A música faz milagres todos os dias

E quando isso acontece num programa de calouros muito popular na TV, é instantaneamente divulgado no mundo todo pelas redes sociais. A surpresa da vez é uma garotinha de 9 anos de idade que canta a ária “O Mio Babbino Caro”(Meu Querido Papai) com uma voz surpreendente, deixando a todos de boca aberta – literalmente – no estúdio da TV que exibia “Holland’s Got Talent”, uma espécie de “ìdolos” ou aquele “Voice Brasil” ou algo assim da TV Globo.

“O Mio Babbino Caro” é de uma ópera de Giacomo Puccini, compositor italiano cujas árias, como “O Mio Babbino Caro”, ou “Nessun Dorma”, de Turandot, tornaram-se parte da cultura popular. Suas óperas estão entre as mais interpretadas hoje em dia, como “Madame Butterfly”, “Tosca” e a própria “Turandot”.

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Giacomo Puccini

A ária que a menina canta no programa de TV foi feita especialmente para a voz feminina e foi imortalizada ao ser interpretada por Maria Callas e depois, por Montserrat Caballé, considerada hoje uma das grandes sopranos mundiais – e que ficou famosa ao gravar o álbum Barcelona com Freedie Mercury do Queen. E essa ária aparece no filme “Mr. Bean sai de Férias”, quando ele e o menino que procura o pai estão sem dinheiro e fazem uma encenação numa praça.

Uma das mais populares sopranos atuais é Sarah Brightman, que também interpretou “O Mio Babbino Caro” num show ao vivo há alguns anos.

Ela é mundialmente famosa e já vendeu mais de 30 milhões de cópias de seus álbuns e DVDs. Canta em várias línguas e já se apresentou ao lado dos maiores nomes da música, como Andrea Bocelli, Plácido Domingo e Josep Carreras. Ou seja, é supertalentosa, tem uma longa carreira e é muito experiente.

Então, depois de ter ouvido a grande estrela cantar a ária, compare com o que a menininha fez, com apenas 9 anos e supernervosa por estar na frente de tanta gente:

E então, a música não faz milagres, ao fazer desabrochar um anjo cantante como esse?

 

 

 

 

Como você sobreviveu até hoje?

Outro dia recebi uma mensagem que fazia a pergunta do título, que era mais ou menos assim: ” Se você nasceu antes de 1985, como sobreviveu até hoje?” e fiquei refletindo como as coisas mudaram em tão pouco tempo. Vejam só:

Os carros não tinham cinto de segurança, apoio de cabeça e nem air-bag:

A gente andava de bicicleta para lá e para cá sem capacetes, joelheiras e nem cotoveleiras…

Bebíamos água de torneira ou de uma mangueira, e não de garrafinhas pet…

Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã, e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada podiam tentar bater recordes de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham “economizado“ a sola dos sapatos, que eram usados como freios…E estavam descalços…

A gente brincava na rua, com a condição de voltar pra casa antes de escurecer… Não havia celular e nossos pais nem sabiam por onde a gente andava! Incrível!

Nada de Playstations, Nintendo, X-Box, video games, internet, dolby surround, celular, computador, redes sociais… Só amigos…

É mesmo, como sobrevivemos até hoje sem nada disso? E com tanta liberdade, aprendendo praticamente sozinhos a nos virar com nossos deveres, com nossos fracassos e sucessos? Mistééériooo…