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A “TURMINHA BRAVA” contra o “DETETIVE BARDAHL”

Em 1939, uma pequena empresa americana iniciou a fabricação de um produto conhecido até os dias atuais: o aditivo Bardahl (para combater o atrito entre as peças do motor do carro).
Para divulgá-lo no Brasil (o produto começou a ser importado no início dos anos 50) a empresa criou a “Turminha Brava” (um bando de “malfeitores” que costumava atacar os “desprotegidos” motores dos veículos brasileiros). Esses terríveis meliantes atendiam pelos sugestivos nomes de “CHICO VÁLVULA PRESA”“ZÉ DOS ANÉIS PRESOS”“ANTONIO SUJO” e “CARVÃOZINHO”.
Em inglês, essa gangue se chamava Grimer Gang e seus membros se chamavam Black Carbon, Dirty Sludge, Gummy Rings e Sticky Valves, e quem os combatia era o Detetive Bardahl. A campanha foi criada no início dos anos 1950 por uma agência americana.
E aqui temos os originais: The Grimer Gang x Detective Bardahl
Segundo consta, o detetive Bardahl foi criado com base no personagem Joe Friday [interpretado por Jack Webb], detetive da série Dragnet (termo que indica batida policial) e que era muito popular nos Estados Unidos.
Os comerciais em desenho animado não apenas aumentaram as vendas do Bardahl, como também fizeram os personagens da Grimer Gang caírem no gosto popular. O comercial abaixo, que passou nas TVs americanas em 1959, foi um dos mais conhecidos:

O conceito da campanha era bem simples e objetivo: o Detetive Bardahl protegia o motor do carro contra os terríveis ataques da  Grimer Gang. Era o bem sempre vencendo o mal, como acontecia nos filmes e nas histórias em quadrinhos.

Quando a Bardahl resolveu trazer seus personagens – e essa campanha – para divulgar seus produtos no Brasil, em 1956, começou a veicular apenas em anúncios nos principais jornais do Brasil, como Estadão, Folha, Última Hora ou Diário da Noite.

Alguns dos anúncios que foram veiculados nos jornais de São Paulo foram estes:

Os comerciais de TV só passaram a ser divulgados no Brasil a partir de 1957. Eram os mesmos que passavam nos Estados Unidos, com uma dublagem brasileira. O comercial abaixo é de 1959 e passava muito na TV Tupi, na época uma emissora de muita audiência.

Os comerciais, que tinham inicialmente a assinatura “Com Bardahl tudo anda bem”, e posteriormente “Tudo anda bem com Bardahl”, enfocavam ora a Turminha toda, ora apenas algum de seus componentes, como no filme abaixo, dedicado ao Chico Válvula Presa:

Não demorou muito para surgirem os brindes, que eram ofertados nos postos de gasolina para serem colocados nos retrovisores. A série era disputadíssima pelas crianças, e hoje, quem tem todos os bonecos plásticos em bom estado não os vende por menos de R$ 3.000,00:

A partir de 1963, a Turminha Brava passou a contar com uma aliada: a Clarimunda, criada especialmente para o mercado brasileiro. Clarimunda tinha um corpo curvilíneo, numa tentativa de representação da mulher brasileira. Da mesma forma como acontecera com a Turminha Brava, Clarimunda foi introduzida inicialmente através dos jornais. Este anúncio saiu no jornal Última Hora, em 1963.

Logo a Clarimunda participou dos filmes com o resto dos vilões, em comerciais feitos aqui mesmo no Brasil, como este:

A personagem caiu no gosto popular, assim como os demais. Prova disso é que, nos anos 1960, havia um determinado tipo de mulher que recebeu o apelido de Clarimunda, feia de cara, mas boa de bunda!

Em 1968, a Bardahl começou a patrocinar um jovem piloto que despontava como promessa do automobilismo. Antes de ele ir para a Europa, esse piloto – campeão de Fórmula 3 – gravou um comercial de TV com… a Clarimunda e o resto da gangue!

Recentemente, essa turma toda foi recriada com um novo design e um novo figurino, e a Clarimunda passou a ser chamada de Drag Car, mais sensual.

Mas o que ficou mesmo na lembrança foi a turminha em preto e branco, e seu charme inigualável! Porque… tudo andava bem com Bardahl!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

 

Bardahl

anosdourados.blog.br

baudomaga.com.br

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A odisseia de Cartier

Nova sede da Cartier em Paris, na Faubourg Saint-Honoré.
Nova sede da Cartier em Paris, na Faubourg Saint-Honoré.

A história da tradicional joalheria começou em 1847, quando Louis-François Cartier assumiu o controle da pequena oficina de joias de seu mestre, Adolphe Picard, localizada no número 29 da Rue Montorgueil, rua mais cara e chique de Paris na época, e resolveu patentear sua própria marca, representada pelo famoso coração entre as iniciais L e C em um losango. Surgia a Maison Cartier, lançando uma das mais luxuosas grifes de relógios e joias do mundo.

Em 1853, implantou o atendimento personalizado e elitizado, abrindo suas portas para uma clientela privada e exclusiva. Pouco depois, em 1859, alugou uma sede no Boulevard des Italiens, cuja vizinhança era a mais sintonizada na moda em Paris. Foi nessa época que suas criações encantaram a Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III, que encomendou um serviço de chá em prata. O trabalho ficou tão bom que ele passou a ser o fornecedor da corte. Esse era o empurrãozinho que a marca precisava para ir cada vez mais longe e se tornar ainda mais conhecida.

Inovador, Louis Cartier assinou, logo no início do século XX, o primeiro relógio de pulso com pulseira de couro do mundo, desenvolvido especialmente para seu grande amigo, o aviador brasileiro Santos-Dumont, que reclamou do desconforto dos relógios de bolso durante seus voos. Cartier assumiu o desafio, desenhando um relógio de pulso plano com um peculiar aro quadrado.

Em 1909, ele e os filhos abriram uma suntuosa loja em Nova York, localizada no número 712 da badalada 5ª Avenida. No ano seguinte a marca inaugurou lojas em Moscou e no Golfo Pérsico, iniciando assim uma forte expansão internacional, que culminou com a inauguração em 1935 de uma sofisticada boutique em Monte Carlo, seguida em 1938 por uma unidade em Cannes. Em 1942, Louis Cartier faleceu, deixando um legado de criatividade e gênio artístico.

Hoje, criando relógios, joias, perfumes e uma série de outros cobiçados produtos, a marca Cartier está presente nas maiores cidades do mundo, como Nova York, Lisboa, Londres, Seul ou Xangai.

Em 2012, a marca francesa completou 165 anos de pura sofisticação. E, para comemorar tão importante data, Cartier lançou o filme publicitário L’Odyssée de Cartier (“A Odisseia de Cartier”), dirigido pelo artista multimídia Bruno Aveillan, resultado de dois anos de intensos trabalhos de um time de 50 talentosos profissionais. O jornal britânico The Daily Telegraph classificou os 3 minutos e meio do filme como “uma pequena obra-prima”, para cuja confecção a marca francesa, decididamente, não economizou.

Na história, o símbolo icônico da marca – a pantera – realiza uma épica jornada mundo afora rumo a momentos e locações vitais para sua história. O felino foi escolhido por ser o símbolo da Cartier desde 1930, graças a Jeanne Toussaint, lendária diretora criativa da marca, que produziu o bracelete ‘La Panthère’, especialmente para a Duquesa de Windsor. Depois de passar pela Rússia, China e Índia, e pular nas asas do 14 Bis de Santos-Dumont, a pantera termina sua viagem na Place Vendôme, em Paris, onde caminha para o Grand Palais, para encontrar a modelo Shalom Harlow.

Vale muito a pena ver ou rever essa jornada entre o sonho e a realidade, criada com muito bom gosto e sofisticação.

 

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Comerciais de TV bizarros

A gente costuma ver comerciais de TV que são extremamente bizarros, e nos perguntamos como alguém conseguiu “criar” isso e, ainda pior, como o anunciante aprovou. Claro que nunca teremos essa resposta, embora a gente até desconfie…

Vou mostrar alguns comerciais estranhos que foram transmitidos pelas TVs em anos anteriores, mas sei que há muitos mais por aí.

A modelo usa a sensualidade neste comercial de uma campanha de prevenção contra o câncer nos testículos. Chama a atenção, não?

Achei nojento demais! A ideia era mostrar que se você não usa o detergente certo, a comida fica com gosto de louça mal lavada. Daí mostrar esse flan com uma linguiça! Argh! Não entendi o clima dos anos 1950, também.

O comercial acima é meio antigo, mas é tão bizarro que não poderia ficar de fora…

E este comercial – que é chinês, não japonês como diz a legenda – anunciando um Club Social recheado? Bizarro demais!

Mas há dois comerciais brasileiros meio antigos que estariam em qualquer lista de comerciais estranhos que se fizesse no mundo.

Este é um clássico, e dizem que esse xarope revitalizador só vendia menos que Coca-Cola! Ahahaha!

Reynaldo Gianecchini virou motivo de piada ao  gravar em 2010 o comercial do “Pintos Shopping” de Teresina, empresa da família Pintos. E o filme entrou instantaneamente para a história com o slogan ” Tudo o que você mais gosta, no lugar que você sempre quis”. Não preciso dizer mais nada.

 

 

 

Fontes:

Guia dos Curiosos

YouTube

Extra

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Doidices que só poderiam existir no Japão

O Japão é um formidável mundo à parte. Ao mesmo tempo em que a sociedade nipônica é toda formal, tradicional e coletivista, os japoneses têm a capacidade de inventar as modas mais insanas do universo, os produtos mais doidos e os programas de TV mais “que p* é essa?”.

Veja só a cobrança de falta que os malucos inventaram, nesse time de futebol da segunda divisão:

A cada dia que passa eu me convenço mais de que o Japão é um país de doidos. Segundo amigos que já foram pra lá, ou que moram lá, as ruas são limpíssimas, o japonês é muito cuidadoso no trânsito ( não é por menos, as multas são altíssimas) , eles atendem as pessoas muitíssimo bem em lojas, bancos , restaurantes,  repartições públicas etc. Enfim, o povo japonês é extremamente civilizado no convívio social.
Mas eles têm o outro lado, aquele “lado negro da Força” que ninguém vê – ou finge que não vê.
Por exemplo, os programas de TV. As pessoas que criticam a programação da nossa TV não imaginam o que rola na TV japonesa! Eles são doidos!
Na galeria de fotos a seguir, há mais algumas doidices que só poderiam existir  em um país como o Japão.
Fetiche de lamber maçanetas
Garotas lambendo maçanetas, eis um hit-fetiche no Japão. Tudo começou quando o ilustrador Ryuko Azuma tuitou uma série de desenhos de garotas metendo a língua em maçanetas. A fotógrafa Ai Ehara respondeu com uma imagem de si mesma fazendo isso. A partir daí, a moda pegou.

Garotas-panda

No Japão, há vários grupos de garotas que se vestem de maneiras diferentes, mas o mais estranho é, provavelmente, o das mambas e yamambas, meninas influenciadas pela cultura black dos EUA. Elas usam bronzeados artificiais bem escuros, com maquiagem branca na boca e ao redor dos olhos, além de roupas bem coloridas.

Produtos de beleza bizarros

Os japoneses se preocupam um bocado com a aparência e têm produtos de beleza para tudo. Nessa montagem aqui, vemos um “exercitador para músculos faciais”, uma “sauna encolhedora de rosto” e um “empinador de nariz”.

Caminhões-ostentação

Aqui temos os caras rodando de carro e ouvindo sertanejo no máximo volume. Lá, a moda é tunar caminhões, gastando montanhas de dinheiro colocando luzes de neon, um monte de partes cromadas e uns equipamentos bizarros no veículo. Eles chamam o hobby de “dekotora”.

  Códigos de barra

Onde mais você encontraria códigos de barra assim?

Doritos

Ou Doritos com essa embalagem?

Máquina de lavar cães

Parece coisa do prof. Pardal, mas não, no Japão existem máquinas de lavar roupa, como em outras partes do mundo, e existem também máquinas de lavar… Cães!

O Japão é ou não é um lugar incrível?

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Os carros do futuro

John Sutherland foi um proeminente diretor e produtor de curtas animados para o cinema e, principalmente, para a TV americana durante os anos 50 e 60.

sutherlandDepois de ter trabalhado nos estúdios Disney como diretor de diálogos do filme Bambi, e de ter criado o personagem Tambor no mesmo filme, Sutherland saiu do emprego em 1940 e foi indicado pelo próprio Walt Disney para outros trabalhos, pois o ex-patrão gostava muito dele. Uma dessas indicações, que significou uma nova carreira para o jovem redator e animador, foi para Darryl Zanuck, presidente da 20th Century-Fox em 1941. Zanuck queria produzir filmes de treinamento, e graças à indicação de Walt, contratou Sutherland, que escreveu e dirigiu 17 filmes de treinamento com atores, todos direcionados para as Forças Armadas durante a II Guerra Mundial.

O sucesso foi tão grande que ele então abriu seu próprio estúdio de animação logo após o final da guerra, voltado essencialmente à propaganda e publicidade, além de filmes educativos e de treinamento para organizações públicas e privadas e filmes patrocinados por grandes corporações,  tornando-se um dos pioneiros nesse segmento da indústria cinematográfica.

Pelo Sutherland Studios passaram alguns dos grandes nomes da animação do século XX: Joseph Barbera, William Hanna, Emery Hawkins, Frank Tashlin, Bill Melendez e muitos outros.

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Os filmes de John Sutherland são relíquias de tempos mais inocentes, mas continuam divertindo ao mesmo tempo em que educam, e se tornaram clássicos da propaganda.

Um dos melhores exemplos é o curta-metragem que posto logo abaixo, de 1956, que fala da evolução dos itens de segurança nos automóveis desde os primeiros modelos, e que antecipou (ou chegou perto) de muitas coisas que vemos hoje: carros que se locomovem sozinhos, informação instantânea ao pressionar um botão, os filmes em 3D… E aquela revista interativa e animada que o personagem lê na primeira cena pode ser vista como um tablet acessando a internet!

Confira.

(ps- infelizmente, não encontrei nenhuma versão legendada desse filme, mas creio que, mesmo sem entender inglês, é possível perceber a mensagem do desenho)

Notou que muitas ideias desse mundo do futuro se parecem com aquelas dos “Jetsons”, produção de Hanna-Barbera de 1962?

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Comercial de Natal do Banco Nacional

Um dos maiores clássicos da propaganda brasileira é, sem dúvida nenhuma, o comercial de Natal do finado Banco Nacional de 1987. Que ficou marcado especialmente por causa do seu jingle, criado por Lula Vieira e Edson “Passarinho” Borges . Mesmo o Banco não existindo mais, a sua homenagem natalina ficará para sempre na memória de muita gente. Confiram, pois, o vídeo do comercial dirigido por Walter Salles Jr.

Sem falar da música, o vídeo tem meninos excelentes atores, e as cenas com a bicicleta têm trechos que lembram o filme E.T.