Algodão ou papel-toalha? Como limpar a tela do celular (e como não limpar!)

  • Telas de smartphones precisam de limpeza com certa frequência
  • Panos de microfibra e algodão são as melhores opções para higienizar os aparelhos
  • Uso de toalhas de papel, sabonete e esponjas pode piorar situação
Você é daqueles que limpa a tela do celular no primeiro pedaço de pano que vê pela frente? Mesmo que isso signifique esfregar o vidro do seu caríssimo smartphone na calça jeans? Apenas pare. É sempre bom limpar a gordura e eliminar as bactérias do aparelho, mas é preciso cautela. Existem jeitos certos (e muito errados) de tirar a sujeira do touchscreen. Separamos algumas dicas, mas antes de mais nada desligue o aparelho antes de tomar qualquer tipo de atitude em relação a isso, ok? 

O que usar

Pano de microfibra

O pano de microfibra, com certeza, é a melhor opção para higienizar o seu aparelho. Não quer passar só o pano na tela? É possível utilizar (pouca) água destilada para umedecê-lo e deslizá-lo pela região frontal do celular com cuidado – de cima para baixo ou de um lado para o outro. Limpe as partes laterais e a traseira também, da mesma maneira. Lembre-se que líquido e alguns eletrônicos (os que não são à prova d’água) não “dão match”, então, nada de encharcar o pano –um borrifador, nestes casos, é a melhor opção…

Fitas adesivas

Foi para a praia com o celular ou acabou deixando ele na grama? Saiba que grãos e fiapos adoram as fendas de eletrônicos. Um truque que pouca gente conhece é usar fitas adesivas, que são aliadas na “briga” contra objetos minúsculos. É só colocá-las –sem muita força, é claro– ao longo das bordas do smartphone para que a sujeira grude na fita.

Algodão

Assim como o paninho de microfibra, o algodão levemente umedecido pode ajudar a combater a sujeira. Camisetas, flanelas ou paninhos feitos de algodão também são úteis. Só as camisetas de algodão, ok? Nada de tecidos mais grossos, que podem riscar o vidro.

O que não usar?

Toalha de papel

Elas parecem as mais indicadas (e fáceis) para dar um jeito na tela do seu celular, certo? Errado. Na verdade, as toalhas de papel são inimigas da limpeza, porque podem causar arranhões no aparelho. É melhor deixar elas para comidas e higiene pessoal, mesmo.

Sabonete

Jamais. Deixe o sabonete para o seu corpo –a composição química do produto pode estragar tanto a tela quanto a parte eletrônica do seu smartphone.

Vinagre

Essa solução pode virar uma dor de cabeça daquelas. É que o vinagre é capaz de tirar o revestimento da tela do seu aparelho, e o que já está ruim, pode piorar…

Esponjas

Parece óbvio, mas é bom lembrar que a tela do seu celular odeia coisas ásperas. E isso vale para esponjas.

Fonte:

Bruno Madrid

De Tilt, em São Paulo

 

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UTILIDADE PÚBLICA: Mitos e verdades sobre a gripe

Todo ano é a mesma coisa, muda a estação, os dias esfriam e a gripe aparece antes mesmo que comece a campanha de vacinação.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as infecções respiratórias constituem a maior causa de consulta aos serviços de saúde, principalmente entre crianças até cinco anos. E isso em qualquer época do ano.

Porém, com a queda da temperatura, cresce a incidência dessas doenças, que se mantêm entre as principais causas de internação no país. Além da gripe, causada por vírus, o problema é agravado porque 30% dos brasileiros apresentam complicações alérgicas, como rinite e bronquite, no outono/inverno.

Tem mais: o vírus da gripe sobrevive por mais tempo em ambientes secos, característica típica do inverno no Brasil. Por fim, as pessoas ficam mais tempo em locais fechados, potencializando a transmissão.

Veja a seguir as dicas que vão desmistificar algumas das crenças sobre como tratar e se proteger da gripe, e confirmar outras. Não deixe de ler!

Os analgésicos e antigripais não têm poder de cura e qualquer um deles deve ser ingerido apenas para alívio dos sintomas. A automedicação é totalmente contraindicada. O que vale mais que tudo, sustentam os médicos, é ingerir muita água, comer bem e repousar. Caso não haja melhora, buscar orientação médica para adotar o tratamento adequado.

Embora não existam estudos científicos que comprovem a eficácia de chás no combate à gripe, sabe-se que alguns tipos aliviam os sintomas (chás de hortelã, menta, alho, mel e limão, por exemplo). A menta tem poder expectorante, o alho e o mel estimulam o sistema imunológico. E o chá quente provoca uma vasodilatação nas vias respiratórias, o que minimiza a sensação de desconforto e melhora o afluxo de oxigênio e nutrientes, necessários para o corpo reagir e permitir a reposição de células. Além disso, atenua a congestão nasal.

A gripe é causada pelo vírus influenza e deixa as defesas debilitadas, facilitando a entrada de elementos invasores. Então, embora aumente o risco de se contrair a doença, não se pode dizer que a pneumonia seja uma gripe mal curada. Mas o conselho é que a pessoa observe se os sintomas da gripe mudam ou pioram com o tempo. Porque isso indica que pessoa pode ter desenvolvido outras disfunções, como bronquite, otite, sinusite e até pneumonia.

Para início de conversa, xaropes não são inofensivos. O médico deve ser consultado para orientar se é ou não o caso de usar xarope, e de que tipo. Há os mucolíticos, que tornam o muco mais fluido e ajudam na sua eliminação; os broncodilatadores, que aumentam o tamanho dos brônquios para facilitar a passagem do muco; e os para inibir a tosse. Todo medicamento pode ter efeitos colaterais que variam de acordo com a pessoa. Alguns xaropes, além da propriedade expectorante, são também laxantes e originam irritação gástrica e intestinal, urticária, falta de ar…

Imagine a seguinte situação: você dá a mão para alguém contaminado que acabou de assoar o nariz; aí, coloca a mão no seu nariz ou na sua boca. É possível que tenha carregado o vírus para dentro do seu organismo. Gotas de saliva podem cair em superfícies como mesas e corrimão de escadas e, aí, acontecer a transmissão pelo contato com as mãos.

Não existe injeção contra gripe ou resfriado. Nossos avós tinham esse hábito, mas sabe-se que de nada adianta. O mais relevante é a boa hidratação, o repouso e o alívio dos sintomas com analgésicos.

As infecções não têm relação com a baixa temperatura ou exposição ao frio, já que a transmissão acontece pelo contato com pessoas ou objetos contaminados. O que acontece é que, na época do frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, em que há pouca circulação de ar, e isso facilita a transmissão do vírus. Curiosidade: para que um indivíduo contamine outro ao tossir, espirrar ou falar, é preciso que estejam a uma distância de no mínimo 90 cm…

Ele não cura a gripe, mas tem elementos como a alicina, de ação anti-inflamatória e antibacteriana. E várias substâncias do alho vêm sendo relacionadas ao tratamento de resfriados e gripes, reduzindo os sintomas, como a coriza, e a duração das doenças.

Há casos de pessoas que recebem a vacina e, no dia seguinte, acham que estão gripadas. Mas não se trata da doença, pois não há vírus vivo na vacina. O que ocorre é que muitas pessoas, nos dois primeiros dias após a imunização, sentem dormência e vermelhidão no local da aplicação, além de febre baixa (até 38ºC) e sintomas de uma gripe leve. Nestes casos, o vírus estava incubado e os sinais são uma resposta imunológica imediata do organismo.

A proximidade favorece a contaminação, pois os micro-organismos circulam no ar, em gotículas de secreção expelidas pela pessoa contaminada. Importante: apesar de a forma mais comum de transmissão ser de indivíduo para indivíduo, também é possível contrair a moléstia por meio de contato com objetos contaminados, como talheres e teclados de computador. Fique ligado!

O resfriado pode ser detonado por mais de 200 tipos de vírus e tem características inflamatórias, manifestadas por coriza e espirro, por exemplo. Já a gripe é oriunda do vírus influenza, que chega ao organismo pelas mucosas e traz sintomas como febre alta, dores no corpo e indisposição geral. Então gripe não é um resfriado mal curado, ou vice-versa, já que são situações clínicas diferentes.

A limpeza correta das mãos é uma ótima forma de prevenção, assim como a pessoa deve evitar manipular a secreção com as mãos e tossir ou espirrar em ambientes fechados.

Não há comprovação científica que relacione isso com pegar gripe. A infecção só acontecerá se o sujeito entrar em contato com o vírus. Idem para o medo de dormir com o cabelo molhado: o máximo que pode ocasionar é uma crise de rinite, já que a umidade favorece a proliferação de fungos que resultam em reação alérgica. As variações bruscas de temperatura, em pacientes sensíveis que têm asma ou rinite, contribuem para um quadro desconfortável de congestão, mas que nada tem a ver com gripe ou resfriado.

A porta de entrada é a respiração, o sujeito inala o que está em suspensão no ar, colocando para dentro do corpo por meio do nariz e da boca. O contágio se dá por fala, espirro, tosse e o quadro tem início quando o vírus começa a se dividir: as células do organismo trabalham para barrar tal processo e provocam uma reação inflamatória, com produção de muco.

Entenda por que dói tanto um corte de papel

Você já xingou até a última geração da árvore que deu origem àquele papel que cortou o seu dedo? (eu, já; na época em que manipulava mais papel do que hoje em dia, quando uso mais o computador, eu cortava os dedos toda hora…)

E já se perguntou como é possível um corte tão pequeno causar tanto incômodo? Acredite, a culpa não é só do papel…

De acordo com Hayley Goldbach, dermatologista da Universidade da Califórnia, temos muitos nervos nas pontas dos dedos, onde os cortes costumam acontecer. As pontas dos dedos são usadas para explorarmos o mundo, e fazermos tarefas delicadas. Esses nervos são uma espécie de mecanismo de defesa.

Por isso, as bordas afiadas do papel são cortantes o suficiente para atingir esses nervos. Cada cortezinho “inocente” desses passa pela camada superficial da pele – que não tem terminações nervosas – e ativam nossos mecanismos de defesa. Por isso é que dói.

E o fato de esses cortes serem superficiais também ajuda a explicar por que doem tanto: um ferimento mais profundo provocaria sangramento. O sangue coagularia e ajudaria na cicatrização. Como no corte feito pelo papel isso não acontece, a dor torna-se aguda e prolongada, numa área que usamos continuamente e que fica muito exposta.

Por isso, é importante cobrir o machucado e evitar a exposição dos nervos até que a pele consiga cobrir o ferimento novamente.

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL

Por que o leite sobe ao ferver e derrama tudo?

Falando sério, agora.

Tem muita gente morando sozinha pela primeira vez na vida. Sejam aqueles que se separam depois de anos de casamento, ou os filhos que concluem que está na hora de voar pra longe das asas dos pais. Essa gente que começa a morar sozinha muitas vezes não tem noção de coisas básicas, já que alguém fazia isso por eles. Como ferver o leite sem derramar, por exemplo.

A pergunta que não quer calar é: “Por que isso só acontece com o leite, e não com a água?” Essa é fácil!

A água é apenas um liquido, ou seja, não tem outros componentes para evaporar a não ser ela mesma. Mas o leite, além de água, é composto por substâncias como proteínas, gordura, açúcar (lactose) e sais minerais. Quando aquecidas, as moléculas desses componentes atrapalham a liberação dos vapores da água, porque elas formam uma película na superfície, que a gente chama de nata.

Como o calor do fogo está sendo distribuído de baixo para cima, no fundo da leiteira começará a se formar o vapor de água, e como esse vapor é menos denso, vai subir!

Daí, o vapor não vai conseguir romper aquela espécie de tampa formada pela gordura e pelas proteínas do leite. Quanto mais aquecemos, mais bolhas de vapor vão se formando debaixo dessa nata espumosa. O vapor vai empurrando a “tampa” para cima até transbordar!

E o fogão fica aquela maravilha, todo sujo… Bem, daí, para evitarmos isso, temos algumas alternativas:

  • ficar o tempo todo vigiando, sem virar as costas para o leite…
  • romper manualmente a tal película de nata, mexendo o leite de vez em quando.
  • tem gente que usa um truque de colocar uma colher de pau na borda da panela (mas não sei se funciona, em tese, a colher romperia a camada de espuma quando ela subisse, empurrada pelo vapor)

Há uma dica que funciona e que era usada pelos nossos avós no tempo em que não havia o leite pasteurizado e você era obrigado a ferver tudo.

Como ferver o leite sem transbordar 

Meça o diâmetro da leiteira e procure uma louça refratária, um pires, por exemplo, que caiba dentro dela com folga, deixando espaço nas laterais. Coloque o leite, o pires emborcado (de cabeça para baixo) e leve ao fogo, nessa ordem: nunca coloque o pires com o leite já quente, há o perigo do choque térmico no material.

Como assim? Uma peça de louça evita que o leite transborde?

SIM! Quando a temperatura do leite aumenta, a gordura sobe e se concentra na superfície, e aí a água entra em ebulição, o vapor sobe, encontra a nata, empurra tudo para cima, o leite derrama e faz aquela sujeira.

Isso a gente já sabe. Certo? O truque do pires não é mágica.

O que ocorre é que o pires é mais denso e pesado que a gordura do leite, correto? Quando está emborcado dentro do leite, ele forma uma espécie de cúpula debaixo dele e ali vão se acumular as moléculas da água em estado gasoso, bolhas de vapor.

Quando a pressão sob o pires, exercida de baixo para cima pelas moléculas de água, for suficientemente grande, elas o levantarão um pouco e escaparão pela fresta que foi formada. Como a energia térmica e a densidade daquelas moléculas de água são, respectivamente, maior e menor do que as das que se encontram fora do pires, essas moléculas “recém-libertadas” irão adquirir energia cinética maior na subida, colidindo com mais força na camada de gordura na superfície e rompendo a nata.

O vapor vai escapar normalmente e o leite não vai transbordar!

Por isso, da próxima vez, preste atenção, para depois não ter que chorar pelo leite derramado!

 

 

 

 

 

Coisas que ninguém nunca me contou…

Então… A vida é complicada, e isso todo mundo já percebeu – até os irmãozinhos caçulas quando têm que enfrentar o irmão mais velho… Mar de rosas? Só para alguns, tipo aqueles senhores de terno de tecido brilhante e cabelo pintado, com um séquito de seguidores (puxa-sacos?) atrás, bradando aos quatro ventos que “rouba, mas faz”. Se bem que, hoje em dia, até esses senhores correm o risco de perder essa boquinha.

Seja como for, a vida é complicada e quase ninguém tem a ousadia de nos dizer a verdade, nua e crua. Mas a gente precisa ouvi-la, de vez em quando. Descobri no site “Stuff no one Told Me” um cara que fez isso. Sabe que as coisas que ele fala nos fazem pensar?

Confira algumas delas!

Os mais durões são muitas vezes os que mais precisam de afeto.

Você não TEM que participar da sacanagem de ninguém.

De vez em quando é bom ter preguiça.

Não é coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas. ““Não fiz nada de importante na vida, mas vou ficar me gabando nas próximas horas, cara!”

Confie nos seus instintos. “Estou com aquele pressentimento estranho de novo…”

Não se leve muito a sério.

As mulheres têm tanto tesão quanto os homens. Acontece que elas sabem disfarçar melhor.

Esteja aberto às coisas novas. “Em 1441. A imprensa vai acabar com tudo!” “Hoje em dia. A internet vai acabar com a cultura!”

Não esconda nada e então não terá nada a esconder. ““…e essa é minha coleção de pornô anal…”

Pessoas que ferram qualquer um, vão mais que provavelmente pisar na sua cabeça pra ferrar qualquer um. Afaste-as da sua vida.

Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E ignore essas pessoas.

Ninguém se importa com as duas semanas que você “morou” nos Estados Unidos/Europa/Ásia… Pare de ficar se gabando. “Na Europa, as pessoas peidam por trás!”

Ser bem sucedido tem significado diferente para cada um. Respeite isso.

Às vezes, “vai se foder” é a melhor resposta. Mas nem sempre… infelizmente.

Não espalhe sua raiva pela internet, fazer isso é uma coisa idiota e todos vão poder dizer que você faz isso porque tem um pinto pequeno.

Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.

Não dá pra se livrar de todos os seus medos… Mas dá pra aprender a viver com eles. “Quer mais chá?”

Algumas vezes, desistir é a decisão mais corajosa.

Pensar demais pode te levar a conclusões equivocadas. “Eu te amo!” “Que merda você fez agora?”

Ninguém fica contando quantas vezes você fez merda na vida… Então, relaxa, porra!

Quando a maioria dos botecos está mais limpa do que a sua casa, é hora de fazer uma limpeza… ou de ir para os botecos.

“Oi”é a palavra mais poderosa contra solidão. “Oi!”

Manual do bom bebedor de cerveja Pilsen

Sabia que beber menos é beber com mais qualidade?

Pois é. Por isso, e ainda mais quando se trata de cerveja, quanto mais você souber sobre a bebida que se põe no copo, melhor.

A pilsen é a cerveja favorita dos brasileiros (e no mundo todo) e responde por 98% das cervejas consumidas por aqui. Dourada, leve e refrescante, com baixo teor de álcool, é a cara do verão, do churrasco, das festas e dos botecos.

Ela caiu nas graças de todos desde que foi criada em sua cidade homônima, em 1842, na região da Boêmia, onde fica hoje a República Checa. Considerando que a cerveja existe há 6.000 anos, essa fama veio meio tarde, mas foi um divisor de águas. A pilsen fez com que o consumo global de cervejas fosse parar nas nuvens, e hoje ela detém 60% do mercado total.

São tantas opções que é preciso prestar atenção naquilo que se escolhe pra beber. Mas, antes de sugerir algumas marcas, vamos entender uma coisa.

O que é “pilsen”?

Existem basicamente 3 tipos de cerveja. As Lagers, que são cervejas que usam levedura (fermento) de baixa fermentação (as leveduras ficam no fundo do fermentador e necessitam uma temperatura de mais ou menos 7-12°C para fermentar), as Ales, que são cervejas que usam levedura de alta fermentação (as leveduras ficam em cima nos tanques de fermentação e necessitam de mais ou menos 15-24°C). O outro tipo seria Lambic, que usa fermentação espontânea para criar álcool e tem vários leveduras, e não apenas uma só, como no caso das Ales e Lagers.  
Antigamente, produziam-se apenas as cervejas Ales, e quase sempre escuras. Apenas em 1835 foi descoberto um novo tipo de fermento, o lager, que se desenvolve no fundo dos tanques de fermentação. Aí, poucos anos depois, em 1842, criou-se em Pilsen a cerveja lager mais clara, que passou a ser chamada de “pilsen” ou “Pilsener”. 
Conta a história que o mestre cervejeiro alemão Josef Groll foi convidado a trabalhar numa cervejaria recém-inaugurada em Pilsen, no ano de 1838.
Em 1842, ao fabricar uma cerveja de baixa fermentação, obteve como resultado uma bebida extremamente límpida e cristalina para os padrões da época. A cor dourada chamava muito a atenção, e aliada aos sabores e aromas notáveis de malte e lúpulo, a nova cerveja se tornou popular muito rapidamente. Seu aspecto belíssimo, que remetia a ouro líquido, pôde ser apreciado plenamente nos copos de cristal transparente difundidos na mesma época na região, os famosos cristais da Boêmia. Essa conjunção de fatores contribuiu para o sucesso imediato do novo tipo de cerveja, que foi então batizado com o nome da cidade. 

O que bebemos por aqui

A cerveja pilsen é uma cerveja bem dourada, com notáveis aromas de lúpulo e um sabor bem mais acentuado de malte do que as nossas cervejarias nos vendem aqui como sendo pilsen.  O que bebemos, na maioria das vezes, é na verdade um outro estilo, bem parecido, onde se assemelham mais ou menos a cor, a fermentação, os ingredientes básicos, mas a quantidade deles é bem menor e com isso temos o estilo Standard American Lager.

Eis um gráfico que explica a diferença entre uma cerveja do estilo pilsen e uma cerveja popular de grande cervejaria, vendida como pilsen (não adianta insistir, não vou contar qual é a marca, rsrsrs):
Esse “adjunto” ali significa milho, arroz, açúcar etc. Quando se adicionam esses “adjuntos”,  é possível ter uma estabilização de alguns fatores, mas o sabor acaba sendo bem mais fraco, fica tudo mais ácido, e é preciso adicionar de grandes quantidades de estabilizantes, conservantes, etc para manter a cerveja. Sem contar, é claro, a quantidade de lúpulo significativamente menor. Quando se lê no rótulo a lista de ingredientes (água, malte, lúpulo, levedura, cereais não maltados…), esses cereais são milho e arroz!
Nossas cervejas até que não são ruins de todo, e as grandes cervejarias têm um papel importante. Sem elas, não teríamos acesso a um mundo de alternativas a um preço acessível.

Manual do Bebedor

  1. Diferentemente de alguns vinhos, as cervejas não melhoram com o tempo. Fique atento ao prazo de validade. Para as cervejas artesanais, que têm durabilidade menor, isso é ainda mais importante.
  2. A cerveja é sensível à luz e ao calor. Armazene suas garrafas em lugar fresco e escuro, e agite o mínimo possível.
  3. Cerveja boa não precisa ser estupidamente gelada. A temperatura adequada, dependendo do estilo, varia entre quatro e sete graus. Há tipos que inclusive não precisam ser resfriados. Caso contrário, anestesiará suas papilas gustativas e não dará pra sentir todas as propriedades da bebida, além de mascarar defeitos.
  4. chope é cerveja não pasteurizada, sem conservantes. Tem que ser tomado na hora para não perder suas propriedades.
  5. Cerveja choca é cerveja que congelou e descongelou. Com o congelamento, ela perde aroma, sabor e propriedades. A água se separa dos outros ingredientes e a recomposição não acontece.
  6. Cerveja puro malte é aquela que tem 100% de malte de cevada como fonte de açúcares. Já a cerveja comum é aquela que tem uma proporção de malte de cevada maior ou igual a 50%. A proporção e a escolha desses ingredientes variam entre fabricantes e interferem no sabor e na cor. Uma cerveja puro malte é mais valorizada. Já as que têm adição de milho e arroz são consideradas menos puras e com gosto diferente. Para saber se a cerveja tem adição de outros cereais, basta ler o rótulo. Geralmente estará escrito que a bebida tem “cereais não maltados” na receita.

Confira os tipos de cerveja Pilsen, segundo a BJCP (Beer Judge Certification Program):

Bohemian Pilsener (Pilsen Tcheca): é o estilo original das cervejas feitas como em 1842.

Exemplos: Eisenbahn 5, Pilsner Urquell, Czechvar (Budweiser Budvar), 1795 Original Czech Lager, Staropramen.

Pilsner-Urquell, encontrada aqui na garrafa de 300 ml por cerca de R$ 15,00

Pilsner-Urquell, encontrada aqui na garrafa de 300 ml por cerca de R$ 15,00

German Pilsner (Pils): irmã da Bohemian Pilsener, produzida na região da Boêmia. A produção é adaptada às condições das cervejarias alemãs.

Exemplos: Dado Bier Original, Warsteiner Premium Verum, König Pilsener, Wernesgrüner Pils. etc.

Premium American Lager: boa parte das cervejarias produz suas próprias marcas Premium para atender a um mercado mais exigente quanto a aroma e corpo. Em geral, utilizam ingredientes selecionados, receitas especiais e aplicam estratégias de marketing para diferenciar esses produtos. A garrafa verde é uma delas.

Exemplos: Heineken, Beck’s, Bavaria Premium, Eisenbahn Pilsen, Colorado Cauim, Cidade Imperial Cerveja Clara, Damm A.K. etc.

Um cerveja pilsen com adição de mandioca. Essa é a melhor definição para esta sensacional Premium American Lager feita de puro malte holandês, lúpulos da República Tcheca, água do aquífero Guarany e o toque brasileiro da mandioca - See more at: http://www.thebeerplanet.com.br/cerveja-brasileira-light-lager-colorado-cauim-600ml/p#sthash.2e82t3od.dpuf

A Colorado Cauim é uma cerveja pilsen com adição de mandioca. Essa é a melhor definição para esta sensacional Premium American Lager feita de puro malte holandês, lúpulos da República Tcheca, água do aquífero Guarany e o toque brasileiro da mandioca. A garrafa de 600 ml é encontrada pelo preço médio de R$ 15,00.

Standard American Lager: de todos os estilos de cerveja, este é o mais popular. São as cervejas de prateleira e representa a maior parte das vendas no mundo. Geralmente levam os já citados cereais não maltados.

Exemplos: Budweiser, Antarctica Pilsen, Antarctica Pilsen Extra Cristal, Antarctica Original, Skol Pilsen, Bohemia Pilsen, Polar Export, Cintra, Nova Schin, Glacial, Devassa Loura, Damm Estrella, Patrícia etc.

Pilsens que valem a prova

Experimente estas, além das duas citadas logo acima. A  Pilsen Urquell original, considerada a primeira do mundo. De origem tcheca, é fabricada pela SABMiller na cidade de Plzen (Pilsen), província da Boêmia. E da brasileira Colorado Cauim.

Wals Pilsen: Pilsen de inspiração tcheca fabricada no Brasil pela cervejaria Wäls, em Minas Gerais. Tem mais presença de lúpulo e malte. Preço médio: R$18,00.

Bamberg Camila Camila: brasileira de Votorantim (SP), essa é uma Bohemian Pilsener com amargor fino e fácil de beber. O nome é uma homenagem à música da banda Nenhum de Nós. A garrafa de 600 ml sai em média por R$ 20,00.

Paulistânia:  linha própria de cervejas puro malte Lager Premium produzidas pela importadora Bier Wein desde 2009 no interior de São Paulo. Disponível nas versões Clara (Pale Lager), Escura (Dunkel Lager) e Vermelha (Strong Red Lager). Preço médio: R$ 14,00.

 

 

Fontes:

semmedida.com

cervejanaguela.blogspot.com.br

 

 

 

Ferro de passar, colher e pó de arroz eram truques de beleza!

Ficar bonita nem sempre foi fácil como nos dias de hoje, com todas as opções de produtos e de aparelhos disponíveis. Antigamente, nos tempos de minha avó, quem queria se produzir precisava recorrer a métodos pouco ortodoxos, como alisar o cabelo usando ferro de passar ou curvar os cílios com a ajuda de uma colher.

Não é mentira, não! Veja só como as coisas eram mais difíceis:

Ferro de passar roupa x Chapinha

Antigamente, a preparação para balada incluía uns bons minutos com a cabeça deitada em cima da tábua de passar, momento em que, em vez da atual chapinha, o ferro de passar era a ferramenta para alisar as madeixas. O método, no entanto, não era lá muito saudável para o cabelo. “Podia gerar um dano físico, com a perda da estrutura do fio”, explica o dermatologista Geraldo Magela. A chapinha, por sua vez, é feita de um material menos agressivo e sua temperatura não é tão quente, o que afeta menos as madeixas.

Azeite de oliva x Demaquilante

Demaquilante era artigo de luxo, antigamente (e não existia até meados dos anos 1970 – até então, eram usados os leites de limpeza facial, caríssimos!). O jeito, então, era apelar para o azeite de oliva. De acordo com a dermatologista Monica Aribi, o que fazia o produto ser eficaz para retirar a maquiagem é o fato de ele ser um óleo. “Mas é contra indicado porque o índice de acido graxo é muito alto para a pele, isso pode resultar em acne”, alerta a dermatologista.

Pasta de dentes x Secativos para espinhas

Antigamente, quando aparecia uma espinha no seu rosto bem no dia em que você tinha um encontro, era de conhecimento geral o melhor produto para acabar logo com ela: pasta de dente. “A pasta tem componentes secativos, mas não é o ideal porque essas substâncias não vão só secar a espinha, mas também queimar a pele em volta”, explica a dermatologista.

Colher x Curvex

Antes da popularização do curvex, a colher era a melhor amiga da mulher que queria cílios de boneca. A técnica era simples: encaixar os fios no lado côncavo e pressioná-los com cuidado. Ela é usada até hoje por ninguém menos do que Gisele Bündchen. Segundo o maquiador Porfírio Passos, do Studio W Higienópolis, em São Paulo (SP), o método não faz mal se feito corretamente. “O efeito não é tão eficaz, mas ainda pode ser usado em uma emergência”, opina o profissional.

Permanente x Babyliss

Enquanto hoje as pessoas correm para o salão para alisar o cabelo com processos químicos, nos anos 1980 as mulheres faziam o contrário: cacheavam o cabelo com a permanente. O procedimento danificava e modificava a estrutura dos cabelos. A nossa sorte foi a invenção do babyliss, o que diminuiu a procura do processo nos salões. “Essa evolução permitiu ter cabelos cacheados em minutos, trazendo mais praticidade”, indica o cabeleireiro Fernando de Jesus do Werner Coiffeur, no Rio de Janeiro (RJ).

Pó de arroz x Pó translúcido

Entrar em um quarto em que uma mulher havia acabado de passar pó de arroz era garantia de uma crise de tosse. O cosmético, uma mistura de talco inodoro e pigmentos suaves, era usado para deixar a pele com um aspecto mais bonito e uniforme. “Mas, geralmente, deixava a pele com tom bem mais claro”, explica o maquiador Porfírio Passos. Com o passar dos anos, a pele com aspecto cada vez mais natural ganhou força e o pó translúcido, cuja textura é leve e ajuda a tirar o brilho da tez, se tornou o queridinho.

 

 

 

 

Carolina Maggi, UOL