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Fatos curiosos… e nojentos… sobre os cavaleiros medievais

A gente se acostumou a ver o cavaleiro medieval no cinema, na TV ou nos quadrinhos, como sendo um sujeito galante, corajoso e, muitas vezes, bonitão. Por exemplo, o primeiro papel de destaque do Roger Moore, muito antes de ficar famoso em todo mundo como James Bond, 007, foi o do cavaleiro Ivanhoé – uma série britânica que chegou a passar nas TVs brasileiras na década de 1960.

Roger Moore, ainda mocinho, como Ivanhoé.

Antes dele, porém, já havia um herói medieval de muito sucesso nos quadrinhos, criado por Hal Foster, o Príncipe Valente.

Repare como são fortes, altos, bonitos e limpinhos. Assim como outros heróis medievais cujos filmes a gente assistiu nas telonas…

Sinto desapontá-los, porém, com a verdade nua e crua: embora nos filmes, seriados e contos sobre os incríveis cavaleiros medievais, eles sejam retratados como guerreiros fortes e, principalmente, altos, acredita-se que a média de altura deles não passasse muito de 1,60 metro! Essa afirmação ainda não tem provas científicas, mas o tamanho das armaduras encontradas e apresentadas em museus ao redor do mundo sugere que o número seja preciso e próximo do real…

Mas as novidades bombásticas não param aí!

Talvez você saiba que as condições de higiene no mundo medieval não eram das mais favoráveis para as pessoas, mas para os cavaleiros, eram ainda piores. Não existiam locais de banho acessíveis para os membros da classe guerreira e eles podiam passar um ano inteiro com apenas três banhos! Imagine o cheirim debaixo da armadura…

Falar nisso me fez lembrar de outro… hã… detalhe…

Vestir uma armadura completa poderia levar até uma hora e, em várias ocasiões, só era possível com a ajuda de um servo. Sendo assim, os cavaleiros não viviam tirando e colocando suas armaduras quando queriam. Então, se chegasse a hora de o coitado fazer o número 1 ou – ainda pior  – o número 2, e ele não conseguisse remover partes de sua armadura, teria que fazer tudo vestido mesmo! Por isso, alguns modelos de armaduras possuíam pequenas aberturas que permitiam que os cavaleiros pudessem se aliviar mesmo vestidos.

O que era um risco de levar um golpe por entre essas aberturas…

Agora, pensa como era o interior de uma armadura dessas? Sem banhos e oportunidades de ir ao banheiro, os cavaleiros passavam horas dentro de armaduras imundas. Além das sujeiras do próprio corpo, elas podiam acumular sangue dos próprios guerreiros ou dos adversários e pedaços de comida. Barbas, cabelos e mãos também eram repletos de sujeira…

Daí, meu caro leitor ou cara leitora, se era difícil para os cavaleiros medievais encontrarem condições propícias para o banho, imagine se eles iriam se preocupar com seus dentes? Além da falta de higiene, vários cavaleiros apresentavam dentes irregulares, por terem quebrado alguns deles em batalha. Não era raro encontrar um cavaleiro mais experiente sem todos os dentes antes mesmo dos 30 anos.

Agora… pensa na aparência de um guerreiro desses?

Sujeira por todo o lado, nas unhas, cabelos… pedaços de comida, sangue seco, cheiro de jaula dentro da armadura de metal… Esquece o visual de um príncipe sedutor… Quando tiravam sua armadura, nada de cabelos e barbas aparados e dentes limpinhos, eles se pareciam mais com os bárbaros selvagens contra os quais lutavam.

Aí, nosso herói medieval fedido e sujo tirou a armadura e, depois de tanto tempo preso naquela lata de sardinha gigante, ele quer ter uma noite de rala e rola.

De novo, esqueça a imagem de guerreiros honrados e galãs conquistadores de princesas e mocinhas indefesas. Era comum que os cavaleiros conseguissem sexo, após as vitórias em batalha, violentando mulheres e garotas de vilas ou tribos rivais. Virgens eram os alvos preferidos dos cavaleiros.

Sim, eu sei que tudo isso é uma grande decepção… esses heróis galantes não tinham nada de galantes. Talvez seja melhor mesmo a gente guardar na memória a imagem de nossos heroicos cavaleiros enfrentando dragões e salvando a princesa.

Pelo menos, nesses contos, a gente não precisa lidar com a realidade, né?

Caráter vetor criado por macrovector – br.freepik.com

 

 

 

 

fontes:

wikipedia

fatosdesconhecidos.ig.com.br

 

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OS CAVALEIROS MAIS CÉLEBRES DA ERA MEDIEVAL

Os cavaleiros medievais eram guerreiros de elite e exerciam um fator decisivo nas batalhas. Inicialmente, eles poderiam ser apenas os corajosos homens que provavam as suas habilidades militares. Porém, com o tempo, o título tornou-se reservado para filhos de cavaleiros que faziam parte da nobreza, mas não era exatamente herdado, pois o aspirante a cavaleiro precisava fazer por merecer.

A formação desses guerreiros passava por um longo processo, que começava por volta dos oito anos de idade e geralmente não era concluído antes dos 21.

Assim que a formação estava completa, o título era concedido formalmente durante uma cerimônia de ordenação, que culminava com o ato solene de um líder da nobreza tocar com a parte plana de uma espada no ombro, no braço ou pescoço de cada um dos nomeados.

Confira a história de alguns dos mais famosos cavaleiros medievais.

Rei Arthur

Apesar de ser uma figura lendária e ter sua existência cercada por mitos, o Rei Arthur é tido por muitos como um personagem real da história da Idade Média, sendo talvez o mais lembrado. Arthur teria comandado a defesa contra os invasores saxões na Grã-Bretanha no início do século VI, porém a escassez de antecedentes históricos se manifesta em diversas fontes.  Nelas, consta que não há nenhuma evidência relacionada à sua existência, como os Cavaleiros da Távola Redonda, a espada Excalibur, o mago Merlin ou outros elementos fantásticos da lenda do rei Arthur.

Já outras fontes afirmam que a lenda foi baseada em alguma figura histórica, provavelmente um líder guerreiro romano-britânico.

Ricardo Coração de Leão

Ricardo Coração de Leão, também conhecido como Ricardo I da Inglaterra (1157-1199), sucedeu seu pai Henrique II como rei em 1189, mas passou a maior parte de seu reinado fora dos domínios de seu país. Pouco depois de sua coroação, ele lutou na Terceira Cruzada (1189-1192), no território onde hoje é Israel, confirmando a sua reputação de um grande líder militar. Em seu retorno à Inglaterra, foi capturado e entregue ao imperador Henrique VI do Sacro Império Romano-Germânico (onde hoje é a Áustria), mas foi liberado depois de um resgate pago em 1194.

Após um breve período na Inglaterra, ele foi para a França, onde travou uma batalha contra o exército de Filipe II a fim de resolver questões fronteiriças. Ricardo Coração de Leão morreu em 1199, depois de ter sido atingido por uma flecha durante uma batalha em Chalus, na França.

El Cid

El Cid (1043-1099) era um cavaleiro castelhano, cujo nome verdadeiro era Rodrigo Diaz de Vivar. Ele foi chamado de El Cid pelos mouros (muçulmanos), povo contra o qual ele lutou durante a maior parte de sua vida. O mais surpreendente é que, no final, ele se uniu ao  exército dos mouros para defender objetivos em comum. O maior feito de El Cid foi conquistar a cidade de Valência e outros territórios da porção leste da Espanha contra os mouros.

Ele governou a cidade por cinco anos até falecer em seu castelo, e não em uma batalha – como mostrado no filme de 1961 (estrelado por Sophia Loren e Charlton Heston). Seus restos mortais, juntamente com os de sua esposa, Jimena, estão sepultados na Catedral de Burgos.

Charlton Heston como El Cid.

Eduardo, o Príncipe Negro

Eduardo de Woodstock, Príncipe de Gales (1330-1376), chegou a ser chamado de o Príncipe Negro (provavelmente devido à armadura preta que usava) após a batalha de Crecy (1346), uma das mais notáveis ​​da Guerra dos Cem Anos. Ele lutou na França com seu pai, Eduardo III da Inglaterra, e desempenhou um papel-chave na outra vitória importante dos ingleses, a Batalha de Poitiers (1356). No final de 1360, ele liderou uma expedição para a Espanha e recuperou o reinado de Pedro de Castela.

Retornou para a França, mas a sua saúde frágil logo o obrigou a voltar para a Inglaterra. Ele morreu em 1376, um ano antes de seu pai, o qual ia suceder no trono.

William Wallace

William Wallace (1272-1305) foi uma das figuras mais importantes nas guerras da independência escocesa (1296-1328). Em 1297, ele matou o xerife inglês de Lanark e logo se estabeleceu como um dos líderes da rebelião escocesa contra os ingleses. Em 11 de setembro de 1297, as forças conjuntas de William Wallace e Andrew Moray derrotaram um exército inglês na Batalha de Stirling Bridge. Um ano depois, ele foi derrotado na batalha de Falkirk e forçado a se esconder.

Em 1305, foi capturado, levado para Londres e executado por traição. A vida de William Wallace inspirou o filme vencedor do Oscar de 1995 “Coração Valente”, estrelado por Mel Gibson, que teve algumas imprecisões históricas.

Mel Gibson como William Wallace

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

megacurioso.com.br