Faça o teste pra ver se você tem TOC

Claro, este teste não tem precisão científica, e na verdade é só uma brincadeira. Mas quem tem TOC, mesmo leve como eu – ou mais sério, como o de um famoso cantor popular brasileiro e cujo reinado na música dura décadas, mas que não vou citar o nome, apenas dizer que é bastante religioso, e que tinha um iate batizado com o nome da mãe – vai ficar tenso com essas imagens.

Cada um de nós tem suas manias e esquisitices que não chegam a atrapalhar o cotidiano. Mas há gente em que as manias tomam conta do dia inteiro. Essas pessoas são invadidas por pensamentos intrusos, irresistíveis, dominadores, verdadeiras obsessões que as obrigam a repetir ações inúteis, como lavar as mãos 33 vezes (não que lavar as mãos seja inútil – ao contrário – mas 33 vezes é um pouco demais…) Elas são portadores de TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo, que as torna escravas de rituais repetitivos, que complicam suas vidas e a de suas famílias.

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Normalmente tratam-se de ideias exageradas sobre saúde, higiene, organização e simetria, perfeição ou manias e rituais que se tornam incontroláveis ou difíceis de controlar. Claro, quando o TOC é grave e de fato atrapalha o dia a dia, a convivência com as pessoas e até a alimentação, ele precisa ser tratado. O tratamento deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. Normalmente, utiliza-se a psicoterapia de orientação cognitivo-comportamental associada com tratamento farmacológico.

O transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população mundial. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença.

Uma das séries de TV mais populares dos últimos anos, Monk (2002- 2009), retratava com humor o que essa doença representa, ao ter como personagem principal um detetive com TOC e que tinha medo de tudo: leite, altura, germes, multidões… Mas o TOC, ironicamente, o ajudava a solucionar os casos mais complicados.

Bem, vamos lá. Prepare-se para o teste, porque essas imagens vão deixar seu TOC maluco!

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Bem, eu espero que você tenha sobrevivido…

Depois deste post, meu nível de estresse subiu pra 8000!

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A PORTA AO LADO

Numa entrevista antiga do médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial que acontece todo dia na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado para eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões pode ser resolvida assim, rapidinho.

Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.