EUA LANÇARAM “BOMBA-PRIVADA” NA GUERRA DO VIETNÃ

O post sobre o comandante alemão que afundou um submarino enquanto fazia o número 2  teve tanta repercussão que recebi até uma colaboração muito interessante do amigo José Jimenez. É a que segue abaixo.

O AH-1 Skyraider e sua arma “bioquímica” (Domínio Público).

Essa foto com o avião de ataque Douglas A-1H Skyraider “armado” com um vaso sanitário pode parecer mentira, mas é real e ele decolou dessa forma. Para celebrar os seis milhões de libras (2.721.554 kg) em bombas lançadas sobre o Vietnã do Norte, pilotos da Marinha dos EUA (US Navy) tiveram a brilhante ideia de lançar uma privada sobre o inimigo.

O avião, com codinome “Paper Tiger II” nessa missão, decolou do porta-aviões USS Midway com sua arma “especial” em outubro de 1965 para atacar objetivos no Delta de Mekong, no então Vietnã do Sul. O aparelho foi conduzido pelo comandante Clarence J. Stoddard, que voou acompanhado de seu ala Robin Bacon.

Segundo relato de um controlador de voo que acompanhou o ataque da “bomba-privada”, quando o vaso foi lançado, por muito pouco não acertou o Skyraider comandado por Bacon, que vinha logo atrás mergulhando. Devido à resistência aerodinâmica e ao baixo peso, o objeto caiu de forma descontrolada e assoviando. Após o ataque, os aviões retornaram com segurança ao USS Midway.

O vaso sanitário lançado no Vietnã do Norte havia quebrado dias antes do ataque e seria descartado. Os pilotos então o recuperaram e pediram aos armeiros do porta-aviões para criar uma forma de prendê-lo aos suportes de armas nas asas dos Skyraider.

A brincadeira por pouco não causou um acidente.

A brincadeira não foi divulgada no porta-aviões e, quando a aeronave surgiu no convés com a privada debaixo das asas, todos levaram um susto. Passado o ataque e a celebração, os pilotos criaram uma série de piadas para explicar a missão, como a de um ataque bioquímico.

O comandante Clarence J. Stoddard foi o único piloto de Skyraider que conseguiu abater um jato durante a Guerra do Vietnã, um MiG-17. Em 14 de setembro de 1966, Stoddard, porém, acabou sendo abatido por um míssil anti-aéreo e morreu na sequência da queda.

A “bomba-privada” celebrou os 6 milhões de libras em bombas lançadas na Guerra do Vietnã.

 

Fontes:

War History

airway.uol.com.br

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Voar era muito chique antigamente!

Faz algum tempo, comentei em um post como era viajar de avião na primeira classe nos anos 1960, época considerada a “idade do ouro da aviação” (aqui). A rotina e as acomodações de então em nada lembram o que acontece hoje em dia.

Por exemplo, no caso da Varig, a maior e mais famosa companhia aérea brasileira, o passageiro tinha tratamento VIP. Afinal, voar era muito chique… E muito caro!

Mesmo que fosse verão, os passageiros usavam os melhores ternos e as mulheres, os melhores vestidos, com luvas e chapéu. A bordo, assim que chegavam, eram servidos uísque escocês ou champanhe para todos os passageiros – mesmo os da classe econômica (que, pelos padrões atuais em termos de preço, equivale à classe executiva).  As aeromoças (assim eram chamadas as comissárias de bordo), vestindo uniformes desenhados por famosos estilistas, acendiam as piteiras dos passageiros.

Todo mundo (que podia...) viajava pela Varig. Na foto, o então presidente Juscelino Kubistcheck indo para Brasília.

Todo mundo (que podia…) viajava pela Varig. Na foto, o então presidente Juscelino Kubitschek indo para Brasília.

Os assentos, largos, tinham pelo menos um metro de distância do assento da frente. E na hora de comer, a primeira classe tinha caviar e cascatas de camarões. Na econômica, duas opções de prato quente, além da entrada, queijos, sobremesa, café, licores e vinhos. Todos os passageiros recebiam toalhas quentes para a higiene, a refeição era servida com toalha de mesa e guardanapos de linho, talheres de prata e copos de cristal…

Sim, tudo era muito diferente! Não existiam sites de vendas de passagens aéreas, as pessoas procuravam os agentes de viagens, uma profissão super nova então, ou iam até a loja da empresa e compravam sua passagem. E existia uma passagem impressa em papel – nada dos e-tickets de hoje – , parecida com um talão de cheques, com folhas que iam sendo destacadas à medida que o passageiro ia passando pelos poucos procedimentos de embarque.

Praticamente nenhum aeroporto tinha os fingers atuais, e o embarque e desembarque era feito na pista, mesmo, com chuva ou com sol…

E as inúmeras escalas de reabastecimento, então? No Brasil, a maioria dos voos internacionais saía do Rio, e se você reclama das escalas e da duração dos voos atuais, saiba que uma viagem hoje, Rio-Beirute, com uma escala em Roma, leva 16 horas. A mesma rota, voando num DC-8 da época, fazia escala no Recife, depois cruzava o Atlântico e fazia escala na Libéria (África), seguia para a escala em Roma, e finalmente, Beirute. Uma viagem de 23 horas!

Como já mencionado, as poltronas eram largas, nada desse aperto de hoje. Pensando bem, só assim para suportar uma viagem de 23 horas… Para que se tenha uma ideia, o Boeing 707 – com seus 46 metros de comprimento – levava uma média de 150 pessoas. Hoje, os Boeing 737-800 (como da Gol) – com 39 metros de comprimento – levam até 183 pessoas!

Algumas aeronaves tinham até um bar e sala de estar, coisa que a Emirates resgatou em seus Airbus A380. Nessa “sala de estar”, as pessoas podiam fumar de tudo, cachimbo, charuto, cigarros…

É que não havia o tipo de entretenimento que temos atualmente, como filmes e música. Isso só começou a aparecer nos voos no final da década de 1970. O máximo de entretenimento que os passageiros de então podiam ter eram jornais e revistas, naqueles aviões que não tinham as salas de estar. Nesses, você poderia ainda jogar um carteado…

O grande problema era que, como você podia fumar a bordo, e a bebida era servida à vontade, havia muitos acidentes e brigas. Por exemplo, um avião da Varig, que estava iniciando o pouso, caiu próximo a Paris porque um passageiro jogou o charuto aceso na lixeira do banheiro, e a fumaça impediu que os pilotos conseguissem enxergar qualquer coisa. Quanto às bebidas, acontecia de alguns passageiros passarem dos limites – tropeçar, cair, assediar as aeromoças, cantar alto e vomitar nos corredores.

Como a estrutura aeroportuária era muito deficiente, as empresas investiam no serviço de bordo como forma de compensação. A Varig, por exemplo, chegou a ter cozinhas próprias em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Nova York e Lisboa.

Lagosta e caviar servidos na primeira classe da Varig.

Lagosta e caviar servidos na primeira classe da Varig.

Olha que chique o menu da Varig!

Olha que chique o menu da Varig!

Mesmo na Ponte Aérea SP-Rio, os voos contavam com canapés de entrada, refeição quente e diversas opções de bebida, como uísque, vinho e cerveja. O carrinho, que hoje inexiste em alguns voos, passava pelo menos duas vezes pelos corredores para os clientes se servirem.

Os comissários e comissárias eram treinados pelas próprias empresas e o processo de seleção era rigoroso. Peso proporcional à altura (“bem” proporcional, no caso das mulheres, mostra anúncio de recrutamento da Varig dos anos 60) e dentição perfeita eram alguns dos requisitos. Era preciso, ainda, participar de cursos que ensinavam a história das empresas e habilidades como a realização de partos a bordo.

Hoje, os tempos são de cumulus nimbus. Sai caviar, entra barrinha de cereal… E não vai demorar muito, as empresas venderão passagens para viajarmos de pé, a pão e água. Sem chibatadas, por favor!

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: 

Fast Company

Vounajanela.com

Segredos a bordo

Companhias aéreas e aeronautas trabalham para que as viagens de avião sejam sempre seguras e confortáveis para os passageiros. E isso envolve manter alguns detalhes sobre os aviões e tripulantes em segredo. O principal objetivo desses segredos é fazer com que os passageiros não se preocupem durante a viagem de avião e, principalmente, para evitar pânico a bordo da aeronave em caso de incidentes.

Não que esses mistérios representem ameaças, seja ao voo ou aos passageiros, mas alguns pontos realmente podem surpreender, principalmente para quem é novato em viagens de avião. Já outros detalhes das operações e especialmente o treinamento de comissários são mantidos em sigilo do grande público para manter o “elemento surpresa”, como veremos a seguir:

Comissários “bons de briga”

A função de um comissário de bordo vai muito além de servir refeições aos passageiros e realizar os tradicionais “speeches”. Também chamados de “técnicos de segurança de voo”, esses profissionais passam por diversos treinamentos, que vão desde lições de etiqueta, formas de combater incêndios e, acredite, até aulas de artes marciais.

A técnica de defesa pessoal mais praticada por comissários é o Krav Maga. Esse tipo de luta, desenvolvido pelo exército de Israel, envolve técnicas de torções de membros, defesa contra armas de fogo, bastões, facas, agarramentos e golpeamentos. O foco dos golpes nesse estilo é sempre em áreas sensíveis do agressor, como genitais, olhos, mandíbula, garganta e joelhos.

Companhias asiáticas costumam ensinar kung-fu aos seus comissários (Divulgação)

Companhias asiáticas costumam ensinar kung-fu aos seus comissários (Divulgação)

No caso de incidentes com “passageiros indisciplinados”, os comissários de bordo podem ser obrigados a usar seus conhecimentos e, contida a ameaça a bordo, o passageiro descontrolado pode ser algemado (sim, o avião também leva algemas) e amarrado no assento.

Piloto todo poderoso

O comandante é a autoridade máxima em um avião, mesmo que a bordo da aeronave viaje um presidente ou um rei. O piloto–chefe pode mandar prender passageiros, aplicar multas e até mesmo registrar o testamento de um passageiro que morrer durante um voo.

Nem presidente, nem rei: quem manda e desmanda no avião é o comandante (Montagem – Airway)

Nem presidente, nem rei: quem manda e desmanda no avião é o comandante (Montagem – Airway)

E essa autoridade também vale quando o avião está em solo: o piloto principal pode impedir a entrada de passageiros que estiverem causando problemas na aeronave, antes mesmo da decolagem. Se alguma eventualidade acontecer com o comandante, o poder é repassado ao co-piloto.

Alarme de incêndio “bonitinho”

Se por acaso um incêndio começar no toalete de um avião, em vez de uma sirene escandalosa, o que se escuta é um discreto alarme em baixo volume. Os passageiros podem nem perceber o alerta, mas é o suficiente para fazer os comissários correrem pelos corredores da aeronave com as ferramentas de combate ao fogo.

O som do alarme de incêndio dos toaletes não é encontrado na internet e as empresas aéreas também não o revelam. Quem ouviu, diz que o ruído do alarme é até “bonitinho”. A discrição desse alerta serve para não causar pânico entre os passageiros, situação que poderia acabar dificultando ainda mais o combate ao fogo.

Machados a bordo

Todo avião comercial possui machados escondidos (dos passageiros) pela cabine. Dependendo do tamanho da aeronave, podem haver até três dessas ferramentas a bordo. O equipamento pode ser utilizado no combate a incêndios na cabine ou para arrombar a porta do toalete, no caso de algum passageiro tentar obstruir a porta, seja por indisciplina ou durante uma emergência.

O machado que os aviões carregam é exatamente como esse na foto (Ebay)

O machado que os aviões carregam é exatamente como esse na foto (Ebay)

Vale destacar que o machado é utilizado apenas em situações de emergência e jamais deve ser utilizado como uma arma dos comissários para conter passageiros indisciplinados.

Luzes suavizadas durante o pouso

Em voos noturnos, algumas companhias aéreas ainda insistem em dizer que as luzes da cabine são reduzidas durante o pouso “para economia de energia”. Pura balela. Esse procedimento é uma espécie de preparação para uma possível emergência.

Em voos noturnos, a luz da cabine é reduzida para adaptar os olhos dos passageiros a baixa luminosidade (Divulgação)

Em voos noturnos, a luz da cabine é reduzida para adaptar os olhos dos passageiros a baixa luminosidade (Divulgação)

Ao diminuir a intensidade da iluminação a bordo, os olhos dos passageiros se ajustam a baixa luminosidade. Se algo der errado durante o pouso, os ocupantes terão melhores chances de enxergar no escuro e assim evacuar a aeronave de forma mais rápida e segura.

Refeições diferentes para os pilotos

Em longos voos, geralmente viagens internacionais, se o comandante pedir uma macarronada com molho bolonhesa no jantar, o co-piloto será obrigado a pedir arroz com frango. Ou vice-versa. Equipes de pilotos que voam longos trechos nunca comem a mesma refeição.

Essa medida serve para evitar que o piloto e co-piloto sofram intoxicações alimentares simultâneas. Se o comandante ingerir algo contaminado, o co-piloto, que comeu outro prato e passa bem, pode assumir o comando da aeronave.

Comendo refeições diferentes, as chances de intoxicação dos dois pilotos é menor (reprodução/Instagram)

Comendo refeições diferentes, as chances de intoxicação dos dois pilotos é menor (reprodução/Instagram)

Trava secreta dos toaletes

Você não tem 100% de privacidade no avião, nem na primeira classe e nem no toalete. Mesmo trancada por dentro, é possível abrir facilmente a porta do banheiro de um avião por fora.

Uma pequena placa de metal na porta, logo acima do aviso sobre a disponibilidade do toalete, esconde a “trava secreta”. Quando viajar de avião preste atenção: antes do pouso, os comissários vão aos toaletes e discretamente travam todas as portas.

A trava “secreta” fica atrás da pequena placa acima do aviso sobre ocupação do toalete (Lifehacker)

A trava “secreta” fica atrás da pequena placa acima do aviso sobre ocupação do toalete (Lifehacker)

As portas dos toaletes são trancadas antes do pouso também como medida de segurança. Essa ação evita que passageiros em pânico entrem nos banheiros em caso de incêndio na cabine, o que seria ainda mais perigoso.

 

 

 

Fonte:

Thiago Vinholes, airway.uol.com.br

Viajar de avião na primeira classe… Nos anos 60!

Você consegue imaginar como era viajar de avião na década de 60?

A rotina dos aeroportos e as aeronaves de hoje em nada lembram a “era de ouro” da aviação comercial. Havia mais espaço entre as poltronas, mais comissários de bordo, mesmo o serviço era incomparavelmente melhor do que atualmente. Imagine que a classe executiva que se oferece atualmente era a classe econômica de então!

Olha o tamanho do compartimento para a bagagem de mão!

Claro que tudo isso tinha um custo. Viajar de avião naquela época era um evento para poucos. Os preços das passagens eram extremamente altos.  Só para dar uma ideia, um bilhete aéreo para uma capital que ficasse a uns 2.900 km de São Paulo, como Natal (RN), que hoje custa em torno de US$ 200,00, custava há 50 anos o equivalente a US$ 1.200,00.

Mas, conforme escrevi mais acima, se os preços eram salgados, o serviço de bordo e o conforto das aeronaves eram à altura. As empresas ofereciam uma série de mimos e pequenos luxos que praticamente não existem mais hoje em dia. Mesmo que você viaje de primeira classe.

Nas viagens de longa distância, as empresas ofereciam refeições completas e bebidas livremente, como vinho, conhaque, licores, champanhe e uísque. O jantar era servido em pratos de porcelana e o vinho, em taça de cristal. Os aviões de grande porte chegavam a contar com 15 comissários de bordo!

O serviço de bordo da nossa antiga Varig chegou a ser premiado como o melhor do mundo pela revista americana “Air Transport World”.

Escolhi algumas fotos para demonstrar como era a “dolce vita” nos céus:

Depois do jantar, o mais popular passatempo era ler – livros, revistas, ou se atualizar com as notícias dos jornais. Só lembrando, ler era um hábito disseminado, pois não havia internet, nem Facebook e nem Twitter.

Falando em jantar, a coisa era realmente muito diferente de hoje em dia quando se tratava das refeições. Mesmo na classe econômica, espie só:

Na primeira classe, antes do jantar, eram servidos drinques no bar.

Acompanhados por canapés…

E o jantar – que jantar! –   era finalmente servido por garçons devidamente uniformizados e na sua mesa coberta por toalhas de linho.

Após a refeição, os passageiros poderiam se reunir de novo no bar, onde conversariam com o capitão, um veterano dos ares com mil histórias para contar.

Se a conversa estivesse chata, os passageiros poderiam, por exemplo, jogar cartas com os baralhos oferecidos pela companhia aérea, que traziam fotos de aviões ou do destino para onde estavam viajando.

Mas não pense que o pessoal da classe econômica era esquecido: a eles, os comissários de bordo ofereciam tabuleiros de xadrez ou de damas, para passarem o tempo. Ainda não havia a tecnologia para passar filmes a bordo.

Você pode ter notado, na foto lá em cima no bar, uma moça com o cigarro na mão. Fumar, hábito banido nos aviões há muitos anos, era então permitido e os passageiros costumavam se reunir na sala de estar para fumar e conversar durante o voo.

Havia ainda, nos voos de longa duração, o serviço de chá da tarde. Os docinhos e bolos que a comissária trazia no carrinho era uma tentação irresistível.

Era tudo maravilhoso, não é?

Bem, quase tudo… A segurança era precária, especialmente por conta da tecnologia ainda incipiente. Não se conseguia pousar sob neblina, as colisões no ar eram frequentes… Era comum, ainda, que paredes de vidro separassem a classe econômica da executiva. Então, durante uma turbulência, por exemplo, essas paredes se estilhaçavam e você pode imaginar o que isso significava.

E como fumar era permitido, o que fazia com que cigarros, charutos e cachimbos fossem consumidos livremente, os pequenos focos de incêndio eram frequentes, especialmente quando o passageiro caía no sono com o cigarro aceso.

As bebidas, também servidas livremente, provocavam outros problemas. Muita gente passava dos limites, e em quase todo voo você via passageiros tropeçando pelos corredores, assediando as comissárias de bordo, cantando alto e vomitando no banheiro.

Quer dizer, nem sempre se viajava num céu de brigadeiro…

 

 

 

 

Fontes:

UOL

Catraca Livre

Major Airline News

“Senhores passageiros, durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deve ser mantido na posição vertical.”

Em cada pouso ou decolagem, o procedimento é o mesmo: primeiro, o comissário pede que todos os passageiros afivelem os cintos de segurança, fechem as mesas e retornem o encosto da poltrona para a posição vertical. Depois, passam pelos corredores, checando se todos seguiram as regras (e não adianta fingir que está dormindo, eles vão acordar você!)

Mas qual é o motivo? O procedimento faz parte das normas de segurança internacionais  e, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a poltrona deve se manter na posição vertical para possibilitar uma saída rápida dos passageiros em caso de emergência.

Imagine um passageiro sentado na janela.

De repente, surge um problema no avião e ele precisa deixar seu lugar rapidamente, mas encontra o banco da frente ainda reclinado. Diante da situação, certamente o passageiro terá mais dificuldade de deixar o seu lugar. E em caso de acidentes, um segundo que seja perdido pode ser fatal.

Proteção da coluna

Para a TAM, além de facilitar a saída do avião para os passageiros, o encosto da poltrona na posição vertical é indicado para que o peso do passageiro esteja concentrado na coluna de fixação dos assentos e no assoalho da cabine, o que pode protegê-lo em caso de uma desaceleração brusca. Com isso, o risco de uma lesão na coluna do passageiro diminui na hipótese de um impacto, segundo a empresa aérea.

O procedimento padrão de pouso nos países do hemisfério norte, de acordo com informações de alguns pilotos, é de “jogar” o avião contra a pista. Isso porque são países onde neva ou se formam lâminas de gelo durante os invernos mais rigorosos, e “jogar” o avião contra a pista ajuda a forçar a aderência. O pouso suave é uma característica de países de clima ameno, como o Brasil. Se você estiver sentado na vertical e o avião bater com força contra a pista, a sua coluna sofrerá menos do que se a poltrona estiver inclinada.

E por que fechar a mesinha?

O motivo é o mesmo: segurança e permitir que os passageiros saiam do avião rapidamente. No caso de um impacto na pista, por exemplo, o corpo é projetado para frente, podendo causar ferimentos caso se choque com a mesa.

Além disso, a mesa aberta é um obstáculo que pode atrapalhar os passageiros no momento de deixar o avião com rapidez.

 

 

 

 

Fontes:

Anac,

Boeing 

TAM

 

 

 

 

 

Aeromoças já usaram microssaias, shorts, barriga de fora e até capacete

Saia ou calça, camisa feminina e casaco é a composição básica da maioria dos uniformes das aeromoças. Além de elegantes, as roupas são projetadas para garantir o conforto das profissionais durante o voo.

Mas nem sempre a combinação foi assim. No passado, essas profissionais já usaram mini e microssaias, shorts curtíssimos e até vestidos de papel. Em muitos casos, as roupas curtas e justas, aliadas à beleza das aeromoças, funcionavam como uma espécie de “incentivo” para promover as viagens de avião, especialmente do público masculino.

Atualmente, algumas companhias ainda tentam driblar o uniforme convencional em datas comemorativas ou em voos regionais. O resultado nem sempre pode agradar.

Veja só alguns desses uniformes.

Minissaias da Pacific Southwest Airlines

Na década de 70, a companhia aérea americana Pacific Southwest Airlines apostava nas minissaias para disputar a atenção dos passageiros. Para ficarem mais confortáveis durante as tarefas da cabine, usavam um shorts por baixo das pequenas saias.

Shorts curtíssimos e a barriga de fora

Já imaginou encarar o ar condicionado do avião usando uma blusa de amarrar sem manga, deixando a barriga de fora, combinada com um micro short e botas de couro?

Esse era o dia a dia das aeromoças da companhia Air Bahama nos anos 1970. Essa era uma das estratégias da companhia para aumentar as vendas para o público masculino. Por isso, quase todas as comissárias eram participantes de concursos de beleza.

Vestidos feitos de papel

Em 1967, as comissárias de bordo da British Airways usaram um vestido com tecido semelhante ao papel e à prova de fogo nas rotas entre Nova York e o Caribe. Eram descartados no final de cada voo.

As comissárias da extinta companhia americana TWA também usaram vestidos de papel. A ideia era homenagear (estranhamente) os novos pratos servidos durante os voos com inspirações francesa, italiana e britânica.

A TWA foi comprada em 1939 pelo excêntrico bilionário americano Howard Hughes. Ele equipou a companhia com aviões novos e revolucionários como o Constellation, (que tinha um dedo de Hughes em sua construção) e anos mais tarde, o Convair 880. Não faltam histórias e fatos pitorescos durante os 30 anos que Hughes esteve à frente da TWA: em 1946, por exemplo, ele próprio pilotou o voo inaugural do Constellation entre Los Angeles e Nova York, com uma “constelação” de estrelas de Hollywood a bordo.

Quem sabe a ideia dos uniformes de papel tenha sido dele…

Estilo sci-fi

E como não há limite para a criatividade, entre os anos de 1965 e 1966, a Braniff International Airways, companhia norte-americana que encerrou suas atividades na década de 80, achou que seria interessante dar um tom de ficção científica aos uniformes. As aeromoças usavam um adereço para a cabeça parecido com um capacete de astronauta. Você pode imaginar o quão confortável e prático deveria ser se movimentar pelo avião usando a peça?

E, para você não pensar que é exagero, veja a foto de uma comissária de bordo usando o traje:

Roupa de havaiana

Na década de 70, para deixar os passageiros no clima da viagem, a United Airlines lançou um uniforme florido, no estilo havaiano, para a sua tripulação. O traje era usado em voos para destinos tropicais, como Havaí.

Corte padrão

Em 2010, todas as comissárias da companhia aérea IndiGo Airlines foram obrigadas a aderir ao cabelo curto. As que não toparam, tiveram que usar perucas. A companhia queria padronizar a imagem de suas comissárias de bordo e entendeu que o uniforme não bastava.

Isso porque, na visão eles, cabelos longos ou coques não condiziam com a imagem que a companhia queria passar a seus clientes. O corte de cabelo curto daria às funcionárias um ar mais jovial e inteligente.

Vestido tubinho

O uniforme apresentado em 2014 pela companhia japonesa Skymark Airlines causou muita polêmica. A roupa consistia num vestido tubinho muito curto e poderia constranger as aeromoças durante atividades em que elas teriam que abaixar ou levantar os braços. A federação de comissários de bordo pediu ao governo a proibição dos novos trajes, mas não teve êxito.

A empresa alegou que o uniforme era comemorativo, pelo lançamento de uma rota com um avião do modelo Airbus 330. O design de uniforme foi mudado para divulgar a ideia de mais espaço entre os assentos na nova aeronave, completou a companhia.

Homenagem ao Brasil

Em 2014, aproveitado a realização da Copa do Mundo no Brasil, uma companhia aérea da China chamada Lucky Air resolveu ousar para atrair mais passageiros durante o evento esportivo: o tradicional uniforme das aeromoças deu lugar à camisa da seleção brasileira e minissaia branca.

Uniforme estampado

As comissárias da Singapore Airlines, chamadas de Singapore Girls, ganharam um uniforme com muito estilo e classe: um sarongue (um tipo de tecido estampado, muito comum na Malásia). A roupa foi criada em 1968 pelo estilista francês Pierre Balmain, considerado o “rei da moda francesa” no período da Segunda Guerra, quando a companhia ainda se chamava Malaysia-Singapore Airlines. Após ser dividida, a Singapore Airlines decidiu manter o uniforme. No entanto, embora elegante, a roupa muito justa acaba não ajudando no quesito praticidade.

Homenagem à Oktoberfest

Anualmente, durante a celebração da Oktoberfest, festa da cerveja que acontece na Alemanha durante os meses de setembro e outubro, a companhia aérea Lufthansa coloca suas comissárias de bordo no clima do evento.

Como a festa foi criada por um rei bávaro, a companhia criou, em 1957, um modelo de uniforme de aeromoças típico da região da Baviera. Depois de uma pausa na brincadeira, em 2005 a tradição foi resgatada e as comissárias voltaram a usar os uniformes comemorativos.

 

 

 

Fonte:

Todos a Bordo

Dez aeroportos com as pistas de pouso mais aterrorizantes do mundo!

As chances de que você vá sofrer um acidente num voo comercial são de 1 em 19 milhões… Mas, caso decida embarcar ou pousar num dos aeroportos abaixo, essas chances crescerão para um “é bastante provável”. Segundo um jornal britânico, as agências internacionais avaliaram esses aeroportos como sendo os mais perigosos de todo o mundo. Eles não têm pistas pavimentadas, ou as pistas são muito curtas, o clima é inclemente e ficam em locais de difícil acesso. Confira, e depois cheque as escalas em sua próxima viagem!

1. A pista do aeroporto Sea Ice Runway, na Antártica, é totalmente coberta de gelo. Além de ser escorregadia, ela pode rachar com qualquer movimentação brusca.

1) Ice Runway, Antarctica: This stretch of snow and ice has ZERO paved runways. The ice runway is an airstrip that helps supply Antartica’s McMurdo Station.

And there is a lot of clenching.

2. O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, possui pistas curtas e foi construído pouco antes do crescimento da cidade. Há uma enorme quantidade de prédios próximos à pista. Em 2007, um avião da TAM deslizou por uma das pistas, atravessou uma avenida e se chocou contra um prédio, deixando 199 mortos. O acidente é o maior da história da aviação brasileira.

2) Congonhas Airport, Sao Paulo, Brazil: This airport is only 5 miles from the city center.

Pilots have little to no margin for error during landings and take-offs.

3. O aeroporto de Courchevel, construído em uma área de esqui nos Alpes Franceses. Ele possui uma pista inclinada e curta com 524 metros de comprimento. A pista foi usada na abertura do filme “007 – O Amanhã Nunca Morre”, de 1997.

Courchevel

And to get to this insane airstrip, you must navigate through the French Alps.

4. O aeroporto de Gibraltar. Esse minúsculo território britânico entre a Espanha e o Marrocos teve esse aeroporto construído durante a Segunda Guerra Mundial. Como não há muito espaço na ilha, os aviões acabam invadindo espaço alheio!

Beep, beep.

5. A ilha de Saba, Antilhas Holandesas, no Caribe, é o destino de vários casais em lua de mel. No entanto, o aeroporto local possui uma das pistas mais curtas que existem, com apenas 400 metros e cercada por montanhas. Quer dizer, se o piloto não tomar muito cuidado, a lua de mel vai acabar na água!

One wrong move and you'd be in the water.

Luckily, only small aircraft land here.

6. O aeroporto internacional da ilha da Madeira está localizado à beira do mar. A sensação é de que a pista é sustentada por estacas e é um desafio aos pilotos mais experientes.

7) Madeira International Airport, Madeira, Portugal: The small island away from the coast and the airport only has 5,000 feet.

The hazardous airport greatly limits tourism.

7. Os aviões passam bem próximos aos banhistas na ilha de Saint Martin, no Caribe. Os voos do aeroporto Princess Juliana passam a apenas 10 metros de distância da praia, mas muita gente curte a emoção de assistir aos pousos e decolagens tão de perto.

9) Princess Juliana International Airport, Simpson Bay, Saint Maarten: This famous runway is right next to a beach, causing the planes to land right overhead of tourists.

Many people enjoy the rush of watching a landing.

8. O aeroporto na ilha de Barra, na Escócia, possui uma paisagem linda com uma pista de pouso próxima ao mar. No entanto, só é permitido pousar com a maré baixa, e é o único aeroporto comercial do mundo a usar a areia da praia como pista.

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9.  Matekane, em Lesoto, na África, tem uma pista de pouso curta, de apenas 400 metros, e próxima a um precipício. Para deixar a paisagem ainda mais assustadora, o local é cercado por montanhas! Os médicos e membros de organizações beneficentes usam essa pista para alcançar as tribos mais remotas, mas para chegar até ali, precisam sobrevoar altos desfiladeiros.

10. O aeroporto de Tenzing-Hillary, em Lukla, no Nepal, é bastante movimentado por ser o início da jornada ao monte Everest. No entanto, tem apenas 460 metros e, por estar localizada em uma montanha, a pista termina com uma queda de 2 mil metros!

Lukla Airport, Nepal - the starting point to climb the Everest

Tenzing Hillary

Então, BOA VIAGEM! Eh, eh, eh!

Fonte:
viralnova.com