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Como o milho de pipoca estoura?

Todo grão de milho tem três partes: o embrião, onde fica o material genético, o endocarpo e o pericarpo, compostos principalmente de amido e água. A diferença do milho de pipoca é que ele tem menos água (cerca de 14,5%) do que o milho verde e seu pericarpo tem uma casca quatro vezes mais resistente que a dos milhos que usamos para comer e fazer canjica.

Esse é o tipo de milho usado pra pipoca, o Zea mays everta.

Ao colocar a pipoca na panela ou no microondas, o calor faz com que a água de dentro do grão se transforme em vapor, que tenta sair e empurra a casca do pericarpo. Ao mesmo tempo, o amido, antes sólido, começa a virar uma espécie de gelatina, aumentando de tamanho. Somadas, a pressão do vapor d’água e do amido chegam a 10 kg/cm2, cinco vezes mais que a de um pneu de carro!

A pressão é tanta que a casca estoura! Em contato com o ar, o amido gelatinizado se solidifica e se transforma na espuma branca que comemos. Quando o pericarpo tem rachaduras ou é pouco duro, o vapor d’água escapa, a pipoca não vinga e surge o piruá. Outro motivo para a pipoca não estourar é quando o grão tem água a mais ou a menos na composição…

Algumas curiosidades sobre a pipoca…

 

  • A origem exata da pipoca é desconhecida. O que se sabe é que, muito antes de Colombo descobrir a América, os índios do norte do continente já comiam pipoca. Eles começaram a fazê-lo com a espiga inteira colocada num espeto e levada ao fogo. Depois, passaram a jogar os grãos soltos diretamente em fogo baixo. Havia um terceiro método, mais sofisticado, que consistia em cozinhar o milho numa panela de barro cheia de areia quente.
  • Há cerca de 7.300 anos, o milho já era cultivado no Golfo do México. No Peru, foram encontrados grãos milenares, porém conservados o suficiente para serem consumidos ainda hoje.
  • Os índios astecas usavam a pipoca em diversas cerimônias. O navegador espanhol Bernardino de Sahagun conta em seus escritos que, em uma delas, as mulheres dançavam usando coroas feitas com o petisco. Eles também enfeitavam as estátuas de seus deuses, principalmente as de Tlaloc (deus da chuva e da fertilidade), com colares e outros ornamentos de pipoca.
  • Os astecas acreditavam que havia espíritos escondidos dentro da casca do milho. A transformação do milho em pipoca era considerada um fenômeno sobrenatural.
  • A palavra pipoca veio do tupi e quer dizer “milho rebentado”. Trata-se de uma contração de abati-pipoca, em que abati é justamente milho.
  • Uma xícara de pipoca preparada com manteiga ou óleo tem 155 calorias.
  • O petisco tornou-se muito popular nos Estados Unidos durante a Grande Depressão de 1929. Era uma das poucas delícias com preços acessíveis à população pobre. Há registros, inclusive, de um dono de banco que entrou em falência e, para se manter, resolveu comprar uma máquina de fazer pipoca. Pouco tempo depois, ele já havia recuperado parte do antigo negócio. Hoje, são vendidos nos Estados Unidos 19 milhões de metros cúbicos de pipoca por ano.
  • Primeira marca americana de pipocas, a Jolly Time surgiu em 1914, criada pela empresa American Pop Corn Company, localizada em Sioux City, Iowa. A empresa também criou o saquinho de pipoca, em 1924, especialmente para vender seu produto.
  • A pipoca de microondas apareceu na década de 1940. Só na década de 1990, sua produção gerava vendas anuais de 240 milhões de dólares nos Estados Unidos. O Brasil tem o segundo mercado de pipocas de microondas do mundo, com um consumo de 70 mil toneladas anuais. Perde apenas para os Estados Unidos, onde são consumidas 400 mil toneladas no mesmo período.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

mundoeducacao.bol.uol.com.br

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Chan Chan

Durante minha recente viagem à costa norte do Peru, tive a oportunidade de visitar a capital do reino da civilização Chimú, Chan Chan.

Senhor Chimú sendo carregado para as cerimônias. E eu, ali perto, supervisionando as atividades.

A monumental cidade de adobe de Chan Chan foi a capital de uma cultura que se expandiu e dominou a costa norte do Peru por aproximadamente 600 anos, de 850 a 1470, quando foi anexada  pelos incas. Os chimús chegaram a controlar um território de 1 mil quilômetros de extensão, que ia de Tumbes, perto da fronteira com o Equador, a Lima. Hoje o sítio arqueológico aberto à visitação – em parte – está situado a 5 km da cidade de Trujillo.

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Os chimús estabeleceram um Estado forte e controlador, com numeroso exército e grande população. Estima-se que Chan Chan, principal centro político e cerimonial, tenha abrigado até 100 mil pessoas em seu apogeu.

Toda construída em adobe, a cidade ocupou uma área de 20 quilômetros quadrados, dos quais ainda restam 14 quilômetros quadrados, e foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1986. Hoje a visita se restringe ao setor conhecido como Palácio Nik An (anteriormente chamado Tschudi), um dos nove espaços similares dedicados à aristocracia chimú arqueologicamente identificados.

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Totalmente amuralhado, o Palácio abriga praças cerimoniais, armazéns para estocagem de alimentos, recintos privados, uma plataforma funerária e outros espaços, além de alas inteiras com paredes e muros esculpidos com peixes, aves, esquilos e ondas do mar, entre outras figuras.

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Em Chan Chan, há também um museu aberto à visitação, com ricas informações sobre a cultura chimú desde os seus primórdios.

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Em todos os sítios arqueológicos peruanos, o governo exige que seja criado pelo menos um exemplar do “perro peruano”, ou Perro Sin Pelo, que está ameaçado de extinção. Raça oriunda do Peru, não se sabe ao certo sua origem. O que se sabe é que existem vasos pré-incaicos que já traziam sua figura, isso em 1400 a.C. Fisicamente, apesar de ser uma raça pelada, apresenta vestígios de pelo nas extremidades de seu corpo, que pode chegar a medir 65 cm na altura da cernelha. Entre as particularidades desta raça está o fato de possuir três tamanhos distintos, cada um com sua padronagem: pequeno, médio e grande. Ah, o cãozinho da foto não está morto… Está dormindo calmamente, alheio ao que ocorria à sua volta, sob o sol escaldante de Chan Chan (não sei como ele suportava!).

 

 

 

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A Rota Moche

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Peru, costa norte.

Terra de antigas civilizações, que eram governadas por soberanos poderosos, local onde você se conecta de verdade com Pachamama.

Mas não é só isso. A comida é deliciosa, tem uma praia charmosa, lindos museus e uma cidade simpática, Trujillo, de onde você parte para fazer passeios maravilhosos por cenários deslumbrantes.

Foi para lá que fui, e para onde pretendo voltar.

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As Huacas

Huaca era o lugar sagrado para as culturas do antigo Peru, onde uma divindade era cultuada, e no idioma “quechua” significa “sagrado”.

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As huacas possuem personalidade própria, no sentido de você sentir emoções diferentes em cada uma delas, e existia uma forte relação entre os homens das antigas culturas e as huacas, que foram espalhadas praticamente por todo o território peruano. As huacas, como centros cerimoniais e religiosos, serviam de palco para rituais elaborados louvando as divindades, e se tornaram também importantes centros urbanos, com as vivendas da população e os centros comerciais sendo construídos em volta delas.

Na costa norte, elas foram construídas numa linha que, ao que indicam os estudos dos pesquisadores, servia para expressar a cosmologia da cultura desses povos e foram alinhadas então astronomicamente de acordo com diferentes configurações estelares.

Como eram centros religiosos, as huacas ainda se tornaram conhecidas por ser o local em que se depositavam as ricas oferendas aos soberanos. Por essa razão, foram violentamente saqueadas e praticamente destruídas pelos invasores espanhóis e, mais tarde, pelos “huaqueros” – habitantes do local e que buscavam peças de cerâmica ou joias e ornamentos de ouro e prata, que eram depois vendidas a colecionadores e museus de outros países.

Na década de 1990, o governo peruano finalmente costurou acordos com o governo dos Estados Unidos e de vários países europeus e tem conseguido repatriar lentamente muitos desses tesouros roubados. São tesouros que, em muitos casos, estão nas mãos de colecionadores particulares.

Dentre as huacas mais conhecidas, temos:

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Huaca Cao Viejo, onde foi encontrada a múmia intacta da Señora de Cao.

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Huaca de La Luna

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Esta reconstituição por computador mostra como teria sido a Huaca de La Luna antes de sua destruição pelos conquistadores espanhóis, pela ação do tempo, tsunamis, terremotos e outros fenômenos naturais.

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O arqueólogo Regulo Franco, descobridor da múmia da Señora de Cao e marido da escritora Clene Salles, a caminho da Huaca Prieta – o sítio arqueológico mais antigo já descoberto, com seus restos datados de 12.000 a.C..

100_3292Huaca Rajada, onde há inúmeras câmaras funerárias dos Senhores Moches e onde, há 27 anos, foi encontrada a tumba do maior deles, o Senhor de Sipán.

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Ai-Apaec

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 Ai-Apaec retratado em uma das paredes da Huaca de la Luna

Ai-Apaec era a principal divindade da cultura Moche, no Peru, e era um de seus deuses mais venerados e temidos, também. Ele era adorado como o deus criador, o protetor dos moches, o que dava a água, os alimentos e que possibilitava os triunfos militares.

A representação mais comum e conhecida de Ai Apaec é aquela que é vista nas paredes da Huaca de la Luna, em Trujillo – na costa norte do país – e que apresenta um rosto felino antropomórfico com presas e ondas marinhas que o rodeiam.

Ai-Apaec foi representado de diversas maneiras, variando no tempo, no espaço, e conforme a peça em que ele é representado. Na metalurgia, por exemplo, o deus tem forma de aranha com oito pernas e um rosto antropomórfico com presas de jaguar (a nossa onça-pintada). Na cerâmica ele é mais antropomórfico, com duas cobras que brotam de sua cabeça. Esse recurso também é visto em alguns murais.

Nas esculturas, Ai-Apaec pode ser observado numa forma totalmente humanoide, com uma expressão grave no rosto e as presas de felino de sempre.

Os prisioneiros eram oferecidos em sacrifício ao deus, sendo suas cabeças cortadas. Por isso, ele também era conhecido como O Decapitador.

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A Marvel também criou sua versão de Ai-Apaec nos quadrinhos…

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O Decapitador foi recrutado por Norman Osborn para ser o Homem-Aranha da nova encarnação dos Vingadores Sombrios. Será que a Disney/ Marvel fará um filme onde ele apareça, no futuro?