Nova sede do Facebook pode ser inundada devido ao aquecimento global

Várias companhias com sede na área da baía de San Francisco, na Califórnia, correm o risco de verem seus prédios milionários serem inundados devido ao aquecimento global. E quem provavelmente enfrentará mais problemas será Mark Zuckerberg.

O Facebook possui um campus novo na região, que tem quase 40 mil metros quadrados e pode ser ocupado com 2,8 mil funcionários. A proximidade do empreendimento com a água pode fazer com que ele seja uma das primeiras vítimas da elevação dos níveis do mar, segundo prevê a Bay Conservation and Development Commission.

“O Facebook está muito vulnerável”, afirmou a planejadora Lindy Lowe ao The Guardian. “Eles construíram em um local muito baixo – eu não sei por que eles decidiram construir lá. O Facebook pensa que pode pagar o suficiente para se proteger.”

O prédio começará a encarar inundações temporárias, o que pode até ser combatido, mas o problema maior é que as ruas de acesso à sede também serão invadidas por água. “Veremos quão dedicados eles são àquela sede”, comentou a cientista.

O local foi construído acima do nível do mar, mas mesmo as projeções mais otimistas – segundo as quais o nível subirá 48 centímetros até o fim do século – mostram que a sede ficará debaixo d’água. Em algumas décadas, as ruas já estariam sofrendo tanto com alagamentos que as operações do Facebook ficariam comprometidas.

A empresa não é a única que tem de se preocupar com a situação. Google, Cisco, Salesforce e Airbnb estão entre as que provavelmente terão de repensar suas sedes. Prevê-se que o equivalente a US$ 100 bilhões de dólares em empreendimentos imobiliários estejam em risco na região.

 

Fonte:

 

Olhar Digital

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Relíquia – Como usar um telefone discado

O filme abaixo era apresentado nos cinemas antes do filme principal, e ao mesmo tempo em que os cinejornais semanais (na época não existiam telejornais, a televisão ainda estava sendo inventada). A data é provavelmente 1927, pois foi em maio daquele ano que a Califórnia inaugurou seu serviço de telefonia discado.

Para quem não sabe, as coisas eram um pouco mais difíceis antigamente. Se você ficasse doente com gripe e não pudesse sair de casa, não pagava contas; hoje você faz tudo pela internet e só vai ao banco se quiser – ou em casos excepcionais. A gente vivia sem celular, sem computador, quase sem comunicação. E então, as pessoas se falavam  pelo telefone  – aquelas  poucas que tinham telefone em casa – chamando as telefonistas (bastava tirar o telefone do gancho e uma delas atendia depois de algum tempo):

— Telefonista, eu queria uma ligação para o Zé, o número é 31-1975…
— Pois não. Assim que eu completar a ligação, eu retorno para o senhor.

E ficávamos lá, ao lado do aparelho, esperando a telefonista dar o retorno. Às vezes, esse retorno era muito demorado, especialmente se a ligação fosse interurbana. Dava tempo de você ler o jornal, jantar e escovar os dentes antes que ela chamasse de volta.

Era assim que as coisas funcionavam.

Mas… Como acontece sempre, a tecnologia evoluiu e um dia, na Califórnia, Estados Unidos, a empresa Bell inaugurou essa tecnologia avançadíssima que dispensava o uso das telefonistas. A empresa informava também que estaria entregando as novas listas telefônicas dos assinantes do serviço, com os novos números de telefone (lá chamadas de Blue Book, Livro Azul, e aqui mais tarde chamado de Páginas Amarelas).

Era uma supermega tecnologia, um avanço gigantesco para a época! Mas as pessoas tinham que aprender a usar essa inovação, o telefone com disco, e então milhares de folhetos foram distribuídos, ensinando como fazer:

Como a vida era diferente, não?