Leis bizarras sobre sexo

As leis existem para tornar a convivência em sociedade mais fácil, mas algumas leis são bem estranhas, principalmente quando se trata de sexo.

As leis estão em todos os lugares e ditam como devemos viver. Elas variam de Estado para Estado, e mais ainda, de país para país. Há leis que são relacionadas ao ato sexual, e estas são importantíssimas na luta contra os crimes sexuais.

Porém, ao redor do mundo há algumas leis relacionadas ao sexo que são, no mínimo, estranhas, e não estão apenas no Oriente Médio, onde é comum ter muitas leis relacionadas ao ato sexual.

Confira algumas das mais bizarras e que já não são mais usadas, embora ainda estejam na Constituição desses Estados ou países. E cuidado, se estiver viajando por algum desses locais, elas ainda podem ser acionadas a qualquer momento!

  • Em Guam, é proibido que as mulheres se casem virgens. Para que a lei não seja infringida, há homens que viajam pelo pequeno país, localizado a oeste do Oceano Pacifico, e tiram a virgindade das moças. Eles recebem por isso…
  • Há uma lei religiosa na maioria dos países muçulmanos do Oriente Médio que diz que é proibido ter relações sexuais com carneiros e, posteriormente, comer sua carne.
  • Em Hong Kong, a infidelidade pode chegar a custar a vida, já que é permitido que a mulher traída mate seu marido adúltero e a amante. Porém, a mulher deve matar o marido com as próprias mãos, enquanto a amante pode ser morta como a mulher traída preferir.
  • Na Colômbia, há uma lei muito peculiar que diz que a mãe deve assistir à primeira relação sexual que sua filha tem com o marido.
  • Em Minnesota, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe os homens de manterem relações sexuais com peixes vivos. A lei não diz nada sobre peixes mortos ou sobre mulheres terem relações com os peixes.
  • No Líbano, é permitido ter relações sexuais com animais, porém os animais devem ser apenas do sexo feminino. Caso contrário, a pessoa pode ser punida com a morte.
  • Os preservativos devem ser usados sempre, pois estes garantem que nenhuma DST (doença sexualmente transmissível) seja contraída. Aqui sabemos disso e seguimos, mas não há nenhuma lei específica. Porém, em Nevada, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe as relações sexuais sem preservativo.
  • Em Bakersfield, na Califórnia, é proibido fazer sexo com satanás — sim, com o capiroto! — sem preservativos.

  • Em Indiana, também nos Estados Unidos, os homens são proibidos de ficar sexualmente excitados em público.
  • Em Tallinn, na Estônia, é estritamente proibido jogar xadrez durante o ato sexual.
  • Na Indonésia, quem for pego se masturbando pode ser condenado à morte por decapitação.
  • Em Londres, na Inglaterra, não é permitido fazer sexo sobre uma motocicleta estacionada…

Vale lembrar que aquilo que é estranho para nós, pode ser perfeitamente comum em outras culturas e devemos sempre respeitar. Mesmo que achemos bizarro…

Fontes:

blastingnews.com

megacurioso.com

terra.com.br


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Só podia dar errado

Errar é humano, insistir é burrice.

Perder milhões com o erro? Ah, isso é marketing. Conheça os desastres de que só o reposicionamento estratégico da marca é capaz… claro, só podia dar errado!

Coca com gosto de Pepsi

Produto – New Coke O que era – Substituta da Coca-Cola Duração – Abril a junho de 1985 Ideia – A poderosa Coca-Cola via seu reinado no mercado de refrigerantes ameaçado pela Pepsi, conhecida então como “o sabor da nova geração”. Para contra-atacar, decidiu criar um sabor parecido com o da concorrente. Até aí tudo bem. Mas então os executivos pensaram: “é hora da gente mudar… ou mudar de vez”. Além de lançar a nova Coca-Cola, retiraram o sabor antigo das prateleiras. Resultado – Os consumidores execraram a New Coke – tanto que a Pepsi virou líder sem aumentar as vendas. Até Fidel Castro, fã da Coca tradicional, taxou a troca de fórmula um sinal da decadência do capitalismo. Em 3 meses, o sabor antigo estava de volta com um novo nome, Classic Coke. Prejuízo – US$ 1 bilhão. Feiura sobre rodas Produto – Ford Edsel O que era – Carro do futuro Duração – 1957-1960
Ideia – Dona do mercado de automóveis, a Ford concluiu que, para promover seu novo carro, bastava criar expectativa com anúncios que não mostravam o veículo. Os cartazes anunciavam apenas que “O Edsel está chegando”. Resultado – “Um trator chupando limão.” “Um vaso sanitário.” “Uma vagina com dentes.” Essas foram algumas das reações ao… er… digamos… peculiar design da dianteira do Edsel – se eles tivessem mostrado o carro a pelo menos um consumidor, talvez tivessem evitado esse problema. Ah, os americanos também acharam o nome esquisito – e pior que era homenagem ao filho do fundador, Edsel Ford. O carro, que deveria vender 200 mil por ano, saiu de linha em 1960 vendendo… 2 800 unidades. Prejuízo – US$ 2,25 bilhões. Complexo de vira-lata Produto – Pets.com O que era – Uma pet shop online Duração – 1999-2000 Ideia – Durante a bolha da internet, empresas iniciantes sugavam milhões dos investidores apenas com a expectativa do quanto poderiam render um dia. Entre essas, a Pets.com se destacou pela estratégia de torrar toda a grana que conseguiu em anúncios estrelados pelo mascote do site, um cachorrinho feito de fantoche de meia. Se ficasse conhecida logo, os lucros viriam e, com eles, a infraestrutura seria construída. Resultado – Além de não ter diferencial (vendia a mesma coisa que a petshop da esquina, e pelo mesmo preço), os gastos absurdos com publicidade faziam com que o site perdesse US$ 4 para cada um que ganhava. Pior: ninguém acessava o site para comprar produtos para animais. O único sucesso de vendas era o fantoche do cachorrinho. Em um ano, o Pets.com fechou. Prejuízo – US$ 300 milhões. O sonho acabando Produto – Let it Be O que era – Disco e filme dos Beatles Duração – 1969 Ideia – Em 1969, após 5 anos como a maior banda de rock do mundo, o clima entre os Beatles já não era tão bom. Foi então que Paul McCartney convenceu os outros 3 de que um disco básico, “gravado ao vivo”, seria a melhor terapia de grupo. Para saciar a curiosidade dos fãs, todo o processo criativo seria registrado em filme. O nome do projeto inspirava: Get Back. Resultado – O estúdio virou uma panela de pressão. Ao invés de impedir, o projeto acelerou o fim dos Beatles – que, ao menos, se reuniram no mesmo ano para gravar um adeus decente, o excelente “Abbey Road”. O resultado daquelas sessões, o disco “Let it Be”, apareceu só em 1970, após o fim da banda, junto com um documentário que registrava toda a tensão entre os 4 ex-amigos. Prejuízo – Incalculável. Ken saiu do armário Produto – Earring Magic Ken O que era – Boneco da Mattel Duração – 1993 Ideia – Preocupada com a falta de carisma do boneco Ken, sua fabricante foi saber das jovens consumidoras se Barbie precisava de um novo eterno namorado. O veredicto: Ken podia ficar, mas tinha que ser mais cool. Mas o que é cool? Em 1993, para a Mattel, era um Ken com pele bronzeada, cabelo oxigenado, blusa de redinha, colete de couro roxo, brinco na orelha direita e um colar de argola. Não acredita? Veja a foto aí de cima. Resultado – Meninas e seus pais não entenderam a renovação de visual. Ou melhor, entenderam perfeitamente: o novo Ken foi considerado a coisa mais gay a leste de São Francisco. A Mattel cancelou a produção e recolheu todos os que conseguiu, sem nunca deixar claro se o visual de Ken havia sido intencionalmente gay ou não. Prejuízo – US$ 50 milhões. Sem fumaça e sem noção Produto – Premier e Eclipse O que era – Cigarros sem fumaça Duração – 1988 e 1996 Ideia – Para driblar as preocupações crescentes com o fumo passivo, a RJ Reynolds (fabricante das marcas Camel e Winston) criou um cigarro que não soltava fumaça. Resultado – O primeiro modelo, Premier, além de precisar de muito fogo para ser aceso e muito fôlego para ser tragado, tinha um gosto horrível. Sua reencarnação, o Eclipse, tinha um filtro de carvão embutido dentro do cigarro, o que tornava o gosto ainda pior. Ambos prometiam ser mais “limpos”, ou seja, mais saudáveis, o que simplesmente não era verdade. Mas o que ninguém entende é: por que fazer (duas vezes!) um cigarro para quem não gosta da fumaça? Esse público, apropriadamente conhecido como não-fumante, não costuma comprar cigarros… Prejuízo – US$ 450 milhões. Perdidos no Espaço Produto – “Escritório virtual” O que era – Conceito de decoração Duração – 1993-1995 Ideia – Jay Chiat sabia que sua agência de publicidade, a lendária Chiat\Day, precisava de uma repaginada para atrair novamente a atenção do mercado. Amante do minimalismo, ele concluiu que o melhor era jogar praticamente toda a mobília fora, criando um ambiente aberto, onde os grupos de reuniriam como em um campus de universidade. Na Chiat\Day, ninguém mais tinha mesa, cadeira ou lugar fixo, e toda manhã era preciso retirar um celular e um notebook na entrada. Resultado – Caos. Faltavam telefones e computadores, ninguém conseguia saber onde o outro estava e os espaços para reunião, os únicos mobiliados, eram disputados literalmente aos gritos. Houve um motim na sede de Los Angeles, a agência virou piada, e Chiat se viu forçado a vendê-la e se aposentar. Prejuízo – US$ 200 milhões. Tradição, família e impropriedade Produto – Who’s Your Daddy O que era – Reality show da Fox Duração – 2 de janeiro de 2005 Ideia – No começo do século 21, as emissoras de TV vinham inventando reality shows cada vez mais ousados, de gincanas na selva e confinamentos consentidos passou-se a tortura voluntária e buscas por esposas e maridos. Até que alguém na Fox, a emissora de maior audiência dos EUA, decidiu chutar o balde com Who’s Your Daddy?, em que uma moça que havia sido adotada (e era gostosa, claro) ganharia US$ 100 mil se adivinhasse qual entre 8 homens era o seu pai biológico. Se ela errasse, era o impostor que levava o prêmio, e ela, só o pai. Resultado – A Fox virou sinônimo de baixaria e, fato único na história da emissora até hoje, cancelou o programa após a exibição de apenas um episódio. Prejuízo – US$ 150 milhões em anúncios cancelados.                 Fonte: superinteressante.com.br

 

Como era São Paulo sem asfalto

Asfalto só chegou a vias da capital em 1909; material trazido da Alemanha foi usado na Paulista

A avenida Paulista em 1910, com a linha de bondes, os casarões dos barões do café e a pista recém-asfaltada.

Em 8 de dezembro de 1891 foi inaugurada a Avenida Paulista, a primeira via asfaltada da cidade. A Paulista nasceu da iniciativa do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima. Ele projetou a abertura de uma avenida no lugar mais alto daquela região, conhecida então como Caaguaçu (mata grande, em tupi), e loteou toda a área ao largo da avenida. Era ali, atravessando o sítio do Capão, que a estrada da Real Grandeza cortava a vegetação espessa com uma pequena trilha.
Antes da chegada do asfalto, muitas ruas da cidade receberam paralelepípedos. O jornal O Estado de S. Paulo, então chamado A Província de S. Paulo, noticiou as primeiras negociações e propostas para o início do calçamento de ruas já em 1877.

Notícias da época, criticando o método usado até então em todas as ruas da cidade. Ou quase todas… boa parte das vias públicas continuava apenas de terra batida.

Só mesmo em 1909 a Paulista recebeu asfalto trazido da Alemanha. A escolha foi óbvia: era ali que viviam os barões do café, quatrocentões muito ricos e que tinham enorme influência sobre os governantes e vereadores.

A avenida Nove de Julho foi asfaltada 30 anos depois da avenida Paulista. A foto é de 1939 e do acervo/Estadão

A partir daí as demais ruas da cidade foram ganhando pavimentação, mas bastante lentamente. Durante muitos anos, as ruas continuaram sendo calçadas com os paralelepípedos.

Esta era a rua XV de Novembro em 1920.

Rua Alfredo Pujol, em Santana, em 1940.

A rua Augusta, em 1960, ainda era calçada com paralelepípedos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Estadão

Wikipedia

Este produto revolucionário torna qualquer objeto quase indestrutível

Você já imaginou um produto que tornasse qualquer coisa indestrutível? Bem, ou pelo menos quase indestrutível, e no mínimo 5 vezes mais resistente (o que já é muito bom)?

Pois ele existe: é o Line-X. Ele foi criado para uma tarefa bastante específica e, com o tempo, mostrou-se bastante versátil. É um spray impermeabilizante que foi feito para impermeabilizar caçambas de picapes. Você sabe: para não amassar/riscar o acabamento interno com tijolos, pedras, tubos metálicos e afins. A resistência do negócio logo deixou evidente um efeito colateral bem interessante: tornar qualquer coisa virtualmente indestrutível.

E isso não é exagero, não. No vídeo abaixo, um bloco de concreto, uma bandeja de porcelana e até mesmo um ovo, todos cobertos com Line-X, são atirados do telhado de um prédio e saem intactos – ao menos por fora. Espie só:

Veja que uma melancia, atirada de uma altura de 45 metros, continua com sua casca esférica como a natureza a fez, porém o spray não impediu que sua polpa se transformasse num purê:

É bem impressionante. Como dá para ver, é como se Line-X se tornasse uma armadura elástica: quando a melancia acerta o solo (em um impacto a cerca de 100 km/h), ela se deforma e quica como uma bola de borracha. Nessa hora, a camada de spray está absorvendo a energia do impacto e protegendo a casca da melancia, que fica praticamente intacta. A polpa não tem a mesma sorte, pois é esmagada dentro da fruta.

Mas como isto acontece? O que é, afinal, esse tal de Line-X?

A primeira versão do Line-X surgiu em 1988, e até pouco tempo atrás, a companhia americana não revelava exatamente como ele funcionava.

O Line-X é o nome comercial de uma molécula chamada poliureia. Trata-se de um elastômero (um polímero elástico) composto por duas moléculas principais, cujos nomes são praticamente impronunciáveis, e por isso são chamadas de “A” e “B”. A primeira é o Difenilmetano-4,4-diisocianato, que felizmente é abreviado para “MDI”, que pode ser entendido como o reagente do Line-X. A segunda é o Alpha-(2-aminometiletil)-omega-(2-aminometiletoxi)-poli(oxi(metil-1,2-etanodiilo)), com parênteses e tudo, que é o plastificante.

A mágica acontece quando se mistura as duas moléculas. A reação química entre as duas forma a poliureia, uma molécula que, de tão longa, acaba ficando toda embaraçada em uma escala atômica (pense no fio dos fones de ouvido quando passam 5 segundos guardados no seu bolso). Ao mesmo tempo, suas ligações entre as moléculas “A” e “B” são muito flexíveis.

O resultado são as duas propriedades essenciais do Line-X: como as moléculas ficam completamente embaraçadas, a substância é muito resistente, pois é muito difícil separá-las. Porém, como são flexíveis, ela estica e volta a seu formato original.

Mas o segredo também está no modo como se mistura as duas moléculas. Se você despejá-las em um copo e mexer com uma colher, vai perceber que a reação química gera calor e o resultado é uma bola de Line-X que não serve para muita coisa.

É por isso que a camada protetora é aplicada como spray: a reação acontece sob pressão enquanto o produto atinge a superfície a ser protegida, e é preciso esperar que ela esfrie para que atinja suas propriedades ideais. Enquanto está quente, o Line-X torna uma folha de papel mais difícil de rasgar. Depois de frio, fica impossível.

Foi esse o motivo que não demorou para o produto começar a ser utilizado para outros fins. Há uma camada do produto nas paredes do Pentágono, por exemplo, pois ela ajuda a tornar o edifício praticamente a prova de bombas. Também há coletes a prova de balas que utilizam o Line-X como parte da blindagem. Em lanchas e outras embarcações, o Line X ajuda a formar uma camada de proteção contra corrosão e vazamentos.

 

Aí, depois de saber disso tudo, fiquei pensando: se eu me pintar com esse troço, ficarei imortal? Hua hua hua…

 

 

 

 

 

 

Fontes:

flatout.com.br

tafixe.com

10 traduções fabulosas de itens de cardápios

Uma coisa interessante de se ver é o cardápio de restaurantes em cidades turísticas, geralmente traduzido do português pelos tradutores automáticos da internet. Na maioria das vezes, encontramos iguarias exóticas, como insetos ao molho de laranja…

Duvida?

A coxinha virou coxinh (essa não entendi…), folhado é turned pages (literalmente, páginas viradas) e pastel, que maravilhoso, virou crayon — sabe, aquele giz pastel?

Aqui, é melhor ter cuidado… tem cerveja que late…

O quiosque não deve gostar de filé…

Cupim, o inseto, é termite em inglês. Mas como não é um restaurante na China ou na Tailândia, tenho certeza de que não estava servindo insetos ao molho de laranja.

A diferença que um acento não faz…

E se o contra-filé é à campanha, é só mandar um campaign que fica tudo certo!

Esse é mais sofisticado e Against the brazilian beef, ou contra o filé brasileiro, serve de tradução para o contra-filé.

Aqui você pode aprender inglês. Basta pedir uma porção de The American language.

O verbo matar, em inglês, se traduz como kill. Já o chá mate, bem… se você der um Google, vai descobrir que é Yerba mate tea. Estranhei o “yerba” em espanhol, já que “erva” em inglês é “herb”. Mas acredito que seja mais utilizado “yerba mate” mesmo, uma vez que a origem do mate é sul-americana. Mais alguém pode opinar?

Gostei das opções, mas prefiro a agulhinha frita, ou FRIEND NEEDLE — agulha amiga.

 

 

 

 

Fonte:

buzzfeed.com

No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar

Há 112 anos, o 14 BIS fazia seu primeiro voo e inaugurou a “Era das chuvas de fezes e urina humana”. Mas hoje, são extremamente raras de acontecerem…

Foi em outubro de 1906 que Santos Dumont realizou seu épico voo nos campos de Bagatelle,  na França, com o 14 BIS, e inaugurou uma nova Era. Naquela época, a tecnologia começava a engatinhar e nem se pensava num problema que só muitos anos depois ficou evidente: como descartar as fezes e urina dos passageiros?

Já pensou ser atingido por um cocô humano voador? Pode parecer bizarro (e principalmente nojento!), mas essa situação já causou diversos acidentes no passado. O primeiro relato oficial de um avião eliminando dejetos humanos nas alturas ocorreu em 1927, quando o piloto Charles Lindbergh fez o primeiro voo sem escalas entre Nova York e Paris.  Posteriormente, ao encontrar o rei George V, da Inglaterra, o monarca ficou curioso para saber como Lindbergh tinha feito para ir ao banheiro. O piloto explicou que fez xixi em um recipiente de alumínio, que ele jogou em “algum lugar da França”.

Foto de Lindbergh pilotando seu “Spirit of St. Louis”

No começo da aviação, costumava-se jogar os dejetos em recipientes no mar. Aliás, em muitas aeronaves antigas havia um buraco no chão do banheiro, pelo qual o xixi e o cocô iam direto para fora da aeronave – as empresas acreditavam que eles se desintegravam antes de chegar ao chão (e tinha gente que morria de medo de ser sugada por esse buraco enquanto fazia o número 2!). Foi só a partir de 1930 que os aviões passaram a ter tanques de armazenamento para os resíduos. Devido à grande altitude em que voavam as aeronaves, os dejetos congelavam e se tornavam mortíferos blocos que pesavam até 150 kg. Desde a década de 1950 até o início dos anos 1980, os acidentes com blocos de fezes e urina se tornaram frequentes. Há registros de diversos casos de pedaços congelados recheados de “cocô” que caíram do céu na Europa e nos EUA.

A grande invenção que fez a “chuva de cocô” diminuir consideravelmente foi o banheiro a vácuo. Criado na década de 1980, o equipamento acabou com a utilização em excesso de água dentro do vaso sanitário das aeronaves, diminuindo substancialmente o peso dos ‘blocos de cocô’ e por consequência, atenuando vazamentos de líquidos.

Entretanto, casos de falhas no sistema ainda são registrados, como um que ocorreu em 2016 em Bophal, na Índia. Um senhora de 60 anos ficou ferida quando um pedaço de gelo (cheio de cocô) do tamanho de uma bola de futebol atravessou o telhado da casa e a atingiu no ombro (por sorte, não a acertou na cabeça!).

Deepak Jain, professor na escola local, contou que ele, as crianças e os moradores da vizinhança viram quando o meteorito de m* caiu dos céus e, logo em seguida, ouviram os gritos da sra. Rajrani. Eles a levaram ao hospital e o professor afirma “que ela só está viva porque a bola de gelo atingiu o telhado primeiro, senão teria esmagado sua cabeça”.

Mas esses relatos são raríssimos, hoje em dia, pois a probabilidade de uma falha no sistema ocorrer no momento em que a aeronave sobrevoa uma região habitada é muito pequena. De qualquer forma é recomendável preparar o guarda-chuva!

Maas…

 

Como tudo isso é armazenado, hoje em dia?

As fezes vão para um reservatório no fundo das aeronaves. No fim da viagem, o reservatório é esvaziado e seu conteúdo segue para a rede de esgoto – o mesmo acontece com o banheiro de ônibus. Os toaletes dos veículos funcionam de maneira parecida à dos banheiros químicos, aquelas privadas móveis de shows ao ar livre, por exemplo. Sem ligações de água, elas são descarregadas na rede sanitária.

Tanques armazenam o esgoto na parte traseira do avião

No avião

1. Assim que a pessoa faz um depósito no Banco de Boston e a descarga é ativada, um aspirador a vácuo suga o conteúdo da privada. Nos modelos mais modernos não há nenhum pingo de água – sem ela, é mais econômico e evita problemas de pressurização. Para perfumar o ambiente, pouquíssimos mililitros de um desinfetante higienizam o vaso.

2. Dali, a sujeira passa por canos embaixo do piso e chega ao reservatório. Os aviões de viagens intercontinentais, como o Boeing 747, têm dois reservatórios de 250 litros, um ao lado do outro, na parte traseira. Como o reservatório é pressurizado e fica distante, o (mau) cheiro não chega aos passageiros.

3. Por lei, deve haver um banheiro para cada 50 passageiros. Considerando-se que cada pessoa é capaz de eliminar 1,4 litro de cocô e xixi em 24 horas, em uma viagem de São Paulo a Paris, por exemplo, todos os passageiros juntos encheriam um reservatório inteiro e cerca de 20% do outro. Em um Boeing 747, que transporta 416 passageiros, haveria 8 ou 9 banheiros.

4. Quando o avião pousa, um caminhãozinho esvazia os reservatórios. Com uma mangueira acionada por uma bomba, ele suga o esgoto e o armazena em uma caixa. Dali, o veículo segue para uma área coletora do aeroporto, onde despeja o conteúdo em um buraco interligado à rede de esgoto.

No busão

Uma caixa de 50 litros debaixo do vaso sanitário guarda o fruto da descarga, depois que a pessoa mandou o elevador pro térreo. Lá, há 60 mililitros de um bactericida que desintegra o material orgânico e dilui as fezes e a urina, facilitando o tratamento do esgoto. Aquela água que sai da traseira dos ônibus não é xixi, mas água do ar-condicionado.

Ufa!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

mundo estranho

eco viagem

Fotos fantásticas de como eram as viagens de avião no passado

Em tempos de caos nos aeroportos, com voos atrasados e gente dormindo no chão – sem falar no overbooking – sabemos que o sufoco ainda não terminou: iremos enfrentar horas intermináveis em aviões com espaços apertados, comida ruim e banheiros minúsculos! Não são todos os que podem pagar (e muito caro!) para viajar com mais conforto. A grande maioria dos mortais voa de classe “econômica”, que eu chamo de “classe animals”, porque, mais um pouco e as companhias aéreas vão nos colocar junto com a bagagem…

A grande diferença é que, atualmente, os aviões são mais seguros do que no passado e que viajar de avião deixou de ser coisa para poucos. Mas… como eram as acomodações nos aviões antigamente?

Nas fotos a seguir, você vai ver como era o interior dos aviões, as refeições a bordo (esqueça os amendoins!), as poltronas enormes se compararmos com as de hoje… Era outra coisa, mesmo!

Olha o tamanho do compartimento para bagagem de mão!

Primeira classe de um Boeing 747 nos anos 1970.

Legal essa configuração, lembra a “salinha dos fundos”, disputadíssima nos antigos Electras que faziam a ponte-aérea Rio-São Paulo.

707 da PAN AM… Olha a refeição que era servida a bordo!!!!!

Era comum que muitos aviões tivessem bares com piano.

Lounge da primeira classe nos anos 70, em um Boeing 747.

Nos modernos aviões da Emirates, a primeira classe tem “aposentos” luxuosos que podem ter sido inspirados nestes…

Outra configuração que lembra a “salinha” dos Electras.

Esse beliche era muito interessante.

Observe o espaço desse banheiro!

Lounge de um 747 da America Airlines. Bons tempos!

Você notou que não havia cintos de segurança nas poltronas?

Como já foi dito, apesar da falta de conforto, as aeronaves de hoje são infinitamente mais seguras que qualquer uma dessas mostradas aqui. Mesmo assim, bem que as companhias aéreas de hoje poderiam pelo menos colocar poltronas mais espaçadas, não?

Mas acho que isso não vai acontecer. Li em algum lugar que uma companhia aérea, me parece que da Ásia, está estudando colocar passageiros de pé (como nos busões daqui do Brasil) em voos domésticos de curta duração…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

tudointeressante.com.br