Einstein previu que o mundo teria uma geração de idiotas?

Será verdade que Albert Einstein disse que, quando a tecnologia ultrapassar a interatividade humana, o mundo terá uma geração de idiotas?

frase – atribuída ao físico alemão Albert Einstein – circula pela web. Sempre acompanhada de fotos de jovens olhando fixamente para seus smartphones, alheios ao mundo à sua volta. Isso tenta nos fazer acreditar que os jovens de hoje seriam a geração de idiotas que Einstein havia previsto, pois não largam dos aparelhos de celular em nenhum momento!

Mas será que Albert Einstein fez mesmo essa previsão?

Verdadeiro ou falso?

É muito fácil se atribuir uma frase a qualquer pessoa famosa e com bastante relevância na história da humanidade, como foi o físico alemão Albert Einstein. Basta inventar uma frase qualquer, juntar com a foto de alguém e pronto! É só espalhar pela rede.

Como exemplo, já mostramos a verdade sobre uma frase atribuída ao médico Dráuzio Varela, em 2012. Na ocasião, tivemos a oportunidade de entrar em contato com o médico para que ele mesmo nos confirmasse ou desmentisse a sua frase sobre o fato de estarem investindo mais dinheiro em pesquisas de silicone e remédios para virilidade do que para a cura do Alzheimer!

O boato fica ainda mais difícil de ser verificado se o “autor” da frase já tiver morrido… 

No caso da frase atribuída a Einstein sobre a “geração de idiotas”, não há nenhuma prova de que ele tenha dito isso, de fato! Não há nenhum outro dado na frase que nos ajude a verificar se isso saiu mesmo da boca do físico e não se sabe quando, onde ou porque Einstein teria isso…

O excelente site de língua inglesa Quote Investigator, que se especializou em pesquisar a autoria de frases célebres, afirmou que é bem provável que o alemão nunca tenha feito tais afirmações. Não há nada parecido com essa frase no livro The Ultimate Quotable Einstein, publicado em 2010 pela editora da Universidade de Princeton, que possui as 1600 frases mais famosas do físico. A compilação foi elaborada por Alice Calaprice, uma das maiores especialistas estudiosas da vida de Albert Einstein!

Os pesquisadores do Quote Investigator não descobriram a origem desse boato, mas acreditam que tudo começou em publicações em fóruns de discussão, em 2012, época em que a frase começou a se espalhar pela web.

Conclusão

Não há nenhuma prova de que Einstein tenha dito realmente essa frase! Provavelmente, alguém achou que a nova geração estava muito apegada ao mundo virtual e resolveu atribuir o nome de um homem considerado de grande inteligência a uma frase de impacto.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Gilmar Lopes, E-Farsas

A verdade por trás de fotos famosas e cartazes icônicos

Roberto Martínez, do jornal mexicano “El Universal”,  numa reportagem publicada em 2011, explica fatos curiosos que deram origem a algumas das fotos e pôsteres mais famosos do mundo. Por trás de uma foto, ou de um pôster, sempre há uma história que merece ser contada. Alguns deles se tornaram ícones da cultura mundial e, nessa reportagem, o jornalista conta essas histórias. Algumas delas eu resumi neste post, e também acrescentei outras informações. (O link da matéria original segue no final).

Almoço nas alturas

Essa talvez seja uma das fotos mais famosas de todos os tempos. Sempre chama a atenção, porque a maioria das pessoas pensa que é uma montagem. Por mais incrível que possa parecer, não é! Ela foi feita no 69º andar do antigo Edifício RCA em Nova York – hoje Edifício GE – em 1932 e os trabalhadores do prédio em construção tinham feito uma pausa para almoçar… O fotógrafo doidão que foi até lá no alto para fazer essa foto chamava-se Charles Ebbets.

I Want You

Lorde Kitchener era o Ministro da Guerra da Grã-Bretanha na I Guerra Mundial, e esse cartaz apareceu pela primeira vez em 5 de setembro de 1914, na porta do “London Opinion”. Durante esse mês, o país teve o maior número de voluntários de toda a guerra. A Comissão Parlamentar de Recrutamento obteve mais tarde permissão para utilizar o desenho em formato de pôster. Em 1916, Lord Kitchener morreu quando o navio de guerra que o levava para negociações na Rússia foi afundado por uma mina alemã. O dado curioso é que o cartaz se converteu em inspiração para o legendário Tio Sam.

Esse cartaz foi produzido por James Montgomery Flagg  e foi usado principalmente na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. A ideia era mostrar que o país queria e precisava dos jovens no exército norte-americano e que esse chamado era uma honra para quem o atendesse. Para criar a aparência do Tio Sam, Flagg se baseou em seu próprio rosto. Outro dado curioso é o significado de U. S. no cartaz. O ilustrador pretendia que significasse United States (Estados Unidos), mas o significado de “Uncle Sam” (Tio Sam) veio de uma brincadeira dos soldados e pegou: havia um fornecedor do exército chamado Samuel Wilson e vinha a sigla U.S. gravada nas caixas de alimentos desse fornecedor. Os soldados associaram o US das caixas ao apelido que davam ao fornecedor – “Lá vem mais uma caixa de latas de conserva do Uncle Sam!”.  Não demorou para que essa brincadeira se estendesse ao cartaz e que Uncle Sam passasse a representar o próprio governo americano.
Albert Einstein

A famosa foto do cientista de língua para fora foi feita em 14 de março de 1951 pelo fotógrafo da UPI Arthur Sasse. Depois de um evento em Princeton em honra a Einstein, em comemoração ao seu aniversário de 72 anos, Sasse e outros fotógrafos tentaram convencer o cientista a sorrir para a câmera. Cansado por causa do evento, dizem que ele se recusou, reclamando que já haviam tirado fotos demais. Como as palavras não “acalmaram” os fotógrafos, a reação do cientista foi ainda mais forte. Ele pôs a língua para fora, como se estivesse dando uma banana aos precursores dos atuais paparazzos. A informação curiosa é que Einstein gostou tanto da foto que recortou a imagem de modo que mostrasse apenas seu rosto. Logo fez várias cópias e enviou a imagem em cartões postais aos seus amigos.

Keep Calm

Uma das imagens mais populares atualmente nas redes sociais é aquela do “Keep Calm”, aquela da coroa sobre fundo vermelho.

Ela é tão popular que sofreu inúmeras paródias e interpretações, que certamente você já deve ter visto. Como os exemplos abaixo:

  

Mas sempre tive curiosidade de saber a origem desse cartaz. Fui pesquisar e descobri que, na primavera de 1939, época em que a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para enfrentar o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, o governo inglês decidiu imprimir pôsteres para acalmar a população imersa em territórios tomados pelo conflito. A ideia era imprimir três cartazes que seguissem o mesmo padrão de design: duas cores, uma frase impressa em fonte elegante e um desenho da coroa do rei George VI, à frente do país na época. Três versões foram criadas, seguindo um planejamento que previa sua distribuição rapidamente.

Na primeira, as letras elegantes, a coroa e a frase eram: “Sua coragem, sua alegria e sua determinação vão nos trazer a vitória”.

Na segunda versão, o mesmo layout e a mensagem: “A liberdade está em perigo. Defenda-a com toda a sua força”.

Os dois primeiros pôsteres foram distribuídos em setembro do mesmo ano e rapidamente invadiram paredes e janelas de lojas e vagões de trem. A terceira versão, a de fundo vermelho reproduzida mais acima e que foi difundida nas redes sociais, não foi distribuída, apesar de impressa. Essa versão seria utilizada apenas em uma situação de crise (por exemplo, caso o país fosse invadido) e quer dizer “Mantenha-se calmo e siga em frente” (Keep calm and carry on). Como ocorreu a Invasão da Normandia, o pôster perdeu seu sentido original e acabou ficando esquecido.

Só em 2006 a dona de um sebo na Inglaterra encontrou uma cópia dele em meio a livros antigos e decidiu colocá-lo num quadro, pendurando-a na parede. Fez tanto sucesso que a dona da livraria fez diversas cópias do pôster e começou a vendê-lo. E foi assim que a frase ganhou o mundo.

O apelo dela se deve ao conselho que reproduz e que nunca envelhece:  mantenha-se calmo e siga em frente.

 
 
 
Fontes:
Revista Bula
Super Abril
Imperial War Museum
Wikipedia
 

Os Meus 10 Melhores Filmes sobre Viagens no Tempo

Numa conversa com amigos sobre cinema e ficção, surgiu o tema inevitável da viagem no tempo, um dos meus favoritos. Esse tema já foi explorado em todas as mídias da cultura pop, seja em livros, quadrinhos e, claro, cinema.

A viagem no tempo se refere ao conceito de mover-se para trás e para frente através de pontos diferentes no tempo, em um modo análogo à mobilidade pelo espaço. Algumas interpretações de viagem no tempo sugerem a possibilidade de viajar através de realidades paralelas. A possibilidade real de uma viagem dessas ainda é nula, pelo fato de não termos conseguido a tecnologia que a tornasse viável.

Qualquer ferramenta que permita viagens no tempo teria que resolver os problemas relacionados com causalidade , e na ausência de provas de que as viagens do tempo são possíveis, é mais simples supor que não são.  Stephen Hawking sugeriu certa vez que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. A Teoria da Relatividade de Einstein diz que, se fosse possível viajar mais rápido do que a luz, então a viagem no tempo seria possível.

Mas um de meus autores favoritos , H. G. Wells (foto abaixo), resolveu esse problema em 1895, quando escreveu seu livro “A Máquina do Tempo”. Nele, o personagem principal desenvolve, com base em conceitos matemáticos, uma máquina capaz de se mover pela Quarta Dimensão, neste caso considerada como a dimensão do tempo. Com ela, viaja até ao ano de 802.701 onde encontra os Elóis, pacíficos e dóceis remanescentes dos humanos, aparentemente vivendo num mundo paradisíaco, sem qualquer tipo de preocupações, até perceber que eles servem de alimento para uma outra raça, os Morlocks, que vivem no subterrâneo e que, apesar de outrora terem sido dominados pelos Elóis, tornaram-se predadores destes.

Ficheiro:Herbert George Wells in 1943.jpg

Essa obra gerou versões para o cinema e inspirou muitas outras. Como adoro cinema e esse tema, decidi fazer minha listinha dos Top 10 sobre Viagens no Tempo.

10. A Máquina do Tempo (1960)

Com Rod Taylor, versão bastante fiel do livro de Wells. Teve uma versão em 2012 que, apesar dos efeitos especiais serem melhores, como filme é beeem inferior.

9. Meia-Noite em Paris (2011)

Um dos melhores de Woody Allen, conta a história de um roteirista bem sucedido de Hollywood que considera suas obras um verdadeiro lixo. Seu sonho é largar tudo e se tornar um escritor. Visitando Paris com a noiva e o rascunho de uma romance pra lá de saudosista, tudo é pretexto para lembrar do passado e dos que fizeram arte ao respirar a Cidade Luz. Um dia, andando pelas ruelas parisienses sob o efeito de algumas doses de vinho, ele acaba viajando no tempo e vai parar na década de 20, onde descobre sua verdade.

8.Em Algum Lugar do Passado (1980)

Belo filme, bela trilha, dois belos atores, Christopher Reeve e Jane Seymour. Um jovem teatrólogo conhece na noite de estreia da sua primeira peça uma senhora idosa que lhe dá um antigo relógio de bolso enquanto, em tom de súplica, lhe diz: “volte para mim”. Ela se retira sem dizer mais nada. Obcecado por ela, o rapaz vai pesquisar e descobre que uma atriz que fez uma peça no mesmo teatro no começo do século era a mulher que lhe deu o relógio. Para desvendar o quebra-cabeças, ele tem que voltar a algum lugar do passado. Revi não faz muito tempo, e continua muito bom.

7. Feitiço do Tempo (1993)

Roteiro de Harold Ramis (um dos Caça-Fantasmas), esse filme divertido e original mostra que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”… Rsrsr. O repórter interpretado por Bill Murray vai a uma pequena cidade para fazer uma matéria especial sobre o inverno. Querendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, sendo condenado a repetir sempre os eventos daquele dia.

6. Os 12 Macacos (1995)

Bruce Willys ao lado de Brad Pitt (que dá um show). No futuro, a humanidade está sendo devastada por um vírus e um prisioneiro (Bruce) é enviado ao passado para reunir informações sobre esse vírus e como combatê-lo. Sensacional em todos os aspectos.

5. Efeito Borboleta (2004)

O único longa que assisti com o Ashton Kutcher (não assisti “Jobs”). Ele é um estudante de psicologia que sofreu diversos traumas de infância e descobre ter o poder de viajar no tempo para “consertar” o passado. Só que, graças ao roteiro brilhante, ele cria situações catastróficas. Imperdível.

4. Déjà Vu (2006)

Pra variar, Denzel Washington está muito bem nesse filme onde interpreta um agente da polícia que volta no tempo para salvar uma mulher de ser assassinada – e se apaixona por ela no processo. O filme é tenso, muito bom, e tem momentos realmente de arrancar o braço da poltrona.

3. O Planeta dos Macacos (1968)

Claro que a versão de 1968 (primeira foto) é um clássico, mas gostei do remake (segunda foto) de 2001, de Tim Burton, com show de Tim Roth (na foto acima, estrangulando Mark Wahlberg). Se alguém ainda não assistiu, o filme narra as desventuras de um astronauta americano que viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e seus companheiros se vêem em um planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem mesmo têm o dom da fala. Outro filme imperdível.

2.O Exterminador do Futuro (1984)

terminator-52

James Cameron (Titanic, Avatar...) revolucionou o gênero por duas vezes, primeiro dando o melhor papel da vida de Arnold no primeiro “Exterminador” (ele não tinha falas, ah ah ah ah!) e depois com a sequência, onde além de apresentar efeitos visuais inovadores para a época, imortalizou uma das frases mais famosas do cinema, dita pelo mesmo Schwarza: “I’ll be back!”.  O ex-fisiculturista e ex-governador da Califórnia faz um androide que volta no tempo para eliminar aquela que seria a mãe do futuro líder da resistência dos homens contra as máquinas. Os dois filmes são espetaculares, e a partir daí  Schwarzenegger tornou-se…  Schwarzenegger.

1. De Volta para o Futuro (1985)

Os três filmes são obras-primas. Michael J. Fox como Marty McFly, o DeLorean turbinado, o professor aloprado, a piada de Marty na cama com a futura mãe o chamando de Calvin Klein, o skate voador, essas e outras memoráveis sequências fazem parte da história do cinema. No filme original, um adolescente volta acidentalmente ao passado no carro-do-tempo inventado pelo prof. Emmet Brown e precisa garantir que seus pais se conheçam para salvar sua própria existência.

Estes são meus top 10, e estou pensando aqui que faltaram tantos filmes que eu deveria ter feito um top-20…

Fotos históricas e que foram colorizadas

Muitas vezes a gente vê aquelas magníficas fotos em preto e branco que foram tiradas há um século ou menos e se esquece de que a vida era vivida com as mesmas cores vibrantes que nos cercam hoje. A gente vê essas fotos, ou aqueles filmes mudos dos primeiros anos do século XX, e acha que era tudo em tons de cinza (os 50 tons de cinza, na verdade, cobriram nossos olhos atualmente, isso sim).

Por isso acho o máximo quando artistas digitais superqualificados nessa arte conseguem nos apresentar essas mesmas fotos em cores, usando uma combinação de referências históricas e um talento natural para colorizar as cenas de forma tão próxima do natural. Embora muitos não gostem desse ato de “conspurcar” a pureza das imagens, eu acho que dá uma vida e uma aproximação àquelas situações que o preto em branco (embora profundamente artístico) carece.

As imagens abaixo exemplificam o que acabo de dizer:

1. Londres, 1945. Menino abandonado e seu bichinho de pelúcia.

abandoned-boy-holding-a-stuffed-toy-animal_2

O fotógrafo Tony Frissel conta como fez a foto: “Contaram-me que ele voltou para casa depois de ter ido brincar em outro lugar e, durante o bombardeio, se escondeu num túnel de metrô. Ao chegar em casa, viu aquela confusão e encontrou os pais e o irmão mortos debaixo dos escombros. Quando o vi, ele estava olhando para o céu, em seu rosto uma expressão que misturava confusão e desafio. Esse desafio me lembrou Winston Churchill, daí cliquei. Anos depois, essa foto foi usada pela IBM numa exposição em Londres e um motorista de caminhão passou por ali, viu a foto e se reconheceu nela. Era o menino…”

2. Foto tirada por artista desconhecido em 1864, no terraço da prefeitura em Nashville, Tennessee, durante a Guerra Civil americana.

View-from-Capitol-in-Nashville,-Tennessee,-during-the-Civil-War-in-1864-sanna-dullaway-original  View-from-Capitol-in-Nashville,-Tennessee,-during-the-Civil-War-in-1864-sanna-dullaway

3. Carro trombado, Washington, 1921.

amfcFg8

Auto-Wreck-in-Washington-D

4. Albert Einstein no verão de 1939 em Long Island, NY.

Albert-Einstein,-summer-1939---Nassau-Point,-Long-Island,-NY-edvos-comparison

5. Lojinha do interior dos Estados Unidos, de 1939.

old-gold-country-store-1939-photo-chopshop-original

A foto é de Dorothea Lange. Nos anos 1930, a serviço da Farm Security Administration, ela percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentavam o impacto da Grande Depressão na vida dos trabalhadores. Na foto abaixo, de 1936, Dorothea está documentando a vida dos operários na Califórnia.

Ficheiro:Dorothea Lange 1936.jpg

Talvez sua foto mais conhecida tenha sido a da “Mãe Migrante”, de 1936, uma das fotos mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações ao longo dos anos.

Ficheiro:Lange-MigrantMother02.jpg

Florence Thompson foi o tema da fotografia  Migrant Mother, acima, um ícone da Grande Depressão. Ela era colhedora de ervilhas nas plantações e estava desempregada, com sete filhos.  A filha da senhora Thompson, Katherine, (à esquerda na imagem, escondendo o rosto) disse em uma entrevista de dezembro de 2008 que a fama da foto fez a família sentir vergonha de sua pobreza. Thompson foi hospitalizada e sua família apelou por ajuda financeira no final de agosto de 1983. Em setembro, a família havia coletado 25.000 dólares em doações para pagar a assistência médica. Florence morreu de problemas de câncer e coração em Scotts Valley, Califórnia, em 16 de setembro de 1983. Ela foi enterrada ao lado de seu marido George, em Lakewood Memorial Park, em Hughson, Califórnia, e em seu túmulo lê-se: FLORENCE LEONA THOMPSON Mãe Migrante – A Força da Maternidade americana.

6. 1933, Joseph Goebbels encarando o fotógrafo Alfred Eisenstaedt… Ele tinha acabado de descobrir que o fotógrafo era judeu!

Joseph-Goebbels-scowling-at-photographer-Albert-Eisenstaedt-after-finding-out-he's-jewish,-ca_2  Joseph-Goebbels-scowling-at-photographer-Albert-Eisenstaedt-after-finding-out-he's-jewish,-ca

7. Mark Twain, no jardim de sua casa, 1900.

bc94ff3a955028ba0b079347e222302a

Mark-Twain-in-the-garden,-ca

Para quem não o conhece, Mark Twain (pseudônimo de Samuel L. Clemens) foi um dos maiores escritores americanos, autor de “Tom Sawyer” e “As Aventuras de Huckleberry Finn”, entre tantos outros. E ficou famoso também por suas palestras, onde soltava tiradas como esta: “O princípio da democracia é dar e receber; dar um e receber dez.”

8. Os três irmãos Kennedy na Casa Branca (da esquerda para a direita, Bob, Edward e John) na última foto dos três juntos, em outubro de 1963. Um mês mais tarde, John foi morto em Dallas, Texas.

Thumb-JFK-Bobby-Ted-11X14

d155bdb4b7a31fcc419cf234c0eb4bdb

9. Três prisioneiros sulistas. Foto tirada durante a Guerra Civil americana em Gettysburg, 1863.

Picture_of_three_Rebs

dynamichrome_civil_war_confederate_prisoners

10. O desastre do dirigível Hindenburg, em 1937.  Ele pegou fogo quando realizava manobras para pouso em Lakehurst, New Jersey. Dos 97 passageiros e tripulantes a bordo, 62 foram resgatados, mas 35 morreram no acidente juntamente com um membro da tripulação do solo.

hindenburg-disaster-1937-dana-keller-original

hindenburg-disaster-1937-dana-keller

10 mentiras que muitos acreditam ser verdade

Até o século 16, todos “sabiam” que o Sol e os outros planetas giravam ao redor da Terra. Até o século 19, era “fato” que doenças epidêmicas como o cólera eram causadas por uma névoa de partículas podres. Por mais errado que nossos antepassados estivessem, eles realmente acreditavam nisso, seja porque esses fatos tinham sido revelados pelos mais sábios, seja porque acabavam sendo divulgados boca a boca sem a devida confirmação científica.

Hoje em dia a coisa se repete. Claro, não imagino que alguém ainda acredite na “névoa de partículas podres”… A não ser numa névoa criadora de zumbis (mas isso já é outra história)…

Mas o que ocorre é que acreditamos em muitas coisas que não passam de “contos da carochinha”. Veja só:

1. Sair no frio com a cabeça molhada é gripe na certa
O que causa gripe e resfriado é o vírus – não o frio, nem ficar com a cabeça molhada. O aumento dos casos no inverno deve-se à maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados, o que faz com que o vírus se espalhe com mais facilidade. Quem gosta de ver para crer vai ficar surpreso com algumas pesquisas conduzidas pela Universidade de Virgínia, nos EUA. Para tentar descobrir a influência do frio em resfriados, dois grupos de voluntários foram inoculados com vírus que causam o mal. Metade permaneceu mais de uma hora dentro de um ambiente gelado e mais um bom tempo fora, mas só de cueca. A outra metade foi mantida confortavelmente aquecida. Nos dois grupos, praticamente todos ficaram doentes.

2. Vikings usavam capacetes com chifres
Os vikings não usavam capacetes com chifres. A imagem dos vikings assim foi criada pelo compositor alemão Richard Wagner em 1876, para a ópera intitulada “Der Ring des Nibelungen”. O propósito desses chifres irreais era retratar os ferozes guerreiros do Norte como seres quase demoníacos. Ele se baseou em culturas nórdicas que usavam capacetes com chifres em algumas cerimônias e muito antes dos vikings.

3. Estalar os dedos causa artrite
Faz sentido, mas não é verdade. Provavelmente nenhum dano será feito às articulações e o som pode até indicar a saúde das juntas. A descoberta é de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, que revelou pela primeira vez com método científico o que acontece quando estalamos as juntas. Passando os dedos de um participante do estudo por uma máquina de ressonância magnética, o grupo descobriu que é a criação de uma “bolha” na substância que lubrifica as articulações que causa o barulho – e não o atrito entre os ossos. 

As pessoas não gostam do barulho do dedo sendo estalado porque acham que há algum dano sendo feito. No entanto, de acordo com os pesquisadores, não há evidências de que o barulho signifique que algum mal está sendo causado.

Os autores acreditam também que o experimento pode ajudar a descobrir problemas nas juntas antes de os sintomas aparecerem. Além disso, pode ajudar a revelar por que as articulações desenvolvem a artrite.

4. Napoleão Bonaparte era baixo

Muito se especulou sobre o aspecto físico do imperador francês. Enquanto os quadros favoráveis à sua pessoa o retratam como uma figura quase grandiosa, a propaganda inglesa da época mostrava Bonaparte praticamente como um anão, caricatura que se explica, em parte, por andar rodeado de uma guarda pessoal composta de homens muito altos

Todavia, a verdade é que ele era bastante normal. Francesco Antommarchi, que foi o médico responsável pela autópsia após a sua morte na ilha de Santa Helena, em 1821, determinou que tinha 1,68 metros, uma altura perfeitamente normal para a época.

Napoleão era, de fato, quatro centímetros mais alto do que o seu grande inimigo britânico, o duque de Wellington, de quem nunca se afirmou ser baixinho...

5. Temos mais do que cinco sentidos

E não para no sexto sentido, não! Podemos ter entre 9 e mais de 20 sentidos aguçados. Se sentimos cheiro, gosto, textura, tato e enxergamos, precisamos levar em consideração também a nossa capacidade de perceber equilíbrio, aceleração, dor, temperatura, entre outros. Você já tinha parado para pensar nisso?

6. Cães envelhecem 7 anos para cada ano humano
Seu cãozinho de 3 anos de idade tem 21 em “anos humanos”, certo? Não de acordo com especialistas. O consenso geral é de que os cães amadurecem mais rapidamente do que seres humanos, alcançando o equivalente a 21 anos em apenas 2, e então envelhecendo cerca de 4 “anos humanos” a cada ano. Cesar Millan, famoso pelo programa “O encantador de cães” recomenda essa forma de cálculo: subtraia 2 anos da idade real do seu cachorro, multiplique por 4 e some 21.

7. Einstein ia mal na escola
Na verdade, ele era o melhor aluno da classe em matemática. O mito provavelmente deve-se ao fato de que, após 1896, último ano no qual o jovem prodígio frequentou a escola, a escala de notas foi invertida e 1, que era considerada a nota mais alta, passou a ser a nota mais baixa. Ao analisarem os boletins de Einstein, talvez as pessoas não tenham se dado conta da mudança e tomaram as notas pela escala antiga.

8. Usamos apenas 10% do nosso cérebro
A ideia é animadora (afinal, significa que poderíamos ser mais inteligentes do que somos…), mas usamos muito mais do que 10% do cérebro, mesmo quando estamos dormindo.

9. O candidato vencedor das eleições sempre é o mais popular
Longe de ser o melhor ou o mais popular, a grande maioria dos candidatos que vence eleições são justamente os que recebem maiores financiamentos. Não existe a mágica das boas propostas, popularidade ou o que for. Aqui é grana quem decide.

10. Comida orgânica é totalmente livre de pesticidas

Não, infelizmente. É que os níveis de pesticida em comidas orgânicas são tão baixos que não são uma preocupação de saúde.

Fontes:

MNN

spotniks.com

 

Teoria da Conspiração (1)

Existe um filme que sempre curti muito, “Projeto Filadélfia”, de 1984, produção de John Carpenter e direção não sei de quem.

Sinopse: No ano de 1943, a marinha americana está pronta para executar o ambicioso Projeto Filadélfia, onde sofisticadas técnicas são empregadas na tentativa de evitar a detecção de sinais por radar. Um erro faz com que David Herdeg (Michael Paré) e Jim Paker (Bobby Di Cicco), membros da tripulação do destroyer Eldridge, viajem pelo tempo sofrendo os efeitos terríveis e letais causados pela alteração de eletro-energias e são perseguidos pelos que não crêem em sua versão fantástica dos fatos.

Tem no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=B5DecgryFPQ.

A ideia é legal e o filme, em si, é tosqueira, com efeitos de quinta categoria e atuações péssimas. Mas eu sempre gostei do tema viagem no tempo, e esse filme deu uma bela sessão da tarde. O mais notável é que ele teria vagamente se baseado em um evento real. O Experimento Filadélfia (que deu o nome em inglês ao filme) foi um projeto naval que supostamente transformou um navio militar invisível, através de uma tecnologia que visava curvar a luz em torno do objeto para torná-lo invisível. O projeto, no entanto, teria dado errado, com o navio desaparecendo em um flash para outro local e voltando tempos depois (como num teletransporte). Ocorre que a tripulação acabou adoecendo, outros membros teriam desaparecido e tripulantes acabaram se fundindo ao metal do navio devido a energia liberada para o tal projeto.

Segundo quem defende que isso de fato aconteceu,  o Experimento era uma aplicação prática da Teoria de Campo Unificado de Einstein e foi testado num destróier da marinha americana, o USS Eldridge.

O objetivo era mudar o rumo da Segunda Guerra Mundial e os cientistas queriam criar um navio invisível. E o experimento foi conduzido em outubro de 1943, numa base naval da Filadélfia.  Envolto a uma nuvem esverdeada, o navio sumiu dos radares e ficou invisível a todos que acompanhavam o experimento. Entretanto, a operação não foi um sucesso.  O que os cientistas descobriram de maneira acidental foi como abrir uma fenda no espaço-tempo. De acordo com os poucos sobreviventes da operação, o destróier foi teletransportado para Norfolk, Virginia, a 300 quilômetros do ponto original , 40 anos no futuro e lá permaneceu navegando pelas águas, em uma tarde ensolarada de 1983, durante 15 minutos e se rematerializou no estaleiro da Filadélfia após esse tempo. Somente três tripulantes sobreviveram e, claro,o governo negou tudo.

Há duas correntes que procuram explicar esses fatos. A primeira aceita que essa experiência de fato ocorreu e criou essa anomalia espaçotemporal. A segunda corrente diz que o que ocorreu foi a desmagnetização do navio, para protegê-lo de minas e torpedos magnéticos, tornando-o “invisível” ao radar ativado por magnetismo. Esse procedimento é alcançado por um campo eletromagnético criado por fios correndo no corpo do navio.

Segundo essa corrente, as pessoas que disseram ter ouvido falar do Experimento, na verdade, tinham ouvido conversas sobre essa tecnologia, e outras que estavam sendo desenvolvidas, e como “quem ouve um conto aumenta um ponto”…

Claro que a invisibilidade interessa a todas as forças armadas. Hoje há navios e aviões com essa capacidade, e desde o início dos tempos os conflitos armados servem para avanços científicos e tecnológicos. Por isso, uma experiência com aplicações práticas do eletromagnetismo não seria impossível de ocorrer. Mas, a grande questão que se levanta é: se esse experimento ocorreu, por que justo nessa base naval e não num local mais secreto? As bases navais e os portos eram sempre espionados pelos agentes secretos alemães.

Aerial view of Philadelphia  Naval Base

Vista área da base naval da Filadélfia, em 1945.

O que há de concreto em tudo isso é que o USS Eldridge foi usado pela marinha americana até 1946, sendo repassado para a marinha grega onde permaneceu em uso até 1991, quando foi  transferido para a Base Naval de Amfiali. O navio foi descartado para o ferro velho durante a segunda metade dos anos 1990. O navio foi repassado com grandes mudanças em seu peso bruto, fiações extras que não levavam a lugar nenhum e compartimentos lacrados…