A flatulência dos dinossauros pode ter causado o aquecimento global

A flatulência dos dinossauros herbívoros pode ter causado o aquecimento do planeta há 150 milhões de anos, segundo um estudo divulgado no Reino Unido.

A pesquisa, realizada por um grupo de cientistas de universidades britânicas e publicado na revista Current Biology, calcula que os gigantes dinossauros herbívoros (saurópodes) podiam emitir conjuntamente até 520 milhões de toneladas anuais do gás que provoca o efeito estufa!!!!

Para fazer o cálculo, os especialistas analisaram a proporção de metano emitida pelos herbívoros atuais, como vacas e outros tipos de gado, de acordo com sua biomassa. Depois, compararam essa relação com os dinossauros herbívoros do período Mesozóico, como o Brontossauro e o Diplodocus, que mediam cerca de 45 metros e pesavam mais de 45 toneladas.

Estima-se que, nessa época, a temperatura do planeta era em média 10 graus acima do que atualmente. Os autores do estudo acreditam que os dinossauros, da mesma forma que ocorre com as vacas, tinham em seus aparelhos digestivos bactérias que ajudam na fermentação das plantas e que geram gás metano.

“Um simples modelo matemático sugere que os micróbios que viviam nos dinossauros saurópodes podem ter produzido metano suficiente para causar um efeito importante no clima Mesozóico”, afirmou o coordenador do estudo, Dave Wilkinson, da universidade John Moores de Liverpool. “De fato, nossos cálculos indicam que esses dinossauros podem ter produzido mais metano do que todas as fontes de metano atuais juntas, naturais ou criadas pelo homem”, acrescentou.

Atualmente, as emissões anuais de metano chegam a 500 milhões de toneladas, contra 181 milhões da era pré-industrial.

Pum poderoso…

Mudança na órbita da Terra provocou migrações de homens pré-históricos

“Berço da humanidade”, a África é o continente primordial da história humana na Terra. Os cientistas, contudo, não entendiam exatamente o motivo de as populações terem migrado do continente para o resto do mundo. Um estudo publicado pela revista Nature dá pistas sobre o que ocorreu no planeta naquela época.

De acordo com a pesquisa conduzida por Axel Timmermann e Tobias Friedrich, da Universidade do Havaí, a dispersão de humanos da África para o restante da Terra ocorreu em quatro grandes ondas distintas nos últimos 125 mil anos. Todas, contudo, estão conectadas a mudanças no clima ocasionadas por variações na órbita que deixaram o planeta mais gelado.

Estudos anteriores já avaliavam a possibilidade de mudanças climáticas impulsionadas por variações orbitais terem influenciado a dispersão do Homo sapiens para fora da África. Faltavam, contudo, dados concretos sobre situações climáticas e datações de fósseis para corroborar a teoria.

Antigos humanos saíram da África para o resto do mundo

Antigos humanos saíram da África para o resto do mundo

Agora, a equipe de pesquisadores construiu modelos numéricos que quantificam os efeitos de antigas mudanças climáticas e no nível do mar na migração global dos últimos 125 mil anos. Os modelos identificam ondas grandes de migração glacial pela Península Arábica e pela região do Levante nos seguintes períodos: 106 mil a 94 mil, 89 mil a 73 mil, 59 mil a 47 mil e 45 mil a 29 mil anos atrás.

Os resultados se aproximam bastante aos dados arqueológicos e a fósseis já encontrados. A descoberta mostra que as mudanças climáticas ocasionadas por alteração na órbita da Terra tiveram um papel crucial para moldar a distribuição populacional no mundo. Além disso, estima que o Homo sapiens chegou quase simultaneamente à Europa e à China entre 90 mil e 80 mil anos atrás.

Esta imagem mostra ocupação populacional há 80 mil anos; áreas em vermelho mais escuro contêm até 28 indivíduos por 100 kms quadrados

Esta imagem mostra a ocupação populacional há 80 mil anos; áreas em vermelho mais escuro contêm até 28 indivíduos por 100 kms quadrados

As populações pelo mundo

A revista Nature também publicou uma vasta pesquisa que mostra a influência global do continente africano e que busca entender como funcionaram as migrações da África. Em três publicações diferentes, cientistas se debruçaram sobre o genoma de 280 populações ao redor do mundo.

Um estudo conduzido por David Reich, de Harvard, sequenciou genomas de 300 pessoas de 142 diferentes populações pouco estudadas no campo científico. Os cientistas notaram que a população que deu origem aos humanos atuais começou a divergir pelo menos há 200 mil anos.

Já a pesquisa que teve como autor Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague, sequenciou o genoma de 83 aborígenes australianos e 25 indivíduos das terras altas da Papua Nova Guiné. Os dados apontam que os ancestrais dos aborígenes e da Papua Nova Guiné divergiram de populações euro-asiáticas entre 51 mil e 72 mil anos atrás. Ainda foram identificados materiais genéticos de antigos humanos, como os denisovans e de um grupo hominídeo desconhecido.

Outro estudo, feito pelos cientistas Luca Pagani e Mait Metspalu, do Estonian Biocentre, descobriu que parte do genoma dos atuais moradores de Papua Nova Guiné mostra ligação com uma população que divergiu dos africanos mais cedo dos que os eurasianos. A descoberta fomenta evidências para uma onda de migração da África há 120 mil anos que levou ao povoamento da Papua Nova Guiné.

 

 

 

Fonte:

BBC

Nova sede do Facebook pode ser inundada devido ao aquecimento global

Várias companhias com sede na área da baía de San Francisco, na Califórnia, correm o risco de verem seus prédios milionários serem inundados devido ao aquecimento global. E quem provavelmente enfrentará mais problemas será Mark Zuckerberg.

O Facebook possui um campus novo na região, que tem quase 40 mil metros quadrados e pode ser ocupado com 2,8 mil funcionários. A proximidade do empreendimento com a água pode fazer com que ele seja uma das primeiras vítimas da elevação dos níveis do mar, segundo prevê a Bay Conservation and Development Commission.

“O Facebook está muito vulnerável”, afirmou a planejadora Lindy Lowe ao The Guardian. “Eles construíram em um local muito baixo – eu não sei por que eles decidiram construir lá. O Facebook pensa que pode pagar o suficiente para se proteger.”

O prédio começará a encarar inundações temporárias, o que pode até ser combatido, mas o problema maior é que as ruas de acesso à sede também serão invadidas por água. “Veremos quão dedicados eles são àquela sede”, comentou a cientista.

O local foi construído acima do nível do mar, mas mesmo as projeções mais otimistas – segundo as quais o nível subirá 48 centímetros até o fim do século – mostram que a sede ficará debaixo d’água. Em algumas décadas, as ruas já estariam sofrendo tanto com alagamentos que as operações do Facebook ficariam comprometidas.

A empresa não é a única que tem de se preocupar com a situação. Google, Cisco, Salesforce e Airbnb estão entre as que provavelmente terão de repensar suas sedes. Prevê-se que o equivalente a US$ 100 bilhões de dólares em empreendimentos imobiliários estejam em risco na região.

 

Fonte:

 

Olhar Digital

Ar condicionado ou janelas abertas – qual consome mais combustível?

Está chegando o verão…

E a pergunta do título é feita por muita gente, inclusive eu. Aí, pesquisando…

Ar condicionado ou janelas abertas - qual consome mais combustível?

(de motordream.uol.com.br)

As mudanças climáticas deixam a Terra mais quente a cada dia. Mas à medida que aumenta o aquecimento global e o preço do combustível, surge uma pergunta: janelas abertas ou ar condicionado, o que consome mais? A resposta depende de dois fatores: a primeira tem a ver com a forma de funcionamento do compressor de ar e quanto combustível extra é preciso para mantê-lo funcionando. A segunda diz respeito à resistência do ar em relação ao veículo. Nos mais modernos a aerodinâmica oferece resistência mínima.
No entanto, quando um veículo tem as janelas abertas, o ar entra causando uma resistência que não existiria com os vidros levantados. Funciona como um para-quedas, com força suficiente para influenciar na redução de velocidade do carro. O motor precisa trabalhar mais para manter o ritmo.
Com o ar condicionado ligado
Segundo estudo realizado pela SAE – Society of Automotive Engineers, ou Sociedade de Engenharia Automotiva -, nos Estados Unidos, dirigir com os vidros fechados e o ar ligado é a melhor maneira de economizar combustível. No entanto, em algumas situações a opção não é a mais indicada.
A pesquisa da SAE foi realizada no túnel de vento da General Motors. Foi usado o deslocamento de ar frontal e lateral, para simular o vento cruzado. Foram usado dois modelos no teste: um SUV equipado com um V8 de 8.1 litros e um sedã grande, também com um V8, mas de 4.6 litros. Os dois mostraram que a condução com as janelas abertas tem efeito negativo na eficiência do combustível. O sedã foi 20% menos econômico. O SUV registrou 8%. O estudo concluiu que quanto mais aerodinâmico é o modelo, maior o efeito da resistência do ar com as janelas abertas.
Portanto, se for viajar a velocidades maiores e percursos mais longos, melhor usar o ar condicionado. Mas o que acontece em trechos curtos em velocidade baixa?
Com as janelas abertas
Ao dirigir em baixa velocidade é melhor desligar o ar condicionado e abaixar os vidros. É mais eficiente, já que com o carro devagar a resistência do ar tem menor influência. Conforme se acelera, aumenta a oposição do vento de forma exponencial. Por exemplo, dirigindo a uma velocidade de 112 km/h, há quatro vezes mais força do ar contra o carro do que a 56 km/h. Ou seja, com o dobro de velocidade, a resistência do ar se multiplica por quatro.
Não há uma regra para decidir quando ligar o ar condicionado ou baixar os vidros. Especialistas, no entanto, recomendam os 64 km/h como base. A esta velocidade, o motor produz menos energia, portanto, precisa trabalhar muito mais para prover outros acessórios como o compressor de ar. Em altas velocidades, entrega energia suficiente para abastecer os outros componentes e equipamentos adicionais.

Arroto dos bois esquenta o mundo e deixa pesquisadores pessimistas

Este é um assunto deveras polêmico.

Já faz algum tempo, os estudiosos culpam os bovinos flatulentos – e os porquinhos também – pelo aumento do buraco na camada de ozônio, provocando assim o aquecimento global. Um censo relativamente recente apontou que há no mundo mais de 1 bilhão de cabeças de gado (fico imaginando os recenseadores contando vaquinhas no interior de Goiás…).

Fico imaginando também esse 1 bilhão de vaquinhas liberando esses flatos diários enquanto pastam, emitindo toneladas de gás metano…

Recentemente, adicionou-se mais um vilão a essa equação: os vegetarianos. Um estudo realizado nos Estados Unidos (onde mais? Lá, eles fazem estudos sobre qualquer coisa!) revelou que o aumento de vegetarianos provocou, obviamente, uma queda drástica no consumo de carne. Portanto, há mais vaquinhas soltando suas bufas carregadas de gás metano e provocando a degradação ambiental.

É importante lembrar aqui que nossas amigas vaquinhas e seus maridos, os bois, soltam gases também pela boca. Quer dizer, além da bufa, temos que levar em conta os arrotos!

vaca Por isso o drama é ainda mais terrível, porque achar maneiras de minimizar os efeitos das bufas e dos arrotos de bois e vacas pode ser mais difícil do que se imaginava, indica um novo estudo.

Esperava-se que, conforme a criação de bovinos ficasse mais eficiente – ou seja, com os animais ganhando o mesmo peso, mas consumindo menos comida–, seria reduzida a emissão de metano (CH4), o gás causador do efeito estufa produzido durante a digestão dos bichos.

Cientistas brasileiros descobriram, porém, que isso não acontece. Bois que engordam facilmente soltam tanto metano quando os comilões.

O estudo, coordenado por cientistas do Instituto de Zootecnia de São Paulo, sugere, portanto, que vai ser preciso intervir em outros aspectos da criação de bovinos do país para diminuir as emissões. É uma notícia ruim, porque, de maneira geral, o gado brasileiro não é conhecido por ser econômico em gases (seguiria ele o exemplo do homem? O ser humano exerce a atividade de liberar gases, em média, 6 a 20 vezes por dia).

Aparentemente, não, pois o fenômeno pode estar ligado à alimentação do rebanho, que é de qualidade relativamente pobre (rica em celulose) e levaria as bactérias do estômago dos bichos a trabalharem bastante e, assim, gerarem mais metano.

A coordenadora do estudo, Maria Eugênia Zerlotti Mercadante, explica que o método para medir as emissões do gado brasileiro (animais da raça nelore) envolve, antes de mais nada, a colocação de cápsulas de SF6 (hexafluoreto de enxofre) no rúmen dos bichos (veja na ilustração acima).

Se as cápsulas estiverem funcionando direito, liberarão a substância num ritmo constante. O aparato de medição, que inclui um cabresto especial com um cano muito fino, vai sugando tanto o SF6 quanto o metano. Se a proporção de SF6 for a esperada, quer dizer que a medição está sendo feita corretamente. Esse cano desemboca num receptáculo de PVC, que guarda os gases que serão posteriormente analisados.

“A dieta dos nossos animais é muito mais fibrosa do que a dos bois nos EUA, por exemplo”, explica Maria Eugênia. “É possível que, no nosso contexto, os animais mais eficientes sejam aqueles cujo organismo ataca mais essas fibras, o que acabaria levando à maior produção de metano.”

Segundo a pesquisadora, isso não significa necessariamente que os animais mais eficientes não teriam nenhum efeito benéfico para o clima – ao consumir menos comida, por exemplo, eles poderiam contribuir para uma cadeia produtiva menos poluente, daí o interesse em entender o organismo deles para investir no melhoramento genético do rebanho.

O estudo, feito com a Embrapa e a Unesp de Jaboticabal, teve apoio da Fapesp e do CNPq.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas por que culpar só as vacas e os bois? Será que alguém já estou a emissão dos gases dos hipopótamos, por exemplo?

 

 

 

 

 

 

Os lugares mais quentes do mundo

São Paulo viveu, há dois anos, um dos períodos mais quentes e mais secos de sua história. Efeitos do aquecimento global? Sim, que tende a aumentar a frequência do El Niño, além do desmatamento, da ocupação descontrolada das áreas de mananciais, da poluição da bacia hídrica, da falta de planejamento dos governos, etc etc.

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O aquecimento global é uma das causas inegáveis. As temperaturas globais estão aumentando, com as concentrações de gases de efeito estufa atingindo picos históricos e o gelo do Ártico derretendo aceleradamente. Segundo dados recentes divulgados pelo Centro de Dados da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em 2013 a Austrália viveu seu ano mais quente da História, enquanto a Argentina teve seu segundo ano mais quente e a Nova Zelândia, o terceiro. As temperaturas da superfície do mar também subiram, e o  Ártico teve seu sétimo ano mais quente desde que começaram os registros, no início dos anos 1900.

A cobertura de gelo no Ártico foi a sexta menor desde que as observações de satélite começaram, em 1979. O metano, o dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa produzidos na queima de combustíveis fósseis continuaram a crescer, alcançando altas históricas.

Estamos matando o planeta, e o calor excessivo  – aliado à seca – é apenas o sinal mais palpável. Existem lugares no planeta onde as temperaturas passam facilmente dos 50° C, com a sensação térmica chegando a picos de 60°C ou mais – locais que já eram quentes antes e que agora vêm a temperatura aumentando.

Conheça abaixo quatro deles (as temperaturas ao lado dos nomes indica a média anual histórica…)

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VALE DA MORTE, EUA – 54,7°C. O Vale da Morte é o local mais seco nos Estados Unidos. E também o mais quente. Em 10 de julho de 1913, a estação meteorológica de Furnace Creek registrou uma temperatura de 56,7°C, a mais alta já medida oficialmente no mundo, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), que reconheceu o recorde em setembro de 2014. Furnace Creek era o centro das operações de mineração da Pacific Coast Borax Company, que transportava o minério com mulas pelo deserto do Mojave.

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EL AZIZIA, LÍBIA – 56,1°C. A cidade cercada por dunas de areia teria registrado a temperatura recorde de 58°C em 13 de setembro de 1922, mas as medições não foram aceitas pois alegou-se que o termômetro estava defeituoso. O vento quente colabora para a sensação térmica ainda mais alta. Apesar disso, a população local mantém pequenos rebanhos e consegue criar colheitas adaptadas a pequenas quantidades de água.

TIMBUKTU, MALI – 54,5°C. Mais conhecida como a “cidade no meio do nada”, Timbuktu está situada na área mais ao sul do deserto do Saara. A cidade é cercada por dunas de areia, que se espalham também pelas ruas. Nos meses de inverno, as temperaturas ficam na casa dos 33°C. A população, que hoje está acima de 40 mil habitantes, enfrenta as ondas de calor com roupas cujos tecidos ajudam a manter a temperatura normal do corpo.

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WADI HALFA, SUDÃO – 52,8°C. Wadi significa “vale” em árabe, e esse vale seco está localizado na fronteira entre o Sudão e o Egito. Em abril de 1967, a cidade de 15 mil habitantes registrou temperatura de 55°C. Enquanto o clima no norte do Sudão é geralmente seco, em algumas épocas um ar úmido vindo do sul atinge a fronteira e causa violentas tempestades de areia, conhecidas como “haboob”. O choque entre a umidade que vem do mar e o ar quente produz uma parede amarela de areia e poeira que reduz a visibilidade a zero.

E a gente aqui reclamando do calor…

18 de janeiro de 2015, às 13 hrs.

18 de janeiro de 2015, às 13 hrs.

Os melhores cartuns de 2013 (até agora…)

O ano ainda não acabou, mas já houve votações por aí sobre os melhores cartuns publicados até agora. Alguns deles seguem abaixo:

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