No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar

Há 112 anos, o 14 BIS fazia seu primeiro voo e inaugurou a “Era das chuvas de fezes e urina humana”. Mas hoje, são extremamente raras de acontecerem…

Foi em outubro de 1906 que Santos Dumont realizou seu épico voo nos campos de Bagatelle,  na França, com o 14 BIS, e inaugurou uma nova Era. Naquela época, a tecnologia começava a engatinhar e nem se pensava num problema que só muitos anos depois ficou evidente: como descartar as fezes e urina dos passageiros?

Já pensou ser atingido por um cocô humano voador? Pode parecer bizarro (e principalmente nojento!), mas essa situação já causou diversos acidentes no passado. O primeiro relato oficial de um avião eliminando dejetos humanos nas alturas ocorreu em 1927, quando o piloto Charles Lindbergh fez o primeiro voo sem escalas entre Nova York e Paris.  Posteriormente, ao encontrar o rei George V, da Inglaterra, o monarca ficou curioso para saber como Lindbergh tinha feito para ir ao banheiro. O piloto explicou que fez xixi em um recipiente de alumínio, que ele jogou em “algum lugar da França”.

Foto de Lindbergh pilotando seu “Spirit of St. Louis”

No começo da aviação, costumava-se jogar os dejetos em recipientes no mar. Aliás, em muitas aeronaves antigas havia um buraco no chão do banheiro, pelo qual o xixi e o cocô iam direto para fora da aeronave – as empresas acreditavam que eles se desintegravam antes de chegar ao chão (e tinha gente que morria de medo de ser sugada por esse buraco enquanto fazia o número 2!). Foi só a partir de 1930 que os aviões passaram a ter tanques de armazenamento para os resíduos. Devido à grande altitude em que voavam as aeronaves, os dejetos congelavam e se tornavam mortíferos blocos que pesavam até 150 kg. Desde a década de 1950 até o início dos anos 1980, os acidentes com blocos de fezes e urina se tornaram frequentes. Há registros de diversos casos de pedaços congelados recheados de “cocô” que caíram do céu na Europa e nos EUA.

A grande invenção que fez a “chuva de cocô” diminuir consideravelmente foi o banheiro a vácuo. Criado na década de 1980, o equipamento acabou com a utilização em excesso de água dentro do vaso sanitário das aeronaves, diminuindo substancialmente o peso dos ‘blocos de cocô’ e por consequência, atenuando vazamentos de líquidos.

Entretanto, casos de falhas no sistema ainda são registrados, como um que ocorreu em 2016 em Bophal, na Índia. Um senhora de 60 anos ficou ferida quando um pedaço de gelo (cheio de cocô) do tamanho de uma bola de futebol atravessou o telhado da casa e a atingiu no ombro (por sorte, não a acertou na cabeça!).

Deepak Jain, professor na escola local, contou que ele, as crianças e os moradores da vizinhança viram quando o meteorito de m* caiu dos céus e, logo em seguida, ouviram os gritos da sra. Rajrani. Eles a levaram ao hospital e o professor afirma “que ela só está viva porque a bola de gelo atingiu o telhado primeiro, senão teria esmagado sua cabeça”.

Mas esses relatos são raríssimos, hoje em dia, pois a probabilidade de uma falha no sistema ocorrer no momento em que a aeronave sobrevoa uma região habitada é muito pequena. De qualquer forma é recomendável preparar o guarda-chuva!

Maas…

 

Como tudo isso é armazenado, hoje em dia?

As fezes vão para um reservatório no fundo das aeronaves. No fim da viagem, o reservatório é esvaziado e seu conteúdo segue para a rede de esgoto – o mesmo acontece com o banheiro de ônibus. Os toaletes dos veículos funcionam de maneira parecida à dos banheiros químicos, aquelas privadas móveis de shows ao ar livre, por exemplo. Sem ligações de água, elas são descarregadas na rede sanitária.

Tanques armazenam o esgoto na parte traseira do avião

No avião

1. Assim que a pessoa faz um depósito no Banco de Boston e a descarga é ativada, um aspirador a vácuo suga o conteúdo da privada. Nos modelos mais modernos não há nenhum pingo de água – sem ela, é mais econômico e evita problemas de pressurização. Para perfumar o ambiente, pouquíssimos mililitros de um desinfetante higienizam o vaso.

2. Dali, a sujeira passa por canos embaixo do piso e chega ao reservatório. Os aviões de viagens intercontinentais, como o Boeing 747, têm dois reservatórios de 250 litros, um ao lado do outro, na parte traseira. Como o reservatório é pressurizado e fica distante, o (mau) cheiro não chega aos passageiros.

3. Por lei, deve haver um banheiro para cada 50 passageiros. Considerando-se que cada pessoa é capaz de eliminar 1,4 litro de cocô e xixi em 24 horas, em uma viagem de São Paulo a Paris, por exemplo, todos os passageiros juntos encheriam um reservatório inteiro e cerca de 20% do outro. Em um Boeing 747, que transporta 416 passageiros, haveria 8 ou 9 banheiros.

4. Quando o avião pousa, um caminhãozinho esvazia os reservatórios. Com uma mangueira acionada por uma bomba, ele suga o esgoto e o armazena em uma caixa. Dali, o veículo segue para uma área coletora do aeroporto, onde despeja o conteúdo em um buraco interligado à rede de esgoto.

No busão

Uma caixa de 50 litros debaixo do vaso sanitário guarda o fruto da descarga, depois que a pessoa mandou o elevador pro térreo. Lá, há 60 mililitros de um bactericida que desintegra o material orgânico e dilui as fezes e a urina, facilitando o tratamento do esgoto. Aquela água que sai da traseira dos ônibus não é xixi, mas água do ar-condicionado.

Ufa!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

mundo estranho

eco viagem

Fotos fantásticas de como eram as viagens de avião no passado

Em tempos de caos nos aeroportos, com voos atrasados e gente dormindo no chão – sem falar no overbooking – sabemos que o sufoco ainda não terminou: iremos enfrentar horas intermináveis em aviões com espaços apertados, comida ruim e banheiros minúsculos! Não são todos os que podem pagar (e muito caro!) para viajar com mais conforto. A grande maioria dos mortais voa de classe “econômica”, que eu chamo de “classe animals”, porque, mais um pouco e as companhias aéreas vão nos colocar junto com a bagagem…

A grande diferença é que, atualmente, os aviões são mais seguros do que no passado e que viajar de avião deixou de ser coisa para poucos. Mas… como eram as acomodações nos aviões antigamente?

Nas fotos a seguir, você vai ver como era o interior dos aviões, as refeições a bordo (esqueça os amendoins!), as poltronas enormes se compararmos com as de hoje… Era outra coisa, mesmo!

Olha o tamanho do compartimento para bagagem de mão!

Primeira classe de um Boeing 747 nos anos 1970.

Legal essa configuração, lembra a “salinha dos fundos”, disputadíssima nos antigos Electras que faziam a ponte-aérea Rio-São Paulo.

707 da PAN AM… Olha a refeição que era servida a bordo!!!!!

Era comum que muitos aviões tivessem bares com piano.

Lounge da primeira classe nos anos 70, em um Boeing 747.

Nos modernos aviões da Emirates, a primeira classe tem “aposentos” luxuosos que podem ter sido inspirados nestes…

Outra configuração que lembra a “salinha” dos Electras.

Esse beliche era muito interessante.

Observe o espaço desse banheiro!

Lounge de um 747 da America Airlines. Bons tempos!

Você notou que não havia cintos de segurança nas poltronas?

Como já foi dito, apesar da falta de conforto, as aeronaves de hoje são infinitamente mais seguras que qualquer uma dessas mostradas aqui. Mesmo assim, bem que as companhias aéreas de hoje poderiam pelo menos colocar poltronas mais espaçadas, não?

Mas acho que isso não vai acontecer. Li em algum lugar que uma companhia aérea, me parece que da Ásia, está estudando colocar passageiros de pé (como nos busões daqui do Brasil) em voos domésticos de curta duração…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

tudointeressante.com.br

Índia multa companhias aéreas por jogar fezes de aviões durante voos

Os detritos dos banheiros dos aviões ficam armazenados em tanques especiais, mas parte pode vazar

Os detritos dos banheiros dos aviões ficam armazenados em tanques especiais, mas parte pode vazar

Da BBC

A justiça da Índia aprovou uma multa para os aviões que despejarem detritos humanos dos seus banheiros durante o voo. A multa, no valor de 50 mil rúpias (R$ 2.450), é resultado de uma denúncia de que as aeronaves estariam jogado fezes sobre áreas residenciais próximas ao aeroporto, na cidade de Nova Déli.

As fezes dos banheiros dos aviões ficam armazenadas em tanques especiais. Normalmente, elas são descartadas depois do pouso. Mas as autoridades internacionais de aviação admitem que podem ocorrer vazamentos durante o voo.

A justiça da Índia prevê inspeções nas aeronaves após pouso para verificar os tanques de dejetos

A justiça da Índia prevê inspeções nas aeronaves após pouso para verificar os tanques de dejetos

‘CHUVA’ DE DEJETOS

O National Green Tribunal (o tribunal ambiental indiano) ordenou que o órgão regulador da aviação garantisse que as aeronaves não joguem dejetos humanos quando estiverem pousando ou voando em áreas próximas de aeroportos.

O tribunal também quer “que, ao pousar, o avião possa ser submetido a uma inspeção de surpresa para verificar se os tanques especiais não estão vazios”, informou a Press Trust of India, a maior agência de notícias do país. “Se for descoberta alguma aeronave desrespeitando essa determinação ou se seus tanques forem encontrados vazios no pouso, a companhia aérea estará sujeita a uma multa ambiental de 50 mil rúpias (R$ 2.450) por infração”, diz a sentença.

A ação foi movida por um oficial reformado do Exército, que acusou as companhias aéreas indianas de despejarem fezes sobre áreas residenciais de Nova Déli. Ele informou que as “paredes e piso” da varanda da sua casa – que fica perto do aeroporto – “estão salpicados de excrementos jogados pelos aviões”.

Mas não há provas conclusivas de que os detritos tenham caído de aviões que sobrevoaram a casa.

O QUE É O ‘GELO AZUL’

O Ministério da Aviação também contestou a queixa e disse que os banheiros dos aviões têm tanques que normalmente são limpos pela equipe terrestre depois do pouso.

Pilotos explicam que os tanques dos banheiros raramente são esvaziados durante voos

Pilotos explicam que os tanques dos banheiros raramente são esvaziados durante voos

Um piloto veterano disse à BBC que esses tanques raramente são esvaziados durante o voo, a menos que o comandante tenha que tomar “uma medida de emergência rara como esvaziar os tanques de combustível”. Além disso, geralmente as fezes que congelam nas saídas para escoamento desses tanques podem escapar e cair durante o voo.

O fenômeno é conhecido como “blue ice” (ou “gelo azul” em inglês) por causa da cor dos produtos químicos usados nos toaletes dos aviões para reduzir o odor e dissolver os dejetos.

Despejos de “gelo azul”, no entanto, apesar de incomuns, ocorrem eventualmente, segundo os especialistas.

Aeromoças não podiam casar ou ter filhos e deviam deixar as pernas de fora

A profissão de aeromoça (ou comissária de bordo) até hoje é uma das que despertam maior curiosidade entre as pessoas. No começo, por exemplo, as profissionais eram proibidas de casar e ter filhos. Também só podiam usar saias, deixando as pernas de fora. Ao longo de mais de cem anos de existência, se contarmos desde os registros dos primeiros homens que faziam o trabalho, muita coisa mudou. Veja algumas curiosidades:

1. Copiloto também fazia o papel de comissário de bordo
No início dos voos comerciais, os copilotos também tinham como obrigação servir comida e bebida para os passageiros durante o voo. Com a melhoria do transporte aéreo, as companhias começaram a reavaliar as responsabilidades.

2. A primeira aeromoça da história era, na verdade, um ”aeromoço”

O primeiro comissário de bordo do mundo foi um homem. O alemão Heinrich Kubis, ao fundo de pé na foto, foi contratado em 1912 para servir alimentos, bebidas e cigarros aos passageiros em um dirigível que começava a transportar pessoas, no início do século passado. Kubis era uma espécie de mordomo do voos e tinha um assistente e um cozinheiro sob o seu comando. Foi só em 1930 que as primeiras mulheres começaram a ocupar o posto.

Em 2011, a companhia aérea tailandesa PC Air foi a primeira no mundo a admitir comissários de bordo transexuais em voos.

A aeromoça transexual Chayathisa Nakmai serve passageiro durante voo da PC Air.

A aeromoça transexual Chayathisa Nakmai serve passageiro durante voo da PC Air.

3. Aeromoças precisavam ter diploma de enfermeira

Ellen Church, na foto acima,

foi a primeira mulher a ocupar um posto de comissária de bordo, em maio de 1930. A americana, na verdade, queria ser piloto, mas a companhia negou o pedido.

No entanto, Church sugeriu que a empresa contratasse enfermeiras para acompanhar os passageiros durante os voos, o que poderia tranquilizá-los. A empresa contratou oito enfermeiras por um período de experiência de três meses.

Durante a 2ª Guerra Mundial, muitas enfermeiras deixaram o posto de aeromoça para servir o Exército. Com a decisão, as companhias aéreas passaram a não exigir o diploma para as novas candidatas.

4. Corpo de “Barbie” era requisito básico em 1930
Anúncios da época mostravam que as companhias buscavam mulheres com idade entre 20 e 26 anos e peso e altura proporcionais. Para se ter uma ideia, em 1930, a altura máxima era de 1,62m e o peso tinha que ser inferior a 52 quilos. Por volta de 1970, a média era 1,70m e 60 quilos. Com o passar dos anos, as exigências foram ficando cada vez menores.

5. Aeromoça baixinha ou acima do peso ainda não tem vez

De acordo com Carlos Prado, coordenador da Escola Master de Aviação, que forma comissários de bordo em São Paulo, atualmente não existe uma altura mínima para ser aeromoça. No entanto, mulheres e homens com menos de 1,55m podem ter suas chances reduzidas na profissão. “Por causa da baixa estatura, a comissária pode ter dificuldade de alcançar os compartimentos superiores de bagagem e alguns equipamentos de emergência”, explica Prado. Além da altura, os comissários devem ter um peso proporcional ao seu tamanho.

6. Casamento era proibido

Por conta das longas jornadas de trabalho e das constantes viagens, as companhias aéreas muitas vezes proibiam a contratação de mulheres casadas e com filhos. Divorciadas ou viúvas tinham vez, desde que não tivessem filhos. Ao longo das décadas de 70 e 80, as companhias ficaram mais flexíveis. No entanto, em fevereiro do ano passado, a Qatar Airlines foi acusada pela Federação Internacional dos Aeroviários de exigir que as aeromoças contratadas não se casassem pelos próximos cinco anos, sob pena de demissão. Engravidar também seria proibido, segundo a denúncia. A companhia negou as acusações.

7. Em 1950, a profissão era muito concorrida

Na década de 50, ser aeromoça fazia parte do imaginário de muitas meninas. A profissão só perdia para a vontade de ser modelo. Em 1951, a American Airlines recebeu mais de 20 mil inscrições para as pouco mais de 300 vagas disponíveis para o cargo. (o seriado de TV “Pan Am” mostrava isso muito bem)

8. Até hoje, calças não são permitidas em algumas companhias

Embora algumas vezes as companhias optem por uniformes temáticos, na maioria das vezes o tailleur (formado por uma saia e um casaco) é a vestimenta obrigatória das aeromoças. Usar calça é proibido em algumas companhias. Para se ter uma ideia, só agora as comissárias da British Airlines conseguiram o direito de usar calça em alguns voos.

Esquisito? Pois saiba que em junho do ano passado, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, determinou que as aeromoças da companhia aérea Air Koryo usem uniformes mais “ousados”. O dirigente pediu que as mulheres da tripulação mostrassem mais as pernas, usassem roupas coladas e salto alto. O motivo? Segundo o jornal britânico “The Sun”, o ditador disse que queria “uma tripulação atualizada aos tempos modernos”…

Os novos uniformes...

Os novos uniformes…

 

Fonte:

todosabordo.blogosfera.uol.com.br

Segredos a bordo

Companhias aéreas e aeronautas trabalham para que as viagens de avião sejam sempre seguras e confortáveis para os passageiros. E isso envolve manter alguns detalhes sobre os aviões e tripulantes em segredo. O principal objetivo desses segredos é fazer com que os passageiros não se preocupem durante a viagem de avião e, principalmente, para evitar pânico a bordo da aeronave em caso de incidentes.

Não que esses mistérios representem ameaças, seja ao voo ou aos passageiros, mas alguns pontos realmente podem surpreender, principalmente para quem é novato em viagens de avião. Já outros detalhes das operações e especialmente o treinamento de comissários são mantidos em sigilo do grande público para manter o “elemento surpresa”, como veremos a seguir:

Comissários “bons de briga”

A função de um comissário de bordo vai muito além de servir refeições aos passageiros e realizar os tradicionais “speeches”. Também chamados de “técnicos de segurança de voo”, esses profissionais passam por diversos treinamentos, que vão desde lições de etiqueta, formas de combater incêndios e, acredite, até aulas de artes marciais.

A técnica de defesa pessoal mais praticada por comissários é o Krav Maga. Esse tipo de luta, desenvolvido pelo exército de Israel, envolve técnicas de torções de membros, defesa contra armas de fogo, bastões, facas, agarramentos e golpeamentos. O foco dos golpes nesse estilo é sempre em áreas sensíveis do agressor, como genitais, olhos, mandíbula, garganta e joelhos.

Companhias asiáticas costumam ensinar kung-fu aos seus comissários (Divulgação)

Companhias asiáticas costumam ensinar kung-fu aos seus comissários (Divulgação)

No caso de incidentes com “passageiros indisciplinados”, os comissários de bordo podem ser obrigados a usar seus conhecimentos e, contida a ameaça a bordo, o passageiro descontrolado pode ser algemado (sim, o avião também leva algemas) e amarrado no assento.

Piloto todo poderoso

O comandante é a autoridade máxima em um avião, mesmo que a bordo da aeronave viaje um presidente ou um rei. O piloto–chefe pode mandar prender passageiros, aplicar multas e até mesmo registrar o testamento de um passageiro que morrer durante um voo.

Nem presidente, nem rei: quem manda e desmanda no avião é o comandante (Montagem – Airway)

Nem presidente, nem rei: quem manda e desmanda no avião é o comandante (Montagem – Airway)

E essa autoridade também vale quando o avião está em solo: o piloto principal pode impedir a entrada de passageiros que estiverem causando problemas na aeronave, antes mesmo da decolagem. Se alguma eventualidade acontecer com o comandante, o poder é repassado ao co-piloto.

Alarme de incêndio “bonitinho”

Se por acaso um incêndio começar no toalete de um avião, em vez de uma sirene escandalosa, o que se escuta é um discreto alarme em baixo volume. Os passageiros podem nem perceber o alerta, mas é o suficiente para fazer os comissários correrem pelos corredores da aeronave com as ferramentas de combate ao fogo.

O som do alarme de incêndio dos toaletes não é encontrado na internet e as empresas aéreas também não o revelam. Quem ouviu, diz que o ruído do alarme é até “bonitinho”. A discrição desse alerta serve para não causar pânico entre os passageiros, situação que poderia acabar dificultando ainda mais o combate ao fogo.

Machados a bordo

Todo avião comercial possui machados escondidos (dos passageiros) pela cabine. Dependendo do tamanho da aeronave, podem haver até três dessas ferramentas a bordo. O equipamento pode ser utilizado no combate a incêndios na cabine ou para arrombar a porta do toalete, no caso de algum passageiro tentar obstruir a porta, seja por indisciplina ou durante uma emergência.

O machado que os aviões carregam é exatamente como esse na foto (Ebay)

O machado que os aviões carregam é exatamente como esse na foto (Ebay)

Vale destacar que o machado é utilizado apenas em situações de emergência e jamais deve ser utilizado como uma arma dos comissários para conter passageiros indisciplinados.

Luzes suavizadas durante o pouso

Em voos noturnos, algumas companhias aéreas ainda insistem em dizer que as luzes da cabine são reduzidas durante o pouso “para economia de energia”. Pura balela. Esse procedimento é uma espécie de preparação para uma possível emergência.

Em voos noturnos, a luz da cabine é reduzida para adaptar os olhos dos passageiros a baixa luminosidade (Divulgação)

Em voos noturnos, a luz da cabine é reduzida para adaptar os olhos dos passageiros a baixa luminosidade (Divulgação)

Ao diminuir a intensidade da iluminação a bordo, os olhos dos passageiros se ajustam a baixa luminosidade. Se algo der errado durante o pouso, os ocupantes terão melhores chances de enxergar no escuro e assim evacuar a aeronave de forma mais rápida e segura.

Refeições diferentes para os pilotos

Em longos voos, geralmente viagens internacionais, se o comandante pedir uma macarronada com molho bolonhesa no jantar, o co-piloto será obrigado a pedir arroz com frango. Ou vice-versa. Equipes de pilotos que voam longos trechos nunca comem a mesma refeição.

Essa medida serve para evitar que o piloto e co-piloto sofram intoxicações alimentares simultâneas. Se o comandante ingerir algo contaminado, o co-piloto, que comeu outro prato e passa bem, pode assumir o comando da aeronave.

Comendo refeições diferentes, as chances de intoxicação dos dois pilotos é menor (reprodução/Instagram)

Comendo refeições diferentes, as chances de intoxicação dos dois pilotos é menor (reprodução/Instagram)

Trava secreta dos toaletes

Você não tem 100% de privacidade no avião, nem na primeira classe e nem no toalete. Mesmo trancada por dentro, é possível abrir facilmente a porta do banheiro de um avião por fora.

Uma pequena placa de metal na porta, logo acima do aviso sobre a disponibilidade do toalete, esconde a “trava secreta”. Quando viajar de avião preste atenção: antes do pouso, os comissários vão aos toaletes e discretamente travam todas as portas.

A trava “secreta” fica atrás da pequena placa acima do aviso sobre ocupação do toalete (Lifehacker)

A trava “secreta” fica atrás da pequena placa acima do aviso sobre ocupação do toalete (Lifehacker)

As portas dos toaletes são trancadas antes do pouso também como medida de segurança. Essa ação evita que passageiros em pânico entrem nos banheiros em caso de incêndio na cabine, o que seria ainda mais perigoso.

 

 

 

Fonte:

Thiago Vinholes, airway.uol.com.br

Viajar de avião na primeira classe… Nos anos 60!

Você consegue imaginar como era viajar de avião na década de 60?

A rotina dos aeroportos e as aeronaves de hoje em nada lembram a “era de ouro” da aviação comercial. Havia mais espaço entre as poltronas, mais comissários de bordo, mesmo o serviço era incomparavelmente melhor do que atualmente. Imagine que a classe executiva que se oferece atualmente era a classe econômica de então!

Olha o tamanho do compartimento para a bagagem de mão!

Claro que tudo isso tinha um custo. Viajar de avião naquela época era um evento para poucos. Os preços das passagens eram extremamente altos.  Só para dar uma ideia, um bilhete aéreo para uma capital que ficasse a uns 2.900 km de São Paulo, como Natal (RN), que hoje custa em torno de US$ 200,00, custava há 50 anos o equivalente a US$ 1.200,00.

Mas, conforme escrevi mais acima, se os preços eram salgados, o serviço de bordo e o conforto das aeronaves eram à altura. As empresas ofereciam uma série de mimos e pequenos luxos que praticamente não existem mais hoje em dia. Mesmo que você viaje de primeira classe.

Nas viagens de longa distância, as empresas ofereciam refeições completas e bebidas livremente, como vinho, conhaque, licores, champanhe e uísque. O jantar era servido em pratos de porcelana e o vinho, em taça de cristal. Os aviões de grande porte chegavam a contar com 15 comissários de bordo!

O serviço de bordo da nossa antiga Varig chegou a ser premiado como o melhor do mundo pela revista americana “Air Transport World”.

Escolhi algumas fotos para demonstrar como era a “dolce vita” nos céus:

Depois do jantar, o mais popular passatempo era ler – livros, revistas, ou se atualizar com as notícias dos jornais. Só lembrando, ler era um hábito disseminado, pois não havia internet, nem Facebook e nem Twitter.

Falando em jantar, a coisa era realmente muito diferente de hoje em dia quando se tratava das refeições. Mesmo na classe econômica, espie só:

Na primeira classe, antes do jantar, eram servidos drinques no bar.

Acompanhados por canapés…

E o jantar – que jantar! –   era finalmente servido por garçons devidamente uniformizados e na sua mesa coberta por toalhas de linho.

Após a refeição, os passageiros poderiam se reunir de novo no bar, onde conversariam com o capitão, um veterano dos ares com mil histórias para contar.

Se a conversa estivesse chata, os passageiros poderiam, por exemplo, jogar cartas com os baralhos oferecidos pela companhia aérea, que traziam fotos de aviões ou do destino para onde estavam viajando.

Mas não pense que o pessoal da classe econômica era esquecido: a eles, os comissários de bordo ofereciam tabuleiros de xadrez ou de damas, para passarem o tempo. Ainda não havia a tecnologia para passar filmes a bordo.

Você pode ter notado, na foto lá em cima no bar, uma moça com o cigarro na mão. Fumar, hábito banido nos aviões há muitos anos, era então permitido e os passageiros costumavam se reunir na sala de estar para fumar e conversar durante o voo.

Havia ainda, nos voos de longa duração, o serviço de chá da tarde. Os docinhos e bolos que a comissária trazia no carrinho era uma tentação irresistível.

Era tudo maravilhoso, não é?

Bem, quase tudo… A segurança era precária, especialmente por conta da tecnologia ainda incipiente. Não se conseguia pousar sob neblina, as colisões no ar eram frequentes… Era comum, ainda, que paredes de vidro separassem a classe econômica da executiva. Então, durante uma turbulência, por exemplo, essas paredes se estilhaçavam e você pode imaginar o que isso significava.

E como fumar era permitido, o que fazia com que cigarros, charutos e cachimbos fossem consumidos livremente, os pequenos focos de incêndio eram frequentes, especialmente quando o passageiro caía no sono com o cigarro aceso.

As bebidas, também servidas livremente, provocavam outros problemas. Muita gente passava dos limites, e em quase todo voo você via passageiros tropeçando pelos corredores, assediando as comissárias de bordo, cantando alto e vomitando no banheiro.

Quer dizer, nem sempre se viajava num céu de brigadeiro…

 

 

 

 

Fontes:

UOL

Catraca Livre

Major Airline News

Aeromoças já usaram microssaias, shorts, barriga de fora e até capacete

Saia ou calça, camisa feminina e casaco é a composição básica da maioria dos uniformes das aeromoças. Além de elegantes, as roupas são projetadas para garantir o conforto das profissionais durante o voo.

Mas nem sempre a combinação foi assim. No passado, essas profissionais já usaram mini e microssaias, shorts curtíssimos e até vestidos de papel. Em muitos casos, as roupas curtas e justas, aliadas à beleza das aeromoças, funcionavam como uma espécie de “incentivo” para promover as viagens de avião, especialmente do público masculino.

Atualmente, algumas companhias ainda tentam driblar o uniforme convencional em datas comemorativas ou em voos regionais. O resultado nem sempre pode agradar.

Veja só alguns desses uniformes.

Minissaias da Pacific Southwest Airlines

Na década de 70, a companhia aérea americana Pacific Southwest Airlines apostava nas minissaias para disputar a atenção dos passageiros. Para ficarem mais confortáveis durante as tarefas da cabine, usavam um shorts por baixo das pequenas saias.

Shorts curtíssimos e a barriga de fora

Já imaginou encarar o ar condicionado do avião usando uma blusa de amarrar sem manga, deixando a barriga de fora, combinada com um micro short e botas de couro?

Esse era o dia a dia das aeromoças da companhia Air Bahama nos anos 1970. Essa era uma das estratégias da companhia para aumentar as vendas para o público masculino. Por isso, quase todas as comissárias eram participantes de concursos de beleza.

Vestidos feitos de papel

Em 1967, as comissárias de bordo da British Airways usaram um vestido com tecido semelhante ao papel e à prova de fogo nas rotas entre Nova York e o Caribe. Eram descartados no final de cada voo.

As comissárias da extinta companhia americana TWA também usaram vestidos de papel. A ideia era homenagear (estranhamente) os novos pratos servidos durante os voos com inspirações francesa, italiana e britânica.

A TWA foi comprada em 1939 pelo excêntrico bilionário americano Howard Hughes. Ele equipou a companhia com aviões novos e revolucionários como o Constellation, (que tinha um dedo de Hughes em sua construção) e anos mais tarde, o Convair 880. Não faltam histórias e fatos pitorescos durante os 30 anos que Hughes esteve à frente da TWA: em 1946, por exemplo, ele próprio pilotou o voo inaugural do Constellation entre Los Angeles e Nova York, com uma “constelação” de estrelas de Hollywood a bordo.

Quem sabe a ideia dos uniformes de papel tenha sido dele…

Estilo sci-fi

E como não há limite para a criatividade, entre os anos de 1965 e 1966, a Braniff International Airways, companhia norte-americana que encerrou suas atividades na década de 80, achou que seria interessante dar um tom de ficção científica aos uniformes. As aeromoças usavam um adereço para a cabeça parecido com um capacete de astronauta. Você pode imaginar o quão confortável e prático deveria ser se movimentar pelo avião usando a peça?

E, para você não pensar que é exagero, veja a foto de uma comissária de bordo usando o traje:

Roupa de havaiana

Na década de 70, para deixar os passageiros no clima da viagem, a United Airlines lançou um uniforme florido, no estilo havaiano, para a sua tripulação. O traje era usado em voos para destinos tropicais, como Havaí.

Corte padrão

Em 2010, todas as comissárias da companhia aérea IndiGo Airlines foram obrigadas a aderir ao cabelo curto. As que não toparam, tiveram que usar perucas. A companhia queria padronizar a imagem de suas comissárias de bordo e entendeu que o uniforme não bastava.

Isso porque, na visão eles, cabelos longos ou coques não condiziam com a imagem que a companhia queria passar a seus clientes. O corte de cabelo curto daria às funcionárias um ar mais jovial e inteligente.

Vestido tubinho

O uniforme apresentado em 2014 pela companhia japonesa Skymark Airlines causou muita polêmica. A roupa consistia num vestido tubinho muito curto e poderia constranger as aeromoças durante atividades em que elas teriam que abaixar ou levantar os braços. A federação de comissários de bordo pediu ao governo a proibição dos novos trajes, mas não teve êxito.

A empresa alegou que o uniforme era comemorativo, pelo lançamento de uma rota com um avião do modelo Airbus 330. O design de uniforme foi mudado para divulgar a ideia de mais espaço entre os assentos na nova aeronave, completou a companhia.

Homenagem ao Brasil

Em 2014, aproveitado a realização da Copa do Mundo no Brasil, uma companhia aérea da China chamada Lucky Air resolveu ousar para atrair mais passageiros durante o evento esportivo: o tradicional uniforme das aeromoças deu lugar à camisa da seleção brasileira e minissaia branca.

Uniforme estampado

As comissárias da Singapore Airlines, chamadas de Singapore Girls, ganharam um uniforme com muito estilo e classe: um sarongue (um tipo de tecido estampado, muito comum na Malásia). A roupa foi criada em 1968 pelo estilista francês Pierre Balmain, considerado o “rei da moda francesa” no período da Segunda Guerra, quando a companhia ainda se chamava Malaysia-Singapore Airlines. Após ser dividida, a Singapore Airlines decidiu manter o uniforme. No entanto, embora elegante, a roupa muito justa acaba não ajudando no quesito praticidade.

Homenagem à Oktoberfest

Anualmente, durante a celebração da Oktoberfest, festa da cerveja que acontece na Alemanha durante os meses de setembro e outubro, a companhia aérea Lufthansa coloca suas comissárias de bordo no clima do evento.

Como a festa foi criada por um rei bávaro, a companhia criou, em 1957, um modelo de uniforme de aeromoças típico da região da Baviera. Depois de uma pausa na brincadeira, em 2005 a tradição foi resgatada e as comissárias voltaram a usar os uniformes comemorativos.

 

 

 

Fonte:

Todos a Bordo