Grandes lojas que foram marcos em São Paulo

Relembre o passado do comércio paulistano

Grandes lojas que pareciam imunes à crise financeira acabaram fechando suas portas ou por falência ou porque foram incorporadas a empresas maiores, uma prática comum há muito tempo. Assim, varejistas muito conhecidos acabaram sendo esquecidos pelo tempo ou estão nesse processo. Relembre grandes nomes do comércio do passado, de diversas especialidades.

•    Mappin
Quando pensamos em “grandes lojas que não existem mais”, o nome do Mappin é o primeiro que nos vem à mente. Cartão postal da cidade desde 1913, quando foi fundado, a sede da Casa Anglo Brasileira na Praça Ramos foi um dos pontos mais conhecidos da capital por muito tempo. Abriu diversas filiais no decorrer dos anos. Sua loja da Avenida São João se tornou a primeira da metrópole a contar com estacionamento próprio, uma novidade absoluta nos anos 50. Decretou falência em 1999.

•    Mesbla
A segunda loja de departamentos mais lembrada da cidade foi, na verdade, fundada no Rio de Janeiro como subsidiária de uma companhia francesa especializada no comércio de máquinas. Nos anos 80, tinha mais de 180 lojas por todo o Brasil. Dificuldades na década seguinte levaram a Mesbla a perder todo seu valor. Foi comprada pelo Mappin em 1996. Com a falência, três anos depois, as duas marcas mais conhecidas do público em lojas de departamentos acabaram de uma só vez. Em 2010, foi relançada como um e-commerce, mas a iniciativa não deu certo e logo saiu do ar.

•    Arapuã
Uma das lojas mais conhecidas em vendas de eletrodomésticos teve sua origem no interior de São Paulo, em Lins, no ano de 1957. Nos anos 1990, era uma das maiores varejistas do Brasil, rivalizando com as Casas Bahia e o Ponto Frio. Entrou em recuperação judicial nos anos 2000, com uma dívida de mais de 1 bilhão de reais.

•    G. Aronson
Fundada em 1944 em São Paulo para comercializar casacos de pele, a rede chegou a ter 38 lojas no estado vendendo eletrodomésticos. Sua falência foi decretada em 1998.

•    Sears
A gigante americana fazia muito sucesso na cidade nos anos 1980, e sua maior loja era onde se encontra hoje o Shopping Pátio Paulista. A rede chegou ao país em 1949 e tinha onze filiais quando decidiu encerrar suas atividades no Brasil, no início dos anos 1990. Há alguns anos, foi anunciado que a rede voltaria ao Brasil, mas nada de concreto ainda apareceu.

•    Jumbo-Eletro
Nos anos 40, surgia no Brás uma oficina de conserto de rádios que, com o passar dos anos, diversificou suas atividades, vendendo também equipamentos e eletrodomésticos em geral, chamada Eletroradiobraz. Na década de 1970, a rede, já gigantesca, inaugurou seu primeiro supermercado, tendo como símbolo uma baleia, para fazer concorrência ao primeiro hipermercado do país, o Jumbo, do Grupo Pão de Açúcar, cujo símbolo era um elefante. Em 1976, o Jumbo incorporou a Eletroradiobraz, surgindo o Jumbo-Eletro, que passou a ser a maior rede de lojas e supermercados do Brasil. Os supermercados da rede passaram a ser conhecidos como Pão de Açúcar, os hipermercados passaram a ser Jumbo-Eletro e os magazines, simplesmente Eletro. Hoje, o GPA, do grupo francês Casino, é dono das marcas Pão de Açúcar, Compre Bem, Assaí e Extra, entre outras.

•    Ducal
Fundada em 1950, a conhecida loja de roupas masculinas teve seu auge nos anos 1960 e 1970. Com filiais em três estados brasileiros, era especializada em moda para homens, com peças bem cortadas, mas não impecáveis, barateando assim o preço. Sua última loja foi fechada em 1986.

•    Peg Pag Supermercados
O primeiro supermercado da capital foi inaugurado em 1957 e era uma completa novidade. Todo mundo queria ver aquele lugar em que você mesmo pegava as mercadorias e depois levava ao caixa pra pagar. Peg Pag foi um dos nomes mais conhecidos do ramo até 1978, quando foi incorporado pelo Grupo Pão de Açúcar. Hoje, existem alguns supermercados com esse nome espalhados pelo país, mas eles nada têm a ver com o original.

•    Casas Buri
Começou como uma loja de tecidos em 1942 e passou a vender também eletrodomésticos nos anos 1970. Chegou a ter mais de 200 lojas em São Paulo, Paraná e Centro-Oeste do Brasil. Em 1992, a marca foi comprada pelo Ponto Frio, que rebatizou todos os endereços.

•    Lojas Pirani
“Uma loja dos sonhos” era como definiam a Pirani no início dos anos 1970. Localizada no Brás, era conhecida por sua decoração de Natal, a mais caprichada da cidade naqueles tempos. Possuía também uma loja de cinco andares no Edifício Andraus, e foi confirmado que lá se originou o famoso incêndio que destruiu o prédio em 1972, por negligência técnica. Os donos tiveram que ressarcir as famílias das vítimas do incêndio, o que levou a loja à falência.

•    Ultralar
A Ultralar foi uma loja de departamentos fundada em 1956 e fazia parte do grupo Ultragás. Como os fogões a gás ainda eram raros no país, a Ultragás montou uma loja para vendê-los e alavancar o negócio de gás de cozinha. A rede cresceu e se diversificou, abrindo inclusive um hipermercado nos anos 1970, o Ultracenter, na Marginal Pinheiros, mais tarde comprado pelo Carrefour. No ano 2000, foi decretada a falência da Ultralar e a maioria das suas lojas foi comprada pelas Casas Bahia.

•    Hi-Fi Discos
A partir do final dos anos 1980, tradicionais lojas de discos, como Breno Rossi, Bruno Blois, Museu do Disco e Hi-Fi Discos, começaram a ter sua clientela reduzida, primeiro graças às gravadoras, que preferiam mandar seus produtos para grandes magazines e supermercados. Depois, a popularização da música digital, que praticamente aboliu a mídia física da vida dos clientes e decretou o declínio do ramo. Assim, assistimos ao fim de lojas em que os amantes da boa música costumavam passar os dias atrás de novidades e raridades.

A Exposição-Clipper

Aqueles que viveram a partir da segunda metade do século passado se lembrarão das lojas “A Exposição-Clipper”. Com loja central no Largo Santa Cecília em São Paulo e outras unidades na mesma região, disputavam espaço com o Mappin, Garbo, Mesbla, Ducal, Pirani, entre outras. Ela foi a responsável pela criação de uma data muito comemorada no Brasil, o “Dia dos Namorados”. Um publicitário chamado João Dória, pai do atual governador de São Paulo, foi contratado para elaborar a peça publicitária que fez com que o 12 de junho se tornasse marcado todo ano para os namorados brasileiros. A escolha dessa data aconteceu em 1945, com a percepção de que junho era um mês fraco para os negócios, pois o Dia das Mães já havia passado e a próxima comemoração boa para as vendas seria apenas em agosto, com o Dia dos Pais. Além disso, a data escolhida era próxima do dia de Santo Antônio, o famoso santo “casamenteiro”, em 13 de junho. As lojas Clipper eram dedicadas às roupas e acessórios femininos e a Exposição ao público masculino. Fechou as portas nos anos 1970.

Fontes:

Wikipedia

Veja São Paulo

Primeiro shopping da América Latina, Iguatemi completa 50 anos

De ponto micado na época da inauguração, em 1966, o centro comercial se tornou o metro quadrado comercial mais caro da América Latina

O Shopping Iguatemi na época da inauguração

O Shopping Iguatemi na época da inauguração

Idealizado pelo construtor Alfredo Mathias, o empreendimento foi erguido no terreno de uma chácara da família Matarazzo. Ficava num trecho da Rua Iguatemi – daí o seu nome – que anos mais tarde foi transformado na Avenida Faria Lima. Mathias vendia cotas aos interessados em churrascos promovidos no próprio canteiro de obras.

Mas os lojistas não levavam fé no empreendimento. Na época da inauguração, em novembro de 1966, os consumidores gostavam mesmo era de flanar pelas butiques chiques da Rua Augusta. Assim, a novidade de apostar num centro comercial não chegou a ser das mais empolgantes para os empresários. O resultado foi uma disputa para ficar nos lotes mais próximos da entrada. Eles acreditavam que a freguesia jamais caminharia até as lojas dos fundos.

Manequim posando no point mais chique dos anos 1960: Paulista com Augusta. Ao fundo, o antigo cine Astor no Conjunto Nacional.

Manequim posando no point mais chique dos anos 1960: Paulista com Augusta. Ao fundo, o antigo cine Astor no Conjunto Nacional.

 

No dia da inauguração, a festa com artistas famosos como Chico Anísio, Chico Buarque, Nara Leão e Eliana Pittman atraiu cerca de 5.000 pessoas, todo mundo curioso para saber do que se tratava aquele novo empreendimento na cidade. Dentre as festas de inauguração, foi organizado um Campeonato de Autorama.

Com o passar dos anos, os consumidores migraram para os centros comerciais, que, depois do sucesso do Iguatemi, se espalharam pela cidade e pelo país; e enquanto as vizinhanças da antiga rua Iguatemi se valorizaram, mudando a paisagem do bairro, as grifes saíram da rua Augusta e ela entrou em decadência como o “point” da elegância.

Hoje, onde havia esse osto de gasolina bem em frente a Shopping Iguatemi, há uma moderno e enorme prédio de escritórios.

Hoje, onde havia esse posto de gasolina bem em frente a Shopping Iguatemi, há uma moderno e enorme prédio de escritórios.

Quem conhece o centro comercial certamente passou pelas rampas na entrada. E há uma explicação para elas. Privilegiar luz e ventilação naturais é um dos objetivos do projeto arquitetônico. Além de esteticamente interessantes, as rampas foram um meio de integrar o térreo ao 1º piso – e, assim, deixar tudo mais arejado. O ambiente nesse espaço, cujo pé-direito no ponto mais alto chega a 18 metros, lembra o de uma rua arborizada. Nos demais andares, construídos depois, reina o ar condicionado, mesmo.

Ontem e hoje

Na inauguração, havia 75 lojas. Cinco anos depois, já operava com 160, com um fluxo de clientes que começava a se aproximar de 1 milhão de pessoas/mês. Hoje, são 314 lojas e mais de 1,5 milhão visitantes/mês.

Algumas curiosidades durante esses 50 anos:

  • Na década de 1990, o shopping sorteava um BMW para os consumidores durante as compras de Natal, algo inédito na época
  • O Empório Armani foi a primeira marca estrangeira a entrar no Iguatemi, em 1998.
  • Em 1994, um incêndio destruiu completamente o Cine Iguatemi. Ninguém se feriu. Depois do incidente, os cinemas passaram a exibir instruções de segurança
  • Em 2001 foi a vez da joalheria Tiffany & Co estrear em solo brasileiro. A Louboutin veio oito anos depois, em março de 2009, com a sua primeira loja na América Latina
  • No fim da década de 1980 e início dos anos 1990, o Iguatemi passou a anunciar ofertas na televisão para aumentar o movimento e as compras às segundas-feiras
  • No Dia das Mães. mais de 15 mil tulipas são espalhadas pelo shopping.
  • Nos últimos anos, o shopping figurou no ranking dos 20 endereços mais caros do varejo mundial, ao lado dos balados 5ª Avenida (Nova York) e Champs-Elysées (França).

 

 

 

Homem no supermercado…

Depois que meu irmão se aposentou, a mulher dele insiste que ele a acompanhe quando vai fazer compras no supermercado. Infelizmente, como a maioria dos homens, ele acha que fazer compras é chato e minha cunhada fica horas nisso, então nada mais justo do que meu irmão ficar inventando formas de passar o tempo… Resultado: Ontem, minha cunhada recebeu a seguinte carta do Extra Hipermercado:
Prezada Sra. Silva,

Durante os últimos seis meses, seu marido tem causado grandes transtornos em nossa loja. Não podemos mais tolerar o comportamento dele e, portanto, somos obrigados a proibir-lhe a entrada. Nossas queixas contra seu marido estão listadas abaixo e documentadas através de nossas câmeras do circuito interno.

1. 15/Junho:
Pegou 24 caixas de preservativos e colocou-as nos carrinhos de compra de outros consumidores enquanto não prestavam atenção.

2. 02/Julho:
Acertou TODOS os alarmes da seção de relógios para tocarem a intervalos de 5 minutos.

3. 07/Julho:
Fez uma trilha de molho de tomate pelo chão da loja indo até o banheiro feminino.

4. 19/Julho:
Dirigiu-se a uma funcionária e disse em tom oficial: “Código 3 na seção de Utilidades Domésticas. Dirija-se imediatamente para lá”. Isto fez com que a funcionária abandonasse seu posto e fosse repreendida pelo gerente, o que resultou em um grave incidente com o Sindicato.

5. 14/Agosto:
Moveu o aviso de “Cuidado – Piso Molhado” para a seção de carpetes.

6. 15/Agosto:
Disse para as crianças que acompanhavam os clientes que elas poderiam brincar nas barracas da seção de camping se trouxessem travesseiros e cobertores da seção de cama, mesa e banho.

7. 23/Agosto:
Quando um funcionário perguntou se ele precisava de alguma ajuda, ele começou a chorar e gritar: “Porque vocês não me deixam em paz?” O SAMU foi chamado.

8. 04/Setembro:
Usou uma de nossas câmeras de segurança como espelho para tirar caca do nariz.

9. 10/Setembro:
Enquanto examinava armas no departamento de caça, perguntava insistentemente à atendente onde ficavam os antidepressivos.

10. 03/Outubro:
Movia-se pela loja de forma suspeita, enquanto cantarolava alto o tema do filme “Missão Impossível”.

11. 06/Outubro:
No departamento automotivo, ficou imitando o gestual da Anitta usando diferentes tamanhos de funis.

12. 18/Outubro:
Escondeu-se atrás de um rack de roupas e quando as pessoas procuravam algum artigo, gritava: “Você me achou, você me achou!”

13. 21/Outubro:
Cada vez que era dado algum aviso no sistema de som da loja, colocava-se em posição fetal e gritava: “Ah não, aquelas vozes de novo!”
E, por fim:

14. 23/Outubro:
Foi a um dos provadores, fechou a porta, esperou um momento e então gritou: “Ei, não tem papel higiênico aqui.” Uma de nossas atendentes desmaiou.

Atenciosamente,
Extra Hipermercado


					

Americano no supermercado

Essa é velha, mas ainda dou risada!

Um norte americano, morando há pouquíssimo tempo no Brasil, e falando pouco o português, faz a sua lista de compras e vai ao supermercado para tentar abastecer a sua despensa e geladeira.

Tendo feito a lista, a seu modo, e com o carrinho à frente, vai lembrando-se do que precisa:

PAY SHE
MAC CAR ON
MY ONE EASY
PAUL ME TOO
ALL FACE
CAR NEED BOY ( MAIL KILO )
AS PAR GOES
KEY JOE ( PARM ZOOM)
COW VIEW FLOOR
BETTER HAB
LEE MOON
BEER IN GEL
THREE GO
PAY TO THE PIER YOU

Ao final ainda dá um tapa na testa, dizendo :

PUTZ GRILL LOW ! IS KEY SEE O TOO MUCH….