A verdade por trás do piso de caquinhos

Quem se lembra desse piso?

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A casa de meus pais tinha o piso do quintal todo feito desses caquinhos de cerâmica. Assim como tantas outras casas de São Paulo, um mosaico vermelho e com algumas manchinhas de cacos pretos e amarelos que cobria a extensão na qual meus irmãos e eu, crianças pequenas, jogávamos bola. Certo dia de calor, resolvemos “nadar” naquele mar vermelho… Misturamos sabão em pó num balde, atiramos essa água ensaboada por cima do piso de caquinhos e fomos fazer “esquibunda”. Como estávamos de shorts, não escorregávamos e alguém teve a brilhante ideia de esquiar sem os shorts!

Como o piso era irregular, com alguns caquinhos salientes… Não é difícil imaginar o motivo pelo qual nenhum de nós sentou-se pra jantar naquela noite.

Anos depois, meu pai trocou aquele piso por outro, com lajotas mais bonitas e de melhor acabamento. Mas sempre fiquei me perguntando o porquê de meu pai usar cacos de cerâmica em vez das lajotas inteiras.

Recebi a indicação de um texto que responde a essa pergunta e conta como surgiu essa tendência, que era meio que uma moda nas casas nas décadas de 1940/ 1950. É um fato muito interessante e que dá margem a muitas reflexões.

O autor é o Engenheiro Civil Manoel Henrique Campos Botelho.

“Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio. 

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
— A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira…”

Manoel Botelho é Engenheiro Civil e autor da coleção CONCRETO ARMADO EU TE AMO

manoelbotelho@terra.com.br

O Arco do Triunfo de São Paulo

Como toda cidade do mundo, São Paulo tem lá seus mistérios.

E um dos que mais deixa o paulistano curioso é sobre o pouco explicado arco do triunfo que existiu por aqui nas primeiras décadas do século 20. Já houve até quem escrevesse a respeito mas sempre de maneira vaga. Aqui vamos explicar tudo o que você sempre quis saber sobre este monumento mas não tinha para quem perguntar (ou onde ler).

Tudo começa em julho de 1921, quando a Prefeitura de São Paulo e a Presidência do Estado (aquela época o governo estadual chamado de presidência), são comunicados pelo cerimonial da Presidência da República que o Presidente Epitácio Pessoa desejava visitar São Paulo em caráter oficial.

Epitácio Pessoa

Presidente Epitácio Pessoa

A viagem, na verdade, seria uma turnê para tornar a figura do presidente mais conhecida e popular. Epitácio Pessoa assumiu a presidência em subsituição a Rodrigues Alves, eleito em 1918, mas que faleceu antes de tomar posse como Presidente da República em seu segundo mandato.

Saindo do Rio de Janeiro de trem – então capital do Brasil -, Epitácio Pessoa passaria por inúmeras cidades paulistas, como Taubaté, São José dos Campos, Mogi das Cruzes e Poá. Em algumas delas chegando a parar na cidade e em outras, como Tremembé, apenas passando vagarosamente pela estação e acenando para os cidadãos.

A sua chegada à capital paulista estava prevista para o dia 19 de agosto de 1921.

Manchete do jornal Correio Paulistano em 20/08/1921

Para entender a grandiosidade que foi a chegada do Presidente Epitácio Pessoa a São Paulo, é preciso voltar no tempo em uma época em que o respeito à figura presidencial estava muito acima das questões partidárias. Um respeito que o brasileiro perdeu no tempo, hoje acostumado a vaiar ou aplaudir presidentes, governadores e prefeitos como quem assiste a um jogo de futebol. Tanto que uma visita nas proporções de 1921, talvez fosse impossível nos dias de hoje.

Ao aproximar-se da região central de São Paulo, já na então Estação do Brás, o comboio presidencial foi obrigado a parar por longos minutos. Todos os operários das fábricas que margeavam a ferrovia naquela região foram até os trilhos para saudar o presidente. Só depois a delegação seguiu até a Estação da Luz, onde as autoridades municipais e estaduais aguardavam. E é aqui que começaremos a falar do Arco do Triunfo.

Mas antes, uma vista parcial da região onde ele foi construído. Observe que a porção direita do Seminário Episcopal ainda não tinha sido demolida.

Vista parcial da região da Luz / Foto: Guilherme Gaensly

Vista parcial da região da Luz / Foto: Guilherme Gaensly

Por pouco esse marco quase não existiu. Sua construção foi decidida de última hora, já faltando poucas semanas para a chegada do Presidente. Discutia-se no gabinete do então Prefeito Firmiano Pinto, além de toda a pompa e cerimônia que estavam preparando para Epitácio Pessoa, o que mais poderia ser feito para tornar sua visita inesquecível.

E foi aí que alguém deu a ideia de fazer um Arco do Triunfo. Mas a inspiração inicial não veio da França, e sim dos Estados Unidos, precisamente do Arco do Triunfo que fica na Washington Square Park, em Nova Iorque.

Em 1889, para celebrar o centenário da posse de George Washington como presidente dos Estados Unidos, um grande Arco do Triunfo foi construído nessa praça, e feito totalmente em gesso e madeira. Era uma construção que chamamos de arquitetura efêmera(*). O arco tornou-se tão popular que, em 1892, decidiram erguer um novo e definitivo, feito de mármore. Era a primeira vez que um arco fora erigido nas Américas.

E isso influenciou muito a criação de um similar por aqui, em uma época em que o café ainda era um produto lucrativo e dinheiro não era problema. Sendo assim, convocou-se um arquiteto paulistano para projetar o grandioso monumento. Quem ? Ramos de Azevedo.

O Arco do Triunfo paulistano, em agosto de 1921.

O Arco do Triunfo paulistano, em agosto de 1921.

E como o tempo urgia, a obra foi tocada rapidamente. Valendo-se do mesmo artifício que os americanos, com gesso e madeira, em incríveis três dias foi erguido o Arco do Triunfo de São Paulo. A firma F. Ramos de Azevedo e Cia colocou 200 operários e todos os seus serviços de oficina a cargo da construção do arco. Os turnos eram de 24 horas para que a obra ficasse pronta. Ela foi instalada no trecho final da rua José Paulino, atual Praça da Luz, quase na esquina com a Avenida Tiradentes (vide mapa abaixo), de modo que tão logo o Presidente da República saísse da Estação, passasse pelo arco.

Projetado em estilo clássico e com traços similares aos arcos de Paris e Nova Iorque, o arco paulistano possuía 28 metros de altura por 27 de metros de largura, sendo que a abertura do arco era de 10 metros de largura por 14 de altura. Sobre o arco havia quatro bandeiras nacionais, sendo três de um lado e uma do outro. Além disso, adornavam o monumento flores e guirlandas. Nas duas faces do arco existiam as homenagens: “Salve Epitácio Pessoa” e também a frase “A Cidade de São Paulo”.  À noite, além da iluminação do monumento, funcionava uma bandeira nacional feita com mil lâmpadas coloridas.

Ao chegar a Estação da Luz, Epitácio Pessoa foi recebido pelo então Presidente do Estado, Washington Luís, e pelo prefeito do município, Firmiano Pinto. Após a execução do hino nacional e das demais recepções de chegada, partiu a delegação rumo ao Palacete Prates. Abaixo, o momento em que o landau presidencial acabava de passar sob o Arco do Triunfo.

O cortejo passaria por diversas ruas paulistanas até chegar a seu destino, como as ruas Florêncio de Abreu, Mauá e José Paulino. Naquele mesmo dia 19, à noite, após jantar com Washington Luís, o Presidente Epitácio Pessoa seguiria para o Theatro Municipal para um espetáculo. Para a ocasião, foi inaugurado um novo e moderno sistema de iluminação no teatro.

E quanto tempo durou o marco ?

Como foi feito de gesso e madeira, obviamente não foi projetado para durar muito. Como não houve, após a passagem presidencial, nenhuma discussão para construir um arco definitivo, tal qual foi feito em Nova Iorque, o Arco do Triunfo paulistano foi demolido. Seu desmonte deu-se algumas semanas depois do 7 de setembro daquele ano, quando a independência do Brasil celebrou 99 anos.

E foi o fim da linha para esse monumento paulistano pouco conhecido e que hoje desperta muitas curiosidades a seu respeito.

(*) Arquitetura efêmera é o nome que se dá para construções feitas com objetivos celebrativos ou expositivos, e apenas para durar por um breve período de tempo. Existem vários outros casos deste tipo de arquitetura no Brasil, como na ocasião do casamento do Imperador D.Pedro I com a Princesa Amélia ou mesmo na ocasião da vista do Imperador D.Pedro II a São Paulo, em 1846.

Bibliografia consultada:
Correio Paulistano – Edições 20881, 20882, 20883 e 20954
A Cigarra – Edição 167, Setembro de 1921

 

 

 

 

Fonte:

Douglas Nascimento

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

Construções fantásticas

Vi essas fotos e fiquei pensando: de fato, não há limites para a arquitetura e a engenharia (não bastaria o arquiteto bolar essas maluquices, alguém teria que torná-las realidade, certo?). Em alguns casos, como o do edifício do “Acredite se puder” (Believe it or Not), eu até entendo, eles chamaram a atenção até mesmo para seu edifício. Mas em outros casos, realmente fiquei pensando o que levaria alguém a  habitar num conjunto de apartamentos que parece mais uma construção feita com Lego?

Mas há projetos fantásticos, como os de Madri ou de Barcelona. Outros, apenas bizarros. Sem falar que morar na casa dos Ewoks deve ser beeem divertido…

A casa do “Acredite se Puder”

Ontario, Canadá

Tóquio, Japão

Torres KIO, Madri.

Edifício Mirador, Madri.

Colorado, EUA.

La Pedrera, Barcelona.

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Londres, Inglaterra.

Hotel Atlantis, Dubai.

Montreal, Canadá.

Sede da empresa que fabrica essas cestas. Ohio, EUA.

Biblioteca pública de Kansas City, EUA. A população votou nas “lombadas” dos livros que deveriam compor a fachada.

Guimarães, Portugal.

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Rotterdam, Holanda.

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Praga, República Checa.

E, para encerrar…

A “casa torcida” em Sopot, Polônia. Foi construída em 2003 com projeto baseado nas telas e ilustrações de Jan Marcin Szancer e Per Dahlberg. Parece saída de um desenho animado e o  interessante é a forma como os construtores conseguiram criar esta ideia genial, mas a casa é um fato e todos admiram sua criatividade!

A casa por dentro:

Fontes:

thechive.com

villageofjoy.com

As 10 mais belas cidades do mundo

Depois das 10 mais feias cidades do mundo, o site U City Guides elegeu as dez cidades mais lindas do planeta. Percebi que ainda tem muitas na lista que preciso conhecer… Confira:

10 – Bruges

Localizada a noroeste da Bélgica, a cidade é conhecida principalmente pelos seus canais que fazem com que seja conhecida como Veneza do Norte. Os pontos principais da cidade a serem visitados são o prédio da prefeitura, o Groeninge Museum, a torre medieval Halletoren, a Igreja Carmelita e o portão medieval da cidade, o Ezelpoort.

9 – Budapeste

Capital e maior cidade da Hungria, conhecida pelo apelido Rainha do Danúbio. Budapeste surgiu exatamente da união entre as cidades de Buda e Peste, uma de cada lado do rio Danúbio e desde 1873 se tornou uma só.  Quem conhece ficou fascinado pela exuberante arquitetura. Preciso visitá-la.

8 – Roma

A capital da Itália recebeu o oitavo lugar. É uma das principais cidades quando falamos em História Mundial, nela está localizado o Coliseu (se bem que o cheiro de xixi ao redor dele é insuportável) e inúmeras ruínas e monumentos. Mas gosto muito da região do Trastevere. Em seu interior também se localiza a Cidade do Vaticano.  

7 – Florença

Localizada na região da Toscana na Itália, a cidade que é sinônimo da Renascença é citada por muitos como a mais bonita do mundo, e aqui ela ficou com a sétima posição na frente da capital Roma e atrás de uma outra cidade italiana. Um dos passeios imperdíveis é a Galleria dell’Accademia, museu onde se encontra a famosa escultura David de Michelangelo.

Florence

6 – Amsterdam

Capital da Holanda, é uma das minhas favoritas e das mais charmosas que já fui. Uma das curiosidades sobre a cidade é que ela está situada em uma região abaixo do nível do mar, por isso tiveram que ser construídos os famosos canais. E andar de bicicleta por ali é imperdível.

Amsterdam

5 – Rio de Janeiro

A representante brasileira da lista não fez feio e ficou com quinta posição. Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no exterior e também a mais visitada por turista estrangeiros. O Rio, apesar de todos os problemas que conhecemos bem,  é… O Rio.

Rio de Janeiro

4 – Lisboa

A capital portuguesa consegue o quarto lugar na lista. As regiões da cidade mais procuradas pelos turistas são a Baixa Pombalina ou Baixa de Lisboa, Santa Maria de Belém, Chiado e o Bairro Alto. Com uma temperatura média anual de 20° C a cidade tem muito a oferecer em cultura e gastronomia.

Lisbon

3 – Praga

A medalha de bronze ficou com a capital da República Checa. A cidade de Praga é bastante citada quando se pergunta qual a cidade mais bonita do mundo. Os pontos mais procurados pelos turistas são o Portão de Pólvora, a Catedral de Nossa Senhora de Týn, o Relógio Astronômico, o Castelo de Praga e o Museu Narodn.

Prague

2 – Paris

Conhecida como Cidade Luz, a capital Francesa ficou na segunda colocação e vai muito além da Torre Eiffel.  Paris tem a Opera de Paris, o Champs Elysées, Montmartre, o Louvre, o passeio pelo Sena,  a Place des Voges, a Notre Dame… Mas, para mim, a melhor forma de visitar a cidade é andar a pé e fuçar os cantos e as ruazinhas apertadas…

Paris

1 – Veneza

A primeira posição vai para Veneza. Ela parece um cenário, cada edifício e cada construção é uma obra de arte de tirar o fôlego. Ela não se parece com nenhuma cidade da Itália, e acho que com nenhuma cidade do mundo. Uma cidade flutuante, erguida no meio de um lago, com ruas aquáticas onde veículos (ambulâncias, carros funerários, ônibus etc.) são barcos, tudo circundado por vielas, becos, pontezinhas e praças com todos aqueles dourados. e surpreendentes detalhes escondidos em sua arquitetura.

Veneza é muito mais que cafés caros, gôndolas e um fedor terrível no verão (parece que estão saneando os canais… Estava na hora…). É impossível não lotar sua máquina fotográfica com centenas de fotos!

Venice

 

E tem aquela cidade que, de tão bela, não se encaixa em nenhuma classificação – capital cultural, capital dos esportes aquáticos, capital da gastronomia, centro financeiro global… Ela é tudo isso e muito mais: Birigui.

Pujante metrópole do Oeste paulista, terra natal de grandes personalidades das artes e da ciência, como Reynaldo Gianecchini,  Albert Einstein e Brad Pitt, a cidade ainda é berço de um dos maiores pensadores da humanidade, ao lado de Sófocles e, dizem, Valesca Popozuda: Júlio de Andrade Filho, ou simplesmente Julinho.  Fundador da Rádio Tupã com seu irmão caçula, rádio essa que foi o primeiro veículo de comunicação do mundo a transmitir ao vivo um ataque de Comanches no bairro da Aclimação, na capital do Estado, Julinho publicou diversos artigos que despertaram a atenção mundial, como “A Influência do asfalto na plantação da batata-doce na Nigéria”. Este artigo ajudou o físico inglês Stephen Hawking a conceber sua teoria sobre os buracos-negros.

Birigui é também conhecida por ser um polo industrial de calçados. Foi de lá, por exemplo, que veio o tênis gigante (abaixo)…

… que calçou o pé gigante do seriado “Lost”.

Birigui, tudo que há de bom tem aqui!