Brasil, meu Brasil brasileiro

Simplificando, os brasileiros se dividem em 3 espécies:

  1. O “bovino”, aquele que – não apenas por sua culpa ou escolha – é mantido na ignorância e não sabe de nada, só em lutar pela sobrevivência. Esse é o brasileiro que assiste a novela das 11 na Globo (a que trata da ditadura militar) e não entende nada do que rola porque não sabia que tivemos uma ditadura. É o que assiste a novela das 6 na mesma Globo (a que fala do D. Pedro I) e pergunta onde está o Pedro Álvares Cabral na trama. (OBS – isso foi identificado pela própria emissora, em suas discussões de grupo com espectadores).
  2. A “zelite”, aquele empresário ou político corrupto que vive numa realidade paralela e cuja única conexão com o mundo real é feita na hora de coletar seu dinheiro.
  3. O “otário da classe mérdia”, o brasileiro que rala a vida toda para poder pagar sua casa ou seu carro financiado, que paga seus impostos, que comete uma corrupçãozinha aqui e ali (dando um café pro guarda que o multou, por ex.) e se vê escorchado diariamente pela “zelite”.

(dentro dessas espécies, temos diversas variedades: jogadores de futebol que vieram da classe dos bovinos e hoje fazem parte da zelite; traficantes de drogas que circulam por todas as classes; estudantes da classe mérdia que vão às manifestações pra matar aula na faculdade; juízes do STF que fazem parte da zelite mas estão associados ao crime organizado e por aí vai…)

O brasileiro da espécie 3 tem um inimigo poderoso, o Estado. Prefeituras, governos estaduais, governo federal exploram o “otário da classe mérdia” desde que o Brasil é o Brasil. E esse Estado  vem num processo de corrosão há anos, alimentado pela corrupção e incompetência, e nos levou à atual “estagflação”, estagnação com inflação.

Gerando mais miséria, desemprego e violência.

Aí, o “otário da classe mérdia”, que vota em todas as eleições na esperança de escolher o menos pior, vê a “zelite” que ele colocou no poder debochar da cara dele diariamente, cuspindo seu cinismo, mentindo e fazendo negociatas para continuar mamando nas tetas da Grande Mãe Terra Brasilis.

E hoje, esse brasileiro tem ódio e vergonha. É o que se vê e ouve no busão, no metrô, nos táxis, nas rodinhas, nos trens… É gente desejando o pior àquele membro da “zelite”, é aquela teoria da boa índole indo pro ralo.

O “otário da classe mérdia” está cansado de tanta orgia, de tanta podridão, de tanta violência. Ele mal consegue viver seu presente, e enxerga seu futuro ameaçado. E, frustrado, escolhe alguém que diz não fazer parte da “zelite”, para que esse justiceiro coloque o país nos trilhos e nos livre da escória que há tanto tempo nos domina.

Moral da história:

O brasileiro “otário da classe mérdia”, que colocou o justiceiro lá, continua ralando o resto de sua vida pra pagar a prestação da casa própria e do Fiat Uno 1996.

O brasileiro “bovino” vai continuar alheio a tudo, assistindo o programa do Faustão aos domingos.

E aquele justiceiro, eleito para salvar a Pátria, descobriu-se depois que fazia parte da “zelite”, e se disfarçou de “caçador de corruptos” como um plano da própria “zelite” para continuar no poder.

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Os criminosos mais estúpidos do mundo

Qual é o limite para a estupidez humana?

A pergunta talvez possa ser respondida por dois britânicos condenados à prisão recentemente. Benjamin Robinson e Daniel Hutchinson foram presos após tirarem selfies roubando milhares de libras de máquinas caça-níqueis.

O caso aconteceu na cidade de Skegness, no leste da Inglaterra.

Esses dois idiotas não são os únicos, porém. Se você se der ao trabalho de verificar em jornais e sites do mundo todo, vai descobrir que há muitos outros tão… Er… Digamos, descuidados.

Confira:

5x300

Andrew Hennels acabou preso após se gabar de ter roubado um supermercado em sua conta pessoal no Facebook.

Ele usou a rede social para escrever um post que incluía uma selfie, uma foto de uma faca e a frase: “Roubei. Tesco. Fim”.

A polícia o prendeu 15 minutos depois com uma faca e 410 libras (R$ 2.050,00) roubadas de uma filial da rede de supermercados britânica Tesco. Ele foi condenado a quatro anos de prisão em abril do ano passado.

Não, a foto acima não é de um bandido, mas da vítima. Sim, isso mesmo.

Dois turistas galeses foram julgados em 2012 depois de ficarem bêbados e roubarem um pinguim chamado “Dirk” do parque Sea World na Austrália.

Rhys Owen Jones, de 21 anos, e Keri Mules, de 20 anos, invadiram o parque, nadaram junto com os golfinhos e acionaram um extintor de incêndio no tanque dos tubarões, antes de sequestrar o animal.

Quando os dois acordaram – de ressaca e com o pinguim em seu apartamento- decidiram alimentá-lo e colocá-lo debaixo do chuveiro.

Em seguida, Jones e Mules foram libertar Dirk em um canal, mas a polícia viu tudo. Um juiz multou os dois jovens em mil dólares australianos (R$ 2.780) cada um, e sugeriu que eles bebessem “menos vodca”.

O pinguim foi resgatado e devolvido ao Sea World sem ferimentos.

Viu a foto acima? Pois bem, escute só… Um homem acusado de ter cometido um incêndio criminoso e atos de vandalismo enviou uma selfie às autoridades de Ohio, nos Estados Unidos, pois achou que a foto divulgada pela polícia não fazia jus à realidade.

Donald “Chip” Pugh enviou um SMS à polícia com uma nova foto. Esta:

Na mensagem, ele dizia: “Aqui está uma foto melhor porque a que vocês usaram está horrível”. Ele afirmou a uma emissora de rádio local: “Eles (policiais) acabaram comigo. Divulgaram uma foto minha em que eu parecia um James Brown foragido. Não aguentei”.

Christopher Badman usou uma sacola na cabeça como disfarce quando assaltou um hotel durante a convenção anual em homenagem ao Elvis Presley, em Porthcawl, na Inglaterra.

Mas sua identidade foi rapidamente revelada quando ele tirou a sacola da cabeça. Provavelmente para enxergar por onde andava…

Mas não pense que só os gringos são tapados, porque por aqui, no Brasil, temos também bons exemplos.

O sujeito acima foi preso depois de roubar uma TV de uma loja, no Paraná, e voltar à cena do crime logo depois para ir buscar o controle remoto…

No Ceará, outro “esperto”arrombou uma igreja evangélica e roubou a urna com os pedidos dos crentes, achando que estivesse com dinheiro.

Em Uberlândia, Minas Gerais, dois tapados assaltaram uma ONG e levaram doze latas de tinta. Uma delas estava vazando, os ladrões não perceberam e bastou à polícia seguir as pegadas até o esconderijo.

Para encerrar a nossa galeria de bandidos trapalhões, há este vídeo de um ladrãozinho em Perth, na Austrália, que roubou a bolsa de uma senhora num shopping e deu de cara com algo inesperado…

 

 

 

 

 

 

 

Veja 10 exemplos de corrupção no cotidiano do brasileiro

Muito se fala atualmente sobre a corrupção no Brasil. Que nunca teve tanta corrupção, que nunca antes na história deste país se indiciou tantos corruptos e por aí afora. Que a corrupção é um problema crônico e que já nasceu na época da colonização portuguesa, e isso parece ser verdade. Os colonizadores vieram ao Brasil para explorar as riquezas naturais, sem se preocuparem com os índios, os habitantes originais destas terras.

Aliás, é provado que os primeiros a serem corrompidos neste país foram exatamente os indígenas, pois os portugueses os subornavam para conseguir tesouros, os escravizavam e os roubavam. Ou seja, historicamente, é um fato – embora não exclusivo daqui, uma vez que todos os conquistadores sempre fizeram isso com os povos subjugados…

Mas dois pontos são importantes a considerar nessa discussão: o primeiro é que o Brasil não é o país mais corrupto do mundo.

Veja no quadro abaixo, preparado pela Transparência Internacional (TI), uma organização não-governamental que tem como principal objetivo a luta contra a corrupção. Foi fundada em março de 1993 e encontra-se sediada em Berlim. Essa organização é conhecida pela produção anual de um relatório no qual se analisam os índices de percepção de corrupção dos países do mundo, e o quadro abaixo é do relatório mais recente. Nele, 100 é o menos corrupto e 0 é o mais corrupto. (se quiser enxergar melhor, clique em cima da imagem e ela vai se abrir em tamanho maior).

Transparency_international_2014Como se vê, nosso país está na média, e isso é um sinal positivo. De que temos um caminho a percorrer para diminuir a corrupção no Brasil, porque se estivéssemos no “vermelhão”, o melhor seria jogar a toalha, mesmo…

O segundo ponto tem a ver com o óbvio: no esquema, sempre existe o corrupto e o corruptor, e todos saem favorecidos nesse tipo de crime. Todos, menos a população honesta, que trabalha para garantir o sustento.

Eu sei que o Brasil é um Estado cheio de burocracia e falhas de gestão, onde se criam dificuldades para se vender facilidades. Sei também que a corrupção é marcada pelo clientelismo, o nepotismo e o oligarquismo. Tudo passa a ser um jogo político.

Mas, ainda acho que podemos começar a mudar esse jogo começando pelo nosso microcosmo: vamos nos lembrar de que nós também estamos cometendo deslizes éticos e morais.

Minha proposta é: vamos identificar esses péssimos hábitos em nosso cotidiano, e procurar corrigi-los. 

Se nossos valores forem diferentes dos valores dos candidatos aos cargos eletivos, não iremos elegê-los mais, e teremos mais força para cobrar daqueles que forem eleitos.

Veja só se você não cometeu um desses deslizes. Se sim, comece a corrigi-los:

1. Sonegação de imposto
A Sonegação de Imposto de Renda causa bilhões em prejuízo ao governo anualmente. Na hora de declarar aquela despesa, muitos brasileiros costumam utilizar notas fiscais que não se enquadram ou tentam arranjar dependentes para que a mordida do leão seja mais leve. O dinheiro sonegado poderia contribuir para a construção de estradas, hospitais e melhorar a infraestrutura do Brasil.

2. Carteirinha falsa

Se você não tem, deve conhecer alguém que possui uma carteirinha de estudante falsificada. “O ingresso é muito caro”, dirão alguns, tentando justificar seu ato de corrupção. O fato é que a carteirinha falsa já se espalhou de tal maneira que produtores de espetáculos praticamente dobraram o valor das entradas para poder compensar o dinheiro perdido com as falsificações. Sendo assim, quem é honesto e não cria um documento falso acaba pagando valores absurdos por causa da indústria das carteirinhas.

3. Compra de CNH

Eis uma das máfias mais conhecidas do brasileiro: a da compra de carteira de habilitação. Várias operações policiais já desmantelaram diversas quadrilhas especializadas em vender a carteira de motoristas. Os crimes vão desde a compra do documento até o pagamento do famoso “quebra” na hora da prova prática de direção.

4. Fazer hora no trabalho

Essa pode passar despercebida, mas é capaz de movimentar milhões em hora extra e gastos desnecessários nas empresas. Não existe uma pesquisa medindo quanto se é gasto por hora não trabalhada dos funcionários, mas é fácil encontrar aquele colega que fica enrolando no café…

5. Pirataria

Sabe aquela barraquinha de produtos piratas que existe em qualquer canto? Ela é um exemplo clássico de crime incorporado na sociedade brasileira. As vendas são feitas à luz do dia e sem o menor constrangimento, tanto para o vendedor quanto para o comprador. Isso serve também para os brinquedos ilegais, celulares roubados, cópia ilegal de livros, filmes ou músicas…

6 . Desrespeitar os outros

Aquela vaga de deficiente não é sua, a não ser que você tenha alguma deficiência, óbvio. É uma regra simples, mas facilmente ignorada. Do mesmo modo que não é difícil encontrar idosos em pé no ônibus ou metrô enquanto jovens ocupam os lugares reservados para tirar aquele cochilo.

7. Ganhando no troco

O rapaz do caixa dá um valor a mais em troco e você finge que está tudo certo e comemora a “sorte do dia”. A malandragem pode fazer com que a “lei do mais esperto” transforme tudo em uma bola de neve.

8. Pagando um “cafezinho”

Tem muita “autoridade” que adora um cafezinho, e vai lhe pedir a ajudinha se você cometer uma infração. Claro que o café vai ficar mais barato do que pagar pelo que você fez de errado. De novo, a lei do mais esperto entra em ação e muita gente se deixa corromper.

9. Contrabando Gourmet

Quem nunca viu aquele amigo indo para o exterior lotado de pedidos de quem ficou? “Me compra um Iphone e finge que ele é seu, tira da caixa”. É um contrabando “gourmet”, um pouco mais sofisticado daquele que já existe há décadas na velha fronteira com o Paraguai. Ou quem não conhece aquelas senhoras que vão pra Dubai e voltam com as malas cheias de artigos pra vender aqui, as “sacoleiras gourmet”? Esse pessoal que passa a perna na Receita Federal é tratado como herói, quando na verdade são corruptos, tanto quanto os políticos que desviam dinheiro.

10. Gatonet

Muita gente já ouviu falar naquele aparelhinho mágico que “abre todos os canais da sua TV a cabo”. Basta pagar uma vez e pronto, você tem todos os canais livres para consumo. Se não rolar dessa maneira, tem o primo do amigo do irmão que trabalha na operadora de TV a cabo e consegue liberar tudo por uma quantia bem camarada. Mais uma vez, a corrupção entrando na casa de cada um.

E ainda temos o “gato” da energia elétrica, do telefone, da água…

Cara, sabe que eu cansei dessa corrupção toda?

 

Dólar mais alto; veja quem ganha e quem perde

Neste momento em que a moeda brasileira foi desvalorizada, é importante sabermos como isso nos afetará.

Muitas pessoas acham que o fato de o dólar subir não as afeta, pois não ganham em dólar nem pretendem viajar para o exterior em breve. A verdade, porém, é que o dólar mais alto deixou o brasileiro mais pobre.

Qual é o primeiro impacto do dólar mais alto?

A alta do dólar afeta a vida das pessoas comuns porque puxa a inflação para cima. Muitas matérias-primas são importadas –como trigo, gás e gasolina. Isso provoca um aumento do pãozinho, do macarrão, da gasolina, por exemplo.

Além disso, alguns produtos que são produzidos aqui no Brasil também têm seu preço atrelado ao dólar.

É o caso da soja, da carne, do café, do açúcar, do milho. Mesmo que eles sejam produzidos no país, quando o dólar está mais caro fica mais vantajoso para o produtor exportar. Então, se ele mantém o produto para ser vendido aqui dentro, vai querer receber mais por isso.

Outra maneira pela qual a alta do dólar influencia os preços é que, com o produto importado mais caro, os produtos nacionais acabam também sofrendo um reajuste. Os produtores aproveitam a alta do importado para aumentar a margem de lucro do nacional também.

Ou seja, todos somos afetados, direta ou diretamente. Veja estes exemplos:

 Quem ganha

  • Balança comercial – A balança comercial é a relação entre as exportações e importações de um país. Com o aumento do dólar, fica mais caro importar e mais barato exportar, o que ajuda a equilibrar essa conta. A balança vem apresentando resultados positivos graças à alta do dólar. Em agosto, por exemplo, a balança apresentou o melhor resultado em três anos.
  • Empresas exportadoras – por terem custos em reais e receitas em dólar, essas empresas se beneficiam da alta da moeda norte-americana. Exemplos são as empresas de papel e celulose e do setor agrícola exportador, como produtoras de soja e de suco de laranja. Esses setores ficam mais competitivos lá fora, mas isso não significa que as exportações vão aumentar imediatamente.
  • Empresas voltadas ao mercado interno Essas empresas se beneficiam da alta do dólar pois sofrem menos competição dos produtos importados.
  • Turismo doméstico – o turismo nacional deve ganhar fôlego com a desistência dos brasileiros de tirar férias no exterior. Mesmo assim, não é esperado um aumento muito grande porque, apesar de o dólar estar mais caro, a economia brasileira como um todo está mais fraca.

Quem perde

  • Consumidor final – Os aumentos de custos na economia são invariavelmente repassados para o consumidor, que sofre com a inflação e a perda do seu poder de compra.
  • Empresas importadoras – As indústrias que vendem produtos importados ou que dependem substancialmente de matérias-primas importadas são prejudicadas com a alta do dólar. Exemplos são a indústria química, farmacêutica, revenda de carros importados, de perfumes, chocolates, vinho importado.
  • Empresas que tenham dívidas em dólar – Se a empresa fez dívidas em dólar para compra de equipamentos ou insumos está com um problema muito grande agora.
  • Pessoas que fizeram gastos no cartão de crédito no exterior – Além do custo de 6,38% de IOF, o aumento do dólar faz com que o gasto no exterior seja bastante aumentado. É por isso que os especialistas não indicam fazer gastos expressivos com cartão de crédito no exterior, mas deixar seu uso apenas para emergências.
  • Quem tem viagem marcada para o exterior ou programa de estudos no exterior – Com a alta dos preços lá fora, os turistas estão optando por trocar a viagem por um destino nacional ou até mesmo escolher um país menos caro.

 

 

 

Fonte:

Folha de S. Paulo

A água acabou

A crise da água, que no Brasil assola São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros Estados, e que também castiga regiões nos Estados Unidos, evidenciou um fato que os cientistas vinham alertando há décadas: a água não é um bem infinito. Devíamos ter cuidado dela com o mesmo cuidado que damos ao petróleo. Sem desmatar com tanta ânsia as nossas florestas, sem impermeabilizar nossas ruas, impedindo que a chuva se infiltre nos lençóis freáticos. Sem invadir e destruir os mananciais, sem poluir os rios e os mares. Sem deixar crescer as cidades desordenadamente. Sem desertificar a terra para criar pastos… Que logo estarão secos. Além disso, a poluição do ar e a emissão descontrolada de gases tóxicos amplificaram o aquecimento global, que vem derretendo as calotas polares, fazendo subir o nível do mar e com resultados beirando a catástrofe: o rio São Francisco está perdendo a luta contra o mar, que já invadiu quilômetros do Velho Chico a partir de sua foz.

Muita gente não acredita que estejamos sem água. Afinal, nosso planeta não é o “planeta água?

Cerca de 71% da superfície da Terra é coberta por água em estado líquido. Do total desse volume, 97,4% aproximadamente, está nos oceanos, em estado líquido. A água dos oceanos é salgada: contém muito cloreto de sódio, além de outros sais minerais.

Mas a água em estado líquido também aparece nos rios, nos lagos e nas represas, infiltrada nos espaços do solo e das rochas, nas nuvens e nos seres vivos. Nesses casos ela apresenta uma concentração de sais geralmente inferior a água do mar. É chamada de água doce e corresponde a apenas cerca de 2,8% do total de água do planeta.

Grafico-agua

Veja no gráfico acima: de toda a água do planeta, somente 2,8% é de água doce. Só que a maior parte dessa água doce está congelada,  formando grandes massas de gelo nas regiões próximas dos pólos e no topo de montanhas muito elevadas. Então, o que resta da água do planeta e que se pode consumir é apenas 1% da água do planeta!

 E por que a água é tão importante?

Porque ela é um dos principais componentes da biosfera e cobre a maior parte da superfície do planeta, como vimos acima. Na biosfera, existem diversos ecossistemas, ou seja, diversos ambientes na Terra que são habitados por seres vivos das mais variadas formas e tamanhos. Às vezes, nos esquecemos que todos esses seres vivos têm em comum a água presente na sua composição.

Ecossistema

Ecossistema

Por exemplo, a água-viva chega a ter 95% de água na composição do seu corpo. Como a melancia!

agua

melancia

 Quer dizer, a água não está presente apenas nas plantas; ela também faz parte do organismo de muitos animais, como a água-viva. E é fácil comprovar que o nosso corpo, por exemplo, contém água. Bebemos água várias vezes ao dia, ingerimos muitos alimentos que contêm água e expelimos do nosso corpo vários tipos de líquidos que possuem água, como o suor, urina, lágrimas, etc.

Veja na imagem abaixo onde a água está armazenada em nosso organismo:

Entendido isso, a pergunta que não quer calar é: quanto tempo o corpo humano aguenta sem água?

A importância da água em nosso organismo

A importância da água em nosso organismo

Bem… A coisa funciona da seguinte maneira: em peso, a água representa cerca de dois terços do corpo humano. Ela é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, respiração, converter os alimentos em energia e outros processos corporais. Perdemos água através do suor, urina, fezes e até mesmo da respiração. No calor, um adulto pode perder até 1,5 litros de água somente através do suor.

Estudos têm demonstrado que, se o corpo perder apenas 2,5% do seu peso em água, pode perder 25% de sua eficiência. Isso significa que um homem de 80 quilos começará a ter problemas caso perca 2 litros da água corporal. Essa desidratação pode engrossar o sangue,  e isso faz o coração trabalhar mais e a circulação ser menos eficiente, prejudicando a oxigenação do corpo.

Então, tentando responder à pergunta, vamos imaginar um cenário: as condições são normais (nem muito frio ou calor) e a pessoa está em boa forma, com o funcionamento normal de todos os seus órgãos. Nessas condições, o ser humano pode viver entre 3 a 5 dias sem água. A degradação dos sentidos (olfato, visão, paladar, tato) e a queda nos sistemas do corpo (respiratório, circulatório etc) serão graduais.

Uma desidratação leve (1º dia) engrossa a saliva, a pessoa perde a frequência urinária e isso resulta numa urina com cor e odor fortes. Na desidratação moderada (do 2º ao 3º dias), a urina quase cessa – o corpo precisa economizar água – a boca e a mucosa do nariz ficam secas e isso vai gerar rachaduras, os olhos ficam fundos e sem lubrificação e os batimentos cardíacos são acelerados. A desidratação severa vem do 3º dia em diante, a urina definitivamente cessa, há perda temporária ou completa da sensibilidade e dos movimentos, extremo cansaço devido a baixa oxigenação dos sistemas, vômito e  diarreia frequentes. No 5º dia a pessoa entra em choque.  A pele fica azulada e muito fria, consequência da perda de pressão sanguínea.

A partir dessa fase, o fim da vida é questão de tempo.

Portanto, economize água: tome menos banhos, lave as roupas de forma mais espaçada, não varra a calçada com água, cuide dos vazamentos.

A água vale mais que ouro.

As coisas são um pouco diferentes na Austrália

Um dos lugares onde eu gostaria de viver no mundo é a Austrália. Tenho amigos, filhos de amigos e parentes vivendo lá. São brasileiros que foram estudar e acabaram ficando, outros que foram trabalhar e também acabaram ficando, e outros que se mudaram intencionalmente para lá, todos encantados com uma terra que lembra o Brasil em alguns aspectos e que nos faz lamentar que nosso país esteja seguindo o caminho que vemos…

Apesar de algumas semelhanças (como o clima em algumas regiões, ou as praias), há características que são únicas. E que você só vai encontrar na Austrália. Por exemplo:

Isto é Austrália!

QUEM SABE UM DIA…


Aurélio de Oliveira, publicitário e professor

Desde que me mudei aqui para Porto Seguro, berço do nosso descobrimento, fui apenas uma vez visitar uma réplica meia boca da caravela do Cabral. Não deu vontade de ir novamente. Dizem que foi neste local (há controvérsias), há mais de 5 séculos, que dois índios Pataxó, encostados numa paineira, acompanharam as caravelas de Cabral atracando nas costas brasileiras. Disse um ao outro:

___ Acho que isso não vai dar certo…

De lá para cá, muita água rolou debaixo da ponte, muita cachaça jorrou dos alambiques e muito sangue, suor e carnaval arquitetaram e definiram nossa excêntrica identidade nacional e os rumos do nosso progresso como povo!

Por que ainda não deu certo? Melhor: por que deu certo em algumas coisas, como o futebol por exemplo, e não deu em outras, como educação e saúde? Por que os políticos ganham salários astronômicos e um professor ganha um salário microscópico? É tudo muito confuso neste país.

Eu acho que é tudo uma questão de começo. Tudo que começa bem, vai bem! Vamos falar, então, sobre o início dos nossos tempos. Somos filhos de um povo que, muito longe de colonizar com inteligência, veio aqui para predar, rapinar e destruir, fincando a bandeira da parvoíce. Facínoras e delinquentes portugueses, em vez de serem mandados para as masmorras do castelo, eram mandados para as praias idílicas das terras descobertas.

Fomos colonizados por bandidos, que semearam em inocentes úteros indígenas a gênese de uma estranha e extravagante etnia. Se não eram malfeitores eram exploradores, que vinham e iam com as naus abarrotadas de pau-brasil e a consciência vazia de culpa; deixavam para trás proles e mais proles de criaturas de difícil identificação: não eram europeus, mas também não eram mais índios.

Depois de aviltar os nativos, anos mais tarde resolveram desonrar negros africanos que, à força de grilhões, eram trazidos para os trabalhos forçados nos engenhos e trabalhavam de graça até morrer. Mas antes disso, as negras mais jovens e bonitas eram obrigadas a emprestar o corpo para, desregradamente, senhores de fazendas, seus filhos e comparsas continuarem a moldar aquilo que seria o povo brasileiro. O resultado foi uma nova renque de seres que não eram brancos, nem podiam ser chamados de africanos.

Já éramos brasileiros? Não! Brasileiro era o nome que se dava à corja que traficava o pau-brasil. Ainda éramos apenas o início de uma farofa étnica copulada e ejaculada por brancos, negros e índios nas alcovas coloniais, fossem elas sobre lençóis acetinados, em senzalas mal-cheirosas, em becos fétidos e sombrios ou nas matas sob a luz de Jaci.

Desse modo fomos nascendo… sem pátria, sem identidade e abençoados pela avidez de almas e dinheiro de uma religião que, sabendo da força que há em um povo alfabetizado, não nos obrigava a aprender a ler para seguir seus ritos. Apenas amedrontavam-nos com as fábulas da cristandade… bobagens como céu, inferno e purgatório.

Assim, crescemos temerosos, incultos, pouco afeitos a leituras e, pior, vulneráveis.

Hoje somos um povo lindo e as diferentes etnias liquidificadas fizeram bem pra nossa pele e nos encheram de talento. Mas continuamos vulneráveis às perfídias das religiões, das políticas, dos políticos e do poder global das grandes empresas. Por isso, por conta dessa biografia caótica, somos um povo que ainda não deu certo…

Quem sabe um dia…