Mudança na órbita da Terra provocou migrações de homens pré-históricos

“Berço da humanidade”, a África é o continente primordial da história humana na Terra. Os cientistas, contudo, não entendiam exatamente o motivo de as populações terem migrado do continente para o resto do mundo. Um estudo publicado pela revista Nature dá pistas sobre o que ocorreu no planeta naquela época.

De acordo com a pesquisa conduzida por Axel Timmermann e Tobias Friedrich, da Universidade do Havaí, a dispersão de humanos da África para o restante da Terra ocorreu em quatro grandes ondas distintas nos últimos 125 mil anos. Todas, contudo, estão conectadas a mudanças no clima ocasionadas por variações na órbita que deixaram o planeta mais gelado.

Estudos anteriores já avaliavam a possibilidade de mudanças climáticas impulsionadas por variações orbitais terem influenciado a dispersão do Homo sapiens para fora da África. Faltavam, contudo, dados concretos sobre situações climáticas e datações de fósseis para corroborar a teoria.

Antigos humanos saíram da África para o resto do mundo

Antigos humanos saíram da África para o resto do mundo

Agora, a equipe de pesquisadores construiu modelos numéricos que quantificam os efeitos de antigas mudanças climáticas e no nível do mar na migração global dos últimos 125 mil anos. Os modelos identificam ondas grandes de migração glacial pela Península Arábica e pela região do Levante nos seguintes períodos: 106 mil a 94 mil, 89 mil a 73 mil, 59 mil a 47 mil e 45 mil a 29 mil anos atrás.

Os resultados se aproximam bastante aos dados arqueológicos e a fósseis já encontrados. A descoberta mostra que as mudanças climáticas ocasionadas por alteração na órbita da Terra tiveram um papel crucial para moldar a distribuição populacional no mundo. Além disso, estima que o Homo sapiens chegou quase simultaneamente à Europa e à China entre 90 mil e 80 mil anos atrás.

Esta imagem mostra ocupação populacional há 80 mil anos; áreas em vermelho mais escuro contêm até 28 indivíduos por 100 kms quadrados

Esta imagem mostra a ocupação populacional há 80 mil anos; áreas em vermelho mais escuro contêm até 28 indivíduos por 100 kms quadrados

As populações pelo mundo

A revista Nature também publicou uma vasta pesquisa que mostra a influência global do continente africano e que busca entender como funcionaram as migrações da África. Em três publicações diferentes, cientistas se debruçaram sobre o genoma de 280 populações ao redor do mundo.

Um estudo conduzido por David Reich, de Harvard, sequenciou genomas de 300 pessoas de 142 diferentes populações pouco estudadas no campo científico. Os cientistas notaram que a população que deu origem aos humanos atuais começou a divergir pelo menos há 200 mil anos.

Já a pesquisa que teve como autor Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague, sequenciou o genoma de 83 aborígenes australianos e 25 indivíduos das terras altas da Papua Nova Guiné. Os dados apontam que os ancestrais dos aborígenes e da Papua Nova Guiné divergiram de populações euro-asiáticas entre 51 mil e 72 mil anos atrás. Ainda foram identificados materiais genéticos de antigos humanos, como os denisovans e de um grupo hominídeo desconhecido.

Outro estudo, feito pelos cientistas Luca Pagani e Mait Metspalu, do Estonian Biocentre, descobriu que parte do genoma dos atuais moradores de Papua Nova Guiné mostra ligação com uma população que divergiu dos africanos mais cedo dos que os eurasianos. A descoberta fomenta evidências para uma onda de migração da África há 120 mil anos que levou ao povoamento da Papua Nova Guiné.

 

 

 

Fonte:

BBC

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Zoológicos Humanos

Era muito comum haver exposições de “povos exóticos” na Europa depois que as grandes navegações atingiram regiões desconhecidas no planeta. Por exemplo, uma das primeiras exposições ocorreu quando os exploradores levaram os índios tupinambás à França, em 1550, para desfilar diante do rei Henrique II em Rouen.

Pessoas com deformações físicas e mentais também serviam de atração para as cortes europeias na época.

No início do século XIX, a exibição de “selvagens” deixou de ser reservada às elites, com o surgimento de “shows étnicos”, que ganharam força com o desenvolvimento da antropologia e a conquista colonial. Londres, que apresentou uma exposição de índios brasileiros Botocudos em 1817, tornou-se a “capital dos espetáculos étnicos”, seguida pela França, Alemanha e Estados Unidos.

A exibição em Londres, em 1810, e em Paris, em 1815, da sul-africana Saartje Baartman, conhecida como “Vênus Hotentote” (nome pelo qual sua tribo era conhecida à época), que tinha nádegas proeminentes, marcou uma reviravolta nesse tipo de apresentação.

Indústria de espetáculos

Esses “shows” se profissionalizaram com o interesse cada vez maior do público, tornando-se uma indústria de espetáculos de massa, com turnês internacionais. Em Paris, um “vilarejo” africano foi montado próximo à Torre Eiffel em 1895, com apresentações sensacionalistas de mulheres quase nuas e homens tidos como canibais.

Esses espetáculos de “diversão” serviam também como instrumento de propaganda, para legitimar a colonização dos povos considerados inferiores e primitivos. O apogeu dessas exibições ocorreu entre 1890 e os anos 1930.

Depois disso, os “shows étnicos” deixaram de existir por razões diversas: falta de interesse do público, surgimento do cinema e desejo das potências de excluir o “selvagem” da propaganda de colonização. A última apresentação desse tipo foi realizada em Bruxelas, em 1958. Um “vilarejo congolês” teve de ser fechado devido às críticas na época.

Recentemente, foi organizada uma exposição no museu do Quai Branly, em Paris, Exibições – A Invenção do Selvagem, relembrando que esses “espetáculos”, que tinham o objetivo de entreter os espectadores, influenciaram o desenvolvimento de ideias racistas que perduram até hoje.

Lilian Thuram

Lilian Thuram

“A descoberta dos zoológicos humanos me permitiu entender melhor por que certos pensamentos racistas ainda existem na nossa sociedade”, informou o ex-jogador da seleção francesa de futebol Lilian Thuram, que foi um dos curadores da mostra.

Thuram, campeão da Copa do Mundo de Futebol de 1998 pela França, criou uma fundação que luta contra o racismo. Ele narrava os textos ouvidos no guia de áudio da exposição. “É difícil acreditar, mas o bisavô de Christian Karembeu (também ex-jogador da seleção francesa) foi exibido em uma jaula como canibal em 1931, em Paris”, disse Thuram.

A exposição foi fruto das pesquisas realizadas para o livro Zoológicos Humanos, do historiador francês Pascal Blanchard e também curador da mostra.

Medição de crânios

A exposição reunia cerca de 600 obras, entre fotos e filmes de arquivo, além de pôsteres de “espetáculos” e objetos usados por cientistas no século 19, como instrumentos para medir os crânios.

Nesse período, desenvolveram-se noções sobre a raça e o conceito de hierarquia racial, com teses de que os africanos seriam o elo que faltava entre o macaco e os homens brancos ocidentais, ou o “homem normal”, como consideravam os cientistas.

Cartão postal com “um pequeno grupo de peles vermelhas”, exibidos em 1911

Cartão postal com “um pequeno grupo de crianças nativo-americanas”, exibido em 1911

 O apresentador de shows “exóticos Guillermo Antonio Farini posa com pigmeus no Royal Aquarium de Londres. 1884.

O apresentador de shows “exóticos Guillermo Antonio Farini posa com pigmeus no Royal Aquarium de Londres. 1884.

Exibição da Caravana Egípcia no Jardim da Aclimação em Paris, em 1891. Uma era de shows gigantescos, onde o estranho, o disforme, o bizarro estavam no centro das atrações, atraindo um público cada vez maior na Europa e nos Estados Unidos.

Vila congolesa na cidade do Porto, em Portugal, em 1934. Essa triste era da história só foi encerrada em 1958, na Exposição Universal de Bruxelas.

Cartaz de 1931.

Menininha africana sendo alimentada na "Vila Africana" em Bruxelas, Bélgica , em 1958

Menininha africana sendo alimentada como um animal exótico na “Vila Africana” em Bruxelas, Bélgica , em 1958

Segundo os organizadores da mostra, mais de 1 bilhão de pessoas assistiram aos espetáculos exóticos realizados entre 1800 e 1958…

 

 

 

 

Fonte:

BBC

 

 

A falta de higiene da Idade Média

Nos filmes com temática medieval de Hollywood, vemos nobres abastados e belas damas maquiadas, penteadas e cheias de jóias, vestindo túnicas branquinhas. Tudo fachada, pois como muito já se falou, no período entre a queda do Império Romano até a descoberta da América, a higiene pessoal não era considerada uma prioridade.

Os médicos achavam que a água, sobretudo quente, debilitava os órgãos, deixando o corpo exposto a insalubridades que, se penetrassem através dos poros, podiam transmitir todo tipo de doenças. Foi quando a ideia de que uma camada de sujeira protegia a pele contra doenças se espalhou, e que, portanto, o asseio pessoal devia ser realizado “a seco”, só com uma toalha limpa para esfregar as partes expostas do corpo.

Os médicos recomendavam que as crianças limpassem o rosto e os olhos com um trapo branco para tirar o sebo, mas não muito para não retirar a cor “natural” (encardida) da tez. Na verdade, os galenos consideravam que a água era prejudicial à vista, que podia provocar dor de dentes e catarros, empalidecia o rosto e deixava o corpo mais sensível ao frio no inverno e a pele ressecada no verão. Ademais, a Igreja condenava o banho por considerá-lo um luxo desnecessário e pecaminoso. Em resumo, as práticas de higiene durante a Idade Média eram fruto dos ainda incipientes conhecimentos médicos e do pensamento predominantemente cristão, que considerava a prática do banho pecaminosa.

A falta de higiene não era restrita aos mais pobres, a rejeição pela água chegava aos estratos mais altos da sociedade. As damas mais entusiastas do asseio tomavam banho, quando muito, duas vezes ao ano, e o próprio rei só o fazia por prescrição médica e com as devidas precauções.

Os banhos, quando aconteciam, eram tomados em uma tina enorme cheia de água quente. O pai da família era o primeiro em tomá-lo, logo os outros homens da casa por ordem de idade e depois as mulheres, também por ordem de idade. Enfim chegava a vez das crianças e bebês, que eram mergulhados naquela água suja. Não é à toa que as crianças tinham grande desgosto em tomar banho.

Existiam as casas de banho públicas, oriundas dos antigos romanos, onde as pessoas se banhavam juntas ao mesmo tempo, homens e mulheres sem distinção. Quando ocorreu a Peste Negra na Europa, entre 1347 e 13503, essas casas de banho acabaram por contribuir para a peste se espalhar, e foi então que as pessoas começaram a abominar os banhos mais frequentes. É bom destacar que isto se refere à Idade Média europeia. Quando os mouros, africanos do norte, levaram a Expansão Islâmica para a Península Ibérica em 711 d.C., levaram para aquele território (Espanha e Portugal) não apenas a fé em Alá, mas também o uso da energia eólica, o uso do astrolábio, as técnicas de navegação, a arquitetura mista árabe/africana bem como a prática do saneamento básico e o costume de tomar banho, até então pouco usual.

Lembremos ainda que a Peste Bubônica – também chamada de Peste Negra -, evento que dizimou 1/3 da população europeia, se deu justamente porque os ratos que vinham nos porões dos navios que saíam do Oriente Médio em direção à Europa, encontravam naquele continente um ambiente propício para sua propagação, em virtude da grande insalubridade existente. Esgotos à céu aberto eram extremamente comuns e os ratos proliferaram rapidamente por conta disso.

Tudo era reciclado. Tinha gente dedicada a recolher os excrementos das fossas para vendê-los como esterco. Os tintureiros guardavam urina em grandes tinas, que depois usavam para lavar peles e branquear telas. Os ossos eram triturados para fazer adubo. O que não se reciclava ficava jogado na rua, porque os serviços públicos de limpeza urbana e saneamento não existiam ou eram insuficientes. As pessoas jogavam seu lixo e dejetos em baldes pelas portas de suas casas ou dos castelos. Imagine a cena: o sujeito acordava pela manhã, pegava o pinico e jogava ali na sua própria janela.

O mau cheiro que as pessoas exalavam por debaixo das roupas era dissipado pelo leque. Mas só os nobres tinham lacaios que faziam este trabalho. Além de dissipar o ar também servia para espantar insetos que se acumulavam ao seu redor. O príncipe dos contos de fadas fedia mais do que seu cavalo. O melhor exemplo dessa afirmação foi o rei Luís XIV da França. Ele morreu com 77 anos, numa época em que a expectativa de vida era cruel para todos, nobres e servos.

O Rei Sol, como ficou conhecido, deixou a imagem de um rei forte, robusto, detentor de um poder extraordinário para governar, uma personalidade inigualável, um rei guerreiro, um rei de paz, um arquiteto, um dançarino quase profissional, um mestre em jardinagem, um músico aplicado, amante de teatro, de poesia, mecenas das artes. Mas… Diz-se que foi um dos mais porcos de toda a história.

Acredita-se que Luis XIV deva ter tomado de 2 a 5 banhos ”inteiros” durante os seus 77 anos. Ele tinha vários métodos para mascarar os odores. Espalhar perfume pelo corpo e roupas – patchouli, almíscar, “fleur d’oranger”;  para o mau hálito, pastilhas de anis. Ele praticava  o famoso banho seco, ou seja, trocar de roupas várias vezes no dia. O monarca tinha conhecimento do mau cheiro que exalava, dificilmente suportável a todos que o acompanhavam.  Ele mesmo abria as janelas para arejar quando entrava em uma sala.

Conforme já disse mais acima, os hábitos dos banhos frequentes foram abandonados especialmente com a Peste, quando surgiu a teoria de que o banho quente dilatava os poros e  facilitava a “entrada dos vírus”. E a igreja deu a sua contribuição, denunciando o banho como sendo imoral. A partir deste momento, o uso da água seria limitado às partes livres do corpo como as mãos e o rosto. Um banho de corpo inteiro passou a ser uma raridade.

Luis XIV lavava as mãos num pequeno filete d’água despejada de uma jarrinha por um cortesão. No rosto e no corpo, muito blush – pigmento branco  à base de chumbo, altamente tóxico, pois o branco era sinônimo de beleza e saúde; na cabeça, uma mistura de talco e farinha para a peruca exageradamente alta e explicitamente gordurosa ao meio-dia, para refletir magnitude e vigor. A peruca era de cabelos falsos misturados com cabelos verdadeiros e crinas de cavalos, local preferido dos piolhos…

Na Idade Média, a maioria dos casamentos era celebrada no mês de junho, bem no começo do verão. A razão era simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. De qualquer forma, como algumas pessoas fediam mais do que as outras ou se recusavam a tomar banho, as noivas levavam ramos de flores (gardênias, jasmins e alfazemas, que floresciam no mês de maio), ao lado de seu corpo nas carruagens para disfarçar o mau cheiro. Tornou-se, então, costume celebrar os casamentos em maio, depois do primeiro banho. Por isso maio é considerado o mês das noivas e dali nasceu a tradição do buquê de flores das noivas.

Outro costume cuja origem foi na Idade Média é o do velório.

Os mais ricos tinham pratos e taças de estanho, que não eram lavados. Certos alimentos oxidavam o material, levando muita gente a morrer envenenada e sem saber o porquê. Alguns alimentos muito ácidos, que provocavam esse efeito, passaram a ser considerados tóxicos durante muito tempo. Com as taças ocorria a mesma coisa: o contato com uísque ou cerveja fazia com que as pessoas entrassem em um estado de narcolepsia produzido tanto pela bebida quanto pela intoxicação pelo estanho. Alguém que passasse pela rua e visse a pessoa nesse estado podia pensar que estava morta e logo preparavam o enterro. O corpo era colocado sobre a mesa da cozinha durante alguns dias, enquanto a família comia e bebia esperando que o “morto” voltasse à vida – ou não.

Temos que ter em mente que a Idade Média engloba um período de mais de 1000 anos, em que várias etnias com culturas diversas tiveram o seu apogeu ou declínio, passando ou não seu legado para a posteridade. O banho, como exemplo de higiene, era geralmente relegado a ocasiões especiais pelos francos. Por outro lado, era tido como obrigatório aos sábados no caso dos povos nórdicos (vikings). Lembrando sempre que a popularização do banho só se deu na segunda metade do século passado, quando a revolução tecnológica facilitou a prática.  Após a Segunda Guerra Mundial, o processo de reconstrução das casas permitiu que os chuveiros fossem disseminados por toda a Europa. Isso eliminou a necessidade de se banhar em rios ou regatos gelados, quando no verão, ou carregar baldes cheios do poço, no inverno, para depois ter de cortar lenha para esquentar a água, e ainda esvaziar a tina no dia seguinte, para evitar o choque térmico. Uma trabalheira danada.

E, finalizando, não custa lembrar que o costume de tomar banho diário no Brasil foi herdado dos indígenas. Há relatos de que, quando a Corte portuguesa chegou, D. João VI ficou estarrecido com os índios entrando no mar para se banhar, acreditando que eles teriam alguma doença de pele… Diz-se que ele próprio teria tomado apenas 2 banhos completos em toda sua vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

http://www.mdig.com.br

Dia 2 de fevereiro é dia de Iemanjá

O Dia de Iemanjá é comemorado em 2 de Fevereiro.

Iemanjá, também conhecida como “Rainha do Mar” é um orixá africano, e faz parte da religião do candomblé e de outras religiões afro-brasileiras. O Dia de Iemanjá é a maior festa de Iemanjá, onde milhares de pessoas se vestem de branco e vão à praia depositar oferendas, como espelhos, joias, comidas, perfumes e outras objetos.

Origem do Dia de Iemanjá

Inicialmente, o Dia de Iemanjá era comemorado no Brasil em conjunto com a Igreja Católica, porque dia 2 de fevereiro também é dia de Nossa Senhora da Conceição. Porém, nos anos 1960, houve uma reação da Igreja, que começou a considerar a celebração um culto pagão, e atualmente a data conta com devotos do candomblé e da umbanda, em sua maioria.

Existe ainda uma ligação com o catolicismo, no entanto. O dia de Iemanjá é também o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, uma santa católica. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina ainda existe esse sincretismo entre Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes. No Rio de Janeiro, Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da Glória.

História de Iemanjá

Iemanjá é também conhecida por Yemanjá, Iyemanjá, Yemaya, Yemoja ou Iemoja. O nome Iemanjá é derivado da expressão Iorubá que quer dizer “mãe cujos filhos são peixes”.

Iemanjá era a orixá de uma nação iorubá, os Egba, que viviam inicialmente no sudoeste da Nigéria, entre Ifé e Ibadan, onde há um rio chamado Yemanjá. No século XIX, por causa das guerras entre povos iorubás, os Egba foram obrigados a se afastar do rio Yemanjá e passaram a viver em Abeokuta. No entanto, continuaram cultuando a divindade, que segundo a tradição, passou a viver em um novo rio, o Ogun.

Chefes iorubás

 

A tradição

Segundo os devotos, Iemanjá é a força da natureza que tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos, tornando-os coesos.

A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Iemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que ampara a cabeça dos bebês no momento do nascimento.

Curiosidades da História do Brasil

Dois “vícios” de criança eu mantenho até agora: o gosto de estudar História (qualquer uma, história do cinema, história geral, história em quadrinhos…) e a curiosidade.

E esses dois “vícios” foram alimentados depois de ler as três obras de Laurentino Gomes, “1808”, “1822” e “1889”. São livros que falam da História do Brasil de uma forma diferente, com uma linguagem jornalística e que foge daquele tom pomposo dos livros tradicionais.

  

E aí, investigando, descobri alguns fatos curiosos de nossa história e que compartilho com você.

  • Eram faladas mais de 1.000 línguas no Brasil na época do descobrimento. Destas, 180 são faladas atualmente e apenas 11 têm mais de 5 000 falantes.

  • A esquadra que trouxe a família real portuguesa ao Brasil era composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, uma escuna de guerra, um veleiro só de mantimentos e mais 20 outros navios. Ao todo, ela trouxe para o Rio de Janeiro 1,5 mil pessoas.

  • O nome completo de D. Pedro I era Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
  • Ufa! Imagina o tamanho da cédula de identidade dele!
  • Dom Pedro I teve oito filhos, sete do primeiro casamento e um do segundo. Além deles, o imperador teve outros seis filhos de relações extraconjugais.
  • Ainda sobre Dom Pedro I: ele enfrentou uma baita crise de diarreia no dia em que proclamou a Independência do Brasil.
  • Outra: ele usava um burrico, não um cavalo, nada a ver com a heroica tela pintada por Pedro Américo em 1888.

  • Sobre essa tela de Pedro Américo: ela foi encomendada pela Família Real em 1885 e ele a terminou em 1888, em Florença.  A Família Real, que encomendou a obra, investia na construção do Museu do Ipiranga (atual Museu Paulista). O quadro não é uma descrição fiel do que realmente aconteceu (também, imagina retratar D. Pedro I agachado no mato!), além de Pedro Américo ter sido acusado de plagiar a tela “1807, Friedland”, de Ernest Meissonier (abaixo) pintada em 1875.
  • Segundo seus defensores, Pedro Américo só teria vindo a conhecer a obra anos depois…
  • A esposa de Dom Pedro I, a princesa Leopoldina, era amiga do compositor austríaco Franz Schubert e do poeta alemão Johann W. Goethe.
  • Os primeiros escravos da África foram trazidos para o Brasil no ano de 1538. Até a assinatura da Lei Áurea, em 1888, entraram no país algo em torno de 15 milhões de escravos.

  • A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século XIX. Esse conflito destruiu a economia e a população paraguaias. De uma população de 800 mil pessoas, sobraram apenas 500 mil!
  • A Guerra do Paraguai durou seis anos e uniu Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, na chamada Tríplice Aliança.
  •  Desde sua independência, os governantes paraguaios afastaram o país dos conflitos armados na região Platina. A política isolacionista paraguaia, porém, chegou ao fim com o governo do ditador Francisco Solano López. Em 1864, o Brasil estava envolvido num conflito armado com o Uruguai. Havia organizado tropas, invadido e deposto o governo uruguaio do ditador Aguirre, que era líder do Partido Blanco e aliado de Solano López. O ditador paraguaio se opôs à invasão brasileira do Uruguai, porque contrariava seus interesses.

Solano López

  • Como retaliação, o governo paraguaio aprisionou no porto fluvial de Assunção o navio brasileiro Marquês de Olinda, e em seguida atacou a cidade de Dourados, em Mato Grosso. Foi o estopim da guerra. Em maio de 1865, o Paraguai também fez várias incursões armadas em território argentino, com objetivo de conquistar o Rio Grande do Sul.

  • A Batalha Naval do Riachuelo, retratada na tela acima, foi um dos principais eventos ocorridos durante a Guerra do Paraguai. Aconteceu no dia 11 de junho de 1865, nas margens do rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai (situado na província de Corrientes, Argentina). Essa batalha colocou de um lado os paraguaios e de outro, os brasileiros.
  • O Paraguai, sem conexão com o mar, queria muito controlar os rios da bacia do Prata, pois significava uma saída para o Oceano Atlântico, ou seja, uma via de transporte de pessoas e mercadorias. Na fase inicial da guerra, o Paraguai já havia realizado importantes conquistas militares, ocupando regiões da Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Se saíssem vencedores da Batalha do Riachuelo, iriam controlar os rios Paraná e Paraguai e dar um importante passo na conquista do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Desta forma, poderiam fazer comércio com outros países e até receber armas da Europa.
  • A estratégia paraguaia era boa. Aproveitariam o nevoeiro intenso da madrugada para atacar os navios de guerra brasileiros. Porém, um dos navios paraguaios apresentou um problema e fez com que todos outros chegassem atrasados para o ataque, num momento que o nevoeiro já havia passado. Com boas condições climáticas e visuais, as forças navais brasileiras, lideradas pelo Almirante Barroso, venceram o Paraguai nesta importante e estratégica batalha.
  • A frota brasileira era composta por 9 navios de guerra. A frota paraguaia possuía 8 navios de guerra, com menos armamentos e eram menos velozes.
  • Antes da guerra, o Paraguai era uma potência econômica na América do Sul. Além disso, era um país independente das nações europeias. Para a Inglaterra, esse era um exemplo que não deveria ser seguido pelos demais países latino-americanos, que eram totalmente dependentes do império inglês.
  • Foi por isso que os ingleses ficaram ao lado dos países da Tríplice Aliança, emprestando dinheiro e oferecendo apoio militar. Era interessante para a Inglaterra enfraquecer e eliminar um exemplo de sucesso e independência na América Latina.
  • Após esse conflito, que terminou em 1870, o Paraguai nunca mais voltou a ser um país com um bom índice de desenvolvimento econômico.
  • Números da guerra:
    Forças
    150.000 paraguaios 200.000 brasileiros,
    30.000 argentinos,
    5.500 uruguaios,
    Total:
    235.500 soldados
    Vítimas
    Cerca de 300.000 mortos
    (entre militares e civis)
    50.000 brasileiros,
    18.000 argentinos,
    3.000 uruguaios,
    Total:
    Cerca de 71.000 mortos.

     

 

Fontes:

maiscuriosidade.com.br

Wikipedia

Guia dos Curiosos

Registros da vida animal

Os animais “selvagens”, muitas vezes, demonstram não ser tão selvagens assim. Quer a prova? Observe essas fotos e perceba que eles, muitas vezes, são tão espertos quanto nós… Ou mais!

Na foto acima, o Rei das Selvas – que não é bobo e nem nada – percebeu que a turma “do outro lado” estava em muito maior número e que ele tomaria uma surra. Então…

O lince deve ter ouvido falar da iguaria chinesa “sopa de barbatana de tubarão” e resolveu provar.

O “chacal kung fu” não queria ser incomodado durante sua refeição, então deu um chega pra lá nos abutres enxeridos.

Mas os desentendimentos também ocorrem nos céus. Essas duas aves de rapina se enfrentam em Oxfordshire, na Inglaterra. Não se soube o motivo…

Briga de pesos-pesados: nesta foto tirada na Namíbia, a mamãe hipopótamo foi salvar o filhote, que estava sofrendo bullying do elefante, e tomou um “ippon” do grandão. Mas essa distração ajudou o filhote a fugir e ela, depois, foi ter com ele sem grandes ferimentos. Parece que apenas sua dignidade foi ferida.

Aí, o pessoal estava num barquinho na Patagônia, numa viagem de observação da vida selvagem, quando  uma baleia-franca de 50 toneladas parou logo abaixo deles… Ela também queria observar a vida selvagem, oras…

Esta briga entre dois leões foi uma disputa pelo direito de acasalar com as fêmeas de seu território…

Pinguim sortudo, esse! Escapou por um triz!

Esses íbex-dos-alpes, uma espécie de cabra selvagem que vive nas montanhas dos Alpes europeus, descem por pedras por uma encosta de inclinação de 80 graus. Durante os dias quentes, as cabras lambem o sal que escorre pelas pedras.

Linguarudos, há por todo lado: este camaleão capturou uma libélula, foto tirada numa ilha da Indonésia.

O fotógrafo estava na costa da Austrália, tirando fotos de tubarões, quando o grande tubarão branco colocou a cara pra fora da água, como se estivesse fazendo uma pose para um close – ele até sorriu! Eh eh eh. O fotógrafo não se fez de rogado e tirou a foto, afinal – segundo o fotógrafo – o tubarão não estava sendo agressivo… Estava apenas curioso…

 

 

 

 

 

 

 

 

A Viagem dos Elefantes

Existe algo no Universo que é muito maior do que a compreensão dos homens…

Lawrence Anthony, uma lenda na África do Sul, autor de 3 livros, entre eles o best-seller O Encantador de Elefantes,  valentemente resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta após serem vitimados por atrocidades humanas, e entre seus feitos está o corajoso resgate dos animais do Zoológico de Bagdá durante a invasão dos Estados Unidos em 2003.

No dia 2 de março de 2012, Lawrence Anthony faleceu. Deixou saudades e é sempre lembrado por sua esposa, dois filhos, dois netos e… Numerosos elefantes.

Isso mesmo!

Dois dias após seu falecimento, os elefantes selvagens apareceram em sua casa, na enorme reserva de Thula-Thula, guiados por duas grandes matriarcas.

Outras manadas  selvagens também apareceram em bandos para dizer adeus a seu amado amigo-homem. Um total de 31 elefantes havia caminhado pacientemente por mais de 20 quilômetros para chegar à residência sul-africana de Anthony.

Ao testemunhar esse espetáculo, os outros humanos obviamente ficaram abismados não apenas por causa da suprema inteligência e timing perfeito com que esses elefantes pressentiram o falecimento de seu amigo, mas também por conta da maneira organizada com que eles foram prestar suas últimas homenagens. Caminhando lentamente, e durante dias, marchando pelo caminho numa fila solene desde seu habitat até a casa de seu antigo protetor.

Os humanos, intrigados, se perguntavam: como os elefantes da reserva, pastando a quilômetros de distância da casa de Anthony, e em locais diferentes da reserva, poderiam saber da morte dele?

“Um homem bom morreu de repente” disse a Rabina Leila Gal Berner, “e vindo de muito, muito longe duas manadas de elefantes, sentindo que eles haviam perdido um amado amigo, vieram numa solene procissão fúnebre para visitar a família enlutada na residência do falecido.”

“Se alguma vez houve uma ocasião em que pudemos realmente sentir a maravilhosa intercomunicação de todos os seres, foi quando refletimos sobre os elefantes de Thula Thula. O coração de um homem para de bater e os corações de centenas de elefantes se entristecem.  O coração tão generoso e dedicado  desse homem ofereceu a cura a esses elefantes, e agora eles vêm prestar sua carinhosa homenagem a seu amigo.”

A esposa de Lawrence Anthony, Françoise, estava particularmente comovida, sabendo que os elefantes não tinham vindo à sua casa antes desta data por bem mais de três anos!  Como disse a rabina, os elefantes obviamente queriam apresentar suas homenagens ao amigo que havia salvado suas vidas, e tamanho era o seu respeito que ficaram por dois dias e duas noites sem comer ou beber absolutamente nada, como numa vigília.

E assim, na manhã do terceiro dia, eles partiram para a sua longa viagem de volta.