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Banheiros estranhos… você usaria?

Enquanto a pandemia que assola o mundo não acabar, vai ser difícil a gente rodar por aí descobrindo bizarrices – e que existem de montão, pode acreditar.

A coleção de fotos a seguir comprova essa afirmação e é do tempo em que a gente podia andar sem máscara.

O problema é que a gente andava, andava e chegava o momento do … digamos… aperto. Aí, você era obrigado a procurar um local pra se aliviar e, geralmente, seria o banheiro. E você se deparava com situações inusitadas, ou melhor, com banheiros inusitados…  encontrados em residências, hotéis, botecos e restaurantes.

Banheiros como esses.

Aqui, você podia lavar as mãos… e o resto do corpo.

 

Neste caso, o aperto seria… literal.

 

Pensando bem, não deixa de ser uma boa ideia… 

 

Tudo bem, você consegue abrir a porta, mas não sei se dá pra fechar a porta com você lá dentro.

 

Tem o lixinho, toalha, sabonete líquido… talvez o vaso sanitário esteja demais.

 

Um pequeno erro de cálculo.

 

Você pode brincar um pouco, treinando sua pontaria um jato em cada um. Divertido.

 

Nem sei se a mão cabe direito nesse espacinho que sobrou… 

 

Este é pra quem quer se aliviar na frente de testemunhas.

 

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Fatos curiosos… e nojentos… sobre os cavaleiros medievais

A gente se acostumou a ver o cavaleiro medieval no cinema, na TV ou nos quadrinhos, como sendo um sujeito galante, corajoso e, muitas vezes, bonitão. Por exemplo, o primeiro papel de destaque do Roger Moore, muito antes de ficar famoso em todo mundo como James Bond, 007, foi o do cavaleiro Ivanhoé – uma série britânica que chegou a passar nas TVs brasileiras na década de 1960.

Roger Moore, ainda mocinho, como Ivanhoé.

Antes dele, porém, já havia um herói medieval de muito sucesso nos quadrinhos, criado por Hal Foster, o Príncipe Valente.

Repare como são fortes, altos, bonitos e limpinhos. Assim como outros heróis medievais cujos filmes a gente assistiu nas telonas…

Sinto desapontá-los, porém, com a verdade nua e crua: embora nos filmes, seriados e contos sobre os incríveis cavaleiros medievais, eles sejam retratados como guerreiros fortes e, principalmente, altos, acredita-se que a média de altura deles não passasse muito de 1,60 metro! Essa afirmação ainda não tem provas científicas, mas o tamanho das armaduras encontradas e apresentadas em museus ao redor do mundo sugere que o número seja preciso e próximo do real…

Mas as novidades bombásticas não param aí!

Talvez você saiba que as condições de higiene no mundo medieval não eram das mais favoráveis para as pessoas, mas para os cavaleiros, eram ainda piores. Não existiam locais de banho acessíveis para os membros da classe guerreira e eles podiam passar um ano inteiro com apenas três banhos! Imagine o cheirim debaixo da armadura…

Falar nisso me fez lembrar de outro… hã… detalhe…

Vestir uma armadura completa poderia levar até uma hora e, em várias ocasiões, só era possível com a ajuda de um servo. Sendo assim, os cavaleiros não viviam tirando e colocando suas armaduras quando queriam. Então, se chegasse a hora de o coitado fazer o número 1 ou – ainda pior  – o número 2, e ele não conseguisse remover partes de sua armadura, teria que fazer tudo vestido mesmo! Por isso, alguns modelos de armaduras possuíam pequenas aberturas que permitiam que os cavaleiros pudessem se aliviar mesmo vestidos.

O que era um risco de levar um golpe por entre essas aberturas…

Agora, pensa como era o interior de uma armadura dessas? Sem banhos e oportunidades de ir ao banheiro, os cavaleiros passavam horas dentro de armaduras imundas. Além das sujeiras do próprio corpo, elas podiam acumular sangue dos próprios guerreiros ou dos adversários e pedaços de comida. Barbas, cabelos e mãos também eram repletos de sujeira…

Daí, meu caro leitor ou cara leitora, se era difícil para os cavaleiros medievais encontrarem condições propícias para o banho, imagine se eles iriam se preocupar com seus dentes? Além da falta de higiene, vários cavaleiros apresentavam dentes irregulares, por terem quebrado alguns deles em batalha. Não era raro encontrar um cavaleiro mais experiente sem todos os dentes antes mesmo dos 30 anos.

Agora… pensa na aparência de um guerreiro desses?

Sujeira por todo o lado, nas unhas, cabelos… pedaços de comida, sangue seco, cheiro de jaula dentro da armadura de metal… Esquece o visual de um príncipe sedutor… Quando tiravam sua armadura, nada de cabelos e barbas aparados e dentes limpinhos, eles se pareciam mais com os bárbaros selvagens contra os quais lutavam.

Aí, nosso herói medieval fedido e sujo tirou a armadura e, depois de tanto tempo preso naquela lata de sardinha gigante, ele quer ter uma noite de rala e rola.

De novo, esqueça a imagem de guerreiros honrados e galãs conquistadores de princesas e mocinhas indefesas. Era comum que os cavaleiros conseguissem sexo, após as vitórias em batalha, violentando mulheres e garotas de vilas ou tribos rivais. Virgens eram os alvos preferidos dos cavaleiros.

Sim, eu sei que tudo isso é uma grande decepção… esses heróis galantes não tinham nada de galantes. Talvez seja melhor mesmo a gente guardar na memória a imagem de nossos heroicos cavaleiros enfrentando dragões e salvando a princesa.

Pelo menos, nesses contos, a gente não precisa lidar com a realidade, né?

Caráter vetor criado por macrovector – br.freepik.com

 

 

 

 

fontes:

wikipedia

fatosdesconhecidos.ig.com.br

 

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Itália: conheça os dialetos e curiosidades do italiano

Engana-se quem pensa que o único idioma na Itália é o italiano. Apesar de ser a língua mais falada e mais popular no país europeu, hoje vamos mostrar que por lá o idioma italiano não é o único na tão multifacetada e fantástica bota.

Qual é o idioma oficial na Itália?

O idioma na Itália, oficialmente, é o italiano. Porém, a língua também é considerada oficial em San Marino, na Suíça e no Vaticano.

O italiano foi estabelecido como língua oficial na Itália e, depois de 1861, quando da unificação do país, foi imposta como obrigatória.

Quais outros idiomas se falam na Itália?

São 21 idiomas e dialetos falados no país além do italiano. Sim, mesmo que a gente tenha a ideia de que o idioma na Itália é um só, isso nos mostra, mais uma vez, que o mundo é muito maior do que se imagina.

Confira a lista dos idiomas e dialetos falados na Itália e as regiões onde se fala:

  • Vêneto – Veneza e Sardenha;
  • Sardo – Sardenha;
  • Friulano – Friul-Veneza Júlia;
  • Tirolês – Trento;
  • Occitano – Turim, Ligúria e Calábria;
  • Sassarese – Província de Sassari;
  • Corso gallurese – Província de Ólbia-Tempio e Província de Sassari;
  • Arberesh – Sul da Itália, Sicília, Calábria, Apúlia, Molisem Campânia, Basilicata e Abruzzo;
  • Francoprovençal – Turim, Aosta, Foggia  e Calábria;
  • Ladino-dolomita – Bolzano, Trento e Veneza;
  • Esloveno – Trieste, Gorizia e Udine;
  • Catalão – Sardenha;
  • Francês – Aosta;
  • Grego – Calábria e Apúlia;
  • Lígure tabarchino – Carloforte e Calasetta;
  • Bávaro – Trento;
  • Croata – Molise;
  • Carintiano – Udine;
  • Cárnico – Veneza;
  • Tirolês (pusterese) – Veneza;
  • Romaniska – Sardenha.
Mapa da Itália
Dialetos falados na Itália

Esses idiomas são oficiais?

Não, como explicado no início, o idioma oficial é o italiano. Porém, com uma formação social e étnica muito plural, praticamente cada região do país possui um dialeto ou idioma. De norte a sul, a Itália é uma colcha de retalhos e isso se deve à sua história de conquistas e invasões.

Porque existem tantos idiomas diferentes na Itália?

A história do país é rica e muito vasta, especialmente quando se trata de conquistas e invasões. Antes do Império Romano se estabelecer e se expandir por outras regiões da Itália e da Europa, diversas línguas e dialetos já eram falados na região. Daí a diversidade nesse aspecto.

Qual a origem da diversidade?

No passado, os territórios foram colonizados por diferentes povos e nações, como Espanha, França e o Império Austro-Húngaro. Apesar de unificados durante um período pelo Império Romano, é preciso levar em consideração que a Itália teve uma unificação tardia comparada a outros países do continente. Com início em 1815, o processo de unificação só foi finalizado em 1871.

O latim, por exemplo, sempre foi muito falado nos reinos que hoje compõem a Itália, especialmente no Vaticano. Por isso, o mais correto seria afirmar que todos os idiomas e dialetos falados no país derivam do latim e não do italiano.

É uma confusão, mas que faz todo o sentido quando você percebe que a história da Itália enquanto nação não é algo linear e retilíneo. Contou com diversos desdobramentos que resultaram, inevitavelmente, nessa pluralidade de línguas tão diferentes entre si, mas que possuem muito em comum.

Dicas para você aprender italiano

Se você quer aprender mais sobre a língua, é importante lembrar algumas dicas preciosas quando o assunto é aprender um novo idioma. NOTA: essas dicas servem pra estudar qualquer idioma.

A primeira dessas dicas é querer. Sim, parece básico, mas muito do aprender um novo idioma passa pelo querer.

É importante que você parta do começo. Aprenda o alfabeto, como se pronunciam as palavras, as formações silábicas e tente estabelecer conversas breves. Aquele famoso – “oi, tudo bem?” – pode sempre ser considerado um bom começo.

Assista filmes e séries em italiano

Além disso, outra coisa fundamental para se fazer é acostumar os ouvidos ao idioma. Ou seja, comece a assistir filmes italianos e tente colocar a legenda também em italiano. Você pode buscar por emissoras de rádio e TV do país europeu, como a RAI.

Algumas séries também podem ajudar. Uma delas é Suburra e, apesar de conter cenas de violência, mostra o italiano falado no dia a dia e pode ser uma mais-valia para você que quer aprender o idioma. Outra é Amiga Genial, da HBO, que mostra o dialeto falado em Nápoles.

Ouça música

Ouvir música também ajuda a montar uma lista com os principais vocabulários. Por exemplo, você ouve a música e vai traduzindo no Google Tradutor. Dessa maneira, o seu cérebro começa a se acostumar com o idioma, a forma como é falado e o contexto.

Você pode começar aprendendo a letra e significado do hino italiano.

Apps

Os aplicativos para celular também ajudam. O Duolingo é um deles e pode ser uma ajuda e tanto já que, além de gratuito, ele traz exercícios e pode ser instalado no seu smartphone.

Aulas

Claro, não dá pra prescindir das aulas com um professor.

Por último: um idioma se aprende todos os dias, por isso, pratique.

Buona fortuna!!

 

 

 

Fonte:

http://www.eurodicas.com.br

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Anos bissextos: por que existem e desde quando são parte do calendário

Todo mundo já percebeu que este ano de 2020 será um ano bissexto, com 366 dias. A cada quatro anos temos esta anomalia nos nossos calendários, mas por que ela existe e desde quando?

Para responder a essas perguntas devemos voltar à Roma antiga, há mais de dois milênios, quando se descobriu que o calendário não estava totalmente alinhado com o ano solar. Foi o líder político romano Júlio César quem pediu ao astrônomo alexandrino Sosígenes que o ajudasse a criar uma alternativa ao calendário romano mais adaptada à realidade e à rotação da Terra.

Sosígenes, que viveu no fim do século II, sabia que a Terra é redonda e orbitava ao redor do Sol…

Os anos bissextos são uma ideia de Júlio César, mas o calendário dele não é o que usamos atualmente Imagem: Getty Images via BBC.

Nosso planeta não leva apenas 365 para dar uma volta ao redor do Sol, mas sim 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos.

Por isso, Sosígenes propôs um calendário extremamente similar ao dos egípcios, que tinha 365 dias com um dia adicional a cada quatro anos para se alinhar com o ano solar. Assim nasceu o calendário juliano, batizado em homenagem ao político.

Porém, esse sistema também tinha pequenos erros e foi sendo progressivamente substituído pelo calendário gregoriano a partir de 1582. É esse o calendário que nos rege hoje. Como o calendário juliano exigia um dia adicional a cada quatro anos, os romanos decidiram que esse dia seria em fevereiro, que na época era o último mês do ano.

O nome bissexto vem do latim “ante diem bis sextum Kalendas Martias” (“o sexto dia antes das Calendas de Março”), ou seja, o dia 24 de fevereiro. Como a frase era longa, acabou resumida para “bis sextus“, que em português virou bissexto.

Nesse calendário havia DOIS dia 24 de fevereiro.  A contagem era pro-rata tempores, isto é, inclui-se tanto o dia de partida quanto o de chegada…

Anos depois, o papa Gregório 13 decidiu com, uma bula papal, aperfeiçoar o calendário. Uma das mudanças foi que o dia adicional dos anos bissextos seria o 29 de fevereiro, e não o 24, definido pelo calendário juliano.

Durante a Revolução Francesa tentou-se modificar o calendário moderno Imagem: Getty Images via BBC.

Uma solução matemática

Assessorado pelo astrônomo jesuíta Christopher Clavius, o papa também estabeleceu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 seria 15 de outubro, uma supressão de dez dias que ajudaria a resolver o desalinhamento com o ano solar. E, para que esse desajuste não voltasse a ocorrer, criou-se um sistema de exceções aos anos bissextos.

Não seriam bissextos os anos múltiplos de cem, a menos que também sejam múltiplos de 400. Por essa razão não foram bissextos o ano de 1800 nem 1900, embora tenha sido bissexto o ano 2000. Por esse mesmo motivo, os anos de 2100 e de 2200 não serão bissextos.

Um calendário sem referências religiosas

Esse conjunto de reformas inaugurou o calendário moderno, atualmente conhecido como calendário gregoriano. Desde essas últimas mudanças, não houve novas alterações.

Porém, em alguns países como a França, houve movimentos para modificar o calendário. Em 1792, durante a Revolução Francesa, o país adotou um calendário republicano, elaborado pelo matemático Gilbert Romme. Esse calendário pretendia eliminar as referências religiosas e dar outros nomes aos meses, que se referiam a fenômenos naturais e à agricultura, alterando ainda a duração deles.

Mas essa versão teve vida curta. Após a derrota de Napoleão, em 1814, a França logo voltou a usar a versão de Gregório 13 e concebida inicialmente por Júlio César.

 

 

 

Fonte: BBC News

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O lugar mais cruel da Terra

Situado entre a Etiópia, a Eritreia, o Djibuti e o mar Vermelho, o deserto salgado de Danakil é de uma beleza deslumbrante. E também o mais parecido ao inferno.

Por Juan Manuel García Ruiz

Mais quente que as cavernas que escondem os cristais gigantes de Naica. Mais irrespirável que os gêiseres de Yellowstone ou de Tatio. Mas, neste deserto salgado 120 metros abaixo do nível do mar, a Terra usou a melhor de suas paletas para criar uma inimitável paisagem de formas minerais. É o inferno de Dallol, na Etiópia.

Na superfície do continente africano, a geologia desenha um enorme Y. Isso porque a crosta oceânica emerge à superfície abrindo falhas titânicas que se alargam a velocidades imperceptíveis e que, quando alagadas, se transformam em mares. Duas dessas falhas começaram a se formar há 30 milhões de anos e hoje são o mar Vermelho e o golfo de Áden. A terceira, o pé do Y, começou um pouco antes, mas talvez não siga adiante. Mesmo assim, já deixou uma imensa marca que sobe desde a Tanzânia através do Quênia e da Etiópia. É o chamado Vale do Rift. No ponto de união dessas três falhas se encontra um deserto de sal, a chamada depressão de Danakil, uma área de mais de 100 quilômetros quadrados que, à primeira vista, parece um interminável tapete de sal, mas que esconde fascinantes fenômenos minerais e – quem sabe – também as respostas a perguntas cruciais sobre a natureza da vida.

Formações hidrotermais no topo do Dallol, uma mistura de água quente, magma e minerais. O ar cheira a enxofre e, ao amanhecer, a temperatura ultrapassa os 30 graus. OLIVIER GRUNEWALD

Na realidade, o Danakil não está coberto por um tapete, mas por um manto de sal de dois quilômetros de espessura depositado durante as sucessivas ocasiões em que o mar Vermelho invadiu essa depressão, nos últimos 200.000 anos. Sob essa camada salina existe um magma quente que tenta alcançar a superfície. A jazida de sal, elástica e impermeável, resiste às investidas magmáticas, mas acabou por se romper, deixando sair os líquidos, vapores e gases presos em seu interior. A colina criada pelo impulso do magma e moldada pela mineralização é conhecida como Dallol, um lugar que os afar, os habitantes da região, acreditam ser o lar de um espírito maligno.

Mulheres da etnia afar. O povo afar é considerado um dos mais belos da África.

A subida ao Dallol é feita por uma encosta cor de chocolate. Ao amanhecer, a temperatura já supera os 30 graus. A paisagem é árida. Não há rastro de vida. O ambiente que se respira é inquietante, pelo aroma de enxofre e pela presença dos soldados etíopes que nos escoltam nesta insegura fronteira com a Eritreia.

O Dallol é um campo hidrotermal sem igual. Por todo lado há fontes termais de onde jorra água fervente. Essa água é na verdade uma salmoura supersaturada. Quando brota, todo esse sal excedente se cristaliza formando pilares que inicialmente são de um branco brilhante e puro. A acidez das águas é brutal, quase 500 vezes maior que a do limão. Depois do sal, quando a temperatura da água baixa algumas dezenas de graus, o enxofre se condensa, pintando de amarelo fluorescente os pilares inativos. As águas ácidas empoçam graças a represas construídas pela cristalização do próprio sal. O ferro, em contato com o oxigênio da atmosfera, oxida-se reduzindo o pH até o valor mais baixo já encontrado em meio natural, quase 10.000 vezes mais ácido que o limão.

As sucessivas mineralizações causadas pela oxidação tingem as águas de cores vibrantes, do verde limão ao verde jade, do laranja ao vermelho, os ocres e chocolates. Você anda sobre uma crosta de sal que sabe que é oca e quebradiça. Percebe que debaixo dos pés há algo que ameaça sair à superfície. O borbulhar intimidador que se ouve e se sente sob o chão ardente por onde escapam gases e vapores faz medir cada passo. Esse vapor de água salgada constrói estruturas de fina crosta que parecem ovos de sal. Quando as fontes termais brotam sob a água empoçada, a salmoura se cristaliza formando uma tubulação pela qual chega até a superfície. Ali precipita uma crosta circular em volta do escoadouro criando belas estruturas em forma de cogumelo que parecem nenúfares flutuando sobre águas multicoloridas.

O professor García-Ruiz, autor desta reportagem, coleta água a mais de 100 graus em uma chaminé hidrotermal. OLIVIER GRUNEWALD

Se a tudo isso quiserem chamar de arte, ressaltemos que se trata de arte efêmera. Tudo é fugaz no Dallol, como cabe à extraordinária geodinâmica da região. Tudo é cambiante. As áreas que ontem estavam tranquilas hoje apresentam uma atividade inquietante. As fumarolas que ontem fumegavam a oeste hoje o fazem a leste. As flores de sal que reluziam brancas hoje estão amarelas e, depois de amanhã, vermelhas. E desaparecerão para germinar em outros lugares.

A poucos quilômetros daqui apareceu um incipiente campo de fumarolas e fontes termais. Foi ao lado de uma lagoa chamada “negra” cheia de uma solução saturada de sal de magnésio. Levamos toda uma tarde para colher amostras da lagoa, porque cair nela seria morte certa. A água está a 70 graus centígrados e sua concentração é tão alta que tem uma consistência de gel, do qual deve ser impossível sair. Alguns quilômetros a sudeste formou-se outra lagoa, chamada “amarela”, mortalmente bela, decorada com nenúfares de sal e cercada de cadáveres de aves iludidas pelo demônio do Dallol, que exalam um odor repugnante.

Os militares que nos escoltam receberam a ordem de abandonar acampamento. A fronteira está cheia de bandidos à espreita e o cânion de sal que nos fornece a irrisória, mas única sombra existente nos arredores é um lugar difícil de defender pelos jovens soldados que nos guardam. Descemos às pressas do Dallol para recolher os laboratórios e nossos pertences. Um caminhão militar transfere o acampamento a um lugar aberto, com visibilidade de 360 graus, de onde vemos até as tranquilizadoras luzes do povoado de Ahmed Ela. Aqui, toda manhã, despertamos contemplando a passagem das caravanas de camelos que os cristãos tigray conduzem para o salar, onde os afar – muçulmanos – cortam os blocos de sal que carregarão de volta até Berhale.

Cada manhã é idêntica para eles há séculos. É sua fonte de riqueza. Um trabalho duríssimo, anacrônico, que realizam com ferramentas ancestrais sem o mínimo amparo do sol e do sal. Um despropósito que hoje só se justifica pela beleza e pela natureza épica. Vendo-os passar você tem a certeza de que o mineral não é a única coisa instável no Dallol. O passado dessa gente dura, elegante e orgulhosa dependeu de sua habilidade de extrair a riqueza desse sal que carregam, mas seu futuro está sujeito a sua capacidade de controlar a extração de outros sais, de outros metais que puseram este deserto na mira de grandes mineradoras.

Em algumas ocasiões, no Dallol, o sulfeto entra em combustão e produz uma chama azul visível à noite. OLIVIER GRUNEWALD

Além da beleza, que por si só justifica o estudo e a conservação desse museu mineral, o Dallol é importante por duas razões. A primeira é saber até que ponto esse inferno está deserto ou se, pelo contrário, foi colonizado por uma vida microbiana que a cada dia se revela mais universal. Buscar sinais dessa existência em condições extremas de acidez, salinidade e temperatura é a principal tarefa de Purificación López-García e de sua equipe de microbiólogos do Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS), da França, e da Universidade de Paris Sul.

Determinar os limites físico-químicos da vida na Terra nos permitiria ampliar o tipo de ambientes onde se poderia procurar vida em outros planetas e nos ajudaria a conhecer melhor os primeiros estágios da vida na Terra, quando sua superfície deve ter sido menos hospitaleira que agora. Por outro lado, suspeita-se que nesses ambientes químicos extremos existam estruturas minerais autoorganizadas que podem ter desempenhado um papel crucial na Terra primitiva, quando a vida ainda não havia aparecido sobre um planeta que estava brincando de criar as moléculas orgânicas que a tornariam possível.

Temos esperança de que esta terra de Lucy, a australopiteco que iluminou a origem do homem, também revele segredos sobre a origem da vida.

Dallol é um dos locais mais quentes do planeta, com temperaturas que já ultrapassaram 60°C!

Fonte:

elpais.com

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Um dos uísques mais vendidos do mundo foi criado por um escravo

O Jack Daniel’s é um uísque fabricado pela Jack Daniel Distillery, fundada em 1876 pelo destilador norte-americano Jack Daniel (Jasper Newton Daniel), na cidade de Lynchburg, Tennessee, nos Estados Unidos. Desde 1956, pertence ao grupo Brown-Forman Corporation. E, até recentemente, a versão oficial era de que o criador da receita do uísque da marca era um pastor e fazendeiro da região chamado Dan Call.

A verdade, no entanto, é que a receita foi criada por um escravo de Call chamado Nearis Green. Mas essa história só passou a ser contada pela marca em 2016, 150 anos depois da sua criação.

Famoso e conhecido pelas garrafas quadrangulares de rótulo negro, o Jack Daniel’s é um dos uísques mais vendidos no mundo. Somente em 2014, a marca teve um lucro líquido de 208 milhões de dólares.

Durante anos, a história predominante do uísque americano foi contada como um caso centrado em colonos alemães e escoceses-irlandeses que destilaram seus excedentes de grãos em uísque e os enviaram para mercados distantes, criando uma indústria de 2,9 bilhões de dólares.

Os homens escravizados não só compunham a maior parte da força de trabalho na época, mas muitas vezes desempenhavam papéis cruciais e qualificados no processo de fabricação do uísque. Da mesma forma que os autores de livros de receitas brancos frequentemente se apropriavam de receitas de seus cozinheiros negros, os proprietários de destilarias brancas levavam crédito pelo uísque.

Jack Daniel, de chapéu branco, em uma fotografia do início do século 20 com seu amigo George Green, filho de Nearest Green, ao seu lado.

Mas a história de Jack e seu uísque foi um pouco diferente. Porque Jack e Green eram amigos.

A existência de Green nunca foi um grande segredo, mas, em 2016, a empresa Brown-Forman, dona da Destilaria Jack Daniel, ganhou manchetes pelo mundo com a decisão de finalmente abraçar o legado de Green e mudar significativamente seus roteiros turísticos para enfatizar seu papel.

“Sem dúvida, era perturbador o fato de que uma das marcas mais conhecidas do mundo ter sido criada, em parte, por um escravo”, disse a investidora de bens imobiliários e escritora afro-americana Fawn Weaver, de 40 anos.

Green não apenas ensinou a Daniel o processo de destilação, como trabalhou depois da Guerra Civil americana para ele, tornando-se o primeiro mestre destilador negro dos Estados Unidos.

A decisão da empresa de reconhecer sua dívida com um escravo, relatada pela primeira vez no The New York Times em 2016, é uma mudança decisiva na história da indústria alimentícia do Sul dos Estados Unidos.

De acordo com o que foi apurado, “Green foi alugado pelos seus proprietários, uma empresa chamada Landis & Green, para os agricultores do entorno de Lynchburg, incluindo Dan Call, um rico proprietário e pastor que também empregou um adolescente chamado Jack Daniel para ajudar a fazer uísque. Green, já hábil em destilar, manteve Daniel sob sua asa e, após a Guerra Civil e o fim da escravidão, foi trabalhar para ele na operação da bebida”.

Muitas pessoas entenderam mal a história, assumindo que Daniel era dono de Green e roubou sua receita. Na verdade, Daniel nunca possuiu escravos e sempre falou abertamente sobre o papel de Green como seu mentor.

Fontes:

observatorio3setor.org.br

thetimes.co.uk

gazetadopovo.com.br

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Leis bizarras sobre sexo

As leis existem para tornar a convivência em sociedade mais fácil, mas algumas leis são bem estranhas, principalmente quando se trata de sexo.

As leis estão em todos os lugares e ditam como devemos viver. Elas variam de Estado para Estado, e mais ainda, de país para país. Há leis que são relacionadas ao ato sexual, e estas são importantíssimas na luta contra os crimes sexuais.

Porém, ao redor do mundo há algumas leis relacionadas ao sexo que são, no mínimo, estranhas, e não estão apenas no Oriente Médio, onde é comum ter muitas leis relacionadas ao ato sexual.

Confira algumas das mais bizarras e que já não são mais usadas, embora ainda estejam na Constituição desses Estados ou países. E cuidado, se estiver viajando por algum desses locais, elas ainda podem ser acionadas a qualquer momento!

  • Em Guam, é proibido que as mulheres se casem virgens. Para que a lei não seja infringida, há homens que viajam pelo pequeno país, localizado a oeste do Oceano Pacifico, e tiram a virgindade das moças. Eles recebem por isso…
  • Há uma lei religiosa na maioria dos países muçulmanos do Oriente Médio que diz que é proibido ter relações sexuais com carneiros e, posteriormente, comer sua carne.
  • Em Hong Kong, a infidelidade pode chegar a custar a vida, já que é permitido que a mulher traída mate seu marido adúltero e a amante. Porém, a mulher deve matar o marido com as próprias mãos, enquanto a amante pode ser morta como a mulher traída preferir.
  • Na Colômbia, há uma lei muito peculiar que diz que a mãe deve assistir à primeira relação sexual que sua filha tem com o marido.
  • Em Minnesota, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe os homens de manterem relações sexuais com peixes vivos. A lei não diz nada sobre peixes mortos ou sobre mulheres terem relações com os peixes.
  • No Líbano, é permitido ter relações sexuais com animais, porém os animais devem ser apenas do sexo feminino. Caso contrário, a pessoa pode ser punida com a morte.
  • Os preservativos devem ser usados sempre, pois estes garantem que nenhuma DST (doença sexualmente transmissível) seja contraída. Aqui sabemos disso e seguimos, mas não há nenhuma lei específica. Porém, em Nevada, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe as relações sexuais sem preservativo.
  • Em Bakersfield, na Califórnia, é proibido fazer sexo com satanás — sim, com o capiroto! — sem preservativos.

  • Em Indiana, também nos Estados Unidos, os homens são proibidos de ficar sexualmente excitados em público.
  • Em Tallinn, na Estônia, é estritamente proibido jogar xadrez durante o ato sexual.
  • Na Indonésia, quem for pego se masturbando pode ser condenado à morte por decapitação.
  • Em Londres, na Inglaterra, não é permitido fazer sexo sobre uma motocicleta estacionada…

Vale lembrar que aquilo que é estranho para nós, pode ser perfeitamente comum em outras culturas e devemos sempre respeitar. Mesmo que achemos bizarro…

Fontes:

blastingnews.com

megacurioso.com

terra.com.br


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Só podia dar errado

Errar é humano, insistir é burrice.

Perder milhões com o erro? Ah, isso é marketing. Conheça os desastres de que só o reposicionamento estratégico da marca é capaz… claro, só podia dar errado!

Coca com gosto de Pepsi

Produto – New Coke O que era – Substituta da Coca-Cola Duração – Abril a junho de 1985 Ideia – A poderosa Coca-Cola via seu reinado no mercado de refrigerantes ameaçado pela Pepsi, conhecida então como “o sabor da nova geração”. Para contra-atacar, decidiu criar um sabor parecido com o da concorrente. Até aí tudo bem. Mas então os executivos pensaram: “é hora da gente mudar… ou mudar de vez”. Além de lançar a nova Coca-Cola, retiraram o sabor antigo das prateleiras. Resultado – Os consumidores execraram a New Coke – tanto que a Pepsi virou líder sem aumentar as vendas. Até Fidel Castro, fã da Coca tradicional, taxou a troca de fórmula um sinal da decadência do capitalismo. Em 3 meses, o sabor antigo estava de volta com um novo nome, Classic Coke. Prejuízo – US$ 1 bilhão. Feiura sobre rodas Produto – Ford Edsel O que era – Carro do futuro Duração – 1957-1960
Ideia – Dona do mercado de automóveis, a Ford concluiu que, para promover seu novo carro, bastava criar expectativa com anúncios que não mostravam o veículo. Os cartazes anunciavam apenas que “O Edsel está chegando”. Resultado – “Um trator chupando limão.” “Um vaso sanitário.” “Uma vagina com dentes.” Essas foram algumas das reações ao… er… digamos… peculiar design da dianteira do Edsel – se eles tivessem mostrado o carro a pelo menos um consumidor, talvez tivessem evitado esse problema. Ah, os americanos também acharam o nome esquisito – e pior que era homenagem ao filho do fundador, Edsel Ford. O carro, que deveria vender 200 mil por ano, saiu de linha em 1960 vendendo… 2 800 unidades. Prejuízo – US$ 2,25 bilhões. Complexo de vira-lata Produto – Pets.com O que era – Uma pet shop online Duração – 1999-2000 Ideia – Durante a bolha da internet, empresas iniciantes sugavam milhões dos investidores apenas com a expectativa do quanto poderiam render um dia. Entre essas, a Pets.com se destacou pela estratégia de torrar toda a grana que conseguiu em anúncios estrelados pelo mascote do site, um cachorrinho feito de fantoche de meia. Se ficasse conhecida logo, os lucros viriam e, com eles, a infraestrutura seria construída. Resultado – Além de não ter diferencial (vendia a mesma coisa que a petshop da esquina, e pelo mesmo preço), os gastos absurdos com publicidade faziam com que o site perdesse US$ 4 para cada um que ganhava. Pior: ninguém acessava o site para comprar produtos para animais. O único sucesso de vendas era o fantoche do cachorrinho. Em um ano, o Pets.com fechou. Prejuízo – US$ 300 milhões. O sonho acabando Produto – Let it Be O que era – Disco e filme dos Beatles Duração – 1969 Ideia – Em 1969, após 5 anos como a maior banda de rock do mundo, o clima entre os Beatles já não era tão bom. Foi então que Paul McCartney convenceu os outros 3 de que um disco básico, “gravado ao vivo”, seria a melhor terapia de grupo. Para saciar a curiosidade dos fãs, todo o processo criativo seria registrado em filme. O nome do projeto inspirava: Get Back. Resultado – O estúdio virou uma panela de pressão. Ao invés de impedir, o projeto acelerou o fim dos Beatles – que, ao menos, se reuniram no mesmo ano para gravar um adeus decente, o excelente “Abbey Road”. O resultado daquelas sessões, o disco “Let it Be”, apareceu só em 1970, após o fim da banda, junto com um documentário que registrava toda a tensão entre os 4 ex-amigos. Prejuízo – Incalculável. Ken saiu do armário Produto – Earring Magic Ken O que era – Boneco da Mattel Duração – 1993 Ideia – Preocupada com a falta de carisma do boneco Ken, sua fabricante foi saber das jovens consumidoras se Barbie precisava de um novo eterno namorado. O veredicto: Ken podia ficar, mas tinha que ser mais cool. Mas o que é cool? Em 1993, para a Mattel, era um Ken com pele bronzeada, cabelo oxigenado, blusa de redinha, colete de couro roxo, brinco na orelha direita e um colar de argola. Não acredita? Veja a foto aí de cima. Resultado – Meninas e seus pais não entenderam a renovação de visual. Ou melhor, entenderam perfeitamente: o novo Ken foi considerado a coisa mais gay a leste de São Francisco. A Mattel cancelou a produção e recolheu todos os que conseguiu, sem nunca deixar claro se o visual de Ken havia sido intencionalmente gay ou não. Prejuízo – US$ 50 milhões. Sem fumaça e sem noção Produto – Premier e Eclipse O que era – Cigarros sem fumaça Duração – 1988 e 1996 Ideia – Para driblar as preocupações crescentes com o fumo passivo, a RJ Reynolds (fabricante das marcas Camel e Winston) criou um cigarro que não soltava fumaça. Resultado – O primeiro modelo, Premier, além de precisar de muito fogo para ser aceso e muito fôlego para ser tragado, tinha um gosto horrível. Sua reencarnação, o Eclipse, tinha um filtro de carvão embutido dentro do cigarro, o que tornava o gosto ainda pior. Ambos prometiam ser mais “limpos”, ou seja, mais saudáveis, o que simplesmente não era verdade. Mas o que ninguém entende é: por que fazer (duas vezes!) um cigarro para quem não gosta da fumaça? Esse público, apropriadamente conhecido como não-fumante, não costuma comprar cigarros… Prejuízo – US$ 450 milhões. Perdidos no Espaço Produto – “Escritório virtual” O que era – Conceito de decoração Duração – 1993-1995 Ideia – Jay Chiat sabia que sua agência de publicidade, a lendária Chiat\Day, precisava de uma repaginada para atrair novamente a atenção do mercado. Amante do minimalismo, ele concluiu que o melhor era jogar praticamente toda a mobília fora, criando um ambiente aberto, onde os grupos de reuniriam como em um campus de universidade. Na Chiat\Day, ninguém mais tinha mesa, cadeira ou lugar fixo, e toda manhã era preciso retirar um celular e um notebook na entrada. Resultado – Caos. Faltavam telefones e computadores, ninguém conseguia saber onde o outro estava e os espaços para reunião, os únicos mobiliados, eram disputados literalmente aos gritos. Houve um motim na sede de Los Angeles, a agência virou piada, e Chiat se viu forçado a vendê-la e se aposentar. Prejuízo – US$ 200 milhões. Tradição, família e impropriedade Produto – Who’s Your Daddy O que era – Reality show da Fox Duração – 2 de janeiro de 2005 Ideia – No começo do século 21, as emissoras de TV vinham inventando reality shows cada vez mais ousados, de gincanas na selva e confinamentos consentidos passou-se a tortura voluntária e buscas por esposas e maridos. Até que alguém na Fox, a emissora de maior audiência dos EUA, decidiu chutar o balde com Who’s Your Daddy?, em que uma moça que havia sido adotada (e era gostosa, claro) ganharia US$ 100 mil se adivinhasse qual entre 8 homens era o seu pai biológico. Se ela errasse, era o impostor que levava o prêmio, e ela, só o pai. Resultado – A Fox virou sinônimo de baixaria e, fato único na história da emissora até hoje, cancelou o programa após a exibição de apenas um episódio. Prejuízo – US$ 150 milhões em anúncios cancelados.                 Fonte: superinteressante.com.br

 
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Como era São Paulo sem asfalto

Asfalto só chegou a vias da capital em 1909; material trazido da Alemanha foi usado na Paulista

A avenida Paulista em 1910, com a linha de bondes, os casarões dos barões do café e a pista recém-asfaltada.

Em 8 de dezembro de 1891 foi inaugurada a Avenida Paulista, a primeira via asfaltada da cidade. A Paulista nasceu da iniciativa do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima. Ele projetou a abertura de uma avenida no lugar mais alto daquela região, conhecida então como Caaguaçu (mata grande, em tupi), e loteou toda a área ao largo da avenida. Era ali, atravessando o sítio do Capão, que a estrada da Real Grandeza cortava a vegetação espessa com uma pequena trilha.
Antes da chegada do asfalto, muitas ruas da cidade receberam paralelepípedos. O jornal O Estado de S. Paulo, então chamado A Província de S. Paulo, noticiou as primeiras negociações e propostas para o início do calçamento de ruas já em 1877.

Notícias da época, criticando o método usado até então em todas as ruas da cidade. Ou quase todas… boa parte das vias públicas continuava apenas de terra batida.

Só mesmo em 1909 a Paulista recebeu asfalto trazido da Alemanha. A escolha foi óbvia: era ali que viviam os barões do café, quatrocentões muito ricos e que tinham enorme influência sobre os governantes e vereadores.

A avenida Nove de Julho foi asfaltada 30 anos depois da avenida Paulista. A foto é de 1939 e do acervo/Estadão

A partir daí as demais ruas da cidade foram ganhando pavimentação, mas bastante lentamente. Durante muitos anos, as ruas continuaram sendo calçadas com os paralelepípedos.

Esta era a rua XV de Novembro em 1920.

Rua Alfredo Pujol, em Santana, em 1940.

A rua Augusta, em 1960, ainda era calçada com paralelepípedos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Estadão

Wikipedia