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Quando a privada afundou o submarino

Banheiro de um U-Boat Tipo VII, como o 1206 | Crédito: Wikimedia Commons

HISTÓRIA MALUCA 

A situação não devia parecer promissora para os tripulantes do U-1206, que partiu em 6 de abril de 1945 rumo à costa da Grã-Bretanha, com a missão de afundar qualquer coisa que pudesse. A guerra estava perdida – antes do final do mês, Adolf Hitler jogaria a toalha com um tiro na própria cabeça em seu bunker. Com o completo domínio aliado dos mares, a missão era suicida. Mas ao menos um consolo eles tinham: podiam usar a descarga.

Para economizar espaço, os submarinos alemães não tinham um compartimento para dejetos, como os dos aliados. A descarga era direto na água. Isso quer dizer que era impossível usar o banheiro quando a máquina estava submergida, porque a pressão no exterior faria a água correr para dentro. Assim, os marinheiros tinham que usar baldes, latinhas, o que desse – num espaço mal ventilado e já poluído pelos odores de suor e óleo diesel.

U-Boat Tipo VII, como o 1206 / Wikimedia Commons

Mas o 1206 vinha com um ultratecnológico banheiro de alta pressão, que podia ser usado a qualquer profundidade, baseado num sistema de válvulas muito complexo. (dá para se ter uma ideia com a foto lá de cima…)

E era tecnológico até demais: tão complicado que exigia treinamento específico.

Em 14 de abril, o capitão Karl-Adolf Schlitt atendeu às necessidades da natureza e resolveu dar descarga sozinho. O  sistema inteiro se abriu para o exterior, quando o submarino estava a 61 metros de profundidade. A água, numa pressão de 7 atmosferas, jorrou violentamente de dentro da bacia, atirando seu conteúdo ao alto – mas, agora, isso era o menor dos problemas.

Logo abaixo do banheiro ficavam as baterias do submarino. O ácido nelas reagiu com a água, soltando gás cloro – tão letal que foi usado como arma química na Primeira Guerra. O capitão não teve escolha a não ser mandar o submarino emergir.

Chegando à superfície, foram recepcionados por aviões britânicos. Um marinheiro morreu e outros três caíram na água. Schlitt mandou todo mundo para os botes salva-vidas e afundou o próprio submarino com explosivos, para evitar sua captura pelos aliados. Afinal, vai que eles quisessem copiar a magnífica tecnologia de banheiros alemã?

Os tripulantes do U-1206, depois de presos pelos britânicos por conta do gás letal em seu interior…

A dor de barriga do capitão levou à captura de 46 alemães, contando com ele próprio.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

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Como os astronautas vão ao banheiro?

Certamente você já se fez a seguinte pergunta: como é que os astronautas vão ao banheiro quando estão no espaço? E escovam os dentes? Ou tomam banho?

A astronauta italiana Samantha Cristoforetti explicou em uma série de vídeos divulgados pela Agência Espacial Europeia como ela e seus colegas da Estação Espacial Internacional mantêm a higiene pessoal como se estivessem na Terra. Ou quase isso…

Nesta foto postada no Twitter, a astronauta italiana Samantha Cristoforetti bebe café em um copo projetado para uso em gravidade zero na Estação Espacial Internacional
Nesta foto postada no Twitter, a astronauta italiana Samantha Cristoforetti bebe café em um copo projetado para uso em gravidade zero na Estação Espacial Internacional

Ao contrário do que se pode pensar, muitos instrumentos que são utilizados para o asseio – escova de dente, de banho e desodorante – não diferem muito daqueles que usamos.

As toalhas, porém, são um assunto à parte: possuem um material absorvente e são substituídas uma vez por semana. A cada dois dias, os astronautas podem, no entanto, se dar ao luxo de usar outra toalha, usada úmida para esfregar o corpo.

A água é armazenada em um pequeno recipiente e, em seguida, aplicada ao corpo. Pela falta de gravidade, no entanto, a água não cai no chão, mas permanece sobre a pele em forma de bolhas.

E, adicionando um pouco de sabão líquido, que não faz muita espuma e não requer enxágue, o astronauta pode “tomar banho” e desfrutar de uma sensação de limpeza igual à que tinha em terra firme.

Astronauta Jack R. Lousma tomando banho dentro da estação Skylab.

Escovar os dentes

Escovar os dentes é uma tarefa um pouco mais difícil: o processo é semelhante ao realizado na Terra até chegar a hora de cuspir a água misturada com pasta de dente. Como não há uma pia onde cuspir, “alguns astronautas simplesmente engolem: é rápido e simples. Mas eu, pessoalmente, não gosto, então eu cuspo tudo em uma toalha”, diz Cristoforetti.

“Não é muito elegante, mas você faz o que tem de fazer.”

“Número um, número dois”

Pode ser um pouco constrangedor, e até mesmo nauseante, imaginar o que aconteceria se astronautas usassem um vaso sanitário comum no espaço. Ao puxar a descarga, água, urina e fezes poderiam flutuar pelo interior da nave e contaminar todo o ambiente com bactérias. Sem contar o mau cheiro…

Outro fator é a limitação de espaço e peso que a construção do banheiro precisa respeitar para não atrapalhar o desempenho da missão espacial. Por isso, o único toalete a bordo é compartilhado tanto por homens quanto por mulheres. Além disso, ele não possui porta, mas sim uma cortina que deve ser fechada para manter a privacidade do usuário.

Waste Collector System, ou, como nós o chamamos, o bom e velho vaso sanitário… Só que este é o espacial!

Um detalhe curioso é o fato de que o vaso sanitário que vai ao espaço possui travas e cintos de segurança. Esses acessórios são usados para possibilitar que o astronauta permaneça em contato com o assento e não flutue durante um momento, digamos, inoportuno.

E não se preocupe! Como o ambiente interno dos ônibus espaciais e da Estação Internacional Espacial costuma ser bem barulhento, graças ao funcionamento do ar condicionado e de outros sistemas, é praticamente impossível que algum colega viajante espacial ouça os ruídos feitos durante o exercício da atividade “número 2”.

Uma “descarga” diferente

Como não é possível usar água para se livrar dos dejetos, o toalete dos astronautas conta com a ajuda do ar e do vácuo para manter tudo limpo. Ao urinar, por exemplo, o tripulante deve “tirar a água do joelho” dentro de um tubo, que suga o líquido expelido com a ajuda do vácuo.

Muitas vezes, a urina é eliminada no espaço. Porém, normalmente eles não desperdiçam o material coletado: depois de um tratamento especial, o xixi dos astronautas se transforma em água potável.

Para fazer o “número dois”, o processo já é um pouco mais complicado. O sistema de coleta de dejetos usa correntes de ar em vez de água. É esse “ventinho” que ajuda a retirar as fezes do vaso sanitário, já que a gravidade não pode fazer o serviço.

Os dejetos sólidos são armazenados em compartimentos especiais, depois de terem a água drenada. O ar usado no banheiro passa por um filtro, que elimina  as bactérias e o odor forte, e depois volta a circular normalmente no ambiente interno da estação espacial.

De acordo com a NASA, os dejetos sólidos são removidos da nave quando uma nova tripulação substitui a anterior e o recipiente é trazido à Terra. Mas, em uma palestra, o astronauta canadense Chris Hadfield revelou que, quando esse compartimento está cheio demais – pode dar “piriri” no pessoal de vez em quando, será que não? – , os dejetos são jogados no espaço dentro de uma cápsula, que se queima ao entrar na atmosfera terrestre.

Em outras palavras, o “número 2” dos astronautas às vezes é transformado em estrela cadente. Já imaginou como deve ser?

Fonte:

BBC

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Os dez lugares mais contaminados dentro de casa

Toalhas úmidas, escovas de dente sem escorrer, brinquedos espalhados pelo chão…esses são alguns dos “ambientes perfeitos” para fungos e bactérias se multiplicarem dentro de casa.

Segundo um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS), em parceria com a Universidade de Barcelona para a empresa de produtos de limpeza Sanytol, os nossos hábitos de limpeza podem transformar uma casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças.

A pesquisa atestou que o banheiro é o local mais cheio de germes de uma residência. No entanto, ele também é o cômodo que se limpa com mais frequência e, sendo assim, muitas vezes acaba não sendo tão “perigoso” nesse aspecto quanto outros locais que ficam “esquecidos”, apenas acumulando sujeira – e, consequentemente, bactérias e outros tipos de micro-organismos. Por isso, o Departamento de Microbiologia da Universidade que liderou a pesquisa chamou a atenção para aquelas que chamou de “zonas esquecidas”.

A seguir, o ranking dessas zonas que podem colocar em risco a saúde dos moradores da casa.

1- Banheiro

Levando em consideração a função dos banheiros, não é muito surpreendente saber que eles estão no topo da lista. O estudo inclui uma pesquisa com mil famílias espanholas e, de acordo com os resultados, somente 56% desse grupo faz uma limpeza diária nos banheiros. E apenas 32% os desinfeta. Limpar o banheiro não é a mesma coisa que desinfetá-lo. Ter uma superfície limpa não é o mesmo que ter uma superfície sem contaminação.

2- Esponjas e panos de cozinha

Segundo a pesquisa, a cozinha é outro local cheio de germes dentro de casa. Eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. De acordo com o estudo, eles não costumam ser lavados diariamente e, muitas vezes, ficam úmidos ao longo do dia, o que colabora para a proliferação dos germes.

Esses germes e bactérias podem ficar até duas semanas em uma esponja úmida.

3- Pia

A pia da cozinha concentra 100 mil vezes mais germes do que o banheiro. Segundo o estudo, 14% delas abrigava mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

E muitas vezes, esses micro-organismos se acumulam em pilhas de pratos com restos de comida.

4 – Torneiras, banheiras, máquinas de lavar e geladeiras

Assim como acontece com a pia, a umidade e o material orgânico acumulado nessas áreas criam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Na borracha da máquina de lavar e da geladeira, por exemplo, não é estranho encontrar mofo ou bolor. Ela tem dobras muito difíceis de limpar e, sendo assim, acaba acumulando esses micro-organismos.

5- Escovas de dentes e seus copos

A boca abriga centenas de micro-organismos, que podem ser transferidos à escova de dente durante o uso. Bactérias como estafilococos, coliformes, pseudomonas, levedura, bactéria intestinal e até germes fecais podem ficar alojados ali, uma vez que as escovas ficam no banheiro e, geralmente, perto do vaso sanitário.

A pesquisa da universidade espanhola garante que 80% das escovas de dente examinadas abrigam milhões de micro-organismos que podem vir a ser prejudiciais à saúde.

6- Chão

É comum deixarmos cair um pedaço de comida no chão. Muita gente pega o pedaço de volta, dá aquela assopradinha e acha que, assim, já eliminou todas as bactérias que estavam ali. Mas isso não é suficiente.

O chão de uma casa é um dos lugares com maior concentração de micro-organismos, segundo a pesquisa. Muitos deles são trazidos da rua com nossos sapatos. Além disso, os especialistas em microbiologia advertem que as bactérias precisam somente de dez segundos para “colonizar” um pedaço de comida que cai no chão.

7- Tábuas para cortar

O estudo mostra que até 20% das infecções alimentares ocorrem dentro de casa. Os micro-organismos que frequentemente provocam esse tipo de problema são a salmonela, a escherichia coli e o campylobacter. Todos eles podem se acumular na borracha que veda a geladeira ou em panos úmidos. Mas também é comum encontrá-los nas tábuas de cortar, que são ambientes propícios para abrigar germes.

Para evitar isso, é preciso desinfetá-las com frequência, e escolher bem sua tábua de corte. A tábua mais indicada é a de polietileno, que tem mais resistência do que as de madeira às ranhuras que se abrem nas superfícies devido ao uso sucessivo das tábuas. É nelas que se acumulam as bactérias, mesmo após a lavagem da tábua e, na hora do novo uso, poderiam infectar outros alimentos.

Os especialistas recomendaram a troca periódica da tábua, além da higienização, como a melhor maneira de prevenir a contaminação.

8- Dispositivos tecnológicos

O teclado de um computador ou a tela de um celular podem chegar a ter 30 vezes mais micro-organismos do que um banheiro limpo!

É que essas telas de celulares, os telefones em geral, controles remotos e outros dispositivos tecnológicos estão em constante contato com nossas mãos. Nós mexemos em muitas coisas e não desinfetamos nossas mãos a todo o momento. Por isso, os teclados podem acumular até 450 tipos de germes diferentes, afirma a pesquisa.

9- Maçanetas

Elas são utilizadas uma vez ou outra ao longo do dia, mas geralmente a gente se esquece delas na hora da limpeza. Além de acumularem germes, todos os especialistas consideram que elas desempenham um papel importante na transmissão de vírus como o da gripe e outros, que provocam doenças respiratórias.

10- Brinquedos

Não é raro encontrá-los espalhados pelo chão numa casa que tem crianças. Eles são arrastados pelo tapete e as crianças costumam colocá-los na boca. A pesquisa mostrou que 17% dos entrevistados nunca desinfetam os brinquedos, o que facilita a proliferação dos germes.

Por tudo isso, pessoal, vamos prestar atenção nessas “zonas esquecidas” na próxima vez. E, para facilitar as coisas, o desenho abaixo resume tudo o que foi dito. Boa limpeza!

 

 

Fonte:

BBC

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Os Banhos da Sereia

Largo São Bento em 1887. No centro a Rua São Bento
Largo São Bento em 1887. No centro, a Rua São Bento.

É difícil imaginar, mas houve uma época em que as casas de São Paulo não tinham banheiro. Não apenas as casas pobres, mas nenhuma casa tinha banheiro. Existiu até um pequeno móvel, uma espécie de cadeira com o assento vazado para melhor acomodar o traseiro e o penico colocado por baixo. Consta que os serviçais de D. João VI sempre levavam uma cadeira dessas nos passeios do rei1, porém nunca encontrei qualquer referência a tal artefato em São Paulo. Não faço ideia do que faria uma visita a uma casa de família em caso de aperto.

Cadeira - sanitário
Cadeira – sanitário

Quanto aos banhos, bem, estes eram de bacia mesmo. Uma memorialista nos conta que, após os trabalhos costumeiros na “sala de costura”, à noitinha, as pretas costureiras levantavam acampamento e “iam preparar os quartos para a noite, colocar velas nos castiçais e arear as bacias para os banhos”. E essa memorialista pertencia a uma das famílias mais abastadas de São Paulo na segunda metade do século XIX2.

Somente no final do século XIX, com o abastecimento de água um pouco melhor, foram desativados os últimos chafarizes públicos. Ao mesmo tempo criava-se uma limitada rede de esgotos, que eram lançados no Rio Tietê sem nenhum tratamento.

Então, algumas casas passaram a contar com banheiros. Mas somente as casas ricas. As mais simples ainda usavam o velho sistema. Zica Bergami (1913-2011), compositora de “Lampião de Gás”, relatando sua infância, conta que “naquela época, só havia toilettes nos grandes palacetes dos bairros ricos. Os menos favorecidos tinham que se arranjar com tinas ou bacias enormes ou, então banhavam-se à noite, nos tanques dos quintais, depois que todos dormiam3.

No século XIX eram comuns, nos grandes centros europeus, as casas de banhos, porém em São Paulo a primeira notícia que se tem de uma casa de banho é de fevereiro de 1857, quando Carlos Pedro Etchecoin anuncia a abertura de sua casa Banhos de Saúde, na Rua do Carmo,3. Oferecia “banhos de lavagem ou de vapor, segundo o gosto ou a necessidade de cada um4. Mas eram banhos de caráter medicinal, com acompanhamento médico. Não deve ter durado muito tempo, pois outro Etchecoin, agora João Luis Etchecoin e Companhia, proprietários do Hotel Quatro Nações, anunciava em 1863 também “banhos de corpo inteiro no dia 15”5.

A primeira casa de banhos de caráter não só higiênico, mas também com função social, somente apareceu em 1865. Chamava-se “A Sereia Paulista”. Foi inaugurada em 28 de setembro de 1865, para grande alegria do jornalista do Correio Paulistano que há algum tempo vinha se queixando da falta que fazia tal tipo de casa na capital. Seu proprietário era Bento Vianna e ficava na Rua São Bento, 1. O imóvel pertencia ao mosteiro de São Bento.

É a casa que vemos à direita da foto que abre a matéria. Era uma casa grande, ia da Rua São Bento até a antiga Rua São José, atual Líbero Badaró, onde era assobradada6. Tinha um poço para abastecimento de água, reservatórios, aquecimento e vários quartos com uma banheira de mármore em cada um. Um dos quartos era adaptado para “banhos de chuva7. Na sala da frente, “refrescos finos e bebidas de espírito”. Na época era propriedade de Henrique Schroeder.

Anúncio publicado no jornal O Correio Paulistano de 29-10-1865
Anúncio publicado no jornal O Correio Paulistano de 29-10-1865

No dia primeiro de janeiro de 1871, um personagem pitoresco adquiriu a Sereia Paulista8. Trata-se de José Fischer, um húngaro alto, barbudo e ranzinza que havia chegado ao Brasil no ano anterior. Fischer reformou a casa e, ao longo do tempo, transformou a sala onde eram servidas as bebidas em restaurante. Ficou famoso pelos bifes à Leipzig, que ficaram popularizados como bifes à cavalo. Por um bom tempo, tornou-se um bom programa paulistano ir tomar banho na Sereia e depois jantar um bife com vinho húngaro, o que era uma novidade para os brasileiros.

Diz antigo cronista que o húngaro levava ao pé da letra a metáfora de não tolerar que na sua casa ninguém falasse mais alto que ele. Sabendo disso, os estudantes, por gozação, entravam em fila e iam cumprimentando em tom cada vez mais alto e Fischer respondendo ainda mais alto. No final da fila, estavam todos aos berros9.

Ele somente recebia clientes masculinos e sua casa era muito frequentada pelos membros da colônia alemã. Quanto à sereia, ficava somente no nome e numa pintura feita por Nicolau Huascar que servia de emblema da casa10. Um viajante, Karl Von Koseritz, que certamente conhecia casas de banho europeias, visitando São Paulo em 1883, foi levado para uma visita à Sereia Paulista e relatou: “Os meus leitores hão de compreender que fui à sereia com as maiores esperanças e com água na boca, mas a desilusão foi completa. A sereia se nos apresentou sob a forma de um corpulento e amplamente barbado senhor Fischer, um húngaro, que é o proprietário dessa taverna, reconhecidamente a melhor de São Paulo”11.

Fischer importava vinhos da Hungria, principalmente dos tipos Tokay, Ménesi e Ruszti, porém espalhou-se o boato de que o vinho servido na Sereia era produzido com água do rio Tietê. Cansado das boatarias, Fischer mandou publicar nos jornais um anúncio oferecendo um conto de réis a quem provasse que seu vinho não era da Hungria, caso contrário ficaria passando por mentiroso12. Esquentado, não?

Anúncio publicado no jornal A Província de S. Paulo de 21-12-1887
Anúncio publicado no jornal A Província de S. Paulo de 21-12-1887

Em 1886, Fischer talvez já estivesse um pouco cansado do negócio, pois colocou a Sereia Paulista à venda13. Não deve ter conseguido nenhuma boa proposta de negócio, porque somente em 1891 é que passou a casa a uma Companhia Sereia Paulista que, apesar de ter planos de construção de um prédio maior, acabou entrando em liquidação dois anos depois14.

José Fischer retirou-se para Dassau, Alemanha, onde faleceu em 189815.

 

 

Notas
1 – GOMES, Laurentino, 1808, Editora Planeta do Brasil, 2007, pág. 302.
2 – BARROS, Maria Paes de, No Tempo de Dantes, São Paulo, Paz e Terra, 1998, pág. 19.
3 – BERGAMI, Zica, Onde estão os Pirilampos?, João Scortecci Editora, São Paulo, 1989, pág. 18.
4 – Jornal Correio Paulistano de 12-02-1857.
5 – Jornal Correio Paulistano de 08-01-1963.
6 – NOGUEIRA, Almeida, A Academia de São Paulo – Tradições e reminiscências, Nona série, 1912.
7 – Jornal Correio Paulistano de 26-09-1865
8 – Diário de São Paulo de 01-01-1871
9 – Ver nota 6.
10 – Correio Paulistano de 01-10-1865.
11 – BARBUY, Heloísa, A Cidade-Exposição, Comércio e Cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914,Editora da Universidade de São Paulo, 2006.
12 – Jornal A Província de S. Paulo de 21-12-1887.
13 – Jornal Correio Paulistano de 05-05-1886.
14 – Jornal O Estado de S. Paulo de 06-08-1893.
15 – Jornal O Estado de S. Paulo de 19-02-1898.

 

Fonte:

Edison Loureiro, saopaulopassado.wordpress.com

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Placas de banheiro muito criativas!

São criações surpreendentes, e em um local mais surpreendente ainda.

Os banheiros geralmente exibem aquelas placas de identificação padronizadas, determinando apenas se é masculino ou feminino, com o desenho genérico que você vê em locais públicos. Claro, nesses locais transitam pessoas de diferentes nacionalidades e culturas, até de formação, e a imagem que representa os gêneros tem que ser a mais facilmente identificável possível.

Mas existem donos de bares e restaurantes que decidiram inovar e encomendaram placas criativas – algumas até demais, porque o obrigam a pensar um pouco, e isso pode ser complicado quando se está apertado. Dê uma espiada:

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Fonte:

rockntech.com.br

 

 

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Presentes para quem já tem de tudo (3)

PORTA BANANA

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Er… Não sei bem a utilidade disso, mas…

Papel higiênico com passa-tempo

Reparou? É sudoku…

GUARDA-CHUVA INTEGRAL

Novas soluções para velhos problemas…