O lugar mais cruel da Terra

Situado entre a Etiópia, a Eritreia, o Djibuti e o mar Vermelho, o deserto salgado de Danakil é de uma beleza deslumbrante. E também o mais parecido ao inferno.

Por Juan Manuel García Ruiz

Mais quente que as cavernas que escondem os cristais gigantes de Naica. Mais irrespirável que os gêiseres de Yellowstone ou de Tatio. Mas, neste deserto salgado 120 metros abaixo do nível do mar, a Terra usou a melhor de suas paletas para criar uma inimitável paisagem de formas minerais. É o inferno de Dallol, na Etiópia.

Na superfície do continente africano, a geologia desenha um enorme Y. Isso porque a crosta oceânica emerge à superfície abrindo falhas titânicas que se alargam a velocidades imperceptíveis e que, quando alagadas, se transformam em mares. Duas dessas falhas começaram a se formar há 30 milhões de anos e hoje são o mar Vermelho e o golfo de Áden. A terceira, o pé do Y, começou um pouco antes, mas talvez não siga adiante. Mesmo assim, já deixou uma imensa marca que sobe desde a Tanzânia através do Quênia e da Etiópia. É o chamado Vale do Rift. No ponto de união dessas três falhas se encontra um deserto de sal, a chamada depressão de Danakil, uma área de mais de 100 quilômetros quadrados que, à primeira vista, parece um interminável tapete de sal, mas que esconde fascinantes fenômenos minerais e – quem sabe – também as respostas a perguntas cruciais sobre a natureza da vida.

Formações hidrotermais no topo do Dallol, uma mistura de água quente, magma e minerais. O ar cheira a enxofre e, ao amanhecer, a temperatura ultrapassa os 30 graus. OLIVIER GRUNEWALD

Na realidade, o Danakil não está coberto por um tapete, mas por um manto de sal de dois quilômetros de espessura depositado durante as sucessivas ocasiões em que o mar Vermelho invadiu essa depressão, nos últimos 200.000 anos. Sob essa camada salina existe um magma quente que tenta alcançar a superfície. A jazida de sal, elástica e impermeável, resiste às investidas magmáticas, mas acabou por se romper, deixando sair os líquidos, vapores e gases presos em seu interior. A colina criada pelo impulso do magma e moldada pela mineralização é conhecida como Dallol, um lugar que os afar, os habitantes da região, acreditam ser o lar de um espírito maligno.

Mulheres da etnia afar. O povo afar é considerado um dos mais belos da África.

A subida ao Dallol é feita por uma encosta cor de chocolate. Ao amanhecer, a temperatura já supera os 30 graus. A paisagem é árida. Não há rastro de vida. O ambiente que se respira é inquietante, pelo aroma de enxofre e pela presença dos soldados etíopes que nos escoltam nesta insegura fronteira com a Eritreia.

O Dallol é um campo hidrotermal sem igual. Por todo lado há fontes termais de onde jorra água fervente. Essa água é na verdade uma salmoura supersaturada. Quando brota, todo esse sal excedente se cristaliza formando pilares que inicialmente são de um branco brilhante e puro. A acidez das águas é brutal, quase 500 vezes maior que a do limão. Depois do sal, quando a temperatura da água baixa algumas dezenas de graus, o enxofre se condensa, pintando de amarelo fluorescente os pilares inativos. As águas ácidas empoçam graças a represas construídas pela cristalização do próprio sal. O ferro, em contato com o oxigênio da atmosfera, oxida-se reduzindo o pH até o valor mais baixo já encontrado em meio natural, quase 10.000 vezes mais ácido que o limão.

As sucessivas mineralizações causadas pela oxidação tingem as águas de cores vibrantes, do verde limão ao verde jade, do laranja ao vermelho, os ocres e chocolates. Você anda sobre uma crosta de sal que sabe que é oca e quebradiça. Percebe que debaixo dos pés há algo que ameaça sair à superfície. O borbulhar intimidador que se ouve e se sente sob o chão ardente por onde escapam gases e vapores faz medir cada passo. Esse vapor de água salgada constrói estruturas de fina crosta que parecem ovos de sal. Quando as fontes termais brotam sob a água empoçada, a salmoura se cristaliza formando uma tubulação pela qual chega até a superfície. Ali precipita uma crosta circular em volta do escoadouro criando belas estruturas em forma de cogumelo que parecem nenúfares flutuando sobre águas multicoloridas.

O professor García-Ruiz, autor desta reportagem, coleta água a mais de 100 graus em uma chaminé hidrotermal. OLIVIER GRUNEWALD

Se a tudo isso quiserem chamar de arte, ressaltemos que se trata de arte efêmera. Tudo é fugaz no Dallol, como cabe à extraordinária geodinâmica da região. Tudo é cambiante. As áreas que ontem estavam tranquilas hoje apresentam uma atividade inquietante. As fumarolas que ontem fumegavam a oeste hoje o fazem a leste. As flores de sal que reluziam brancas hoje estão amarelas e, depois de amanhã, vermelhas. E desaparecerão para germinar em outros lugares.

A poucos quilômetros daqui apareceu um incipiente campo de fumarolas e fontes termais. Foi ao lado de uma lagoa chamada “negra” cheia de uma solução saturada de sal de magnésio. Levamos toda uma tarde para colher amostras da lagoa, porque cair nela seria morte certa. A água está a 70 graus centígrados e sua concentração é tão alta que tem uma consistência de gel, do qual deve ser impossível sair. Alguns quilômetros a sudeste formou-se outra lagoa, chamada “amarela”, mortalmente bela, decorada com nenúfares de sal e cercada de cadáveres de aves iludidas pelo demônio do Dallol, que exalam um odor repugnante.

Os militares que nos escoltam receberam a ordem de abandonar acampamento. A fronteira está cheia de bandidos à espreita e o cânion de sal que nos fornece a irrisória, mas única sombra existente nos arredores é um lugar difícil de defender pelos jovens soldados que nos guardam. Descemos às pressas do Dallol para recolher os laboratórios e nossos pertences. Um caminhão militar transfere o acampamento a um lugar aberto, com visibilidade de 360 graus, de onde vemos até as tranquilizadoras luzes do povoado de Ahmed Ela. Aqui, toda manhã, despertamos contemplando a passagem das caravanas de camelos que os cristãos tigray conduzem para o salar, onde os afar – muçulmanos – cortam os blocos de sal que carregarão de volta até Berhale.

Cada manhã é idêntica para eles há séculos. É sua fonte de riqueza. Um trabalho duríssimo, anacrônico, que realizam com ferramentas ancestrais sem o mínimo amparo do sol e do sal. Um despropósito que hoje só se justifica pela beleza e pela natureza épica. Vendo-os passar você tem a certeza de que o mineral não é a única coisa instável no Dallol. O passado dessa gente dura, elegante e orgulhosa dependeu de sua habilidade de extrair a riqueza desse sal que carregam, mas seu futuro está sujeito a sua capacidade de controlar a extração de outros sais, de outros metais que puseram este deserto na mira de grandes mineradoras.

Em algumas ocasiões, no Dallol, o sulfeto entra em combustão e produz uma chama azul visível à noite. OLIVIER GRUNEWALD

Além da beleza, que por si só justifica o estudo e a conservação desse museu mineral, o Dallol é importante por duas razões. A primeira é saber até que ponto esse inferno está deserto ou se, pelo contrário, foi colonizado por uma vida microbiana que a cada dia se revela mais universal. Buscar sinais dessa existência em condições extremas de acidez, salinidade e temperatura é a principal tarefa de Purificación López-García e de sua equipe de microbiólogos do Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS), da França, e da Universidade de Paris Sul.

Determinar os limites físico-químicos da vida na Terra nos permitiria ampliar o tipo de ambientes onde se poderia procurar vida em outros planetas e nos ajudaria a conhecer melhor os primeiros estágios da vida na Terra, quando sua superfície deve ter sido menos hospitaleira que agora. Por outro lado, suspeita-se que nesses ambientes químicos extremos existam estruturas minerais autoorganizadas que podem ter desempenhado um papel crucial na Terra primitiva, quando a vida ainda não havia aparecido sobre um planeta que estava brincando de criar as moléculas orgânicas que a tornariam possível.

Temos esperança de que esta terra de Lucy, a australopiteco que iluminou a origem do homem, também revele segredos sobre a origem da vida.

Dallol é um dos locais mais quentes do planeta, com temperaturas que já ultrapassaram 60°C!

Fonte:

elpais.com

Um dos uísques mais vendidos do mundo foi criado por um escravo

O Jack Daniel’s é um uísque fabricado pela Jack Daniel Distillery, fundada em 1876 pelo destilador norte-americano Jack Daniel (Jasper Newton Daniel), na cidade de Lynchburg, Tennessee, nos Estados Unidos. Desde 1956, pertence ao grupo Brown-Forman Corporation. E, até recentemente, a versão oficial era de que o criador da receita do uísque da marca era um pastor e fazendeiro da região chamado Dan Call.

A verdade, no entanto, é que a receita foi criada por um escravo de Call chamado Nearis Green. Mas essa história só passou a ser contada pela marca em 2016, 150 anos depois da sua criação.

Famoso e conhecido pelas garrafas quadrangulares de rótulo negro, o Jack Daniel’s é um dos uísques mais vendidos no mundo. Somente em 2014, a marca teve um lucro líquido de 208 milhões de dólares.

Durante anos, a história predominante do uísque americano foi contada como um caso centrado em colonos alemães e escoceses-irlandeses que destilaram seus excedentes de grãos em uísque e os enviaram para mercados distantes, criando uma indústria de 2,9 bilhões de dólares.

Os homens escravizados não só compunham a maior parte da força de trabalho na época, mas muitas vezes desempenhavam papéis cruciais e qualificados no processo de fabricação do uísque. Da mesma forma que os autores de livros de receitas brancos frequentemente se apropriavam de receitas de seus cozinheiros negros, os proprietários de destilarias brancas levavam crédito pelo uísque.

Jack Daniel, de chapéu branco, em uma fotografia do início do século 20 com seu amigo George Green, filho de Nearest Green, ao seu lado.

Mas a história de Jack e seu uísque foi um pouco diferente. Porque Jack e Green eram amigos.

A existência de Green nunca foi um grande segredo, mas, em 2016, a empresa Brown-Forman, dona da Destilaria Jack Daniel, ganhou manchetes pelo mundo com a decisão de finalmente abraçar o legado de Green e mudar significativamente seus roteiros turísticos para enfatizar seu papel.

“Sem dúvida, era perturbador o fato de que uma das marcas mais conhecidas do mundo ter sido criada, em parte, por um escravo”, disse a investidora de bens imobiliários e escritora afro-americana Fawn Weaver, de 40 anos.

Green não apenas ensinou a Daniel o processo de destilação, como trabalhou depois da Guerra Civil americana para ele, tornando-se o primeiro mestre destilador negro dos Estados Unidos.

A decisão da empresa de reconhecer sua dívida com um escravo, relatada pela primeira vez no The New York Times em 2016, é uma mudança decisiva na história da indústria alimentícia do Sul dos Estados Unidos.

De acordo com o que foi apurado, “Green foi alugado pelos seus proprietários, uma empresa chamada Landis & Green, para os agricultores do entorno de Lynchburg, incluindo Dan Call, um rico proprietário e pastor que também empregou um adolescente chamado Jack Daniel para ajudar a fazer uísque. Green, já hábil em destilar, manteve Daniel sob sua asa e, após a Guerra Civil e o fim da escravidão, foi trabalhar para ele na operação da bebida”.

Muitas pessoas entenderam mal a história, assumindo que Daniel era dono de Green e roubou sua receita. Na verdade, Daniel nunca possuiu escravos e sempre falou abertamente sobre o papel de Green como seu mentor.

Fontes:

observatorio3setor.org.br

thetimes.co.uk

gazetadopovo.com.br

Leis bizarras sobre sexo

As leis existem para tornar a convivência em sociedade mais fácil, mas algumas leis são bem estranhas, principalmente quando se trata de sexo.

As leis estão em todos os lugares e ditam como devemos viver. Elas variam de Estado para Estado, e mais ainda, de país para país. Há leis que são relacionadas ao ato sexual, e estas são importantíssimas na luta contra os crimes sexuais.

Porém, ao redor do mundo há algumas leis relacionadas ao sexo que são, no mínimo, estranhas, e não estão apenas no Oriente Médio, onde é comum ter muitas leis relacionadas ao ato sexual.

Confira algumas das mais bizarras e que já não são mais usadas, embora ainda estejam na Constituição desses Estados ou países. E cuidado, se estiver viajando por algum desses locais, elas ainda podem ser acionadas a qualquer momento!

  • Em Guam, é proibido que as mulheres se casem virgens. Para que a lei não seja infringida, há homens que viajam pelo pequeno país, localizado a oeste do Oceano Pacifico, e tiram a virgindade das moças. Eles recebem por isso…
  • Há uma lei religiosa na maioria dos países muçulmanos do Oriente Médio que diz que é proibido ter relações sexuais com carneiros e, posteriormente, comer sua carne.
  • Em Hong Kong, a infidelidade pode chegar a custar a vida, já que é permitido que a mulher traída mate seu marido adúltero e a amante. Porém, a mulher deve matar o marido com as próprias mãos, enquanto a amante pode ser morta como a mulher traída preferir.
  • Na Colômbia, há uma lei muito peculiar que diz que a mãe deve assistir à primeira relação sexual que sua filha tem com o marido.
  • Em Minnesota, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe os homens de manterem relações sexuais com peixes vivos. A lei não diz nada sobre peixes mortos ou sobre mulheres terem relações com os peixes.
  • No Líbano, é permitido ter relações sexuais com animais, porém os animais devem ser apenas do sexo feminino. Caso contrário, a pessoa pode ser punida com a morte.
  • Os preservativos devem ser usados sempre, pois estes garantem que nenhuma DST (doença sexualmente transmissível) seja contraída. Aqui sabemos disso e seguimos, mas não há nenhuma lei específica. Porém, em Nevada, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe as relações sexuais sem preservativo.
  • Em Bakersfield, na Califórnia, é proibido fazer sexo com satanás — sim, com o capiroto! — sem preservativos.

  • Em Indiana, também nos Estados Unidos, os homens são proibidos de ficar sexualmente excitados em público.
  • Em Tallinn, na Estônia, é estritamente proibido jogar xadrez durante o ato sexual.
  • Na Indonésia, quem for pego se masturbando pode ser condenado à morte por decapitação.
  • Em Londres, na Inglaterra, não é permitido fazer sexo sobre uma motocicleta estacionada…

Vale lembrar que aquilo que é estranho para nós, pode ser perfeitamente comum em outras culturas e devemos sempre respeitar. Mesmo que achemos bizarro…

Fontes:

blastingnews.com

megacurioso.com

terra.com.br


Só podia dar errado

Errar é humano, insistir é burrice.

Perder milhões com o erro? Ah, isso é marketing. Conheça os desastres de que só o reposicionamento estratégico da marca é capaz… claro, só podia dar errado!

Coca com gosto de Pepsi

Produto – New Coke O que era – Substituta da Coca-Cola Duração – Abril a junho de 1985 Ideia – A poderosa Coca-Cola via seu reinado no mercado de refrigerantes ameaçado pela Pepsi, conhecida então como “o sabor da nova geração”. Para contra-atacar, decidiu criar um sabor parecido com o da concorrente. Até aí tudo bem. Mas então os executivos pensaram: “é hora da gente mudar… ou mudar de vez”. Além de lançar a nova Coca-Cola, retiraram o sabor antigo das prateleiras. Resultado – Os consumidores execraram a New Coke – tanto que a Pepsi virou líder sem aumentar as vendas. Até Fidel Castro, fã da Coca tradicional, taxou a troca de fórmula um sinal da decadência do capitalismo. Em 3 meses, o sabor antigo estava de volta com um novo nome, Classic Coke. Prejuízo – US$ 1 bilhão. Feiura sobre rodas Produto – Ford Edsel O que era – Carro do futuro Duração – 1957-1960
Ideia – Dona do mercado de automóveis, a Ford concluiu que, para promover seu novo carro, bastava criar expectativa com anúncios que não mostravam o veículo. Os cartazes anunciavam apenas que “O Edsel está chegando”. Resultado – “Um trator chupando limão.” “Um vaso sanitário.” “Uma vagina com dentes.” Essas foram algumas das reações ao… er… digamos… peculiar design da dianteira do Edsel – se eles tivessem mostrado o carro a pelo menos um consumidor, talvez tivessem evitado esse problema. Ah, os americanos também acharam o nome esquisito – e pior que era homenagem ao filho do fundador, Edsel Ford. O carro, que deveria vender 200 mil por ano, saiu de linha em 1960 vendendo… 2 800 unidades. Prejuízo – US$ 2,25 bilhões. Complexo de vira-lata Produto – Pets.com O que era – Uma pet shop online Duração – 1999-2000 Ideia – Durante a bolha da internet, empresas iniciantes sugavam milhões dos investidores apenas com a expectativa do quanto poderiam render um dia. Entre essas, a Pets.com se destacou pela estratégia de torrar toda a grana que conseguiu em anúncios estrelados pelo mascote do site, um cachorrinho feito de fantoche de meia. Se ficasse conhecida logo, os lucros viriam e, com eles, a infraestrutura seria construída. Resultado – Além de não ter diferencial (vendia a mesma coisa que a petshop da esquina, e pelo mesmo preço), os gastos absurdos com publicidade faziam com que o site perdesse US$ 4 para cada um que ganhava. Pior: ninguém acessava o site para comprar produtos para animais. O único sucesso de vendas era o fantoche do cachorrinho. Em um ano, o Pets.com fechou. Prejuízo – US$ 300 milhões. O sonho acabando Produto – Let it Be O que era – Disco e filme dos Beatles Duração – 1969 Ideia – Em 1969, após 5 anos como a maior banda de rock do mundo, o clima entre os Beatles já não era tão bom. Foi então que Paul McCartney convenceu os outros 3 de que um disco básico, “gravado ao vivo”, seria a melhor terapia de grupo. Para saciar a curiosidade dos fãs, todo o processo criativo seria registrado em filme. O nome do projeto inspirava: Get Back. Resultado – O estúdio virou uma panela de pressão. Ao invés de impedir, o projeto acelerou o fim dos Beatles – que, ao menos, se reuniram no mesmo ano para gravar um adeus decente, o excelente “Abbey Road”. O resultado daquelas sessões, o disco “Let it Be”, apareceu só em 1970, após o fim da banda, junto com um documentário que registrava toda a tensão entre os 4 ex-amigos. Prejuízo – Incalculável. Ken saiu do armário Produto – Earring Magic Ken O que era – Boneco da Mattel Duração – 1993 Ideia – Preocupada com a falta de carisma do boneco Ken, sua fabricante foi saber das jovens consumidoras se Barbie precisava de um novo eterno namorado. O veredicto: Ken podia ficar, mas tinha que ser mais cool. Mas o que é cool? Em 1993, para a Mattel, era um Ken com pele bronzeada, cabelo oxigenado, blusa de redinha, colete de couro roxo, brinco na orelha direita e um colar de argola. Não acredita? Veja a foto aí de cima. Resultado – Meninas e seus pais não entenderam a renovação de visual. Ou melhor, entenderam perfeitamente: o novo Ken foi considerado a coisa mais gay a leste de São Francisco. A Mattel cancelou a produção e recolheu todos os que conseguiu, sem nunca deixar claro se o visual de Ken havia sido intencionalmente gay ou não. Prejuízo – US$ 50 milhões. Sem fumaça e sem noção Produto – Premier e Eclipse O que era – Cigarros sem fumaça Duração – 1988 e 1996 Ideia – Para driblar as preocupações crescentes com o fumo passivo, a RJ Reynolds (fabricante das marcas Camel e Winston) criou um cigarro que não soltava fumaça. Resultado – O primeiro modelo, Premier, além de precisar de muito fogo para ser aceso e muito fôlego para ser tragado, tinha um gosto horrível. Sua reencarnação, o Eclipse, tinha um filtro de carvão embutido dentro do cigarro, o que tornava o gosto ainda pior. Ambos prometiam ser mais “limpos”, ou seja, mais saudáveis, o que simplesmente não era verdade. Mas o que ninguém entende é: por que fazer (duas vezes!) um cigarro para quem não gosta da fumaça? Esse público, apropriadamente conhecido como não-fumante, não costuma comprar cigarros… Prejuízo – US$ 450 milhões. Perdidos no Espaço Produto – “Escritório virtual” O que era – Conceito de decoração Duração – 1993-1995 Ideia – Jay Chiat sabia que sua agência de publicidade, a lendária Chiat\Day, precisava de uma repaginada para atrair novamente a atenção do mercado. Amante do minimalismo, ele concluiu que o melhor era jogar praticamente toda a mobília fora, criando um ambiente aberto, onde os grupos de reuniriam como em um campus de universidade. Na Chiat\Day, ninguém mais tinha mesa, cadeira ou lugar fixo, e toda manhã era preciso retirar um celular e um notebook na entrada. Resultado – Caos. Faltavam telefones e computadores, ninguém conseguia saber onde o outro estava e os espaços para reunião, os únicos mobiliados, eram disputados literalmente aos gritos. Houve um motim na sede de Los Angeles, a agência virou piada, e Chiat se viu forçado a vendê-la e se aposentar. Prejuízo – US$ 200 milhões. Tradição, família e impropriedade Produto – Who’s Your Daddy O que era – Reality show da Fox Duração – 2 de janeiro de 2005 Ideia – No começo do século 21, as emissoras de TV vinham inventando reality shows cada vez mais ousados, de gincanas na selva e confinamentos consentidos passou-se a tortura voluntária e buscas por esposas e maridos. Até que alguém na Fox, a emissora de maior audiência dos EUA, decidiu chutar o balde com Who’s Your Daddy?, em que uma moça que havia sido adotada (e era gostosa, claro) ganharia US$ 100 mil se adivinhasse qual entre 8 homens era o seu pai biológico. Se ela errasse, era o impostor que levava o prêmio, e ela, só o pai. Resultado – A Fox virou sinônimo de baixaria e, fato único na história da emissora até hoje, cancelou o programa após a exibição de apenas um episódio. Prejuízo – US$ 150 milhões em anúncios cancelados.                 Fonte: superinteressante.com.br

 

Como era São Paulo sem asfalto

Asfalto só chegou a vias da capital em 1909; material trazido da Alemanha foi usado na Paulista

A avenida Paulista em 1910, com a linha de bondes, os casarões dos barões do café e a pista recém-asfaltada.

Em 8 de dezembro de 1891 foi inaugurada a Avenida Paulista, a primeira via asfaltada da cidade. A Paulista nasceu da iniciativa do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima. Ele projetou a abertura de uma avenida no lugar mais alto daquela região, conhecida então como Caaguaçu (mata grande, em tupi), e loteou toda a área ao largo da avenida. Era ali, atravessando o sítio do Capão, que a estrada da Real Grandeza cortava a vegetação espessa com uma pequena trilha.
Antes da chegada do asfalto, muitas ruas da cidade receberam paralelepípedos. O jornal O Estado de S. Paulo, então chamado A Província de S. Paulo, noticiou as primeiras negociações e propostas para o início do calçamento de ruas já em 1877.

Notícias da época, criticando o método usado até então em todas as ruas da cidade. Ou quase todas… boa parte das vias públicas continuava apenas de terra batida.

Só mesmo em 1909 a Paulista recebeu asfalto trazido da Alemanha. A escolha foi óbvia: era ali que viviam os barões do café, quatrocentões muito ricos e que tinham enorme influência sobre os governantes e vereadores.

A avenida Nove de Julho foi asfaltada 30 anos depois da avenida Paulista. A foto é de 1939 e do acervo/Estadão

A partir daí as demais ruas da cidade foram ganhando pavimentação, mas bastante lentamente. Durante muitos anos, as ruas continuaram sendo calçadas com os paralelepípedos.

Esta era a rua XV de Novembro em 1920.

Rua Alfredo Pujol, em Santana, em 1940.

A rua Augusta, em 1960, ainda era calçada com paralelepípedos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Estadão

Wikipedia

Este produto revolucionário torna qualquer objeto quase indestrutível

Você já imaginou um produto que tornasse qualquer coisa indestrutível? Bem, ou pelo menos quase indestrutível, e no mínimo 5 vezes mais resistente (o que já é muito bom)?

Pois ele existe: é o Line-X. Ele foi criado para uma tarefa bastante específica e, com o tempo, mostrou-se bastante versátil. É um spray impermeabilizante que foi feito para impermeabilizar caçambas de picapes. Você sabe: para não amassar/riscar o acabamento interno com tijolos, pedras, tubos metálicos e afins. A resistência do negócio logo deixou evidente um efeito colateral bem interessante: tornar qualquer coisa virtualmente indestrutível.

E isso não é exagero, não. No vídeo abaixo, um bloco de concreto, uma bandeja de porcelana e até mesmo um ovo, todos cobertos com Line-X, são atirados do telhado de um prédio e saem intactos – ao menos por fora. Espie só:

Veja que uma melancia, atirada de uma altura de 45 metros, continua com sua casca esférica como a natureza a fez, porém o spray não impediu que sua polpa se transformasse num purê:

É bem impressionante. Como dá para ver, é como se Line-X se tornasse uma armadura elástica: quando a melancia acerta o solo (em um impacto a cerca de 100 km/h), ela se deforma e quica como uma bola de borracha. Nessa hora, a camada de spray está absorvendo a energia do impacto e protegendo a casca da melancia, que fica praticamente intacta. A polpa não tem a mesma sorte, pois é esmagada dentro da fruta.

Mas como isto acontece? O que é, afinal, esse tal de Line-X?

A primeira versão do Line-X surgiu em 1988, e até pouco tempo atrás, a companhia americana não revelava exatamente como ele funcionava.

O Line-X é o nome comercial de uma molécula chamada poliureia. Trata-se de um elastômero (um polímero elástico) composto por duas moléculas principais, cujos nomes são praticamente impronunciáveis, e por isso são chamadas de “A” e “B”. A primeira é o Difenilmetano-4,4-diisocianato, que felizmente é abreviado para “MDI”, que pode ser entendido como o reagente do Line-X. A segunda é o Alpha-(2-aminometiletil)-omega-(2-aminometiletoxi)-poli(oxi(metil-1,2-etanodiilo)), com parênteses e tudo, que é o plastificante.

A mágica acontece quando se mistura as duas moléculas. A reação química entre as duas forma a poliureia, uma molécula que, de tão longa, acaba ficando toda embaraçada em uma escala atômica (pense no fio dos fones de ouvido quando passam 5 segundos guardados no seu bolso). Ao mesmo tempo, suas ligações entre as moléculas “A” e “B” são muito flexíveis.

O resultado são as duas propriedades essenciais do Line-X: como as moléculas ficam completamente embaraçadas, a substância é muito resistente, pois é muito difícil separá-las. Porém, como são flexíveis, ela estica e volta a seu formato original.

Mas o segredo também está no modo como se mistura as duas moléculas. Se você despejá-las em um copo e mexer com uma colher, vai perceber que a reação química gera calor e o resultado é uma bola de Line-X que não serve para muita coisa.

É por isso que a camada protetora é aplicada como spray: a reação acontece sob pressão enquanto o produto atinge a superfície a ser protegida, e é preciso esperar que ela esfrie para que atinja suas propriedades ideais. Enquanto está quente, o Line-X torna uma folha de papel mais difícil de rasgar. Depois de frio, fica impossível.

Foi esse o motivo que não demorou para o produto começar a ser utilizado para outros fins. Há uma camada do produto nas paredes do Pentágono, por exemplo, pois ela ajuda a tornar o edifício praticamente a prova de bombas. Também há coletes a prova de balas que utilizam o Line-X como parte da blindagem. Em lanchas e outras embarcações, o Line X ajuda a formar uma camada de proteção contra corrosão e vazamentos.

 

Aí, depois de saber disso tudo, fiquei pensando: se eu me pintar com esse troço, ficarei imortal? Hua hua hua…

 

 

 

 

 

 

Fontes:

flatout.com.br

tafixe.com

10 traduções fabulosas de itens de cardápios

Uma coisa interessante de se ver é o cardápio de restaurantes em cidades turísticas, geralmente traduzido do português pelos tradutores automáticos da internet. Na maioria das vezes, encontramos iguarias exóticas, como insetos ao molho de laranja…

Duvida?

A coxinha virou coxinh (essa não entendi…), folhado é turned pages (literalmente, páginas viradas) e pastel, que maravilhoso, virou crayon — sabe, aquele giz pastel?

Aqui, é melhor ter cuidado… tem cerveja que late…

O quiosque não deve gostar de filé…

Cupim, o inseto, é termite em inglês. Mas como não é um restaurante na China ou na Tailândia, tenho certeza de que não estava servindo insetos ao molho de laranja.

A diferença que um acento não faz…

E se o contra-filé é à campanha, é só mandar um campaign que fica tudo certo!

Esse é mais sofisticado e Against the brazilian beef, ou contra o filé brasileiro, serve de tradução para o contra-filé.

Aqui você pode aprender inglês. Basta pedir uma porção de The American language.

O verbo matar, em inglês, se traduz como kill. Já o chá mate, bem… se você der um Google, vai descobrir que é Yerba mate tea. Estranhei o “yerba” em espanhol, já que “erva” em inglês é “herb”. Mas acredito que seja mais utilizado “yerba mate” mesmo, uma vez que a origem do mate é sul-americana. Mais alguém pode opinar?

Gostei das opções, mas prefiro a agulhinha frita, ou FRIEND NEEDLE — agulha amiga.

 

 

 

 

Fonte:

buzzfeed.com