BETTY E BARNEY HILL, O PRIMEIRO CASO DE ABDUÇÃO ALIENÍGENA

O casal americano foi o alvo da imprensa internacional no que foi considerado o primeiro sequestro realizado por ETs

Existem diversos relatos de abduções alienígenas ao redor do mundo, e hoje lidamos com essa situação insólita de maneira normal… aliás, virou senso comum não acreditar em tais histórias — que são taxadas como uma forma de ganhar atenção. Tanto que as charges sobre as abduções satirizam esses relatos de várias maneiras.

Mas, em 1961, a mídia cobriu com fervor e eternizou o primeiro caso de sequestro extraterrestre, envolvendo o casal Betty e Barney Hill!

Luzes misteriosas

Na noite de 19 de setembro de 1961, por volta de 22h30, Barney e Betty Hill estavam voltando de férias para casa, no estado de New Hampshire, Estados Unidos, quando, ao passar por uma área mais isolada, notaram luzes misteriosas no céu. Inicialmente, Betty pensou que fosse uma estrela cadente, e Barney acreditou que se tratava apenas de um avião.

As luzes multicoloridas não paravam de piscar e começaram a mover-se de maneira estranha. O casal continuou a observar o brilho no céu quando, de repente, algo chamou a atenção. O objeto mudou bruscamente de direção e desceu em direção ao carro dos Hill.

Barney, que estava ao volante, começou a ficar apreensivo e acelerou o veículo, mas as luzes continuavam a segui-los, por vezes mais de perto, e outras, mais de longe. Betty pediu ao marido que parasse o carro para que ela pudesse ver o que estava acontecendo usando seu binóculo.

Ao olhar através da lente, ela viu uma nave com luzes coloridas ao redor. Barney pediu que a esposa voltasse para o carro e seguiu viagem. A bizarra aeronave acompanhava-os de longe.

Assustados, eles pararam o carro novamente, mas dessa vez quem saiu foi Barney. Com uma arma na mão, o homem apontou para o disco, que agora estava mais perto que nunca e podia ser perfeitamente observado: tinha forma de círculo e planava no ar. Hill conseguiu ver criaturas dentro da nave, e segundo ele, não eram humanas.

Já em casa, suas recordações pareciam incompletas e fragmentadas, e o casal não conseguiu determinar uma cadeia contínua de eventos. Conversando com autoridades americanas, o casal afirmou que não se lembrava de nada, apenas de sentir um desconforto.

Dias depois, os Hill procuraram o respeitado psiquiatra e neurologista Dr. Benjamin Simon, para realizar sessões de hipnose. Eles queriam entender o que tinha acontecido durante duas horas perdidas na madrugada do dia 19 para 20 de setembro.

Meses se passaram e o casal estava cada vez mais certo de que havia sido abduzido por seres de outro planeta. No relato da experiência extraplanetária, ambos descreveram as criaturas como pequenas e cinzas, e afirmaram que os ETs os colocaram em um estado de transe, no qual eles podiam compreender o que estava acontecendo em volta, mas não poderiam realizar qualquer movimento.

Ainda segundo a descrição obtida na hipnose, no experimento as roupas das vítimas foram retiradas, assim como amostras de cabelo, pele e unha. Muitas agulhas foram inseridas no corpo, na cabeça, braços, pernas e costas e, em Betty, uma agulha de aproximadamente 15 cm foi injetada em sua barriga. Barney revelou que ficou fascinado pela arcada dentária dos alienígenas.

 

Pouco contato foi de fato feito entre os humanos e os extraterrestres. Assim como em outros casos de abdução, Betty contou que conversou com os ETs através de telepatia, e ao falar que não sabia muito sobre a vida interestelar e perguntar para o líder de qual lugar do universo eles teriam vindo, em resposta ela teria ouvido uma voz dizer em sua mente: “Se você não sabe onde está, não faria sentido dizer de onde eu sou”.

Popularidade na mídia

Os dois americanos sempre mantiveram sua história e evitaram os holofotes.

Barney morreu aos 46 anos, em 1969, de hemorragia cerebral. Já Betty morreu de câncer aos 85 anos, em 2004, e afirmou que continuou sendo visitada por extraterrestres…

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

aventurasnahistoria.uol.com.br, Alana Souza

wikipedia

history.com

Alguns nomes que não funcionam no Brasil… um post bem 5a. série…

Sério… quase todos os sites correspondentes a essas empresas ou restaurantes estão no ar, mesmo com a pandemia. O que é admirável.

Mas vamos a eles…

É isso mesmo… é o endereço da Energy Credit Union…
A grife equatoriana Pinto. Havia um shopping no Brasil batizado com o sobrenome da família dona do negócio… Pintos. O ator Reinaldo Giannechinni estrelou o comercial de lançamento, e o slogan da campanha era “Tudo que você mais gosta, no lugar que você sempre quis”…
A loja japonesa Suvaco continua firme, suando para se manter atuante!
O mesmo pode se dizer do restaurante novaiorquino La Vara, que continua firme.
A Pintudos é uma empresa boliviana de joguinhos ecológicos. Também não deixaram cair…
Ainda no tema, a Rola é uma empresa alemã de soluções de segurança. Gente rija, esses alemães.
A loja japonesa Furico fica lá do outro lado… do globo, bem entendido…
O banco holandês Rabobank virou, mexeu e se assentou no Brasil.
A Fundación para el Desarrollo Urbano (FUDEU), da Costa Rica, está a todo vapor.
Que pena! O restaurante chinês Xi-Xi, em Gozo (rs), Malta, parece que não conseguiu ir até o fim…
Mas o Boquete Country Club, no Panamá, continua gozando de boa reputação.
A empresa romena de logística Benga se mantém forte e rija.
Já o restaurante peruano Picas, coitados, foi pras picas…
O goleiro polonês Lukasz Merda se aposentou, dizem que ele se cansou “dessa vida”.
O trabalho da Bosta Water Technics, na Holanda, vem crescendo. Tem Bosta em vários países.
Duas latinas que moram em Los Angeles mantêm um blog, Gallo Pinto & Mole…
A joalheria Fudeus, em Berlim, vai muito bem, ao contrário do que o nome pode sugerir.
Imagina… Louis Picamoles usando o aplicativo Rego no Boquete Country Club. Brincadeirinha, olha o tamanho do cara!
O aplicativo Rego tem o seguinte slogan: Find places to add to your Rego…
Este site de compras fechou, e muita gente lamentou não achar mais Cuzin.
O fotógrafo canadense Paul Buceta também faz fotos masculinas.

O dia em que a terra pirou

Em 15 de agosto de 1969, mais de 400 mil jovens se dirigiram para uma fazenda na cidade de Bethel, no estado de Nova York, para o Festival de Música e Arte de Woodstock.

O evento foi anunciado como “três dias de paz e música” e contou com 32 dos mais icônicos artistas da história da música. Mais do que apenas um festival, Woodstock capturou perfeitamente o espírito livre dos anos 1960 e tornou-se um marco cultural que representa uma geração inteira da juventude americana.

Mas chegar lá não foi fácil… Com milhares de pessoas se reunindo na pequena cidade do estado de Nova York, as estradas ficaram congestionadas e muitos abandonaram seus veículos para seguir a pé.

Os organizadores de Woodstock disseram às autoridades que esperavam 50 mil pessoas — estavam imensamente enganados. A multidão, que gradualmente alcançou estimadas 400.000 pessoas,  começou a dominar por completo a pequena comunidade rural. O governador do estado de Nova York, Nelson Rockefeller, considerou enviar a Guarda Nacional. Já o Condado de Sullivan, onde fica a fazenda, efetivamente declarou estado de emergência.

Apesar do número gigantesco de pessoas, Woodstock é lembrado por ter sido um evento extraordinariamente pacífico.

Houve um ponto em que mais e mais pessoas chegavam, e os organizadores não tiveram outro jeito senão deixá-las entrar gratuitamente…

Todos compartilhavam uma atmosfera de amor e harmonia; não havia nada a não ser boas vibrações ao redor.

Max Yasgur, o dono da fazenda onde se realizou o festival, falou sobre a atmosfera pacífica: “Se nos juntarmos a eles, podemos enfrentar as adversidades, que são os problemas da América hoje em dia, na esperança de um futuro mais pacífico e positivo…”

Max e Miriam Yasgur, durante a limpeza de suas terras depois que o festival acabou

O festival contou com uma enorme quantidade de ícones, incluindo performances históricas de Jimi Hendrix, Joan Baez (que estava grávida de 6 meses na época), Santana, The Grateful Dead, The Who, Jefferson Airplane, para citar alguns. E daquele cuja apresentação tornou-se o símbolo de Woodstock, Joe Cocker.

Muitos frequentadores se uniram para cozinhar para os demais, outros, para… ãh… trocar uma ideia num lugar mais sossegado…

Duas mulheres prestam atendimento médico durante o festival. Duas mortes foram registradas: uma por overdose de heroína e outra por um trator que passou por cima de uma pessoa dormindo. Foram registrados também dois nascimentos.

Os jornalistas, quando se soube que era um evento extraordinário, correram para fazer a cobertura… e se viraram para fazer seu trabalho, do jeito que foi possível…

Depois de três dias de paz e amor, restaram as lembranças e… a limpeza a ser feita! Uma mulher varre detritos da rua em frente à sua casa enquanto os fãs vão embora.

Woodstock foi um verdadeiro sucesso, tornando-se o grande símbolo dessa geração, e muitos entendem-no como o fim do auge dos movimentos sociais e de contracultura nos Estados Unidos, uma vez que, a partir da década de 1970, uma onda de conservadorismo teve grande influência na sociedade norte-americana. Ainda assim, os ideais dos jovens que estiveram em Woodstock ficaram gravados na história.

 

 

 

Fontes:

buzzfeed

wikipedia

Lobotomia, o polêmico procedimento no cérebro que era considerado “mais fácil do que tratar uma dor de dente”

Dezenas de milhares de lobotomias foram realizadas em países como os Estados Unidos e o Reino Unido nas décadas de 1940 e 1950 em pacientes com problemas mentais graves. Mas podemos condenar os cirurgiões que as praticaram?

Hoje em dia parece incrível, mas houve um tempo em que a lobotomia era celebrada como uma cura milagrosa, descrita pelos médicos e pela mídia como “mais fácil do que curar uma dor de dente”.

Somente no Reino Unido, mais de 20 mil lobotomias foram realizadas entre o início dos anos 1940 e o final dos anos 1970.

No Brasil, a estimativa é de mil procedimentos até meados da década de 50.

Geralmente, as lobotomias eram praticadas em pacientes com esquizofrenia, depressão grave ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mas também, em alguns casos, em pessoas com dificuldades de aprendizagem ou de controle da agressão.

Enquanto uma minoria de pessoas experimentou melhora em seus sintomas após o procedimento, algumas ficaram grogues, incapazes de se comunicar, andar ou se alimentar.

Mas levou anos para os profissionais de saúde perceber que os efeitos negativos superavam os benefícios e ver que os medicamentos desenvolvidos na década de 1950 eram mais eficazes e muito mais seguros.

Roteiristas e diretores de cinema não foram gentis com os médicos que realizaram as lobotomias.

Filmes e séries, como Ratched, da Netflix, retrataram cirurgiões sádicos que atacam pessoas vulneráveis e deixam pacientes em estado vegetativo. A realidade, porém, é muito mais complexa.

Tentando ajudar

Os lobotomistas eram frequentemente reformadores progressistas, movidos pelo desejo de melhorar a vida de seus pacientes.

Na década de 1940, não havia tratamentos eficazes para os doentes mentais graves.

Os médicos haviam experimentado terapia de choque com insulina e terapia eletroconvulsiva com sucesso limitado, e asilos estavam lotados de pacientes que não tinham esperança de serem curados ou de voltar para casa.

Sarah Paulson como a enfermeira Mildred Ratched em uma cena da série de mesmo nome Imagem: Alamy

Foi neste contexto que o neurologista português Egas Moniz foi responsável pelo desenvolvimento da leucotomia pré-frontal (mais tarde chamada de lobotomia), que possibilitou o surgimento da psicocirurgia, pela qual ganhou o Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1949, partilhado com o fisiologista suíço Walter Rudolf Hess.

Seu procedimento consistia em fazer dois orifícios no crânio e inserir um instrumento afiado no tecido cerebral. Ele então o movia para frente e para trás para cortar as conexões entre os lobos frontais e o resto do cérebro.

“Ele se baseava nessa visão terrivelmente rude e simplista do cérebro, que o via como um mecanismo simples no qual você poderia simplesmente colocar as coisas. A ideia era que pensamentos obsessivos e angustiantes giravam e giravam e, ao interromper o circuito, era possível parar esses pensamentos”, explica o neurocirurgião e escritor Henry Marsh. “Na verdade, o cérebro é absolutamente complicado e nem começamos a entender como tudo está interligado”, acrescenta.

Moniz afirmou que seus primeiros 20 pacientes tiveram uma melhora dramática, e um jovem neurologista americano, Walter Freeman, ficou muito impressionado.

Com seu parceiro colaborador, James Watts, ele realizou a primeira lobotomia nos Estados Unidos em 1936 e, no ano seguinte, o jornal americano The New York Times se referiu à operação como “a nova ‘cirurgia da alma'”.

Mas, no início, o procedimento era complicado e demorado.

Enquanto trabalhava no St Elizabeths Hospital, o maior hospital psiquiátrico do país, na capital dos EUA, Washington DC, Freeman ficou chocado com “a perda de pessoal e da capacidade feminina” que testemunhou lá.

Ele queria ajudar os pacientes a sair do hospital e estabelecer para si mesmo o objetivo de tornar a lobotomia mais rápida e barata.

Com isso em mente, em 1946, ele concebeu a “lobotomia transorbital” na qual instrumentos de aço que pareciam pontas de gelo eram martelados no cérebro através dos ossos frágeis na parte de trás das órbitas oculares.

O tempo de operação foi reduzido drasticamente e os pacientes não precisavam de anestesia, simplesmente eram nocauteados antes da operação com uma máquina de “eletrochoque” portátil.

‘Lobotomias com picador de gelo’

Freeman dirigia pelos Estados Unidos durante as longas férias de verão para realizar suas “lobotomias com picador de gelo”, às vezes levando seus filhos com ele.

E embora tenha sido inicialmente descrita como uma cirurgia de último recurso para pacientes psiquiátricas com os quais todos os outros tratamentos fracassaram, Freeman começou a promover a lobotomia como uma cura para tudo, desde doenças mentais graves a depressão pós-parto e fortes dores de cabeça, dor crônica, indigestão nervosa, insônia e dificuldades comportamentais.

Colega de Freeman, James Shanklin, preparando um paciente para lobotomia transorbital Imagem: Getty Images

Muitos pacientes e suas famílias ficaram muito gratos a Freeman, que manteve caixas cheias de cartas de agradecimento e cartões de Natal enviados por eles. Mas em outros casos os resultados foram desastrosos.

Os pacientes de Freeman incluíam Rosemary Kennedy, irmã do futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, que ficou com incontinência e incapaz de falar claramente após uma lobotomia aos 23 anos.

Ao longo de sua carreira, Freeman realizou lobotomias em 3,5 mil pacientes, incluindo 19 crianças, a mais jovem com apenas 4 anos de idade.

A contraparte de Freeman no Reino Unido foi o neurocirurgião Sir Wylie McKissock, que realizou sua própria variação da lobotomia em cerca de 3 mil pacientes.

“Esta não é uma operação demorada. Uma equipe competente em um hospital psiquiátrico bem organizado pode realizar quatro dessas operações em duas a duas horas e meia”, gabou-se.

“A leucotomia pré-frontal bilateral real pode ser realizada por um neurocirurgião devidamente treinado em seis minutos e raramente leva mais de 10”, acrescentou ele.

Graças em grande parte a McKissock, mais lobotomias per capita foram realizadas no Reino Unido do que nos Estados Unidos.

Até a década de 1990

Como estudante de medicina na década de 1970, Henry Marsh aceitou um emprego como assistente de enfermagem em um hospital psiquiátrico, no que ele descreve como “a enfermaria terminal onde os casos perdidos iam morrer”.

Lá ele viu em primeira mão os efeitos devastadores da lobotomia.

“Tornou-se dolorosamente aparente que não havia acompanhamento adequado para esses pacientes”, diz ele. “Os pacientes que eram os piores, os mais apáticos, os que haviam sido desenganados, eram os que haviam feito uma lobotomia.”

Todos foram operados por McKissock e seus assistentes.

Neurocirurgião Henry Marsh em 2015 Imagem: Alamy

Mais tarde, depois que Marsh foi treinado como neurocirurgião, uma modificação do procedimento, conhecida como leucotomia límbica, ainda era usada.

Marsh a descreve como “uma espécie de versão microscópica, muito mais refinada, do tipo de lobotomias que as pessoas faziam muitos anos antes”.

Ele mesmo realizou essa operação em uma dúzia de pacientes com TOC grave em 1990.

“Eles eram todos suicidas, todos os outros tratamentos falharam, então eu não fiquei particularmente preocupado com isso, embora eu preferisse não ficar”, diz ele. “Depois não atendi os pacientes, era puramente técnico. Os psiquiatras envolvidos me garantiram que as operações foram um sucesso”, acrescenta.

Questionado como se sente sobre essas operações agora, ele revela: “Não gostava de fazê-las e fiquei muito feliz em deixar a cirurgia”, confessa.

Lobotomia, Freeman popularizou “lobotomias com picadores de gelo” Imagem: Getty Images

Instrumentos cirúrgicos

No início dos anos 1960, cerca de 500 lobotomias eram realizadas a cada ano no Reino Unido, contra 1,5 mil em seu pico. Em meados da década de 1970, esse número caiu para cerca de 100-150 por ano, quase sempre envolvendo cortes menores e metas mais precisas.

A promulgação da Lei de Saúde Mental de 1983 introduziu controles mais rígidos e mais supervisão. Hoje, as operações psicocirúrgicas raramente são realizadas.

Para pior

Howard Dully, que foi lobotomizado por Walter Freeman aos 12 anos, diz que tenta evitar pensar em como sua vida poderia ter sido diferente se ele não tivesse se submetido ao procedimento, por medo de ser dominado pela raiva.

“Tentei reconstruir minha vida. Levei muito tempo”, explica ele. “Tive muitos problemas quando era jovem: drogas, álcool e atividades criminosas, tentando roubar e ganhar dinheiro, vencer na vida, então não foi fácil.”

Dully diz acreditar que a operação, realizada porque ele confrontou sua madrasta, lançou uma sombra sobre todos os aspectos de sua vida.

“Você não vai até as pessoas e diz: ‘Oi, eu fiz uma lobotomia’, porque se você fizer isso, elas elas não ficarão com você por muito tempo”, diz ele.

Sessenta anos depois, ele pode se lembrar da operação em grande detalhe.

“Eles levantaram o olho e foram até o canto, acertaram e sacudiram com essa coisa que parece um batedor de ovos”, conta.

“É uma loucura para mim. Quer dizer, você está falando sobre um cérebro. Não deveria haver alguma precisão envolvida?

“Tão sutil quanto um tiro na cabeça”

A lobotomia teve seus críticos desde o início e a oposição ficou mais forte à medida que os maus resultados se tornaram aparentes.

Descobriu-se que Walter Freeman, que inicialmente alegava uma taxa de sucesso de 85%, tinha, na verdade, uma taxa de mortalidade de 15%. E quando os médicos investigaram os resultados de longo prazo de seus pacientes, eles descobriram que apenas um terço havia experimentado alguma melhora, enquanto outro terço estava significativamente pior.

Um ex-defensor da lobotomia nos Estados Unidos afirmou: “A lobotomia não era menos sutil do que um tiro na cabeça.”

Quinze anos atrás, um grupo de médicos e vítimas de lobotomia e suas famílias fizeram campanha para que Egas Moniz fosse destituído do Prêmio Nobel.

A Fundação Nobel, cujo estatuto prevê que seus prêmios não podem ser retirados, recusou.

Olhando para trás, como devemos ver as pessoas que realizaram esse controverso procedimento médico?

“Esse negócio de dividir os médicos em heróis e vilões está errado. Somos todos uma mistura dos dois, somos um produto de nosso tempo, nossa cultura, nosso treinamento”, diz Henry Marsh.

“A geração de cirurgiões que me treinou tinha, eu não diria poderes divinos, mas uma autoridade enorme, ninguém os questionava ou interrogava, e posso pensar em algumas das pessoas que me treinaram que eram, acima de tudo, pessoas decentes, e foram corrompidos por este poder e se tornaram um pouco monstros”…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Claire Prentice – BBC

UOL Viva Mais

Mas eu me mordo de ciúme!

Quando tudo parece estar indo bem, de repente algo muito melhor acabou de acontecer com alguém. Ora, é bom ser feliz por outra pessoa quando ela recebe uma coisa boa, não é mesmo? Mas não é bem assim que as coisas acontecem… De vez em quando, os sentimentos se tornam óbvios demais pra serem ignorados, porque veio à tona aquilo que todos negam sentir…

Segurando Vela
Que chato estar lá quando seu amigo e a namorada dele estão se dando tão bem… Quando começam a se beijar, então, você fica pensando no que fazer. Bem que eles podia dar um tempo, daí talvez o cara pudesse perguntar pra garota se ela tem alguma amiga…

Er … também pesquei um …
Ah, a alegria do mar, de sair pra pegar um peixe para cozinhar para o jantar… Pelo jeito, o amigo é quem pescou o jantar, o outro ficou apenas com o aperitivo.

Elas me deixaram de fora!

Que mico! Tiraram a foto e se esqueceram da amiga! Mas ela fez questão de ocupar seu lugar na foto, deixando bem claro que estava p* da vida!

Ei! Estou aqui também!
Os bebês precisam de atenção constante, e formam um vínculo cheio de ternura entre eles e seus pais. No entanto, ai dos pais que se atreverem a reservar alguns minutos para si mesmos…

Posso trocar meu pedido?
Aquela moça parece ter tomado uma decisão precipitada ao escolher a sobremesa. Ela devia estar se cumprimentando pela opção saudável, e imagine seu desânimo quando o garçom aparece com um grande pedaço de bolo para a mesa ao lado.

Sem ciúme no set?
As estrelas de Modern Family Julie Bowen e Sophia Vergara parecem se dar muito bem, mas esta foto sugere que talvez Julie tenha um pouco de inveja de algumas… hã… qualidades de Sophia. Julie é sem dúvida uma mulher bonita, mas Sophia é difícil de ignorar. Um pouco como Sophia Loren e Jayne Mansfield (veja mais abaixo), mas talvez sem tanta hostilidade.

O melhor amigo do homem?
Ele ama você, você o ama, mas pode haver concorrência, especialmente quando surge um gatinho tão fofo na parada… A expressão do melhor amigo do homem mostra que ele não gostou muito da situação.

Uma imagem, uma história
A lendária atriz Jayne Mansfield tinha um talento para a autopromoção que, er, aproveitava ao máximo seus… hã… recursos. A estrela aproveitou muito bem seu convite para a festa de outra superestrela, a bela Sophia Loren. Sophia deixou transparecer seu descontentamento, alegando que Jayne sabia exatamente o que estava fazendo. No entanto, se alguma vez uma imagem conta uma história melhor do que as palavras, a imagem é esta.

 

 

 

EISENHOWER TEVE ENCONTROS COM EXTRATERRESTRES

Dwight D. Eisenhower conversou com seres de outro planeta em diferentes ocasiões, segundo revelação do ex-assessor da Casa Branca Timothy Good, em 2012

Renomado comandante das Forças Aliadas na Europa durante a Segunda Guerra, general condecorado do exército e 34º presidente dos Estados Unidos. Dwight D. Eisenhower, conhecido como Ike, teve uma trajetória marcante e se destacou na história americana. Governante do país entre 1953 e 1961, teve a difícil tarefa de liderar os EUA na Guerra Fria, enfrentando a potência comunista que era a União Soviética.

O General Dwight D. Eisenhower conversa com os homens da Easy Company durante o Dia D. Quem assistiu a série “Band of Brothers”, produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, vai se lembrar que a Easy Company teve sua história contada nessa superprodução. .

Com a promessa de derrotar o “comunismo, Coreia e corrupção”, o republicano venceu as eleições e rapidamente passou a se envolver em assuntos internacionais, com ameaças nucleares e golpes de Estado no Oriente Médio. Ainda que tenha deixado o cargo com uma reputação considerada precária, estudiosos o consideram um dos melhores presidentes que os Estados Unidos já tiveram, contando com uma prosperidade econômica notória.

Apesar de grande parte dos assuntos políticos terem sido deixados para seu vice, Richard Nixon, um assunto em particular recebeu toda a atenção de Eisenhower: a existência de extraterrestres. Entusiasta de temas intergalácticos, Ike esteve diretamente envolvido na criação da NASA e de projetos espaciais, que tinham enorme importância durante a Guerra Fria.

Impulsionado pela corrida espacial e pelo lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik 1, criado pelos soviéticos, o presidente resolveu acelerar as pesquisas de tecnologia, dando então início a uma agência federal que hoje é uma das mais renomadas do mundo.

Encontros com aliens

No entanto, o deleite foi além dos projetos federais e da aspiração em derrotar a URSS. De acordo com um dos ex-assessores da Casa Branca, Timothy Good, o líder americano se encontrou três vezes com extraterrestres…

Timothy Good

Perguntado porque os ETs não se encontram com gente importante, como o ex-presidente Barack Obama, Good disse: “Bem, certamente posso dizer que, em 1954, o presidente Eisenhower teve três encontros, marcou reuniões com alienígenas, que aconteceram em determinada base da Força Aérea, a Holloman no Novo México”.

Os encontros sigilosos permaneceram desconhecidos até que Timothy trouxe à tona para o público há 9 anos. De acordo com ele, “os extraterrestres fizeram contato formal e informal com milhares de pessoas em todo o mundo, de todas as classes sociais”.

O episódio no Novo México, segundo o assessor, contou com a presença do então presidente e de agentes do FBI, que serviram como testemunhas. Sobre a localização, o ex-funcionário da Casa Branca disse que tudo foi marcado por “mensagens telepáticas”.

Esta foi a primeira vez que alguém de grande destaque mencionou o assunto que parece ser proibido entre os funcionários do governo. Good, que era ex-consultor do Congresso dos Estados Unidos e do Pentágono, acrescentou que muitos líderes ao redor do globo mantêm uma relação cordial com seres de outros planetas.

Ele explica que as reuniões aconteceram com múltiplas raças de aliens, sendo que um contato inicial aconteceu com ETs “nórdicos” por conta de sua aparência, enquanto um acordo sigiloso foi firmado com seres chamados “Aliens Grays”.

“Sabemos que até 90 por cento de todos os relatos de OVNIs podem ser explicados em termos convencionais. No entanto, eu diria que milhões de pessoas em todo o mundo realmente viram a coisa real”, alegou ele. A afirmação vem como suporte para sua tese de que todas as pessoas das classes sociais podem ser contatadas por viajantes cósmicos, ou ainda, avistar uma nave espacial.

Hoje, aos 78 anos, Good já escreveu diversos livros sobre ufologia e mistérios que os americanos de alto escalão tentam esconder. Ainda assim, não há confirmação real, e muitos duvidam de suas histórias.

 

 

 

 

Fonte:

aventuranahistoria.uol.com.br por ALANA SOUSA

5 coisas que você não sabe sobre o clássico Chanel N.º5

No final da Segunda Guerra Mundial, a primeira coisa que os soldados americanos fizeram em Paris foi comprar este perfume para as mulheres.

O eterno perfume favorito de Marilyn Monroe é a fragrância mais famosa do mundo – não há outro perfume que carregue a mesma mística. Chanel N.º5 foi o primeiro perfume com o nome de quem o criou — neste caso, a famosa Coco Chanel — que, desde 1959, está incorporado na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O mundo conhece o burburinho em torno do Nº. 5, mas poucas pessoas já ouviram a história improvável desse perfume. Para que não fique sem assunto da próxima vez que andar de elevador, preste bem atenção nestas cinco curiosidades — pode ser que alguém a seu lado o esteja usando.

1. Foi inspirado por mulheres

Depois de ter a ideia de criar o perfume para a sua marca de roupa durante uma reunião com amigos em Monte Carlo, Chanel contatou o mestre de perfumaria Ernest Beaux. A estilista francesa queria que a fragrância fosse única e que “transparecesse o seu estilo e personalidade”. Mais do que isso, o seu objetivo era refletir a sensualidade e complexidade da mulher moderna. Resultado: um aroma floral e sedutor, como nenhum outro perfume no mercado tinha.

Diz-se que Chanel escolheu a quinta amostra que Beaux lhe apresentou, fazendo com que o  perfume se chamasse N.º5. O nome numérico e o frasco minimalista fez com que fosse reconhecível por mulheres de todo o mundo.

3. A riqueza dos ingredientes

O gosto de Chanel por produtos de excelência é refletido no vasto número de propriedades usadas para fazer a fragrância. Foi preciso uma tonelada de flores para produzir 1,5 quilos de essência. O perfume tem ylang-ylang colhida do Madagáscar e de Maiote; Rosa de Maio, que só floresce durante três semanas todos os anos; e Jasmim de Grasse — o ingrediente bruto mais luxuoso do mundo.

4. Tem uma ligação íntima à história do século XX

O perfume está ligado a vários momentos emblemáticos do século passado. Marilyn Monroe disse que usava apenas algumas gotas de Chanel N.º5 para dormir. Andy Warhol pintou um quadro com a embalagem. Depois de Paris se libertar da invasão nazista na Segunda Guerra Mundial, milhares de soldados americanos fizeram filas para comprar o perfume para levar às mulheres.

A estrela de cinema disse em entrevista que a única coisa que usava na cama era umas gotas de Chanel N.º5.
5. Elevou o padrão dos anúncios de perfumes 

Em 1969, Richard Avedon filmou o primeiro anúncio publicitário com roteiro, em Nove Iorque. Apesar de ter apenas alguns segundos, foi o anúncio mais caro naquela época. Em 2004, a marca voltou a bater recordes com anúncios de televisão. Desta vez, um filme com Nicole Kidman e Rodrigo Santoro custou 30 milhões de dólares.

 

 

 

 

Fonte:

nit.pt

Como o Mickey fez a Disney atravessar a Grande Depressão

Há poucos dias, postei algumas curiosidades sobre o Zé Carioca, falando sobre sua origem e sobre quem inspirou Walt Disney a criar seu popular papagaio – aqui. Nessa linha de contar sobre os bastidores da Disney, este post vai explicar como o merchandising do Mickey salvou aquela que viria a ser a maior empresa de entretenimento do mundo!

Quando jovem, Walt Disney se tornou cartunista do jornal de sua escola e, mais tarde, conseguiu um emprego como criador de anúncios em uma empresa de publicidade em Kansas City.

Enquanto estava lá, Walt se apaixonou pelo mundo emergente da animação. Então, Walt e seu irmão Roy juntaram seu dinheiro, se mudaram para Hollywood e abriram o Disney Brothers Studio em 1923. Seis anos depois, Walt e o ilustrador Ub Iwerks criaram um curta de animação baseado em um novo personagem que desenvolveram, chamado Mickey Mouse.

Na verdade, ele se chamava originalmente Mortimer Mouse, mas a esposa de Disney não achou o nome atraente e sugeriu Mickey. Quando a Disney produziu o primeiro desenho animado do Mickey com som, intitulado Steamboat Willie, foi um sucesso instantâneo.

Fotograma de Steamboat Willie, no Brasil O Barquinho a Vapor.

Um dia, no saguão de um hotel, Walt foi abordado por um homem que lhe ofereceu US $ 300.00 pelos direitos de colocar a imagem de Mickey em cadernos infantis. Os Disney estavam sempre com pouco dinheiro, então Walt aceitou a oferta. Foi o início do merchandising da Disney.

Os primeiros produtos licenciados

Percebendo o potencial, Walt mais tarde assinou um contrato maior com uma outra empresa, mas os royalties eram baixos e a qualidade da mercadoria era péssima. Walt queria sair e tentar outra coisa.

Foi quando Herman Kamen entrou na vida da Disney em uma das mais clássicas histórias de vendas de todos os tempos.

Herman “Kay” Kamen e Walt Disney

“Kay” Kamen, como era conhecido, era dono de uma agência de publicidade em Kansas City, que criava displays e campanhas para lojas de departamentos. Quando uma dessas vitrines, para uma loja em Los Angeles, chamou a atenção de Walt Disney em 1932, ele telegrafou a Kamen para perguntar se ele estava interessado em promover o Mickey. Kamen telegrafou de volta para dizer que estava muito interessado.

Em seguida, foi ao banco, sacou todas as economias que juntara durante sua vida, costurou todo o dinheiro no forro de sua jaqueta e embarcou em um trem para a Califórnia no mesmo dia. Kamen estava tão preocupado que alguém roubasse sua jaqueta que ficou acordado durante toda a viagem… de dois dias!

Quando finalmente chegou ao escritório de Walt, Kamen apresentou seus planos de merchandising para o Mickey, daí tirou todo o dinheiro de sua jaqueta e espalhou-o dramaticamente pela mesa, dizendo:

— Se você me contratar, todo esse dinheiro é seu. Não sei quantos negócios você está fazendo agora, mas garanto-lhe isso aqui mais 50 por cento.

Walt puxou seu irmão Roy até a janela para discutir a oferta. Quando voltaram para apertar a mão de Kamen, concordando em contratá-lo, descobriram que ele havia adormecido em sua cadeira – exausto de sua viagem de 48 horas desde Kansas City… e de olhos abertos.

Kay Kamen iria transformar completamente o merchandising da Disney, transformando-o em um departamento com controle de qualidade e sua própria geração de receitas, o que acabaria por tornar a marca Mickey Mouse mais popular do que o Mickey Mouse estrela de cinema.

Em um ano, havia 40 licenças para produtos Mickey Mouse. Em dois anos, Kamen gerou US $ 35 milhões em vendas de mercadorias da Disney. E veja bem, é preciso contextualizar as conquistas desse homem.

Aqueles eram anos da Grande Depressão *. E apesar de serem os dias mais sombrios do Século 20, economicamente falando, Kay Kamen até persuadiu a General Foods a pagar um milhão de dólares pelo direito de colocar Mickey nas caixas de cereais!

A partir daquele momento, a imagem do Mickey estava por toda parte. Havia sabonete Mickey Mouse, doces, cartas de baralho, escovas de cabelo, bonés, meias, sapatos, bolas de futebol, bolas de beisebol, brinquedos de pelúcia e, claro, relógios.

Em 1934, Walt afirmava que ganhava mais dinheiro com o merchandising de Mickey do que com seus desenhos animados.

Isso era importante por três motivos: a empresa agora tinha dinheiro no banco para financiar seus filmes; cada produto do Mickey era um anúncio ambulante da empresa, e quando as pessoas levavam um produto desses para casa, elas o guardavam em seus corações.

Em 1949, Kay Kamen vendia US $ 100 milhões em produtos Disney todos os anos. Uma noite, ele comemorou esse marco durante um jantar com Walt e Roy em Paris. No dia seguinte, enquanto voava para casa, Kamen e sua esposa morreram em um acidente de avião.

Os irmãos Disney ficaram arrasados.

Mas Kay Kamen havia construído a base de um império. E a Disney se tornou o primeiro estúdio a reconhecer o que se tornaria uma prática comercial padrão em Hollywood, 40 anos depois: que o merchandise era uma poderosa ferramenta de marketing.

 

  • Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, foi a maior crise do capitalismo financeiro. O colapso econômico teve início em meados de 1929, nos Estados Unidos, e se espalhou por todo o mundo capitalista. Seus efeitos duraram por uma década, com desdobramentos sociais e políticos.
  • As principais causas da Crise de 1929 estão ligadas à falta de regulamentação da economia e à oferta de créditos baratos. Igualmente, a produção industrial seguia um ritmo acelerado, mas a capacidade de consumo da população não absorvia esse crescimento, gerando grandes estoques de produtos a fim de esperar melhores preços.
  • A Europa, que tinha se recuperado da destruição da Primeira Guerra, não precisava mais dos créditos e produtos americanos. Com os juros baixos, os investidores passaram a colocar seu dinheiro na Bolsa de Valores e não nos setores produtivos. Ao perceber a diminuição do consumo, o setor produtivo passou a investir e produzir menos, compensando seus déficits com a demissão de funcionários.
Um investidor oferece seu carro por 100 dólares em dinheiro, pois perdeu tudo na Bolsa de Valores
  • Com tanta especulação, as ações começam a se desvalorizar, o que gera o “crash” ou o “crack” da Bolsa de Nova York, no dia 24 de outubro de 1929. Este dia seria conhecido como a “Quinta-feira Negra”.
  • O resultado óbvio foi o desemprego (generalizado) ou a redução salarial. O ciclo vicioso se completou quando, devido à falta de renda, o consumo caiu ainda mais, forçando uma diminuição nos preços.
  • Muitos bancos que emprestaram dinheiro faliram por não serem pagos, diminuindo assim a oferta de crédito. Com isso, muitos empresários fecharam as portas agravando ainda mais o desemprego.
  • Os países mais atingidos pela Quebra da Bolsa de Nova York foram as economias capitalistas mais desenvolvidas, dentre elas os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e o Reino Unido. Em alguns destes países, os efeitos da crise econômica fomentaram a ascensão de regimes totalitários.
  • A União Soviética, onde a economia em vigor era socialista, pouco foi afetada.
  • A crise econômica nos Estados Unidos atingiu em cheio o Brasil. Naquele momento, o país exportava praticamente apenas um produto, o café, e as boas colheitas já tinham feito que o preço do produto tivesse uma queda.
  • Além do mais, como não era um produto de primeira necessidade, vários importadores diminuíram as compras significativamente.
  • Para se ter uma ideia da dimensão do problema econômico, a saca de café era cotada a 200 mil réis, em janeiro de 1929. Um ano depois, seu preço era 21 mil réis…

Oportunamente, detalharei as causas e consequências da Grande Depressão e o que alguns analistas enxergam de similaridades com a crise mundial provocada pelo Covid-19.

ZÉ CARIOCA: A ORIGEM PAULISTA DO PERSONAGEM DA DISNEY

(Eu li essa matéria muito interessante, dica de amigos dos grupos de quadrinhos Disney no Facebook, e resolvi compartilhar).

Inspirado no músico José do Patrocínio Oliveira, o papagaio caricato foi criado com objetivos estratégicos e comerciais

Saludos Amigos – Getty Images

Em 1942, ao ser apresentado a Walt Disney nos Estados Unidos, o músico José do Patrocínio Oliveira logo emendou uma conversa usando seu inglês carregado de sotaque. Ao ouvi-lo, o desenhista recomendou: “Não tente ser americano, já temos americanos suficientes aqui. Seja brasileiro”. Isso Oliveira sabia fazer muito bem.

Inspirado nele, Disney criou seu personagem brasileiro: o Zé Carioca (Joe Carioca, em original). Só que o homem por trás do papagaio era… paulista! Nascido na cidade de Jundiaí, em 1904, o violonista e cavaquinista Oliveira, chamado pelos amigos de Zezinho, tinha vários trejeitos. “Ele era todo rapidinho, não parava de se mexer nem de falar”, conta o diretor de TV José Amâncio, que foi muito próximo do músico.

“Não é que Zezinho tivesse um jeito parecido com o do personagem. Ele simplesmente era o Zé Carioca!” No Brasil, a estréia do papagaio verde e amarelo viria ainda em 1942, com Alô, Amigos — batizado de Saludos Amigos, em inglês —, uma pioneira mistura de filme e desenho animado. Nele, Zé Carioca — dublado pelo próprio Zezinho — recebe o Pato Donald em terras brasileiras.

Além de ser sucesso de público, Alô, Amigos também agradou às autoridades americanas. Afinal, o filme dos Estúdios Disney se encaixava perfeitamente na Política da Boa Vizinhança, lançada na década de 30 pelo presidente americano Franklin Roosevelt com o objetivo de manter toda a América alinhada com os Estados Unidos — e afastada da influência de comunistas e fascistas.

O produtor de cinema, artista e animador americano Walt Disney (1901 – 1966) deita-se na areia da Praia de Copacabana e sorri enquanto segura uma câmera 8mm enquanto está na América do Sul em uma viagem para procurar locações, Rio de Janeiro, Brasil, 1941 . (Foto de Hart Preston / The LIFE Picture Collection via Getty Images)

O responsável pela doutrina era o OCIAA (sigla em inglês para Escritório do Coordenador de Assuntos Interamericanos), que usava a cultura como um dos principais meios para manter a influência americana. O órgão encomendou a Disney — uma espécie de embaixador não-oficial da Política da Boa Vizinhança — personagens que conquistassem a simpatia da América Latina.

Para agradar os mexicanos, Disney criou o galo Panchito. Na hora de homenagear o Brasil, o desenhista decidiu usar um papagaio. Há diferentes versões de como isso ocorreu. A mais aceita é contada pelo escritor Ezequiel de Azevedo em O Tico-Tico: Cem Anos de Revista.

Segundo ele, durante uma visita ao nosso país em 1941, Disney ganhou do cartunista J. Carlos o desenho de um papagaio abraçando o Pato Donald. Pronto, estava escolhido o animal — faltava só dar personalidade a ele. No ano seguinte, Disney foi apresentado a Zezinho. E seu papagaio ganhou chapéu de malandro, gravata borboleta, um guarda-chuva para usar como bengala e uma fala temperada por ginga e malandragem.

“Muita gente pensa que o Zezinho fez aquela voz do Zé Carioca especialmente para os desenhos. Não fez, era a voz dele mesmo”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, diretor da TV Vanguarda, que conheceu Zezinho por intermédio do pai, na infância.

Em 1957, aos 22 anos, Boni reencontrou o músico e manteve com ele uma amizade que durou 30 anos. “Disney dizia que o Zezinho tinha até nariz de papagaio. E o levava para o estúdio, botava um chapéu nele, dava um guarda-chuva na mão dele e pedia para ele andar, sambar, rebolar… Os desenhistas ficavam assistindo para fazer o papagaio se mexer do mesmo jeito. E o Zezinho dizia: ‘Mas eu não sei rebolar, sou paulista!’”

Saludos Amigos, cartaz, Donald, Zé Carioca, 1942. (Photo by LMPC via Getty Images)

Antes e acima de ser o Zé Carioca, Zezinho era um grande músico. Desde a década de 30, acompanhava as cantoras Aurora e Carmen Miranda, quando as duas cumpriam agenda pré-carnavalesca diariamente às 19h30, na Rádio Record do Rio de Janeiro. Em Carmen — Uma Biografia, o escritor Ruy Castro conta que Aurora e sua irmã mais famosa se encantaram por Zezinho, graças a sua personalidade peculiar.

O músico, por exemplo, era ex-funcionário do Instituto Butantan de São Paulo, conhecido pelo estudo de animais peçonhentos. “Quando se empolgava, falava das cobras pelos nomes delas em latim”, escreveu Ruy Castro. O amigo José Amâncio relembra que outra coisa não saía da cabeça de Zezinho: todos os pontos das linhas de trem de São Paulo. “Ele tinha mania de citar um por um, na ordem certa.”

A incrível memória de Zezinho permitiu que ele decorasse praticamente todas as músicas de Carnaval já feitas até então. “A gente dizia o ano, e ele então enumerava cada marchinha e samba. Se a gente pedia, ele cantava”, conta Boni. Foi para os Estados Unidos no fim dos anos 30, no rastro do sucesso de Carmen Miranda. Lá, gravou três discos com Aurora e, em 1942, passou a fazer parte do Bando da Lua, o conjunto de músicos que costumava acompanhar as duas irmãs.

Em 1942, Zezinho estreou no cinema tocando com o Bando da Lua no filme Minha Secretária Brasileira, estrelado por Carmen Miranda. Logo depois, em Alô, Amigos, ele fez mais do que dublar Zé Carioca: apareceu tocando Na Baixa do Sapateiro e Os Quindins de Iaiá, de Ary Barroso.

José do Patrocínio Oliveira / Crédito: Divulgação

Em 1944, voltou a dar voz a Zé Carioca e a atuar em mais uma combinação de filme e desenho animado produzida pelos Estúdios Disney: o clássico Você já Foi à Bahia?. Lá, ao lado de Aurora, ele tocou Aquarela do Brasil, também de Ary Barroso, e Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu.

A música brasileira, que tinha conquistado os Estados Unidos com Carmen Miranda, ganhava, ainda, mais espaço com o empurrão dado por Disney no cinema. Após a estreia de Você já Foi à Bahia?, Zezinho tocou com Aurora no México.

Segundo Ruy Castro, apesar da fama da cantora, o nome dela era o segundo nos cartazes dos shows. Vinha logo abaixo de Joe Carioca — Zezinho tinha assumido o nome do papagaio por causa de sua popularidade. O músico tocou samba até os 75 anos, em vários estados americanos.

Apresentava-se quase todas as noites em hotéis de luxo, restaurantes, cassinos e na própria Disneylândia, na Califórnia. Sua primeira aparição por lá foi na inauguração do parque temático, em 1955 — entrou no palco anunciado pelo próprio Disney.

Assim como Zé Carioca em Alô, Amigos, Zezinho era um caloroso anfitrião: fazia questão de manter as portas de sua casa nos Estados Unidos sempre abertas, transformando-a numa espécie de embaixada informal do Brasil.

Segundo Boni, o músico se tornou cicerone de diretores que, tempos depois, se destacariam na TV brasileira, como Daniel Filho e Augusto César Vanucci. “Os amigos queriam conhecer melhor Hollywood, ver como as coisas eram feitas lá. Eu combinava com Zezinho e ele nos levava para todos os estúdios. Todo mundo por lá o conhecia”, diz.

Certa vez, o amigo José Amâncio foi testemunha de como a fama do músico se perpetuou. No início dos anos 80, o diretor de TV visitava a Disneylândia pela primeira vez, acompanhado por Zezinho. Assim que chegou ao parque, espantou-se ao ver todos os funcionários cumprimentando o músico, acenando e dizendo: “Hey, Joe Carioca”.

“Eu sabia que ele era o homem por trás do Zé Carioca, mas não imaginava que era reconhecido desse jeito. Descobri naquele dia como ele era querido”, diz. Zezinho já tinha quase 80 anos quando a cena aconteceu — e o filme de estréia do personagem já tinha mais de 40 anos.

Em 1987, depois de muita boemia, Zezinho morreu. E saiu de cena no melhor estilo Zé Carioca. “Na lápide dele está escrito: ‘Demais!’ Porque para ele tudo era ‘demais’”, diz o empresário José do Patrocínio Oliveira Júnior, o filho do papagaio. Ou melhor, do músico.


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