Conheça a Harpia…

…Uma ave tão grande que algumas pessoas acham que é alguém fantasiado

Na mitologia grega, conta-se que, nos céus da antiga Grécia, voavam seres amedrontadores que possuíam rosto de mulher e corpo de águia, além de belos seios para distrair os homens desavisados. Esses seres voavam a grandes velocidades, possuíam olhos mais apurados que os das águias e eram capazes de cortar um homem ao meio com suas poderosas garras.

Eram as Harpias.

Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições.

Esses estranhos seres também aparecem numa história do Tio Patinhas, criada pelo genial Carl Barks em 1955 e publicada no Brasil com o título “Em Busca do Velo de Ouro”.

Carl Barks gostava tanto desse mito que, mais de 20 anos depois de criar essa aventura, fez uma tela a óleo retratando a harpia ameaçando os pobres patos.

Mas existe uma harpia na vida real. E aqui mesmo no Brasil!

Não parece mesmo alguém vestindo uma fantasia?

A nossa harpia, também chamada de gavião-real, é considerada a maior e mais poderosa águia do mundo. É uma ave de rapina impressionante, as fêmeas pesam pouco mais de 9 kg e alcançam uma envergadura de até 2 metros.

Suas garras são maiores que as de um urso-pardo, com unhas de até 7 cm de comprimento.

A harpia é rápida e possante em suas investidas. É tão forte fisicamente que consegue erguer um carneiro sem maiores dificuldades. Ela voa alternando rápidas batidas de asa com planeio. Tem um assobio longo e estridente e, nas horas quentes do dia, costuma voar em círculos sobre florestas e campos próximos.

As harpias conservam energia se empoleirando silenciosamente, vendo e ouvindo por longos períodos de tempo. 

É uma predadora especializada na captura de macacos, bugios e bichos-preguiça, por vezes capturando animais com o peso/tamanho da própria ave. É uma águia florestal muito rara, encontrada na região amazônica e em alguns pequenos trechos de Mata Atlântica.

Sua alimentação é composta de animais de porte médio, como outras aves, macacos, preguiças e até macacos maiores, como o bugio.

É uma ave feroz. Orgulhosa. Majestosa. Com um brilho de aço nos olhos que praticamente diz: “É melhor você não mexer comigo, garoto, eu como pessoas como você no café da manhã.”

Fontes:

avesderapinabrasil.com

Wikipedia

Bored Panda


O mago dos efeitos sonoros

Quando a gente conversa sobre efeitos sonoros engraçados e que são usados em animação, em games e até em filmes, a primeira lembrança que vem à mente são os efeitos sonoros dos desenhos da Hanna-Barbera.

Eles de fato foram os pioneiros a usar esses efeitos nos desenhos animados para a TV, lá no começo dos anos 1960. Criaram uma biblioteca enorme de sons, como o bongô tocado rapidamente para o som dos pés de um personagem saindo correndo. Ou o som de uma freada de carro quando alguém parava de repente. Muitos deles são usados até hoje, seja na forma original, seja reciclados com as novas tecnologias – e até inspirando os efeitos sonoros dos animes.

Mas muita gente não sabe que, há mais de 80 anos… um cara meio maluco foi contratado pelos Estúdios Disney para gravar uma música para um dos desenhos do Mickey, e acabou se tornando o chefe do Departamento de Efeitos Sonoros da empresa!

O Mago dos efeitos sonoros

 

Jimmy Macdonald criou, segundo suas próprias contas, cerca de 25.000 sons ao longo de sua carreira na Disney, que durou mais de 40 anos. Começou cantando à tirolesa, dublando os anões de “Branca de Neve”, fez a voz do Mickey substituindo Walt Disney, que não tinha mais tempo de fazer isso e também porque, de tanto fumar, já não alcançava o falsete do personagem.

Jimmy criava sons para os desenhos usando o que tivesse à mão. Por exemplo, um par de cocos para representar o galope de cavalos. Quando não havia nada que pudesse usar, ele inventava o aparelho e imitava o som de trovões, de chuva, de passarinhos cantando, tudo de forma artesanal, sem manipulação como se faz hoje – e sincronizando com a imagem e com a orquestra, que tocava o tema musical.

Atualmente, esse trabalho de sonoplastia tem inúmeros recursos tecnológicos à disposição, mas os principais designers se inspiram no velho Jimmy. Especialmente quando a Pixar, por exemplo, tem como um de seus pilares os efeitos sonoros.

“Wall-E”, de 2008, é o melhor exemplo. O filme não tem diálogos, e os personagens se comunicam por meio de chiados e outros sons exóticos. O engenheiro de som do filme, Ben Burtt – considerado o pai do design sonoro moderno e que criou os efeitos sonoros da trilogia clássica de “Star Wars”, – fala sobre isso no vídeo abaixo. E se refere à sua maior inspiração, o mago Jimmy Macdonalds.

Ele mostra como a sonoplastia era criada nos antigos desenhos da Disney, e como a genialidade e o improviso ajudaram a criar a magia desses desenhos, magia que ele continua a buscar nos dias de hoje.

 

 

Brindes que vinham nos produtos

Faz algumas semanas, postei uma reportagem sobre a Turminha Brava da Bardahl, uma campanha que fez muito sucesso no Brasil nos anos 1960. (aqui). Essa campanha gerou bonequinhos plásticos de brinde que se podia colocar no retrovisor dos carros.

O post teve tanta repercussão que as pessoas começaram a se lembrar de outros brindes do passado que vinham com produtos de consumo, ou que eram distribuídos em promoções de divulgação da marca. Por isso, decidi fazer um post relembrando alguns deles.

Mascote do Arroz Brejeiro

Toda dona de casa conhecia o arroz Brejeiro nos anos 60 e 70. Era uma das marcas mais vendidas no país e fazia muitos comerciais na TV. Durante anos, a empresa distribuiu seu mascote, o Brejeiro, um boneco com cara simpática, nos pacotes de 5 quilos. O sucesso foi tanto que logo apareceram também o boneco Marinheiro e todo o resto da família. Eu só tive mesmo o Brejeiro e, de fato, era um boneco muito simpático.

As Grandes Telenovelas

Nos anos 80, foi lançado um sabão em pó para concorrer com o líder da categoria, OMO. Era o sabão VIVA, que usou e abusou de brindes promocionais que vinham junto com o produto. Você comprava uma embalagem e vinha um exemplar de uma coleção de revistas, por exemplo. Com isso, o VIVA começou a morder participação do mercado do OMO, que logo reagiu. Eu trabalhava na Rio Gráfica (editora do grupo Globo que, depois, passou a se chamar Editora Globo) na época e oferecemos ao OMO uma coleção de livros de bolso para competir com eles.

O grande trunfo era que transformaríamos as telenovelas da TV Globo em romances. Claro que toparam, até porque as adaptações eram feitas pelos próprios autores. Foram lançados doze livros, que vinham como brinde junto com as caixas do sabão.

Os livros foram:

  • Irmãos Coragem, da novela de Janete Clair;
  • O Bem-amado, da novela de Dias Gomes;
  • Carinhoso, da novela de Lauro César Muniz;
  • Escalada, da novela de Lauro César Muniz;
  • Pecado Capital, da novela de Janete Clair;
  • Anjo Mau, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Locomotivas, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Dancin’ Days, da novela de Gilberto Braga;
  • Pai Herói, da novela de Janete Clair;
  • Marron Glacé, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Água Viva, da novela de Gilberto Braga;
  • Louco Amor, da novela de Gilberto Braga.

A promoção foi um sucesso brutal, com mais de 8 milhões de livros (e caixas de sabão em pó, óbvio) vendidos no Brasil, e mais uns  2 milhões em Portugal. Uma curiosidade: além de ser o editor da coleção, eu também cuidava dos contratos com os autores e negociei os direitos de imagem com os atores que aparecem na capa dos livros. Por isso, tive a oportunidade de conhecê-los quando levei os contratos para as assinaturas: Tarcísio Meira e Glória Menezes, uma simpatia; Ney Latorraca, Antonio Fagundes, a Betty Faria, maravilhosa… Foi muito divertido!

Elefantinho Shell

Por volta de 1966 ou 1967, ou seja, logo após o estrondoso sucesso da campanha da Bardahl, quem enchia o tanque nos postos da Shell ganhava de brinde esse elefantinho, que era o símbolo da marca. Hoje em dia, é um dos brinquedos mais procurados por colecionadores, pois poucos são encontrados em bom estado. Também cheguei a ter um desses.

Brasilino da Fábrica de Móveis Brasil

Uma das grandes lojas de móveis dos anos 70 e 80, a Fábrica de Móveis Brasil dava de brinde seu mascote, o boneco Brasilino, para quem fizesse uma compra. Ele era lembrado sempre por um de seus principais garotos-propaganda, Raul Gil. E tinha um comercial de TV que eu achava insuportável…

Gotinha da Esso

Os bonequinhos da Esso, também dos anos 60 e também distribuídos nos postos de gasolina, fizeram muito sucesso. Cheguei a ter o casalzinho, o gotinha e a gotinha, e o sucesso era amplificado porque havia comerciais de TV muito bem feitos, na forma de desenho animado, que deixavam os brindes irresistíveis para as crianças – que imploravam aos pais que fossem abastecer o carro nos postos Esso. “Só Esso dá ao seu carro o máximo!”. Anos depois a Esso lançou seu Tigre, mas esse não cheguei a possuir.

Robô no Ovomaltine

A série Perdidos no Espaço foi um sucesso gigantesco no final dos anos 60 no Brasil. Aproveitando-se disso, o achocolatado Ovomaltine deu de brinde nessa época uma réplica do robô da série. A campanha foi tão bem sucedida que muita gente ficou sem receber o robô prometido, porque o estoque havia acabado… Eu fui um deles… Snif!

Figuras de índios do Toddy

O Toddy (e Nescau e Ovomaltine) entraram no Brasil todos mais ou menos na mesma época. Mas foi o Toddy quem mais deu brindes em suas campanhas, enfatizando para as mães que suas crianças ficariam fortes. Nas embalagens de vidro vinham carros, aviões e um monte de outras coisas. E o Toddy ainda patrocinava programas de muito sucesso, como “Patrulheiros Toddy”, no começo dos anos 60.

A série era “Tales of the Texas Rangers” e exibida na TV americana entre 1955 e 1958.  Aqui, a série virou uma febre e, aproveitando-se do momento, o patrocinador passou a promover o sorteio de um uniforme completo de Patrulheiro Toddy. Basta para isso enviar o rótulo da embalagem de Toddy com nome, endereços, etc. E já viu, o sonho de todo moleque em 1961 era ganhar esse uniforme!

O programa era apresentado na TV por Dary Reis, cercado por moleques todos de uniforme. Que inveja a gente tinha dessas crianças!

A molecada consumia Toddy feito doida, porque também vinham índios de plástico dentro do frasco, em outra promoção! Essa foi em 1967, se não me engano:

Em cada vidro vinha uma figura plástica de índio. Eram doze modelos diferentes pra colecionar. Quem completasse os doze, levava até um posto de troca e recebia um brinquedo Forte Apache completo, ou um traje de cacique ou princesa da tribo. Os índios não eram inutilizados; eles eram devolvidos para as crianças apenas com uma marca para que não pudessem ser trocados de novo.

Gibis no sabão em pó Rinso

O sabão em pó Rinso foi o primeiro a ser fabricado no Brasil, em 1953, pela Unilever. Era o dono do famoso slogan “Rinso lava mais branco”, e já não é mais fabricado, tendo sido substituído pelo OMO. Mas ele lançou uma promoção muito interessante em 1971: uma coleção de 4 revistas de quadrinhos Disney, produzidas pela Abril. As revistas vinham embaladas em um plástico coladas no verso da caixa do sabão, e dava pra ver a revista antes de comprar o produto, evitando de comprar repetida.

Se você se lembrar de mais um desses brindes geniais, e que marcaram época, que tal me dar um toque? Posso preparar outro post com essas indicações!

 

 

 

 

 

Fonte:

vejasp.abril.com.br

A História da Menstruação contada pela Disney

A Segunda Guerra Mundial foi um período trágico no século XX. Não apenas por ter convulsionado a Ásia e a Europa e provocado milhões de vítimas, mas também por ter criado um período de grandes dificuldades econômicas para todo o planeta.

Os Estados Unidos só entraram diretamente na guerra em 1941, depois do ataque japonês em Pearl Harbor. Mas, antes disso, o país vinha apoiando os aliados, principalmente a Inglaterra, enviando armas, alimentos e munição por navio. Esse esforço de guerra, bastante ampliado mais tarde, canalizou os recursos do país para a produção de armamentos, navios e aviões, e treinamento dos soldados.

Isso, evidentemente, afetou as empresas americanas e a Walt Disney Productions foi uma delas. Além de ver o mercado europeu praticamente desaparecer, muitos dos animadores do estúdio foram convocados para as Forças Armadas. Um contrato exatamente com o governo acabou salvando a empresa. Por esse contrato, Disney deveria produzir centenas de horas de animação e milhares de desenhos e insígnias para todas as frentes do governo.

Afinal, os esforços de guerra eram válidos e aceitáveis. E todos sabiam que uma guerra de propaganda estava sendo travada em todos os fronts, portanto nenhuma oportunidade poderia ser dispensada para consolidar o moral do país.

A ilustração acima, para a edição de setembro de 1942 da revista Coronet, mostrava os personagens Disney na linha de frente, como milhares de outros nos campos de batalha da Europa e Ásia. O Donald, como marinheiro, simboliza que a caneta é agora igual à espada, enquanto outros personagens representam uma variedade de papéis em tempo de guerra: os porquinhos simbolizam o poder da indústria, Minnie é uma voluntária da Cruz Vermelha, Dunga compra bônus de guerra, Flor é membro do serviço de guerra química e Tambor é sinalizador do exército. O tigre voador e o esquadrão mosquito representam as mais de 1.200 insígnias criadas nos estúdios Disney.

Esse período fez com que Disney e seus criativos mergulhassem em temáticas até então distantes das produções costumeiras. Eles criaram projetos para o Departamento de Tesouro, incentivando a poupança. Campanhas de higiene e escovação de dentes, de doação de sangue, de racionalização dos alimentos (na época da guerra, além do petróleo, o país sofreu com racionamento de açúcar, café, carne, laticínios, etc etc) e muitas e muitas outras.

Depois da guerra,  Walt embarcava de novo em suas grandes produções para o cinema e começava a desenhar seu projeto mais ambicioso, a construção da Disneylândia, sonhando ao mesmo tempo em explorar aquela novidade que surgia, a televisão.

Os filmes-pacote produzidos até então, como “Alô Amigos” ou “Você já foi à Bahia” (acima), que consistiam de 3 ou 4 média-metragens de produção mais rápida e mais barata, e filmados ao mesmo tempo que as encomendas do governo, não davam muito lucro. E dinheiro era o que o estúdio mais precisava.

Aproveitando as competências aprendidas na produção dos curta-metragens, eles foram oferecer seus serviços para as grandes empresas, criando então filmes educativos sob encomenda e inaugurando, por assim dizer, essa prática que até então não era disseminada. Seriam o que hoje chamamos de “comerciais de TV”, só que mais compridos e exibidos nos cinemas, ou em projeções fechadas para públicos específicos.

Essa vertente não durou muito. Primeiro, porque Walt estava mais interessado em expandir a produção para o cinema, tanto em longa-metragens de animação (“Alice no País das Maravilhas”) quanto documentários e “live-actions” (ele começava a planejar “Vinte Mil Léguas Submarinas”). Segundo, porque vários animadores tinham saído dos estúdios para trabalhar na concorrência, alguns até fundando seu próprio estúdio, a UPA.

Mas alguns desses filmes sobreviveram ao tempo, como “A História da Menstruação”.

“The History of Menstruation” foi encomendado em 1946 pela Companhia Cello-Kotex International (atual Kimberly-Clark) e exibido para cerca de 105 milhões de estudantes americanos em aulas de educação sobre a higiene feminina. Ele foi considerado o primeiro filme a usar a palavra “vagina”.

Imagine que, naquele tempo, as pré-adolescentes não recebiam muita informação sobre sexualidade, o que poderia causar espanto em muitas delas quando a primeira menstruação chegava. O assunto ainda era um tabu para as mães.

O curta, de dez minutos, foi feito sob consultoria de um ginecologista, algo que aumentava a credibilidade da produção, e foi ainda distribuído com um livro chamado Very Personally Yours, que tinha informações sobre o assunto e anúncios sobre absorventes e coisas do gênero.

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O curioso é ver a visão bastante antiquada e recatada que se tinha sobre sexualidade, tanto que não há referências a sexo ou reprodução, apenas as questões comuns sobre o processo menstrual e higiene. Outro ponto curioso é notar que a narradora afirma que a menstruação não tem nada de misterioso e estranho… E o filme mostra mulheres em atividades “normais”, como cavalgando, tomando banho ou dançando durante o ciclo menstrual. Como não há referência a sexualidade, tudo é apresentado mais como um problema de higiene, tanto que a menstruação é branca, e não vermelha.

E, claro, como o projeto era patrocinado, nos anúncios do Kotex no livreto, as meninas eram desencorajadas a usar o absorvente interno, cujo mercado era dominado pelo Tampax, da concorrente Procter & Gamble.

Seja como for, o valor histórico e nostálgico de assistir a uma produção dessas da Disney é inquestionável.

Desfrute dessa experiência agora:

 

Leia, Solo, Vader: saiba a origem de nomes dos personagens de “Star Wars”

 

A saga “Star Wars” nunca foi tão popular quanto atualmente. A caminho de se tornar o filme mais visto da história do cinema, o sétimo episódio tem despertado o interesse de fãs e não-fãs por tudo que se relaciona à sua produção. E um dos temas mais curiosos é a origem dos nomes de seus principais personagens.

O site de línguas “Babbel” fez um glossário com a origem e a etimologia de nomes de personagens. Confira algumas curiosidades:

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Chewbacca – O copiloto de Han Solo e braço direito do contrabandista espacial foi inspirado no cachorro de George Lucas, o criador da franquia. O animal, da raça Malamute, do Alasca, se chamava Indiana, nome que pode ter dado origem mais tarde ao aventureiro Indiana Jones. Já em relação à origem do nome do wookie favorito da série, acredita-se que está relacionada com a palavra cachorro em russo.

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Darth Vader – A hipótese mais aceita sobre o nome do vilão mais famoso de “Star Wars” seria a de “Dark Father”, já que “Darth” é parecido com “dark” e “Vader” em holandês significa “pai”. Mesmo assim, o próprio George Lucas teria afirmado que o nome surgiu da combinação entre as expressões “death water” e “dark father”.

Han Solo – A origem do nome do famoso contrabandista espacial e piloto da potente nave Millenium Falcon surge de Han, uma forma arcaica de John, e de Solo, como o sobrenome de Napoleon Solo, da série de televisão da década de 1960 “The Man From U.N.C.L.E”.

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Obi Wan-Kenobi – Um dos jedis mais importantes da saga teve seu nome influenciado pelos filmes de Kurosawa. Em japonês, “obi” é a faixa que prende o quimono, “ken” é “espada” e “wan” se parece com o termo “san”.

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Jedi – Por falar em “jedi”, a palavra Jedi, que define os cavaleiros do lado bom da Força, pode ter várias origens. Uma delas provém dos lordes de Barsoom do livro de Edgar Rice Burroughs, conhecidos por Jed Jeddark. Outra teoria é que o nome teria se inspirado nos filmes de Akira Kurosawa, já que o tipo de roupa usado pelos seus personagens se chama “jidaigeki”.

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Luke Skywalker – O nome de um dos protagonistas mais importantes da franquia é derivado do grego “Loukas”, similar a “Leukos”, que significa luz. Essa hipótese é bem aceita pelos fãs de “Star Wars”, pelo fato do personagem lutar contra o lado negro da Força. O nome também teria uma grande ligação com o sobrenome de George Lucas. Já Skywalker, traduzido do inglês, significa “peregrino do céu”.

Yoda – A origem do nome do mestre jedi mais poderoso de todos (pegando carona com Luke na imagem acima) não é muito certa, mas duas teorias existem sobre ela. O nome poderia ter sido influenciado pelas palavras “yoddha”, que em sânscrito significa “guerreiro”, ou yodea, que em hebreu é “aquele que sabe”.

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Princesa Leia Organa – A princesa e uma das líderes rebeldes contra o Império tem um nome que lembra muito o da princesa Dejah Thoris (que se pronuncia Déia Tóris), do clássico de Edgar Rice Burroughs, “John Carter of Mars”, da década de 1930. Já Organa seria uma referência à escolha da personagem de ficar do lado natural e orgânico da Força.

 

A saga começou na década de 1970, quando o então desconhecido George Lucas escreveu um roteiro para seis horas de filme. Após ter o trabalho rejeitado, ele dividiu a peça em seis episódios e conseguiu aval para produzir os três últimos. O filme “Star Wars” foi lançado em 25 de maio de 1977 e conquistou a maior bilheteria do ano: $775,3 milhões de dólares. A partir de então, Lucas produziu os demais episódios e tornou-se um dos mais respeitados empreendedores de Hollywood. Atualmente, a saga já rendeu mais de $20 bilhões de dólares e tem fôlego para muito mais, sob o comando da Disney.

Vamos aguardar os próximos episódios!

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Confira o calendário com algumas das maiores estreias do cinema em 2016

Para você que gosta de cinema, segue uma lista das grandes estreias do ano que se inicia. Fique atento, reserve espaço na sua agenda, e grana em seu bolso. Há muita coisa boa vindo por aí, como Batman Vs. Superman, Capitão América 3, Independence Day 2, Kung Fu Panda 3, Star Trek 3, entre outros!

4 de fevereiro: O Regresso (The Revenant, 2015)
No século 19, o explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) comanda uma ação no rio Missouri, EUA. No local ele acaba sendo atacado por um urso e seu filho morre. Em vez de ajudarem, os trabalhadores que o acompanhavam o deixam à própria sorte. Para a surpresa do grupo, o explorador sobreviveu e ele está sedento por vingança. O Leo di Caprio é uma grande aposta para receber o Oscar de melhor ator por seu desempenho nesse filme.

11 de fevereiro: Deadpool (Idem, 2016)
O mercenário Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um anti-herói do universo Marvel, conhecido como Deadpool. Depois de ser submetido a um experimento para ganhar fator de cura, o mercenário tagarela, armado com suas habilidades e um senso de humor negro, vai atrás do homem que quase destruiu sua vida.

18 de fevereiro: Zootopia – Essa Cidade é o Bicho (Zootopia, 2016) – animação da Disney
Habitante de Zootopia, Nick Wilde, uma raposa falastrona, é acusada por um crime que não cometeu e foge. A melhor policial da cidade, uma coelha, segue seu rastro implacavelmente determinada a fazer justiça, mas os dois inimigos acabam se unindo ao se verem vítimas de uma grande conspiração. Outra grande aposta do ano, desta vez da Disney.

3 de março: Kung Fu Panda 3 (Idem, 2016)
O desajeitado urso panda Po (dublado originalmente por Jack Black), segue sua jornada ao lado do mestre Shifu (Dustin Hoffman), Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Víbora (Lucy Liu) e Louva-Deus (Seth Rogen). O grupo precisa enfrentar uma força sobrenatural e Po vai finalmente conhecer o seu pai verdadeiro, que havia sumido.

17 de março: A Série Divergente – Convergente (The Divergent Series: Allegiant, 2016)
A sociedade baseada em facções, na qual Tris Pior (Shailene Woodley) acreditou um dia, desmoronou, destruída pela violência e por disputas de poder. Agora, Tris terá de lidar com novos desafios e se vê mais uma vez forçada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

24 de março: Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn Of Justice, 2016)
Após os eventos de O Homem de Aço, Superman (Henry Cavill) divide a opinião da população mundial. Enquanto muitos contam com ele como herói e principal salvador, vários outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, porém, uma nova ameaça ganha força. O trailer já está rodando nas nossas telas.

14 de abril: Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book, 2016)
Baseado na série literária de Rudyard Kipling, a trama gira em torno do jovem Mogli (Neel Sethi), garoto de origem indiana que foi criado por lobos em pela selva, contando apenas com a companhia de um urso e uma pantera negra. Mais um aguardado lançamento da Disney.

28 de abril: Capitão América 3 – Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016)
Os fãs da Marvel esperam este filme com ansiedade. O Capitão América (Chris Evans) lidera a nova equipe dos Vingadores em seus esforços para manter a humanidade em segurança. Depois que outro incidente internacional envolvendo os Vingadores causa danos consideráveis, o aumento da pressão política resulta na implementação de um sistema de responsabilidade e um conselho governamental. O ato divide as opiniões, originando duas facções. Uma se alia ao Capitão América, sem a interferência do governo. Já a segunda é liderada pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), que decide apoiar as decisões governamentais.

19 de maio: X-Men – Apocalypse (X-Men: Apocalypse, 2016)
A Marvel, agora da Disney, também fez altas apostas neste filme. En Sabah Nur, mais conhecido como Apocalipse, se considera o mutante mais antigo que existe. O vilão retorna com planos de mergulhar o mundo em um apocalipse para garantir a supremacia. Hora de reunir os X-Men para enfrentar a ameaça global.

9 de junho: Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft, 2016)
A região de Azeroth sempre viveu em paz, até a chegada dos guerreiros Orc. Com a abertura de um portal, eles puderam chegar à nova Terra com a intenção de destruir o povo inimigo. Cada lado da batalha possui um grande herói, e os dois travam uma disputa pessoal, colocando em risco seu povo, sua família e todas as pessoas que amam.

9 de junho: Truque de Mestre 2: O 2º Ato (Now You See Me 2, 2016)
Após enganar o FBI um ano antes, o grupo de mágicos é forçado a se reunir mais uma vez e realizar uma nova série de golpes elaborados que culminarão na maior ilusão que já fizeram até agora.

23 de junho: Independence Day – O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence, 2016)
Depois da destruição que alienígenas fizeram 20 anos atrás, a população mundial sempre soube que um dia eles voltariam. O governo americano se prepara para um novo ataque usando a tecnologia alienígena recuperada no primeiro ataque. Mas isso não é o suficiente e as pessoas se unem para lutar mais uma vez pela liberdade e evitar a aniquilação.

14 de julho: As Caça-Fantasmas (Ghostbusters, 2016)
Na Universidade de Columbia, um grupo de estudantes de física realiza experiências avançadas sobre as dimensões da existência. Mas quando os testes dão errado, um grupo de caça-fantasmas formado por Erin (Kristen Wiig), Abby (Melissa McCarthy), Jillian (Kate McKinnon) e Patty (Leslie Jones) precisa solucionar este caso.

1 de julho: A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan, 2016)
Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan (Alexander Skarsgård), aclimatado à vida em Londres com sua esposa Jane (Margot Robbie), é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico. O vilão é o Capitão Ron (Christoph Waltz).

21 de julho: Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016)
Após sofrerem com a ira de John Harrison/Khan (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica.

4 de agosto: O Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016)
Reuna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie a uma missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente governamental Amanda Waller (Viola Davis) decidiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Então, assim que o improvável time percebe que eles não foram escolhidos para vencerem, e sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida vai morrer tentando concluir a missão ou decidem que é cada um por si?

3 de novembro: Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016)
O neurocirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) sofre um acidente e como sequela ele perde a habilidade com as mãos. Desesperado para voltar a ser um médico de prestígio, Stephen vai ao Himalaia em busca de cura e lá se torna aprendiz de um mestre, que o ajuda a se tornar o grande mago.

15 de dezembro: Star Wars – Rogue One (Rogue One: A Star Wars Story, 2016)
No primeiro filme derivado da franquia Star Wars, guerreiros rebeldes partem em missão para roubar os planos da Estrela da Morte e trazer nova esperança para a galáxia. A história se passa antes dos eventos do episódio IV “A Nova Esperança”, então Darth Vader deve aparecer nesse filme!

 

 

 

 

 

 

 

 

Donald no País da Matemática

Em 1959, Walt Disney estava lançando um filme que era um de seus projetos mais pessoais , “A Lenda dos Anões Mágicos” (Darby O’Gill and the Little People). Esse filme, sobre o qual falo aqui, foi notável por ser um dos primeiros papéis da carreira de Sean Connery, então com 29 anos, e também porque era exibido junto com um curta-metragem que se tornou um clássico: “Donald no País da Matemágica”.

Donald no País da Matemágica (“Donald in Mathmagic Land”) é um curta de 27 minutos, estrelado pelo Donald, e que foi disponibilizado para várias escolas mais tarde, tornando-se um dos mais populares filmes educativos já feitos pela Disney.  Na época, foi lançada uma revista em quadrinhos baseada no curta que também fez enorme sucesso.

Essa história foi publicada muitas vezes no Brasil, a primeira delas em 1967, na revista “Tio Patinhas”:

Walt Disney, uma vez, comentou sobre o filme: “O desenho animado é um bom meio para estimular o interesse. Recentemente explicamos a matemática em um filme e conseguimos estimular o interesse do público neste assunto tão importante.”

Realmente, Disney e sua equipe foram brilhantes em transformar um tema tão árido num desenho tão inteligente e divertido. Afinal, Donald se encontra com Pitágoras, entende a Regra de Ouro, recebe uma explicação sobre as proporções ideais do corpo humano, faz alguns jogos mentais e o desenho termina com uma citação de Galileu Galilei.

Se você nunca assistiu esse curta-metragem, recomendo que o faça, e chame seus filhos para ver. Vai valer muito a pena!

Caso você prefira assistir na versão original (e sem legendas), aqui está.

Divirta-se!