Quais foram as principais famílias da Máfia nos Estados Unidos?

O sucesso do seriado da HBO "Os Sopranos" reacendeu o interesse pela Máfia americana, que antes fora retratada na obra-prima "O Poderoso Chefão", de Francis Ford Coppola.

O sucesso do seriado da HBO “Os Sopranos” reacendeu o interesse pela Máfia americana, que antes fora também retratada no cinema na obra-prima “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola.

As mais importantes famílias mafiosas foram as de Nova York, conhecidas como “as cinco famílias”: Genovese, Bonanno, Gambino, Lucchese e Colombo. Além, é claro, do famoso Al Capone, maior gângster de Chicago e um dos maiores da história dos Estados Unidos. Mas, longe do burburinho de Nova York, Capone ficou fora do episódio conhecido como “Guerra de Castellammarese” (1929-1931), que definiu a hierarquia que existe até hoje.

Al Capone

Al Capone

A maior parte das famílias mafiosas americanas veio da Sicília no início do século 20, onde já ganhavam dinheiro com seus métodos típicos, como a cobrança por “proteção” e os negócios ilegais. Nos anos 60, o governo americano começou a punir severamente o crime organizado e, hoje, as famílias estão enfraquecidas, sem o glamour de antes, sem a simpatia da sociedade e com muitos membros na prisão.

Esta era a hierarquia da Máfia americana no começo da década de 1930

Esta passou a ser a hierarquia da Máfia americana no começo da década de 1930

A Cosa Nostra, como também era conhecida essa organização criminosa, tinha uma hierarquia muito bem definida até os anos 1930:

CAPO DI TUTTI CAPI Media as brigas entre as famílias/ CONSIGLIERE Braço direito do chefão, aconselha a maioria das decisões/ CAPO CRIMINI Chefe de uma família, como Don Corleone de “O Poderoso Chefão”/ CAPOREGIME “Capitão” que comanda uma equipe de soldados/ SOLDADOS Capangas que realmente põem a mão na massa/ASSOCIADOS Não são parentes da família, mas prestam serviços às vezes como “free-lancers”.

Breve história das Cinco Famílias

Genovese

Chegada aos EUA – 1922

Áreas de atuação – Jogos, indústria têxtil, agiotagem, conspiração, pornografia e extorsão

Número de membros – Entre 200 e 250

Membros associados – Cerca de 600

Curiosidade – Pela estruturação do crime organizado, “Lucky” Luciano foi eleito pela revista Time uma das 20 maiores personalidades do século 20 no mundo dos negócios, ao lado de nomes como Bill Gates!

Charles "Lucky" Luciano

Charles “Lucky” Luciano

Bonanno

Chegada aos EUA – 1925

Áreas de atuação – Tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, conspiração, pornografia, jogos e extorsão

Número de membros – Entre 100 e 150

Membros associados – Cerca de 500

Curiosidade – Joe Bonanno, chefão da família entre 1931 e 1964, foi o primeiro chefe a quebrar a “omertá”, o código de silêncio da máfia, ao escrever um livro sobre sua vida.

Lucchese

Chegada aos EUA – 1920

Áreas de atuação – Transporte por caminhão, coleta de lixo, conspiração, lavagem de dinheiro e extorsão de sindicatos

Número de membros – Entre 150 e 200

Membros associados – Cerca de 500

Curiosidade – Tommy Lucchese, atuante na Máfia por quase 50 anos e chefão entre 1951 e 1967, nunca foi condenado por crime algum.

Gambino

Chegada aos EUA – 1907

Áreas de atuação – Lavagem de dinheiro, roubo de carros, agiotagem, conspiração, tráfico de drogas e extorsão

Número de membros – Entre 200 e 250

Membros associados – Cerca de 600

Curiosidade – Albert “Chapeleiro Louco” Anastasia, chefe de 1951 a 1957, comandou o “Murder Inc.”, grupo que matou entre 400 e 700 pessoas nos anos 1930.

Albert "Chapeleiro Louco" Anastasia

Albert “Chapeleiro Louco” Anastasia

Colombo

Chegada aos EUA – 1927

Áreas de atuação – Lavagem de dinheiro, conspiração e extorsão

Número de membros – Entre 150 e 220

Membros associados – Cerca de 500

Curiosidade – Católico, Joe Colombo exigiu que uma coroa roubada da igreja fosse devolvida. O ladrão devolveu, mas sem as pedras preciosas. Foi achado morto com um terço enrolado na garganta…

A Guerra de Castellammarese

A “Guerra da Máfia”, como o episódio também é conhecido, começa quando Joe Masseria, dos Genovese, mata Gaetano Reina, chefe da família que seria conhecida como Lucchese. O crime ocorreu em 26/2/1930.

Mesmo sendo aliados da família do falecido, Tommy Gagliano e Tommy Lucchese viram a casaca e passam para o lado de Joe Masseria, sentindo que ele poderia se tornar peça central na cena mafiosa. A família de Reina junta-se a Salvatore Maranzano, da família Bonanno, e em 9/9/1930 vinga-se matando o homem que Masseria havia colocado para comandar os negócios dos Lucchese no lugar de Reina.

Em 23/10/1930, Masseria dá o troco e mata um aliado de Maranzano, Aiello, líder da União Siciliana de Chicago. Inicialmente o crime foi atribuído a Al Capone, mas o mandante foi revelado mais tarde.

A guerra continua com um violento revide de Maranzano: ele mata três aliados de Masseria entre novembro de 1930 e fevereiro de 1931, inclusive Mineo, que havia disparado contra Aiello meses antes.

Charlie Luciano, dos Genovese, sofreu um atentado em 1929, mas escapou e virou “Lucky” Luciano. Em março de 1931, ele e Vito Genovese prometem trair Masseria e se aliar a Maranzano pelo fim da matança. A aliança inclui também Anastasia, da família Gambino, e mais três Genovese, que então mataram Masseria enquanto ele jantava em um restaurante. A guerra chega ao fim, em 15/4/1931.

O FBI tentou coibir a guerra, mas não conseguiu - ela só terminou quando os chefões acabaram assassinados

O FBI tentou coibir a guerra, mas não conseguiu – ela só terminou quando os chefões acabaram assassinados

Maranzano cumpre o acordo e cria algumas regras para evitar mais brigas. Sob sua batuta, cada família passou a ter um chefe – foi quando o sobrenome Colombo entrou no hall da máfia, com Joe Profaci no comando. Maranzano coloca “Lucky” Luciano como subchefe dos Bonanno, sem suspeitar que o sortudo já havia descoberto que Maranzano havia sido o mandante do atentado que lhe dera o apelido em 1929.

Luciano revida e ordena matar Maranzano em setembro de 1931. Torna-se assim o gângster mais poderoso de Nova York, extingue o cargo de “Capo di tutti capi” e cria a Comissão.

Os membros da Comissão original estão na foto do começo da matéria, e essa estrutura organizacional perdura até os dias de hoje.

 

 

Fontes:

Mundo Estranho

lacndb.com

Fotos pouco conhecidas

Meu amigo Ruy Schneider enviou-me outro dia um punhado de fotos antigas e muito interessantes, e que resolvi compartilhar aqui. Vale a pena dedicar alguns minutos para ver – ou rever – um pouco de nosso passado gravado nessas imagens.

Um operário descansando na hora do almoço. Estamos em 1931, e ele ajudava na construção daquele que seria o prédio mais alto do mundo, o Empire State em Nova York. Observe a altura em que ele estava…

Aqui, estamos em São Paulo, na Av. São João em 1938. No cine Metro, estava passando “De Braços Abertos”, com Mickey Rooney e Spencer Tracy, que ganhou o Oscar de melhor ator por seu desempenho. O cine Metro era tido como um dos cinemas mais chiques de São Paulo. Os funcionários trabalhavam uniformizados de branco e havia um porteiro que recebia os espectadores que desciam do carro. Durante muito tempo, só era permitida a entrada de homens de terno e gravata. Atualmente, o prédio do antigo cinema abriga uma igreja evangélica…

1909. A hora do rush em Chicago era bem bagunçada…

Vista da antiga pérgula do Copacabana Palace Hotel em 1930. A praia já ficava cheia naquela época.

Um dos primeiros carros elétricos construídos nos Estados Unidos em 1905. Na foto, ele está carregando sua bateria, operação que levava algumas horas. Naquela época, os carros elétricos eram muito mais populares que os movidos a gasolina, considerados barulhentos, sujos e de difícil operação. E chegavam a alcançar impressionantes 30 km/h… Um desses carrinhos, ainda operante e com baterias modernas, foi vendido recentemente em um leilão por cerca de R$ 500 mil reais!

Voltemos ao Rio de Janeiro, agora bem lá atrás, por volta de 1885. D. Pedro II inaugurou a linha férrea que começa no Cosme Velho e vai até o cume do Corcovado, no mesmo local de hoje em dia, e daí subia-se até a plataforma de observação, no local da atual estátua. Para proteger os visitantes do sol inclemente, foi construído um pavilhão de ferro cuja função e formato circular fez com que recebesse o apelido apropriado de “Chapéu de Sol”. Foi contemporâneo de nossos bisavós, até que, em 1931, fosse finalmente inaugurado o monumento do Cristo Redentor.

1912, docas de Southampton. O Titanic está prestes a zarpar para sua primeira – e última – viagem aos Estados Unidos…

William Harley e Arthur Davidson, os fundadores das motocicletas Harley Davidson, em 1914, mostrando suas primeiras criações.

1937: Os irmãos Dick e Mac McDonald abrem uma barraca de cachorro-quente chamada Airdome em Arcadia, Califórnia. Depois, em 1940, eles mudam sua barraca para San Bernardino, também na Califórnia, onde abrem um restaurante McDonald´s na Rota 66, em 15 de maio. O primeiro hambúrguer McDonald´s custou US$0,15 e como era comum na época, contrataram 20 garçons que, em cima de patins, entregavam o pedido do cliente no carro. Isso se tornou popular e muito lucrativo.

E, encerrando essa viagem ao passado, veja o tamanho do primeiro disco rígido de 5 Mb da IBM, sendo carregado em um avião, em 1956. E tem gente que reclama do pendrive de 4 Gb…

A primeira cerveja em lata do mundo

Em 24 de janeiro de 1935, depois de diversos testes, são comercializadas as primeiras cervejas em lata, de 350 mililitros. O fato ocorreu em Virgínia (EUA), onde a Gottfried Krueger Brewing Company, em sociedade com a American Can Company, entregou 2 mil unidades da bebida a fiéis consumidores. Na ocasião, 91% desses apreciadores aprovaram a cerveja enlatada, dando à companhia  Krueger luz verde para continuar sua produção.

Por volta do final do século 19, as latas eram fundamentais no acondicionamento e distribuição de alimentos, mas foi somente a partir de 1909 que a American Can Company passou a fazer experiências com latas para guardar líquidos. Os primeiros testes foram malsucedidos e a American Can teve de esperar até o fim da Lei Seca nos Estados Unidos, em 1933, antes de se lançar em novas tentativas.

Agentes do governo no ato de confiscar e descartar bebidas clandestinas (Chicago, 1921).

Agentes do governo no ato de confiscar e descartar bebidas clandestinas (Chicago, 1921).

Finalmente, em 1933, e após dois anos de pesquisas, a American Can desenvolveu uma lata  resistente à pressurização  e com revestimento interno especial, a fim de evitar que a cerveja se gaseificasse, como resultado de uma reação química com o metal.

Foi inicialmente muito difícil para os amantes da cerveja aceitar o conceito da bebida enlatada. No entanto, a Krueger superou as fortes resistências e se tornou a primeira cervejaria dos Estados Unidos – e do mundo – a vender cerveja em lata.

Assim que a companhia se impôs ao mercado, a resposta foi  irresistível. No espaço de três meses, mais de 80 por cento dos distribuidores optaram pela cerveja em lata da Krueger, por conta da maior facilidade de manuseio e transporte, sem as costumeiras quebras das cervejas em garrafas. Rapidamente, a companhia conquistou uma bela fatia do mercado das “três grandes” cervejarias nacionais – Anheuser-Busch, Pabst e Schlitz. Os competidores logo passaram a fabricar também cervejas em lata e, já no final de 1935, alcançou-se a marca de mais de 200 milhões de latas produzidas e vendidas naquele ano.

Na compra das latas, ao contrário das garrafas, não era exigido do consumidor o pagamento de depósito. As latas eram mais fáceis de empilhar, ocupando menos espaço, mais duráveis e levavam menos tempo para gelar.

Como resultado, sua popularidade continuou a crescer ao longo dos anos 1930, explodindo durante a Segunda Guerra Mundial, quando as cervejarias embarcaram milhões de latas de cerveja para os soldados em todos os países onde combatiam.

Depois da guerra, as grandes companhias de cerveja passaram a tirar vantagem da distribuição em massa que a lata tornava possível e, com isso, consolidaram seu poder. Hoje em dia, a cerveja enlatada corresponde aproximadamente à metade dos 20 bilhões de dólares anuais gerados pela indústria cervejeira.

No Brasil, a primeira cerveja em lata (de folha de flandres) foi a Skol, em 1971. As primeiras latinhas eram bem mais duras que as de hoje, especialmente na base e no topo, que tinham aros extremamente rígidos. Abaixo, a propaganda de lançamento:

Skol1971

Em 1989, a Skol também foi a pioneira em lançar no Brasil a cerveja em lata de alumínio. Que, apesar do barulho na época do lançamento, foi vista de forma negativa, apesar de prometer resolver os problemas apresentados por sua antecessora, a lata de folha de flandres (composto de ferro, aço e estanho), que interferia no aroma e no sabor da bebida, segundo o relato de bebedores de cerveja veteranos.

Matéria de jornal falando da lata de alumínio.

Matéria de jornal falando da lata de alumínio.

Demorou, mas o consumidor percebeu as vantagens do invólucro: no caso dos invólucros metálicos, não resta dúvida de que protegem mais do que as garrafas de vidro, não importando quão escuras estas sejam (quanto mais claras, mais a cerveja sofre). Os raios ultravioleta, se tiverem contato com a bebida, reagem com os resíduos do lúpulo (planta que é a principal responsável pelo amargor), provocando aroma e sabor conhecidos lá fora como “skunk”, ou seja… de gambá.

No caso das latas de alumínio, há muitas outras vantagens: não enferrujam, são mais leves, o anel de abertura da lata não é mais destacável, como nas latas de folha de flandres, e são 100% recicláveis.

 

Fonte:

Revista Opera Mundi

O Globo

Mansão de Al Capone à venda!

A propriedade em Miami, Florida, que foi um dia do famoso bandidão Al Capone, está à venda, segundo a revista TIME.

A casa fica num terreno de 10.000 metros quadrados, às margens da Baía de Byscaine, na Palm Avenue, e tem uma piscina de 10m x 20 m, um quiosque, uma casa de hóspedes com dois quartos e uma doca privativa. Ao longo dos anos ela perdeu suas características por conta de diversas reformas, mas recentemente o arquiteto Luis Pons a restaurou ao seu estado original, do mesmo jeito que era quando Caponde vivia lá no início do século XX. A casa agora ostenta as paredes brancas, detalhes em bronze, piso de madeira, enfim, tem um toque de classe.

Consta que Al Capone pagou por ela US$ 40.000,00 em 1928. Atualmente, o imóvel está sendo vendido por US$ 10 milhões. Isso é que é inflação…

Se você estiver interessado, temos algumas fotos:

The elegant pool cabana backs up to beautiful views of the Biscayne Bay.

O quiosque à borda da piscina.

Most of the house has a clean white interior, with flashes of color.

O interior é todo de paredes brancas, com um ou outro toque de cor.

The estate has a lot of spiral staircases.

Para subir ao andar superior, elegantes escadas em espiral.
And plenty of palm trees—classic Florida.
O jardim, repleto de palmeiras típicas da Flórida.

Another shot of Capone's house.

Outra vista da casa de praia de Capone.

Look what else is for sale in Florida

Vista aérea da propriedade.