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Motos voadoras e robôs são as novas armas da polícia de Dubai

Combater o crime está perto de se tornar um trabalho muito mais futurista para a polícia de Dubai, nos Emirados Árabes. Os policiais em breve farão suas patrulhas montados em hoverbikes, uma espécie de cruzamento entre uma moto e um drone. O anúncio foi realizado durante um evento de tecnologia que é realizado anualmente no Dubai World Trade Center.

Quem assistiu ao filme “O Retorno do Jedi”, da saga Star Wars, vai se lembrar das motos voadoras zunindo em alta velocidade pela floresta. Pois bem, elas se tornaram realidade…

As speeder-bikes de Star Wars.

Até o nome das motos voadoras de Dubai é legal. O Hoversurf Scorpion-3 foi apresentado ao mundo por uma startup russa. Ele é movido por energia elétrica, com autonomia de voo de 25 minutos. Está em fase de testes pela polícia de Dubai para definir as melhores situações em que ela pode ser empregada, como no acesso às áreas em que veículos terrestres não chegam ou para atender emergências em vias com trânsito.

De acordo com o CEO da Hoversurf, Alexander Atamanov, a moto-drone pode chegar a até 28,5 metros de altitude. Por questão de segurança, porém, os policiais voarão a apenas cinco metros acima do solo. (só acho que eles vão ter que cobrir as hélices com alguma proteção, uma espécie de para-lamas…)

As motos devem, em breve, dividir o espaço aéreo de Dubai com outro drone para passageiros. Trata-se do Ehang 184, uma espécie de Hover-Taxi que atua como um veículo voador autônomo, e que chega até a 300 metros de altitude e velocidade de até 100 km/h, com autonomia de voo de meia hora. Também em fase de testes, ele levantou voo pela primeira vez em julho do ano passado. A expectativa é que até 2030, 25% do transporte da cidade será por meio desses táxis voadores, que serão controlados por uma central (como no metrô), já que cada veículo é operado remotamente, pois são automáticos.

As novidades tecnológicas da maior cidade dos Emirados Árabes não param por aí. Além de sobrevoar a cidade, os policiais de Dubai em breve vão contar com ajudantes robôs.

Espalhados pela cidade, os robocops da vida real são equipados com um sensor de reconhecimento facial para identificar criminosos a até 20 metros de distância, além de uma tela sensível ao toque no peito e microfone, possibilitando a qualquer um o contato rápido com a polícia ou pagar multas de trânsito, por exemplo. O projeto também visa o ano de 2030, quando devem formar até um quarto da força policial da cidade.

Parece coisa de ficção-científica, mas, em Dubai, essas coisas são possíveis. Por exemplo, eles têm os melhores e mais velozes carros de polícia do mundo…

 

 

 

 

Fontes:

Galileu

Hooversurf

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Quem matou Dana de Teffé?

Desaparecida em 1961, a socialite Dana de Teffé foi vista pela última vez entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo. Principal suspeito de tê-la matado, ele contou três histórias diferentes.

Desaparecida em 1961, a socialite Dana de Teffé foi vista pela última vez entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo. Principal suspeito de tê-la matado, ele contou três histórias diferentes

Parece enredo de novela… Eu era criança quando essa história estava em todas as revistas e jornais da época. Um caso rumoroso e que eu, ainda pequeno, não entendia muito bem. Só sabia que uma mulher rica e bonita tinha sumido.

O que teria acontecido à socialite Dana de Teffé? Ela foi vista pela última vez na noite de 29 de junho de 1961, entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo.

Linda, poliglota – falava seis línguas – rica e bem relacionada, tinha então 48 anos. Heitor, 38. Nascida na antiga Tchecoslováquia, ela fugiu para a Itália aos 15 anos, depois de perder os pais e a irmã na Segunda Guerra Mundial. Lá, tornou-se amante do tenente-coronel Ettore Muti, morto em um atentado durante um passeio dos dois pelas cercanias de Roma. Logo, ela migrou para a Espanha e, em 1944, casou-se com o dentista Umberto Dias. Quatro anos depois, trocou a Espanha pelo México e conheceu seu terceiro marido, o jornalista Carlos Denegri. Em outubro de 1951, já separada dele, veio para o Brasil. Desembarcou na alta sociedade carioca, onde, em um jantar de gala, foi apresentada ao diplomata brasileiro Manuel de Teffé Von Hoonholtz – sobrinho do Barão de Teffé -, de família muito rica, por quem se apaixonou instantaneamente. Contando com Ettore Muti, que se separou da mulher para ficar com ela, era seu quarto casamento. Os dois ficaram casados até 1961.

Para cuidar da papelada do desquite (ainda não existia divórcio no Brasil), constituíram um escritório de advocacia. O advogado responsável pela parte de Dana na divisão de bens era Leopoldo Heitor…

O advogado do Diabo

Famoso por motivos não necessariamente dignificantes, Heitor era uma figura polêmica. Na primeira vez em que seu nome surgiu no noticiário policial, estava atrelado ao rumoroso crime da ladeira do Sacopã, no Humaitá, zona sul do Rio.

O Advogado do Diabo, Leopoldo Heitor

No dia 6 de abril de 1952, o bancário Afrânio Arsênio de Lemos foi encontrado morto com três tiros dentro de seu Citroën preto. A polícia recolheu no local um retrato de Marina de Andrade Costa, namorada do tenente da FAB Alberto Bandeira.

Marina Costa
Marina Costa

Várias versões foram levantadas para explicar o caso, que a essa altura havia ganhado enorme projeção na mídia. Leopoldo Heitor, que adorava um holofote, apareceu na delegacia dizendo que um cliente seu era testemunha ocular do crime. Depois de algum suspense, trouxe para depor um suposto amigo da vítima, chamado Walton Avancini. O depoente contou uma história cheia de voltas, que juntava um pouco de tudo o que já havia se especulado na mídia, e terminava por incriminar o tenente Bandeira.

Graças a Avancini e a uma série de outras testemunhas de ocasião, Bandeira acabou sendo condenado a 15 anos de prisão, em um processo considerado anos mais tarde ilegítimo pelo Supremo Tribunal Federal (Bandeira já havia cumprido sete anos de prisão e deixado a cadeia). Leopoldo Heitor ganhou a alcunha de “advogado do diabo”. Em 1957, voltou às manchetes por envolvimento na falsificação de um cheque de 18 milhões de cruzeiros. Acuado, ele fugiu com a mulher para a Argentina e ficou lá até 1960, quando a sentença já havia sido revogada.

As vidas se cruzam

Por todo esse histórico, os amigos de Dana de Teffé recomendaram muita prudência quando perceberam que Leopoldo Heitor se aproximava cada vez mais dela. Um dia, Heitor disse à cliente que havia arrumado para ela um posto de representante para a América Latina da empresa Olivetti, de máquinas de escrever. Dana acreditava que seu dinheiro não duraria para sempre e por isso queria arranjar um emprego. Heitor explicou que a sede da empresa era em São Paulo, e a convenceu a fazer a viagem de carro.

Os dois partiram às 22h daquele 29 de junho. Nunca mais encontraram nem mesmo seu corpo.

Heitor apareceu dias depois, com um ferimento na perna, e contou a primeira de três versões para explicar o sumiço de sua acompanhante. Disse que assim que chegaram a São Paulo, um “senhor distinto” aproximou-se deles em um restaurante, falando outro idioma, e disse a ela que sua mãe havia sobrevivido e estava em um asilo na Tchecoslováquia. Aos prantos, Dana teria decidido embarcar imediatamente para Praga.  Quando Heitor ponderou: “Mas você vai precisar de dinheiro”, ela teria escrito uma carta-procuração dando a ele poderes para vender seu apartamento e joias… O advogado ainda calculara que seria preciso “uma boa reserva para tirar a mãe do asilo”. O ferimento na perna, segundo ele, fora causado por “fogos de artifícios que amigos de meus filhos soltaram”.

Em uma segunda versão, Heitor afirmou que havia tido problemas com o carro e, ao parar para verificar o que era, foi assaltado. Depois de travar um tiroteio com o bandido, percebeu que Dana havia sido atingida. Pensou em levá-la para um hospital em Barra do Piraí, no interior fluminense, mas no caminho viu que ela já estava morta. Com receio de ser acusado de assassinato, procurou um amigo para ajudá-lo no sepultamento do cadáver. Quem era? Ele não podia dizer. Onde o corpo foi sepultado? Só o amigo sabia.

Uma terceira versão, que ele sustentou até o último dos quatro julgamentos a que foi submetido entre 1963 e 1971, dava conta de que Dana havia sido sequestrada por um grupo de nazistas (mais de 15 anos depois da guerra!) ou comunistas tchecos. Eram “homens altos, louros e fortes”. “Minha tese é a de sempre, que Dana foi sequestrada e levada para fora do Brasil”, disse ele, em 1999, para um programa da TV Globo. “Quem conta três verdades, não conta nenhuma”, sustentava o promotor José Ivanir Gussem.

Minha Casa, Sua Vida

Dois meses depois do sumiço de Dana, Leopoldo Heitor mudou-se com a mulher, Verinha, e os dois filhos para o apartamento dela. A promotoria o acusou de ter transformado um ponto em vírgula, ao fim da procuração assinada por Dana, e acrescentado que ele tinha direito a vender, alugar e receber todos os bens dela. Nove meses depois, o advogado já havia embolsado mais de 25 milhões de cruzeiros da vítima, ou o equivalente a mais de R$ 1 milhão, em valores atualizados.

Tudo indicava que Leopoldo Heitor havia matado Dana de Teffé para ficar com o dinheiro dela. As histórias dele não se confirmavam. A Olivetti desmentiu que o cargo de representante para a América Latina estivesse vago e também que o nome de Dana tinha sido cogitado para ocupá-lo. Tampouco havia registros da saída da tcheca do Brasil, de acordo com investigações feitas no consulado, nas companhias aéreas e na polícia marítima. A promotoria questionava como Dana poderia deixar o país, se seu passaporte estava entre os documentos reunidos no processo. Segundo Heitor, sua cliente deixara o Brasil com um passaporte falso.

Nessa versão, Dana havia ligado de fora e, apesar de ter pedido para não comentar o telefonema com ninguém, ele contratara um “escritório internacional” e descobrira que ela estava em Praga.

Dana de Teffé
Dana de Teffé

Todos os indícios apontavam para Leopoldo Heitor como o criminoso.  Preso em 31 de março de 1962, sob a acusação de homicídio e ocultação de cadáver, ele fugiu em 4 de outubro do mesmo ano. Capturado dez dias depois no Mato Grosso, Heitor foi julgado em fevereiro de 1963 e condenado a 35 anos de cadeia, dos quais cumpriu oito. Em dezembro de 1964, mesmo preso, o Tribunal de Justiça do Rio anulou a sentença do juiz Ulysses Salgado, e o réu foi a novo julgamento. Embora tudo indicasse que ele havia dado sumiço no corpo, e não houvesse nenhum outro suspeito, o advogado foi absolvido em mais três julgamentos.

O júri foi convocado em Rio Claro, interior de São Paulo, onde o réu tinha um sítio e era considerado por todos um advogado sempre disposto a ajudar os mais carentes. No tribunal Leopoldo Heitor assumiu sua própria defesa. O júri foi anulado porque a imprensa conseguiu entrar na sala onde jurados e o juiz decidiriam a sentença. Em outros dois julgamentos na mesma cidade, o último em 1971, Heitor foi absolvido.

O promotor Gussem afirmou tempos mais tarde que “em Rio Claro, ninguém ganharia aquele júri”. Alguns jurados que nunca tinham saído da cidade disseram décadas depois que não tinham ideia de quem fosse Dana de Teffé. Um deles chegou a afirmar que “estava querendo que aquilo acabasse logo, não entendia nada do que se passava”. Por falta de provas materiais, o Supremo Tribunal de Justiça não autorizou a reabertura do processo.

Em 1981, o crime prescreveu.

Depois de sair da cadeia, Leopoldo Heitor ainda se casou duas vezes. Ao morrer, em 2001, com 78 anos, deixou dez filhos e um mistério que jamais será resolvido.

Quem matou Dana de Teffé?

 

 

 

 

 

Fontes:

O Globo

Paulo Sampaio, Revista J.P de agosto

 

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Como vive a família de Pablo Escobar hoje em dia?

Pablo Escobar, um dos mais poderosos “drug lords” de todos os tempos

A Netflix lançou recentemente a segunda temporada de seu seriado de enorme sucesso, “Narcos”, no qual Wagner Moura faz (e muito bem!) o papel do traficante colombiano Pablo Escobar. Para quem ainda não tem Netflix, esclareço que a série conta a história da propagação da cocaína nos Estados Unidos e na Europa, graças à droga do Cartel de Medellín, liderado por Pablo Escobar, enquanto dois agentes da DEA (Drug Enforcement Administration dos Estados Unidos) estão liderando uma missão para capturar e, consequentemente, matar o chefão das drogas.

É uma série de ação, e não um documentário, e por isso eles dramatizaram alguns episódios, criaram alguns personagens e “adaptaram” alguns momentos da vida de personagens reais, tudo em nome da liberdade artística. Foi exatamente por essa “liberdade artística” que, apesar dos elogios de público e crítica no mundo inteiro, certos historiadores apontaram erros factuais.

Por exemplo, entre os dias  6 e 7 de novembro de 1985, mais de cem pessoas, entre elas a cúpula da Suprema Corte, morreram quando o grupo guerrilheiro M19 invadiu o Palácio de Justiça em Bogotá. Em “Narcos”, a invasão ocorre a pedido e é financiada pelo dinheiro de Escobar, que quer destruir provas contra ele guardadas no local.

Mas esta versão, apesar de ter sido aventada na época e constar no livro do ex-líder paramilitar Carlos Castaño, não é comprovada.

A invasão do Palácio da Justiça da Colômbia.

O Tribunal Especial que investigou o atentado concluiu que “o M19 atuou sozinho”. Essa revelação foi uma surpresa, porque a versão mais corrente é a de que o grupo tinha apoio financeiro de Escobar. Segundo essa versão, e que provavelmente inspirou os roteiristas da série,  a ação do M19 tinha, oficialmente, o objetivo de punir o presidente Belisario Betancur, que consideravam um traidor das negociações de paz.

Wagner Moura dá um show como o líder do narcotráfico.
Wagner Moura dá um show como o líder do narcotráfico.

Outro que apontou inverdades foi o filho de Escobar, Juan Sebastian Marroquín Santos, que adotou esse nome depois da morte do pai. Ele vive reclamando, dizendo que o pai não foi tudo aquilo que a série mostra… Embora fosse criança quando tudo aconteceu, e essa imagem idealizada do pai talvez seja resultado disso.

Por falar na família, eles estão vivos e por aí. Veja só:

Mesmo tendo sido morto em dezembro de 1993 por forças policiais, com o auxílio do governo norte-americano, a família de Pablo Escobar ainda carrega um carga emocional extremamente densa, por conta desse sobrenome. Afinal, Escobar arquitetou e organizou simplesmente o maior cartel de drogas do mundo, o que lhe rendeu poder e muito (muito dinheiro). Escobar chegou a ser considerado, em 1989, o sétimo homem mais rico de todo o mundo, com um patrimônio estimado em US$ 25 bilhões!

Mas, depois que foi capturado e eliminado, todo esse dinheiro ficou nas mãos do cartel de Cali, concorrente do cartel de Medellín, ou com as autoridades. O agravante, na minha opinião, é que os filhos dele tinham então 9 e 14 anos…

Após a morte de Escobar, a família se mudou para a Argentina, que lhes concedeu asilo, e autorizou que eles tivessem novas identidades, para maior segurança. Mais de 20 anos se passaram e a identidade deles foi colocada em evidência novamente.

A esposa
A esposa

Maria Isabel Santos Caballero (a nova identidade de Maria Victoria Henao Vellejo) teve a árdua missão de esconder sua identidade e de seus filhos, além de ter batalhado por um grande período de tempo em busca de asilo, finalmente concedido para eles poderem viver em Buenos Aires.

Ela conheceu o chefe do narcotráfico quando tinha apenas 13 anos, enquanto ele estava com 24. Logo começaram a namorar, casaram-se quando ela fez 15 anos e viveram uma vida de luxo, perigos e ostentação. Mas a vida de Tata, apelido de Maria Victoria, após a morte do marido, é cheia de zonas cinzentas, com fatos ainda meio obscuros.

O que se sabe é que, desde 1993,  ela temia que o grupo paramilitar Los Pepes atentasse contra os familiares. E foi então que uma via-crucis começou: eles queriam ir para os Estados Unidos, mas não puderam sair do país. Finalmente, quase um ano depois, se mudaram para a Costa Rica, mas o governo os convidou a ir embora. As autoridades colombianas voltam a proteger a família, depois que um atentado contra a viúva e os filhos não teve sucesso.

Finalmente, em 1995, eles apareceram na Argentina já com nova identidade, e pouco a pouco se descobriu com que dinheiro eles viviam por lá.

Em 1995 ainda, ela conheceu um contador e, no ano seguinte, Tata comprou um belo imóvel em Buenos Aires… Em 1997, esse contador descobriu a identidade real da família e começou a extorqui-los. E tudo começou a se enrolar novamente… A viúva entrou com uma ação judicial contra o contador, acusando-o de tê-la roubado, e também contra o governo colombiano, pleiteando a herança de Escobar (pelos bens que não estavam em nome dele, como, por exemplo, um luxuoso edifício no bairro mais nobre de Bogotá)!

A confusão aumentou. No final de 1999, ela e seu filho foram presos, acusados de lavagem de dinheiro. Sua fortuna então era estimada em mais de 1 milhão de dólares. O que se dizia na ocasião é que, no luxuoso apartamento de cobertura onde viviam, tendo 4 empregadas à disposição, eles coordenavam a lavagem de dinheiro da droga que vinha do Uruguai. E, com o dinheiro arrecadado, compravam e vendiam imóveis.

Tudo veio à público por causa do processo contra o contador (e amante) de Maria Victoria. A senhora alegava ter uma renda de 5.000 dólares como designer de moda e que cada filho recebia uma mesada de pouco mais de 500 dólares. Mas, então, de onde vinha todo o dinheiro para sustentar sua vida luxuosa na capital argentina? Ela justificava que vinha da família, de uma herança do pai e da ajuda de amigos.

O fato é que, dois anos depois, eles foram absolvidos da acusação de lavagem de dinheiro por falta de provas…

Juan Sebastian Marroquín Santos (Juan Pablo Escobar Henao) herdou nitidamente as características físicas do pai. Entretanto, pessoas próximas ao arquiteto Juan disseram que o filho mais velho de Pablo Escobar é extremamente pacifista, por mais que ele assuma veementemente a admiração franca que sentia pelo pai narcotraficante.

Hoje ele está casado, é pai de uma filha e, mesmo ainda muitas vezes alegando que os malfeitos paternos foram exagerados pela mídia e por seus detratores, ele produziu e lançou um filme sobre o ex-barão do tráfico chamado “Pecados de mi Padre”, em parceria com a mãe e duas vítimas diretas dos assassinatos cometidos por Escobar, promovendo assim uma reconciliação com o passado.

Juan Pablo e Pablo Escobar.

Juana Manuela Marroquín (Manuela Escobar Henao) era a queridinha do pai. Pablo Escobar adorava Manuela, e fazia tudo para atender aos sonhos dela. Quando a menina tinha 2 ou 3 anos, perguntou se unicórnios existiam, porque queria um. Como o barão não teve como comprá-lo, simplesmente mandou que o fizessem! Um dos asseclas pegou um dos cavalos da fazenda gigantesca de Escobar e costurou um chifre de vaca na sua testa. A menina adorou, e nem percebeu que, dias mas tarde, o animal morreu por causa de uma infecção causada por aquela cirurgia improvisada.

Manuela tem hoje 31 anos, e sua vida depois que o pai foi morto permanece uma incógnita. Ela teve uma vida tranquila na Argentina graças ao anonimato, fez amigos em um colégio em Buenos Aires e até tomava ônibus para ir à escola, algo muito diferente do que podia fazer na Colômbia, onde vivia cercada de seguranças.

Manuela tinha muito talento para cantar, e o Secretário de Cultura de Buenos Aires inclusive a convidou para participar do coral que ele dirigia. Mas, quando em 1999 tornou-se público que eles eram a família do barão da droga, esse sonho se desfez. A mãe e o irmão foram presos e ela, por ser menor de idade, ficou em liberdade. Mas o golpe foi tão duro que Manuela não quis mais sair de casa e abandonou o colégio. Passou a ter aulas com professores particulares no apartamento onde morava , como quando era criança e Escobar a mantinha em um bunker para protegê-la.

Manuela foi a que mais sofreu quando descobriu de quem era filha. O sobrenome Escobar tem sido, durante décadas, como uma letra escarlate em sua testa, refletindo toda a dor e a crueldade do Cartel de Medellín.

Ela acreditava que seu pai fosse uma espécie de super-herói do bem, o melhor homem do mundo. A cada dente de leite que caía, Escobar deixava sacos com milhares de dólares debaixo do travesseiro da filha. Com 5 anos de idade, Manuela tinha tanto dinheiro que pensou ter ganho seis vezes o maior prêmio da loteria… O pai a fazia crer que a menina possuía poderes mágicos…

Em uma entrevista para a revista argentina Don Juan, seu irmão, Juan Sebastian hoje, conta que o amor de Pablo pela filha era tanto que um dia queimou dois milhões de dólares para evitar que a menina morresse. “Em uma ocasião”, diz ele, “a família ficou encurralada em uma casa de fazenda em uma das montanhas que cercam Medellín, e a região estava isolada pela polícia. Eles tinham fugido sem provisões e o frio estava causando um forte impacto em todos. Ao amanhecer, a hipotermia começou a afetar Manuela. Tudo que eles tinham em casa eram sacos com dois milhões de dólares e meu pai decidiu fazer uma fogueira com eles para evitar que congelássemos”. (esse fato é retratado em um dos episódios de “Narcos”).

Manuela também adorava o pai. Rumores dão conta que, logo que foi morar com a mãe e o irmão na Argentina, ela costumava dormir com uma camisa igual a que Escobar usava no dia em que foi morto, e que mantinha um chumaço de sua barba debaixo do travesseiro.

Se isso é verdade ou não, ninguém sabe. O que se diz é que, assim que ela descobriu tudo o que o pai fez, caiu em uma depressão profunda que a teria levado a uma tentativa de suicídio. Enquanto o irmão agora é uma figura pública e até mesmo escreveu um livro sobre sua vida, Juana Manuela quer viver, tanto quanto possível, longe dos holofotes.

A foto que aparece logo acima, com o irmão e a mãe, é a única imagem disponível atualmente daquela menina que, um dia, ganhou um unicórnio do pai.

 

 

 

 

 

 

 

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Os criminosos mais estúpidos do mundo

Qual é o limite para a estupidez humana?

A pergunta talvez possa ser respondida por dois britânicos condenados à prisão recentemente. Benjamin Robinson e Daniel Hutchinson foram presos após tirarem selfies roubando milhares de libras de máquinas caça-níqueis.

O caso aconteceu na cidade de Skegness, no leste da Inglaterra.

Esses dois idiotas não são os únicos, porém. Se você se der ao trabalho de verificar em jornais e sites do mundo todo, vai descobrir que há muitos outros tão… Er… Digamos, descuidados.

Confira:

5x300

Andrew Hennels acabou preso após se gabar de ter roubado um supermercado em sua conta pessoal no Facebook.

Ele usou a rede social para escrever um post que incluía uma selfie, uma foto de uma faca e a frase: “Roubei. Tesco. Fim”.

A polícia o prendeu 15 minutos depois com uma faca e 410 libras (R$ 2.050,00) roubadas de uma filial da rede de supermercados britânica Tesco. Ele foi condenado a quatro anos de prisão em abril do ano passado.

Não, a foto acima não é de um bandido, mas da vítima. Sim, isso mesmo.

Dois turistas galeses foram julgados em 2012 depois de ficarem bêbados e roubarem um pinguim chamado “Dirk” do parque Sea World na Austrália.

Rhys Owen Jones, de 21 anos, e Keri Mules, de 20 anos, invadiram o parque, nadaram junto com os golfinhos e acionaram um extintor de incêndio no tanque dos tubarões, antes de sequestrar o animal.

Quando os dois acordaram – de ressaca e com o pinguim em seu apartamento- decidiram alimentá-lo e colocá-lo debaixo do chuveiro.

Em seguida, Jones e Mules foram libertar Dirk em um canal, mas a polícia viu tudo. Um juiz multou os dois jovens em mil dólares australianos (R$ 2.780) cada um, e sugeriu que eles bebessem “menos vodca”.

O pinguim foi resgatado e devolvido ao Sea World sem ferimentos.

Viu a foto acima? Pois bem, escute só… Um homem acusado de ter cometido um incêndio criminoso e atos de vandalismo enviou uma selfie às autoridades de Ohio, nos Estados Unidos, pois achou que a foto divulgada pela polícia não fazia jus à realidade.

Donald “Chip” Pugh enviou um SMS à polícia com uma nova foto. Esta:

Na mensagem, ele dizia: “Aqui está uma foto melhor porque a que vocês usaram está horrível”. Ele afirmou a uma emissora de rádio local: “Eles (policiais) acabaram comigo. Divulgaram uma foto minha em que eu parecia um James Brown foragido. Não aguentei”.

Christopher Badman usou uma sacola na cabeça como disfarce quando assaltou um hotel durante a convenção anual em homenagem ao Elvis Presley, em Porthcawl, na Inglaterra.

Mas sua identidade foi rapidamente revelada quando ele tirou a sacola da cabeça. Provavelmente para enxergar por onde andava…

Mas não pense que só os gringos são tapados, porque por aqui, no Brasil, temos também bons exemplos.

O sujeito acima foi preso depois de roubar uma TV de uma loja, no Paraná, e voltar à cena do crime logo depois para ir buscar o controle remoto…

No Ceará, outro “esperto”arrombou uma igreja evangélica e roubou a urna com os pedidos dos crentes, achando que estivesse com dinheiro.

Em Uberlândia, Minas Gerais, dois tapados assaltaram uma ONG e levaram doze latas de tinta. Uma delas estava vazando, os ladrões não perceberam e bastou à polícia seguir as pegadas até o esconderijo.

Para encerrar a nossa galeria de bandidos trapalhões, há este vídeo de um ladrãozinho em Perth, na Austrália, que roubou a bolsa de uma senhora num shopping e deu de cara com algo inesperado…

 

 

 

 

 

 

 

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Quem matou o papa João Paulo l?

Outro dia, assisti pela enésima vez a obra-prima de Francis Ford Coppola, “O Poderoso Chefão”.

hj9r7   É uma obra densa, brilhante, onde tudo se combina perfeitamente numa química raramente conseguida: atores, roteiro, direção, cenografia, trilha sonora, cenários e locações… Mas o ponto aqui não é falar sobre os filmes, e sim sobre um evento retratado na parte 3 da saga e que mostra o assassinato do Papa. Para quem não se lembra do que aconteceu, farei um breve resumo:

No filme, o cardeal Lamberto é eleito o novo pontífice com o nome de João Paulo I, e imediatamente ordena uma investigação nas atividades do Banco do Vaticano, além de exigir uma reunião com o diretor executivo do Banco. Esse homem e outros envolvidos em corrupção e desvio de dinheiro, como o cardeal Lucchesi, tramam a morte do novo Para, envenenando seu chá.

Raf Vallone como o Cardeal Lamberto em
Raf Vallone como o Cardeal Lamberto em “O Poderoso Chefão III”

A inspiração para essa sequência veio das inúmeras teorias da conspiração que cercaram a morte súbita do verdadeiro Papa João Paulo I, Albino Luciani. Assim como no filme, Luciani foi descoberto morto em sua cama em 1978, apenas 33 dias depois de sua eleição para o pontificado. A mais recorrente dessas teorias era aquela que garantia que ele havia sido morto por planejar investigar e reformar a estrutura do Banco do Vaticano…

Pois bem, isso me voltou à mente por conta das recentes manifestações no Papa Francisco, entre elas a sua intenção de reformar diversas instituições do Vaticano e sua mensagem para a Cúria, acusando os cardeais de sofrerem de “Alzheimer espiritual”, dentre outras “doenças”. Fiquei pensando: “E se o Papa Chico for vítima de uma conspiração? Afinal, ele está mexendo num vespeiro, como fez seu antecessor…”

Fui investigar a teoria conspiratória mais difundida sobre a morte de João Paulo I, a do envenenamento, imaginando que seria mais parecida com um roteiro rocambolesco de “Arquivo X”, mas ela, de fato, parece bem fundamentada. Vejam o que apurei:

João Paulo I
João Paulo I

A “pergunta que não quer calar” desde a morte daquele homem de 65 anos é: que interesses esse Papa teria ameaçado contrariar?

Segundo os adeptos da teoria conspiratória, Albino Luciani teria sido eleito pelos conservadores da Cúria simplesmente para cumprir ordens dos poderosos cardeais. Mas, ao demonstrar carisma, liderança e, principalmente, disposição para reformar os quadros e interferir no comando do Banco do Vaticano, teria despertado o receio desse grupo de prelados.

O diretor executivo do Banco do Vaticano, Paul Marcinkus, seria um dos primeiros prejudicados por João Paulo I. Sua exoneração traria à tona extensas negociatas com a Máfia Italiana e a Maçonaria. Marcinkus era notoriamente próximo do presidente do Banco Ambrosiano de Milão, Roberto Calvi, que por sua vez era amigo do advogado e financista siciliano Michele Sindona. Os três mantinham relações com Lício Gelli, outro financista que controlava a loja maçônica P2, a qual teria se infiltrado no Vaticano.

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Os poderosos chefões que comandavam a grana do Vaticano, da esquerda para a direita em sentido horário: Licio Gelli, Roberto Calvi, Marcinkus e Michele Sindona. “A Igreja não se governa com ave-marias”, afirmou um dia Paul Marcinkus. Envolvido no escândalo do Banco Ambrosiano, que era ligado às finanças do Vaticano, Marcinkus morreu em 2006 de causas naturais, aos 84 anos de idade. O escândalo em que se envolveu causou um prejuízo de 1 bilhão de dólares pela quebra do Banco Ambrosiano de Milão, ocorrida em agosto de 1982, quando o banco foi declarado insolvente pelo governo italiano, após terem descoberto esse rombo gigante. O Vaticano possuía 16% do capital do Ambrosiano. As investigações da falência do banco trouxeram à tona outras operações nebulosas, pagamentos obscuros à loja maçônica P2 e, aparentemente, desvio de fundos para uso particular. Dois outros envolvidos no escândalo foram assassinados: Michele Sindona e Roberto Calvi. Michele Sindona, apelidado de “banqueiro da Máfia”, foi envenenado na prisão, ao tomar o café da manhã e apesar de ter cela individual e vigiada 24 horas. Roberto Calvi apareceu enforcado numa ponte sobre o Tâmisa. Descobriu-se depois que ele já estava morto e o enforcamento era simulação. Quando da quebra fraudulenta do Banco Ambrosiano, Marcinkus só não foi preso pela Justiça italiana pois tinha imunidade eclesiástica (isso não lembra a imunidade de nossos parlamentares?).  Quanto a Licio Gelli – que foi informante da Gestapo na II Guerra Mundial – está com 95 anos e em prisão domiciliar em sua villa na Toscana…

Existem diversas contradições que envolvem a morte do Papa e que até hoje não foram esclarecidas.  A mais intrigante é sobre o horário em que um carro do Vaticano apanhou em suas casas os embalsamadores Renato e Ernesto Signoracci: às 5h da manhã. Acontece que há duas versões oficiais sobre o horário em que o corpo foi encontrado: uma, às 5h30. Outra, às 4h30. A causa oficial da morte também nunca foi esclarecida. Segundo alegou o Vaticano, as leis canônicas impediam que a autópsia fosse realizada.

A versão oficial da Igreja diz que o corpo do Papa teria sido encontrado pela freira Vincenza, que o servia havia 18 anos e que sempre lhe deixava o café todas as manhãs. Naquele fatídico dia, no entanto, ela ficara espantada com o fato de o Papa não ter respondido ao seu “Buongiorno, Santo Padre” (Bom-dia, Santo Pai); desde os tempos de padre em Veneza, ele nunca dormira além do horário. Notando uma luz acesa por trás da porta, ela entrou nos aposentos do Papa e encontrou-o de pijama, morto na cama, com expressão agonizante. Seus pertences pessoais foram de imediato removidos pelo cardeal Jean Villot,  então secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo, e que também estaria envolvido nos escândalos do Banco. Entre esses pertences que sumiram, estavam as sandálias, supostamente manchadas com vômito – um sintoma de envenenamento.

O Camerlengo com o Papa. Aquele tirando o solidéu e sorrindo, não sei quem é…

A digitalina (veneno extraído da planta com o mesmo nome) é citada como a droga usada para pôr fim ao pontificado de João Paulo I. Essa toxina demora algumas horas para fazer efeito e uma dose mínima, acrescentada à comida ou à bebida do papa, passaria despercebida e seria suficiente para levar ao óbito. E teria sido muito fácil, para alguém que conhecesse os acessos à cidade do Vaticano, penetrar nos aposentos papais e cometer um crime dessa natureza.

Segundo o Vaticano, a morte do papa estaria “possivelmente associada com infarto do miocárdio”. Para alguns, João Paulo I teria sido vítima das terríveis pressões características de seu cargo, e que não tendo como suportá-las, veio a perecer. De todo modo, o camerlengo é o principal suspeito de ter cometido o envenenamento. Ou, pelo menos, de ter acobertado o suposto crime. Segundo investigações posteriores, os passos do cardeal Jean Villot nas horas que se seguiram à morte de João Paulo I foram altamente suspeitos.

Jean Villot morreu de causas naturais em Roma, em 1979.
Jean Villot morreu de causas naturais em Roma, em 1979.

Como foi dito acima, diversos objetos pessoais do Papa sumiram, levados por Villot. Mais tarde, um Dr. Buzzonati (não o Professor Fontana, chefe do serviço médico do Vaticano) chegou e confirmou a morte, sem fornecer um atestado de óbito. O Dr. Buzzonati atribuiu a morte a um infarto agudo do miocárdio (ataque de coração). Por volta das 6 e meia da manhã, uma hora e meia depois dos embalsamadores chegarem, Villot começou a dar a notícia aos demais cardeais.

Villot fez os acertos para que o embalsamamento se fizesse naquela manhã, e insistiu que nada de sangue fosse drenado do corpo, e nenhum dos órgãos, tampouco, deveria ser removido. Sabe-se que uma pequena quantidade de sangue teria sido mais do que suficiente para que um perito médico estabelecesse a presença de qualquer substância venenosa…

No final daquela manhã, o apartamento do Papa estava limpo e todas as roupas, anotações e cartas foram levados.

Como as alegações e suspeitas de assassinato chamaram a atenção mundial, a Cúria iniciou uma campanha contra essas acusações, e a justificativa era de dar apoio às declarações de Villot, que foram:

O que ocorreu foi um trágico acidente. O Papa inadvertidamente tomou uma overdose de seu medicamento. Se fosse feita uma autópsia, obviamente seria indicada esta fatal overdose. Ninguém acreditou que sua santidade não o havia feito acidentalmente. Alguns alegaram suicídio, por conta das pressões do papado. Concordou-se que não haveria uma autópsia, pelas leis canônicas.”

Assim, o álibi do Cardeal Villot foi que o Papa João Paulo I tomou uma overdose de seu próprio medicamento para pressão arterial (Effortil). Esse álibi intencionalmente deu lugar à especulação de suicídio, tirando a atenção da suposta verdadeira causa da morte de João Paulo I: haver sido envenenado por um membro da Secretaria de Estado (departamento do Cardeal Villot).

O que há por trás dos muros do Vaticano?

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Polícia de Dubai vai usar Google Glass para combater o crime

Dubai, moderna que é, vai usar disponibilizar o Google Glass aos seus detetives para ajudar a combater o crime com a tecnologia de reconhecimento facial. Um representante da polícia disse ao jornal “7 Days”, de Dubai, que foi desenvolvido um software para o Google Glass que permite ao policial se conectar com o banco de dados de pessoas procuradas. Funciona assim: uma vez que os óculos tecnológicos identificam um suspeito com escaneamento facial, as informações são cruzadas e o policial é logo alertado.

O gadget do Google será usado pela primeira vez pela polícia do país dos Emirados Árabes para combater a violência no trânsito e rastrear veículos envolvidos em infrações. Na segunda fase, a tecnologia será aplicada nas ações envolvendo detetives em suas investigações policiais.

Dubai Police to use Google Glass

Em resumo, vai ficar cada vez mais difícil escapar dos carrões e dos policiais tecnológicos!