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A vida dos moradores de micro apartamentos em Hong Kong

Quarto, banheiro, cozinha e sala: tudo em um mesmo lugar. Essa é a realidade de milhares de pessoas que vivem em Hong Kong, uma das cidades mais ricas do mundo, mas que esconde sua pobreza em apartamentos minúsculos.

De acordo com o jornal britânico The Daily Mail, os que vivem nessas condições são idosos, desempregados, famílias com baixa renda e solteiros. E como se não bastasse a escassez de espaço – um dos apartamentos mostrados abaixo mede pouco mais de 2,5 metros quadrados  – os alugueis pagos por esses moradores ainda são caros e o metro quadrado pode chegar a custar 90 dólares de Hong Kong (cerca de 25 reais) por mês…

Com uma área de apenas 1,104 quilômetros quadrados, a região administrativa da China tem uma população de 7 milhões de habitantes, fazendo de Hong Kong uma das regiões mais densamente povoadas do mundo – o que explica a falta de espaço e boas condições de vida para quem mora por lá.

As imagens que você confere abaixo foram capturadas em uma tentativa de alertar o governo para um problema que cresce diariamente. As fotos foram feitas nos distritos de Sham Shui Po, Yau Tsim Mong e Kowloon City, mas pessoas vivendo em situações semelhantes podem ser encontradas em todas as 18 regiões da cidade.

“Hong Kong é considerada uma das cidades mais ricas do mundo. No entanto, escondida sob essa prosperidade, está uma grande desigualdade de posses e um grupo esquecido de pessoas pobres. Centenas de milhares ainda vivem aprisionados em casas ou em cubículos, enquanto as famílias desempregadas recém-chegadas da China e as crianças pobres lutam para sobreviver. Pessoas desprivilegiados aumentam enquanto a riqueza da cidade continua a crescer”, comenta Ho Hei Wah, diretor de uma organização que luta para melhorar a condição desses moradores.

A cidade passou por um período de boom econômico sem precedentes durante a década de 1970, mas, ao mesmo tempo, o então governo colonial ficou tomado pela corrupção desenfreada.
O Sr. Ho diz que a pobreza se instalou de vez e a população menos privilegiada cresceu enormemente. Hoje, 40 anos depois da reunificação com a China, os problemas apenas se agravaram.

Desde os primeiros dias, ainda como uma colônia britânica – após a Primeira Guerra do Ópio de 1839-42 – Hong Kong serviu como um importante centro de comércio internacional. Durante o século XX, a população foi reforçada por um grande número de refugiados, principalmente da China, que ajudaram a criar um novo papel para a região, transformando a colônia em um centro de manufatura e os produtos “Made in Hong Kong” foram exportados para todo o mundo.

Nos últimos anos, à medida que a economia da China continental se tornou menos isolacionista, Hong Kong evoluiu mais uma vez, agora para uma economia baseada em serviços. Na década de 1980, tornou-se um centro financeiro internacional e se juntou às 10 maiores economias do mundo.

Foi essa mudança, de uma indústria de manufatura para a indústria baseada no conhecimento, que tem sido a principal força motriz para a disparidade de riqueza da área.

Em 2007, um censo do governo de Hong Kong mostrou que o número de famílias que ganhavam menos de HK $ 4.000 por mês (R$ 1.500,00) aumentou em 80.000, enquanto aqueles com mais de HK $ 40.000 (R$ 15.000,00) aumentaram em 100.000.

 

Ou seja, o fosso vem crescendo…

 

 

 

 

Fontes:

revista k7

megacurioso

Daily Mail

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Comidinhas que você aceita só se for muito sacana!

Você, como pessoa bem educada que certamente é, sempre que vai comer alguma coisa oferece a seu acompanhante. “Está servido?” ou “Quer provar?”, ou ainda “Experimenta…”. Não é assim? Foi desta forma que fomos educados, a compartilhar o nosso alimento.

Maaaaasssssss, existem certas comidinhas que, por mais educada que a pessoa seja ao lhe perguntar “Quer um pedacinho?”, você NÃO deve aceitar. Por exemplo:

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Se você aceitar, é uma vergonha para a humanidade!

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Se aceitar, é um salafrário!

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Se aceitar, você é uma lástima!

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Se aceitar, ajudando a despedaçar os sonhos de alguém, é um sem-vergonha!

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Seu crápula! A pessoa ofereceu um pedacinho e você disse “SIM”?????

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Aceitou? Você não vale nada!

Então, pensa bem o que vai responder da próxima vez!

 

 

Fonte:

 

curiosoo.org

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15 coisas que o celular já substituiu ou pode substituir em breve

Ainda que tenham sido criados com o objetivo de fazer ligações sem a limitação dos fios e de espaço, os celulares atingiram tamanha proporção que, atualmente, parecem terem migrado tudo (ou quase tudo) para a tela. A chamada telefônica, inclusive, parece ter até perdido espaço em meio a tantos recursos, que se multiplicaram com o advento da internet e dos aplicativos.

Veja abaixo 15 coisas que o smartphone já substitui ou pode substituir em breve:

1. Despertador

Os despertadores viraram praticamente uma relíquia, mas não o seu ódio por aquele barulho que interrompe o seu sono… Agora, quem corre o risco de ser arremessado na parede toda manhã é o celular.

2. Relógio

Basta perguntar a hora para qualquer pessoa que você vai ver. A grande maioria não olha no pulso – mesmo aqueles que ainda gostam de usar relógio -, e certamente vai consultar o celular para dar uma resposta. Isso é fato: a venda de relógios de pulso caiu tremendamente nos últimos anos…

3. Mapas, guias de ruas e até o GPS

Você se lembra dos guias de ruas? Até mesmo quem usou deve se perguntar como conseguia encontrar endereços em meio a tantos mapas e códigos. Até que inventaram o GPS, que apesar de muito mais prático, não teve uma vida útil tão longa. Logo, foi substituído pelos aplicativos de mapas, que podem ser acessados pelo celular a qualquer hora e lugar, até mesmo quando se está off-line.

4. Cartões de crédito e débito

O uso do celular para pagar contas já começou a ganhar força, mesmo que ainda iniciando no Brasil. Mas o que se vê é uma tendência que certamente vai substituir os cartões de crédito e de débito com o passar do tempo.

5. Banco

Ir ao banco se tornou cada vez menos necessário. Pagar contas, fazer transferências, consultar saldos… praticamente tudo agora é possível fazer pelo celular. Para fazer saques, ainda é preciso até uma agência ou um caixa eletrônico. De qualquer forma, a economia de tempo com filas é mais do que considerável.

6. Documentos pessoais

Chega de ficar carregando o passaporte [no caso em uma viagem], documentos de identidade e a carteira de motorista para cima e para a baixo com o risco de perdê-los por aí ou esquecer no bolso da calça. Alguns países, como EUA, Irlanda e Angola já migraram grande parte desses documentos para dentro do celular. Agora, resta saber se as autoridades brasileiras vão seguir o mesmo caminho. Que seria uma boa, não resta dúvidas, nê?

7. Telefone fixo

Não que o telefone fixo tenha sido extinto, mas certamente o seu uso tem se tornado cada vez mais escasso. Nada de pagar taxas extras e exorbitantes para ligações interurbanas! O uso de aplicativos gratuitos tem facilitado e muito a comunicação de longa ou curta distância. Um contato que não se limita à audição e se estende à visão.

8. Lanterna

Os celulares nem tinham internet ainda, mas já contavam com lanternas. Quem é que não se lembra dos antigos aparelhos da Nokia? Fizeram história. Atualmente, não são todos os smartphones que vêm de fábrica com o recurso, mas é fácil encontrar aplicativos de lanterna gratuitos para todos os sistemas operacionais. Assim, dificilmente você ficará no escuro.

9. Agenda telefônica

Quem é que ainda anota o telefone dos amigos, parentes ou médicos em um papel dividido por letras do alfabeto? Dá para contar nos dedos, não é mesmo? O celular assumiu a função desse item – cada vez mais escasso nas papelarias. Uma substituição que, por um lado, facilita o acesso aos números, mas, por outro, dificultou a memorização até mesmo dos telefones considerados mais essenciais.

10. Câmera fotográfica

Cada passo é um flash! Esse é um ditado que, com a inclusão de câmeras nos celulares, se tornou válido não apenas para modelos e/ou artistas. Muito mais gente passou a tirar fotos e especialmente as selfies, abandonando com isso o uso das pequenas câmeras portáteis, ou descartáveis. Claro que os fotógrafos mais experientes, ou profissionais, não dispensam as boas câmeras fotográficas…

11. Calculadora simples

Para fazer cálculos básicos e até alguns outros mais complexos, os celulares são mais do que suficientes…

12. Bússola

Agora é possível encontrar o norte a qualquer momento, basta ter bateria no celular. O recurso está presente em quase (senão todos) os aparelhos disponíveis no mercado.

13. Vídeo game portátil

Há alguns anos, esse era o gadget dos sonhos da molecada e dos amantes dos videogames. Mas, agora, não passa de relíquia de museu. Com a diversidade de aplicativos de games -gratuitos ou não -, os celulares assumiram essa função, que passou a ser muito mais acessível e democrática.

14. Gravador de voz

Tudo começou com os gravadores de fita cassete, que evoluiu para os gravadores digitais. Mas, com era dos aplicativos – que levou quase tudo para dentro dos celulares – o aparelho se tornou perfeitamente dispensável. Atualmente, há diversas opções de apps que gravam áudios e há até aqueles que fazem o trabalho de transformar o áudio em texto! Tudo bem que a transcrição ainda vem com alguns defeitos, mas logo serão sanados, pode apostar.

15. Walkman, discman e MP3 Player

O finado Walkman já foi considerado uma grande invenção, que se tornou ultrapassada com o advento do discman, atropelado – logo na sequência – pelos MP3 Players. Mas os aplicativos de streaming se superaram e levaram ao celular um catálogo variado de artistas e estilos para os amantes de música.

 

Ainda há muita coisa que nem citei e o que o smartphone traz: TV, lupa, dicionário, leitor de código de barras, rádio, tradutor… Você pode até ler revistas e jornais com ele.

Quem está lendo isto no celular?

 

 

 

Fonte:

UOL

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Coisas que ninguém nunca me contou…

Então… A vida é complicada, e isso todo mundo já percebeu – até os irmãozinhos caçulas quando têm que enfrentar o irmão mais velho… Mar de rosas? Só para alguns, tipo aqueles senhores de terno de tecido brilhante e cabelo pintado, com um séquito de seguidores (puxa-sacos?) atrás, bradando aos quatro ventos que “rouba, mas faz”. Se bem que, hoje em dia, até esses senhores correm o risco de perder essa boquinha.

Seja como for, a vida é complicada e quase ninguém tem a ousadia de nos dizer a verdade, nua e crua. Mas a gente precisa ouvi-la, de vez em quando. Descobri no site “Stuff no one Told Me” um cara que fez isso. Sabe que as coisas que ele fala nos fazem pensar?

Confira algumas delas!

Os mais durões são muitas vezes os que mais precisam de afeto.
Você não TEM que participar da sacanagem de ninguém.
De vez em quando é bom ter preguiça.
Não é coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas. ““Não fiz nada de importante na vida, mas vou ficar me gabando nas próximas horas, cara!”
Confie nos seus instintos. “Estou com aquele pressentimento estranho de novo…”
Não se leve muito a sério.
As mulheres têm tanto tesão quanto os homens. Acontece que elas sabem disfarçar melhor.
Esteja aberto às coisas novas. “Em 1441. A imprensa vai acabar com tudo!” “Hoje em dia. A internet vai acabar com a cultura!”
Não esconda nada e então não terá nada a esconder. ““…e essa é minha coleção de pornô anal…”
Pessoas que ferram qualquer um, vão mais que provavelmente pisar na sua cabeça pra ferrar qualquer um. Afaste-as da sua vida.
Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E ignore essas pessoas.
Ninguém se importa com as duas semanas que você “morou” nos Estados Unidos/Europa/Ásia… Pare de ficar se gabando. “Na Europa, as pessoas peidam por trás!”
Ser bem sucedido tem significado diferente para cada um. Respeite isso.
Às vezes, “vai se foder” é a melhor resposta. Mas nem sempre… infelizmente.
Não espalhe sua raiva pela internet, fazer isso é uma coisa idiota e todos vão poder dizer que você faz isso porque tem um pinto pequeno.
Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.
Não dá pra se livrar de todos os seus medos… Mas dá pra aprender a viver com eles. “Quer mais chá?”
Algumas vezes, desistir é a decisão mais corajosa.
Pensar demais pode te levar a conclusões equivocadas. “Eu te amo!” “Que merda você fez agora?”
Ninguém fica contando quantas vezes você fez merda na vida… Então, relaxa, porra!
Quando a maioria dos botecos está mais limpa do que a sua casa, é hora de fazer uma limpeza… ou de ir para os botecos.
“Oi”é a palavra mais poderosa contra solidão. “Oi!”
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O Guia da boa esposa

Faz algum tempo, falei sobre um livreto publicado na Espanha de Franco, em 1953, que dava dicas às mulheres de como serem boas esposas. Eram regras de comportamento para a mulher deixar o marido feliz e contente. Está aqui.

Pois bem, parece que as esposas de antigamente tinham muitas dúvidas sobre seu papel de dona-de-casa, já que esses guias pululavam pelo mundo. Em maio de 1955, a revista norte-americana Housekeeping Monthly publicou um artigo chamado “O guia da boa esposa”, que ditava o que a mulher deveria fazer para ser boa com seu marido e filhos. Ambos os guias apresentam muitas semelhanças, e aparentemente espelham o pensamento vigente na década de 1950.

Temos evidências disso pela leitura de artigos da época em revistas como Seleções do Reader’s Digest, ou por antigos seriados de TV, como “Papai Sabe-Tudo”. Ou mesmo por seriados modernos, como “Mad Men”.

De acordo com os críticos, Don Draper, o personagem principal  (acima), era o homem típico da sociedade americana de então – e sua esposa, a esposa-padrão, sempre arrumada e recebendo o marido com o jantar pronto.

Portanto, querida amiga, se você tem dúvidas sobre seu papel na vida a dois, os tópicos a seguir irão jogar uma luz nessas questões, e você poderá então ser a esposa perfeita que seu marido sempre sonhou!

  • Tenha o jantar sempre pronto. Planeje com antecedência. Esta é uma maneira de deixá-lo saber que se importa com ele e com sua necessidades.
  • A maioria dos homens está com fome quando chega em casa, e eles esperam por uma boa refeição (especialmente se for seu prato favorito).
  • Separe 15 minutos para descansar, assim você estará revigorada quando ele chegar. Retoque a maquiagem, ponha uma fita no cabelo e pareça animada.

  • Seja amável e interessante para ele. Seu dia foi chato e seu marido pode precisar que o anime e essa é uma das suas funções.
  • Coloque tudo em ordem. Dê uma volta pela casa antes do seu marido chegar. Junte os livros escolares, brinquedos, papéis, e em seguida, passe um pano sobre as mesas.

  • Durante os meses mais frios, você deve preparar e acender a lareira para ele relaxar. Seu marido vai sentir que chegou a um lugar de descanso e refúgio. Afinal, providenciando seu conforto, você terá satisfação pessoal.
  • Dedique alguns minutos para lavar as mãos e os rostos das crianças (se forem pequenas), pentear os cabelos e, se necessário, trocar de roupa. As crianças são tesouros e ele gostaria de vê-las assim.

     

  • Minimize os ruídos. Quando ele chegar, desligue a máquina de lavar, secadora ou o aspirador. Incentive as crianças a ficarem quietas.
  • Demonstre que está feliz em vê-lo. Receba-o com um sorriso caloroso, mostre desejo em agradá-lo. Ouça o que ele tem a dizer.

  • Você pode ter uma dúzia de coisas a dizer, mas quando ele chega em casa não é o momento. Deixe-o falar primeiro, pois lembre-se, os temas de conversa dele são mais importantes que os seus.
  •  Nunca reclame se ele chegar tarde, sair pra jantar ou se for a outros locais de entretenimento sem você. Em vez disso, tente compreender que ele vive em constante tensão e sofre muitas pressões no trabalho.
  • Seu objetivo: certificar-se de que sua casa é um lugar de paz, ordem e tranquilidade, onde seu marido pode se renovar em corpo e espírito.

  • Não o cumprimente com queixas e problemas.
  • Arrume o travesseiro e se ofereça para tirar os sapatos dele. Fale em voz baixa, suave e agradável.

  • Deixe-o confortável. Leve uma bebida fria ou quente para ele.
  • Não lhe faça perguntas sobre suas atitudes ou que questionem sua integridade. Lembre-se, ele é o dono da casa e, como tal, irá sempre exercer sua vontade com imparcialidade e veracidade. Você não tem o direito de questioná-lo.
  • Uma boa esposa sabe o seu lugar.

 

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Os tuítes que arruinaram a vida de seus autores

Não importava quantas vezes ela se justificasse: ao se converter em “trending topic” número um do Twitter, não havia nada que Justine Sacco pudesse fazer.

Em dezembro de 2013, a relações públicas de 30 anos esperava no aeroporto de Heathrow (Londres) por um voo à Cidade do Cabo, na África do Sul. Pouco antes de embarcar, compartilhou um tuíte com seus 170 seguidores: “Estou indo para a África. Espero não pegar HIV. Brincadeira. Sou branca”.

Nunca imaginou as consequências da mensagem infeliz, que mais tarde ela explicaria ser uma brincadeira ironizando a “bolha” em que vivem os americanos com relação à realidade de países em desenvolvimento.

Considerado ofensivo e preconceituoso por muitos, o tuíte de Sacco foi compartilhado milhares de vezes durante as horas em que ela estava dentro do avião – e usuários das redes sociais a xingavam e pediam que ela fosse demitida da empresa onde trabalhava, algo que acabou acontecendo. E Sacco só soube de tudo isso quando seu voo pousou.

Até o milionário Donald Trump tuitou pedindo a demissão dela; outro usuário comentou: “É impressionante ver como alguém se autodestrói sem sequer saber”.

A IAC, empresa onde Sacco trabalhava, anunciou a demissão dela publicamente, também via Twitter: “Esse é um assunto muito sério para nós. Já não temos mais relação com a funcionária em questão”.

A história de Sacco é uma das contadas pelo escritor galês Jon Ronson no seu livro So You’ve Been Publicly Shamed (Então você foi envergonhado publicamente, em tradução livre), com depoimentos de pessoas que tiveram suas reputações destruídas na internet.

“Quando conheci Sacco, ela estava confusa, irritada. Depois do que aconteceu, ela não dormia; acordava no meio da noite sem saber quem era, sentia que sua vida não tinha propósito”, diz Ronson em entrevista à BBC. “Até então, ela tinha uma carreira bem-sucedida, que a fazia feliz. Mas tiraram essa satisfação dela. E as pessoas ficaram felizes com isso.”

Misoginia

Ronson comenta que Sacco foi alvo de todo tipo de comentários, “mas muitíssimos deles eram misóginos. (Insultos) acontecem com frequência quando se trata de uma mulher”.

Adria Richards viveu algo parecido. Em março de 2013, ela estava na plateia de uma palestra de programadores na Califórnia quando escutou um comentário sussurrado na fila de trás.

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O comentário era uma piada de teor sexual que fazia um jogo de palavras com termos comumente usados no mundo da informática. Indignada com a piada, Richards tirou uma foto de seu autor, Hank, e a compartilhou a seus mais de 9 mil seguidores no Twitter, criticando o comentário que ele tinha feito.

Ambos acabaram sendo demitidos. Mas, no Twitter, quem levou a pior foi Richards.

“Ela foi submetida a uma terrível campanha de assédio pela internet. Começaram a bombardeá-la com ameaças de estupro e morte; houve até quem publicasse o endereço dela ao lado de uma foto de uma mulher decapitada com a boca coberta por uma fita adesiva”, conta Ronson.

Foto infeliz

No caso de Lindsey Stone, 32, foi uma foto que provocou a destruição de sua reputação online. Ela estava com uma colega de trabalho no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia (EUA), e decidiu tirar uma foto no Túmulo do Soldado Desconhecido, justo ao lado de uma placa que pedia “silêncio e respeito”.

As duas acharam que seria engraçado aparecer na foto fingindo gritar e mostrando o dedo do meio. Era uma brincadeira das duas: costumavam tirar fotos ao lado de placas, desobedecendo as instruções destas; por exemplo, fumando ao lado de um aviso de proibido fumar.

A ira das redes sociais emergiu um mês depois, quando alguém se deparou com a foto na internet. Críticos acabaram criando uma página – que ganhou popularidade – no Facebook chamada “Demitam Lindsey Stone”.

No dia seguinte, havia câmeras de TV na frente da sua casa. Ela também foi demitida. No ano seguinte ao incidente, ela mal saiu de casa, afetada pela depressão e pela insônia. Disse a Ronson que não queria ver ninguém, nem ser vista.

Tudo por causa de uma foto no Twitter.

“São pessoas que foram totalmente destruídas por pessoas boas como nós”, conta Ronson à rádio BBC. “Nas mídias sociais, gostamos de nos ver como defensores dos mais indefesos, travando lutas honrosas, mas a verdade é que temos um poder imenso e não percebemos isso. Fazemos com os outros o que temos medo de fazerem conosco.”

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Um telefonema hoje é uma prova de amor…

A tabulação da segunda edição da pesquisa “Jovem Digital Brasileiro”, do Ibope, apresentou o perfil de consumo na rede do jovem brasileiro. A maioria desses jovens é usuária das redes sociais, e os que assistem e baixam filmes pela internet chegam a 93%.

As redes sociais mais navegadas por esse público são o Facebook com 91%, o Youtube com 48%, o Instagram com 15% e o Twitter com 13%. Todos esses são acessados simultaneamente, provocando uma grande convergência midiática. Os vídeos online se tornaram uma nova maneira de escrita na web.

Quer dizer,  a internet determina o comportamento, o estilo de vida e os padrões de consumo desse público.

Atualmente, 17% dos que vivem em regiões metropolitanas do país têm ao menos um tablet e, dos que possuem celular, 47% usam smartphone. Quatro aplicativos estão em 80% dos celulares: Facebook, email, WhatsApp e Youtube. Fora das mídias sociais, as categorias de aplicativos mais consumidas pelo jovem internauta brasileiro são jogos, previsão do tempo, internet banking e notícias.

Imprensa-de-Gutemberg

Gutemberg foi o inventor da prensa móvel. Depois de Gutemberg, tudo mudou: milhares de livros foram impressos e a leitura generalizou-se.

Eu acho que a internet desencadeou uma nova revolução, e essa geração de jovens terá uma postura totalmente diferente em relação ao mundo por conta dela. Porque, em primeiro lugar, a internet provocou uma democratização do conhecimento: qualquer pessoa pode  chegar com rapidez à informação e ao conhecimento a partir de uma simples pesquisa num computador, ou no smartphone ou tablet. Depois, pela mudança na nossa forma de comunicar, à distância e na proximidade.

Esses jovens não escrevem mais cartas, como seus avós, e nem consultam mais os jornais, como seus pais. As próprias mensagens hoje se trocam mais pelo “zapzap” (Whatsapp) do que por um contato telefônico ou pessoal. A web traz pesquisas científicas, pornografia e receitas para fabricar uma bomba ao lado do Instagram.

E aquele conceito de comunicação “virtual” me parece que também caiu por terra, porque o jovem se comunica pelas redes com aquele mesmo amigo com quem acabou de estar na escola.  Porque “teclar” é quase tão importante como trocar impressões no intervalo das aulas.

Quando os pais criticam os filhos porque eles passam muito tempo no computador, estão se esquecendo que eles mesmos não largam seus joguinhos ou o Facebook.  Dizem que os filhos não leem, mas há muito que não pegam num romance. E continuará assim: a imprensa escrita será cada vez menos lida e os livros terão tiragens cada vez menores, caso “leitura” continue a ser definida pelo número de exemplares físicos vendidos.

Quando penso numa forma de incentivar esse jovem a ler – esse jovem que foi alfabetizado com o uso dos tablets e não mais da lousa na parede da escola – imagino que não se deva mais continuar a existir apenas palestras feitas por pessoas que gostam de ler, para outras que não têm esse hábito; ou pela propaganda de livros que estão nos “10 Mais ” do não sei aonde. Acho que é preciso usarmos suportes digitais, que devem incluir sons e imagens, que estimulem a fixação da atenção, tornada agora mais volátil pela estimulação permanente. E que esse material seja compartilhável, e compartilhado com pais, amigos e outros jovens, de forma dinâmica e interativa.

O grande problema que vejo aqui é a questão da remuneração. Sim, a remuneração do escritor, quando falo de livros. Ele precisa pagar as contas, como qualquer mortal, porque um escritor tem que comer, se vestir, ter uma casa onde morar etc. Então, quando falo em compartilhar, não pode ser totalmente de graça… E aí é que mora o perigo. Com tanta coisa de graça à solta na internet, como encontrar aquele disposto a pagar pelo seu livro digital, compartilhável etc e tal?Hoje,

Mas esse é apenas um dos aspectos de nossas vidas que mudou com a internet. Posso apontar mais alguns:

O imediatismo é o que diferencia principalmente um antes de um depois em nossa vida pessoal e profissional. Tudo acontece e é compartilhado mais rápido. Ao mesmo tempo, por conta da facilidade de sua circulação, tomamos conhecimento de muitas ideias que, de outra forma, continuariam “inéditas”.

Outro ponto é o da “aldeia global”, que muito se teorizava há, sei lá, três décadas e muitos diziam que era ficção. Pois a “aldeia global” existe… A internet elimina as distâncias! Hoje, converso com minha filha, que vive a 13.000 km de onde moro, pelo Skype!

Esse “encurtamento” das distâncias também permite que nossa opinião se torne pública, chegando a quem jamais nos leria ou ouviria se a web não existisse. Podemos publicar livros, gravar palestras, mostrar nossas receitas, tocar nossa mais nova música… Por isso, cada vez mais, devemos nos tornar conscientes do poder que a internet tem em fazer nascer um novo astro ou destruir a reputação desse mesmo astro em instantes.

Um terceiro ponto que destaco é a interconexão entre grupos de pessoas afins. Pessoas que compartilham de hobbies ou atividades podem se comunicar por meio dos grupos, trocar ideias e informações e o mesmo acontece com as minorias: políticas, raciais, religiosas etc. As ideias podem ser difundidas sem que exista mais a preocupação da distância ou de isolamentos, provocados ou circunstanciais.

O último ponto que destaco, e que certamente afeta aos jovens de uma forma que eles ainda não se deram conta, é a solidão e a introversão. Enquanto que os chats, grupos de discussão, redes sociais e as mensagens instantâneas aproximaram as pessoas em alguns aspectos, tenho certeza de que as tornaram mais solitárias (claro que a “culpa” não é apenas da internet; a violência e o custo de vida nas grandes cidades, além dos problemas de deslocamento, trânsito e etc, contribuem para que as pessoas fiquem mais em casa). Mas é inegável essa contradição: enquanto você se comunica mais pelos meios digitais, comunica-se menos no mundo real.

A pergunta que deixo é: como integrar o mundo físico ao virtual?