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12 Previsões que os Jetsons acertaram

Lançado em 1962 e relançado com novos episódios em 1985, o clássico desenho animado “Os Jetsons” mostrava como seria a vida de uma família no futuro, com tudo que as modernidades do século 21 poderiam trazer. Bem, ainda falta um tanto até chegarmos à época retratada no desenho, mas muita coisa comum na rotina dos Jetsons já virou realidade em 2020. Sabe o seu relógio inteligente? Estava lá. Esteiras rolantes em todo lugar? Também. E robô que cuida de tudo na casa? Bem, ainda não chegamos a tanto, mas os aspiradores-robô já existem.

Veja algumas coisas que foram previstas e se tornaram realidade, de forma parcial ou total, logo abaixo.

Smartwatch

Era bastante comum para George, Jane ou outros adultos do desenho se comunicarem usando o seu relógio de pulso, que tinham funções muito mais complexas do que apenas mostrar as horas. Parece bastante familiar com os tão cobiçados smartwatches de hoje em dia, né? A função de videochamada ainda não tem nos modelos atuais, mas em breve, quem sabe?

Chamadas de vídeo

As próprias chamadas de vídeo pareciam algo incrivelmente tecnológico para quem assistia aos desenhos. Imagina só poder ver com quem você está falando? Hoje isso soa tão natural com as chamadas de vídeos de nossos celulares e computadores. Do Skype ao WhatsApp, vários programas têm essa funcionalidade.

TVs de tela plana

As televisões eram frequentemente mostradas no seriado, e mesmo que alguma delas parecesse muito com aparelhos de tubo, chama a atenção como eles previram a evolução tecnológica dos televisores ao mostrar telas planas e gigantes, como as que estão se popularizando atualmente.

Tablet

Em vez de abrir um jornal para saber as novidades, George Jetson se sentava diante de uma tela e lia as notícias. E vez ou outra essa tela trazia imagens em movimento. Um jeito bastante interativo de ler, como em um tablet! Será que ele também encontrava tempo para brigar com desconhecidos nas caixas de comentários?

Esteiras rolantes

Chamava bastante a atenção a ideia de existir uma esteira que levava você para lá e para cá, sem precisar gastar solas de sapato ao andar na rua. Em alguns lugares já encontramos isso, como em aeroportos e estações de metrô.

Câmaras de bronzeamento artificial

No futuro as pessoas —principalmente as ricas— teriam bem pouco tempo para tomar sol, por isso inventaram lugares próprios para que você se bronzeasse artificialmente. Só precisavam avisar o pessoal do seriado que pode ser perigoso recorrer a esse método, conforme estamos descobrindo no presente.

Viagens para a Lua

Segundo os Jetsons, ir para a Lua era como ir para a casa na praia. O menino Elroy ia quase sempre com seus colegas escoteiros. É curioso pensar que, quando o desenho foi lançado, a humanidade ainda não havia pisado na Lua, mas hoje em dia começa até mesmo a estudar a oferta de voos de turismo para o satélite. Você iria?

Máquina de comida instantânea

A ideia de chegar em casa, apertar um botão e um aparelho fazer uma comida rapidamente para a família toda era um sonho. Já experimentamos parte disso com as comidas pré-aquecidas e o forno microondas. Mas graças à tecnologia de impressoras orgânicas 3D, isso tem melhorado. Já existe até mesmo um restaurante dedicado à cozinha feita em máquinas como essas, como a rede Food Ink.

Assistente pessoal

No desenho, o pequeno Elroy tinha um computador que ajudava com o dever de casa, respondendo a perguntas matemáticas. Ele falava o problema e a máquina respondia. Hoje temos assistentes de voz como a Siri e Google Assistente, que também fazem isso, além de apps que podem solucionar problemas matemáticos usando a câmera do celular.

Esteira canina

Donos de cães sem tempo para se exercitar optam por usar esteiras caninas para ajudar a manter seus bichinhos ativos. Coisa que George fazia em companhia do seu cachorro, Astro.

Despertadores com comando de voz

George sofria nas mãos do seu despertador que insistia em acordá-lo. Era normal vê-lo discutir com o aparelho, que respondia a seus comandos de voz. Coisa que parecia algo inimaginável na década de 1960. Mas eles já existem!

Robô que limpa a casa

Rosie, a empregada robô da família, era muito mais do que apenas uma máquina de limpar o chão. Ela também cozinhava e ajudava os personagens a se vestirem. Em 2020 existe uma série de robôs de várias funções, inclusive os de limpar a casa, como a Rosie. Será que a a iRobot Roomba é tão eficiente ao tirar a poeira do chão quanto a empregada dos Jetsons?

 

 

 

 

Fonte:

uol.com.br/tilt/ Raphael Evangelista

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A última vez que Walt Disney apareceu na telinha

Walt Disney faleceu em 15 de dezembro de 1966, mas continuou ativo e trabalhando até o final.

Em outubro daquele ano, Disney gravou uma chamada para o filme que iria estrear em breve, “Follow Me, Boys!” (Nunca é Tarde Para Amar, no Brasil), com Fred MacMurray e um jovem ator de 15 anos que Walt previa que faria muito sucesso no futuro, Kurt Russell.

Russell com Chris Pratt em cena de “Guardiões da Galáxia – Vol. 2”

Nessa chamada, cujo título seria “An Evening with Walt Disney” e que nunca foi ao ar por conta da trágica notícia da morte de Walt, duas semanas depois da estreia nacional do filme, ele explica que não poderia estar presente na première no Radio City Music Hall, em Nova York, porque estava em meio às filmagens de “Blackbeard’s Ghost” (O Fantasma de Barba Negra, no Brasil) e que estrearia apenas dois anos depois.

Ele continua, falando bastante sobre um filme musical que estrearia em julho de 1967, estrelado por seu ator favorito, Fred MacMurray, e destaca uma das canções – que não aparece no segmento que mostro a vocês. Walt devia gostar muito desse “The Happiest Millionaire”, ou Quando o Coração Não Envelhece, porque sorri várias vezes durante sua explicação.

Veja a última vez que Walt apareceu diante de uma câmera.

Como eu disse no início, Walt se manteve em atividade até o final, honrando a fama de workaholic que tinha.  Além dos filmes que ele menciona no vídeo, estava trabalhando na produção de “The Love Bug” ( Se Meu Fusca Falasse) que foi o último longa live-action que ele aprovou.

Ao mesmo tempo, estava envolvido em dois longa-metragens de animação e que foram também suas últimas participações em produções de seu estúdio. “The Jungle Book” (Mogli, o Menino-Lobo), lançado em 1967 e que foi um enorme sucesso de crítica e de bilheteria.

E “The Aristocats” (Os Aristogatas), produzido em 1968 e lançado em 1970, uma mistura de A Dama e o Vagabundo e 101 Dálmatas, só que com gatos em vez de cachorros. Por ocasião de sua morte, Walt estava supervisionando o roteiro e a criação dos personagens.

Mas não era só com o cinema ou a TV que Walt se envolvia. Nos meses que antecederam sua morte, ele fazia contínuas reuniões com sua equipe da Disneylândia, avaliando as novas atrações e colocando suas ideias.

E já estava supervisionando sua mais ambiciosa empreitada, a criação do Walt Disney World, inaugurado só em 1971.

Abrangendo mais de 11.000 hectares, tem hoje quatro parques temáticos, dois parques aquáticos, vinte e sete resorts temáticos, dois spas e centros de ginástica, cinco campos de golfe e outros locais de lazer, esporte, compras e entretenimento. Magic Kingdom foi o primeiro parque do complexo, seguido de EPCOT, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom, abertos entre as décadas de 1980 e 1990.

Walt queria complementar o parque que ele tinha na Califórnia, inaugurado em 1955. Além de hotéis e um parque temático similar à Disneylândia, os planos originais de Disney incluíam um “Protótipo Experimental da Comunidade do Amanhã”, o EPCOT, uma cidade planejada que serviria como um laboratório de experiências para inovações para a vida nas metrópoles. Mas, no final, o EPCOT não saiu exatamente como ele sonhara.

Lendas e fatos

Walt tinha a reputação de ser um visionário e várias lendas surgiram depois de sua morte, de que teria formulado planos de longo alcance para depois que partisse: como ser congelado para que ele pudesse ser revivido quando a ciência encontrasse a cura para a doença que o matou; ou que teria criado uma lista de filmes que nunca deveriam ser lançados em vídeos caseiros; ou que teria preparado um filme para ser assistido por seus executivos sobre como administrar a empresa em sua ausência…

A realidade, no entanto, é que todas essas lendas não têm a ver com a personalidade de Walt Disney, que deixou os aspectos comerciais da administração da empresa para seu irmão Roy e não deu muita importância ao que aconteceria depois de sua morte.

Legends Plaza, nos estúdios Disney em Burbank.

Embora Walt fosse sempre a força motriz por trás dos esforços criativos da Disney, na época de sua morte ele estava pensando principalmente em dois grandes projetos que iam além das telinhas ou telonas. Além do já mencionado EPCOT, ele ainda reservava um tempo para avaliar a mais nova atração da Disneylândia, “Piratas do Caribe”. E seu mais recente sonho era a criação de um resort de inverno no Mineral King Valley, na Califórnia, perto do Parque Nacional da Sequoia (um projeto que acabou sendo descartado devido à oposição de grupos ambientalistas).

Walt simplesmente não tinha nem o tempo e nem a inclinação para fazer planos para os caminhos que sua empresa deveria seguir depois de sua morte. Não gostava de falar sobre a morte – nem comparecia a funerais! – e muito menos sobre a sua. Tanto que não fez nenhum esforço para selecionar ou preparar um sucessor!

Seu falecimento pegou a empresa de surpresa, porque nem ele nem ninguém fez qualquer preparação para isso, mesmo quando Walt soube que estava com câncer. Nem o irmão de Walt, Roy, sabia o que ele estava fazendo, porque, como escreveu o biógrafo Bob Thomas: “Walt não queria que ninguém, inclusive seu irmão mais velho, xeretasse em seus projetos futuros”.

A realidade é a melhor resposta a essas lendas todas: a Walt Disney Productions afundou por muitos anos após a morte de Walt (a ponto de quase se tornar vítima de uma aquisição hostil no início dos anos 1980) precisamente porque ninguém sabia o que ele teria feito, e simplesmente reciclaram as mesmas ideias em vez de embarcar em novos esforços criativos.

O estúdio produziu uma série de animações ruins, como Oliver e sua Turma ou Robin Hood, e comédias sem graça como O Fusca Enamorado.

Temos que perguntar: se Walt estava de fato orientando seu estúdio do além-túmulo por meio de vídeos gravados antes de sua morte, por que eles passaram tantos anos acumulando fracassos em todos os segmentos? Até mesmo o fantasma dele poderia ter feito melhor do que isso…

Na verdade, foi Roy Disney quem reuniu executivos da companhia uma semana após a morte de seu irmão Walt para discutir o futuro da empresa e que continuou trabalhando bem após a aposentadoria, para ver a primeira fase do Walt Disney World ser inaugurada.

E o filho de Roy, Roy E. Disney – falecido em 2009 – , foi uma das forças orientadoras por trás da revitalização do grupo, que começou com a contratação de Michael Eisner como CEO e Frank Wells como presidente da Walt Disney Productions em 1984.

Foi dessa gestão criativa e inovadora que surgiram A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Pocahontas, O Rei Leão ou Toy Story, e filmes interessantes e divertidos como Rocketeer, Querida, Encolhi as Crianças, George o Rei da Floresta ou Duelo de Titãs.

É deles todo o crédito pelo renascimento da Disney e por plantarem as sementes que germinaram no sucesso contínuo até os dias de hoje.

Roy Disney, sobrinho de Walt
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O mago dos efeitos sonoros

Quando a gente conversa sobre efeitos sonoros engraçados e que são usados em animação, em games e até em filmes, a primeira lembrança que vem à mente são os efeitos sonoros dos desenhos da Hanna-Barbera.

Eles de fato foram os pioneiros a usar esses efeitos nos desenhos animados para a TV, lá no começo dos anos 1960. Criaram uma biblioteca enorme de sons, como o bongô tocado rapidamente para o som dos pés de um personagem saindo correndo. Ou o som de uma freada de carro quando alguém parava de repente. Muitos deles são usados até hoje, seja na forma original, seja reciclados com as novas tecnologias – e até inspirando os efeitos sonoros dos animes.

Mas muita gente não sabe que, há mais de 80 anos… um cara meio maluco foi contratado pelos Estúdios Disney para gravar uma música para um dos desenhos do Mickey, e acabou se tornando o chefe do Departamento de Efeitos Sonoros da empresa!

O Mago dos efeitos sonoros

 

Jimmy Macdonald criou, segundo suas próprias contas, cerca de 25.000 sons ao longo de sua carreira na Disney, que durou mais de 40 anos. Começou cantando à tirolesa, dublando os anões de “Branca de Neve”, fez a voz do Mickey substituindo Walt Disney, que não tinha mais tempo de fazer isso e também porque, de tanto fumar, já não alcançava o falsete do personagem.

Jimmy criava sons para os desenhos usando o que tivesse à mão. Por exemplo, um par de cocos para representar o galope de cavalos. Quando não havia nada que pudesse usar, ele inventava o aparelho e imitava o som de trovões, de chuva, de passarinhos cantando, tudo de forma artesanal, sem manipulação como se faz hoje – e sincronizando com a imagem e com a orquestra, que tocava o tema musical.

Atualmente, esse trabalho de sonoplastia tem inúmeros recursos tecnológicos à disposição, mas os principais designers se inspiram no velho Jimmy. Especialmente quando a Pixar, por exemplo, tem como um de seus pilares os efeitos sonoros.

“Wall-E”, de 2008, é o melhor exemplo. O filme não tem diálogos, e os personagens se comunicam por meio de chiados e outros sons exóticos. O engenheiro de som do filme, Ben Burtt – considerado o pai do design sonoro moderno e que criou os efeitos sonoros da trilogia clássica de “Star Wars”, – fala sobre isso no vídeo abaixo. E se refere à sua maior inspiração, o mago Jimmy Macdonalds.

Ele mostra como a sonoplastia era criada nos antigos desenhos da Disney, e como a genialidade e o improviso ajudaram a criar a magia desses desenhos, magia que ele continua a buscar nos dias de hoje.

 

 

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A origem da empresa ACME, dos desenhos do Papa Léguas

Quem nunca assistiu um desenho da série Looney Tunes não sabe o que é divertimento. O elenco se tornou famoso, sendo o grande ícone o coelho Pernalonga. Mas também estrelavam muitos episódios outros personagens populares, como Frajola, Patolino, Gaguinho e, dentre tantos astros, o Coiote e o Papa- Léguas.

E a ACME Corporation, uma espécie de nossa Tabajara, aparecia em quase todos os desenhos. Sempre tive curiosidade em saber que raios era essa empresa, e de onde surgira esse nome. Fui pesquisar, e olha só o que descobri:

A ACME Corporation fabrica de tudo, desde meras bigornas até kits para o cultivo de tornados. Como o Coiote sabe bem, os produtos da marca podem ter uma qualidade duvidosa, mas são sempre entregues com uma agilidade de invejar. O cliente tranquilamente posta sua encomenda, e espera calmamente ao lado da caixa postal, recebendo o produto em menos de três segundos, mesmo em pleno deserto.

E olha, levando em conta o número de encomendas feitas pelo Coiote, incluindo produtos defeituosos, ele deve ser o maior cliente da companhia…

O curioso é que a fictícia ACME Corporation apareceu pela primeira vez em 1923 (ACME DRUG CO) na comédia Safety Last! com Harold LLoyd, e tem sua origem no mundo real.

O nome “Acme” apareceu pela primeira vez nos EUA dos anos 1920, época em que empresas precisavam figurar nas Páginas Amarelas para serem encontradas (para quem não sabe,  Páginas Amarelas é uma lista telefônica de empresas e serviços, internacionalmente conhecida pela cor amarela do diretório comercial).

Com o intuito de aparecer logo no início da lista telefônica, que colocava tudo em ordem alfabética, empresas de todos os tipos começaram a mudar de nome para “Acme”. A palavra garantia um lugar nas primeiras páginas, e era um bom nome para qualquer ramo de atividade: ela vem do grego para “ápice” – o ponto máximo. Com tanta gente usando a mesma tática de marketing, o nome  perdeu o significado, e começou a ser associado a produtos genéricos. Havia até mesmo uma empresa de verdade chamada Acme, que fabricava bigornas.

“Se você procurasse na lista telefônica por, por exemplo, farmácias, a primeira seria a Farmácia Acme,” explicou o animador da Warner Bros. Chuck Jones, em documentário de 2009.

O grande animador Chuck Jones

A companhia ACME reapareceu num desenho animado do Hortelino Troca-Letras com um kit para aprender boxe por correspondência. Contudo, a maior parte dos produtos é vista nos desenhos animados do Papa-Léguas e Coiote, e foi nessa série que a empresa ficou famosa.

O nome irônico era perfeito para o conglomerado fictício: uma empresa que produzia de tudo – até mesmo pedregulhos desidratados, que ficam gigantescos ao entrar em contato com água -, e cujos produtos eram o oposto daquilo que se espera de algo chamado “Acme”.

Curiosamente, o nome ficou tão comum que foi utilizado até mesmo em outros desenhos da época. E Chuck Jones garante: ao contrário do que especulam, o nome não é uma sigla para A Company that Makes Everything (‘Uma Empresa que Faz Tudo”) ou para American Corporation Manufacturing Everything (Corporação Americana que Fabrica Tudo). Mas não explica o que é…

De todo modo, para encerrar, nada melhor do que vermos nossos heróis (e os produtos ACME) em ação.

 

 

 

Fonte:

Pedro Henrique Lutti Lippe, UOL

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“Branca de Neve” completa 80 anos: algumas histórias

O lançamento do longa de animação “Branca de Neve e os Sete Anões” completa 80 anos em 2017. A produção da Disney teve sua estreia no Carthay Circle Theatre, em Hollywood, em 21 de dezembro de 1937, seguido do seu lançamento em todo os Estados Unidos em janeiro. Como todo clássico, há muitas histórias sobre sua produção pioneira. Veja algumas delas…

Para financiar a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões”, Walt Disney pegou vários empréstimos e hipotecou, inclusive, sua própria casa. Até sua mulher, Lillian, achava que a animação seria um completo fracasso. Além disso, seu irmão Roy Disney tentou convencê-lo a desistir do filme.

Dunga tinha sido originalmente criado para ser um tagarela, mas os produtores e o próprio Walt não conseguiram encontrar uma voz que ficasse adequada para o anão careca. Em vez de falar, Dunga, às vezes, choraminga, sendo ingênuo e frequentemente alvo de brincadeiras dos demais. Ele também é o único do sete anões que não tem barba.

“Loucura de Disney”: assim era chamada na época a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões”. O orçamento inicial da animação era de US$ 250 mil, muito maior do que qualquer outra produção da Disney até então. No final, o gasto atingiu mais de US$ 1,4 milhão, uma quantia enorme hoje em dia, imagine para 1937! Após o filme ser um sucesso, Walt Disney usou os lucros para construir os estúdios da Disney em Burbank.

A estreia do filme, em 1937, contou com a presença de estrelas de Hollywood, como Cary Grant, Shirley Temple, Judy Garland, George Burns, Charlie Chaplin, Marlene Dietrich e Ginger Rogers. Na época, em entrevista ao jornal “Los Angeles Times”, Chaplin disse, ao se referir ao anão Dunga, que a “Disney havia criado um dos maiores comediantes de todos os tempos”.

“Branca de Neve e os Sete Anões” foi um dos primeiros 25 filmes escolhidos para ser preservado na Biblioteca do Congresso Americano, em 1989, pelo Registro Nacional de Filmes (National Film Registry). Em 2008, o Instituto Americano do Cinema o escolheu como o mais importante filme de animação de todos os tempos.

“Branca de Neve e os Sete Anões” foi o primeiro filme com uma trilha sonora oficial. A animação da Disney, que é baseada no conto de fadas “Branca de Neve”, dos Irmãos Grimm, concorreu ao Oscar de melhor trilha sonora na premiação de 1938. O longa foi também o primeiro filme totalmente animado a ser lançado pela Disney.

Uma versão inicial da história incluía uma cena em que a rainha Má capturava o príncipe e o mantinha preso em seu castelo. Outra cena que ficou fora da versão final era uma em que os anões apareciam tomando ruidosamente a sopa e, em seguida, Branca de Neve os ensinava a comer como cavalheiros.

A atriz e dubladora americana Adriana Caselotti recebeu US$ 970 pela dublagem de Branca de Neve, o que equivaleria hoje a cerca de US$ 20.000,00, ou pouco mais de R$ 60.000,00 à cotação do dia. Apenas para efeitos de comparação, um dublador/locutor profissional no Brasil, com muitos anos de experiência e bastante requisitado para comerciais, pode chegar a um salário de cerca de R$ 10.000,00. Walt Disney firmou um estrito contrato com Caselotti, impedindo que ela “emprestasse” sua voz a outras produções, com exceção de pequenas participações em “O Mágico de Oz” (1939) e “A Felicidade Não Se Compra” (1946). Ela continuou fazendo a voz de Branca de Neve em várias ocasiões, gravando aos 75 anos, inclusive, “I’m Wishing” para o poço de desejos na Disneylândia.

A dançarina, coreógrafa e atriz americana Marge Champion serviu de inspiração para que os animadores da Disney (seu então marido, Art Babbitt, era animador e supervisionou grande parte da filmagem de referência) criassem a heroína de “Branca de Neve e os Sete Anões”. Marge também serviu de referência para a criação da Fada Azul em “Pinóquio” (1940).

As vozes da Rainha Má e da Bruxa Velha foram dubladas pela mesma atriz: a americana Lucille LaVerne. Para que a Bruxa tivesse uma voz completamente diferente, Lucille removeu um implante dentário, para fazer a dublagem. La Verne morreu menos de uma década depois de dublar a Rainha Má e a Bruxa Velha. Ela faleceu aos 72 anos em 4 de março de 1945, na Califórnia.

 

 

 

 

Fonte:

UOL

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A História da Menstruação contada pela Disney

A Segunda Guerra Mundial foi um período trágico no século XX. Não apenas por ter convulsionado a Ásia e a Europa e provocado milhões de vítimas, mas também por ter criado um período de grandes dificuldades econômicas para todo o planeta.

Os Estados Unidos só entraram diretamente na guerra em 1941, depois do ataque japonês em Pearl Harbor. Mas, antes disso, o país vinha apoiando os aliados, principalmente a Inglaterra, enviando armas, alimentos e munição por navio. Esse esforço de guerra, bastante ampliado mais tarde, canalizou os recursos do país para a produção de armamentos, navios e aviões, e treinamento dos soldados.

Isso, evidentemente, afetou as empresas americanas e a Walt Disney Productions foi uma delas. Além de ver o mercado europeu praticamente desaparecer, muitos dos animadores do estúdio foram convocados para as Forças Armadas. Um contrato exatamente com o governo acabou salvando a empresa. Por esse contrato, Disney deveria produzir centenas de horas de animação e milhares de desenhos e insígnias para todas as frentes do governo.

Afinal, os esforços de guerra eram válidos e aceitáveis. E todos sabiam que uma guerra de propaganda estava sendo travada em todos os fronts, portanto nenhuma oportunidade poderia ser dispensada para consolidar o moral do país.

A ilustração acima, para a edição de setembro de 1942 da revista Coronet, mostrava os personagens Disney na linha de frente, como milhares de outros nos campos de batalha da Europa e Ásia. O Donald, como marinheiro, simboliza que a caneta é agora igual à espada, enquanto outros personagens representam uma variedade de papéis em tempo de guerra: os porquinhos simbolizam o poder da indústria, Minnie é uma voluntária da Cruz Vermelha, Dunga compra bônus de guerra, Flor é membro do serviço de guerra química e Tambor é sinalizador do exército. O tigre voador e o esquadrão mosquito representam as mais de 1.200 insígnias criadas nos estúdios Disney.

Esse período fez com que Disney e seus criativos mergulhassem em temáticas até então distantes das produções costumeiras. Eles criaram projetos para o Departamento de Tesouro, incentivando a poupança. Campanhas de higiene e escovação de dentes, de doação de sangue, de racionalização dos alimentos (na época da guerra, além do petróleo, o país sofreu com racionamento de açúcar, café, carne, laticínios, etc etc) e muitas e muitas outras.

Depois da guerra,  Walt embarcava de novo em suas grandes produções para o cinema e começava a desenhar seu projeto mais ambicioso, a construção da Disneylândia, sonhando ao mesmo tempo em explorar aquela novidade que surgia, a televisão.

Os filmes-pacote produzidos até então, como “Alô Amigos” ou “Você já foi à Bahia” (acima), que consistiam de 3 ou 4 média-metragens de produção mais rápida e mais barata, e filmados ao mesmo tempo que as encomendas do governo, não davam muito lucro. E dinheiro era o que o estúdio mais precisava.

Aproveitando as competências aprendidas na produção dos curta-metragens, eles foram oferecer seus serviços para as grandes empresas, criando então filmes educativos sob encomenda e inaugurando, por assim dizer, essa prática que até então não era disseminada. Seriam o que hoje chamamos de “comerciais de TV”, só que mais compridos e exibidos nos cinemas, ou em projeções fechadas para públicos específicos.

Essa vertente não durou muito. Primeiro, porque Walt estava mais interessado em expandir a produção para o cinema, tanto em longa-metragens de animação (“Alice no País das Maravilhas”) quanto documentários e “live-actions” (ele começava a planejar “Vinte Mil Léguas Submarinas”). Segundo, porque vários animadores tinham saído dos estúdios para trabalhar na concorrência, alguns até fundando seu próprio estúdio, a UPA.

Mas alguns desses filmes sobreviveram ao tempo, como “A História da Menstruação”.

“The History of Menstruation” foi encomendado em 1946 pela Companhia Cello-Kotex International (atual Kimberly-Clark) e exibido para cerca de 105 milhões de estudantes americanos em aulas de educação sobre a higiene feminina. Ele foi considerado o primeiro filme a usar a palavra “vagina”.

Imagine que, naquele tempo, as pré-adolescentes não recebiam muita informação sobre sexualidade, o que poderia causar espanto em muitas delas quando a primeira menstruação chegava. O assunto ainda era um tabu para as mães.

O curta, de dez minutos, foi feito sob consultoria de um ginecologista, algo que aumentava a credibilidade da produção, e foi ainda distribuído com um livro chamado Very Personally Yours, que tinha informações sobre o assunto e anúncios sobre absorventes e coisas do gênero.

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O curioso é ver a visão bastante antiquada e recatada que se tinha sobre sexualidade, tanto que não há referências a sexo ou reprodução, apenas as questões comuns sobre o processo menstrual e higiene. Outro ponto curioso é notar que a narradora afirma que a menstruação não tem nada de misterioso e estranho… E o filme mostra mulheres em atividades “normais”, como cavalgando, tomando banho ou dançando durante o ciclo menstrual. Como não há referência a sexualidade, tudo é apresentado mais como um problema de higiene, tanto que a menstruação é branca, e não vermelha.

E, claro, como o projeto era patrocinado, nos anúncios do Kotex no livreto, as meninas eram desencorajadas a usar o absorvente interno, cujo mercado era dominado pelo Tampax, da concorrente Procter & Gamble.

Seja como for, o valor histórico e nostálgico de assistir a uma produção dessas da Disney é inquestionável.

Desfrute dessa experiência agora:

 

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Motor Mania

Trânsito na volta do feriado.
Trânsito intenso na Rodovia Imigrantes, sentido São Paulo, no início da tarde deste domingo, no retorno do paulistano após feriado prolongado.

 Como sempre acontece nos feriados prolongados em São Paulo, mais de um milhão de carros toma o rumo do interior ou do litoral… E, como sempre acontece, isso congestiona todas as vias da cidade, causando “o maior congestionamento da história”: um dia é de 300 km, no outro é de 400 km, amanhã será de 500 km… Às vezes penso que você anda mais rápido a pé do que de carro ou ônibus na cidade…

O estresse dos motoristas, tanto os que ficam presos nas rodovias como aqueles que ficam presos nas ruas de São Paulo, me lembra sempre um famoso curta-metragem estrelado pelo Pateta e que se chamou no Brasil “Pateta no Trânsito”.

O vídeo mostra, de forma divertida, como uma pessoa gentil e educada pode se transformar em um ser humano nervoso e agressivo ao entrar em um carro. É uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde motorizado, o médico e o monstro. O Sr. Walker (pedestre, de “walk”, andar, em inglês) se transforma no Sr. Wheeler (de “wheel”, volante em inglês) quando entra em seu carro, evidenciando uma personalidade violenta e egoísta, contrária de quando era pedestre…

Na época em que o desenho chamado no original de “Motor Mania” foi criado, em 1950, o Pateta já vinha estrelando uma série de curtas onde ele “ensinava” como fazer alguma coisa: desde a mudança da casa até praticar esportes. Nesses trabalhos, Pateta nos ensina, de forma atrapalhada, a realizar as mais diversas tarefas. Com poucas falas e sempre com a ajuda de um narrador que interage com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos, todas as personagens têm a fisionomia do Pateta. De 1940 a 1950 já haviam 48 desenhos com Pateta, além de ele aparecer em outros desenhos junto com Mickey e Pato Donald.

Esse “Motor Mania” foi o primeiro deles em que o Pateta aparece “redesenhado”, sem os dois dentões da frente e sem as orelhas compridas, que nos acostumamos a ver nos quadrinhos. O curta ainda foi premiado naquele ano como o melhor filme sobre segurança no trânsito.

Os comportamentos demonstrados nessa animação foram aprofundados em mais 2 episódios, “Freewayphobia”…

e “Goofy’s freeway troubles” (disponíveis no YouTube), ambos produzidos em 1965 e que foram exibidos inclusive em auto-escolas dos EUA.

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Atualmente, vemos campanhas oficiais na TV que não educam os motoristas, e em certos casos, culpam os pedestres pelos atropelamentos que sofrem. Mais do que investir no marketing e na qualidade visual das campanhas, é preciso ter meios de realmente educar as pessoas. Se muitos discordam das propagandas que mostram “cenas chocantes” de acidentes, que tal aproveitar os ensinamentos do Pateta nesses filmes? Eles tratam de questões simples e que a gente vê ignoradas todos os dias:

– veículos lentos trafegam à direita;

– dê passagem;

– sinalize a mudança de faixa usando a “seta”… Etc etc…

O mais triste de tudo isso, apesar do desenho ser hilário, é que o comportamento dos motoristas nada mudou desde 1950.

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O código secreto nas animações da Disney/Pixar

Há muito se fala de mensagens secretas e subliminares nos desenhos da Disney. De mensagens demoníacas a projetos secretos do governo americano para controlar a mente das pessoas, tudo já se especulou sobre esses “segredos”.

Mas existe uma mensagem da qual nunca vi nenhum comentário e que certamente você já notou nesses filmes. Trata-se do código “A113”, que aparece em diversos detalhes e cenas, como por exemplo:

Em “Toy Story“:

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Em “Carros”:

Em “Wall-E”:

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Em “Universidade Monstros”:

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Em “Lilo e Stitch”:

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Em “A Princesa e o Sapo”:

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E até em desenhos não-Disney, como Os Simpsons:

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Ou em filmes em carne e osso, como “Os Vingadores”:

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Mas então, qual é esse segredo?

Não é nenhum pacto seja lá com quem for. A 113 é o número de uma sala de aula no California Institute of Arts, onde muitos talentosos animadores estudaram. Esses artistas, e também designers gráficos, se formaram lá e depois foram trabalhar na Disney e  em outros estúdios, e o pacto – se é que se pode dizer assim – foi de deixar essa “marca secreta” para milhões de espectadores em todo o mundo.

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Nessa sala estudaram, entre outros, John Lasseter (hoje o chefão da animação da Disney/Pixar e que é visto à direita na foto acima) e os diretores e roteiristas Brad Bird, Andrew Stanton e Tim Burton.

Na verdade, a marca “A 113”  aparece também em diversos outros filmes fora os da Disney, Pixar, Marvel e Simpsons, como tributo aos anos da juventude. Foi o que fez Brad Bird:

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Este anel aparece em “Protocolo Fantasma”, de Brad Bird, e o código é usado no mesmo filme por Tom Cruise para chamar ajuda (“Alpha-1-1-3”).

Embora hoje essa afamada sala de aula seja usada como estúdio de graphic-design, e não mais apenas de animação, como antes, não se espera que essa homenagem desapareça. A sequência alfanumérica é como um código Illuminati em Hollywood, e deverá continuar aparecendo ainda em muitos outros filmes. Fique de olho!

 Complementando: 

A Cal Arts (California Institute of Arts) foi fundada em 1961 por Walt Disney ao fundir o Chouinard Art Institute com o Conservatório Musical de Los Angeles. Essas duas instituições estavam em dificuldades financeiras e a fundadora da Chouinard, Madame Chouinard, estava gravemente doente. O relacionamento profissional entre ela e Disney começou em 1929, quando Walt não tinha dinheiro e ela concordou em treinar seus primeiros animadores sem cobrar nada, com a condição de que ele pagasse mais tarde. Foi o que Disney fez, ele pagou, mas nunca mais se esqueceu do favor que ela lhe fez. Quando percebeu as dificuldades financeiras dessa escola de artes, e mais tarde também das dificuldades do conservatório musical , ambas instituições tendo formado muitos profissionais de seu Estúdio, Disney decidiu fundir as duas, criando um instituto de artes interdisciplinar onde os artistas podem trabalhar colaborativamente e, se quiserem, desenvolver seus próprios projetos, retendo o controle e… Os direitos autorais!

Walt numa visita ao Cal Arts, nos anos 1960.

Curiosidades, Family

Educação para a Morte

O primeiro desenho animado sonoro, o primeiro desenho com o sistema Technicolor, o primeiro longa-metragem animado e o primeiro programa de TV completamente colorido. Esses são alguns dos feitos do maior ganhador do Oscar de todos os tempos, Walter Elias Disney.

Mas nem tudo foram flores na vida do velho Walt. Ele e seu estúdio passaram por várias crises, e uma delas foi durante a Segunda Guerra Mundial. Praticamente falido depois de “Fantasia”, e enfrentando uma greve que paralisou metade de sua força de trabalho, Disney viu com bons olhos o contrato proposto pelo governo para produzir 32 curtas animados entre 1941-1945, a US$ 4,500 cada um, filmes tanto de treinamento para os soldados quanto para levantar a moral da população. Esse contrato gerou trabalho para os empregados e ajudou o estúdio a se recuperar. E o “esforço de guerra” também gerou outros produtos, como pôsteres e quadrinhos.

Um desses curtas foi  “Education for Death – The Making of the Nazi” (1943), uma poderosa propaganda anti-nazista e com uma linguagem um pouco agressiva para os padrões Disney.

O curta conta a história de Hans, um garoto alemão, desde seu nascimento. É mostrado como Hans é influenciado na escola a pensar de acordo com a doutrina nazista. O filme possui diálogos em alemão, mas os fatos mais importantes são narrados em inglês.

No início do filme, os pais de Hans estão diante um oficial nazista para garantir-lhe uma certidão de nascimento. O narrador explica que os pais de Hans são obrigados a mostrar certidões de seus ancestrais a fim de provar que pertencem à raça ariana. Logo em seguida, o casal quer que seu filho se chame Hans; o que é aceitável, pois “Hans” não faz parte da lista de nomes proibidos pelo governo – os de origem judaica. O narrador também explica que o casal tem direito a ter mais onze filhos além de Hans, e conclui que isso é por causa do exército ariano que o chanceler Adolf Hitler anseia formar. Por seus serviços prestados ao III Reich (gerarem uma criança ariana), os pais de Hans recebem de presente uma cópia de Mein Kampf, best-seller da Alemanha naquele momento.
Hans vai para a escola e lá aprende o conto da Bela Adormecida. No entanto, a versão que Hans aprende mostra a “democracia” como sendo a bruxa e a “Alemanha” como sendo a bela. Hitler é o príncipe que salva a Bela das garras da bruxa.

Subitamente, Hans adoece e um oficial nazista vai até a casa de seus pais lembrar-lhes que pessoas doentes não são vistas com bons olhos pelo Estado nazista e que, caso Hans não melhore, será levado a um campo de concentração. No entanto, Hans se recupera e volta à escola. Lá, aprende o conceito darwinista de seleção natural das espécies de forma manipulada; os povos mais fracos merecem ser eliminados. Hans se junta à Juventude Hitlerista e participa da queima de livros cheio de orgulho. Em uma sequência de cenas carregadas de significação, a Bíblia Sagrada se transforma no Mein Kampf, o crucifixo numa espada cortada pela suástica e o vitral de uma igreja é brutalmente quebrado. A cena, assim como aquela da queima de livros, pode ser interpretada como a perda de valores morais tanto por parte da Alemanha quanto por parte de Hans. No final do filme, é mostrado como a vida de Hans daquele momento para frente se resumiu em marchar e saudar Hitler. Hans e seus companheiros  marcham e saúdam Hitler desde a adolescência até se transformarem em túmulos de cemitério. E o narrador conclui que a educação dada na Alemanha nazista é a “educação para a morte”. 

O curta segue abaixo e avalie como serve de poderosa propaganda para as Forças Aliadas, lembrando que, na época, esses desenhos não eram veiculados pela televisão, mas nos cinemas, muitas vezes acompanhados de noticiários que traziam as últimas informações sobre a guerra na Europa.