O Fusca 2017

Acho que todo mundo conhece, ou pelo menos ouviu falar, do Fusca. Bem, imagino que a moçada mais nova nem saiba do que se trata, então, farei um breve histórico aqui.

O Volkswagen Sedan foi um projeto de “carro do povo” (seu significado em alemão) encomendado a Ferdinand Porsche por Adolf Hitler.  No início da década de 1930, Porsche vinha desenvolvendo um projeto de carro barato e econômico, e extremamente ousado, com motor refrigerado a ar. Todos os carros então eram refrigerados a água.

Ferdinand Porsche

Ferdinand Porsche

Lançado oficialmente em 1.935, o Volkswagen podia ser comprado ao preço de 990 marcos, e era equipado com motor refrigerado a ar, sistema elétrico de seis volts e câmbio de quatro marchas – até então só se fabricavam carros com caixa de câmbio inferiores a 3 marchas.

O lançamento do carrinho do povo por Hitler.

O lançamento do carrinho do povo por Hitler.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o carrinho voltou a ser fabricado e passou a ser utilizado em serviços de primeira necessidade, escassos naquela época, como correio, atendimento médico, etc, justamente porque era um veículo de fácil manutenção, dirigibilidade e bastante econômico. Em pouco tempo, essas qualidades e sua versatilidade acabaram lhe abrindo mercados em todos os países do mundo, e em 1950 as primeiras unidades do carrinho foram importadas no Brasil.

Modelo de 1950, cujas primeiras 50 unidades foram importadas no mesmo ano pelo Brasil.

Modelo de 1950, cujas primeiras 50 unidades foram importadas no mesmo ano pelo Brasil.

O sucesso se repetiu aqui e, em 1959, ele começou a ser fabricado no país. Em poucos anos, o carro se tornou uma preferência nacional e ganhou o carinhoso apelido de “Fusca” – lá fora, ele é conhecido como ‘Beetle”.

Interior de um Fusca antigo

Interior de um Fusca antigo

Milhões de unidades do Fusca, em suas diferentes versões, foram produzidas no Brasil até que sua produção cessou em 1986. Poucos anos depois, em 1993, o então presidente Itamar Franco pediu que o carro voltasse a ser fabricado, o que aconteceu por três anos, quando sua carreira encerrou-se definitivamente. Durante esses anos todos, o carro sofreu poucas modificações tanto mecânicas quanto na carroceria, e ficou difícil para o modelo acompanhar os projetos de automóveis mais novos, que seguiam os avanços da tecnologia.

Reestilização do Fusca  de 1998, que foi batizado de New Beetle

Reestilização do Fusca de 1998, que foi batizado de New Beetle

Por isso a Volkswagen decidiu atualizar seu modelo, usando a plataforma do Golf, incorporando os avanços tecnológicos e reestilizando o veículo.  Tudo isso provocou uma mudança de perfil do público-alvo, porque o New Beetle, como foi chamado no seu lançamento, deixou de ser um “carro do povo”. Seu preço de venda estava no patamar de carros maiores, por isso ele nunca deixou de ser um carro de nicho.

É esse Beetle que sofreu algumas modificações e volta com nova cara em 2017. Veja só:

Ele vem com novas cores, novos para-choques, entradas de ar maiores… Tem o modelo conversível também, além de um interior todo redesenhado. Eles estão lançando ainda uma versão esportiva:

Tem também o modelo especial “Denim”, que vem num azul que dá uma cara de calça jeans.

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O teto e as rodas de 17 polegadas têm círculos coloridos em jeans e esse estilo também se reflete no interior. São bancos desportivos com capas azuis e bolsos de armazenamento no estilo de calça jeans. Na Europa, o preço desse modelo começa em US$ 26.000,00, ou R$ 83.000,00 na cotação desta semana.

Talvez a montadora traga o Beetle atualizado para mostrar ao mercado brasileiro no próximo Salão do Automóvel. O que vai pegar, é claro, será o preço de venda, porque se um Beetle 2013 era vendido na época a R$ 110.000,00, imagina qual será o preço desse 2017!

O mais relevante em toda essa história é que o projeto original continua ali, por mais modificações que se façam. Como diria o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, “algo deve mudar para que tudo continue como está”.

 

 

 

 

 

 

 

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Estes são os carros que Usain Bolt deixaria para trás numa arrancada de 100 metros

Vimos Usain Bolt fazer história durante as Olimpíadas do Rio. Mas, como se não bastasse, ele é recordista mundial nos 100 metros rasos, nos 200 metros e no revezamento 4×100. Quer dizer, é o homem mais rápido do mundo… Na corrida em que quebrou o recorde mundial dos 100 metros, Bolt completou a prova em 9,58 segundos, o que dá uma média de 37,5 km/h. Mas isso não é o mais impressionante.

Como se sabe, a prova dos 100 metros rasos inicia com os corredores posicionados em um bloco de largada, ou seja, com velocidade zero. Isso significa que Usain Bolt atinge uma velocidade bem maior que os 37,5 km/h da média. Quanto? Nada menos que 44,72 km/h. Impressionante? Pois saiba que essa velocidade não é atingida no final da corrida, e sim na marca dos 80 metros. Isso significa que Usain Bolt atinge 45 km/h em 7,8 segundos, de acordo com a medição oficial do Mundial de Atletismo de 2009, realizado em Berlim.

Se isso não parece muito, saiba que essa é uma aceleração média muito próxima a de alguns carros. Quer um exemplo? O Chevette 1.4 dos anos 1970 vai de zero a 100 km/h em 17 segundos, o que resulta em uma aceleração média de 1,63 m/s².

Como Bolt precisou de apenas 7,8 segundos para chegar aos 45 km/h, a aceleração média do atleta foi de impressionantes 1,61 m/s². Se Usain Bolt conseguisse chegar aos 100 km/h, provavelmente chegaria à essa marca junto com o Chevettinho.

Outro carro que chega junto com Bolt é o atual Fiat Uno 1.0, que tem seu tempo de aceleração divulgado de 14 segundos, mas leva cerca de 17 segundos, conforme testes da imprensa brasileira. O Fiat Qubo 1.4 Natural Power vendido na Europa é outro modelo que precisa de pouco mais de 19 segundos para chegar aos 100 km/h. Movido a gás, sua aceleração média é de 1,42 m/s², o que significa que ele chegaria aos 45 km/h de Bolt em 8,73. Perderia para o astro do atletismo!

Além destes dois, alguns carros simplesmente perderiam uma hipotética prova de 100 metros contra Usain Bolt. O clássico Karmann-Ghia 1500, por exemplo, tem uma aceleração média de 1,07 m/s² (zero a 100 km/h em 26 segundos!), o que significa que levaria 11 segundos para chegar aos 45 km/h que Bolt atinge em 7,8 s.

Na verdade, praticamente todos os Volkswagen a ar perderiam para o jamaicano – até mesmo a Kombi 1600 do início da década passada, que precisava entre 21 e 23 segundos para chegar aos 100 km/h, o que resulta em uma aceleração média de 1,2 a 1,3 m/s². Com isso, ela chega aos 45 km/h na casa dos 10 segundos. A essa altura, Usain Bolt já está descalço fazendo seu raio da vitória.

Os dois primeiros Mini também entram na lista. Mesmo sendo leves e diminutos, a aceleração dos carros não ajudaria a superar Usain Bolt. O Mini Mk1 850 tem uma aceleração média de modestos 0,95 m/s², enquanto seu irmão mais valente, o Mk1 997, consegue uma marca de 1,55 m/s². O primeiro levaria 13 segundos para chegar aos 45 km/h, enquanto que o segundo precisaria de 8 segundos, chegando bem perto do corredor.

Entre os carros mais modernos que perderiam a corrida para Usain Bolt, também podemos incluir o Tata Nano e o smart ForTwo a diesel (cara, quem aprovou essa ideia?). Com aceleração de zero a 100 km/h em 24 segundos, o indiano Tata tem uma aceleração média de 1,16 m/s², precisando de 10,7 segundos para chegar aos 45 km/h. O alemãozinho bebedor de óleo é mais esperto: com aceleração média de 1,56 m/s², ele chegaria aos 45 km/h em 7,9 segundos. Só com photo finish para definir…

Por último, você talvez conheça aqueles kei cars * europeus que podem ser dirigidos sem habilitação, os VSP . Todos eles têm velocidade máxima de 45 km/h, exatamente a velocidade que Usain Bolt atingiu em seu recorde mundial. Nessa categoria também podemos incluir o Renault Twizy 45. Mas este seria um páreo duro para Bolt: com o torque instantâneo do motor elétrico, o carrinho chega aos 45 km/h em 6 segundos.

Logicamente, a comparação entre Usain Bolt e os carros é meramente teórica: afinal, estamos falando de aceleração média, e a aceleração do mundo real — dos carros e de Bolt — não é constante, dependendo de uma série de fatores, dentre os quais a tração, relação de marchas, velocidade de trocas (se necessário), momento de inércia e velocidade/direção do vento.

Estes foram somente alguns carros que perderiam para Usain Bolt em uma corrida de 100 metros. Com base no cálculo da aceleração média, qualquer carro que leva mais de 17,2 segundos para acelerar de zero a 100 km/h perderia essa arrancada contra o herói jamaicano.

 

 

 

*Os kei cars, também conhecidos como keijidōsha (veículo a motor leve), é uma categoria japonesa de carros porte mini que gozam de vantagens tributárias e securitárias. Esse tipo de categoria de carros surgiu após a Segunda Guerra Mundial, como um incentivo do governo para reconstruir a indústria automobilística do país, e perdura até os dias de hoje, com algumas modificações ao longo do tempo. O blog O Treco Certo falará disso em outro post, é muito interessante.

 

Fonte:

 

Flatout.com.br

O primeiro telefone sem fio da história

Meu amigo Benny de Lima, de Londres, enviou-me um artigo muito curioso escrito por  Matt Novak para o SMITHSONIAN.COM e que transcrevo aqui, resumidamente. (quem quiser ler na íntegra, em inglês, basta clicar aqui.)

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Conheça a história do inventor da Filadélfia e entusiasta do rádio que previu o irritante hábito de falar ao telefone enquanto se está no carro.

O termo “telefone sem fio” no início de 1920 não significava, necessariamente, um dispositivo que pudesse transmitir e receber mensagens. Na verdade, a maioria dos aparelhos de rádio naquela época era simplesmente um transmissor ou um receptor. No entanto, alguns inventores estavam se divertindo com essa nova tecnologia e criando transceptores – dispositivos que poderiam transmitir e receber mensagens de rádio. Um artigo publicado num jornal de Ohio, em março de 1920, contava a história de um homem, na Filadélfia, chamado W.W. Macfarlane que estava experimentando seu próprio “telefone sem fio”. Sentado no banco de trás de seu carro enquanto o motorista dirigia, Macfarlane deixou de boca aberta um repórter de uma revista técnica enquanto conversava animadamente com a esposa, sentada em casa a 500 metros de onde estavam.

O repórter da revista perguntou ao inventor se aquele aparelho teria algum uso prático no futuro. A resposta trazia uma indagação: como aquele invento poderia ter influenciado no resultado da I Grande Guerra Mundial, que terminara apenas há dois anos?

“Imagine se isto estivesse pronto para nós na guerra. Todo um regimento equipado com os receptores de telefone, apenas com seus rifles como antenas, poderia avançar dois quilômetros e cada soldado estaria instantaneamente em contato com o comandante. Os mensageiros não seriam mais necessários. Não haveriam mais coisas como ‘um batalhão perdido'”…

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Abaixo, uma foto que encontrei na revista Popular Science de julho de 1920, mostrando o inventor e seu telefone sem fio…

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Na verdade, o invento do sr. Macfarlane não pode ser considerado a rigor o primeiro “telefone sem fio” da história. Alexander Graham Bell já vinha fazendo seus experimentos desde 1880, o problema é que essa ideia fora abandonada porque ninguém conseguira pensar em uma utilidade prática para isso. Embora alguns ainda insistissem… O vídeo abaixo – de 1922 -, encontrado por acidente em 2010 nos arquivos da empresa britânica Pathé Films, mostra duas mulheres em Nova York carregando um dispositivo robusto e conectando-o a um hidrante.

Só mesmo na década de 1980 é que descobrimos como usar um telefone sem fio – e não apenas como um walkie-talkie…

 

 

Rolls-Royce do futuro projeta ‘tapete vermelho’ para os passageiros

A Rolls-Royce conseguiu chamar a atenção de entusiastas do setor automotivo e de tecnologia ao apresentar o seu primeiro carro autônomo… e que, pra variar, abusa do luxo e do conforto para se destacar entre os demais modelos.

Apelidado de “Vision Next 100”, o automóvel ainda é um conceito e não tem data para ser comercializado. A intenção, segundo a empresa, foi desenvolver um carro que representa a visão da montadora para o futuro da indústria de veículos de luxo. No lugar dos bancos traseiros, por exemplo, há um enorme sofá, semelhante ao interior de uma limousine.

Não há divisão de passageiros da frente e traseiros, muito menos volante e instrumentos, que se tornarão “supérfluos”, segundo a Rolls-Royce. Apenas uma tela transparente servirá para a comunicação dos passageiros com o carro.

Além de trafegar de forma autônoma pelas ruas, o veículo contaria com uma inteligência artificial chamada Eleanor – uma espécie de assistente virtual capaz de “guiar e descobrir o mundo com você”, conforme comunicado da empresa. Para entrar e sair, o teto se levanta e uma projeção de luz vermelha simula um “tapete vermelho” para fazer o passageiro se sentir sempre em um evento glamouroso. Caso o clima não esteja favorável, dois guarda-chuvas estão embutidos nas portas.

Segundo a fabricante, os veículos de alto luxo do futuro serão totalmente configuráveis e feitos ao gosto do cliente, desde o desenho até o tamanho. O modelo apresentado seria apenas uma das possibilidades. No entanto, o consumidor não poderá escolher o motor, que será sempre elétrico.

Achei legal o compartimento das bagagens.

No vídeo abaixo, mais detalhes do carro-conceito:

Olha, depois de tudo isso, fiquei pensando em duas coisas: a primeira é que o carro só poderá andar em linha reta, certo? Como ele vai fazer as curvas, se as rodas estão encerradas daquele jeito? Só se aquele recorte redondo na “calota” seja o que permite trocar os pneus – isso seria feito pela Eleanor? – e fazer curvas…

E a segunda coisa é que, se estiver chovendo, o interior do carro vai ficar totalmente estragado quando a capota se abrir para deixar entrar (ou sair) os passageiros.

Sem contar que achei o bicho feio demais… A frente dele parece a cara do Pernalonga!

 

 

Fonte:

Auto esporte

O Pontiac alérgico a sorvete de baunilha…

Mais uma lenda urbana, descoberta a partir de um e-mail que recebi…

Decepcionante! Mais uma bela e interessante história, objeto de aulas e seminários, vai pro brejo. Dá até pena jogá-la no rol das lendas, mas esse é seu o lugar.

A GM – General Motors, fabricante do Pontiac, nunca desmentiu nem confirmou a história certamente baseada na premissa de que “boato a favor não se desmente”. O fato é que jamais houve confirmação da ocorrência dos fatos narrados. Não existem provas nem indícios de que eles tenham efetivamente acontecido.

Onde, quando e quem?

Como em todas as lendas, os dados são imprecisos. A mensagem faz referência ao ano de 1999, mas a história circula há muito mais tempo, tempo indeterminado e teria surgido na década de 70 nos Estados Unidos.

Quanto a ondequem, existem poucas pistas: apenas a marca do carro e o tipo de sorvete. O fato teria ocorrido em cidade incerta e não sabida dos Estados Unidos e os personagens envolvidos – o dono do carro e o engenheiro – também não são identificados. Esqueceram até de dizer o nome da sorveteria.

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O que chama atenção é o curioso hábito dessa família cujo chefe é um senhor bem-sucedido na vida e dono de vários carros: comer sorvete depois do jantar. A esse chefe de família cabia a tarefa de comprar, todas as noites, uma certa quantidade de sorvete. E ele escolhia sempre o mesmo carro para ir comprar sorvete: o Pontiac. Pelo menos é o que diz a história.

A mensagem não diz onde mora ou morava o proprietário do Pontiac, mas o engenheiro da General Motors esteve à disposição dele durante, pelo menos, duas semanas apenas para acompanhar a sua ida noturna à sorveteria. Depois de duas semanas de anotações, estudos e análises, o diligente engenheiro fez a grande descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha em comparação com o tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. 

Interessante, não?!

Só pra misturar o raciocínio: o motor não chegava a esfriar? Em quanto tempo um motor de carro esfria? Meia hora? Uma hora? Quinze minutos? Faça um teste com o seu carro e verifique em quanto tempo o motor esfria (a menos que ele seja um Pontiac :))

Considere, também, como hipótese de trabalho, variadas localidades e climas: Miami durante o verão, Chicago ou Seattle durante o inverno.

E por falar em tempo de esfriamento de motor: não seria o caso de o bem-sucedido proprietário do Pontiac ter enviado a carta ao dono da sorveteria que tanto demorava para atender o pedido a ponto de o motor do carro esfriar?

Veja o e-mail original:

O Sorvete de Baunilha e a GM.

Olhem como qualquer reclamação de um cliente pode levar a uma descoberta totalmente inesperada do seu produto. Parece coisa de louco, mas não é. Esta é a moral de uma história que está circulando de boca em boca entre os principais especialistas norte-americanos em atendimento ao cliente.

A história ou “causo”, como está sendo batizada aqui no Brasil, começa quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu uma curiosa carta de reclamação de um cliente. Eis o que ele escreveu:

“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por não me responder. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma tradição em nossa família, que é a de comer sorvete depois do jantar. Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo.

Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então minhas idas à sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro não funciona. Se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente.

Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é que estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99.”

A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta. O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de vários carros, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac.

O engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro efetivamente não funcionou. O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o mesmo trajeto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.

O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis, e depois de duas semanas chegou à primeira grande descoberta.

Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque este tipo de sorvete estava bem na frente. Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha em comparação com o tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea.

A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha 99. Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reforma do que não pegava com sorvete de baunilha.

A GM distribuiu também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, “porque pode ser que uma grande inovação esteja por atrás de um sorvete de baunilha” diz a carta da GM.

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Motorista é flagrada dirigindo com árvore no carro

Os motoristas americanos andam meio doidões. Qual seria o motivo? Estresse? Muito hambúrguer? Donald Trump? O fato é que, nas últimas semanas, há notícias bizarras sobre o que esses motoristas, homens ou mulheres, jovens ou idosos, andam aprontando.

Eu mesmo publiquei recentemente, aqui e aqui, duas notícias sobre maluquices que nossos irmãos do norte realizaram. E agora, temos mais uma, veja só:

Policiais da pequena cidade de Roselle, em lllinois (bem lá nordeste dos Estados Unidos, quase no Canadá) flagraram uma mulher dirigindo um carro com uma árvore presa na parte da frente!

Sim, também pensei a mesma coisa: “Como essa árvore foi parar lá?”

Enfim, os policiais notaram esse, digamos, passageiro inusitado e foram atrás do carro, percebendo então que a motorista estava embriagada. Ela disse que estava dirigindo por algum tempo e “não se lembrava onde havia atingindo a árvore”. Só faltava ela pedir:  “Seu guarda, prende essa árvore porque ela não quer sair do meu caminho !!!”

Na rede social, os policiais destacaram a mensagem: não beba e dirija. Em abril, a mulher será julgada por direção perigosa, e o vídeo abaixo, feito a partir do carro da polícia, mostra o momento do flagrante.

 

Idoso é multado por dirigir carro quase completamente coberto de neve

Outra notícia maluca:

Um homem de 80 anos foi parado pela polícia por dirigir um carro quase completamente coberto de neve, com apenas uma parte do para-brisa do lado do motorista limpo, segundo a polícia de Ontário, no Canadá.

De acordo com os policiais, o vovô recebeu uma multa de US$ 110 (R$ 451) depois que um policial avistou um monte de neve andando pela rua e foi verificar o que era.

 

O porta-voz da polícia, James Stanley, disse que o homem alegou ser muito velho e fraco para retirar toda aquela neve. O policial então limpou a neve do carro e deixou-o partir, apenas com a multa por dirigir com a visão obstruída.

“Ele faria apenas uma curta viagem de carro até a cidade. Entendo sua desculpa de que era muito velho e fraco para tirar toda a neve”, disse Stanley.