O primeiro zoo de São Paulo

Imagem histórica de elefantes banhando-se no lago da Aclimação, reproduzida do livro “Jardim da Aclimação e o Zoológico”. Livro conta história do criador do Parque da Aclimação, o médico, agricultor e político Carlos Botelho, que idealizou o local em 1892.  Reprodução. 

O Parque da Aclimação tinha camelos, elefantes e até uma onça-pintada

O bairro da Aclimação, na região mais central da cidade de São Paulo, é de classe média e tem hoje uma presença marcante da cultura sul-coreana. A tradição asiática é vista em restaurantes, lojas, igrejas e comércios tipicamente orientais, promovendo uma grande diversidade cultural e criando um ambiente único na cidade – e fica pertinho da Liberdade, o bairro oriental.

A Aclimação surgiu diretamente ligada ao Parque da Aclimação, uma área verde incrustada em meio a altos edifícios e uns poucos sobrados residenciais, sobreviventes de outros tempos.

Tudo começou em 1892, quando um médico piracicabano, chamado Carlos José Botelho, após comprar terras na região, decidiu criar um imenso jardim, chamado de Jardim D’Acclimatation de Paris, inspirado no parque francês de mesmo nome que ele havia conhecido quando estudou na França.

Dr. Carlos Botelho

No local havia espaço para exposição de gado leiteiro holandês, fato que atraiu o interesse de grandes pecuaristas brasileiros. Dizem os moradores mais antigos que os visitantes podiam até tomar leite de vaca tirado na hora e comprar laticínios naquela que foi a primeira leiteria da cidade!

O acesso ao parque se fazia por dois portões de ferro fundido. Ao entrar pelo portão principal, o visitante logo observava uma larga e bem cuidada alameda sombreada por árvores frondosas, que circundavam o lago em toda sua extensão, por uma distância de dois quilômetros.

Estacionamento dos visitantes do Jardim da Aclimação. Ao fundo, do lado direito, um descampado…
Foi nesse descampado, por onde passavam córregos, é que foi criado um lago.

Esse lago  foi formado a partir do represamento de córregos da região, no qual haviam canoas para passeios.

Alameda que circundava o recém-criado lago, onde se podia passear de canoa.
As colunas que sustentavam os portões de ferro da entrada principal ainda existem, mas perderam as esculturas em relevo. A bilheteria que se vê na foto foi derrubada e a área hoje faz parte do terreno ocupado por uma biblioteca pública.

A alameda dividia o jardim em duas partes: na maior ficavam as diversões (como o salão de baile, o ringue de patinação e as barracas de tiro ao alvo), o bosque com o lago e o estábulo; na outra estava instalado o zoológico.

Esse local, aliás, era uma atração à parte.

O primeiro zoo da cidade contava com estrelas do reino animal, como o camelo Gzar e o urso-polar Maurício – cuja jaula era resfriada com barras de gelo que vinham da fábrica da cervejaria Antárctica, que ficava na Água Branca –  e vários outros animais, como hienas, cobras e até uma onça pintada.

Uma das diversões mais populares no parque era dar uma volta no camelo.

Vale um registro: em 1920, uma sucuri com cerca de 5 metros de comprimento escapou do espaço em que ficava exposta e dez homens participaram da operação de captura do réptil.

Registro do momento da captura da sucuri fugitiva.

As pessoas podiam ainda passear de charrete puxada por uma lhama e as crianças adoravam dar voltas ao redor do lago numa carrocinha puxada por um burrico.

Naquela época, havia só dois parques em toda a cidade, o da Luz e o da Aclimação. O da Aclimação ficava longe do centro, por isso era preciso inovar constantemente para atrair público.

Por isso, quando o zoo foi inaugurado, uma maciça campanha de divulgação anunciou a novidade. Maciça para a época, claro… Com anúncios nos jornais e nos bondes.


Anúncio direcionado à comunidade italiana em São Paulo: peixe elétrico e urso polar faziam sucesso no parque

O zoo  também tinha como objetivo a criação e reprodução de animais de várias espécies. E as atrações foram se sucedendo, com a abertura de um aquário anexo ao zoo. O parque ainda abrigava um posto botânico e era sede da Sociedade Hípica Paulista.

Com o afluxo de pessoas para a região, iniciou-se a urbanização do bairro e por volta de 1916 várias ruas começaram a ser abertas, recebendo cada uma o nome de pedras preciosas, como Turmalina, Topázio, Diamante, Ágata, Safira, Esmeralda, Rubi, e outras receberam nomes dos planetas do sistema solar como Júpiter, Urano, Saturno.

Casarão na rua Turmalina. 

Em 1939, o Jardim da Aclimação, cuja área era de 182 mil metros quadrados, foi comprado pelo então prefeito Prestes Maia, pois os filhos de Botelho passavam por dificuldades financeiras e não conseguiam mais manter o parque. 

Na década de 1950, a área ganhou uma biblioteca, uma Concha Acústica, um playground e um campo de futebol. O bairro foi se desenvolvendo ao redor do parque e se tornando eminentemente residencial.

Vista do lago, com a muralha de prédios no horizonte.

A partir de 1970, a expansão imobiliária fez surgir muitos edifícios, marcando a verticalização do bairro, o aumento da população e o consequente crescimento do comércio.

No decorrer da década de 1980, a associação dos moradores do bairro e dos defensores do parque, juntamente com entidades ecológicas, mobilizaram-se e conseguiram o tombamento do Parque da Aclimação, feito pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico.

Atualmente, o parque recebe cerca de 7.000 visitantes aos finais de semana.

Curiosidades

  • O Parque da Aclimação tem hoje 112 mil m² de área verde, algo como menos de 70% de sua área original;
  • Foram registradas 85 espécies de fauna, 88 espécies de flora das quais copaíba, pau-brasil e pinheiro-do-paraná estão ameaçadas, e 65 espécies de aves;
  • Três esculturas de Arcângelo Ianelli (1922 – 2009) – pintor, escultor, ilustrador e desenhista brasileiro, natural da cidade de São Paulo – estão distribuídas pelo parque em meio ao verde: “Dança Branca”, O Retorno” e “Forma Corrompida”;
  • O criador do parque, o médico e pesquisador Carlos Botelho, foi secretário da Agricultura de São Paulo e, entre suas grandes realizações, foi o responsável pelo início da imigração japonesa no Brasil. O primeiro navio, com 781 japoneses, chegou a Santos em 1908. Vieram trabalhar na agricultura de café e o contrato de imigração entre os dois países foi firmado entre o Sr. Ryu Mizuno, Diretor Presidente da Cia. de Imigração Kôkoku do Japão, e pelo Dr. Carlos Botelho.

Expressões curiosas em italiano

Tenho alguns amigos italianos, ou filhos de italianos, que me ensinaram muitas coisas. Dentre elas, o uso dos gestos (claro, qual italiano consegue se expressar sem gesticular?) e de algumas expressões que adoro.

O idioma italiano é fascinante, melodioso e as expressões que guardei são perfeitas para certas situações (e para xingar alguém, então, não tem idioma melhor!). Deixe-me mostrá-las:

Stare con le mani in mano

Estar com as mãos na mão, literalmente. Ou de mãos abanando.

Imagina como deve ser frustrante para um italiano ficar parado sem gesticular! Mas a expressão é geralmente usada quando alguém não está fazendo nada enquanto os outros estão trabalhando.

“Non stare lì con le mani in mano, aiutami con questa valigia!” “Não fique aí parado! Me ajude com a minha bagagem!”

Ou para chamar a atenção de alguém grosseiro ou mal educado. Por exemplo, você convida para um aniversário e todos deviam trazer alguma coisa e a pessoa chegou sem nada:

“Che maleducato! È arrivato alla festa di compleanno con le mani in mano.” “Que grosso! Ele veio para o aniversário segurando as próprias mãos.”

Non ci piove

Não chove. Ou, para nós, não se discute! Não se fala mais nisso!

Essa é curiosa.  Terminar uma discussão com non ci piove significa que você está muito confiante sobre sua fala final, e que não há espaço para mais discussão.

Neymar è il miglior giocatore del mondo, su questo non ci piove!” “Neymar é o melhor jogador do mundo, e não se fala mais nisso!”

Acqua in bocca!

Literalmente, Água dentro da boca! Para nós, seria algo como “bico fechado”.

Sempre achei essa expressão muito curiosa. Ela é usada para trocar uma confidência, uma fofoca ou um segredo, mas pede-se ao outro para não revelar a fonte. Assim, toda vez que se queira revelar algo, avise o parceiro para não “dar com a língua nos dentes”, Acqua in bocca! Esse é o aviso.

“È un segreto, acqua in bocca!” “É um segredo, bico fechado!”

Pietro torna indietro

Pietro vem de volta? Seria o nosso “São 2 v, vai e volta”.

Por exemplo, você emprestou uma camisa, ou um livro, e quer que seja devolvido logo. Em italiano fica legal porque Pietro rima com indietro.

“Mi presti questo libro?”“Você pode me emprestar esse livro?”

“Sì, ma c’è scritto Pietro sulla copertina! Pietro torna indietro!” “Sim, mas Pietro está escrito na capa! São 2 v!”

Non avere peli sulla lingua

Não ter pelo em sua língua. Em português, seria “não ter papas na língua”, “falar o que pensa”.

Pessoas sem pelo na língua não têm medo de serem honestas, mesmo quando correm o risco de ofender alguém; não existem filtros.

“Non rimanerci male, non è cattivo… semplicemente non ha peli sulla lingua.” “Não pense mal dele, não é uma má pessoa… simplesmente fala o que pensa.”

Chiodo scaccia chiodo

Essa é bem curiosa: Prego tira prego. Talvez em português a melhor tradução fosse “Quando uma porta se fecha, outra se abre”.

Se você algum dia terminar o namoro com alguém e quiser o conselho de uma mamma italiana, você vai ouvir  “chiodo scaccia chiodo!”

Em outras palavras: você vai esquecer esse (enferrujado, péssimo, ruim) prego, porque em breve um brilhante e novinho vai substituí-lo! Essa expressão é normalmente usada em casos de amor, mas também pode ser aplicada a qualquer pessoa que está tentando superar algo (um emprego, um amigo que não liga de volta, uma briga).

“Sei ancora innamorato di lei? Dai, troverai presto qualcun altro… chiodo scaccia chiodo!” “Você ainda está apaixonado por ela? Não se preocupe, quando uma porta se fecha…”

Avere un diavolo per capello

Literalmente, quer dizer: Ter um diabo por cabelo. Seria, para nós, a pessoa estar fora de sienraivecida. Com o diabo no corpo.

Existe algo que descreva melhor quando uma pessoa fica furiosa? É como se ela estivesse encapetada, com uma horda de diabinhos gritando na sua orelha. Tantos quantos seus fios de cabelo!

“Lasciami stare…ho un diavolo per capello”“Me deixa… estou com o diabo no corpo!”

 

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Bem, como eu disse no início, xingar em italiano parece mais legal que em português:

Porco dio, ma va a fancullo!!!!

Um que se usa muito no trânsito é cuglione = C ::ahhhh:: zao…

Agora, se quiser mesmo xingar um italiano, chama o cara de cornuto. De preferência emenda fazendo chifrinho com a mão (tipo heavy metal). Embora seja apenas um simples “corno”, é o pior xingamento para eles, porque isso é uma coisa que envolve a família. Como eles valorizam muito a família, qualquer coisa que a envolva é muito ofensiva.

 

E aguarde, porque a Máfia vai bater à sua porta…

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

pt.babbel.com

ilustrações Elena Lombardi

Dez mistérios sobre os dinossauros

Dinossauros, cujo nome significa ” lagartos terríveis “, não eram muito parecidos com lagartos e a maioria deles não era tão terrível assim, sendo dóceis herbívoros que conviviam pacificamente. Hoje em dia, sabemos mais sobre os dinossauros do que há um tempo. Os paleontólogos continuam estudando e descobrindo uma nova espécie a cada duas semanas, mais ou menos, e construindo de forma mais precisa a teoria sobre alguns dinossauros mais conhecidos, como o Tiranossauro e o Tricerátopo.

Porém, apesar de todo esse empenho, os dinossauros ainda apresentam uma série de questões não resolvidas. Confira abaixo uma lista com 10 mistérios que continuam a causar perplexidade nos paleontólogos.

1 – Qual foi o primeiro dinossauro?

Bem, o problema é que o registro fóssil é composto de trechos da história de vida do bicho e não dela completa, de modo que encontrar vestígios desde o nascer dos dinossauros depende da sorte tanto quanto da ciência.

Até agora, esses achados sugerem que os “lagartos terríveis” evoluíram cerca de 245 milhões de anos atrás, e o melhor candidato para o mais antigo dinossauro é um animal magrela do tamanho de um cão chamado Nyasasaurus.

2 – Os dinossauros tinham o sangue quente ou frio?

Múltiplas evidências — incluindo sua microestrutura e crescimento ósseo — sugerem que eles eram bichos muito ativos. Logo, teriam sangue quente. Os paleontólogos sugeriram que, de acordo com a fisiologia dos animais, os dinossauros usavam seus músculos para aquecer seus corpos.

3 – Qual foi o maior dinossauro que já existiu?

Espécies como Supersaurus, Diplodocus, Argentinosaurus, Futalognkosaurus, entre outros, tinham em torno de 100 a 110 metros ou mais.

Mas existe muita divergência entre esses números, porque os maiores dinossauros só são conhecidos a partir de esqueletos parciais, menos da metade dos ossos para baixo. Isso significa que os paleontólogos precisam confiar nos primos menores dos gigantes para chegar a estimativas de tamanho, e estes números são revistos quando os pesquisadores descobrem novos fósseis.

4 – Como era o acasalamento dos dinossauros?

Tudo o que sabemos é que cada dinossauro começou a sua vida a partir da eclosão de um ovo. Mas, como os primeiros dinossauros se acasalaram para dar início a uma nova geração, isso ainda não se sabe.

Até mesmo a anatomia sexual dos dinos é um mistério. Provavelmente, eles tiveram uma cloaca, assim como as aves e os crocodilos. Também é possível que os dinossauros machos apresentassem um órgão semelhante aos de patos e avestruzes. Porém, nunca foi encontrado nenhum traço desse tal órgão.

5 – Por que algumas espécies têm adornos?

Muitos dos dinos conhecidos, como Tricerátopos, trazem alguns tipos de chifres, cristas e outros adornos paleontológicos. Como esses animais evoluíram para ter essas estruturas bizarras é um dos pontos mais debatidos entre os especialistas.

A primeira ideia é que esses adornos evoluíram principalmente em função de defesa. Os paleontólogos sugerem que os chifres de dinossauros como o Styracossauro foram desenvolvidos para identificar os membros de sua própria espécie. Outros especialistas discordam e acham que partes da “armadura” do dinossauro, como crista e chifre, tinham função sexual, para impressionar as companheiras.

6 – Os dinossauros caçavam em bando?

As pistas têm mostrado que dinossauros predadores, como velociraptors e tiranossauros, sempre caminhavam juntos, mas isso não quer necessariamente dizer que eles caminhavam lado a lado. Os paleontólogos ainda precisam encontrar um conjunto de pegadas de dinossauros predadores interceptando o rastro de uma vítima, com sinais de briga ou até mesmo um esqueleto no final.

7 – Quais os dinossauros que viviam de noite?

Um dos tópicos mais comuns em debate é que os dinossauros pequenos eram mais ativos durante a noite, enquanto os maiores dormiam. O grande problema é que é muito difícil dizer com certeza quando os dinossauros estavam acordados.

Por isso, temos que confiar nas evidências que eles mesmos deixaram. Um estudo descobriu um conjunto de ossos delicados nos olhos dos animais, chamado anéis de esclera,  que impediam a luz de entrar. Com base nesses indícios, o estudo sugere que pequenos dinossauros predadores, como o Velociraptor, seriam mais ativos à noite.

8 – Como é que os dinossauros aprendiam a voar?

Os paleontólogos têm considerado que esses bichos levantavam voo de várias maneiras. Talvez a mais comum fosse que os dinossauros com asas estivessem prestes a despencar de uma superfície inclinada, e ao se debater, alçaram voo.

9 – Quais espécies de dinossauros tinham penas?

Além de espécies relacionadas aos primeiros pássaros, como Anchiornis e Microraptor, até mesmo tiranossauros enormes tinham cerdas em suas caudas.

10 – Por que os dinossauros foram extintos?

Sabe-se que um gigantesco asteroide atingiu o planeta naquela época, após um período prolongado de mudança ecológica e intensa atividade vulcânica, mas os especialistas não sabem como isso pode ter sido o estopim para a extinção em massa de todos os dinossauros.

Sem mencionar que a maior parte do que sabemos sobre a catástrofe vem da América do Norte, e os dinossauros viveram no mundo inteiro. Os paleontólogos conhecem as vítimas e as “armas do crime”, mas ainda têm muito o que reconstruir para chegar a entender como a mudança ecológica aconteceu.

 

 


					

Nomes exóticos de cidades… que existem mesmo.

É surpreendentemente criativa a mente humana… Na hora de batizar os filhos, por exemplo, essa criatividade extrapola. Tem gente que recebeu nomes bizarros como Ácido Acético Etílico Da Silva. Ou Agrícola Beterraba Areia Leão. E ainda Amável Pinto e Antônio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete…

E os nomes de cidades, então?

Essa cidade fica em Mato Grosso.

Tomar no Geru fica em Sergipe.

A simpática Cuparaque fica em Minas e tem quase 5.000 habitantes.

Capitão Poço, no Pará, é um município com grande produção de laranjas.

Recursolãndia – isso mesmo… – fica no Tocantis e tinha cerca de 3.500 habitantes em 2004.

É uma cidade no interior do Rio Grande do Norte

Essa cidade do Tocantins não recebeu esse nome por causa da grande quantidade de barro no município, como se pode pensar à primeira vista. Foi uma homenagem a seu fundador, Elvécio Cabral Barros. Talvez tenham se inspirado na Disneylândia…

Os nomes exóticos não param aí. Temos ainda Pintópolis (MG), a 600 km de Belo Horizonte, fundada por Germano Pinto, que era dono de terras e abriu espaço para a construção de casas e comércios. Assim surgiu Pintópolis. Lá no Maranhão temos dois povoados, Pau de Estopa e Afoga Bode, e pouco se sabe sobre a origem dos nomes.

Ao redor do mundo, a coisa se repete e a imaginação fértil é abundante.  Na Áustria existe um vilarejo chamado Fucking, nome que é uma homenagem ao comandante militar Focko Ukena. Em Borgonha, o povoado francês Anus é alvo constante de piadinhas. Tem também Bösta, na Suécia; Bunda, na Austrália e até Batman, na Turquia.
A mais impressionante, porém, é a pequena cidade de Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogochno País de Gales, chamada também de Llanfair. A tradução?
 Igreja de Santa Maria no fundo do aveleiro branco perto de um redemoinho rápido e da Igreja de São Tisílio da gruta vermelha…                                                                                                                                         

Como nasceu o boato de que Paul McCartney estaria morto

Em 1969, o DJ Russel Gibb, da rádio WKNR de Detroit, deu a chocante notícia: Paul McCartney está morto. O beatle morrera em um acidente de carro havia três anos. Parecia absurdo, mas ouvintes adicionaram detalhes. Um certo Adam LaBour chegou a descrever a morte de McCartney em artigo para o jornal da Universidade de Michigan.  O fato se espalhou tão rápido que Paul teve de se deixar fotografar pela revista Life com a família, em sua fazenda.

De fato, Paul sofreu um acidente de moto perto de Liverpool, ficando com uma cicatriz no lábio e um dente quebrado. Isto pode ser observado nos vídeos de “Paperback Writer” e “Rain”, onde Paul aparece com um implante dentário e com os lábios inchados. Mas tudo começou, na verdade, bem antes.

Em 1966, logo após o lançamento do álbum Revolver, os Beatles pararam de excursionar em virtude da dificuldade de tocar ao vivo os arranjos cada vez mais complexos e inusitados de suas músicas. Esse “sumiço” dos Beatles dos palcos alimentou a boataria. Paul teria morrido no acidente, mas tudo foi “abafado” e por isso eles não faziam mais apresentações ao vivo.  Paul tinha um sósia quase-perfeito, que inclusive teria sido seu dublê durante as filmagens de “A Hard Day’s Night” (1964) e “Help!” (1965). Logo, o tal sósia foi convocado – seu nome seria William Campbell (outras fontes citam que o nome do sósia seria Billy Shears, personagem que seria “apresentado” ao mundo, de forma velada, em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band), já que os Beatles tinham contrato milionário com a Capitol Records e tinham que cumpri-lo.

Centenas de matérias em jornais, especulações de fãs e mesmo livros foram surgindo sustentando a versão da morte de Paul. As pessoas que acreditavam nisso se basearam em centenas de pistas que supostamente haviam sido deixadas de propósito pelos outros Beatles nas letras das músicas, nas capas dos discos e nos filmes posteriores da banda.

Vou listar algumas dessas pistas, espalhadas em capas de discos e letras de músicas:

Rubber Soul (final de 1965)

John, na foto da capa, olha para baixo como se observasse uma sepultura. A sepultura de Paul…A fotografia da capa foi distorcida para que não se notasse que Paul havia sido substituído…

A letra de “Girl” diz “that a man must break his back to earn his day of leisure will she still believe it when he’s dead?”, (“um homem tem que trabalhar duro para ter seu dia de lazer, ela ainda acreditará nisso quando ele estiver morto?) uma citação à morte, o que se tornaria comum a partir daqui.

Tem mais… A letra de “I’m Looking through You” diz: “You don’t look different but you have changed, I’m looking through you, you’re not the same… you don’t sound different… you were above me but not today, the only difference is you’re down there…” (Você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo” se refere obviamente a Paul ter sido substituído por um sósia e não ser mais a mesma pessoa. “A única diferença é você estar embaixo” se refere ao fato de o verdadeiro Paul estar em uma sepultura).

A letra de “In My Life” diz: “some are dead and some are living” (Alguns estão mortos e alguns estão vivos, uma referência aos Beatles não estarem mais juntos).

Revolver (1966)

Ao invés de uma foto dos Beatles, pela primeira vez foi feito um desenho, para evitar que o sósia fosse desmascarado pela foto.

A música “Taxman” seria, na realidade, sobre um Taxidermista, pessoa responsável por empalhar animais mortos e fazer parecer que eles ainda estão vivos. Na letra há referências ao acidente de Paul (“if you drive a car”se você dirige um carro) e ao fato de Paul estar morto (“if you get too cold”se você ficar frio). A melhor pista é “my advice to those who die taxman..”, ou seja meu conselho para aqueles que morrem, um taxidermista (para que o morto continue parecendo vivo).

Dr. Robert teria sido o médico responsável por tentar salvar Paul. Na letra consta: “you’re a new and better man” ou você é um homem novo e melhor” se referindo ao novo Paul. “He does everything he can, Dr. Robert” ou Dr Robert faz tudo o que pode” se refere ao fato de Dr. Robert ter feito todo o possível para tentar salvar Paul.

(A canção contém várias referências às drogas, incluindo o fato de que traficantes de drogas às vezes eram chamados de ‘doctors’ (doutores) na gíria inglesa. Os Beatles eram frequentemente acusados de usarem referências às drogas em suas músicas, apesar de eles negarem fazê-lo intencionalmente; ironicamente, as referências nessa música são muito pouco percebidas. John disse que o ‘Doutor Robert’ na verdade era ele mesmo: “Eu era o único que carregava todas as pílulas nas excursões… nos primeiros dias”. No entanto, foi especulado que o Doutor Robert na vida real era o Doutor Robert Freymann, que supria “grande quantidade de anfetamina para o pessoal”).

Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967)

Na capa do disco, há um arranjo floral funerário que lembra seu baixo Hofner, assim como um “P”, de Paul.

Segundo alguns, o sósia de Paul seria Billy Shears, que aparece na capa. Outra referência é o verso: “He he blew his mind out in a car… he didn’t notice that the lights had changed” (“Ele arrebentou a cabeça num carro… não percebeu que o sinal havia mudado”) na música “A Day in the Life”.

(Quanto à letra de “A Day In The Life”, Lennon compôs a música após ler a notícia da morte do jovem socialite Tara Browne, herdeiro da cervejaria Guinness, de 21 anos, morto em 18 de dezembro de 1966. John estava tocando piano em sua casa quando leu a notícia da morte de Browne no jornal Daily Mail. Tara Browne estava dirigindo com sua namorada, a modelo Suki Potier, no seu Lotus Elan através da South Kensington em alta velocidade, coisa de 170km/h. Ele não conseguiu ver a luz do sinal de trânsito e prosseguiu através da esquina da Redcliffe Square com a Redcliffe Gardens, colidindo com um caminhão estacionado, e morreu no dia seguinte).

Na capa do disco, pode-se ser BE AT LESO, “fique em Leso”, o local do sepultamento de Paul, na ilha de Leso… E tem a mão espalmada acima da cabeça do Paul (ou do sósia!)… Nos sulcos finais da última faixa do LP,  e girando ao contrário, ouvia-se claramente a frase: ” Paul McCartney is dead to” (Paul McCartney está morto sim).

Na foto da bateria, se você colocar um espelho horizontalmente cortando a frase “Lonely Hearts” e olhar a combinação da parte de cima das letras com o reflexo surge a frase “one he die”, referindo-se à morte de um dos Beatles.

Calma, ainda tem mais! Os fãs eram criativos!

Magical Mystery Tour (1967)

Paul está vestido de leão marinho, um símbolo da morte em algumas culturas (er… será?) . No livro que vinha junto com o disco, em sua versão original, havia uma foto dos Beatles, cada um com uma rosa na lapela. Todos tinham rosas vermelhas, a não ser Paul, que usava um cravo preto ( isso aparece no vídeo de “Your Mother Should Know”, também).

Ao final de All You Need Is Love”, você pode ouvir John dizendo algo semelhante a “yes! he is dead!” O que Lennon realmente fala é “Yesterday”, referindo-se à tradicional canção da primeira fase dos Fab Four.

“Magical Mystery Tour” seria a jornada que todos os fãs de Paul iriam percorrer para decifrar o enigma de sua morte.

Abbey Road (1969)

Na capa, John, de branco, seria o padre. Ringo, o agente funerário (de preto), e George, o coveiro (de calças jeans surradas). Na sessão de fotos, fazia tanto calor que Paul resolveu tirar os tênis ou sapatos, não sei o que ele usava… Como na Inglaterra seria costume enterrar os mortos descalços, isso contribuiu para a boataria.

A placa do fusca branco estacionado na rua é “LMW” referindo se as iniciais de “Linda McCartney Widow” ou “Linda McCartney Viúva” e abaixo o “281F”, supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo.

Na letra de Come Together“one and one and one is three” ou um mais um mais um são três, referência aos três Beatles restantes, ou seja só o John, George e Ringo.

Na contracapa, ao lado direito da palavra Beatles, uma imagem feita de luzes e sombras aparece. Trata-se de uma caveira, claramente, com dois olhos e boca e do lado esquerdo há 8 pontos formando o número 3 (sendo então “3 Beatles”)…

É mole? Os Beatles sempre negaram qualquer envolvimento ou colaboração com os boatos.

Eu era moleque, na época, e embarquei nessa genial estratégia de marketing, comprando todos os discos e revistas e jornais que podia, para acompanhar as notícias e as novas pistas, que surgiam a toda hora.

Acho que a pista mais famosa talvez tenha sido em “Strawberry Fields Forever”, onde Lennon, ao final, diz “I Buried Paul” (Eu enterrei Paul). Anos mais tarde, Lennon revelou que na realidade a frase era “Cranberry Sauce”, o nome de um molho usado para temperar aves, como o peru…

https://vimeo.com/243433938

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Wikipedia

guiadoscuriosos.uol.com.br

Fotos interessantes… e suas histórias

Cada foto tem uma história. Curiosa, trágica, emocionante, muitas vezes inacreditável… Aqui estão algumas fotos que se tornaram memoráveis ao registrar momentos únicos.

Um soldado da Alemanha Oriental ignora ordens de não deixar ninguém passar e ajuda um menino que se encontrava no lado oposto, atravessando-o para se encontrar com a família. Em 1961.

Político filipino tira uma foto da família e captura, por acaso, a imagem do seu assassino. O homem foi preso depois. Em 1971.

918 pessoas pessoas cometeram suicídio por influência de Jim Jones, líder religioso nos Estados Unidos. Em 2001.

Garrincha cercado por 8 jogadores da defesa do México na Copa de 1962. Foi o jogo de estreia da seleção, que venceu o adversário por 2 X 0, gols de Pelé e Zagalo.

Arranhões na câmara de gás de Auschwitz.

A denúncia de que alguns parlamentares votavam por companheiros ausentes no Plenário foi constatada no momento que um deputado apertava, simultaneamente, dois botões do placar eletrônico. Em 1985.

O monge budista Thích Quảng Ðức, em 1963, ateou fogo em si mesmo como forma de protesto contra o governo católico de Ngo Dinh Diem no Vietnã do Sul, por perseguição religiosa.

Os homens de Lampião e sua companheira, Maria Bonita, mortos e decapitados pelo Exército em 1938. Suas cabeças foram expostas nas escadas que levavam até a entrada de uma igreja, no estado de Alagoas. Nessa foto cruel e histórica, a cabeça de Lampião é a última de baixo, e a de Maria Bonita está logo acima. No canto esquerdo superior, uma placa lista os nomes e indica a data em que eles foram mortos (Foto: Reprodução de ‘Ciclo do Cangaço: Memórias da Bahia’, de José Castro/Wikipedia)

Dois amigos de infância se encontram inesperadamente em lados opostos em uma manifestação, em 1972, na França. O da esquerda era um manifestante que reconheceu o amigo no policial que o confrontou. O fotógrafo estava cobrindo a situação com vários outros quando notou o que ocorria e bateu a foto por puro instinto.

Nagasaki, 20 minutos após o bombardeio atômico de 1945.

Fuzileiro no Vietnã corre com duas crianças para colocá-las a salvo no campo de batalha. Provavelmente tirada em 1968.

Um jovem Saddam Hussein brincando de apontar uma arma para sua esposa, que fofo… Não se sabe a data da foto.

ENIAC – Um dos primeiros computadores da história, em 1946.

Soldados britânicos parcialmente cegos aguardando atendimento médico após serem atingidos por gás alemão, na Primeira Guerra.

Este é o outro lado da foto icônica de Marilyn Monroe. Em 1954.

Sílvio Santos em seu programa dominical na TV Paulista (atual Rede Globo), fazendo a entrega de um Gordini zero quilômetro, sorteado pela Cestas de Natal Amaral na década de 60. Silvio era contratado para fazer entrega dos prêmios das Cestas, no caso deste Gordini foi para o senhor Mario Sposito, foto de arquivo de Rui Amaral Jr., e que foi divulgada também no site em homenagem aos 80 anos do Silvio.

George Bush é interrompido durante visita a escola para ser comunicado sobre os ataques em 11 de setembro de 2001.

Jovem negro sofrendo assédio moral, Estados Unidos, na década de 1960.

A jovem, glamourosa e vaidosa Claudia Ochoa Felix, de 27 anos, é considerada uma das mulheres mais perigosas do mundo. Comparada com a estrela americana Kim Kardashian, por causa das curvas, Claudia é apontada como sendo líder do ‘esquadrão da morte’ mais cruel do planeta, chamado Lox Ántrax. O grupo é responsável por centenas de assassinatos; eles são contratados pelo mortal cartel de drogas de Sinaloa, México.

 

 

 

 

O crédito desse material incrível é do blog O Buteco da Net (obutecodanet.ig.com.br).

 

As pistoleiras do Velho Oeste

Na segunda temporada da série da HBO “Westworld”, a personagem Dolores (foto acima, interpretada por Evan Rachel Wood) lidera uma revolta de androides, agindo como uma pistoleira sanguinária do Velho Oeste.

O interessante é que, embora não fosse muito comum, existiram de fato ferozes pistoleiras naquele tempo.

O mito do cowboy, perpetuado pelo cinema e pela literatura, promove a ideia de um homem durão, estoico e calejado, enfrentando sozinho as intempéries e a selvageria de terras recém-colonizadas. Mas a fronteira não atraía apenas figuras como Butch Cassidy e Sundance Kid, que conhecemos no cinema numa versão romantizada.

Cowboys de verdade, em foto tirada por volta de 1890.

Havia também mulheres que fugiam aos padrões esperados. Moças de casca grossa, seja por desejo ou necessidade, elas também pegaram em armas para se virar naquela terra de ninguém.

Algumas dessas histórias entraram para o folclore – Calamity Jane e Annie Oakley, por exemplo –, mas havia muitas outras.

“Não foram só meia dúzia. As mulheres sempre lutaram”, afirma Carla Cristina Garcia, cientista social da PUC-SP. “No Velho Oeste, os homens eram vaqueiros ou iam para o garimpo; muitas mulheres ficaram sozinhas e cabia a elas defenderem a si próprias.” Além disso, muitas mulheres que iam para o Oeste queriam escapar de seu passado, outras fugiam das restrições da sociedade do Leste.

A Corrida do Ouro

Até meados do século 19, apenas um quarto do atual território dos Estados Unidos, na Costa Leste, havia sido ocupado. Em 1840, a teoria de que os norte-americanos tinham o direito divino de colonizar novas terras tornou-se um mote expansionista. A descoberta de ouro em Sutter’s Mill, no território de Serra Nevada, na Califórnia, deu um novo impulso ao avanço para o Oeste. Em três anos, mais de 200 mil pessoas migraram para lá, buscando riquezas.

O Velho Oeste não era tão violento quanto se imagina. Os cowboys eram mais peões do que pistoleiros e passavam longas semanas longe de casa. Os rebanhos eram enormes e a terra árida tornava necessário percorrer grandes distâncias em busca de pasto e água. De dia na sela, à noite dormindo sob as estrelas.

Se a vida no Oeste não tinha tanto glamour, para Martha “Calamity Jane” (Jane Calamidade) Cannary a dureza era um preço pequeno a se pagar pela liberdade.

Calamity Jane em seu show

Martha viajou para o Oeste com 13 anos, acompanhada dos pais. Gostava da companhia de cowboys e caçadores. Perambulou pelo país e imortalizou suas aventuras em uma autobiografia, A Vida e Aventuras de Calamity Jane. Sua história foi narrada, já que nunca aprendeu a ler e escrever. Falava de aventuras, emboscadas, tiros, lutas contra os índios. Sua lista de ocupações menos emocionantes incluía os ofícios de cozinheira e lavadeira. Conta-se que foi esposa do famoso Wild Bill Hickok, e trabalhou como batedora.

E foi como batedora que ela serviu na campanha do General Custer em 1872. Nessa época é que ela passou a se autodenominar Calamity Jane. Depois, trabalhou um tempo como prostituta e assim conheceu Wild Bill Hickok, com quem teria se casado e, segundo ela, era o pai de sua filha Jane, que teria nascido em 1873.  A criança depois foi adotada. Em 1941 foi encontrado um registro do casamento de 25 de setembro de 1873, em Benson’s Landing, Montana, que aparentemente confirma a história.

O show de Buffalo Bill

Calamity Jane se mudou para El Paso, Texas, em 1884, onde se casou com Clinton Burke em 1885. Se separaram em 1895. Em 1896 ela começou a viajar com o show de Buffalo Bill (Buffalo Bill’s Wild West show), onde continuou até o fim da sua vida. Sua reputação era a de uma bêbada arruaceira que entrava e saía da cadeia com frequência. Ela morreu de complicações de uma pneumonia em 1903.

Com a fama, merecida ou não, de Calamity Jane se espalhando, outra atividade se tornou popular: os shows do Velho Oeste. Eram espetáculos itinerantes com demonstrações de proeza no tiro, cavalgadas e laço. Faziam também propaganda pelo extermínio dos nativos e do expansionismo. Foi William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill, que se tornou dono do show mais conhecido do país.

Ele e seus concorrentes valorizavam os talentos femininos. O espetáculo dos irmãos Miller, por exemplo, empregava 50 mulheres. Ases da sela, May Lillie e Lucille Mulhall se tornaram cowgirls famosas. Mulhall, que se uniu ao show de Bill em 1909, laçava oito cavalos a galope com uma mesma volta de corda.

Lucille Mulhall

Foi em 1885, três anos após dar início ao seu show, que Bill conheceu sua maior estrela: uma jovem atiradora chamada Annie Oakley.

Annie Oakley, a maior atiradora do Oeste

Phoebe Ann Oakley Moses nasceu em Ohio em 1860. Atirava desde os 12 anos. Fez tanto sucesso que, quando a trupe esteve em turnê pela Europa, a rainha Vitória, da Grã-Bretanha, assistiu três vezes ao show. Outro membro da realeza, o kaiser Wilhelm II, da Alemanha, confiou tanto em sua perícia com a arma que deixou que ela a demonstrasse atirando nas cinzas de seu cigarro – enquanto fumava…

Annie Oakley

Conhecida como Little Miss Sure Shot, ou “Senhorita Tiro Certeiro”, Ann levava uma vida pacata fora da arena. Casada, era religiosa e considerava mandar bala uma maneira de mulheres aprenderem a se proteger. Estima-se que tenha ensinado 15 mil mulheres a atirar. Quando morreu, em 1926, deixou muito de seu dinheiro para a caridade, incluindo instituições pelos direitos da mulheres.

Annie Oakley nunca usou as armas como ameaça, diferentemente de foras da lei como Belle Starr.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos, no Arkansas em 1886.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos

“Entre os notórios bandidos que roubaram, enganaram e assassinaram moradores do centro-oeste entre 1864 e 1886, havia várias bandidas que eram tão desonestas e violentas quanto eles”, afirma Chris Enss no livro Bad Girls: Outlaw Women of the Midwest.

Famosa fora da lei, a “Rainha dos Bandidos” Belle Starr era conhecida pela associação com Jesse James e protagonista de uma extensa lista de atividades ilegais. Belle combinava os vestidos vitorianos com um enorme coldre e um chapéu Stetson masculino, adornado com plumas. Quando seu marido foi preso por roubo, Belle deixou os filhos com parentes e passou a assaltar por conta própria.

Era procurada por roubar cavalos e gado – crime sério no Velho Oeste. Belle foi julgada e passou nove meses presa. Logo retomaria as atividades criminosas. Aos 40 anos sofreu uma emboscada. Tentou fugir a cavalo, mas um tiro nas costas a derrubou.

O Wild Bunch

Houve outra bandidona quase tão famosa quanto Belle Starr: a “Rosa do Bando Selvagem”, Laura Bullion, que cresceu no Texas e aprendeu o ofício da bandidagem com o pai, ladrão de bancos. Tornou-se prostituta na adolescência, conheceu a gangue dos foras da lei Butch Cassidy e Sundance Kid e se juntou ao grupo. Foi nesse bando que ela conheceu seu grande amor, o também ladrão de bancos Ben Kilpatrick.

O “Bando Selvagem”, ou “Wild Bunch”, que era o bando de Butch Cassidy e Sundance Kid. Na primeira fileira, da esquerda para a direita: Sundance Kid, Ben Kilpatrick e Butch Cassidy. De pé vemos Will Carver e Harvey Logan,. A foto foi tirada em 1900 em Fort Worth, Texas. Cassidy se gabava de nunca ter matado um único homem ou mulher em toda a sua carreira. As alegações sobre a gangue eram falsas, no entanto. Will Carver e outros membros da gangue mataram várias pessoas durante o período em que foram perseguidos pelos homens da agência de detetives Pinkerton, contratados para prendê-los depois de vários assaltos bem-sucedidos.

Em 1901, Laura foi presa por assaltar um trem. Após três anos na prisão, abandonou a vida de crimes e morreu muitos anos depois como uma respeitável costureira.

Foto da prisão de Laura Bullion

Após a Guerra Civil americana, uma nova emenda foi anexada à Constituição, ratificando o direito ao voto dos homens negros. As mulheres, brancas ou negras, foram, no entanto, deixadas de fora. Mas o sufrágio feminino se beneficiaria desses exemplos de mulheres que defenderam sua independência, mesmo à base de tiros, como Pearl Hart.

Pearl Hart, a polêmica feminista

Pearl nasceu no Canadá por volta de 1870 e foi para os Estados Unidos em busca de riqueza. Foi presa por um assalto a diligência. Ao ser julgada, criou polêmica. “Não consentirei em ser julgada sob uma lei para cuja criação meu sexo não teve voz”, disse.

A declaração não a livrou de três anos na cadeia. A novidade de uma mulher assaltante de diligência rapidamente gerou uma frenesi da mídia e repórteres de grandes jornais logo se juntaram à imprensa local, clamando por uma entrevista e fotografia de Hart.

Um artigo na Cosmopolitan afirmava que Hart era “exatamente o oposto do que seria esperado de uma assaltante mulher “, embora, “quando está com raiva ou determinada, linhas duras apareciam sobre seus olhos e boca.”Os moradores também estavam fascinados com ela, tendo ela ganhado diversos presentes de admiradores.

Fonte:

Aventuras na História