O que é Labo, a nova invenção da Nintendo – e o que ela representa

A empresa de games acredita que o futuro dos games está em uma placa de papelão

A Nintendo está passando por um ótimo momento. Entre março e dezembro de 2017 seu videogame ponta de linha, o Nintendo Switch, vendeu 4,8 milhões de cópias nos EUA, e se tornou o primeiro console a vender tanto em tão pouco tempo. Isso só para os americanos, porque fora os resultados são ainda melhores. Somando todas as suas vendas (especialmente no Japão, onde o videogame está constantemente esgotado), o aparelho já vendeu mais de 10 milhões de unidades. Bom pro bolso deles e pro gosto dos jogadores. O site Metacritic, que reúne avaliações de críticos e amadores ao redor do mundo, para fazer uma média geral, mostra que os dois melhores games de 2017 foram justamente para a plataforma (The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey).

Agora, a empresa decidiu apostar em uma nova saída, bem longe da alta tecnologia de seus concorrentes. A Nintendo acha que o que vai revolucionar o mundo dos games a partir de agora é nada menos que o papelão.

Essa é a proposta do Labo a nova iniciativa da empresa. Em uma mistura de origami com Arduíno, a marca de videogames quer que seus jogadores construam seus próprios controles usando apenas papelão e fios.

O anúncio oficial revelou dois kits. O primeiro é chamado de Variedade e possibilita a construção de seis brinquedos: uma vara de pescar, uma casinha, uma motocicleta, dois bichinhos que andam por controle remoto e um piano. Tudo isso utilizando 28 placas de papelão,  dois fios coloridos, oito elásticos, três adesivos, três esponjas e  duas roldanas. Todos os brinquedos são acompanhados de um minigame presente no software que também vem junto com o kit. O conjunto será vendido nos EUA por 70 dólares (cerca de R$225) a partir de abril.

O segundo kit, chamado de Robô,  é bem autoexplicativo, e tem como objetivo uma única brincadeira: a de fingir ser, bem, um robô. Custando 80 dólares (R$260) e lançado no mesmo dia que o outro conjunto, ele consiste numa armadura encaixada e amarrada no corpo do jogador, e conforme o gamer faz movimentos, esses são reproduzidos por um personagem na tela. Para montar o equipamento, o jogador contará com 19 placas de papelão, quatro de cartolina, um adesivo, quatro fios, quatro tiras de tecido e 12 roldanas.

A Nintendo não esconde que seu objetivo aqui é mirar nas famílias. Prova disso é que ela está organizando workshops para pais que queiram entender melhor suas propostas (por enquanto, foram anunciados dois eventos, um em Nova York e outro em São Francisco). E a ideia tem um histórico bom. O último sucesso da Nintendo, o Wii, apostou justamente nisso – seu material de divulgação fazia questão de mostrar o potencial familiar do game – e acabou se tornando, na época de seu lançamento, o videogame mais vendido de todos os tempos.

A grande diferença está em saber aliar a jogatina de videogame casual com dois outros fatores que estão impulsionando diversos produtos atualmente, a nostalgia e a importância do elemento físico na utilização de uma tecnologia. Não é a toa que Stranger ThingsIT: A Coisa e Bingo: O Rei das Manhãs se tornaram sucessos, por exemplo. O retrô está de volta à moda. E usar papelão para jogar videogame é uma ótima saída para dar um ar antigo para uma tecnologia de ponta. É o passo além dos óculos de realidade virtual feitos com o mesmo material, que a Google inventou em 2014, fazendo sucesso na internet.

Mais do que isso, a ideia da volta ao analógico também está sendo sintomática. Desde 2006, quando o iPhone foi inventado, o acesso da população ao smartphone tem crescido exponencialmente – o que é ótimo em termos de acesso à tecnologia, mas não necessariamente é tão empolgante quanto era há 10 anos. O melhor exemplo disso talvez seja a indústria fotográfica. Em 2012, a Kodak anunciou que estava saindo do ramo das câmeras. Ninguém mais queria comprar filme fotográfico. É compreensível, porque naquele mesmo ano estava sendo lançado o iPhone 5, que permitia tirar quantas fotos quisesse – e a memória do aparelho suportasse. Mas, quatro anos depois, em 2016, outra empresa de fotos começou a lucrar justamente com a venda de filmes. A Fujifilm apostou em câmeras com impressão instantânea e explodiu em vendas. As pessoas queriam fotos com filtros ao vivo – nem que fosse para, mais tarde, postar no Instagram uma foto da foto.

A própria Nintendo já havia sido palco, timidamente, de tecnologias similares. Em 2008 a Sega lançou, exclusivamente para Wii, o game Lets Tap, que pedia para o jogador colocar o controle sob uma caixa de papelão e bater nela para jogar minigames, que iam desde corridas de obstáculo até uma versão digital do jogo de tabuleiro Jenga. Também foi um sucesso de crítica, mas não tanto de vendas.

Quem sabe desta vez dá certo. Afinal, para uma empresa que começou vendendo cartas de baralho, nada mais justo do que voltar ao papel…

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante

Breve história do jeans na moda

A história dos jeans começou na França, em Nimes, onde o tecido foi fabricado pela primeira vez em 1792. Logo, passou a ser conhecido por “tecido de Nimes”, expressão que com o tempo foi abreviada para “Denim”. Por ser um tecido robusto e durável, sem necessitar de grandes cuidados, começou a ser utilizado em roupas para trabalhos no campo e pelos marinheiros italianos que trabalhavam no porto de Gênova, na Itália.

Anos depois, o tecido chegou aos Estados Unidos. Era a Corrida do Ouro na Califórnia, 1853, e andava por lá um jovem alemão de nome Levi Strauss, que tinha começado a vender lona para as carroças dos mineiros. Quando percebeu que a roupa dos mineiros sofria muito desgaste, pegou algumas dessas lonas e passou a vender calças feitas com elas. De cor marrom,  essas calças rapidamente se tornaram um sucesso, mas existia uma queixa recorrente: o tecido era pouco flexível.

Levi Strauss resolveu então procurar um tecido que fosse ao mesmo tempo resistente, durável, flexível e confortável de usar. E decidiu procurar esse tecido na Europa, continente que era mais desenvolvido à época, tendo encontrado e passado a usar o tal “tecido de Nimes”, feito de algodão sarjado.

Levi Strauss

O primeiro lote de calças de Levi Strauss tinha como código o número 501, que acabou por se tornar no modelo mais famoso e clássico. Devagarinho, com o passar dos anos, as calças jeans foram sendo melhoradas. Chamadas de “waist overalls” então, tinham um bolso para relógio, botões de suspensórios e apenas um bolso traseiro. Em 1860 foram acrescentados os botões de metal. Em 1886 começou-se a coser a etiqueta de couro no cós das calças, para reforçar sua procedência. Já a cor azul índigo, tão popular nos jeans atuais, só começou a ser utilizada em 1890 e foi, nada mais, nada menos, que uma estratégia (bem concebida) de tornar os jeans mais atraentes.  Levi Strauss decidiu tingir as peças com o corante de uma planta chamada Indigus, dando-lhes a cor pela qual o jeans é hoje conhecido. Os dois bolsos traseiros apareceram apenas em 1910.

A popularidade mundial dos jeans veio por volta da década de 30, através de filmes de sucesso que retratavam os famosos cowboys americanos. A Segunda Guerra Mundial popularizou a imagem de virilidade que o tecido Denim representava, pois era utilizado nas fardas do exército americano.

E entrou na moda, de forma definitiva, nos anos 1950. O blue jeans (modelo básico) foi usado por grandes personagens do cinema, como Marlon Brando em “O Selvagem” (1953), Marilyn Monroe em “O Rio das Almas Perdidas” (1954) e James Dean em “Juventude Transviada” (1955).

Marlon Brando

Marylin Monroe

James Dean

O grande ícone da moda da década de 70 foi a calça boca de sino, que descia ajustada na coxa e se abria abaixo do joelho. O modelo voltou nos anos 2000, só que com a cintura baixa e, de novo, em 2010. Na foto, “As Panteras”, série dos anos 70 que ajudou a popularizar esse modelo.

Ainda nos anos 70, os jeans detonados, rasgados e manchados foram também popularizados. Na capa do disco “Rocket to Russia” (1977) do Ramones, as calças combinadas com jaqueta de couro alinhavavam o visual punk que se estendeu pelos anos 80.

A Calvin Klein lançou sua linha jeans em 1978, tornando-se a primeira marca de luxo no mundo a introduzir o material em suas coleções. O sucesso foi tão grande que, após um ano, já havia faturado 70 milhões de dólares. A partir desse momento, o jeans se tornou uma peça sexy e cobiçada. Em 1980, Brooke Shields estrelou a picante campanha da marca em que diz: “Você quer saber o que há entre mim e minha Calvin? Nada”…

No Brasil, na mesma década, fez muito sucesso o jeans com lycra, e a campanha da empresa que primeiro lançou essa combinação transformou em musa a futura modelo e atriz Luiza Brunet.

Nos anos 90, o jeans também fez parte do visual grunge. O combo de camisa xadrez, tênis sujo e jeans velho (de verdade) era o uniforme dos seguidores de Kurt Cobain, líder da banda Nirvana.

No final dos anos 90 e começo dos anos 2000, as calças de cintura baixa –ou baixíssima, como as usadas por Britney Spears– eram febre! O único problema era conseguir sentar sem mostrar o “cofrinho”…

Na foto, a cantora Christina Aguilera (e rival da Britney!) usa outra grande modinha dos anos 2000: calça capri. O modelo, com comprimento abaixo dos joelhos ou no meio da canela, foi um ícone da moda da época.

Um modelo horroroso do final dos anos 2000, e que perdeu a força após 2012, foi a calça saruel. Apesar do grande sucesso na época, o modelo com cavalo baixo era controverso e não agradava a todos… Feio demais!

A calça skinny apareceu nos anos 50, mas foi em torno de 2010 que ela voltou para ficar e é uma das principais peças do guarda-roupa atual. O modelo justo é versátil e pode ser usado em diversas ocasiões e em diferentes estilos.

Hoje em dia, todo guarda-roupa, masculino ou feminino, tem o jeans como peça obrigatória. Mas… por que essas calças criadas por Levi Strauss se chamam “jeans”? A hipótese mais aceita é a seguinte:

O “tecido de Nimes” – que depois ficou “denim” – era utilizado na roupa dos marinheiros do porto de Gênova. Esses marinheiros genoveses tinham o costume de chamar “genes” às suas calças de trabalho. E quando pronunciavam a palavra “genes”, com o habitual sotaque italiano, a expressão acabou por se transformar, com o tempo, em “jeans” e assim se espalhou pelo mundo.

 

 

Fonte:

estilo.uol

Wikipedia

a origem das coisas

10 inventos revolucionários para os quais ninguém dá a mínima

Pouca gente nota, mas essas discretas criações mudaram o mundo

10. Sabão – Babilônia, 2800 a.C.

Misturando gordura com soda ou potassa cáustica, surge uma solução que remove a gordura. Mesmo tendo surgido há tanto tempo, os romanos achavam que era frescura de bárbaros e preferiam lavar suas roupas com urina – coletadas de voluntários em baldes pelas ruas. Para o corpo, usavam óleo, depois raspado com espátulas. A ideia de se lavar com sabão só foi colar no fim do Império. Na China, só chegou em tempos modernos.


9. Supermercado – EUA, 1930

Por séculos, as mercearias eram as “lojas que tinham de tudo”, com balconistas anotando os pedidos e pegando os itens um a um. Imagine como isso funcionaria numa cidade grande. Não funcionava e Clarence Saunders inventou o self-service em 1916, criando prateleiras onde todos se serviam e levavam até os caixas. Ideia óbvia, mas que nunca havia ocorrido a ninguém. Mas o primeiro supermercado, com o conceito que hoje está espalhado pelo mundo, foi o King Kullen, inaugurado em 1930 pelo empresário americano Michael Cullen.


8. Pneus – Irlanda do Norte, 1887

Ao perceber que seu filho ficava com dor de cabeça ao andar de bicicleta com rodas de borracha sólida, que se usavam naqueles tempos, John Dunlop criou a câmara de ar, para um passeio muito mais confortável de seu pimpolho. Sem os pneus infláveis, a revolução do automóvel seria inimaginável.


7. Vidro temperado – França, 1874

Incontáveis vidas foram salvas por essa modesta criação. Usado em para-brisas de carros, máscaras de mergulho e vidro à prova de balas, parte-se em milhares de pedacinhos ao quebrar, ao invés de formar lâminas letais. Henry Ford insistiu em usá-lo já nos seus primeiros modelos. Sem ele, qualquer acidente seria um pesadelo.


6. Fósforos de segurança – Suécia, 1844

Dominamos o fogo desde os tempos mais remotos, mas nunca o tivemos, literalmente, às mãos. Fogo dava um trabalho danado para acender, e muitas vezes eram mantidos acesos em fogueiras por conveniência – causando incêndios. Foi um alquimista de Hamburgo, Alemanha, chamado Henning Brandt, que descobriu acidentalmente, em 1669, o elemento químico batizado de fósforo ao tentar obter ouro a partir de urina. A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que criou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero com a presença de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre (elemento que se incendeia com facilidade) em uma das pontas. O calor causado pela fricção do palito com a superfície áspera fazia o fósforo liberar faíscas, incendiando o enxofre.  Foi apenas um século depois, em 1826, que os palitos de fósforos, então com 8 centímetros de comprimento, começaram a se popularizar. O inconveniente era que eles costumavam incendiar-se sozinhos dentro da embalagem. Esse problema seria resolvido somente em 1844 com o surgimento do “fósforo de segurança”, recoberto com um agente isolante para não pegar fogo à toa. No Brasil, o produto só passou a ser fabricado no início do século XX pela Fiat Lux.

5. Rolhas – Inglaterra, século 17

 

As garrafas de antigamente eram fechadas com panos embebidos em azeite de oliva. Isso deixava gosto e não permitia a preservação por muito tempo, de forma que o produto só podia ser exportado em barris – que também mudam o sabor. Usadas primeiro em garrafas de cerveja, as rolhas criaram os primeiros recipientes hermeticamente fechados da história, e também os primeiros pressurizados, permitindo a produção do champanhe. E a apreciação de vinhos finos a milhares de quilômetros da origem.


4. Fuso horário – Inglaterra, 1879

A medição das horas era uma bagunça. Cada país determinava seu horário baseado na capital, o que significava que, numa mesma longitude, podiam haver dezenas de horas diferentes. Isso na melhor das hipóteses: dependendo do lugar, cada cidade podia determinar o próprio horário, causando um pesadelo para os operadores de trens e telégrafos. Idealizados por Sandford Fleming em 1879, os fusos horários foram adotados a partir de 1884, quando foi realizada a Conferência Internacional do Meridiano. Nesse evento, realizado em Washington (EUA), definiu-se um meridiano que seria o ponto zero, servindo de padrão para todas as nações mundiais. Assim, por votação, estabeleceu-se que o Meridiano Zero passaria no Observatório Astronômico de Greenwich, na Inglaterra, próximo a Londres. Isto é, o Meridiano de Greenwich passa a ser a referência da hora oficial mundial, a chamada hora GMT (Greenwich Mean Time).


3. Turbina a vapor – Inglaterra, 1884

Motores a vapor eram lentos. O mais rápido girava a 225 revoluções por minuto (r.p.m). A primeira turbina a vapor elevou isso para a 18 000 r.p.m. E a primeira revolução veio nos navios, que puderam se tornar mais rápidos e gigantescos: os grandes encouraçados da Primeira Guerra e o Titanic eram movidos a turbinas a vapor. Os navios não-nucleares adotaram o diesel, mas esse motor continua a ser fundamental: a turbina a vapor é usada em usinas termoelétricas e nucleares. 90% da energia dos EUA vem dessas máquinas. Sim, energia nuclear usa o mesmo princípio da maria-fumaça: a fissão nuclear simplesmente serve para ferver a água…


2. Concreto armado – França, 1853

A maior revolução na arquitetura desde a criação do arco, pelos romanos antigos, consiste em misturar metal e cimento para sustentação. Praticamente tudo o que foi construído no século 20 usa concreto armado. Sem ele, não existiriam o Empire State Building ou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Niemeyer seria obrigado a se contentar em fazer os velhos caixotes usando tijolos e pedras, como sempre havia sido feito até então.


1. Fixação de nitrogênio – Alemanha, 1909

A mais importante, e a mais controversa das descobertas. O nitrogênio compõe 80% da atmosfera, mas apenas as bactérias sabiam como tirá-lo do ar. Os humanos tinham de se virar quando queriam plantar alguma coisa, recolhendo esterco – o guano, cocô de passarinho concentrado, fazia fortunas para esses empreendedores. Também era usado o esterco humano, fazendo a alegria das múltiplas espécies de vermes que nos habitam. O processo de fixação de Fritz Harber deu origem à revolução agrícola do século 20, sem a qual, para o bem e para o mal, nunca teríamos chegado aos 7 bilhões de habitantes no planeta…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

Por que um Nokia tijolão foi o grande sucesso da maior feira de celulares?

Em um ano em que nenhuma marca conseguiu surpreender em seus lançamentos de  celular na MWC (Mobile World Congress), maior feira de telefonia do mundo que acontece em Barcelona, quem se saiu melhor foi quem olhou para trás. Isso mesmo, em vez de tentar inovar e criar algo nunca antes visto, a Nokia voltou ao mercado de telefonia com o seu maior sucesso de vendas, o Nokia 3310.

Assim que os rumores começaram, antes mesmo da feira, já havia um grande burburinho. Seria verdade? O celular indestrutível, com bateria longa e teclado físico voltaria? Sim, já no domingo (26), o anúncio foi feito. E não teve para mais ninguém.

O celular é bem parecido com aquele do começo do anos 2000, sem Android ou iOS, sem 3G/4G, e sem apps. É bom lembrar que neste ano completamos dez da apresentação do iPhone, que trouxe os smartphones para o mercado.

Mas por que um celular “velho” é o maior sucesso quase vinte anos depois?

Não foi só você que ficou curioso sobre o novo Nokia 3310, o estande era um dos mais cheios da feira

A primeira coisa é que a notícia impactou jornalistas, formadores de opinião e moradores de grandes cidades, que costumam ser muito conectados. Os comentários incrédulos de um celular sem internet e, pior, sem WhatsApp em 2017. Ouvi muitos comentários de: “se pelo menos tivesse WhatsApp seria uma ótima para minha mãe”. (Falarei do celular para mãe ou simples mais para frente).

Logo veio o ideal da desconexão. As pessoas estão ultraconectadas e querem voltar “ao mundo real” e ter um celular como antigamente, em que um telefone era para falar e mandar SMS, no máximo. Claro, existe essa parcela da população, mas como o próprio presidente da HMD Global, empresa finlandesa que adquiriu os direitos da Nokia, que eram da Microsoft, Florian Seiche, falou ao UOL, não é só isso.

A nostalgia e o saudosismo também fazem com que aqueles com mais de trinta lembrem com carinho dos primeiros celulares que permitiam falar com qualquer pessoa por telefone fora de casa. O 3310 original vendeu mais de 126 milhões de unidade na época. Esse é um filão de mercado que vem sendo bem aproveitado pela onda vintage. E assim, a um custo muito menor que a produção de smartphones, a empresa atendeu a inúmeros pedidos de fãs.

Mas existe todo um mundo além da vida conectada. Metade da população do mundo ainda não tem smartphones. Segundo pesquisa do Strategy Analytics em 88 países lançada no final do ano passado, em 2016 eram 39% com acesso a celulares com internet, número que deve chegar em 44% só no final de 2017. Essas pessoas ou não têm celular ou usam aparelhos similares ao Nokia de dez anos atrás.

Telefones com teclado físico ainda são vistos em diversos estandes da MWC

No Brasil, de acordo com o Pew Research Center, só 41% das pessoas têm um smartphone. Uma pesquisa do Facebook e Internet.org lançada na feira mostra que são 70 milhões de brasileiros sem conexão com a internet.

Dados da Anatel de janeiro de 2017 indicam que existem 243,42 milhões de linhas móveis em operação no país, número que caiu em relação ao ano passado porque muitas pessoas estão deixando de ter mais de um chip – seja porque a tarifa entre operadoras caiu ou pela crise econômica.

Além disso, nossa rede é composta majoritariamente (67%) por planos pré-pagosque ou não têm internet ou têm acesso limitado, sendo a maioria das conexões em 3G (o 4G ainda é uma pequena parcela).

Outro fator que pode influenciar o desejo das pessoas por um aparelho sem internet como o 3310 é a troca da linha fixa pela móvel, para ser o telefone da “casa”. A cada mês cai o número de linhas fixas no país, hoje são cerca de 40 milhões. A troca serve para quem quer gastar menos ou vive em áreas em que existe o sinal 2G, mas não o 3G/4G. Para José Otero, diretor para América Latina e Caribe da 5G Americas, as tarifas da telefonia móvel estão caindo e incentivam essa troca.

Uma boa jogada de Marketing

Vamos voltar à sua mãe. O novo Nokia 3310 pode ser um aparelho para pessoas mais velhas que não usem internet no celular e preferem o teclado físico e também para crianças pequenas — ser mais “indestrutível” é um ponto favorável.

Mas se a sua mãe usa (e muito) o zapzap, a Nokia também tem um aparelho para ela. O Nokia 3, por exemplo, é um celular com Android e WhatsApp bem simples e bonito que custa R$ 500 (convertidos do euro).

Junto com o 3310, a empresa lançou três smartphones. Um deles, inclusive já foi sucesso de vendas na China. Com o lançamento do 3310, mesmo que as vendas não sejam uma maravilha, os gastos não são muitos e, com certeza, o retorno em exposição de marca foi um dos melhores dos últimos anos no segmento.

Você pode não comprar o 3310, mas agora que todo mundo só falou nele, talvez você dê uma chance para os outros aparelhos da marca.

O que mais tivemos na feira?

Os lançamentos das demais marcas agradaram, mas nada muito inovador. A LG anunciou uma tela um pouco mais comprida que o usual no G6, a Motorola lançou sua linha de celulares intermediários G5 com corpo de metal, a Sony trouxe supercâmera lenta para seus top de linha e a Samsung se viu obrigada a atrasar o lançamento de seu celular premium Galaxy S8. A Alcatel lançou uma linha com traseira com luz de LED personalizável e a Sony trouxe ainda uma tela projetada touch.

 

 

 

fonte:

UOL

Mistério de tronco que flutua na vertical há 120 anos intriga a ciência

Sim, você leu o título certo. O gigante lago Crater, situado no Oregon (Estados Unidos), tem um tronco de árvore que está flutuando na vertical pelas águas há pelo menos 120 anos. Os motivos deste fenômeno incomum são um mistério para os cientistas até os dias de hoje.

O tronco de nove metros de altura que passeia pelo lago foi descoberto em 1896 pelo geólogo e explorador Joseph Diller, de acordo com o site Science Alert. O objeto, que ganhou até o apelido de “Velho Homem do Lago”, está flutuando na água desde então, ficando cerca de 1,2 metros acima da superfície.

Em 1902, Diller publicou o primeiro estudo científico sobre o fenômeno e notou que, nos primeiros cinco anos da descoberta, o tronco viajou 400 metros pelo lago. Já um segundo experimento mais conclusivo feito em 1938 apontou que, graças a ventos e ondas, o “Velho Homem do Lago” circula um total de 99.9 km pelo lago em três meses.

“Você pensaria que um tronco de 9 metros funcionaria como uma vela náutica, mas às vezes ele se move por toda a extensão do lago contra o vento”, afirmou Mark Buktenica, ecologista do Parque Nacional do Sul de Oregon à rede de TV CBS News.

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Mas como o tronco ficou na posição vertical e, além disso, como continua deste jeito? Esta é a pergunta que ninguém consegue responder claramente. A física básica aponta que, por causa de seu centro de massa, a madeira de nove metros, com diâmetro de 61 cm, deveria flutuar na horizontal.

Há uma teoria que sugere que, quando o tronco caiu no lago há mais de 100 anos, rochas teriam se enroscado em suas raízes. Elas teriam servido como pontos de ancoragem natural e orientado o toco a flutuar verticalmente. O problema é que não há rochas no tronco agora, e nem há vestígios delas.

Outra argumentação é de que a parte submersa ficou cada vez mais densa e pesada com o tempo, enquanto a área acima da água seguiu permanentemente seca.

Cientistas já realizaram datações de carbono e perceberam que o misterioso tronco tem ao menos 450 anos de idade. Acredita-se que a baixa temperatura do lago mantenha a madeira preservada.

O lago Crater fica na caldeira de um vulcão extinto e é o mais profundo dos Estados Unidos, sendo o nono mais profundo do mundo, com 597 metros na profundidade máxima – tem 9,6 km na largura máxima.

A sua água é de uma impressionante coloração azul por causa da pouca atuação de microorganismos no local. De fato, não há espécie nativa de peixe na água e, das seis espécies introduzidas desde o século 19, apenas duas seguem no lago (uma de um tipo de salmão e outra de truta).

Logo uma lenda surgiu de que o Velho controlaria o clima. Em 1988, durante uma expedição submarina no lago, os cientistas o amarraram perto da ilha Wizard para evitar que a árvore esbarrasse no submarino. A história conta que, no momento em que o amarraram, o céu escureceu e uma tempestade se formou. Os céus milagrosamente ficaram limpos apenas quando o “velho do lago” foi libertado…

Dormir pelado faz bem para saúde?

Como você dorme? Prefere pijamas de algodão ou de seda? De acordo com a ciência, a melhor opção, na hora de dormir, é ir para cama do jeito que você veio ao mundo: totalmente sem roupas! Parece até brincadeira algo assim ter sido estudado por pesquisadores, mas os argumentos que eles têm a respeito do assunto são válidos e muito convincentes, quer ver?

 Confira, abaixo, alguns motivos cientificamente comprovados pelos quais você precisa dormir pelado de hoje em diante e se prepare para jogar pela janela todos os seus pijamas:

1. Dormir melhor

De acordo com estudos, quando a gente dorme, nossa frequência cardíaca fica mais lenta, diminuindo assim a temperatura corporal. Quando um pijama é usado, esse processo pode ser atrapalhado, já que muitos tecidos fazem o corpo ficar mais quente que o normal. Isso, segundo os cientistas, pode atrapalhar a qualidade do sono. Aliás, muitos casos de insônia estão diretamente ligados à temperatura corporal durante o sono.

2. Mais atraente

É assim que você vai se sentir quando passar a dormir pelado. Conforme a ciência diz, a alta temperatura do corpo à noite interrompe também a produção natural de melatonina e alguns outros hormônios anti-envelhecimento. A longo prazo, isso faz as pessoas se sentirem menos atraentes e pode realmente deixar a pele e os cabelos menos saudáveis.

 3. Emagrece

Isso mesmo, estudos apontam que ir para a cama sem roupas melhora a qualidade do sono e, como consequência, permite que a sensação de fome seja controlada. Isso porque, dormindo bem, o corpo produz menos cortisol, o hormônio do estresse; assim, os níveis de energia (e de fome) ficam sob controle, já que pessoas estressadas tendem a comer mais compulsivamente.

4. Mais sexo

Dormindo pelado, você vai dormir melhor, emagrecer e, de quebra, deixar seu relacionamento mais feliz. Isso porque quem dorme sem roupas, consequentemente, faz mais sexo! Especialistas dizem que tudo está relacionado à produção de ocitocina, hormônio responsável pelos “apetite” (se é que você me entende…) e que também é fabricado pelo corpo durante o sono.

5. Muito mais fácil

Já pensou como é inútil é colocar uma roupa apenas para dormir e, no dia seguinte, tirá-la para colocar uma roupa “social”? Pois é, além de não ter que gastar mais com pijamas, as pessoas que dormem sem roupas pulam esse processo socialmente imposto e, claro, têm um modo de dormir mais simples… como se precisássemos de mais um motivo para convencer você dos benefícios de ir para cama pelado, não é mesmo?

Mas a coisa não para por aí. As pesquisas e estudos avançaram mais e procuraram responder a outras perguntinhas…

Com ou sem calcinha?

“O fato em si não é tão determinante pensando em saúde”, afirma Márcia Araújo, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). “O que as mulheres têm que ter em mente é que a vagina precisa de ventilação”, explica a ginecologista.

Usar pijamas quentes e muito fechados, o que pode ser inevitável no inverno, prejudica a ventilação na vagina. As bactérias que causam secreção vaginal não gostam de ar, então quanto mais fechado e com pouco vento, maior é a possibilidade de infecção. Já os fungos, gostam de locais quentes e úmidos, características também encontradas na vagina se não há ventilação.

Mas isso não quer dizer que é obrigatório dormir pelada. Escolher o tecido da calcinha já resolve.

“As mulheres têm glândulas na vagina que produzem secreções e transpiram. Como tecidos sintéticos são impermeáveis, eles deixam a região ainda mais quente e úmida. Se você usar uma calcinha de tecido natural, como algodão, ela garante a absorção e deixa arejado”, diz Bárbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Se você é da turma que prefere tirar a roupa, lembre-se de tomar alguns cuidados. “Quando a mulher começa a dormir sem calcinha pode ter alergia. Isso porque devemos lavar calcinhas com sabonete mais neutro, mas ao dormir pelada a vagina tem contato com o lençol, que tem resquícios de produtos mais fortes, como sabão em pó, que podem irritar a região”, afirma Murayama.

Mas e o sutiã na hora de dormir?

Segundo Murayama, é desnecessário. “Ele pode machucar a mama, normalmente aperta, pressiona e pode causar dores musculares. Nós não conseguimos moldar os seios com sutiã ou deixar mais durinho, então não há motivos para dormir com ele”.

Já para Araújo, o sutiã tem seus benefícios. “Se for sem ferrinho, sem costura e pouco rígido ajuda a deixar a mama no lugar e melhora a drenagem linfática, ajudando a perder o desconforto na TPM, por exemplo”.

Coloca a cueca ou tira a cueca?

Pode escolher entre boxer, samba canção ou ao ar livre. A regra para os homens é a mesma: pode escolher desde que não esquente demais.

“No ponto de vista médico, o que acontece é que o testículo tem que trabalhar a 35°C, mais gelado que o corpo”, afirma Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Caso a cueca ou o pijama esquentem demais, a produção de esperma é retardada, e os espermatozoides podem sair em menor quantidade e pior qualidade. O bebê não terá nenhum problema por isso, mas fica mais difícil engravidar”.

Caso não deixe a região pegando fogo, dormir de cueca está liberado. Além disso, também é importante prestar atenção no tecido da peça. “O algodão absorve melhor o suor, deixa arejado e dá menos alergia, é preferível aos tecidos sintéticos que esquentam, deixam úmido e podem dar irritações”, explica Meller.

Um lado bom para quem dorme pelado é o estimulo causado no pênis. “O pênis precisa ser estimulado para manter uma ereção saudável. De alguma forma, quando você dorme pelado você aumenta o estímulo ao se mexer nos lençóis, isso tem valor para a ereção ficar mais saudável”, diz Meller.

Bem, aí está. Fiz a minha escolha saudável há muuuuitos anos. Espero que, depois de ler isto, você possa fazer a sua!

Fonte:

UOL Saúde, Maria Júlia Marques

fatosdesconhecidos.com

Nomes de estabelecimentos com os melhores trocadilhos

O Brasil ama trocadilhos, e a prova está aqui. Que tal fazer suas mudanças com o Beto Carreto ou comprar uma roupa no Billy Jeans?

Essa não tem iniciativa...

Essa não tem iniciativa…


Esse bombou na internet...

Esse bombou na internet…

 

Comer aqui deve ser uma saga

Comer aqui deve ser uma saga

O melhor slogan de todos!

O melhor slogan de todos!

Mas os trocadilhos não param aí. A criatividade do brasileiro vai muito além:

Está nos sites

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Nos anúncios do campeão de trocadilhos

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Em jornais

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Em santinhos de candidatos

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Num bufê infantil

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Mas o melhor é quando não é intencional!

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Fonte:

buzzfeed.com