raio passe pela fuselagem e seja desviada no ar. ThinkstockPhotos-488613157

Tubarões são uma grande ameaça

Tubarões são de fato uma grande ameaça, mas não aos humanos. Steven Spielberg fez muito bem o trabalho de convencer a todos com seu filme “Tubarão”, em 1975. Mas você pode ficar tranquilo: ataques de tubarões são raros e poucos resultam em morte (menos de 20 por ano no mundo todo). Na verdade, são eles que nos temem, já que os humanos matam mais de 11 mil tubarões por hora ao redor do mundo! ThinkstockPhotos-139741959

Os touros se irritam com a cor vermelha

Essa você pode ter visto em desenhos animados. Mas os touros são incapazes de enxergar a cor vermelha e sua visão se limita ao branco, preto e tons de cinza – não saberia dizer se são 50… O que deixa o touro nervoso são os movimentos ondulantes realizados pelo toureiro. Isso, e claro, o fato de terem amarrado seus testículos… (deviam fazer isso com os toureiros, isso sim!) bbbullfghter

O planeta Marte é vermelho

A aparência de Marte de fato é avermelhada quando vista por um telescópio, graças à poeira que cobre o planeta, que é rica em óxido de ferro. Mas assim como a Terra parece azul de longe, de perto pode ter muitas outras cores. ThinkstockPhotos-177612596

Os kilts são uma tradição do século 13 na Escócia

O filme “Coração Valente” (1995) conta a história do guerreiro escocês William Wallace, que liderou a resistência à dominação inglesa no século 13. Wallace usava os tradicionais kilts escoceses. O problema é que os kilts só foram inventados no século 16. Retratar Wallace com o kilt é tão absurdo quanto retratar um personagem do século 18 com terno e gravata. Braveheart

Tavernas eram grandes e comuns na Idade Média

Quase todo filme que se passe na Idade Média tem uma taverna onde os viajantes bebem, discutem planos e escutam as fofocas locais, subindo depois para os quartos no andar de cima para dormir. A verdade era um pouco mais dura: só em pousadas mais “chiques” era possível encontrar dormitórios reservados, e estas não eram encontradas em qualquer vila ou cidadezinha…

bronn

Fonte: Discovery