O MÉDICO QUE ODIAVA SUPER-HERÓIS

Era 1954, e os Estados Unidos viviam sob o signo do medo. A guerra fria estava no auge. Por causa da paranoia anticomunista, Charles Chaplin não podia entrar no país e Albert Einstein era investigado pelo FBI. O clima de temor e suspeita era propício a qualquer iniciativa “moralizadora” dos costumes.

A Guerra da Coreia (1950-1953) foi o primeiro conflito moderno a colocar em lados opostos os americanos e os chineses e soviéticos.

A Guerra da Coreia (1950-1953) foi o primeiro conflito a colocar em lados opostos os americanos e os chineses e soviéticos.

Alguns anos depois, os mesmos contendores se enfrentaram na mesma região, com o início da guerra do Vietnã.

Alguns anos depois, os mesmos contendores se enfrentaram na mesma região, com o início da guerra do Vietnã.

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Nos Estados Unidos, por quase uma década, desde o fim dos anos 1940 até meados dos anos 1950, o país viveu um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis. Foi uma época em que o medo do comunismo e da sua influência em instituições americanas tornou-se exacerbado. Um comitê do Senado, formado pelo senador Joseph McCarthy (de pé na foto), acusou milhares de americanos de serem comunistas ou simpatizantes, tornando-os objeto de investigações agressivas. Muitos perderam seus empregos, tiveram a carreira destruída e alguns foram até mesmo presos e levados ao suicídio. Pessoas da mídia, do cinema, do governo e do exército foram acusadas de espionagem a soldo da URSS.

Naquele ano, o renomado psiquiatra Fredric Wertham publicou seu livro A Sedução dos Inocentes, que descrevia em detalhes os “efeitos nefastos” dos gibis sobre as crianças. A saber: fomentavam a delinquência juvenil, a discórdia entre irmãos, o mau hábito da garotada de não comer legumes e verduras e, se isso não bastasse, de estimular o homossexualismo. O livro incentivou o Congresso a vasculhar a indústria das HQs e a colocar Batman e Super-Homem no banco de réus.

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Credenciais não faltavam ao doutor para convencer a opinião pública da época. Era o psiquiatra-chefe do maior hospital psiquiátrico de Nova York, o Bellevue. Na década de 1920, recém-formado, correspondera-se com ninguém menos que Sigmund Freud, pai da psicanálise.

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 A reputação de Wertham era ilibada, mas algo aparentemente não ia bem com a psique do doutor. Assim como em muitas tramas de gibi, o genial estudioso foi ficando aos poucos obcecado por aquele objeto de repulsa e desejo. Suas pesquisas passaram a associar a leitura de quadrinhos com a violência. O psiquiatra lançou-se então numa violenta campanha, condenando os pobres gibis em dezenas de artigos e entrevistas.

Foi Wertham quem plantou a semente da história da homossexualidade de Batman e Robin. Tudo porque, numa história, Bruce Wayne e Dick Grayson trocavam as roupas civis pelos uniformes de herói, separados apenas por um biombo. Por causa dessas insinuações, a DC Comics teria criado a figura paternal do mordomo Alfred, a fim de frear a fama de gay do homem-morcego. 

O fato é que, com a publicação de A Sedução dos Inocentes, revistinhas foram queimadas em público no estado de Nova York. Um comissário de polícia de Detroit, Harry S. Toy, declarou que os gibis estavam infestados de ensinamentos comunistas. Os distribuidores começaram a devolver os exemplares que recebiam para vender. E a confusão serviu de estopim para que o Congresso instituísse uma subcomissão de investigação dos quadrinhos, nos mesmos moldes daquela criada para investigar as atividades comunistas no país.

As editoras, temendo uma regulamentação do governo, criaram o Comics Code, que nada mais era do que um código de autocensura. Entre 1954 e o início da década de 1970, o código exerceu seu poder de forma implacável na indústria dos quadrinhos. Só em 1971 as editoras passaram a questioná-lo: a Marvel, numa história do Homem-Aranha, mostrou Harry Osborn, amigo de Peter Parker, numa viagem de LSD.

Wertham tentou escrever uma sequência de seu famoso livro, desta vez tratando dos efeitos da TV nas crianças, mas, para sua frustração, nenhum editora se interessou em publicá-lo.

O doutor sempre negou que suas críticas aos quadrinhos tivessem favorecido a censura e dizia que, em princípio, nunca teve nada contra eles, apenas contra as mensagens implícitas em seu conteúdo. Tanto que, no começo dos anos 1970, focou suas pesquisas nos aspectos benignos da cultura dos fanzines. Em seu último livro, publicado em 1974 e chamado The World of Fanzines, ele concluiu que “os fanzines são um exercício saudável e construtivo para motivar a criatividade”.

Essa obra, porém, não serviu para redimi-lo perante os fãs e os editores de quadrinhos, e ele morreu desacreditado por eles em 1981. O ex-menino prodígio da psiquiatria seria para sempre lembrado como o doutor que odiava os quadrinhos.

 

 

(Fontes: Superinteressante, internet, Wikipedia)
 

Confira o calendário com algumas das maiores estreias do cinema em 2016

Para você que gosta de cinema, segue uma lista das grandes estreias do ano que se inicia. Fique atento, reserve espaço na sua agenda, e grana em seu bolso. Há muita coisa boa vindo por aí, como Batman Vs. Superman, Capitão América 3, Independence Day 2, Kung Fu Panda 3, Star Trek 3, entre outros!

4 de fevereiro: O Regresso (The Revenant, 2015)
No século 19, o explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) comanda uma ação no rio Missouri, EUA. No local ele acaba sendo atacado por um urso e seu filho morre. Em vez de ajudarem, os trabalhadores que o acompanhavam o deixam à própria sorte. Para a surpresa do grupo, o explorador sobreviveu e ele está sedento por vingança. O Leo di Caprio é uma grande aposta para receber o Oscar de melhor ator por seu desempenho nesse filme.

11 de fevereiro: Deadpool (Idem, 2016)
O mercenário Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um anti-herói do universo Marvel, conhecido como Deadpool. Depois de ser submetido a um experimento para ganhar fator de cura, o mercenário tagarela, armado com suas habilidades e um senso de humor negro, vai atrás do homem que quase destruiu sua vida.

18 de fevereiro: Zootopia – Essa Cidade é o Bicho (Zootopia, 2016) – animação da Disney
Habitante de Zootopia, Nick Wilde, uma raposa falastrona, é acusada por um crime que não cometeu e foge. A melhor policial da cidade, uma coelha, segue seu rastro implacavelmente determinada a fazer justiça, mas os dois inimigos acabam se unindo ao se verem vítimas de uma grande conspiração. Outra grande aposta do ano, desta vez da Disney.

3 de março: Kung Fu Panda 3 (Idem, 2016)
O desajeitado urso panda Po (dublado originalmente por Jack Black), segue sua jornada ao lado do mestre Shifu (Dustin Hoffman), Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Víbora (Lucy Liu) e Louva-Deus (Seth Rogen). O grupo precisa enfrentar uma força sobrenatural e Po vai finalmente conhecer o seu pai verdadeiro, que havia sumido.

17 de março: A Série Divergente – Convergente (The Divergent Series: Allegiant, 2016)
A sociedade baseada em facções, na qual Tris Pior (Shailene Woodley) acreditou um dia, desmoronou, destruída pela violência e por disputas de poder. Agora, Tris terá de lidar com novos desafios e se vê mais uma vez forçada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

24 de março: Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn Of Justice, 2016)
Após os eventos de O Homem de Aço, Superman (Henry Cavill) divide a opinião da população mundial. Enquanto muitos contam com ele como herói e principal salvador, vários outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, porém, uma nova ameaça ganha força. O trailer já está rodando nas nossas telas.

14 de abril: Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book, 2016)
Baseado na série literária de Rudyard Kipling, a trama gira em torno do jovem Mogli (Neel Sethi), garoto de origem indiana que foi criado por lobos em pela selva, contando apenas com a companhia de um urso e uma pantera negra. Mais um aguardado lançamento da Disney.

28 de abril: Capitão América 3 – Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016)
Os fãs da Marvel esperam este filme com ansiedade. O Capitão América (Chris Evans) lidera a nova equipe dos Vingadores em seus esforços para manter a humanidade em segurança. Depois que outro incidente internacional envolvendo os Vingadores causa danos consideráveis, o aumento da pressão política resulta na implementação de um sistema de responsabilidade e um conselho governamental. O ato divide as opiniões, originando duas facções. Uma se alia ao Capitão América, sem a interferência do governo. Já a segunda é liderada pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), que decide apoiar as decisões governamentais.

19 de maio: X-Men – Apocalypse (X-Men: Apocalypse, 2016)
A Marvel, agora da Disney, também fez altas apostas neste filme. En Sabah Nur, mais conhecido como Apocalipse, se considera o mutante mais antigo que existe. O vilão retorna com planos de mergulhar o mundo em um apocalipse para garantir a supremacia. Hora de reunir os X-Men para enfrentar a ameaça global.

9 de junho: Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft, 2016)
A região de Azeroth sempre viveu em paz, até a chegada dos guerreiros Orc. Com a abertura de um portal, eles puderam chegar à nova Terra com a intenção de destruir o povo inimigo. Cada lado da batalha possui um grande herói, e os dois travam uma disputa pessoal, colocando em risco seu povo, sua família e todas as pessoas que amam.

9 de junho: Truque de Mestre 2: O 2º Ato (Now You See Me 2, 2016)
Após enganar o FBI um ano antes, o grupo de mágicos é forçado a se reunir mais uma vez e realizar uma nova série de golpes elaborados que culminarão na maior ilusão que já fizeram até agora.

23 de junho: Independence Day – O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence, 2016)
Depois da destruição que alienígenas fizeram 20 anos atrás, a população mundial sempre soube que um dia eles voltariam. O governo americano se prepara para um novo ataque usando a tecnologia alienígena recuperada no primeiro ataque. Mas isso não é o suficiente e as pessoas se unem para lutar mais uma vez pela liberdade e evitar a aniquilação.

14 de julho: As Caça-Fantasmas (Ghostbusters, 2016)
Na Universidade de Columbia, um grupo de estudantes de física realiza experiências avançadas sobre as dimensões da existência. Mas quando os testes dão errado, um grupo de caça-fantasmas formado por Erin (Kristen Wiig), Abby (Melissa McCarthy), Jillian (Kate McKinnon) e Patty (Leslie Jones) precisa solucionar este caso.

1 de julho: A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan, 2016)
Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan (Alexander Skarsgård), aclimatado à vida em Londres com sua esposa Jane (Margot Robbie), é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico. O vilão é o Capitão Ron (Christoph Waltz).

21 de julho: Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016)
Após sofrerem com a ira de John Harrison/Khan (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica.

4 de agosto: O Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016)
Reuna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie a uma missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente governamental Amanda Waller (Viola Davis) decidiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Então, assim que o improvável time percebe que eles não foram escolhidos para vencerem, e sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida vai morrer tentando concluir a missão ou decidem que é cada um por si?

3 de novembro: Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016)
O neurocirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) sofre um acidente e como sequela ele perde a habilidade com as mãos. Desesperado para voltar a ser um médico de prestígio, Stephen vai ao Himalaia em busca de cura e lá se torna aprendiz de um mestre, que o ajuda a se tornar o grande mago.

15 de dezembro: Star Wars – Rogue One (Rogue One: A Star Wars Story, 2016)
No primeiro filme derivado da franquia Star Wars, guerreiros rebeldes partem em missão para roubar os planos da Estrela da Morte e trazer nova esperança para a galáxia. A história se passa antes dos eventos do episódio IV “A Nova Esperança”, então Darth Vader deve aparecer nesse filme!

 

 

 

 

 

 

 

 

George Barris desenhava veículos que pareciam saídos de desenhos animados

George Barris (1925-2015) foi um designer americano mais conhecido pelos seus carros personalizados feitos para Hollywood, principalmente o  Batmóvel de 1966.

Aos 7 anos de idade, Barris já construía carros de brinquedos usando madeira . Foi aí que ganhou os primeiros concursos patrocinados por lojas de hobby. George e seu irmão Sam trabalhavam no restaurante da família e, por sua ajuda, ganharam um Buick 1925, que não estava lá em tão boa forma. George logo o trouxe de volta à vida através do seu talento. Foi o seu primeiro carro customizado. Eles o venderam e, com o lucro obtido, começaram a trabalhar em um novo projeto.

A demanda e a fama do trabalho dos irmãos só aumentava. Foi quando criaram um clube para os proprietários de veículos personalizados, chamado Kustoms Car Club.

Em 1951, Sam tinha personalizado um Mercury Coupé para si e um cliente, que botou os olhos nele, encomendou um carro similar. Esse veículo foi exposto em uma feira chamada Motorama em 1952, e acabou ofuscando o trabalho dos melhores designers de Detroit. Sam também construiu um Ala Kart modelo de 1929 da Ford e, com isso, recebeu dois AMBR (prêmio pelo Roadster mais bonito da América) .

Apesar da atenção alcançada, Sam decidiu largar o negócio e George seguiu a empreitada com sua esposa Shirley, ajudando na promoção da empresa. No início de 1960, Barris, juntamente com outros customizadores seus conhecidos, criou exposições itinerantes que foram montadas para atrair compradores mais jovens.

Logo ele chamou a atenção de estrelas como Bob Hope, Frank Sinatra, John Wayne e Elvis Presley, adaptando seus carros, e foi inevitável que fosse contratado para produzir carros especiais para séries de TV, como o Batmóvel e, depois, carros para “Os Monkees”, “Mannix” e “Os Monstros”, entre outras.

Abaixo, alguns dos carros produzidos para a TV e para celebridades:

O carro da Família Monstro

O carro da Família Monstro

O carro dos Monkees

O carro dos Monkees

 carro-caminhão da série "Família Buscapé", hoje em um museu.

O carro-caminhão da série “Família Buscapé”, hoje em um museu.

Os Mustang conversíveis que ele fez sob encomenda para Sony e Cher, quando a cantora ainda era casada cm esse cantor. Eram customizados no espírito de "ele e ela".

Os Mustang conversíveis que ele fez sob encomenda para Sony e Cher, quando a estrela ainda era casada com esse cantor. Eram customizados no espírito de “ele e ela”.

O Rolls Royce dourado que ele fez para a atriz Zsa-Zsa Gabor.

O Rolls Royce dourado da atriz Zsa-Zsa Gabor.

Este, ele fez para John Wayne...

Este, ele fez para John Wayne…

E agora, alguns modelos extravagantes que Barris fazia para se divertir ou para colecionadores. A maioria desses modelos está no museu dedicado à sua memória, situado em Los Angeles.

 

Fontes:

ideafixa.com

george barris museum

wikipedia

Cenas de filmes antes e depois dos efeitos especiais

Grandes sucessos de bilheteria atualmente dependem cada vez mais dos técnicos e especialistas em efeitos especiais. Claro que boas histórias e bons atores nunca serão dispensáveis, mas filmes arrasa-quarteirões como “Planeta dos Macacos” ou “Avatar” provavelmente não teriam sido tão convincentes em seus universos fantásticos sem esses truques. Que, quanto mais perfeitos forem, menos a gente vai perceber – e aí reside a magia eterna do cinema.

Veja nas cenas abaixo o quanto os efeitos especiais são fundamentais em muitos filmes.

Caçadores de Obras-Primas

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (19)

Homem de Ferro

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (22)

As Aventuras de Pi

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (25)

Planeta dos Macacos: a Origem

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (29)

Os Vingadores

Cenas-de-grandes-Filmes-antes-e-depois-dos-Efeitos-Especiais (31)

Malévola

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Alice no País das Maravilhas

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Gravidade

gravidade

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Matrix

Piratas do Caribe: O Baú da Morte

The Walking Dead

300

Batman, o Cavaleiro das Trevas

Fotos reveladoras de celebridades… E outras fotos incríveis!

As fotos abaixo, muitas delas nunca divulgadas antes, revelam facetas da personalidade ou momentos importantes de pessoas famosas e capturam a essência de eras passadas. Tenho certeza de que muitas delas irão surpreender você, com flagrantes curiosos, intrigantes e emocionantes. Por isso fotografia é uma arte tão especial: ela ajuda a capturar um momento e gravá-lo para sempre!

Obama no time de basquete do colégio onde estudou, em Honolulu, Havaí.

Schwarza quando chegou a Nova York, em 1968, e ficou besta com os edifícios altíssimos!

Os Beatles instantes antes de tirar sua mais icônica foto, para o álbum “Abbey Road”.

Falando em Beatles, aqui estão eles em Hamburgo, 1961, ainda com Pete Best na bateria, pouco antes do Ringo entrar na banda.

Já que falei dos Beatles, não posso deixar de mencionar os Rolling Stones, nesta foto em 1963.

Já que falei dos Beatles, não posso deixar de mencionar os Rolling Stones, nesta foto em 1963.

Bruce Lee em 1958, dançando cha-cha-cha. Ele foi um tremendo pé-de-valsa, campeão de um concurso desse ritmo em Hong Kong, naquele mesmo ano. Além de campeão de dança e mestre em artes marciais, Lee ainda era excelente boxeador!

Bruce Lee em 1958, dançando cha-cha-cha. Ele foi um tremendo pé-de-valsa, campeão de um concurso desse ritmo em Hong Kong, naquele mesmo ano. Além de campeão de dança e mestre em artes marciais, Lee ainda era excelente boxeador!

Bastidores da famosa cena de Batman e Robin escalando um edifício, da série de TV de 1966.

Bastidores da famosa cena de Batman e Robin escalando um edifício, da série de TV de 1966.

Como a cena ficou na TV.

Como a cena ficou na TV.

Adam West (Batman) e Leonard Nemoy (Spock) na bateria.

Adam West (Batman) e Leonard Nimoy (Spock) na bateria.

John Kennedy em Dallas, 1964, minutos antes de ser baleado.

John Kennedy em Dallas, 1964, minutos antes de ser baleado.

A última foto do Titanic, tirada em 1912, quando zarpava para sua trágica viagem.

Sean Connery e Ian Fleming (à esquerda na foto) no set do primeiro filme de James Bond, “O Satânico Dr. No”, em 1961. Fleming, criador do personagem, não queria Connery no papel. A lista de atores que ele escolhera incluía Cary Grant, David Niven, James Mason, Patrick McGoohan, Rex Harrison e Richard Burton, mas todos eram caros demais. Ele só foi conhecer Connery durante as filmagens…

Os mais antigos desenhos conhecidos do Mickey, feitos por Ub Iwerks entre fins de 1927 e início de 1928, depois de uma reunião com Walt Disney e seu irmão Roy, na qual definiram as características do personagem.

Anúncio numa revista nos Estados Unidos do começo dos anos 1980, falando do lançamento de um supercomputador com 10 Mb, pelo equivalente em dólares a “apenas” R$ 19.000,00…

A foto, de 1905, mostra o primeiro carregamento de bananas (3.000 quilos) a chegar à Noruega. Até então, as pessoas não encontravam muitos produtos, frutas ou verduras que não fossem produzidos ou cultivados localmente. Hoje, a Noruega é o segundo mercado importador de bananas na Europa, depois do Reino Unido.

O primeiro selfie no espaço foi tirado em 1966, pelo astronauta americano Buzz Aldrin durante a missão da Gemini XII. Três anos mais tarde, na missão Apolo XI, ele pisou na Lua.

O então presidente George W. Bush recebendo a notícia de que os aviões sequestrados por terroristas tinham derrubado o World Trade Center em Nova York, no fatídico 11 de setembro de 2001.

Hitler (de costas, o segundo da direita para a esquerda) inspeciona em 1941 a maior arma jamais construída na História, o supercanhão Dora.

O supercanhão pesava espantosas 1350 toneladas, media 47,3 metros de comprimento, 7,1 metros de largura e 11,6 metros de altura. Este colosso, com um cano de 32,48 metros, podia arremessar dois tipos de projétil: uma granada de alto explosivo de 4,8 toneladas que viajava a 820m/s e com um alcance de 48Km, e uma granada anticoncreto de 7 toneladas que podia atingir um alvo a 38Km de distância em menos de um minuto.

A deusa Marilyn Monroe entretendo as tropas americanas estacionadas na Coreia, em fevereiro de 1954.

Casal vitoriano passeando de bicicleta em 1890.

Annette Kellerman foi uma nadadora, atriz de cinema, escritora e defensora da natação profissional australiana. Kellerman ficou famosa por defender os direitos das mulheres usarem maiôs de uma peça, o que era um escândalo na época. No início de 1900, as mulheres usavam pesadas combinações e calças quando nadavam. Em 1907, no auge de sua popularidade, Kellerman criou um maiô de uma peça e foi presa por atentado ao pudor. A popularidade de seus maiôs de uma peça resultou na sua própria linha de roupa de banho para mulheres. 

O Ronald McDonald original, de 1963!

1961. Lanchonete dos funcionários da Disneylândia.

O que sobrou de um incêndio no Museu de Cera de Madame Tussaud em Londres, 1930.

A maldição de James Dean

Existem maldições famosas que muita gente conhece, como a do túmulo de Tutancâmon, que foi inclusive tema de vários filmes de cinema e de TV. Dizem até que a família Kennedy sofre de uma maldição. Mas há uma da qual nunca tinha ouvido falar e que me foi comentada pelo meu camarada Aramis Negreiros (https://www.facebook.com/aramis.negreirosjr/about): a do Porsche de James Dean, o famoso ator de Hollywood, e batizado por ele de “Little Bastard”, ou Pequeno Bastardo.

Dean comprou o Porsche 550 Spyder prata para competições. Este Porsche era um pequeno esportivo sem teto, especialmente desenvolvido para competições em rodovias ou corridas de resistência, e era movido por um motor central traseiro e com um peso bastante baixo. Quem  o customizou para o ator foi o projetista de hot-rods George Barris, que anos depois desenhou o Batmóvel para a popular série de TV dos anos 1960.

Em 30 de setembro de 1955, James Dean estava numa rodovia e,  ao chegar a um cruzamento, um jovem a bordo de um Ford Coupé 1950 não viu o pequeno automóvel prateado com o 130 pintado no capô e cruzou sem olhar. As consequências foram fatais. James Dean faleceu instantaneamente no local.

Como ainda haviam peças aproveitáveis, George Barris comprou o que sobrou do carro e o levou para sua oficina em Chicago. Enquanto estava sendo arrumado, o Pequeno Bastardo caiu sobre as pernas de um dos mecânicos e esmagou-as. Há notícias de que ladrões tentaram roubar o volante do carro, mas se feriram na tentativa.

Depois disso, Barris decidiu se livrar do carro maldito: vendeu o motor e a transmissão do carro a dois médicos que participavam de corridas, e dois pneus para outra pessoa. Durante uma corrida, o carro que recebeu o motor do “Little Bastard” saiu da pista e bateu numa árvore, matando o piloto. O carro que recebeu a transmissão travou e capotou várias vezes, deixando o outro médico-piloto gravemente ferido. Aquela pessoa que comprou os pneus do Porsche foi parar no hospital, depois que os pneus explodiram simultaneamente, provocando um grave acidente.

Enquanto isso, Barris emprestou o que restou do carro de James Dean para a California Highway Patrol, que faria uma exposição sobre a importância da segurança no trânsito. Na véspera do evento, um incêndio atingiu o galpão de exposição e todos os carros foram destruídos, exceto – é claro – o Pequeno Bastardo, que sobreviveu sem nenhum arranhão além dos que já tinha. Quando o carro foi colocado em exibição em Sacramento, caiu do display e quebrou o quadril de um adolescente que estava lá, admirando-o.

Quando a exposição se encerrou, o carrinho foi colocado dentro de um caminhão para ser levado de volta a Salinas, na Califórnia. O motorista do caminhão perdeu o controle no caminho, foi jogado para fora da cabine e esmagado pelo carro quando este voou da carroceria.

Em 1960, depois de ser exibido em Miami, os restos do carro maldito desapareceram a caminho de Los Angeles. E nunca mais foi visto depois disso.

BRRRR!

Os Monkees, o grupo que veio para concorrer com os Beatles

Estamos em 1966.

Um dos carros mais vendidos no Brasil era a Vemaguet. Sérgio Mendes estoura nos Estados Unidos, e depois na Europa. A participação brasileira na Copa do Mundo de 1966 foi uma das piores da história. O Brasil foi eliminado logo na primeira fase com vitória de 2×0 para a Bulgária, e derrotas de 3×1 para Hungria e 3×1 para Portugal – com Pelé, Garrincha e cia. A Guerra do Vietnã estava numa escalada sem fim, e os EUA já tinham enviado mais de meio milhão de homens. E um famoso grupo de rock, os Beatles, faziam seu último show no estádio Candlestick Park, em São Francisco – EUA, e lançavam seu álbum “Revolver”.

Na TV, o grande sucesso de audiência no Brasil eram os festivais de música, e os programas musicais em geral. Normalmente você via artistas como Elis Regina, Jair Rodrigues, Roberto Carlos, Chico Buarque… Outros líderes de audiência eram os programas de humor, com Renato Corte Real ou Chico Anysio. Mas os seriados também conquistavam enorme audiência – aqui e nos Estados Unidos: Bonanza, O Fugitivo, Quinta Dimensão… Batman…

Foi um período de efervescência em todos os segmentos da sociedade e o seriado do Batman, com sua atmosfera “camp”, atraiu especialmente os jovens. Camp se referia a uma atitude artificial, exagerada, era uma estética especial que ironizava ou ridicularizava tudo o que fosse dominante. E foi exatamente nessa brecha que um grupo de executivos da rede americana NBC criou um projeto: uma banda que pudesse rivalizar com os Beatles em popularidade, na venda de discos e de produtos licenciados, mas contando com um grande trunfo, uma série de TV.

O tema do seriado.

“Os Monkees” estreou em 1966 apresentando a vida de um grupo de rock desempregado em busca de uma oportunidade para mostrar sua música. Adotando a linguagem “psicodélica”, a série apresentava várias situações nas quais Davy, Mike, Mickey e Peter se envolviam. Os membros da banda foram escolhidos a dedo, entre quase 500 candidatos: Mike Nesmith, músico  e excelente compositor; Mickey Dolenz, ator/cantor que já estrelara uma série de TV quando criança (“O Menino do Circo”); Peter Tork, o homem dos mil instrumentos, e Davy Jones, com experiência em teatro.

Da esquerda para a direita, Pete, Mike, Mickey e Davy.

Aliando a série a turnês, à execução de músicas no rádio e ao lançamento de álbuns, a produção de “Os Monkees” criou uma estrutura multimídia que é utilizada ainda nos dias de hoje com “Glee”, por exemplo. Foram duas temporadas com 58 episódios, que receberam vários prêmios e conquistaram vários fãs, os próprios Beatles entre eles. John Lennon disse: “I think you’re the greatest comic talents since the Marx Brothers. I’ve never missed one of your programs.” (Eu acho que vocês são os maiores talentos cômicos desde os Irmãos Marx. Eu nunca perdi um de seus programas). Outra demonstração da popularidade gigantesca que eles conseguiram foi que um cantor britânico que despontava com algum sucesso mudou seu nome artístico de Davie Jones para David Bowie – justamente para não haver confusão com o astro da banda.

Abaixo, um trecho de um dos episódios, que intercalavam ação com uma música:

O que foi feito deles, depois que o seriado acabou e a banda se desintegrou?

Mike Nesmith – Depois que a série foi cancelada, Mike formou a “The First National Band”, que durou apenas um ano. Tentou investir no negócio de gravadoras, montando a Countryside, em parceria com a Elektra Records, que também não foi adiante. Sua vida mudaria quando sua mãe, uma engenheira química que inventou o liquid paper, vendeu os direitos do produto para a Gillette Corporation em 1979. Falecendo em 1980, ela deixou sua fortuna para Mike, que utilizou o dinheiro para criar a Pacific Arts Pictures, com a qual passou a produzir e distribuir filmes. Atualmente com 68 anos, Mike mantém a empresa Pacific Corporation, que expandiu para as áreas de produção de vídeo game, home vídeo, livros áudio e programas para a Internet, como oVideorach 3D. Além de homem de negócios, músico e compositor, Mike também é autor de livros.

Mickey Dolenz – Ele já fazia parte do mundo do show business quando estrelou a série “Os Monkees”. Filho do ator George Dolenz, da série “O Conde de Monte Cristo”, Mickey iniciou carreira aos nove anos de idade quando estrelou o seriado “O Menino do Circo”. O ator retornou à carreira artística em 1964, com participações especiais. Nessa mesma época formou a banda Missing Links, utilizando o nome de Mike Swain. Foi nesse período que ele foi contratado para integrar o elenco de “Os Monkees”, passando a usar seu próprio nome, Mickey Dolenz.

Com o fim da série e do grupo, dividiu seu tempo entre duas carreiras, a de músico e a de diretor de filmes, episódios de séries, vídeo clipes e peças de teatro, atuando nos EUA e na Inglaterra. Atualmente com 65 anos, Mickey se mantém em atividade também como ator e cantor. Seu mais recente trabalho foi a montagem do musical “Hairspray“, que iniciou em Londres e chegou à Broadway.

Davy Jones –  O ator inglês iniciou sua carreira fazendo participações em programas do rádio e da TV. Logo depois passou a atuar em musicais, chegando a interpretar Artful Dodger na montagem de “Oliver!”. Foi com esse musical que ele chegou à Broadway em 1963, dando ao ator e cantor de 17 anos de idade uma indicação ao prêmio Tony. Divulgando o musical, Davy  e o elenco se apresentaram no programa “The Ed Sullivan Show”, no dia 9 de fevereiro de 1964, pouco antes do  grupo The Beatles fazer sua histórica apresentação na TV americana.

O sucesso do musical levou Davy a Los Angeles, onde assinou um contrato com a Columbia Pictures para lançar seus discos solo. Pelo contrato, o estúdio teria que lhe arranjar um programa para estrelar na TV. Assim, após algumas participações especiais, Davy entrou para o elenco de “Os Monkees”. Sua baixa estatura e sua carinha de adolescente o transformaram no ídolo das jovens da época. Depois do fim do grupo, ele continuou a gravar e a se apresentar em turnês.

Desde pequeno sonhava em ser jóquei, profissão que nunca seguiu, mas ao longo dos anos montou seu próprio haras, onde criava e treinava cavalos que lhe renderam diversos prêmios. Faleceu em fevereiro de 2012.

Peter Tork –  Filho de militar, ele foi morar na Alemanha quando tinha cinco anos de idade. Na época, seu pai era um dos responsáveis por supervisionar a retirada das tropas americanas do território alemão. Sonhando em se tornar professor de inglês, Peter trocou os livros pela música. Aprendeu a tocar banjo, violão e trompa, passando a integrar a orquestra da Universidade de Connecticut, quando ainda estava na faculdade. Nessa mesma época, estreou como ator em peças universitárias.

Mudou-se para Nova Iorque para viver com a avó. Lá, trabalhou como mensageiro de uma agência teatral. Logo se mudou para o Greenwish Village, onde passou a se apresentar como músico em bares, trabalhando como lavador de pratos em restaurantes durante o dia. Em 1965 mudou-se para Los Angeles onde, pouco depois, fez testes para a série “Os Monkees”. Comparado pelos produtores ao comediante Harpo Marx, Peter foi contratado para ser o ‘pateta’ do grupo.

Com o fim da série, Peter seguiu uma carreira solo como cantor e guitarrista. Percorreu várias cidades dos EUA e chegou a ser preso por vadiagem e porte de drogas. Em 2009, Tork foi diagnosticado com uma forma rara de câncer, encontrado nas glândulas salivares. No caso de Tork, o tumor foi descoberto na região baixa da língua. Submetido a uma cirurgia e a um tratamento de quimioterapia, Tork se recuperou, voltando a se apresentar em shows em 2010. Atualmente, o ator e músico está com 68 anos.