Fotos geniais de objetos do cotidiano

Quando você mantém um olhar que enxerga além do óbvio, sem censura – como o das crianças – percebe que sua criatividade vai longe. Há quem consiga fazer isso como adultos, e as fotos abaixo, mostradas no site francês Daily Geek Show, comprova a afirmação.

São objetos do cotidiano capturados sob ângulos inovadores e muito bem-humorados. Confira.

 

 

 

 

 

Fonte:

playground-inovacao.com.br

 

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Quantas vezes você pode usar a mesma roupa de cama?

Não faz muito tempo, falei sobre um tema que sempre me deixou curioso, quantas vezes a gente pode usar a mesma toalha de banho. Foi aqui.

Bem, continuando a série “tudo aquilo que você sempre quis perguntar, mas nunca teve a quem fazer isso”, hoje vou falar sobre as roupas de cama.

Sabe a cobra, que troca de pele? Pois bem, a gente também faz isso. O tempo todo. As células mortas ficam na roupa de cama. E isso é um banquete para micro-organismos, e também para aqueles seres bem conhecidos do povo que sofre de alergia, os ácaros.

(pensei em colocar aqui uma imagem desses ácaros, mas achei melhor não… Parecem monstros de filme japonês…)

Esses micro-aracnídeos se escondem justamente nos colchões e travesseiros. “O que mais vamos encontrar em nossas roupas de cama são os ácaros”, explica Ralcyon Teixeira, infectologista do Hospital Emílio Ribas. “Eles vão se acumulando dentro do colchão e do travesseiro, que são feitos de fibras naturais ou semi-sintéticas.”

Troca semanal

Os especialistas concordam que não há um tempo máximo ou mínimo ideal para se trocar a roupa de cama, o que vale é o bom senso. “Pensando nos ácaros, o ideal é trocar semanalmente. Quanto menos ácaros, menores serão os problemas com rinite alérgica, asma e alergias de pele”, diz Teixeira. “Um ambiente sempre arejado também é recomendado.”

No caso dos cobertores e edredons, basta lavar no início e ao final da estação de uso, explica a microbiologista Maria Teresa Destro. “Durante o uso, eles devem ser colocados para tomar ar pelo menos uma vez por semana.”

Para limpar os lençóis e fronhas de pessoas saudáveis, basta lavá-los com sabão em pó e secar preferencialmente ao sol, cujos raios ultravioleta matam os ácaros.

Para as crianças pequenas, com até três anos de idade, e que são mais sensíveis por ainda estarem formando os anticorpos naturais, além de lavar e secar ao sol, é recomendável passar a roupa de cama a ferro. E, uma vez por semana, ou a cada quinze dias, passar um aspirador de pó no colchão e no travesseiro dela.

Limpeza mais intensa no calor

Gustavo Johanson, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), lembra que o clima influencia muito. “Vai do bom senso da pessoa e, se o clima está muito quente, suamos mais e o ideal é trocar a cada dois ou três dias. Em clima mais seco e frio, troca-se com menos frequência. O calor, o suor e a pele morta são ambientes ideais para a proliferação de microrganismos”, explica. Dentre eles, podem aparecer os fungos, que às vezes causam doenças.

E há dois insetos que podem habitar as roupas de cama de pessoas saudáveis: as pulgas e os percevejos. “Os percevejos são mais comuns no hemisfério Norte e chegam até a ser encontrados em camas de hotéis de quatro, cinco estrelas. A única forma de eliminá-los é se desfazer do colchão. Já a pulga pode ser eliminada com limpeza do colchão e da roupa de cama”.

Em caso de doença

A coisa muda de figura se uma pessoa tiver doenças como sarna, escabiose (piolho), chato (piolho pubiano), micoses, machucados e escaras (feridas que se formam quando a pessoa fica muito tempo na cama). Nesses casos, os especialistas recomendam lavar a roupa de cama todos os dias, evitar chacoalhar o lençol ao retirá-lo e lavar com água quente acima de 60° C, secar na secadora ou passar a ferro na mesma temperatura.

A microbiologista Maria Teresa também recomenda o uso de um protetor entre a cama e o lençol para crianças e idosos que possam ter problemas para conter a urina à noite.

“O colchão é feito de espuma e absorve a umidade, por isso é preciso limpar com água e deixar secar completamente. Secar é a melhor coisa, pois sem umidade não cresce bactéria”, diz.

Finalmente, para manchas de menstruação, ela recomenda a higienização com água oxigenada volume 10, que quebra as moléculas de sangue. E, para as famílias que têm condições de contratar uma limpeza com vaporização de colchão, ela sugere que seja feita a cada seis meses.

 

 

 

 

Fonte:
Paula Moura, UOL

Quantas vezes você pode usar a mesma toalha de banho?

Vou confessar uma coisa: sempre achei que toalha de banho não precisasse lavar, pois só as usamos depois do banho, quando estamos limpinhos…

(hua, hua, hua! Brincadeirinha)

Falando sério, essa dúvida sempre me ocorreu: quantas vezes a gente pode usar a mesma toalha de banho antes de lavá-la? Afinal, a gente costuma estender a toalha úmida para secar – e, como o ambiente é úmido, torna-se o lugar ideal para o crescimento de fungos e bactérias.

No caso das pessoas saudáveis, essas bactérias não são um problema. Se tudo vem do nosso próprio corpo, já estamos acostumados com esses micro-organismos. Mas existem alguns cuidados básicos: se o ambiente está quente e úmido, precisa lavar mais rápido do que num ambiente frio e seco, vai do bom senso de cada um.

Colocar a toalha em local arejado e mantê-la seca evita a proliferação de bactérias e fungos.

No caso de adultos, a recomendação geral é lavar a toalha uma vez por semana. No caso de crianças pequenas, de até 3 anos, elas são mais sensíveis e estão adaptando seu corpo aos micro-organismos – então, além de manter uma toalha só para ela, o ideal é lavá-la a cada três dias.

Pessoas imunodeprimidas ou doentes

Se alguém está doente, a situação muda de figura. Pessoas que estejam com doenças transmitidas por fezes e urina, como salmonella, shiguella e até hepatite A, precisam lavar suas toalhas a cada uso, como é feito nos hospitais.

No caso de machucados na pele, recomenda-se que se tenha uma toalha para enxugar apenas o machucado e não levar a infecção para outros lados do corpo, principalmente para as mucosas dos órgãos genitais, que são mais sensíveis do que a pele.

Como lavar

O sabão e o sol são as opções mais práticas para limpar a toalha. Passar a toalha a ferro também ajuda a acabar com fungos e bactérias, que morrem a 60°C.

 

 

 

Fontes:

Uol Saúde

Mundo a Minuto

 

 

 

O álbum dos mortos

Morte: (do latim mors), óbito (do latim obitu).

A primeira definição científica de morte, a da ausência de circulação e respiração, não está totalmente errada. Estima-se que em 99% dos casos são as falhas no coração e no pulmão que encerram de vez a vida (só 1% dos casos tem origem na morte cerebral). É como a bateria de um notebook, se ela descarrega, você ainda pode conectar a máquina na tomada. É o que acontece com grávidas que não têm mais sinais cerebrais, mas que são mantidas “vivas” por aparelhos até dar à luz.

A nossa bateria, o coração, funciona com estímulos elétricos que provocam a contração (que joga o sangue para frente) e o relaxamento (que o enche novamente). É muito importante que esses movimentos sejam sincronizados. Se o coração bater rápido demais, não dá tempo de enchê-lo totalmente e a quantidade de sangue bombeada para o corpo diminui. Bater devagar demais também não é bom sinal, pelo mesmo motivo: vai faltar sangue para manter as condições vitais. Isso é especialmente perigoso para os pulmões. Sem sangue por lá, eles não levam mais oxigênio para as células. Sem oxigênio não há metabolismo e sem metabolismo as células morrem.

Na verdade, nosso corpo não foi feito para viver para sempre. Vai chegar uma hora que, assim como uma lâmpada, vai se apagar e a vida acaba. E começam os rituais para homenagear os que se foram, o velório, a choradeira, a saudade de quem se foi…

Muitas pessoas não aceitam bem esse evento e procuram, de alguma forma, manter o ente querido próximo. Uma dessas práticas existia no passado, fotos pós-morte das pessoas que se foram.

Tenso!

Essa “prática” teve origem no século XIX, na Inglaterra, mais precisamente na era vitoriana (1837- 1901), quando a Rainha Vitória pediu que fosse fotografado o cadáver de um parente próximo que acabara de falecer para que ela guardasse a foto de lembrança. Em pouco tempo esse ato se tornou costumeiro, se espalhando por diversas partes do mundo.

Todos queriam prestar uma última homenagem a seus entes queridos e eternizá-los de certa maneira. Para isso, em muitos casos, as fotos tiradas retratavam momentos do defunto com sua família, como se estivesse vivo. Eram feitas armações de madeira que sustentavam os corpos já sem vida, criavam-se poses e os mortos eram maquiados, tendo em muitos casos os olhos pintados sobre as pálpebras para manter o aspecto de vivacidade que já não tinham mais.

Quem está morta é a menina.

Exemplo clássico da foto post-mortem. A que está sentada é quem está viva.

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A filha morta, bem maquiada, foi fotografada entre os pais.

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A esposa morta está abraçada pelo marido.

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Aqui, ambos são defuntos.

Tirar essas fotos era um luxo, devido ao elevado preço para produzi-las e também devido à pouca quantidade de câmeras fotográficas e profissionais disponíveis. A criação dos tais “álbuns dos mortos” funcionava como uma espécie de negação da morte. Muitos acreditavam que, através da foto tirada, a alma de seu ente querido ficaria viva para sempre naquele pedaço de papel.

Com o passar dos anos essa prática foi  sendo esquecida e, hoje em dia, é vista como uma esquisitice por muita gente, embora aparentemente esse hábito ainda seja comum em algumas culturas.

Muito mais bizarro que isso é saber que existem sites de leilões, sim, LEILÕES dessas fotos.

AS PESSOAS PAGAM , E MUITAS VEZES CARO, PRA TER UMA FOTO DESSAS EM CASA. Há gosto pra tudo…

 

 

 

 

(link do post original: http://cademeuwhiskey.wordpress.com/2012/10/28/fotos-post-mortem-o-bizarro-album-dos-mortos/)

Onde as crianças dormem

Mais um livro belíssimo, “Where Children Sleep”, de James Mollison. O livro foi inspirado pelo próprio quarto do autor, e como esse quarto refletia o que ele era quando criança.

Por isso, James fotografou crianças do mundo inteiro, e todas fora de seus quartos, de forma que ficassem bem claros os detalhes que inevitavelmente distinguem as pessoas que vivem cada uma em um canto do planeta. Mas as crianças, sempre fotografadas com um fundo neutro, formam um conjunto de retratos que espelham as nossas semelhanças.

O quarto das crianças, por outro lado, reflete bem as diferenças culturais e socioeconômicas que nos separam.

Veja uma pequena amostra do livro:

Kaya, 4 anos, Tóquio, Japão

Bial, 6 anos, Cisjordânia.

Alyssa, 8 anos, Kentucky, EUA.

 Tutu, 9 anos, Costa do Marfim.

Jaime, 9 anos, Nova Iorque, EUA.

Ryuta, 10 anos, Tóquio, Japão.

Joey, 11 anos, Kentucky, EUA.

Jyoti, 14 anos, Makwanpur, Nepal

Thais, 11 anos, Cidade de Deus, Rio, Brasil

É isso…

Se quiser ver as imagens em tamanho maior, ponha o cursor em cima da foto, clique com o botão direito do mouse e depois selecione “abrir imagem em uma nova guia”. Vai aparecer a imagem grande numa nova aba e você poderá apreciar os detalhes de cada foto.

 

http://www.jamesmollison.com/wherechildrensleep.php

Nova geração de músicos de rock!

Há poucos dias celebramos o Dia do Rock, e tenho assistido contente ao nascimento de uma nova geração de músicos e que têm escolhido o rock’n’roll e seu “pai”, o blues, para se expressar.  Claro que eles não chegaram a esse estágio que demonstram em seus vídeos de uma hora para outra. Aí tem horas e horas de estudo e dedicação, mesmo sendo prodígios (pelo menos acho que a menina e o garotinho de dez ou onze anos, mais abaixo, são prodígios…).

Avalie por você mesmo esses exemplos que encontrei numa rápida busca pela internet:

Esta garota, Tina, francesinha de 15 anos, é estudante de música, da história da música, de regência e composição num conservatório, e mostra no vídeo abaixo uma arranjo dela para um concerto de Vivaldi:

Mas, não para por aí. Ela faz uma cover de um dos solos de guitarra mais explosivos da história, “Eruption”, de Eddie Van Halen. Veja o original:

E agora, a versão de Tina:

Uma menina de 14 anos que toca guitarra melhor que você

Bem, existe mais gente talentosa por aí… Encontrei o Justin Weed, de 14 anos, que vive no Texas e que toca um blues como gente grande:

E o Brandon Niederauer ( o prodígio que mencionei acima), outro garoto blueseiro, de apenas 11 anos e que já faz shows com músicos adultos – e também com sua banda de moleques – em sua terra natal, Nova York, e também em New Orleans:

Depois, temos o Raffi Arto, garoto armênio de 14 anos que vive na França e que é chegado num boogie-woogie e no rock anos 1950, estilo Jerry Lee Lewis:

Falando em meninos, temos o brasileiro Luis Kalil, de  14 anos também, numa versão matadora do Hino Nacional brasileiro.

E existe uma “Escola do Rock” em San Francisco, Califórnia!

Ok, tudo bem, não é só rock que eles ensinam… Vou explicar: existe uma ONG chamada “Little Kids Rock”, que foi fundada em 2002 em San Francisco, Estados Unidos, por um professor americano desapontado com a falta de aulas de música nas escolas públicas do país. Então, o objetivo das aulas gratuitas que sua organização oferece – hoje presente em 1700 escolas espalhadas por 25 cidades do país – é transformar a vida das crianças ao revitalizar as aulas de música. Hoje, ele e seus professores ensinam música, além de outras disciplinas, para mais de 300.000 jovens e crianças!

Esses alunos são das classes menos favorecidas e eles ganham, além dessas aulas gratuitas, os instrumentos com os quais estudam. O Conselho de Administração da ONG tem como membros honorários gente do peso de Bonnie Raitt, Paul Simon, B.B. King, Slash (ex-Guns and Roses), Ziggy Marley, Gene Simmons do Kiss, Billy Joel e outros astros.

Muito legal! Abaixo, um vídeo de uma das classes mostrando o que aprenderam:

É isso aí. Quero ver onde essa molecada ainda vai chegar.

Long live rock n’ roll!

Criança sendo atacada por uma píton enquanto cinegrafista só assiste

“A arte existe para que a verdade não nos destrua.” (Nietzsche)

Já faz algum tempo que a foto abaixo circula pelas redes sociais, gerando justificadas manifestações de repúdio:

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Afinal, que ser humano saudável poderia ficar insensível à foto de um menino sendo atacado por uma serpente enorme, e o cinegrafista continuar filmando? E quem fez a foto, então? Só gente muito doente faria isso.

E os comentários indignados seguem no mesmo tom: “Nunca mais vou assistir à NatGeo!”; “Esses repórteres e fotógrafos canalhas fazem tudo pela audiência!”; “A que ponto chegou a humanidade!” Enfim, todo mundo malhando a National Geographic por permitir isso, e também os profissionais que nada fizeram para salvar o menino do ataque. E muitos mais acusando o dedo racista na cena, dizendo que se fosse um menino branco, o fotógrafo e o cinegrafista teriam largado tudo para ajudar…

Ninguém desses que ficaram postando comentários irados se deu ao trabalho de ir checar. Ao contrário, repetindo um fenômeno muito comum na internet, repassaram a foto, gerando mais comentários de indignação.

É assim que se formam as lendas urbanas do século XXI, e que mais tarde se tornam muito difíceis de desmentir. E quem desmente ainda é acusado de vendido ao sistema, e outros epítetos, um estraga-prazer que nos faz deixar de acreditar que humanidade está podre e descendo cada vez mais os degraus fétidos do inferno.

Porque não tem graça mostrar as verdades, é melhor acreditar na mentira, para dar razão aos profetas do apocalipse.

Bem, claro que o ser humano é capaz das maiores barbaridades, não posso negar isso (em Pernambuco, os tubarões estão sendo caçados impiedosamente porque atacam banhistas que entram no mar, apesar de todas as placas espalhadas pela praia para não entrar – esquecendo que os tubarões só estão ali na orla porque o homem está destruindo seu habitat ao reformar um porto nas proximidades… Ou seja, a culpa é do tubarão. É a mesma coisa que banir o chuveiro elétrico porque tem gente que morre eletrocutada).

Maaasss…

Como em quase tudo na vida, há sempre dois lados. E sou da opinião que, antes de sair acusando a tudo e a todos, a gente deve ter alguma base para acusar… Ou não acusar!

(No caso dos tubarões atacando banhistas na praia, temos a imprudência dos turistas, já que a praia possui placas de aviso por todos os lados. Mas… Em vez de sair apontando o dedo para os turistas ou continuar matando os bichos, não seria melhor fechar a praia enquanto se avalia a obra que prejudica o habitat dos tubarões, para tentar minimizar os danos?)

Vamos voltar à foto do início e revelar a verdade sobre ela:

1. Não é um menino, é uma menina.

2. É uma imagem de um documentário da Discovery da série “Nature’s Deadliest” (não sei como foi batizada no Brasil) de 2008. Essa imagem é do episódio 4, chamado “África”.

3. É uma reencenação de um fato real: uma menina foi atacada por uma cobra, um homem conseguiu desenrolar a perna da garota e salvá-la, mas acabou sendo esmagado no lugar da criança.

É apenas uma dramatização, com uma cobra cenográfica, como se vê nas fotos abaixo, que são cenas do programa:

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A Discovery ainda avisa, no início da exibição, que era uma dramatização e que “haveria cenas que poderiam se perturbadoras para algumas pessoas”.

Quer dizer, alguém colocou o logotipo da National Geographic – que não tem nada a ver com nada, já que o programa era da Discovery – e espalhou a foto pela internet, gerando então essa massa de comentários na linha “pobres x ricos”, “brancos X negros” e etc.

Finalizando, no documentário que reencena o fato da vida real, quem salvou a menina foi ironicamente um homem branco: desmentindo, portanto, aqueles que fizeram os comentários insinuando que a criança não teria sido salva porque era negra.