O Atlantis The Palm, em Dubai

Se você quer uma dica legal de férias, e tiver algum (bom) dinheiro, vá para Dubai e se hospede no Atlantis The Palm.

O hotel fica na ponta da Palm Jumeirah, um grande ilha artificial construída no formato de palmeira. É mais um daqueles projetos que só se vê em Dubai.  O “tronco” da ilha-palmeira é composto de grandes edifícios residenciais, enquanto nas “folhas” há apenas condomínios de casas. A ilha que circula a palmeira e ajuda a protegê-la das ondas abriga dezenas de hotéis e complexos de lazer e entretenimento, entre eles o Atlantis. Esta área é ligada ao tronco principal por um túnel submerso, localizado bem próximo ao resort.

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Não sei se você vai conseguir localizar, mas se olhar a foto acima com atenção, bem na frente do topo da palmeira, vai ver uma “pontezinha” branca, esse é o monotrilho que também liga Dubai ao Atlantis – aquela construção cor de tijolo que se vê marcada na foto com uma seta branca. (uma curiosidade: um apartamento de 550 m2 no tronco da palmeira, segundo andar, de frente para o mar, 4 dormitórios, 5 vagas na garagem… custa em torno de um milhão e meio de dólares…)

Bem, você chegou ao Atlantis The Palm.

O complexo inclui um hotel com mais de 1500 suítes, 20 restaurantes, um spa com academia, praias particulares, quadras esportivas, lojas,  um parque aquático, um aquário gigantesco, um centro de mergulho com peixes, uma área com golfinhos e muito mais. Há vários tipos de quartos, alguns mais modestos e outros superluxuosos.

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As diárias podem incluir o café da manhã ou não, e também a entrada livre para algumas das atrações, como o parque aquático e o aquário. Espie só como ele é:

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Mas o complexo Atlantis tem muito mais coisas. É de fato impressionante: pista de patinação, restaurantes, centro comercial, uma piscina onde se pode nadar com os golfinhos, uma boate megaanimada…

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À noite, como na Disney, tem um espetáculo de luzes e sons, fantástico.

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Em resumo, você pode ficar nas dependências do Atlantis e se divertir sem precisar ir até o centro de Dubai. E lá dentro você não precisa andar com dinheiro nem cartão de crédito, apenas o cartão do quarto. Tudo que for consumido em bares e restaurantes é colocado na conta do seu quarto e o acerto é feito na hora de ir embora.

Hospedar-se no Atlantis é ideal para quem quer curtir o resort e aproveitar tudo o que ele oferece, que é muita coisa. Mas se você quer circular por Dubai, o hotel fica meio longe do buxixo. Uma ideia, para quem quer conhecer bem o local, seria se hospedar num final de semana no Atlantis, aproveitar ao máximo o que ele tem, e depois ir para um hotel na cidade, mais perto das outras atrações.

As coisas simples

Quando fui certa vez visitar meu netinho que vive em Dubai – minha netinha Angelina era ainda um projeto -, passei com ele, minha filha e meu genro alguns dos dias mais maravilhosos de minha vida. À parte a felicidade de conviver com eles, de estar perto deles, recebi mais um presente inestimável, que foi o de relembrar a magia que existe nas coisas simples e comuns de nossas vidas.

Fomos um dia passear num aquário maravilhoso que existe no Atlantis, um hotel portentoso no alto do Palm Jumeirah, uma das ilhas artificiais que completam o cenário de mil e uma noites do emirado. Eu e todos os demais visitantes ficamos extasiados com as centenas de espécies de peixes, com todo o cenário submarino montado para recriar as profundezas do oceano, com a iluminação cinematográfica, enfim, com todos os efeitos especiais projetados para embasbacar os adultos.

Parecia mesmo que você estava visitando… as ruínas da Atlântida!

Meu neto Benjamin tinha dois anos e estava correndo por todo o espaço, esmagando o nariz nos vidros que nos separam dos tubarões e das arraias. Em dado momento, ele subiu em um degrau para ver melhor uma das exibições, centenas de peixinhos coloridos entrando e saindo de um verdadeiro castelo de corais, e no meio deles uma enorme família de peixes-palhaços.

Minha filha exclamou:

– Olha, Ben, o Nemo!

Ele tinha um Nemo gigantesco de pelúcia no quarto, e já assistira umas duzentas vezes o desenho-animado da Pixar, então minha filha tinha esperança de que ele se encantasse ao ver um Nemo de verdade.

Não que ele não tenha ficado interessado pelos peixinhos, mas o que verdadeiramente chamou sua atenção foi o jato de água que vinha de cima, de tempos em tempos, renovando a água do aquário  iluminado pela luz do sol que entrava por uma abertura lá no alto.

O jato fabricava milhares de bolhas que reluziam com o brilho do sol e revolviam na água, descendo rapidamente até o fundo e depois subindo pelo meio dos peixinhos e desaparecendo na superfície do tanque. Os olhos do menino estavam arregalados, as mãos espalmadas no vidro e a respiração suspensa, enquanto observava a dança das bolhas de ar. Os peixinhos continuavam nadando ao fundo, mas ele parecia não vê-los, sua atenção estava totalmente absorvida por aquela nuvem de bolhas que se espalhava na água.

Quantas vezes, me perguntei naquele momento, eu dediquei minha atenção a alguma tarefa tão completamente? Com que frequência eu desacelero e procuro redescobrir a maravilha que se esconde nas coisas mais simples da vida… Abrir uma garrafa, lavar as mãos, assistir as bolhas formadas pelo jato de água num aquário?

Havia um estado de graça naquele momento, e imediatamente  eu soube que tinha recebido outro presente.

O tempo tinha parado por alguns segundos para que eu pudesse ver e recordar o que aquele menino ainda não esquecera, por causa das ocupações de uma vida corrida: tudo vale a nossa máxima atenção. Lavar a louça suja, ir ao mercado, fazer a lição, cozinhar o feijão, escovar os dentes, assistir um filme, ler um livro, passear com o cachorro, ouvir uma música… Ou simplesmente ficar parado, observando os passarinhos.

Não há uma coisa ou uma tarefa desimportante. Por mais chata e aborrecida que as coisas possam ser, por mais simples que possam parecer, sempre há uma magia oculta em todas elas, como naquela dança das bolhas coloridas no aquário…