Por que a Lei Seca, que fez 100 anos, foi um fracasso retumbante nos EUA

Os economistas têm um pequeno problema de imagem. As pessoas acreditam que manipulam descaradamente as estatísticas, fazem previsões terríveis com excesso de confiança e jogam água no chope. Possivelmente, parte da culpa é de um homem que, há um século, foi provavelmente o economista mais famoso do mundo: Irving Fisher.

Foi ele que declarou, em outubro de 1929, que as ações haviam atingido um “patamar permanentemente alto”. Menos de dez dias depois, a Bolsa de Valores americana despencou vertiginosamente e deu origem ao período conhecido como a Grande Depressão.

Fischer era um fanático pela boa forma física. Evitava consumir carne, chá, café e chocolate. Tampouco bebia álcool. Era, aliás, um ardoroso defensor da Lei Seca, medida das autoridades americanas para proibir a produção e a venda de álcool cuja entrada em vigor, em 1920, completou 100 anos em janeiro. Foi uma mudança extraordinária que levou a quinta maior indústria do país para a ilegalidade, de uma hora para outra.

Fisher fez outra previsão à época: “[Esse episódio] será escrito na história como o começo, como uma nova era mundial, da qual essa nação terá orgulho para sempre”.

Mais uma previsão furada… a proibição seria, no fim das contas, uma farsa. A lei foi tão descumprida que o consumo caiu apenas 20% no período de vigência, e acabaria revogada em 1933, em uma das primeiras medidas do novo presidente Franklin D. Roosevelt.

Produtividade X embriaguez

As raízes da Lei Seca americana são geralmente apontadas em torno da religião, mas a verdadeira preocupação dos economistas era a produtividade. As nações sóbrias seriam muito mais eficientes que aquelas com uma força de trabalho de bêbados? Para confirmar sua teoria, Fisher tomou algumas liberdades com os números que usou.

Ele argumentou, por exemplo, que a Lei Seca gerou US$ 6 bilhões para a economia americana (algo como US$ 90 bilhões em valores atuais). O problema é que esse número não veio de uma análise cuidadosa. Fisher se valeu de estudos com poucas pessoas que apontavam uma redução de 2% da eficiência depois de drinques com estômago vazio.

Mais tarde, ele assumiu que os trabalhadores tomavam cinco doses antes do trabalho, multiplicou os 2% por cinco e concluiu que o álcool levava a uma redução de 10% da produção. Duvidoso, para dizer o mínimo.

Os economistas talvez tivessem se surpreendido menos com o fracasso da Lei Seca se pudessem ter saltado meio século na história e conhecido as análises de Gary Becker, prêmio Nobel de Economia em 1992, sobre o “criminoso racional”.

Crime e demanda

Para Becker, tornar algo ilegal simplesmente acrescenta um novo custo racional aos prós e contras calculados pelas pessoas: a penalidade caso você seja pego, modulada pela probabilidade de ser pego.

“Criminosos racionais”, afirmava Becker, “vão oferecer mercadorias proibidas por um certo preço”. Se os consumidores vão pagar esse preço depende do que os economistas chamam de elasticidade da demanda. Imagine, por exemplo, que o governo decida banir o brócolis. O mercado ilegal passaria a cultivar brócolis escondido e vendê-lo em becos escuros por preços inflados?

É improvável, já que a demanda por brócolis é elástica. Eleve o preço e muitas pessoas passariam a comprar couve-flor ou repolho. Com o álcool, por outro lado, a demanda é inelástica: aumente o preço e muitos ainda continuarão pagando o preço mais alto.

A Lei Seca americana se tornou uma bonança para criminosos racionais como Al Capone, que defendeu seu contrabando de bebidas com ares empresariais.

“Eu dou ao público o que o público pede”, afirmou. “Nunca precisei mandar vendedores agressivos, já que eu nunca consegui suprir a demanda.”

Os mercados ilegais também variam seus incentivos. Seus competidores não podem te levar às autoridades, então por que não usar os meios necessários para estabelecer um monopólio?

A teoria mais aceita indica que o aumento da violência durante a Lei Seca contribuiu para sua derrocada.

Outro fator também foi a ganância pelo lucro fácil. Cada carregamento de mercadorias levava consigo um risco, então por que não guardar espaço para um produto mais potente? Durante a Lei Seca, o consumo de cerveja caiu em relação ao de destilados. A tendência se inverteu depois do fim da proibição.

Por outro lado, o que impede o corte de custos reduzindo a qualidade do produto?

Tornaram-se comuns, então, os bares clandestinos, conhecidos como speakeasies. Aumentaram também o consumo de bebidas falsificadas (feitas a partir do milho) e, claro, a corrupção, com policiais e políticos sendo subornados pelas quadrilhas que distribuíam o produto no mercado negro.

Aos poucos, os próprios defensores da luta anti-álcool se decepcionaram com seus resultados e, em 1933, o Congresso americano aboliu a Lei Seca.

 

 

 

Fonte:
Tim Harford, BBC, da série "As 50 coisas que fizeram a economia moderna"

PRODUTOS COM NOMES MAIS BIZARROS

A marca é o principal elo entre o negócio e o cliente, pois é através dela que ele identifica o negócio e o diferencia dos demais. Com o passar do tempo, a marca passa a ser o referencial  daquele produto ou serviço.

Mesmo sabendo disso,  algumas empresas fazem referência a guerras, sexo e outras ideias… Digamos… Inusitadas ao escolher o nome de seu produto. Ou se perdem na tradução para outros idiomas.

Quer ver alguns exemplos?

Ungh!… Vá embora!

“Be gone”, em inglês, significa “vá embora”. Um nome bastante sugestivo para o… para a… Bem, você entendeu, concorda?

Tão gay…

Basta separar o nome da água Sogay para ter “tão gay” em inglês.

Tocando o Terror

Produtos de limpeza costumam lembrar flores, natureza, bons odores… A linha Terror optou por outro caminho. Para mostrar que é o terror da sujeira, talvez?

Uma vomitadinha, apenas

A tradução de “Only” é “apenas”. A de “Puke”, “vômito”. Certamente não é um nome agradável para um salgadinho… Esse é chinês, muito vendido em Xangai, e seus fabricantes o batizaram, em chinês, de “Salgadinhos de Feijão Crocante”. Mas, na sua versão em inglês, “Only Pukeet” ficou prejudicado, uma vez que fica difícil de ler as duas últimas letras de “Pukeet” por causa das cores da embalagem. De todo modo, mesmo que isso fosse resolvido, os ocidentais não devem encontrá-lo tão cedo nos supermercados daqui, já que o sabor de torresmo vencido com um toque de canela não é muito atrativo para os consumidores deste lado do mundo…

Mas que m…

O Shitto também tem uma marca que dificilmente estimularia o apetite do consumidor daqui, embora esse molho de pimenta extraforte seja muito popular em Gana.

Uma explosão!

Os suplementos Semtex incomodaram muitas entidades no Reino Unido. Semtex também é o nome de uma granada muito letal que contém C4, um explosivo plástico que gruda em qualquer superfície.

Ahhh! Que bela mij…

coolpis-reproducao

“Pis”, em inglês, é urinar. “Cool” significa “legal”. Uma marca pouco sutil para uma bebida,  eh eh eh… Mas a marca Coolpis é de uma enorme corporação sul-coreana,  e a Coolpis tem uma série de sabores – incluindo uma bebida de kimchi, condimento típico da culinária coreana.Trata-se de uma preparação com base na acelga em que se colocam os vegetais em salmoura durante várias horas e, a seguir, os envolvem com uma pasta feita com farinha de arroz, açúcar e vários temperos. Essa preparação pode ser consumida de imediato, mas normalmente ficam fermentando para servir de condimento a outros pratos… Aí, já não sei o que é pior, se a marca Coolpis ou a bebida de kimchi…

As bolas do camelo. Oi?

Poderia ser o chiclete “Corcovas de Camelo”, mas eles preferiram “Bolas” mesmo, nesse chicle de bola do grupo espanhol Fini. O que acho mais divertido é que, em algum lugar da Espanha, eles devem ter feito um longo “brainstorming” para criar isso…

Argh!

Existe, e é uma marca japonesa de biscoitos. Não é a melhor opção para um produto alimentício…

Leite de morcega

A Batavo criou o iogurte da Batwoman, só pode ter sido essa a ideia… Mas depois de receber milhares de reclamações, a empresa mudou o nome do produto, e este saiu de circulação…

Tem gosto da Vovó

Uma geleia caseira com um nome bem estranho, essa “Tastes Like Grandma” (gostinho da vovó?), fabricado por um casal em Stuarts Draft, região do estado norte-americano de Virgínia…

João Andante

A cachaça mineira “João Andante” foi alvo de um processo da Diageo, que é dona da marca Johnnie Walker, com a acusação de plágio. Recentemente, a marca de Minas Gerais perdeu o processo e passou a se chamar “O Andante”…

Miojo pra Piranha?

Ainda não provei…

Creme de Sêmen???

Claro que não! Esse creme condimentado de alho, tomate, pimenta, cumin etc,  vendido nos supermercados da Turquia, é o caso típico do significado da palavra se perder em outro idioma. Por alguma razão, misturaram a palavra turca “çemen”, que é desse condimento, com outras palavras em inglês e resultou nesse “cemen dip”, cuja tradução pode ser outra coisa para as mentes mais poluídas…

Se você gosta de crianças, vai adorar!

Quer carne de criança picadinha? Pois é… De novo, os chineses se perderam na tradução. A tradução literal de  儿童营养肉松  é carne de porco desfiada e nutritiva para as crianças. 儿童 significa crianças. 肉松 significa carne de porco desfiada. É uma comida para bebês ou crianças pequenas… Mas você pode provar, também. Já imaginou pedir na lanchonete: “Ei! Ponha um pouco de carne de criança picadinha no meu sanduba!”

 

Ah, este nosso mundo louco…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bebidas Bizarras

Veja algumas bebidas bizarras pelo mundo:

Cerveja de Pizza – com orégano, tomate, alho… Pra tomar geladinha, só não sei se desce redondo.

Bacon Martini – vem com uma fatia de bacon, não sei se é frito…

Ice Cucumber – esse lançamento da Pepsi no Japão promete… Pepsi de pepino!

Bilk – também do Japão, tem esta bebida: dois terços de cerveja (Beer) e um terço de leite (Milk).

Acho que vou parar de beber…

Mas tem mais, não se desespere…

É branco, é iogurte e vai misturado com Pepsi… Acredite se quiser!

Isso aí abaixo são latas de refrigerante de salsão (isso mesmo que você leu, salsão!) facilmente encontrável nas delis de Nova York. Está sozinho no mercado há um século e meio… Fico imaginando o motivo de gigantes como a Pepsi ainda não terem se interessado por esse mercado tão… Er… saboroso…

Mas nem tudo são flores, ou salsão! Já imaginou você sair com uma garota e pedir “Quero um suco de alho, com limão e gelo”? Mas veja o lado bom, um frasco desses pode ser um excelente coquetel Molotov contra vampiros!

E o suco de maconha, então? Faz você voarrrrrrrr!

Para finalizar… A água negra! Sim, conheça o lado negro da Força! Essa é uma garrafa de água  preta – água mineral com ácido fúlvico. Além de ele deixar a água escura, esse ácido serve como composto nutriente para as plantas e também como suplimento alimentar. Segundo quem experimentou, essa água negra tem sabor de … Água.