Restos humanos eram remédio na Europa

Enquanto os europeus teciam coloridos relatos das temíveis tribos antropófagas do Novo Mundo, estavam consumindo restos mortais humanos em casa. Sob a desculpa de ser por razões medicinais… É mole?

Tudo vem do princípio do “igual cura igual”, que é bem mais antigo que a homeopatia que o prega. Hipócrates já tratava doentes mentais com alucinógenos. Se igual cura igual, o melhor remédio viria dos mortos – a morte, afinal, é a pior “doença”.

Assim, por séculos, corpos humanos foram administrados como remédios. Valia tudo: ninguém menos que Paracelso (1493-1541) recomendou sangue humano. Durante execuções, o povo se juntava em torno do condenado para tentar beber seu sangue. “O carrasco era visto como um grande curandeiro em países germânicos”, afirma Richard Sugg, da Universidade de Durham (Reino Unido), em Mummies, Cannibals and Vampires (sem tradução em nosso idioma). “A questão nunca foi: ‘Você deve comer carne humana’, mas ‘Que tipo de carne humana você pode comer?’”

O mais “poderoso” dos remédios de defunto, recomendado também por Paracelso, era a chamada mummia, cujo nome não dá margem para dúvidas. Múmias egípcias eram compradas de comerciantes árabes, moídas e transformadas em poções e pílulas. A mummia foi a droga porta de entrada para o canibalismo europeu. Depois dela, além do sangue dos condenados, também vieram coisas como gordura humana (servia para passar na pele) e caveira em pó (bom para dor de cabeça)…

E tudo começou por um erro de tradução medieval. “Mumiya” em árabe quer dizer betume ou asfalto, um produto natural vindo do solo e usado então para tratar uma enorme lista de aflições. A mesma palavra era usada para as múmias egípcias porque elas eram embalsamadas com betume. Confundindo ingrediente e produto final, os europeus passaram a comprar múmias e consumi-las.

Egípcios preparando uma múmia.

O rei Francisco I da França (1494-1547) sempre carregava uma bolsinha de mummia para consumir como se fosse rapé, ao menor sinal de problemas. Ninguém menos que o criador da química moderna, Robert Boyle (1627-1691), ainda dizia maravilhas sobre o tétrico medicamento.

Obviamente, não havia como o Egito dar conta da demanda europeia por múmias. Vez por outra, governantes tentavam encerrar o comércio, porque canibalismo é proibido pela sharia (que já então os europeus deviam achar excessivamente rígida). A Bíblia, por incrível que pareça, não proíbe explicitamente o canibalismo, apesar de tratá-lo como um escândalo e maldição ocasionalmente imposta por Deus.

Charlatões então saíam em busca de corpos recentes, principalmente de condenados, e os dissecavam em fornos, criando uma falsificação do produto inútil. A mummia continuaria nas prateleiras até, incrivelmente, o começo do século 20, quando a indústria farmacêutica começou a ser, finalmente, fiscalizada.

O canibalismo europeu seria eternizado na arte. Um pigmento renascentista chamado “marrom múmia” ainda adorna grandes clássicos em museus pelo mundo. Como este aqui:

Eugene Delacroix, autor de A Liberdade Liderando o Povo (1830), era um fã do pigmento de múmia.

 

 

Fontes:

The Gruesome History of Eating Corpses as Medicine, Maria Dolan, Smithsonian Magazine
Mummies, Cannibals and Vampires, Richard Sugg, Routledge

Aventuras na História

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Mistério de tronco que flutua na vertical há 120 anos intriga a ciência

Sim, você leu o título certo. O gigante lago Crater, situado no Oregon (Estados Unidos), tem um tronco de árvore que está flutuando na vertical pelas águas há pelo menos 120 anos. Os motivos deste fenômeno incomum são um mistério para os cientistas até os dias de hoje.

O tronco de nove metros de altura que passeia pelo lago foi descoberto em 1896 pelo geólogo e explorador Joseph Diller, de acordo com o site Science Alert. O objeto, que ganhou até o apelido de “Velho Homem do Lago”, está flutuando na água desde então, ficando cerca de 1,2 metros acima da superfície.

Em 1902, Diller publicou o primeiro estudo científico sobre o fenômeno e notou que, nos primeiros cinco anos da descoberta, o tronco viajou 400 metros pelo lago. Já um segundo experimento mais conclusivo feito em 1938 apontou que, graças a ventos e ondas, o “Velho Homem do Lago” circula um total de 99.9 km pelo lago em três meses.

“Você pensaria que um tronco de 9 metros funcionaria como uma vela náutica, mas às vezes ele se move por toda a extensão do lago contra o vento”, afirmou Mark Buktenica, ecologista do Parque Nacional do Sul de Oregon à rede de TV CBS News.

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Mas como o tronco ficou na posição vertical e, além disso, como continua deste jeito? Esta é a pergunta que ninguém consegue responder claramente. A física básica aponta que, por causa de seu centro de massa, a madeira de nove metros, com diâmetro de 61 cm, deveria flutuar na horizontal.

Há uma teoria que sugere que, quando o tronco caiu no lago há mais de 100 anos, rochas teriam se enroscado em suas raízes. Elas teriam servido como pontos de ancoragem natural e orientado o toco a flutuar verticalmente. O problema é que não há rochas no tronco agora, e nem há vestígios delas.

Outra argumentação é de que a parte submersa ficou cada vez mais densa e pesada com o tempo, enquanto a área acima da água seguiu permanentemente seca.

Cientistas já realizaram datações de carbono e perceberam que o misterioso tronco tem ao menos 450 anos de idade. Acredita-se que a baixa temperatura do lago mantenha a madeira preservada.

O lago Crater fica na caldeira de um vulcão extinto e é o mais profundo dos Estados Unidos, sendo o nono mais profundo do mundo, com 597 metros na profundidade máxima – tem 9,6 km na largura máxima.

A sua água é de uma impressionante coloração azul por causa da pouca atuação de microorganismos no local. De fato, não há espécie nativa de peixe na água e, das seis espécies introduzidas desde o século 19, apenas duas seguem no lago (uma de um tipo de salmão e outra de truta).

Logo uma lenda surgiu de que o Velho controlaria o clima. Em 1988, durante uma expedição submarina no lago, os cientistas o amarraram perto da ilha Wizard para evitar que a árvore esbarrasse no submarino. A história conta que, no momento em que o amarraram, o céu escureceu e uma tempestade se formou. Os céus milagrosamente ficaram limpos apenas quando o “velho do lago” foi libertado…

Dormir pelado faz bem para saúde?

Como você dorme? Prefere pijamas de algodão ou de seda? De acordo com a ciência, a melhor opção, na hora de dormir, é ir para cama do jeito que você veio ao mundo: totalmente sem roupas! Parece até brincadeira algo assim ter sido estudado por pesquisadores, mas os argumentos que eles têm a respeito do assunto são válidos e muito convincentes, quer ver?

 Confira, abaixo, alguns motivos cientificamente comprovados pelos quais você precisa dormir pelado de hoje em diante e se prepare para jogar pela janela todos os seus pijamas:

1. Dormir melhor

De acordo com estudos, quando a gente dorme, nossa frequência cardíaca fica mais lenta, diminuindo assim a temperatura corporal. Quando um pijama é usado, esse processo pode ser atrapalhado, já que muitos tecidos fazem o corpo ficar mais quente que o normal. Isso, segundo os cientistas, pode atrapalhar a qualidade do sono. Aliás, muitos casos de insônia estão diretamente ligados à temperatura corporal durante o sono.

2. Mais atraente

É assim que você vai se sentir quando passar a dormir pelado. Conforme a ciência diz, a alta temperatura do corpo à noite interrompe também a produção natural de melatonina e alguns outros hormônios anti-envelhecimento. A longo prazo, isso faz as pessoas se sentirem menos atraentes e pode realmente deixar a pele e os cabelos menos saudáveis.

 3. Emagrece

Isso mesmo, estudos apontam que ir para a cama sem roupas melhora a qualidade do sono e, como consequência, permite que a sensação de fome seja controlada. Isso porque, dormindo bem, o corpo produz menos cortisol, o hormônio do estresse; assim, os níveis de energia (e de fome) ficam sob controle, já que pessoas estressadas tendem a comer mais compulsivamente.

4. Mais sexo

Dormindo pelado, você vai dormir melhor, emagrecer e, de quebra, deixar seu relacionamento mais feliz. Isso porque quem dorme sem roupas, consequentemente, faz mais sexo! Especialistas dizem que tudo está relacionado à produção de ocitocina, hormônio responsável pelos “apetite” (se é que você me entende…) e que também é fabricado pelo corpo durante o sono.

5. Muito mais fácil

Já pensou como é inútil é colocar uma roupa apenas para dormir e, no dia seguinte, tirá-la para colocar uma roupa “social”? Pois é, além de não ter que gastar mais com pijamas, as pessoas que dormem sem roupas pulam esse processo socialmente imposto e, claro, têm um modo de dormir mais simples… como se precisássemos de mais um motivo para convencer você dos benefícios de ir para cama pelado, não é mesmo?

 

Mas a coisa não para por aí. As pesquisas e estudos avançaram mais e procuraram responder a outras perguntinhas…

Com ou sem calcinha?

“O fato em si não é tão determinante pensando em saúde”, afirma Márcia Araújo, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). “O que as mulheres têm que ter em mente é que a vagina precisa de ventilação”, explica a ginecologista.

Usar pijamas quentes e muito fechados, o que pode ser inevitável no inverno, prejudica a ventilação na vagina. As bactérias que causam secreção vaginal não gostam de ar, então quanto mais fechado e com pouco vento, maior é a possibilidade de infecção. Já os fungos, gostam de locais quentes e úmidos, características também encontradas na vagina se não há ventilação.

Mas isso não quer dizer que é obrigatório dormir pelada. Escolher o tecido da calcinha já resolve.

“As mulheres têm glândulas na vagina que produzem secreções e transpiram. Como tecidos sintéticos são impermeáveis, eles deixam a região ainda mais quente e úmida. Se você usar uma calcinha de tecido natural, como algodão, ela garante a absorção e deixa arejado”, diz Bárbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Se você é da turma que prefere tirar a roupa, lembre-se de tomar alguns cuidados. “Quando a mulher começa a dormir sem calcinha pode ter alergia. Isso porque devemos lavar calcinhas com sabonete mais neutro, mas ao dormir pelada a vagina tem contato com o lençol, que tem resquícios de produtos mais fortes, como sabão em pó, que podem irritar a região”, afirma Murayama.

Mas e o sutiã na hora de dormir?

Segundo Murayama, é desnecessário. “Ele pode machucar a mama, normalmente aperta, pressiona e pode causar dores musculares. Nós não conseguimos moldar os seios com sutiã ou deixar mais durinho, então não há motivos para dormir com ele”.

Já para Araújo, o sutiã tem seus benefícios. “Se for sem ferrinho, sem costura e pouco rígido ajuda a deixar a mama no lugar e melhora a drenagem linfática, ajudando a perder o desconforto na TPM, por exemplo”.

Coloca a cueca ou tira a cueca?

Pode escolher entre boxer, samba canção ou ao ar livre. A regra para os homens é a mesma: pode escolher desde que não esquente demais.

“No ponto de vista médico, o que acontece é que o testículo tem que trabalhar a 35°C, mais gelado que o corpo”, afirma Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Caso a cueca ou o pijama esquentem demais, a produção de esperma é retardada, e os espermatozoides podem sair em menor quantidade e pior qualidade. O bebê não terá nenhum problema por isso, mas fica mais difícil engravidar”.

Caso não deixe a região pegando fogo, dormir de cueca está liberado. Além disso, também é importante prestar atenção no tecido da peça. “O algodão absorve melhor o suor, deixa arejado e dá menos alergia, é preferível aos tecidos sintéticos que esquentam, deixam úmido e podem dar irritações”, explica Meller.

Um lado bom para quem dorme pelado é o estimulo causado no pênis. “O pênis precisa ser estimulado para manter uma ereção saudável. De alguma forma, quando você dorme pelado você aumenta o estímulo ao se mexer nos lençóis, isso tem valor para a ereção ficar mais saudável”, diz Meller.

 

Bem, aí está. Fiz a minha escolha saudável há muuuuitos anos. Espero que, depois de ler isto, você possa fazer a sua!

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL Saúde, Maria Júlia Marques

fatosdesconhecidos.com

Homens conviveram com unicórnios, revela estudo

Homens modernos conviveram com unicórnios. Não os belos equinos da literatura fantástica, mas uma criatura bem menos elegante, apelidada de unicórnio siberiano.

Os cientistas acreditavam que este animal fora extinto há 350 mil anos e que, portanto, não teria habitado o planeta junto com o Homo Sapiens, surgido há cerca de 200 mil anos. Mas a descoberta de um fóssil de 29 mil anos de Elasmotherium sibiricum na região de Pavlodar, no Casaquistão, prova o contrário. A revelação foi descrita num estudo publicado pelo “American Journal of Applied Science”.

A espécie era mais parecida com um rinoceronte do que com um cavalo. Um animal fantástico, e que provavelmente foi o precursor das nossas lendas sobre unicórnios: um gigante de 5 toneladas, 3 vezes maior que um rinoceronte, com grossa pelagem e um único chifre enorme, que podia chegar a 2 metros de comprimento! Ele viveu, principalmente, na região da Sibéria, na Ásia, ao norte do local onde foi encontrado.

Tamanho comparativo do animal com o homem

Tamanho comparativo do animal com o homem

Embora incrível, esse animal não é exatamente uma novidade, afinal já era conhecido pelos paleontólogos há um bom tempo. A grande novidade dessa vez é que os paleontólogos descobriram que esse animal não está extinto há tanto tempo quanto se pensava anteriormente. O Elasmotherium sibiricum, depois desses novos estudos e datações, pode ter vivido na mesma época dos humanos modernos, quando já estávamos em nossa fase de desenvolvimento da linguagem.

Imagina, você dando uma volta para caçar algum pato selvagem para o jantar, e dá de cara com um bichão desses?

 

Fontes:

 

O Globo

curtoecurioso.com.br

King Kong real não conseguiu adaptar-se e extinguiu-se há 100 mil anos

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Há cerca de um milhão de anos, nas florestas da China e da Tailândia, vivia um símio tão grande — talvez o maior que alguma vez existiu na Terra — que terá atingido entre 1,8 e três metros de altura e pesado 200 a 500 quilos. É difícil não pensarmos logo no famoso King Kong dos filmes que, no topo do Empire State Building, levantava no ar a garota que lhe cabia na mão, ainda que o tamanho do símio real não fosse tão descomunal. O Gigantopithecus blacki, que só existiu no Sudoeste asiático, desapareceu há 100 mil anos. Para trás, deixou-nos alguns fósseis — poucos —, que uma equipe de cientistas usou agora para tentar inferir a sua dieta e se a extinção se terá devido a uma incapacidade de adaptação às mudanças ambientais. Sim, deveu-se, concluíram num artigo na revista Quaternary International.

A descoberta dos primeiros fósseis do Gigantopithecus remonta a 1935 e é da autoria de Gustav Heinrich Ralph von Koenigswald, paleoantropólogo nascido na Alemanha e que, no final da década de 1930, se tornou cidadão holandês. O investigador tinha-se deparado com os fósseis deste King Kong real em Hong Kong e noutras cidades da China, em drogarias. À venda como “ossos de dragão”, esses ossos e dentes, uma vez reduzidos a pó, são considerados pela medicina tradicional chinesa como tendo poderes curativos. Actualmente, o material recolhido por G. H. R. von Koenigswald faz parte da coleção paleoantropológica do Instituto Senckenberg de Investigação em Frankfurt, na Alemanha.

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Mesmo hoje, 80 anos depois da descoberta dos primeiros vestígios deste King Kong pré-histórico, tudo o que se conhece dele limita-se a uns dentes isolados e alguns ossos da mandíbula. Ainda assim, utilizando o tamanho da coroa dos molares — que têm cerca de 2,5 centímetros de diâmetro —, os cientistas atreveram-se a estimar o tamanho do animal.

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Mas durante todas estas décadas, o que comiam estes símios gigantes tem sido alvo de grande debate, com uma série de hipóteses em confronto: alguns cientistas defendiam que a dieta era vegetariana, outros que só comiam exclusivamente bambus, e havia ainda quem considerasse que era carnívoro.

“Tem sido sugerido um largo espectro de dietas para o Gigantopithecus, indo desde carne ou ervas na savana até a uma dieta vegetariana dominada por frutos ou bambus. Para determinar qual era o seu habitat e compreender por que se extinguiu, tentamos avaliar o seu nicho alimentar”, lê -se no artigo da Quaternary International. “Alguns estudos consideraram que o bambu era a componente principal da sua dieta, uma visão que se disseminou na literatura popular. Porém, investigações mais recentes dos padrões microscópicos de desgaste dos dentes puseram em dúvida que o bambu dominava a dieta e concluíram que o Gigantopithecus tinha uma dieta vegetariana genérica, dominada por frutos, semelhante à dos chimpanzés”, acrescenta o artigo.

Para o novo estudo, os cientistas analisaram os dentes guardados na coleção do Instituto Senckenberg de Frankfurt, recolhidos por G. H. R. von Koenigswald na China, bem como dentes encontrados na Tailândia, em expedições franco-tailandesas desde 1985. Além disso, fizeram comparações com a composição de ossos de mamíferos carnívoros e herbívoros tanto atuais como extintos do Sudeste asiático. O que analisaram na composição dos ossos e do esmalte dos dentes foram alguns isótopos (formas) estáveis de carbono, que variam conforme a dieta do animal a que pertenceram e, assim, revelam os seus hábitos alimentares.

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Molar da coleção em Frankfurt.

“Os nossos resultados indicam que estes grandes primatas viviam apenas na floresta e obtinham a sua comida neste habitat. O Gigantopithecus era exclusivamente vegetariano, mas não era especializado em [comer] bambu”, refere Hervé Bocherens, do Centro Senckenberg para a Evolução Humana e Paleoambiente, citado num comunicado de imprensa.

“No Sudeste da China, o Gigantopithecus vivia num ambiente florestal, tal como a fauna  contemporânea, enquanto na Tailândia ocupava só a parte florestal de uma paisagem em mosaico que incluía partes significativas de savana”, especifica o artigo. “A composição isotópica do carbono do Gigantopithecus era muito diferente da dos taxa [grupos de classificação] de omnívoros e carnívoros e, embora semelhante à dos orangotangos, era distinta da dos pandas-gigantes, que se especializaram em bambus. Por isso, mesmo quando a paisagem era savana, o Gigantopithecus procurava alimentos só na floresta.”

Olhando para os orangotangos

E é precisamente nessa restrição a um único tipo de ambiente que residirá parte das razões para a extinção do maior símio da Terra. “O grande tamanho do Gigantopithecus, combinado com um nicho alimentar relativamente restrito, poderá explicar o seu desaparecimento durante a redução drástica das florestas que caracterizou os períodos glaciares no Sudeste asiático”, conclui o artigo.

Mas outros parentes do Gigantopithecus, como os orangotangos, não tiveram o mesmo destino, apesar de também viverem num tipo de habitat específico. Hoje são encontrados nas florestas tropicais de Bornéu e de Sumatra. Sobreviveram graças a um metabolismo lento, por isso conseguem viver com pouca comida, enquanto o seu parente extinto precisaria de grande quantidade de alimentos. “Provavelmente, o Gigantopithecus não tinha a mesma flexibilidade ecológica e capacidade fisiológica para resistir ao stress e à falta de comida, o que terá levado à sua extinção”, remata o artigo.

Uma vez que os fósseis são poucos, resta muito espaço à ficção e ao cinema para imaginar um primata desses. “[Os fósseis] são claramente insuficientes para dizer se o animal era bípede ou quadrúpede ou até imaginar as suas proporções”, admitiu Hervé Bocherens à agência de notícias AFP. “Alguns apresentam-no como um orangotango superdimensionado, que é a opção escolhida para o rei Louie [o rei dos macacos que rapta Mogli, o menino-lobo, no Livro da Selva, de Rudyard Kipling] num filme [uma nova adaptação da Disney] que vai estrear em março.”

Veja o trailer dessa nova adaptação da Disney:

 

 

por Teresa Firmino, Público Comunicação Social

Cientistas dizem ter encontrado abismo gigantesco escondido sob o gelo da Antártida

Um vasto e desconhecido sistema de cânions pode estar escondido embaixo das geleiras da Antártida.

Sinais de sua presença foram encontrados nas formações da superfície do continente gelado, em uma região inexplorada chamada Terra da Princesa Elizabeth. Se confirmada, em uma pesquisa geofísica formal que está em andamento, a rede sinuosa de cânions teria cerca de mil quilômetros de comprimento e, em alguns trechos, até 1 km de profundidade.

Essas dimensões fariam da formação algo maior que o famoso Grand Canyon, nos Estados Unidos.

“Sabemos, com base em outras áreas da Antártida, que as formas que o gelo assume na superfície são obviamente dependentes do que existe abaixo dele. Isso porque o gelo flui a partir dessas formações”, explicou o pesquisador Stewart Jamieson, da Universidade de Durham, no Reino Unido. “Quando olhamos para a Terra da Princesa Elizabeth a partir de dados de satélite, há aparentemente algumas características na superfície gelada que, para nós, lembram muito a existência de um cânion”, continua o especialista.

“Nós rastreamos formações rochosas do centro da Terra da Princesa Elizabeth até a costa, no sentido norte. Trata-se de um sistema bastante substancial”, afirmou ele à BBC.

Há ainda suspeitas de que a rede de cânions seja conectada a um lago subglacial, também desconhecido, que cobriria uma área de até 1,25 mil quilômetros quadrados. A interpretação inicial que aponta a existência do sistema de cânions é baseada em informações de radar, colhidas em dois locais.

Esses radares conseguem ver através das camadas de gelo, chegando à camada de rochas abaixo delas. A suspeita é consistente, afirma o professor do Imperial College London (Reino Unido), um dos integrantes da equipe.

“Descobrir um novo abismo gigantesco, que supera o Grand Canyon, é uma perspectiva tentadora”, afirmou. “Geocientistas na Antártida estão fazendo experimentos para confirmar o que nós estamos vendo nos dados iniciais, e esperamos anunciar nossas descobertas em um encontro do ICECAP2 (grupo de colaboração internacional que explora a área centro-leste da Antártida) no fim de 2016.”

A maior parte da Antártida é alvo de pesquisas geofísicas que têm registrado a topografia do continente. Mas ainda há duas áreas ainda muito desconhecidas: a Terra da Princesa Elizabeth, onde se encontraria o cânion, e a Recovery Basin (“Bacia de recuperação”, em tradução literal).

Ambas ficam no leste da Antártida e são agora alvo de intenso estudo. Equipes internacionais – compostas por cientistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, China e outros países – estão usando aeronaves com sensores para sobrevoar centenas de quilômetros quadrados da superfície gelada.

Quando o rastreamento estiver completo, os pesquisadores terão uma visão abrangente de como a paisagem da Antártida realmente é debaixo de todo o gelo. Esse conhecimento é fundamental para tentar entender como o continente gelado pode reagir em um mundo mais quente, por exemplo.

 

 

 

Fonte: BBC

Homens X Mulheres: compare o que pensa cada um

As diferenças entre os homens e as mulheres são tão vastas e tão amplas que nem parece que ambos pertencem ao gênero humano. Talvez seja justamente por conta dessas diferenças é que existe tanta atração e fascínio pelo sexo oposto. E, nos últimos tempos, a ciência vem comprovando aquilo que todo mundo mais ou menos já sabia. Senão, vejamos:

Diferenças em como homens e mulheres leem a linguagem não verbal.

A linguagem não verbal é usada quando nos comunicamos com alguém ao mesmo tempo em que falamos, ou às vezes inclusive sem falar. Estamos comunicando com os movimentos das mãos, do corpo, as expressões do rosto, etc. Segundo os psicólogos, as mulheres são melhores que os homens para interpretar a linguagem não verbal, o que delata nosso comportamento.

Os homens são mais propensos a ter problemas de memória que as mulheres.

É típico nas mulheres queixar-se da má memória dos homens. Nossa reputação nesse aspecto é bastante ruim… Os homens tendem a esquecer aniversários, as datas para comemorar 6 meses de namoro, ou 10 anos de casamento etc. Assim, ao menos, era o estereótipo do homem na opinião das mulheres… O problema é que, agora, um estudo científico veio comprovar o fato…

0000Mulheres e homens teriam diferentes estruturas cerebrais.

Durante muito tempo pensou-se que a arquitetura cerebral era a mesma para todos e que as diferenças entre comportamentos e atitudes, entre homens e mulheres, se devia às diferenças hormonais e às pressões sociais. No entanto, os cientistas estão encontrando evidências que sugerem que o cérebro de homens e mulheres se formam a partir de diferentes “programações” genéticas, e que existem diferenças entre alguns circuitos neurológicos e a concentração de neurotransmissores.

Ficar em boa forma é mais difícil para as mulheres do que para os homens.

É muito mais difícil para as mulheres com mais de 65 anos – do que para os homens da mesma idade – conservar a massa muscular, o que causa um impacto em sua capacidade de permanecer em boa forma física. Pela primeira vez, os cientistas demonstraram que é mais difícil para as mulheres substituir a massa muscular que se perde naturalmente com a idade. Isto se deve às diferenças entre o corpo masculino e feminino quanto ao aproveitamento dos nutrientes obtidos com a alimentação.

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Num quadro bem sintético, o resumo do fim do relacionamento poderia ser:

FIM-RELACIONAMENTO-2