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Lavar panela engordurada com água quente resolve mesmo?

Tem gente que não acredita nessa dica que minha avó já conhecia…

Não deve ser uma grande descoberta para alguns, mas certamente vai facilitar a vida de quem desconhecia esse truque. Sem contar que temos aqui a explicação científica do motivo disso funcionar…

 

Assim como no ferro de passar roupa, o calor é usado para mudar o estado das moléculas. No caso das panelas engorduradas, a água quente muda a gordura (material sólido) e o óleo (líquido) — ou seja, a alta temperatura derrete a gordura, tornando-a mais fácil de ser retirada.

Como o óleo já está no estado líquido, ele passará por um processo ligeiramente diferente: o calor fará com que sofra uma diminuição muito rápida da viscosidade, e assim se desprenderá com mais facilidade da panela.

Para ajudar nesse processo e deixar a louça realmente limpa, é preciso usar detergente ou sabão. Eles promovem uma maior interação entre a gordura e o óleo com a água e, com isso, facilitam a limpeza daquela panela toda engordurada.

A água fervendo pode ajudar também a matar bactérias — e aqui a dica é não usar a água quente da torneira (que ajuda a derreter a gordura e facilita a limpeza das panelas), mas água fervente mesmo.

Embora alguns tipos produzam esporos, estruturas que ajudam a resistir à alta temperatura, a maior parte dos microrganismos capazes de causar danos à saúde humana não resiste à fervura ou temperaturas acima de 70ºC.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, por exemplo, encontrou provas de que algumas bactérias não resistem a temperaturas superiores a 24ºC. Por isso, a técnica é recomendada para a limpeza de panos, copos, esponjas, entre outros utensílios domésticos. É importante lembrar que isso não inclui materiais sensíveis ao calor, como os feitos de plástico.

Depois de duas horas, a água passa a ter o efeito contrário: as bactérias que resistiram às altas temperaturas começam a se multiplicar em temperaturas abaixo dos 60ºC.

Para evitar que isso aconteça, o ideal é deixar os objetos secarem à temperatura ambiente. Se isso não for possível, a segunda melhor opção, de acordo com o especialista, são os papéis descartáveis. Panos de algodão devem ser usados apenas se estiverem secos e não tiverem sido usados antes para outras finalidades.

 

Viu? Aposto que você não conhecia algumas dessas informações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Haira Gandolfi, química e doutora em ensino de ciências pelo Institute of Education – University College London; Roberto Martins Figueiredo, biomédico conhecido como “Dr. Bactéria” 

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5 MITOS SOBRE O PREPARO DO MACARRÃO

Jogar o macarrão na parede? Adicional sal à água? Esses truques funcionam mesmo?

Macarrão é uma delícia e todo mundo ama! Cozinhar essa maravilha é bem simples, e sempre tem um truque ou outro para facilitar o processo. Mas será que esses truques funcionam mesmo? Pensando nisso, o TudoGostoso está aqui para desvendar alguns mitos e saber o que é realmente importante para fazer o seu macarrão ficar cada vez mais gostoso!

Jogar o macarrão na parede: se grudar, está no ponto

Fala a verdade: você já tentou jogar um fio de macarrão na parede para ver se ele grudava! Muita gente pensa que essa é a melhor maneira de saber o ponto certo, mas vamos parar com isso?! Isso não quer dizer nada: o macarrão é revestido com uma fina camada que irá fazer com que ele grude na parede, estando totalmente cozido ou não! Para saber se ele está bom, basta provar e você perceberá se ele está al dente!

Colocar sal na água faz com que ele cozinhe mais rápido

Não faz! Essa prática, na verdade, fará o contrário. O sal aumentará o ponto de ebulição, fazendo com que a água demore mais para ferver. O sal só deve ser utilizado para temperar o macarrão mesmo. Não precisa ter pressa!

Adicionar óleo na água evita que o macarrão grude

Por favor, parem de colocar óleo na água do macarrão para que ele não grude! Esse mito é antigo e muita gente ainda acredita nele. O óleo não faz com que o macarrão não grude; ele faz com que o molho não se fixe na massa, e você não quer isso!  A única maneira de fazer com que a massa não grude é mexer durante o cozimento. Portanto, nada de óleo! Para os italianos, isso chega a ser um insulto!

Lavar o macarrão com água fria após o cozimento impede que ele fique mole demais

Ao lavar o macarrão com água fria, você estará removendo todo o amido presente nele e isso pode alterar a sua textura. Agora, se você estiver preparando um prato frio, como salada de macarrão, essa prática está liberada!

Quebrar a massa faz com que ela cozinhe mais rápido

Se você é daqueles que parte a massa ao meio para cozinhar, pode ir parando: isso não é necessário! Quebrar a massa não fará com que ela cozinhe mais rápido, apenas fará com que ela caiba melhor na sua panela! Aliás, o que determina o tempo de cozimento é o diâmetro e não o comprimento da massa.

 

 

 

Fonte:

blog tudogostoso.com.br

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Os dez lugares mais contaminados dentro de casa

Toalhas úmidas, escovas de dente sem escorrer, brinquedos espalhados pelo chão…esses são alguns dos “ambientes perfeitos” para fungos e bactérias se multiplicarem dentro de casa.

Segundo um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS), em parceria com a Universidade de Barcelona para a empresa de produtos de limpeza Sanytol, os nossos hábitos de limpeza podem transformar uma casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças.

A pesquisa atestou que o banheiro é o local mais cheio de germes de uma residência. No entanto, ele também é o cômodo que se limpa com mais frequência e, sendo assim, muitas vezes acaba não sendo tão “perigoso” nesse aspecto quanto outros locais que ficam “esquecidos”, apenas acumulando sujeira – e, consequentemente, bactérias e outros tipos de micro-organismos. Por isso, o Departamento de Microbiologia da Universidade que liderou a pesquisa chamou a atenção para aquelas que chamou de “zonas esquecidas”.

A seguir, o ranking dessas zonas que podem colocar em risco a saúde dos moradores da casa.

1- Banheiro

Levando em consideração a função dos banheiros, não é muito surpreendente saber que eles estão no topo da lista. O estudo inclui uma pesquisa com mil famílias espanholas e, de acordo com os resultados, somente 56% desse grupo faz uma limpeza diária nos banheiros. E apenas 32% os desinfeta. Limpar o banheiro não é a mesma coisa que desinfetá-lo. Ter uma superfície limpa não é o mesmo que ter uma superfície sem contaminação.

2- Esponjas e panos de cozinha

Segundo a pesquisa, a cozinha é outro local cheio de germes dentro de casa. Eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. De acordo com o estudo, eles não costumam ser lavados diariamente e, muitas vezes, ficam úmidos ao longo do dia, o que colabora para a proliferação dos germes.

Esses germes e bactérias podem ficar até duas semanas em uma esponja úmida.

3- Pia

A pia da cozinha concentra 100 mil vezes mais germes do que o banheiro. Segundo o estudo, 14% delas abrigava mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

E muitas vezes, esses micro-organismos se acumulam em pilhas de pratos com restos de comida.

4 – Torneiras, banheiras, máquinas de lavar e geladeiras

Assim como acontece com a pia, a umidade e o material orgânico acumulado nessas áreas criam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Na borracha da máquina de lavar e da geladeira, por exemplo, não é estranho encontrar mofo ou bolor. Ela tem dobras muito difíceis de limpar e, sendo assim, acaba acumulando esses micro-organismos.

5- Escovas de dentes e seus copos

A boca abriga centenas de micro-organismos, que podem ser transferidos à escova de dente durante o uso. Bactérias como estafilococos, coliformes, pseudomonas, levedura, bactéria intestinal e até germes fecais podem ficar alojados ali, uma vez que as escovas ficam no banheiro e, geralmente, perto do vaso sanitário.

A pesquisa da universidade espanhola garante que 80% das escovas de dente examinadas abrigam milhões de micro-organismos que podem vir a ser prejudiciais à saúde.

6- Chão

É comum deixarmos cair um pedaço de comida no chão. Muita gente pega o pedaço de volta, dá aquela assopradinha e acha que, assim, já eliminou todas as bactérias que estavam ali. Mas isso não é suficiente.

O chão de uma casa é um dos lugares com maior concentração de micro-organismos, segundo a pesquisa. Muitos deles são trazidos da rua com nossos sapatos. Além disso, os especialistas em microbiologia advertem que as bactérias precisam somente de dez segundos para “colonizar” um pedaço de comida que cai no chão.

7- Tábuas para cortar

O estudo mostra que até 20% das infecções alimentares ocorrem dentro de casa. Os micro-organismos que frequentemente provocam esse tipo de problema são a salmonela, a escherichia coli e o campylobacter. Todos eles podem se acumular na borracha que veda a geladeira ou em panos úmidos. Mas também é comum encontrá-los nas tábuas de cortar, que são ambientes propícios para abrigar germes.

Para evitar isso, é preciso desinfetá-las com frequência, e escolher bem sua tábua de corte. A tábua mais indicada é a de polietileno, que tem mais resistência do que as de madeira às ranhuras que se abrem nas superfícies devido ao uso sucessivo das tábuas. É nelas que se acumulam as bactérias, mesmo após a lavagem da tábua e, na hora do novo uso, poderiam infectar outros alimentos.

Os especialistas recomendaram a troca periódica da tábua, além da higienização, como a melhor maneira de prevenir a contaminação.

8- Dispositivos tecnológicos

O teclado de um computador ou a tela de um celular podem chegar a ter 30 vezes mais micro-organismos do que um banheiro limpo!

É que essas telas de celulares, os telefones em geral, controles remotos e outros dispositivos tecnológicos estão em constante contato com nossas mãos. Nós mexemos em muitas coisas e não desinfetamos nossas mãos a todo o momento. Por isso, os teclados podem acumular até 450 tipos de germes diferentes, afirma a pesquisa.

9- Maçanetas

Elas são utilizadas uma vez ou outra ao longo do dia, mas geralmente a gente se esquece delas na hora da limpeza. Além de acumularem germes, todos os especialistas consideram que elas desempenham um papel importante na transmissão de vírus como o da gripe e outros, que provocam doenças respiratórias.

10- Brinquedos

Não é raro encontrá-los espalhados pelo chão numa casa que tem crianças. Eles são arrastados pelo tapete e as crianças costumam colocá-los na boca. A pesquisa mostrou que 17% dos entrevistados nunca desinfetam os brinquedos, o que facilita a proliferação dos germes.

Por tudo isso, pessoal, vamos prestar atenção nessas “zonas esquecidas” na próxima vez. E, para facilitar as coisas, o desenho abaixo resume tudo o que foi dito. Boa limpeza!

 

 

Fonte:

BBC