O Novo dicionário simplificado da língua portuguesa

O significado das palavras muitas vezes nos engana, porque a mesma palavra pode justamente ter vários significados. Esse é o caso dos “homônimos”. São palavras que possuem a mesma pronúncia, mas significados diferentes.

Alguns exemplos:

cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio)
censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo)
cético (descrente) séptico (que causa infecção)
cerração (nevoeiro) serração (ato de serrar)
cerrar (fechar) serrar (cortar)
cervo (veado) servo (criado)
chá (bebida) xá (antigo soberano do Irã)

Mas “homônimo” ainda pode ser o Homônimo Perfeito. São palavras com a mesma grafia e o mesmo som. Por exemplo:

Eu cedo este lugar para a professora. (cedo = verbo)

Cheguei cedo para a entrevista. (cedo = advérbio de tempo)

Mas ainda não acabou, meu caro! Temos ainda a subclasse dos “homônimos”, que são as palavras “homógrafas”! São aquelas  que possuem a mesma escrita (grafia), mas a pronúncia e o significado são sempre diferentes. Veja:

almoço (substantivo, nome da refeição)
almoço (forma do verbo almoçar na 1ª pessoa do sing. do tempo presente do modo indicativo)

gosto (substantivo)
gosto (forma do verbo gostar na 1ª pessoa do sing. do tempo presente do modo indicativo)

E eu estou só no capítulo das palavras com a mesma grafia…

Mas,, pense bem como tudo seria mais simples se existisse “uma compilação de palavras ou dos termos próprios, ou ainda de vocábulos de uma língua, quase sempre dispostos por ordem alfabética e com a respectiva significação”… Ei, mas isso é a definição de dicionário. Então, vou completar meu raciocínio: como seria bom se existisse um dicionário simplificado da língua portuguesa e que, à primeira olhada, a gente já compreendesse o significado das palavras, e sem nada desse negócio de homônimos, homófonas e sei lá mais o quê!

Bem, minha amiga Clene Salles deu o pontapé inicial e já começamos a pensar nisso. Então, dou por lançado o NOVO DICIONÁRIO SIMPLIFICADO, que vai resolver todos os seus problemas com o querido idioma-pátrio:

ABISMADO – pessoa que caiu no abismo.

ABREVIATURA – ato de se abrir um carro.

AÇUCAREIRO – revendedor de açúcar que vende acima da tabela

ALOPATIA – dar um telefonema à tia.

AMADOR – o mesmo que masoquista.

ARMARINHO – vento proveniente do mar.

BARGANHAR – receber botequim de herança.

BARRACÃO – proibir a entrada de cachorro.

CAIXA – chá que caiu no chão.

CAMINHÃO – estrada muito longa.

CANGURU – líder espiritual dos cães.

CATÁLOGO – ato de pegar coisas rapidamente.

COMBUSTÃO – mulher peituda.

CONVENTO – lugar arejado.

DEMOCRACIA – sistema político do inferno.

DESBOTAR – quando a galinha bota dez ovos.

DESDENTADAS – o mesmo que dez mordidas.

DESTILADO – aquilo que não está do lado de lá.

DETERGENTE – ato de se prender indivíduos.

EDIFÍCIO – contrário de “é fácil”.

EFICIÊNCIA – ciência que estuda a letra “F”.

ESFERA – animal selvagem domesticado.

ESPERTO – o mesmo que distante.

EVENTO – constatação de que é vento e não um furacão.

FLUXOGRAMA – direção em que cresce o capim.

GENITÁLIA – gene de quem nasce na Itália.

HALOGÊNIO – forma de cumprimentar pessoas superinteligentes.

KARMA – expressão usada para evitar o pânico.

LEILÃO – mulher chamada Leila com mais de 2 metros de altura.

MAMADEIRA – lenhador gago anunciando a árvore caindo.

MISSÃO – missa comprida.

OLIMPO – homem com mania de limpeza.

PSICOPATA – veterinário especialista em doenças mentais na fêmea do pato

PRESSUPOR – colocar preço em alguma coisa.

QUARTZO – partze de um apartamentzo.

SIMPATIA – quando se concorda com a tia.

SOLUÇÃO – forte soluço.

TABELA – sinônimo de “estar bonita”.

TALENTO – característica de quem não está rápido.

UNÇÃO – erro de concordância: o certo é “um é”.

VIDENTE – dentista falando sobre o seu trabalho.

VOLÁTIL – avisando ao tio que já vai.

XIITA – a macaca do Tarzan.

ZOOLÓGICO – reunião de animais racionais.

ZUNZUM – na fórmula 1, momento em que o espectador percebe que os 2 líderes da prova acabaram de passar.

 

Caso tenha alguma contribuição, por favor nos envie que atualizaremos. Este é um serviço de utilidade pública, afinal!

Expressões curiosas da língua portuguesa

Sempre quis descobrir a origem de certas expressões da nossa língua, e ainda bem que diversos estudiosos, dentre eles o prof. Pasquale, fizeram esse trabalho. Veja só:

JURAR DE PÉS JUNTOS:
“Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu”.

A expressão teria surgido por conta das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

MOTORISTA BARBEIRO:

“Nossa, que cara mais barbeiro!”

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.

TIRAR O CAVALO DA CHUVA:

“Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!”

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia colocar o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “Pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

DAR COM OS BURROS N’ÁGUA:

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante, o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

PARA INGLÊS VER:
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, as leis eram criadas apenas “para inglês ver”. Daí surgiu o termo.

NHENHENHÉM:

Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

VAI TOMAR BANHO:
Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Então, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA:
Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como “A arte de amar “e “Metamorfoses”. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase para que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, os portugueses e os brasileiros.

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS

 

A expressão “onde Judas perdeu as botas” é usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. Existe uma história não comprovada que relata que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhara por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem seus sapatos, saíram em busca dos mesmos e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se tais botas foram achadas. Acredita-se que foi assim que surgiu tal expressão.

DOR DE COTOVELO

A expressão “dor-de-cotovelo”, muito usada para se referir a alguém que sofreu uma decepção amorosa, tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar e com os cotovelos em cima do balcão, enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor. Tipo “meu mundo caiu…”, “ninguém me ama…”.  De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados sobre balcão, eles deveriam doer. Esta é a ideia por trás da expressão.

ACABAR EM PIZZA

Uma das expressões mais usadas no meio político é “tudo acabou em pizza”, empregada quando algo errado é julgado sem que ninguém seja punido. O termo teria surgido no  futebol. Na década de 1960, alguns cartolas palmeirenses estariam reunidos para resolver alguns problemas e, durante 14 horas seguidas de brigas e discussões, ficaram com muita fome. Assim, todos foram a uma pizzaria, tomaram muito chope e pediram 18 pizzas grandes. Depois disso, simplesmente foram para casa e a paz reinou de forma absoluta. Após esse episódio, o jornalista Milton Peruzzi, que trabalhava  num jornal muito popular na época, A Gazeta Esportiva, deu a seguinte manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”. Daí em diante o termo pegou.

DE MÃOS ABANANDO

Na época da intensa imigração no Brasil, no começo do século passado, os imigrantes tinham que ter suas próprias ferramentas. As “mãos abanando” eram um sinal de que aquele imigrante não estava disposto a trabalhar. A partir daí o termo passou a ser empregado para designar alguém que não traz nada consigo. Uma aplicação comum da expressão é quando alguém vai a uma festa de aniversário sem levar presente, por exemplo.

LÁGRIMAS DE CROCODILO

Quando dizemos que uma pessoa está chorando “lágrimas de crocodilo”, estamos querendo dizer que ela está fingindo, chorando de uma forma falsa. Tal expressão, utilizada no mundo inteiro, veio do fato de que o crocodilo, quando está devorando suas presas, faz uma pressão muito forte sobre o céu da boca e estimula suas glândulas lacrimais, dando a impressão de que o animal está chorando. Obviamente, o animal não “chora”, por isso surgiu a expressão popular.

DOURAR A PÍLULA

Antigamente, as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão  significa melhorar a aparência de algo.

ESTAR COM A MACACA

A origem da expressão significava que a pessoa estava possuída pelo demo. Em algumas culturas, palavras tipo demônio, capeta ou diabo são sinais de má sorte. Para atenuá-los, esses vocábulos têm sido substituídos por cão e macaca. Atualmente, a expressão caracteriza a pessoa nervosa, estressada, irritada.

ERRO CRASSO

Licínio Crasso foi membro do primeiro triunvirato romano, juntamente com Pompeu e Júlio César. Era um político medíocre, ambicioso e interesseiro (lembra alguém entre os políticos brasileiros?…). Tomou a ofensiva na Síria contra os Partos, mas foi derrotado por um erro grosseiro de estratégia militar, que lhe custou a vida. Confiante na superioridade numérica de seu exército, e disposto a estraçalhar logo o inimigo, decidiu ganhar tempo cortando caminho por um vale estreito. Os sírios então fecharam as duas únicas saídas e o exército romano foi massacrado, incluindo ele próprio. Foi a decisão mais estúpida da história militar. Daí o significado da expressão.

Aprenda uma coisa nova todo dia

Existia uma seção da revista “Seleções”, eu acho, que era do tipo “Você Sabia?”, que sempre lia em primeiro quando meu pai trazia a mais recente edição para casa. E, nos jornais, também existia uma seção dessas, tipo “Acredite se Quiser”.

Eram curiosidades sobre as coisas deste mundo (e de fora dele), e foi lá que aprendi, por exemplo, que a temperatura de Marte – nos dias mais quentes – pode chegar a 17º C positivos, e que os jivaros encolhiam a cabeça dos inimigos. Hoje em dia existem sites que trazem esse tipo de curiosidades, além de livros, como o inglês “Learn Something Everyday”, que traz 365 curiosidades, ou o brasileiro e excelente “Guia dos Curiosos”. Como sempre gostei disso, fiz uma rápida compilação para este post, trazendo novidades interessantes.

Divirta-se… E aprenda, como eu!

Por quê as bruxas usam vassoura?

Acredita-se que, como as mulheres eram responsáveis por cuidar da casa, fazer comida e limpar o chão, elas sempre tinham uma vassoura à mão. E quando as pessoas começaram a acusar outras de serem bruxas, as vassouras eram consideradas o disfarce perfeito para uma verdadeira feiticeira, já que todas as mulheres tinham uma! Daí a associar a bruxa voando montada numa vassoura foi um pulinho!

 

Uma pessoa pode ser congelada e depois trazida à vida?

Havia uma lenda de que o corpo de Walt Disney tinha sido congelado para que fosse ressuscitado quando a ciência alcançasse esse ponto. A criogenia acredita que se você mantiver a pessoa congelada, ela poderia ser revivida no futuro quando existir a cura para sua doença – mas como a lei não permite que se congele a pessoa viva, então a pessoa tem que ter morrido… Quer dizer, como ressuscitar a pessoa? As empresas que fazem a criogenia alegam que o coração parar de bater não significa que a pessoa está completamente morta, porque algumas funções cerebrais persistem e então são congeladas nesse momento -em tese, ela pode ser revivida ao “descongelar” essas funções.

Isso funciona? Até hoje, ninguém foi “descongelado” com sucesso, porque se esse processo não for feito na temperatura e velocidade corretas, as células podem formar cristais de gelo e despedaçar. Mas o avanço da ciência pode possibilitar que a nanotecnologia repare não só as células danificadas, mas até mesmo a causa das doenças. A previsão é que o primeiro revival criogênico ocorra em 2045.

Qual o idioma mais difícil de se aprender?

Não há uma resposta simples, porque o processo de aprendizado é diferente de pessoa para pessoa. Embora nenhum idioma seja fácil de aprender, aqueles que são mais parecidos com a sua linguagem nativa são menos complicados nesse aspecto. E aprender uma língua cuja pronúncia e escrita sejam totalmente diferentes pode ser um grande desafio.

É evidente que as línguas orientais podem ser as mais difíceis para os ocidentais, e vice-versa. Mas, como foi dito antes, isso varia de pessoa para pessoa, da complexidade do idioma, de quanto tempo você dedica aos estudos, de sua motivação… Na média geral, as línguas mais “fáceis” de aprender para quem fala nosso idioma seriam o espanhol, italiano, inglês e francês. As de dificuldade média seriam o  o russo, o alemão e o polonês. E as mais “difíceis”, o árabe, japonês, coreano e mandarim.

 

Algumas curiosidades sobre a História do Brasil

Sempre gostei de História. Uma das matérias que mais gostava na escola era justamente essa (por mais chato que fosse a decoreba de nomes, lugares, datas…). Sempre gostei de fuçar mais além, de pesquisar o que poderia haver por trás daquilo que os livros contavam. Consultava os livros nas bibliotecas e hoje, a internet ajuda e muito nesse trabalho. E quando estreou o History Channel, corri para assinar o pacote da TV a cabo que o trazia.

Ao voltarmos no tempo, encontraremos a utilização da palavra história, pela primeira vez, na Grécia Antiga. Vem de histor, testemunho. Quer dizer, o historiador era, na verdade, aquele que escrevia hoje o que aconteceu no passado. Depois, continuou sendo entendida como uma narrativa e não apenas uma coleção de datas e nomes. Só muito mais tarde, no século XVIII, passou a existir o interesse em explicar os acontecimentos e relacioná-los entre si.  A partir do século XX, os historiadores passaram a valorizar ainda mais as relações econômicas entre pessoas, grupos e povos. Assim, ela deixou de ser apenas uma narrativa para se transformar em “possibilidades interpretativas do passado”. Estudando a História, você pode muitas vezes compreender o presente e até projetar o futuro.

A imagem abaixo conta a história da Humanidade, por Milo Manara. Para ver a imagem em tamanho maior e desfrutar do talento desse artista, basta clicar nela.

A História do Brasil guarda inúmeras curiosidades, e depois de pesquisar um pouco, selecionei algumas para compartilhar:

1. Eram faladas mais de 1.000 línguas no Brasil na época do descobrimento. Destas, 180 são faladas atualmente e apenas 11 tem mais de 5.000 falantes. Essas mais de 1.000 línguas eram faladas por mais de quatro milhões de índios, e hoje são menos de 900 mil, vivendo em assentamentos miseráveis e favelas nas grandes cidades.

2. Até meados do século 19, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos.

3. Tiradentes nunca usou barba. Joaquim José da Silva Xavier foi dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

4. O nome completo de D. Pedro I era Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. Ufa! A certidão de batismo dele devia ter um metro de comprimento!

5. Falando em batismo, o Brasil já teve oito nomes antes do atual: Pindorama (nome dado pelos indígenas); Ilha de Vera Cruz, em 1500; Terra Nova em 1501; Terra dos Papagaios, em 1501; Terra de Vera Cruz, em 1503; Terra de Santa Cruz, em 1503; Terra Santa Cruz do Brasil, em 1505; Terra do Brasil, em 1505; e finalmente Brasil, desde 1527.

6. O Brasil recebeu este nome porque nos primeiros anos de sua colonização era extraída das matas na costa brasileira a madeira chamada pau-brasil. Ela era usada para tingir tecidos e a cor que produzia era a cor da brasa.

Pindorama, em tupy-guarani, quer dizer “Terra das Palmeiras”.

7. Puxa-puxa, marmelada e pão-de-ló : estes três doces ficaram bem populares no Brasil. O puxa-puxa, que os árabes inventaram e levaram para Portugal; a marmelada, muito apreciada pelos bandeirantes, e o pão-de-ló que se oferecia ao condenado à morte, como última refeição, acompanhado de vinho. Por isso era também chamado de “bolo do enforcado”.

8. O Brasil pagou 2 milhões de libras a Portugal pela Independência. D. Pedro não pediu nenhuma possessão portuguesa – caso de Angola, na África, cuja elite quis fazer parte do Império do Brasil para facilitar o tráfico de escravos.

9. Pero Vaz de Caminha narra o primeiro encontro dos índios com Cabral. Dois deles foram levados à presença do navegador português e, dentro do navio, não demonstraram nenhum espanto, nem mesmo quando viram um carneiro. Porém, ficaram muito assustados diante de uma galinha. Depois, sem nenhum medo dos portugueses, deitaram no chão e, como se estivessem na própria aldeia, dormiram tranquilamente.


10. Diogo Álvares Correia foi um náufrago português que passou a vida entre os indígenas da costa do Brasil e que facilitou o contato dos primeiros viajantes europeus com os povos nativos. Recebeu o apelido de Caramuru pelos Tupinambás. Há duas versões para o significado de Caramuru: por volta de 1510, o navio onde ele estava naufragou na costa da Bahia, seus companheiros morreram e ele foi encontrado pelos índios em meio às pedras, como uma moreia (significado de Caramuru). Outra explicação para a alcunha é a da lenda, que diz que Caramuru significava “filho do trovão”, que Diogo Álvares Correia teria recebido ao afugentar indígenas que o queriam devorar, matando uma ave com um tiro de arma de fogo. A primeira versão hoje é a mais aceita, apesar da lenda ser a mais difundida.

Velho, eu?

Lembra como era procurar o endereço de uma rua há uns tempos? Ou o tempo que a gente levava para procurar sobre algum assunto em uma enciclopédia? Atualmente, com a evolução tecnológica, esses hábitos tornaram-se ‘coisa do passado’ e, muitas vezes, as pessoas nem percebem o modo como a tecnologia transformou a realidade. Para relembrar alguns costumes nem tão antigos assim, dê uma conferida abaixo:

Comprar e consultar enciclopédias – As famosas enciclopédias Britannica e Barsa não são mais itens correntes na casa das pessoas — antigamente, havia até a figura do vendedor desse tipo de publicação. Com o passar dos anos, surgiram ainda os CD-ROMs interativos, mas com o advento da internet uma consulta à Wikipedia substituiu tudo isso…

Filme para câmera fotográfica – Antes de qualquer evento familiar, a compra de filmes era quase obrigatória para poder registrar os melhores momentos. Hoje em dia, qualquer câmera digital com cartão de memória tem capacidade maior que 36 imagens — quantidade máxima de ‘poses’ disponíveis em um filme da época. Sem contar os casos em que todas as fotos queimavam e só era possível ver isso na hora da revelação… Daí, era uma choradeira por ter perdido a careta do bebê!

Escrever cartas – O namorado distante  utilizava as cartas para se comunicar com sua amada, que, dependendo da localidade, levava dias para chegar até o destino. Porém, hoje, não só é possível mandar e-mails (correio eletrônico), como mandar mensagens em redes sociais ou até gravar um vídeo e postar em algum Youtube da vida.

Usar as páginas amarelas para procurar contatos – Foram-se os tempos em que as páginas amarelas (lista telefônica com empresas e serviços) eram as principais fontes para descobrir o contato de algum estabelecimento. A maior utilidade dos “livrões”, atualmente, é servir de apoio – nas localidades onde ainda existem esses livrões. Hoje, com uma busca na internet, já é possível achar quase todas as informações sobre um comércio, serviço ou restaurante.

Disquetes – A década passada foi a última dos simpáticos disquetes. Além da baixa capacidade de armazenamento, eles tinham a limitação tecnológica de perderem todos os dados quando expostos a ímãs. Foram substituídos pelos CDs que, por sua vez, já foram trocados pelos práticos pendrives. Os computadores atuais nem vem mais com entrada para esse tipo de unidade de armazenamento.

Comprar CDs – Não que não haja mais CDs à venda, mas a pirataria fez com que houvesse redução na venda desse tipo de mídia. Para combater a venda ilegal de músicas, muitas gravadoras disponibilizam na internet faixas avulsas de artistas para a comercialização. Antes, era até um programa ir a uma loja de CDs e fuçar as novidades. Hoje, essas lojas parecem a caminho da extinção…

Alugar ou comprar fitas de vídeo – O programa de muitas famílias aos fins de semana era o de ir até a locadora para alugar os filmes em lançamento. Com o tempo, as fitas foram dando lugar aos DVDs e, mais recentemente, aos discos Blu-Ray. Muito em breve, o hábito de baixar os filmes pela internet deve se disseminar.

Fazer ligações em um orelhão – Muito utilizados na época em que era caro ter uma linha em casa, os telefones públicos, atualmente, são menos utilizados que antigamente. Parte do desinteresse nesse tipo de telefone é caracterizada pela facilidade na aquisição de celulares.

E eu achava que falava o correto!

HOJE É DOMINGO PÉ DE CACHIMBO… e eu ficava imaginando como seria um pé de cachimbo, quando o correto é: HOJE É DOMINGO, PEDE CACHIMBO… Domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente…). E a gente pensa que repete corretamente os ‘ ditos populares’ … Na verdade, é aquela coisa de “um conta um conto, aumenta um ponto”. A pessoa ouve uma vez, repassa para outro que não entende direito, ou por causa do sotaque ou porque desconhece a palavra, enfim… E chega para nós nos dias de hoje com seu sentido original desfigurado. E a gente continua repetindo para nossos filhos, netos e gerações…

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão. O correto é:  Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão. Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?

No popular se diz: Esse menino não para quieto, parece que tem bicho carpinteiroMinha grande dúvida na infância… Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro?  Correto: ‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro’. Tá aí a resposta para meu dilema de infância!

Cor de burro quando foge. O correto é: Corro de burro quando foge! Esse foi o pior de todos! O sentido é que, quando o burro dispara, não se sabe para que lado ele vai, então é melhor sair da frente!

Outro que todo mundo diz errado: Cuspido e escarrado – quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. Meu avô falava muito isso e eu ficava imaginando o que uma coisa tinha a ver com a outra… Todo cuspe era igual? Mas o correto é: Esculpido em carrara.  (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso…Quem não tem cão, caça com gato. Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça, o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor… O ditado certo é : Quem não tem cão, caça como o gato. Ou seja, sozinho!