A vida dos moradores de micro apartamentos em Hong Kong

Quarto, banheiro, cozinha e sala: tudo em um mesmo lugar. Essa é a realidade de milhares de pessoas que vivem em Hong Kong, uma das cidades mais ricas do mundo, mas que esconde sua pobreza em apartamentos minúsculos.

De acordo com o jornal britânico The Daily Mail, os que vivem nessas condições são idosos, desempregados, famílias com baixa renda e solteiros. E como se não bastasse a escassez de espaço – um dos apartamentos mostrados abaixo mede pouco mais de 2,5 metros quadrados  – os alugueis pagos por esses moradores ainda são caros e o metro quadrado pode chegar a custar 90 dólares de Hong Kong (cerca de 25 reais) por mês…

Com uma área de apenas 1,104 quilômetros quadrados, a região administrativa da China tem uma população de 7 milhões de habitantes, fazendo de Hong Kong uma das regiões mais densamente povoadas do mundo – o que explica a falta de espaço e boas condições de vida para quem mora por lá.

As imagens que você confere abaixo foram capturadas em uma tentativa de alertar o governo para um problema que cresce diariamente. As fotos foram feitas nos distritos de Sham Shui Po, Yau Tsim Mong e Kowloon City, mas pessoas vivendo em situações semelhantes podem ser encontradas em todas as 18 regiões da cidade.

“Hong Kong é considerada uma das cidades mais ricas do mundo. No entanto, escondida sob essa prosperidade, está uma grande desigualdade de posses e um grupo esquecido de pessoas pobres. Centenas de milhares ainda vivem aprisionados em casas ou em cubículos, enquanto as famílias desempregadas recém-chegadas da China e as crianças pobres lutam para sobreviver. Pessoas desprivilegiados aumentam enquanto a riqueza da cidade continua a crescer”, comenta Ho Hei Wah, diretor de uma organização que luta para melhorar a condição desses moradores.

A cidade passou por um período de boom econômico sem precedentes durante a década de 1970, mas, ao mesmo tempo, o então governo colonial ficou tomado pela corrupção desenfreada.
O Sr. Ho diz que a pobreza se instalou de vez e a população menos privilegiada cresceu enormemente. Hoje, 40 anos depois da reunificação com a China, os problemas apenas se agravaram.

Desde os primeiros dias, ainda como uma colônia britânica – após a Primeira Guerra do Ópio de 1839-42 – Hong Kong serviu como um importante centro de comércio internacional. Durante o século XX, a população foi reforçada por um grande número de refugiados, principalmente da China, que ajudaram a criar um novo papel para a região, transformando a colônia em um centro de manufatura e os produtos “Made in Hong Kong” foram exportados para todo o mundo.

Nos últimos anos, à medida que a economia da China continental se tornou menos isolacionista, Hong Kong evoluiu mais uma vez, agora para uma economia baseada em serviços. Na década de 1980, tornou-se um centro financeiro internacional e se juntou às 10 maiores economias do mundo.

Foi essa mudança, de uma indústria de manufatura para a indústria baseada no conhecimento, que tem sido a principal força motriz para a disparidade de riqueza da área.

Em 2007, um censo do governo de Hong Kong mostrou que o número de famílias que ganhavam menos de HK $ 4.000 por mês (R$ 1.500,00) aumentou em 80.000, enquanto aqueles com mais de HK $ 40.000 (R$ 15.000,00) aumentaram em 100.000.

 

Ou seja, o fosso vem crescendo…

 

 

 

 

Fontes:

revista k7

megacurioso

Daily Mail

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Quando a privada afundou o submarino

Banheiro de um U-Boat Tipo VII, como o 1206 | Crédito: Wikimedia Commons

HISTÓRIA MALUCA 

A situação não devia parecer promissora para os tripulantes do U-1206, que partiu em 6 de abril de 1945 rumo à costa da Grã-Bretanha, com a missão de afundar qualquer coisa que pudesse. A guerra estava perdida – antes do final do mês, Adolf Hitler jogaria a toalha com um tiro na própria cabeça em seu bunker. Com o completo domínio aliado dos mares, a missão era suicida. Mas ao menos um consolo eles tinham: podiam usar a descarga.

Para economizar espaço, os submarinos alemães não tinham um compartimento para dejetos, como os dos aliados. A descarga era direto na água. Isso quer dizer que era impossível usar o banheiro quando a máquina estava submergida, porque a pressão no exterior faria a água correr para dentro. Assim, os marinheiros tinham que usar baldes, latinhas, o que desse – num espaço mal ventilado e já poluído pelos odores de suor e óleo diesel.

U-Boat Tipo VII, como o 1206 / Wikimedia Commons

Mas o 1206 vinha com um ultratecnológico banheiro de alta pressão, que podia ser usado a qualquer profundidade, baseado num sistema de válvulas muito complexo. (dá para se ter uma ideia com a foto lá de cima…)

E era tecnológico até demais: tão complicado que exigia treinamento específico.

Em 14 de abril, o capitão Karl-Adolf Schlitt atendeu às necessidades da natureza e resolveu dar descarga sozinho. O  sistema inteiro se abriu para o exterior, quando o submarino estava a 61 metros de profundidade. A água, numa pressão de 7 atmosferas, jorrou violentamente de dentro da bacia, atirando seu conteúdo ao alto – mas, agora, isso era o menor dos problemas.

Logo abaixo do banheiro ficavam as baterias do submarino. O ácido nelas reagiu com a água, soltando gás cloro – tão letal que foi usado como arma química na Primeira Guerra. O capitão não teve escolha a não ser mandar o submarino emergir.

Chegando à superfície, foram recepcionados por aviões britânicos. Um marinheiro morreu e outros três caíram na água. Schlitt mandou todo mundo para os botes salva-vidas e afundou o próprio submarino com explosivos, para evitar sua captura pelos aliados. Afinal, vai que eles quisessem copiar a magnífica tecnologia de banheiros alemã?

Os tripulantes do U-1206, depois de presos pelos britânicos por conta do gás letal em seu interior…

A dor de barriga do capitão levou à captura de 46 alemães, contando com ele próprio.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

Nanotecnologia teria sido descoberta na Roma Antiga

 

A nanotecnologia é muito mais antiga do que se pensava. Evidências recentes sugerem que os artesãos romanos criaram o Cálice de Licurgo com ajuda da nanotecnologia há 1600 anos!

O cálice retrata a história do rei Licurgo, que está preso em um emaranhado de videiras como um castigo pela traição cometida contra Dionísio. O objeto romano é conhecido por ser iluminado pela frente, com uma cor verde. Mas parece vermelho quando iluminado por trás.

O segredo por trás dessa mágica está na nanotecnologia*. Uma análise de pequenos fragmentos quebrados do vidro do cálice revelaram partículas de prata e de ouro tão pequenas que seria preciso mil delas para alcançar o diâmetro de um grão de sal refinado.

Os pesquisadores especulam que os romanos moíam as partículas de metal até que mil delas correspondessem ao tamanho de um único grão de areia. Em seguida, essas partículas de ouro e prata eram misturadas com o vidro. Cada pedaço tinha 50 nanômetros de diâmetro. Isso faz dos antigos romanos os pioneiros da nanotecnologia.

A mudança de cor acontece quando a luz bate no vidro. Isso faz os elétrons dos metais ali contidos vibrarem de tal forma que alteram a cor dependendo da posição do observador. Os pesquisadores também suspeitaram que, quando a taça estava cheia de líquido, isso também alteraria a interação dos elétrons e a cor do vidro.

Como não era possível encher o cálice de líquido, os pesquisadores fizeram pequenos furos em uma plataforma de plástico e espalharam nanopartículas de ouro e prata, assim como os antigos romanos haviam feito no vidro do cálice. Dependendo do líquido, cores diferentes apareciam. Verde claro para água e vermelho para óleo, por exemplo.

Esse protótipo que os cientistas fizeram mostrou-se 100 vezes mais sensível para variações no nível de sal nas soluções testadas do que os sensores comerciais atuais, que utilizam técnicas similares. Atualmente, alguns tipos de testes de gravidez são exemplos de usos de fenômenos de mudança de cor baseados em nanotecnologia.

No futuro, a tecnologia pode ser adaptada para a criação de dispositivos móveis capazes de detectar patógenos em amostras de saliva ou urina, ou ainda para impedir que terroristas entrem em aviões carregando líquidos perigosos, entre outras coisas.

O Cálice de Licurgo original, datado do século 4,  foi adquirido na década de 1950 pelo Museu Britânico, onde permanece em exposição.

 

*Nanotecnologia – 

Nanotecnologia é um termo usado para referir-se ao estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular, ou seja, é a ciência e tecnologia que foca nas propriedades especiais dos materiais de tamanho nanométrico. O principal objetivo  é criar novos materiais, novos produtos e processos a partir da capacidade de ver e manipular átomos e moléculas.

O nome foi citado pela primeira vez por Richard Feynman em dezembro de 1959 e definido pela Universidade Científica de Tóquio em 1974. Mas foi somente a partir do ano 2000 que a nanotecnologia começou a ser desenvolvida e testada em laboratórios.

A base do uso da nanotecnologia é o nanômetro, uma unidade de medida assim como o quilômetro, o metro e o centímetro. Ele equivale a um bilionésimo de metro, o que abre espaço para muitas possibilidades, mas também traz grandes desafios para se conseguir trabalhar em uma escala tão minúscula. A maior prova dessa dificuldade está no fato de que apenas laboratórios e indústrias que têm equipamentos de alta precisão conseguem lidar com essa tecnologia.

As possibilidades de aplicação

Com a nanotecnologia será possível, por exemplo, otimizar os efeitos de remédios, levando-os diretamente para onde são necessários dentro do corpo, o que diminuiria a toxidade das drogas, os efeitos colaterais e as dosagens. Também será possível fazer algo parecido em tratamentos como o do câncer, atacando apenas as células defeituosas.

Já existem alguns produtos que são resultado do uso da nanotecnologia. Dentre esses, merecem destaque os microprocessadores. Toda vez que os processadores evoluem, é necessário usar um novo processo de produção com uma escala menor, para poder fabricar as partes internas dele (que atualmente já são fabricados em 45 nanômetros) e assim diminuir seu tamanho e o consumo de eletricidade. É graças às pesquisas e ao desenvolvimento da nanotecnologia que hoje é possível termos equipamentos cada vez menores, e com maior poder computacional.

Imagem de um circuito integrado, ampliada 2400 vezes, cuja evolução se dá graças à nanotecnologia.

Além dos microprocessadores, a nanotecnologia já está presente em alguns tecidos com características especiais, em equipamentos médicos como cateteres, válvulas cardíacas, marca-passo, implantes ortopédicos, além de protetores solares, produtos para limpar materiais tóxicos, sistemas de filtração do ar e da água, vidro autolimpante, coberturas resistente a arranhões, curativos antimicrobianos, limpadores de piscinas, desinfetantes e muitas outras soluções.

O impacto da tecnologia

Além das dificuldades técnicas, o desenvolvimento da nanotecnologia esbarra em aspectos sociais e ambientais que levantam muitas discussões e questionamentos. Existe muito debate sobre as implicações futuras da nanotecnologia, pois os desafios são parecidos aos de desenvolvimentos de novas tecnologias. Dentre as discussões, estão as questões sobre a toxicidade e o impacto ambiental causado pelo uso dos nanomateriais e os potenciais efeitos disso na economia global.

Todas essas questões levantam a necessidade de uma regulação sobre nanotecnologia e outras burocracias. Por causa disso, o desenvolvimento dessa área pode demorar.

 

 

Com a colaboração de Clene Salles.

 

 

 

Fonte:

universocetico.blogspot.com.br

Smithsonian

tecmundo.com.br

 

Entenda por que dói tanto um corte de papel

Você já xingou até a última geração da árvore que deu origem àquele papel que cortou o seu dedo? (eu, já; na época em que manipulava mais papel do que hoje em dia, quando uso mais o computador, eu cortava os dedos toda hora…)

E já se perguntou como é possível um corte tão pequeno causar tanto incômodo? Acredite, a culpa não é só do papel…

De acordo com Hayley Goldbach, dermatologista da Universidade da Califórnia, temos muitos nervos nas pontas dos dedos, onde os cortes costumam acontecer. As pontas dos dedos são usadas para explorarmos o mundo, e fazermos tarefas delicadas. Esses nervos são uma espécie de mecanismo de defesa.

Por isso, as bordas afiadas do papel são cortantes o suficiente para atingir esses nervos. Cada cortezinho “inocente” desses passa pela camada superficial da pele – que não tem terminações nervosas – e ativam nossos mecanismos de defesa. Por isso é que dói.

E o fato de esses cortes serem superficiais também ajuda a explicar por que doem tanto: um ferimento mais profundo provocaria sangramento. O sangue coagularia e ajudaria na cicatrização. Como no corte feito pelo papel isso não acontece, a dor torna-se aguda e prolongada, numa área que usamos continuamente e que fica muito exposta.

Por isso, é importante cobrir o machucado e evitar a exposição dos nervos até que a pele consiga cobrir o ferimento novamente.

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL

Primeiro shopping da América Latina, Iguatemi completa 50 anos

De ponto micado na época da inauguração, em 1966, o centro comercial se tornou o metro quadrado comercial mais caro da América Latina

O Shopping Iguatemi na época da inauguração

O Shopping Iguatemi na época da inauguração

Idealizado pelo construtor Alfredo Mathias, o empreendimento foi erguido no terreno de uma chácara da família Matarazzo. Ficava num trecho da Rua Iguatemi – daí o seu nome – que anos mais tarde foi transformado na Avenida Faria Lima. Mathias vendia cotas aos interessados em churrascos promovidos no próprio canteiro de obras.

Mas os lojistas não levavam fé no empreendimento. Na época da inauguração, em novembro de 1966, os consumidores gostavam mesmo era de flanar pelas butiques chiques da Rua Augusta. Assim, a novidade de apostar num centro comercial não chegou a ser das mais empolgantes para os empresários. O resultado foi uma disputa para ficar nos lotes mais próximos da entrada. Eles acreditavam que a freguesia jamais caminharia até as lojas dos fundos.

Manequim posando no point mais chique dos anos 1960: Paulista com Augusta. Ao fundo, o antigo cine Astor no Conjunto Nacional.

Manequim posando no point mais chique dos anos 1960: Paulista com Augusta. Ao fundo, o antigo cine Astor no Conjunto Nacional.

 

No dia da inauguração, a festa com artistas famosos como Chico Anísio, Chico Buarque, Nara Leão e Eliana Pittman atraiu cerca de 5.000 pessoas, todo mundo curioso para saber do que se tratava aquele novo empreendimento na cidade. Dentre as festas de inauguração, foi organizado um Campeonato de Autorama.

Com o passar dos anos, os consumidores migraram para os centros comerciais, que, depois do sucesso do Iguatemi, se espalharam pela cidade e pelo país; e enquanto as vizinhanças da antiga rua Iguatemi se valorizaram, mudando a paisagem do bairro, as grifes saíram da rua Augusta e ela entrou em decadência como o “point” da elegância.

Hoje, onde havia esse osto de gasolina bem em frente a Shopping Iguatemi, há uma moderno e enorme prédio de escritórios.

Hoje, onde havia esse posto de gasolina bem em frente a Shopping Iguatemi, há uma moderno e enorme prédio de escritórios.

Quem conhece o centro comercial certamente passou pelas rampas na entrada. E há uma explicação para elas. Privilegiar luz e ventilação naturais é um dos objetivos do projeto arquitetônico. Além de esteticamente interessantes, as rampas foram um meio de integrar o térreo ao 1º piso – e, assim, deixar tudo mais arejado. O ambiente nesse espaço, cujo pé-direito no ponto mais alto chega a 18 metros, lembra o de uma rua arborizada. Nos demais andares, construídos depois, reina o ar condicionado, mesmo.

Ontem e hoje

Na inauguração, havia 75 lojas. Cinco anos depois, já operava com 160, com um fluxo de clientes que começava a se aproximar de 1 milhão de pessoas/mês. Hoje, são 314 lojas e mais de 1,5 milhão visitantes/mês.

Algumas curiosidades durante esses 50 anos:

  • Na década de 1990, o shopping sorteava um BMW para os consumidores durante as compras de Natal, algo inédito na época
  • O Empório Armani foi a primeira marca estrangeira a entrar no Iguatemi, em 1998.
  • Em 1994, um incêndio destruiu completamente o Cine Iguatemi. Ninguém se feriu. Depois do incidente, os cinemas passaram a exibir instruções de segurança
  • Em 2001 foi a vez da joalheria Tiffany & Co estrear em solo brasileiro. A Louboutin veio oito anos depois, em março de 2009, com a sua primeira loja na América Latina
  • No fim da década de 1980 e início dos anos 1990, o Iguatemi passou a anunciar ofertas na televisão para aumentar o movimento e as compras às segundas-feiras
  • No Dia das Mães. mais de 15 mil tulipas são espalhadas pelo shopping.
  • Nos últimos anos, o shopping figurou no ranking dos 20 endereços mais caros do varejo mundial, ao lado dos balados 5ª Avenida (Nova York) e Champs-Elysées (França).

 

 

 

Entenda a roupa usada pelos homens árabes

Os homens muçulmanos, assim como as mulheres, também têm vestimenta própria. Embora pareça uma longa peça única de tecido branco, o traje é muito mais do que isso e possui história e significados muito ricos. Quando estive em Dubai visitando minha filha, que mora lá há muitos anos, conversei com uma pessoa que me explicou as diferenças, mas acabei me esquecendo.

Agora, encontrei explicações completas que compartilho com vocês.

Gahfiya (Ghafiya ou Gafirah)

CRÉDITO: MOEFAKHRO.TUMBLR.COM

Pequena touca branca usada para prender o cabelo dos homens e manter o Ghtrah (veja abaixo) no lugar. Pode ser feito de tecido ou de uma trama parecida com o crochê.

Ghtrah (Guthra ou Gutra) 

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

O tradicional lenço usado na cabeça. De formato quadrado e feito em algodão, ele é dobrado como um triângulo e colocado sobre o Gahfiya com a dobra na parte da frente. Existem muitas maneiras de amarrar o lenço na cabeça e você poderá conferir algumas delas nas ilustrações.

Igal (Agal ou Ogal)

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

Sabe aquela “cordinha” preta de duas voltas que você sempre vê no topo da cabeça de um árabe? Então, isso é o Igal. A peça é feita de lã de camelo ou de ovelha, tramada para formar uma corda. O Igal é utilizado sobre o Ghtrah e o Gahfiya e diz-se que, antigamente, ela auxiliava os beduínos a amarrar os pés dos camelos para que eles não fugissem.

Kandoora  ( Kandura, Thobe ou Dishdasha)

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

É como se chama o “vestido” tradicional, ou túnica, usado por homens árabes. A peça, sempre com manga longa e comprimento até o tornozelo, pode ser encontrada em diversas cores e materiais. Normalmente, os tons mais claros e os tecidos mais leves são utilizados durante o verão, para refletir a luz do sol e garantir o conforto térmico. Já no inverno, as peças passam a ser mais escuras e confeccionadas em tecidos mais densos. Os modelos de Kandoora diferem ligeiramente de região para região, no Golfo. As diferenças são sutis para quem é de fora, então confira as explicações (essa parte, quando me explicaram, eu de fato não compreendi… Por isso, agora, tem desenho! Rsrs).

ACESSÓRIOS

Tarboosha

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

É uma “cordinha”, parte da roupa tradicional masculina. Esse adorno era originalmente usado como laço ao redor do pescoço, ou colocado nos botões das kandooras. Dizem que as mulheres o teciam exclusivamente para os seus maridos como uma forma de expressar seu amor por eles. Com o passar do tempo, elas começaram a fazê-lo para seus filhos e, assim, o acessório começou a ser usado por todos.

Bisht

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Confeccionada em lã de camelo ou de cordeiro, a peça era usada nos velhos tempos sobre a Kandorra para mostrar sinal de riqueza. A utilidade assemelha-se à da Abaya das mulheres: proteção da roupa contra areia, sujeira, etc. Hoje, o bisht é usado em funções oficiais ou comemorações – como casamentos –  e pode ser encontrado tanto em tons claros quanto escuros.

Na – Aal

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Tradicional sandália de couro usada pelos homens muçulmanos quando estão em suas vestimentas tradicionais.

Os turbantes

Eles e as túnicas são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto. O turbante já era utilizado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. Consiste em uma longa tira de pano – que, às vezes, chega a 45 metros de comprimento – enrolada sobre a cabeça. As inúmeras formas de amarrá-lo compõem uma linguagem: o turbante indica a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até o seu humor naquele momento.


Para as mulheres, a história já é outra…

Mas, para não complicar demais, vou deixar pra contar uma outra vez!

 

 

 

Fontes:

Skeikh Mohammed Centre for Cultural Understanding ,

Luis Chumpitaz 

ilustrações traduzidas do Brownbook

destinodubai.com.br

vivimetaliun.wordpress.com

PRODUTOS COM NOMES MAIS BIZARROS

A marca é o principal elo entre o negócio e o cliente, pois é através dela que ele identifica o negócio e o diferencia dos demais. Com o passar do tempo, a marca passa a ser o referencial  daquele produto ou serviço.

Mesmo sabendo disso,  algumas empresas fazem referência a guerras, sexo e outras ideias… Digamos… Inusitadas ao escolher o nome de seu produto. Ou se perdem na tradução para outros idiomas.

Quer ver alguns exemplos?

Ungh!… Vá embora!

“Be gone”, em inglês, significa “vá embora”. Um nome bastante sugestivo para o… para a… Bem, você entendeu, concorda?

Tão gay…

Basta separar o nome da água Sogay para ter “tão gay” em inglês.

Tocando o Terror

Produtos de limpeza costumam lembrar flores, natureza, bons odores… A linha Terror optou por outro caminho. Para mostrar que é o terror da sujeira, talvez?

Uma vomitadinha, apenas

A tradução de “Only” é “apenas”. A de “Puke”, “vômito”. Certamente não é um nome agradável para um salgadinho… Esse é chinês, muito vendido em Xangai, e seus fabricantes o batizaram, em chinês, de “Salgadinhos de Feijão Crocante”. Mas, na sua versão em inglês, “Only Pukeet” ficou prejudicado, uma vez que fica difícil de ler as duas últimas letras de “Pukeet” por causa das cores da embalagem. De todo modo, mesmo que isso fosse resolvido, os ocidentais não devem encontrá-lo tão cedo nos supermercados daqui, já que o sabor de torresmo vencido com um toque de canela não é muito atrativo para os consumidores deste lado do mundo…

Mas que m…

O Shitto também tem uma marca que dificilmente estimularia o apetite do consumidor daqui, embora esse molho de pimenta extraforte seja muito popular em Gana.

Uma explosão!

Os suplementos Semtex incomodaram muitas entidades no Reino Unido. Semtex também é o nome de uma granada muito letal que contém C4, um explosivo plástico que gruda em qualquer superfície.

Ahhh! Que bela mij…

coolpis-reproducao

“Pis”, em inglês, é urinar. “Cool” significa “legal”. Uma marca pouco sutil para uma bebida,  eh eh eh… Mas a marca Coolpis é de uma enorme corporação sul-coreana,  e a Coolpis tem uma série de sabores – incluindo uma bebida de kimchi, condimento típico da culinária coreana.Trata-se de uma preparação com base na acelga em que se colocam os vegetais em salmoura durante várias horas e, a seguir, os envolvem com uma pasta feita com farinha de arroz, açúcar e vários temperos. Essa preparação pode ser consumida de imediato, mas normalmente ficam fermentando para servir de condimento a outros pratos… Aí, já não sei o que é pior, se a marca Coolpis ou a bebida de kimchi…

As bolas do camelo. Oi?

Poderia ser o chiclete “Corcovas de Camelo”, mas eles preferiram “Bolas” mesmo, nesse chicle de bola do grupo espanhol Fini. O que acho mais divertido é que, em algum lugar da Espanha, eles devem ter feito um longo “brainstorming” para criar isso…

Argh!

Existe, e é uma marca japonesa de biscoitos. Não é a melhor opção para um produto alimentício…

Leite de morcega

A Batavo criou o iogurte da Batwoman, só pode ter sido essa a ideia… Mas depois de receber milhares de reclamações, a empresa mudou o nome do produto, e este saiu de circulação…

Tem gosto da Vovó

Uma geleia caseira com um nome bem estranho, essa “Tastes Like Grandma” (gostinho da vovó?), fabricado por um casal em Stuarts Draft, região do estado norte-americano de Virgínia…

João Andante

A cachaça mineira “João Andante” foi alvo de um processo da Diageo, que é dona da marca Johnnie Walker, com a acusação de plágio. Recentemente, a marca de Minas Gerais perdeu o processo e passou a se chamar “O Andante”…

Miojo pra Piranha?

Ainda não provei…

Creme de Sêmen???

Claro que não! Esse creme condimentado de alho, tomate, pimenta, cumin etc,  vendido nos supermercados da Turquia, é o caso típico do significado da palavra se perder em outro idioma. Por alguma razão, misturaram a palavra turca “çemen”, que é desse condimento, com outras palavras em inglês e resultou nesse “cemen dip”, cuja tradução pode ser outra coisa para as mentes mais poluídas…

Se você gosta de crianças, vai adorar!

Quer carne de criança picadinha? Pois é… De novo, os chineses se perderam na tradução. A tradução literal de  儿童营养肉松  é carne de porco desfiada e nutritiva para as crianças. 儿童 significa crianças. 肉松 significa carne de porco desfiada. É uma comida para bebês ou crianças pequenas… Mas você pode provar, também. Já imaginou pedir na lanchonete: “Ei! Ponha um pouco de carne de criança picadinha no meu sanduba!”

 

Ah, este nosso mundo louco…