Curiosidades, Family, Humor, Novidades

Os carros mais bizarros de todos os tempos

A carruagem sem cavalo!

Em 1899, um veículo estranho ganhou as ruas em Michigan, nos EUA. Seu inventor, Uriah Smith, colocou uma cabeça de cavalo de madeira na frente do seu carro, para que os outros cavalos não se assustassem tanto com aquele veículo barulhento. “Quando os outros cavalos perceberem que foram enganados”, disse ele na ocasião, “meu veículo já terá passado”. A cabeça era oca, para poder guardar combustível lá dentro…

1911 Overland OctoAuto

O inventor Milton Reeves achava que um carro com seis ou oito rodas seria melhor. Segundo ele, mais rodas daria mais conforto às pessoas, por isso foi juntando peças, acrescentando mais eixos, e criou o OctoAuto… O monstrengo media 7 metros! Apesar dos esforços, Reeves não recebeu nenhum pedido.

1933 Fuller Dymaxion

Esse eu achei legal, parece as naves dos antigos filmes do Flash Gordon! Projetado por R. Buckminster Fuller, esse… er… carro tinha sido pensado originalmente para ser uma aeronave. O plano era instalar motor a jato e asas infláveis, assim você poderia dirigir o carro na estrada e, quando quisesse, inflar as asas e sair voando. Mas as asas nunca foram adicionadas ao modelo, e sem elas ele ficou parecendo um comprimido rolando pela rua… O primeiro protótipo tinha uma cauda como de avião e saía demais de traseira. O modelo mais novo era maior e mais pesado, e trazia uma aleta estabilizadora no teto, como de tubarão… O “carro” nunca foi aceito pelo público.

1957 King Midget Model III

Na década de 1950, Caud Dry e Dale Orcutt, de Ohio, decidiram que iriam criar carros que todos pudessem pagar. Eles começaram com o modelo I, oferecendo o veículo como um kit estilo “faça-você-mesmo”. O kit vinha com as estruturas do carro, os eixos e chapas de aço que deveriam ser trabalhadas por alguém com alguma habilidade. E qualquer motor de um cilindro (que não vinha no kit) alimentaria o veículo. Não se sabe muito bem como, mas os dois inventores continuaram no negócio até o final da década com sua obra-prima, o modelo III (na foto). Esse era uma caixa de aço dobrada com um motor de 9 cavalos de potência. Felizmente, os padrões de segurança do governo fizeram com que o King Midget se tornasse nada mais do que uma lembrança.

1958 Zundapp Janus

Quem assiste ao segundo filme da série Carros, da Disney/Pixar, vê entre os numerosos automóveis — alguns copiando modelos do mundo real, outros não — um curioso minicarro alemão de formas simétricas, com uma porta frontal e outra traseira. O personagem é o vilão Professor Zündapp, ou apenas Professor Z, que coloca nas telas um modelo de vida curta no mundo real: o Zündapp Janus.

A Zündapp foi fundada em 1917 em Nurembergue, na Baviera, Alemanha, com o nome Zünder und Apparatebau GmbH (detonador e aparatos ltda. em alemão) para fornecer detonadores de explosivos para a Primeira Guerra Mundial. Com a queda da demanda após o fim do conflito, o fundador Fritz Neumeyer passou a de dedicar à produção de motocicletas e lançava a primeira delas, a Z22, em 1921. Na década de 1930 suas motos ganharam sucesso com uma linha diversificada de 200 a 800 cm³, incluindo modelos com carro lateral (sidecar).  Mas, depois da guerra, a Alemanha precisava de automóveis que fossem quase tão baratos e econômicos quanto as motos, mas oferecessem proteção contra o inverno severo. Foi quando surgiu o Janus. O estranho minicarro tinha uma grande porta frontal e outra traseira, abertas para cima e cada uma com dois vidros, e desenho totalmente simétrico nas laterais: à exceção dos faróis, as partes anterior e posterior eram iguais.

O nome Janus, o mesmo do deus romano que tinha rosto nos dois lados da cabeça, era justificado: sua cabine era um trapézio com lados igualmente inclinados correspondentes à frente e à traseira. Com dois bancos inteiriços de dois lugares cada, os passageiros de trás viajavam voltados para a retaguarda. Nas laterais, sem portas, eram usadas janelas de plástico Plexiglas.

Não fosse pelos faróis salientes, pelo retrovisor ou pelos arcos dos para-lamas mais altos sobre as rodas dianteiras, o motorista talvez ficasse em dúvida se deveria entrar pela porta frontal ou pela traseira. Claro que só havia volante em um dos “lados” do carro.

O anúncio do Janus sugeria alegria, mas no filme “Carros 2” ele é o malvado Professor Z

As vendas do Janus alcançaram pouco sucesso: 6.902 carros até outubro do ano seguinte, quando se encerrava o breve ciclo de produção. Diante do fracasso — seria preciso vender 15 mil deles para amortizar o investimento —, a Zündapp voltou a se dedicar às suas motos.

1961 Amphicar

Resultado de mais de uma década de desenvolvimento, o Amphicar foi lançado em 1961, no Salão Automóvel de Nova Iorque. Foi o primeiro e único carro anfíbio a ser comercializado com sucesso. A sua produção estendeu-se durante um período de 15 anos e a transição da terra para a água era feita mediante dois ou três passos relativamente simples, e de uma alavanca acionada. É essa alavanca que transfere a força do motor das rodas para as duas hélices posicionadas na traseira do veículo.

Esse exemplar das fotos é do ano de 1966. O Amphicar não usa leme: as rodas dianteiras desempenham o papel com precisão surpreendente. As portas fecham contra borrachas de vedação e têm um trinco suplementar de pressão, que precisa ser usado antes de se entrar na água. Se, por algum motivo o carro começar a fazer água, é só apertar um botão no painel, que uma bomba elétrica de grande capacidade devolve o líquido para fora.

O maior problema desse carro, e que nunca foi resolvido de forma satisfatória, era o preço.  Foram produzidas apenas 800 unidades…

1966 Peel Trident

Esse carrinho parece algo saído de um filme B de ficção-científica… Projetado com um jeitão de disco-voador, foi construído na Ilha de Man, Reino Unido, nos anos 1960. Ele tinha uma bolha de fibra de vidro como capota, o que lhe dava um ar de carro futurista, mas se mostrou uma péssima ideia.  O sol deixava o interior do carrinho tão quente quanto um forno ligado… O motor barulhento DKW e o fato de ser tão pequeno (é o menor carro para dois passageiros já produzido) contribuiu para seu insucesso.

 

Anúncios
Atualidades, Curiosidades, Sabedoria

Cidades no mundo onde a velocidade baixou

A velocidade nas principais vias de São Paulo tem diminuído constantemente. Apesar de muitas queixas dos motoristas, que alegam ter visto o trânsito piorar por causa disso, as últimas medições apontam o contrário.

Além de diminuir a epidemia de acidentes de trânsito, e isso em todas as cidades do mundo que adotaram essa providência,  a redução da velocidade diminui o número de acidentes (e, consequentemente, o de mortos e feridos) e melhora o fluxo do trânsito e qualidade do ar.

Foi Estocolmo, na Suécia, a primeira capital a fazer a mudança, em 1997. Desde então, muitas outras cidades seguiram por este caminho. Em Nova York, por exemplo, a velocidade em vários bairros é de 32 km/h.

Veja como funciona em outras capitais do mundo:

Londres

A capital da Inglaterra vem adotando, nos últimos anos, medidas para diminuir a quantidade de acidentes no trânsito, incluindo a redução de velocidade. Atualmente, o limite de velocidade é de 32 km/h em ruas e avenidas importantes da cidade. A diferença entre Londres e São Paulo é que lá há uma boa rede de transporte público. Por exemplo, o metrô. O sistema da capital paulista, inaugurado em 1974, tem hoje 78,3 quilômetros de extensão – numa média de expansão de 1,91 quilômetro por ano. O metrô de Londres, em operação desde janeiro de 1863, tem uma expansão média de 2,68 quilômetros por ano, e mais de 400 km de extensão…

Paris

A velocidade máxima permitida nas pistas do anel viário da capital francesa foi reduzida para 80 km/h para 70 km/h no começo de 2014. Dentro da cidade, o limite é de 50 km/h, com limites mais baixos em determinadas áreas. Essa é outra capital com boa infraestrutura de transporte público. Dá pra viver bem por lá sem carro.

Nova York

Em novembro de 2014, a administração da maior cidade dos Estados Unidos reduziu o limite de velocidade para 40 km/h. Em vários bairros, porém, o limite é ainda menor: 32 km/h. As medidas foram acompanhadas de uma campanha de conscientização e de ações para aumentar a fiscalização no trânsito. E andar de carro nessa cidade é uma insanidade… Onde há mais de 10.000 táxis rodando apenas em Manhattan. Para que se tenha uma ideia, Manhattan é menor em área do que o bairro de Santo Amaro, em São Paulo…

Cidade do México

O trânsito é um problema histórico da capital do México. Lá, os limites de velocidade foram reduzidos no fim de 2015: 80 km/h em pistas expressas, 50 km/h em avenidas, 40 km/h em vias secundárias e 20 km/h em áreas escolares e nas proximidades de hospitais. Pelo menos, dois serviços públicos lá funcionam muito bem, limpos e no horário: os trens e o metrô. E são baratos. A rede do metrô, com 250 km, cobre todos os bairros da cidade e a passagem custa 5 pesos, ou R$0,90.

Tóquio

Na capital do Japão, os motoristas podem dirigir a no máximo 50 km/h, sendo que há limites mais baixos de – 40 km/h e 30 km/h – em determinadas áreas da cidade. Mas é aquela história: não se deve andar de carro na megalópole. Além da eficiente rede de trens e metrô (que levam ambos cerca de 20 milhões de passageiros/ dia), há ainda o serviço de ônibus urbanos, conhecidos como Toei. Esse meio de transporte é indicado para as viagens curtas e para fazer a interligação com a rede de metrô.

Lima

A capital peruana tem quatro limites de velocidade em vigor: 80 km/h em vias expressas, 60 km/h nas avenidas, 40 km/h nas ruas e 30 km/h nas proximidades de escolas e hospitais.

Aqui, realmente, estamos numa capital do terceiro mundo. Uma cidade tão populosa, com mais de 8 milhões de habitantes, tem um trânsito caótico e um péssimo transporte público. Os ônibus são tipo jardineiras, sujos e caindo aos pedaços. Nos táxis, você tem que exigir que o motorista ligue o taxímetro e o metrô começou a operar há 5 anos. Tem apenas uma linha, com 34 km. Por isso, andar de carro ainda é uma opção preferida por muitas pessoas.

Bogotá

Na capital da Colômbia, a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. Em vias situadas nas zonas residenciais e escolares, porém, o limite é de 30 km/h. Aqui, nesta cidade de quase 9 milhões de habitantes, há muitas opções de transporte público. Além dos táxis, que são baratos, há as “busetas” (pequenos ônibus coloridos que fazem trajetos mais curtos) e o Transmilênio, um sistema de VLP inspirado nos corredores de ônibus de Curitiba, melhorado e ampliado. São ônibus enormes, bi-articulados e que cobrem doze linhas, com 1.989 ônibus, 5.318 motoristas e 137 estações em 112,9 km de corredores exclusivos. Assim como em Curitiba, as estações são fechadas, sendo necessário pagar passagem para entrar na estação. Uma vez lá dentro, é possível tomar quantos ônibus forem necessários. Nos horários de pico, a tarifa é mais alta: são 1.800 pesos colombianos, equivalentes a R$ 2,10. Nos domingos e feriados, a passagem custa 1.500 COL, cerca de R$1,76.

Berlim

Na capital da Alemanha, o limite é de 50 km/h na maioria das vias, mas há áreas em que a velocidade máxima permitida é de 30 km/h. Além disso, há uma outra regra: em parte das vias com limite de 50 km/h, os motoristas não podem passar dos 30 km/h durante o período noturno.

Voltamos ao primeiro mundo. O sistema de transporte público em Berlim é excelente. Os táxis não estão entre os mais caros da Europa, o metrô (apesar de antigo, com seus 150 km e estações meio sujas e encardidas) funciona muito bem, e ainda há os trens e os bondes que, somados, percorrem um trajeto de mais de 300 km.

Buenos Aires

Na capital argentina, o limite é de 60 km/h nas avenidas e de 40 km/h nas ruas. Em algumas avenidas mais largas, pistas e autopistas, o motorista pode dirigir a 70 km/h ou a 80 km/h. O transporte público de Buenos Aires é um dos fatores que influenciou o crescimento do turismo, com inúmeras alternativas para transitar pela cidade, inclusive funcionando 24 horas. Com os recentes aumentos nas tarifas desses serviços, ordenadas pelo presidente Macri, os táxis – que eram muito baratos para nós – estão agora com a bandeirada equivalente à de São Paulo. Mas a capital argentina ainda tem uma eficiente rede de ônibus urbanos, o metrô cobre praticamente toda a cidade e há ainda os trens, modernos e limpos.

Em resumo, diminuir a velocidade dos carros nas ruas é ótimo por vários motivos. Mas a cidade precisa de um transporte público eficiente que estimule os proprietários de automóveis a deixar seu carro em casa nos dias úteis.

São Paulo está longe de ter essa infraestrutura eficiente, mas avançou bastante nos últimos anos. Falta muito, mas, pelo menos, estamos a caminho…

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL

Atualidades, Curiosidades, Novidades, Sabedoria

O primeiro telefone sem fio da história

Meu amigo Benny de Lima, de Londres, enviou-me um artigo muito curioso escrito por  Matt Novak para o SMITHSONIAN.COM e que transcrevo aqui, resumidamente. (quem quiser ler na íntegra, em inglês, basta clicar aqui.)

1920-March-Sandusky-Register-Sandusky-OH-sm

Conheça a história do inventor da Filadélfia e entusiasta do rádio que previu o irritante hábito de falar ao telefone enquanto se está no carro.

O termo “telefone sem fio” no início de 1920 não significava, necessariamente, um dispositivo que pudesse transmitir e receber mensagens. Na verdade, a maioria dos aparelhos de rádio naquela época era simplesmente um transmissor ou um receptor. No entanto, alguns inventores estavam se divertindo com essa nova tecnologia e criando transceptores – dispositivos que poderiam transmitir e receber mensagens de rádio. Um artigo publicado num jornal de Ohio, em março de 1920, contava a história de um homem, na Filadélfia, chamado W.W. Macfarlane que estava experimentando seu próprio “telefone sem fio”. Sentado no banco de trás de seu carro enquanto o motorista dirigia, Macfarlane deixou de boca aberta um repórter de uma revista técnica enquanto conversava animadamente com a esposa, sentada em casa a 500 metros de onde estavam.

O repórter da revista perguntou ao inventor se aquele aparelho teria algum uso prático no futuro. A resposta trazia uma indagação: como aquele invento poderia ter influenciado no resultado da I Grande Guerra Mundial, que terminara apenas há dois anos?

“Imagine se isto estivesse pronto para nós na guerra. Todo um regimento equipado com os receptores de telefone, apenas com seus rifles como antenas, poderia avançar dois quilômetros e cada soldado estaria instantaneamente em contato com o comandante. Os mensageiros não seriam mais necessários. Não haveriam mais coisas como ‘um batalhão perdido'”…

1920-March-Sandusky-Register-Sandusky-OH-stovepipe-sm

Abaixo, uma foto que encontrei na revista Popular Science de julho de 1920, mostrando o inventor e seu telefone sem fio…

Carphone_0

Na verdade, o invento do sr. Macfarlane não pode ser considerado a rigor o primeiro “telefone sem fio” da história. Alexander Graham Bell já vinha fazendo seus experimentos desde 1880, o problema é que essa ideia fora abandonada porque ninguém conseguira pensar em uma utilidade prática para isso. Embora alguns ainda insistissem… O vídeo abaixo – de 1922 -, encontrado por acidente em 2010 nos arquivos da empresa britânica Pathé Films, mostra duas mulheres em Nova York carregando um dispositivo robusto e conectando-o a um hidrante.

Só mesmo na década de 1980 é que descobrimos como usar um telefone sem fio – e não apenas como um walkie-talkie…

 

 

Atualidades, Curiosidades, Family, Humor, Novidades, Sabedoria

Motor Mania

Trânsito na volta do feriado.
Trânsito intenso na Rodovia Imigrantes, sentido São Paulo, no início da tarde deste domingo, no retorno do paulistano após feriado prolongado.

 Como sempre acontece nos feriados prolongados em São Paulo, mais de um milhão de carros toma o rumo do interior ou do litoral… E, como sempre acontece, isso congestiona todas as vias da cidade, causando “o maior congestionamento da história”: um dia é de 300 km, no outro é de 400 km, amanhã será de 500 km… Às vezes penso que você anda mais rápido a pé do que de carro ou ônibus na cidade…

O estresse dos motoristas, tanto os que ficam presos nas rodovias como aqueles que ficam presos nas ruas de São Paulo, me lembra sempre um famoso curta-metragem estrelado pelo Pateta e que se chamou no Brasil “Pateta no Trânsito”.

O vídeo mostra, de forma divertida, como uma pessoa gentil e educada pode se transformar em um ser humano nervoso e agressivo ao entrar em um carro. É uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde motorizado, o médico e o monstro. O Sr. Walker (pedestre, de “walk”, andar, em inglês) se transforma no Sr. Wheeler (de “wheel”, volante em inglês) quando entra em seu carro, evidenciando uma personalidade violenta e egoísta, contrária de quando era pedestre…

Na época em que o desenho chamado no original de “Motor Mania” foi criado, em 1950, o Pateta já vinha estrelando uma série de curtas onde ele “ensinava” como fazer alguma coisa: desde a mudança da casa até praticar esportes. Nesses trabalhos, Pateta nos ensina, de forma atrapalhada, a realizar as mais diversas tarefas. Com poucas falas e sempre com a ajuda de um narrador que interage com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos, todas as personagens têm a fisionomia do Pateta. De 1940 a 1950 já haviam 48 desenhos com Pateta, além de ele aparecer em outros desenhos junto com Mickey e Pato Donald.

Esse “Motor Mania” foi o primeiro deles em que o Pateta aparece “redesenhado”, sem os dois dentões da frente e sem as orelhas compridas, que nos acostumamos a ver nos quadrinhos. O curta ainda foi premiado naquele ano como o melhor filme sobre segurança no trânsito.

Os comportamentos demonstrados nessa animação foram aprofundados em mais 2 episódios, “Freewayphobia”…

e “Goofy’s freeway troubles” (disponíveis no YouTube), ambos produzidos em 1965 e que foram exibidos inclusive em auto-escolas dos EUA.

1965-freewaytrouble-3

Atualmente, vemos campanhas oficiais na TV que não educam os motoristas, e em certos casos, culpam os pedestres pelos atropelamentos que sofrem. Mais do que investir no marketing e na qualidade visual das campanhas, é preciso ter meios de realmente educar as pessoas. Se muitos discordam das propagandas que mostram “cenas chocantes” de acidentes, que tal aproveitar os ensinamentos do Pateta nesses filmes? Eles tratam de questões simples e que a gente vê ignoradas todos os dias:

– veículos lentos trafegam à direita;

– dê passagem;

– sinalize a mudança de faixa usando a “seta”… Etc etc…

O mais triste de tudo isso, apesar do desenho ser hilário, é que o comportamento dos motoristas nada mudou desde 1950.

Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades, Sabedoria

MARCAS DE CARROS E SEUS SIGNIFICADOS

Sempre tive curiosidade de saber a origem dos nomes das marcas e modelos dos carros. Alguns são óbvios (Brasília, Ford e Ferrari são um bom exemplo dessa obviedade), outros me despertavam dúvida.

Por exemplo, não sabia que Pontiac deriva de uma cidade americana cujo nome era de um chefe índio. Ou que Chevrolet era o sobrenome de um piloto de corridas francês, Louis Chevrolet.

A Pajero, da Mitsubishi, é um nome com vários significados nos países latino-americanos, e sua expressão comercial vem de Paja, cuja definição mais correta vem da Argentina:

Nos anos 40, na Argentina, criaram veículos que circulavam ou eram usados no campo sobre as pajas ou pasto seco. Então popularmente tiveram a ideia de dar o nome de rastrojero, que é o mesmo que rastrojo, sinônimo de paja (andar sobre pasto seco). Assim, a Mitsubishi resolveu adotar esse nome, pois na verdade significa andar em qualquer terreno. Uma vez que o significado da expressão andar sobre pasto seco é o mesmo que andar em terrenos irregulares e/ou macios, o que provoca muita derrapagem.

Daí a razão de usarem o sistema 4×4 para reforçar ainda mais a estabilidade do veículo em determinados tipos de terrenos.

Outras marcas são apenas siglas:

BMW – sigla de Bayrische Motorenwerke (Fábrica de Motores da Baviera)

FIATFabrica Italiana Automobili Torino (Fábrica Italiana Automobilística de Turim)

SAAB- (que inicialmente se dedicava à aeronáutica) é na realidade a Svenska Aeroplanaktiebolaget. ( Corporação de Aeroplanos Suecos, ou algo assim)

O que mais gostei de saber, em minhas pesquisas, foi o significado das logomarcas dos fabricantes de automóveis!

Mas isso fica pra outro post…

Atualidades, Curiosidades, Esportes, Family, Humor

Rush, no Limite da Emoção: o que é verdade e o que não é

Nunca fui assim um grande fã de Fórmula 1, nem quando os pilotos brasileiros dominavam as pistas. Acho mais legal o stock-car, por exemplo (que o desenho “Carros” da Disney-Pixar retrata de forma divertida). Mas acompanhei as grandes rivalidades, a história dos grandes pilotos e me lembro de alguns anos marcantes na história dessa competição. Um desses anos foi 1976, quando Emerson Fittipaldi correu em seu Copersucar-Fittipaldi e James Hunt assumiu seu posto vago na McLaren (nunca me esqueço do carro vermelho e branco das cores do Malboro, no tempo em que os cigarros ainda patrocinavam as equipes):

Foi exatamente esse ano que o filme “Rush” aborda, focando a rivalidade entre o austríaco Niki Lauda, um dos grandes campeões da história do automobilismo, e o inglês James Hunt, que também foi campeão.

Foi naquele ano que Lauda, correndo pela Ferrari, sofreu um terrível um acidente em Nurburgring (onde seu carro incendiou-se, e Lauda ficou preso nas ferragens por vários minutos) que quase lhe tirou a vida. Um padre chegou a ser chamado ao hospital para lhe dar a extrema unção. Mas apesar de graves queimaduras, que lhe custaram partes da orelha direita, Lauda ainda voltaria a correr naquele ano, e só perderia o título mundial na última corrida, para Hunt. Em 1977 obteve 3 vitórias e recuperou o título mundial.

Pelo fato de não ser fanático pela F1, não me interessei em assistir ao filme quando estreou nos cinemas, e que traz o “Thor” Chris Hemsworth no papel de James Hunt e Daniel Brühl no papel de Lauda. Mas as minhas filhas assistiram e disseram que era excepcional, filmaço e tal. Como elas também não são muito interessadas nessas corridas, acreditei na avaliação das duas e fui conferir.

Meu queixo caiu: é um dos melhores filmes que já assisti, entre todos os gêneros! Tem tudo o que um bom filme precisa ter para segurar você na poltrona, e o mérito do diretor Ron Howard (de Apolo 13, Uma Mente Brilhante, etc) foi fazer uma obra sobre a motivação humana, e não um mero filme de corrida de carros. Sem contar que a reconstituição de época é espetacular. Vale a pena assistir, aproveitando que está nas TVs a cabo, porque é de fato um filmaço!

(Daqui para baixo, spoilers; se você ainda não assistiu, leia por sua conta e risco…)

O filme, evidentemente, toma algumas liberdades em relação aos fatos reais. Mas achei tão bom que fui checar algumas passagens, e descobri que a ficção mostrada na tela até que ficou mais interessante que a realidade!

Rivalidade entre Hunt e Lauda começou na Fórmula 3 – MITO
Ao contrário de Hunt, Lauda nunca correu na F3. A carreira do austríaco passou pelas corridas de Mini, Fórmula Vee e F2, antes da estreia na F1 na equipe March. Outro mito aí é que seu primeiro time não foi a BRM, como mostrado em Rush. Já Hunt se envolveu, sim, em uma batida na F3, mas o rival era Dave Morgan e a briga era pela segunda colocação.

Hunt vomitava antes das corridas – VERDADE
No filme é dito que era a forma de se concentrar, mas a realidade é que Hunt costumava beber e se drogar. O ato de vomitar era uma forma de se “limpar” antes das disputas nas pistas.

Lauda exigiu contrato milionário da BRM – MITO 
Ainda uma promessa, Lauda comprou sua vaga na BRM em 1973 após dois anos fracos pela March. Na nova equipe, o austríaco agradou e partiu dos dirigentes a ideia de lhe oferecer um contrato.

McLaren tinha motivos para estar brava com Emerson Fittipaldi – VERDADE
A única referência a Emerson Fittipaldi em Rush é por meio de palavrões, quando dirigentes da McLaren falam sobre a saída do piloto da equipe. A indisposição de fato havia, pois o brasileiro havia decidido trocar o time inglês por um lugar na Copersucar, fundada por ele e seu irmão Wilson. Já bicampeão, Emerson foi apenas o 17º no campeonato de 1976.

Hunt acusa Lauda de denunciar irregularidade em seu carro na Espanha – MITO
O inglês foi desclassificado após vencer o GP da Espanha, seu primeiro na temporada, porque a asa traseira de seu carro estava 1,5cm maior do que o permitido. Ao contrário do que é mostrado nas telas, o piloto não acusou o rival Lauda de ter feito a denúncia para os fiscais da prova. Quem fez foi um mecânico da Ferrari.

Lauda volta às pistas seis semanas depois de acidente quase fatal – VERDADE

O austríaco quase morreu em consequência da batida na Alemanha, mas ao ver Hunt reduzir a diferença no Mundial, decidiu correr na Itália. A Ferrari havia chamado Carlos Reutemann para ser seu substituto, mas depois a escuderia optou por ir com três carros à pista. Seu quarto lugar foi muito comemorado.

Hunt agride jornalista após pergunta sobre aparência de Lauda – MITO
Após aparecer para o GP da Itália ainda muito machucado, Lauda é questionado por um repórter sobre sua beleza, questionando o amor da mulher do piloto por ele. O austríaco dá a entrevista por encerrado. A pergunta existiu, mas em Rush, Hunt espanca o jornalista, o que não aconteceu na realidade.

James Hunt, doidão, festeiro e playboy, morreu por conta de um ataque cardíaco aos 45 anos. Lauda, hoje diretor da divisão de carros de corrida da Mercedes e dono de uma empresa de aviação regional, continua firme aos 65 anos.

 

Curiosidades, Family

Carros nacionais antigos

O Brasil fabricou algumas carroças, mas também tinha alguns carros até legais. As fotos abaixo vão mostrar aos mais novos como eram alguns desses carros e fazer os mais velhos recordar.

Ford Maverick 6 cilindros

O Maverick 1974 bebia muito e andava pouco, mas o espaço dos passageiros era generoso!

Volkswagen Apollo GLS

Em 1990, a Ford e a VW unidas durante um tempo na Autolatina lançaram o Apollo. Sua pintura era sempre metálica e vinha com diversos itens de série, como vidros elétricos, aquecimento e ajuste lombar nos bancos.

A VW começou a fabricar o Karmann-Ghia em 1962, e foi até 1971. Seu estilo elegante fez sucesso durante muitos anos, o problema era o espaço interno, muito apertado.

A Vemaguet, da DKW-Vemag, foi produzida entre 1958 e 1967. De mecânica simples, agradou pela simpatia e até 1963, as portas abriam ao contrário, da frente para trás, e o carrinho ficou conhecido como “DechaVê” (referindo-se às mulheres que entravam no carro usando saias…)

A bordo dele, ninguém chamava carro brasileiro de carroça. Fabricado de 1959 a 1967, era sofisticado e completíssimo para a época.

O bom e velho Passat foi feito no Brasil entre 1974 e 1988. Sempre foi uma linha importante para a VW, e hoje é sinônimo de elegância, sofisticação e tecnologia.

O Ford Galaxie 1970 (da foto) já vinha de fábrica com ar condicionado e direção hidráulica, itens que são opcionais de muitos carros até hoje. Vinha com pneus de faixa branca, paineis de jacarandá nas portas e no console, muito conforto e era o sonho de consumo da alta sociedade.

Falta falar do Opala, do Kadett, da Kombi e do Fusca, Puma, Chevette, Brasília, Dodge Charger, Rural, Veraneio… Até que o Brasil fabricou um bocado de carros inesquecíveis…