Aumente sua imunidade! É muito sério!

978c18351b21e9edd20083fec5da2445O Reserve é um delicioso gel da Jeunesse, rico em antioxidantes como Resveratrol, antocianinas e ácidos graxos essenciais. É projetado para fornecer suporte ao sistema imunológico, proteger as células dos danos oxidativos e do envelhecimento prematuro, com ingredientes combinados que também ajudam a apoiar a melhoria da função cardiovascular e também auxiliam na manutenção de níveis saudáveis de colesterol.

O ingrediente principal desse suco antioxidante é o RESVERATROL, que é acompanhado por vários antioxidantes como o açaí, romã, mirtilo, cereja escura, aloe vera, uva e chá verde. Esses ingredientes reparam os danos dos radicais livres e protegem as células contra danos futuros.

Médicos e especialistas em nutrição em todo o mundo reconhecem que muitos dos problemas relacionados com o envelhecimento precoce advêm dos danos causados pelos radicais livres. Esses especialistas indicam que a forma mais eficaz de se defender contra os danos dos radicais livres é garantir o consumo de uma quantidade suficiente de antioxidantes.

De acordo com testes clínicos, a melhor maneira de fazer isso é consumir os alimentos certos e tomar suplementos antioxidantes. Por este motivo, o Reserve é uma excelente defesa contra os danos dos radicais livres, pois oferece altas doses de resveratrol, um composto contendo antioxidante natural encontrado na pele das uvas vermelhas, em forma de gel, o que o torna muito mais absorvível do que os produtos encapsulados.

BENEFÍCIOS:
– Antioxidantes para resistir ao estresse oxidativo e envelhecimento precoce.
– Antocianinas para apoiar uma função cardiovascular melhorada.
– Ácidos graxos essenciais para auxiliar na função do trato digestivo.
– Suporte ao sistema imunológico.
– Ajuda a manter um metabolismo saudável.
– Aumenta a resistência e reduz a fadiga muscular.
– Melhora a resistência contra as doenças inflamatórias crônicas.

CARACTERÍSTICAS:
– Contém uma combinação única reforçada de antioxidantes, antocianinas e ácidos graxos essenciais.
– A forma de gel altamente bio-disponível aumenta a absorção, que é mais do que os produtos encapsulados.
– Baixo em carboidratos e açúcar, apenas 13 calorias.
– Os testes de laboratórios independentes confirmam que cada caixa de Reserve contém um total de mais de 185 mg de Resveratrol.

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MODO DE USAR:
Reserve pode ser tomado a qualquer hora, um sachê logo no início da manhã e outro antes de deitar.

PARA COMPRAR, com entrega em sua casa em todo o Brasil, visite:

http://julioafilho.jeunesseglobal.com/

Se tiver alguma dúvida, pode me procurar em:

https://www.instagram.com/jandradefilho/

Ou pelo Whatsapp:

55 (11) 99147-4679

 

Esta é a hora – parte 1

Este é o momento.

Depois que as coisas voltarem ao normal no país (e, segundo os especialistas, não vai demorar tanto quanto alguns imaginam), tenho certeza de que o mundo será diferente. As relações interpessoais vão mudar, o relacionamento profissional vai mudar… e aqueles que estiverem melhor preparados serão os que serão mais bem sucedidos.

Acredito que a tendência profissional mais forte desse novo mundo é “ser seu próprio patrão” e “montar seu próprio negócio online”. Trabalhando em casa!

Normalmente, abrir um negócio online dá um certo trabalho: montar o site, ter os produtos certos, cuidar da logística, do sistema de pagamentos etc… Mas, e se eu te disser que você pode ter tudo isso (site, produtos certos, logística global…) à distância de um clique?

Decidi lhe contar tudo tim-tim por tim-tim, nos menores detalhes. Por isso, farei uma série de posts sobre o assunto, pra que cada detalhe possa ser esmiuçado e você compreenda a amplitude do que estou apresentando.

Este post 1 vai começar…. do começo (eh eh eh!).

Existem muitas maneiras de trabalhar na internet, mas estou falando daquela que é a mais promissora em termos de ganhos e de aprendizado pessoal.

O Marketing multinível ou marketing de rede.

Definindo: O marketing multinível (network market em inglês) é um modelo de vendas em que um revendedor ganha uma participação nos lucros obtidos por ele e por sua rede de revendedores.

Simples assim. Mas não pense que é moleza.

No multinível, um revendedor precisa se esforçar para vender os seus produtos para sua clientela (gerando lucro direto) e atrair novos vendedores para a sua rede (conseguindo um lucro indireto, por meio da comissão residual de cada membro, que quanto maior a rede for, maior essa renda residual…).

O trabalho é maior, pois quando você forma sua própria equipe de vendedores, é necessário oferecer todo um suporte para eles. São necessários treinamentos, orientações, premiações, enfim, o que for preciso para manter uma rede engajada de revendedores. *

No final, tanto esforço é recompensador, já que quanto mais bem preparada sua equipe for, maiores serão os seus lucros.

*lembra quando eu falei mais acima que você pode ter site, produtos, logística, tudo pronto à distância de um clique? Pois então, você terá também, depois desse clique, tudo isso à sua disposição: treinamentos, premiações, orientações, palestras etc etc… Mas, calma, vou detalhar num dos posts da série.

Quando se fala em MMN, marketing multinível, tem gente que se arrepia: “mas isso não é pirâmide”?

Tem muito picareta por aí disfarçando seu esquema como sendo MMN. Mas é fácil identificar um esquema fraudulento de um negócio honesto. O quadro abaixo exemplifica o que se deve observar antes.

Essa talvez seja a principal polêmica que cerca o conceito de marketing multinível.

Como uma parte do lucro de um vendedor é gerada por meio da produtividade dos distribuidores recrutados por ele, muita gente acredita se tratar de um esquema de pirâmide.

Mas isso nada tem a ver com pirâmide!

Além de serem ilegais no Brasil, os esquemas de pirâmide têm três características determinantes:

  1. não existem produtos ou serviços sendo comercializados para quem está de fora da pirâmide. Caso haja mercadorias, elas não possuem valor de mercado compatível com o investimento inicial para entrar, ou seja, servem apenas como pretexto;
  2. o lucro é obtido somente com a entrada de novos integrantes no esquema. Quem investe para entrar só sobrevive na pirâmide se conseguir convidar outras pessoas a entrarem. Assim, gera-se um pouco de lucro para si e muito para quem está no topo;
  3. as pirâmides possuem prazo de validade. Afinal, chega uma hora que a base não consegue recrutar mais pessoas. Isso interrompe o fluxo de dinheiro, desmontando a pirâmide, já que o topo não terá como sustentar a base, que é bem maior.

Por isso, verificar se uma empresa está associada à ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas, https://www.abevd.org.br/) é uma das formas de saber se ela, de fato, pratica o marketing de rede. Há várias empresas no Brasil que praticam o marketing de rede, como a Jequiti e a Herbalife.

Quais são as vantagens desse modelo?

Autonomia de trabalho

Esse benefício pode parecer papo de vendedor, mas é inegável que trabalhar com venda direta traz uma certa liberdade. Afinal de contas, você poderá escolher quantas horas do dia se dedicará ao trabalho, o tipo de produto que quer comercializar e o público para o qual irá vender, por exemplo.

Mas é sempre bom lembrar que o seu ganho será proporcional à sua produtividade. E, claro, é preciso muita disciplina pra trabalhar em casa.

Suporte de grandes empresas

Trabalhar com venda direta é entrar em um mercado consolidado pelos seus números e por empresas de renome.

Considere a estrutura que ela oferece, os planos bem definidos de comissão e bonificação, a qualidade dos produtos, a capacitação, o respeito e o compromisso com os revendedores, entre outros pontos relevantes. E também há quanto tempo ela está nesse mercado.

Modelo escalável de ganhos

Essa é uma das principais características do marketing multinível. Por exemplo, quando um revendedor recruta um novo distribuidor, esse novo integrante pode, após um tempo, criar a sua própria rede. As pessoas que forem incluídas na rede por esse novo integrante também podem formar suas próprias equipes e, dessa maneira, os níveis da força de vendas vão se multiplicando.

É essa escalabilidade que caracteriza o marketing de rede e amplifica os ganhos dos líderes dos times.

No entanto, é importante frisar que a maioria das empresas de MMN limita os ganhos de um líder após uma certa quantidade de níveis multiplicados. Essa barreira tem a intenção de manter os ganhos baseados nas vendas, até para evitar que o recrutamento se torne o único canal de receitas de um profissional.

No quadro abaixo, fica mais fácil de visualizar os motivos de o marketing de rede poder ter essa escalibilidade de ganhos, em comparação ao modelo tradicional de distribuição/ revenda de produtos.

Não é tudo uma maravilha? São tantas vantagens, não é mesmo?

Mas como sou um cara honesto, preciso lhe falar das desvantagens principais:

Investimento inicial pode ser caro

Claro que isso depende muito da pessoa. Se você está quebrado, qualquer centavo vai parecer caro. Por outro lado, tem o ditado de que “dinheiro atrai dinheiro”, ou seja, um bom investimento vai trazer um retorno melhor…

Geralmente, o revendedor deve fazer um investimento inicial, comprando os produtos para revender com um preço sugerido, já sabendo a margem de ganho. Esse valor depende muito dos produtos e kits adquiridos.

De todo modo, isso gera um certo risco, principalmente se forem produtos que a pessoa tenha dificuldades para vender.

Criação de redes em longo prazo

O marketing multinível é bastante atrativo por essa possibilidade de ganho a partir da criação da sua própria rede de vendedores. Entretanto, mesmo os vendedores com um pouco mais de experiência no modelo tradicional de negócios podem demorar um pouco até criarem suas próprias equipes de venda.

Ou seja, pode ser difícil conquistar os primeiros clientes, e atrair novos vendedores para formar sua rede será uma missão ainda mais complexa.

Portanto, obter um retorno bacana com a criação de redes próprias de revendedores é algo que demandará alguns meses, talvez alguns anos.

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Dá para ter sucesso? Dá.

Dá pra ter um renda extra? Dá.

Dá pra ter uma renda residual, que mesmo que você não esteja trabalhando por qualquer motivo, tem sua rede trabalhando por você? Dá!

Mas não existe milagre nesse negócio. Se você quer ter sucesso na vida, tem que dar seu máximo todos os dias. Seu sucesso será proporcional às gotas de suor que derramar, ao número de pessoas que você ajudar, às horas dedicadas à produtividade.

 

Amanhã postarei o próximo capítulo! Fique ligado!

 

 

Fontes:

rockcontent.com

wikipedia

descubrasuarte.com

 

Anos bissextos: por que existem e desde quando são parte do calendário

Todo mundo já percebeu que este ano de 2020 será um ano bissexto, com 366 dias. A cada quatro anos temos esta anomalia nos nossos calendários, mas por que ela existe e desde quando?

Para responder a essas perguntas devemos voltar à Roma antiga, há mais de dois milênios, quando se descobriu que o calendário não estava totalmente alinhado com o ano solar. Foi o líder político romano Júlio César quem pediu ao astrônomo alexandrino Sosígenes que o ajudasse a criar uma alternativa ao calendário romano mais adaptada à realidade e à rotação da Terra.

Sosígenes, que viveu no fim do século II, sabia que a Terra é redonda e orbitava ao redor do Sol…

Os anos bissextos são uma ideia de Júlio César, mas o calendário dele não é o que usamos atualmente Imagem: Getty Images via BBC.

Nosso planeta não leva apenas 365 para dar uma volta ao redor do Sol, mas sim 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos.

Por isso, Sosígenes propôs um calendário extremamente similar ao dos egípcios, que tinha 365 dias com um dia adicional a cada quatro anos para se alinhar com o ano solar. Assim nasceu o calendário juliano, batizado em homenagem ao político.

Porém, esse sistema também tinha pequenos erros e foi sendo progressivamente substituído pelo calendário gregoriano a partir de 1582. É esse o calendário que nos rege hoje. Como o calendário juliano exigia um dia adicional a cada quatro anos, os romanos decidiram que esse dia seria em fevereiro, que na época era o último mês do ano.

O nome bissexto vem do latim “ante diem bis sextum Kalendas Martias” (“o sexto dia antes das Calendas de Março”), ou seja, o dia 24 de fevereiro. Como a frase era longa, acabou resumida para “bis sextus“, que em português virou bissexto.

Nesse calendário havia DOIS dia 24 de fevereiro.  A contagem era pro-rata tempores, isto é, inclui-se tanto o dia de partida quanto o de chegada…

Anos depois, o papa Gregório 13 decidiu com, uma bula papal, aperfeiçoar o calendário. Uma das mudanças foi que o dia adicional dos anos bissextos seria o 29 de fevereiro, e não o 24, definido pelo calendário juliano.

Durante a Revolução Francesa tentou-se modificar o calendário moderno Imagem: Getty Images via BBC.

Uma solução matemática

Assessorado pelo astrônomo jesuíta Christopher Clavius, o papa também estabeleceu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 seria 15 de outubro, uma supressão de dez dias que ajudaria a resolver o desalinhamento com o ano solar. E, para que esse desajuste não voltasse a ocorrer, criou-se um sistema de exceções aos anos bissextos.

Não seriam bissextos os anos múltiplos de cem, a menos que também sejam múltiplos de 400. Por essa razão não foram bissextos o ano de 1800 nem 1900, embora tenha sido bissexto o ano 2000. Por esse mesmo motivo, os anos de 2100 e de 2200 não serão bissextos.

Um calendário sem referências religiosas

Esse conjunto de reformas inaugurou o calendário moderno, atualmente conhecido como calendário gregoriano. Desde essas últimas mudanças, não houve novas alterações.

Porém, em alguns países como a França, houve movimentos para modificar o calendário. Em 1792, durante a Revolução Francesa, o país adotou um calendário republicano, elaborado pelo matemático Gilbert Romme. Esse calendário pretendia eliminar as referências religiosas e dar outros nomes aos meses, que se referiam a fenômenos naturais e à agricultura, alterando ainda a duração deles.

Mas essa versão teve vida curta. Após a derrota de Napoleão, em 1814, a França logo voltou a usar a versão de Gregório 13 e concebida inicialmente por Júlio César.

 

 

 

Fonte: BBC News

Informação importante sobre o coronavírus

Leia, que é sério. Palavras de Ana Laura Boechat, pesquisadora, cientista e repassem o quanto quiserem

“Gente, fiz esse textão baseado em várias coisas sérias que li em inglês e senti que eu tinha a responsabilidade de compartilhar de uma forma mais acessível. Meu marido (médico) revisou, então está duplamente confiável. Compartilhem o quanto quiserem!

No dia 11 de março a OMS classificou o COVID-19 como uma pandemia. Uma doença é classificada como pandemia quando ela é transmissível e é capaz de atingir mais de um continente. Como temos visto até agora, os países vêm lidando com essa situação de maneiras muito diferentes. Os casos mais divulgados e mais dramáticos foram da China e da Itália e talvez os países que tenham conseguido controlar da melhor forma sejam o Japão e a Coreia do Sul. O Brasil teve tempo de aprender com todos os casos e vem, em consonância com diversos países, em uma corrida para tentar “achatar a curva epidemiológica”.

Eu tenho ouvido demais esse termo – achatar a curva epidemiológica – nos últimos 3 dias, mas o que isso significa?
Antes de explicar esse achatamento da curva, eu queria lembrar que os países que lidaram melhor com o surto até agora foram os mesmos países acometidos pela epidemia de SARS em 2002. Com essa epidemia, eles aprenderam que era importante agir não apenas como indivíduos, com toda a higiene impecável e equipamentos de proteção individual, mas atuar na comunidade, com medidas muitas vezes desconfortáveis e impopulares, mas que foram eficazes no atraso do contágio, o que diminuiu o número de pessoas doentes AO MESMO TEMPO e deu, portanto, TEMPO, para agir nos casos que precisavam de mais atenção.

Desta vez, com a até então EPIDEMIA (quando a transmissão ainda era mais localizada e “mapeável”) de COVID-19, esses países retomaram as medidas de 2002 antes que fosse tarde e o número de pessoas infectadas fosse incontável e isso, sem nenhuma surpresa, foi eficaz para diminuir a progressão do número de infectados ao longo do tempo.

A tal curva que querem achatar (mais ou menos como o GIF abaixo deste texto) é um gráfico com o número de casos confirmados de infecção pelo coronavírus no eixo y (vertical) e o tempo no eixo x (horizontal). Sem as medidas de contenção, que incluem isolamento social, o gráfico ficaria parecendo um morro muito alto e fino, significando que um grande número de pessoas seria infectado ao mesmo tempo.

Sabe-se que cerca de 20% dos confirmados precisam de hospitalização e cerca de 5% precisam de UTI. Se tem muita gente infectada ao mesmo tempo, o número absoluto representado por esses 5% fica alto, acima dos leitos de UTI dos quais o Brasil dispõe. Por outro lado, se as medidas de contenção são tomadas rapidamente, pode ser até que um mesmo número de pessoas seja infectado, mas o tempo que se leva para isso é maior. O resultado no gráfico é um morro bem mais largo na base e bem mais baixo. Se imaginarmos o número de pacientes que o sistema de saúde é capaz de atender adequadamente como uma linha horizontal cortando o eixo vertical mais ou menos na metade dele (por exemplo), o pedaço do morro que ficar abaixo dessa linha contém os pacientes infectados que poderão ser atendidos, caso precisem, e acima dela os que ficarão sem atendimento.

Se o morro é magro e alto, uma boa parte dele ficará acima dessa linha. Se o morro é largo e baixo, provavelmente ele inteiro ou, pelo menos, a maior parte dele ficará abaixo, ou seja, o mesmo sistema de saúde terá condições de atender a todas as pessoas que precisarem de internação. Isso é achatar a curva.

Como se achata? Fazendo com que a transmissão ocorra mais lentamente. Como? Pensando em comunidade, com o tal do isolamento social. Drástico? SIM! Necessário? SIM! O que é isso? Isso pode ser resumido em uma orientação apenas: SE PUDER FICAR EM CASA, FIQUE! Evite qualquer lugar com aglomeração e qualquer situação de um possível contágio. Isso já diminuirá as aglomerações e reduzirá as chances das pessoas que não podem ficar em casa serem infectadas.

Individualmente, a gente deve continuar se protegendo como nos é orientado sempre: lavar as mãos com sabão da forma correta e com muita frequência, usar álcool gel quando não é possível lavar as mãos, não tocar o rosto, evitar contato se tiver qualquer sintoma respiratório (coriza, tosse, espirro, febre, etc.), proteger boca e nariz em espirros e tosses ocasionais, etc.

Os sintomas da COVID-19 são os mesmos de um resfriado. Muitos de nós não pertencemos à categoria de maior risco. Se você é jovem e saudável, você provavelmente não vai morrer devido à infecção pelo coronavírus; na verdade, sua experiência pode não ser nada diferente de um resfriado. MAS, se você passar para a próxima pessoa, a experiência dela pode ser bem mais severa. Ou seja, sua experiência com a doença não é um indicador válido da gravidade da doença para a comunidade. Por isso o mundo está em alerta.

Até a Itália anunciar seu isolamento, grande parte da cobertura da mídia se concentrou no que cada um de nós pode fazer para impedir a captura do COVID-19. Ao focar no INDIVIDUAL, esquece-se o fato de que, para a POPULAÇÃO, as consequências dessa pandemia dependem TAMBÉM da rapidez e da amplitude com que o COVID-19 é transmitido a OUTROS.

Por isso, em vários países e também no Brasil, grandes eventos têm sido cancelados, assim como atividades escolares, esportivas e qualquer atividade que reúna grande quantidade de pessoas. Nós também podemos fazer isso sozinhos. Se formos prudentes, evitando multidões, principalmente se estivermos um pouco doentes, podemos reduzir a taxa de transmissão e aumentar o tempo em que o vírus vai levar para infectar outras pessoas, levando ao tal “achatamento da curva”.

É para ter pânico? NÃO!

É para seguir as orientações das autoridades de saúde? CLARO QUE SIM!

Mas essas orientações não parecem pânico coletivo? Mudar sua rotina, lidar com a frustração de coisas sendo canceladas e aceitar a ideia do impacto econômico negativo que essas medidas vão gerar é difícil e, por isso, nossa tendência é classificar as medidas como exageradas. Mas elas são, de fato, as medidas que podem controlar a transmissão a uma taxa que nosso sistema de saúde poderá agir com eficiência.

Isso claramente reduzirá o número de mortes, por proporcionar condições de se tratar as eventuais complicações. Aceitar as recomendações e praticá-las reduz o pânico. Pânico é agir por impulso, sem considerar as consequências daquela ação e sem se importar com os outros: comprar todo o álcool gel e as máscaras do estoque da farmácia é pânico porque você sabe que não vai precisar daquilo tudo.

Deixar de visitar um parente querido idoso porque você e seus filhos estão indo ao trabalho e à escola e tendo contato com todo tipo de gente é CUIDADO.

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A mesma figura, mas em português!

A ARMA SECRETA DE HITLER: O PIOR CHOCOLATE DA HISTÓRIA

Na Segunda Guerra, os soldados norte-americanos ganharam como ração uma das piores atrocidades culinárias de todos os tempos

O que todo mundo sabe sobre chocolate é que tem calorias. Mais do que deveria ter, se o mundo fosse justo. Mas isso pode ser uma vantagem: com tanta caloria num espaço relativamente pequeno, o chocolate é ideal como ração de guerra.

Foi o que pensou o coronel Paul Logan em 1937. Ele encomendou então à Hershey que criasse um chocolate com as seguintes características: pesar 112 g, ter alta concentração de calorias, não derreter no calor e, importante, ter “um gosto só um pouquinho melhor que uma batata cozida”. 

A parte do calor é para que os soldados pudessem levá-lo nos bolsos, através de selvas tropicais desconhecidas. E o estranho pedido final é porque, no raciocínio de Logan, se a ração fosse tão boa quanto o chocolate comum, todo mundo iria comer por prazer e não ter nada com que se alimentar quando a situação se tornasse desesperadora. 

A ração padrão dos soldados, com a barra de chocolate à esquerda.

A indústria seguiu à risca as determinações – embora com certa dificuldade em fazer, pela primeira vez, um doce que não fosse apetitoso – e criou uma barra carregada com 600 calorias que só derretia aos 49 °C. Prático no calor, mas grande parte da experiência do chocolate é que sua temperatura de fusão é de 35 °C, o que faz com que derreta na boca. 

Getty images

Não que alguém quisesse colocá-la na boca: com mais cacau e menos açúcar que o normal, era amarga como purgante. E, para quem colocasse aquele negócio na boca ainda assim, a “Ração D” ou “Barra de Logan” era tão dura que podia quebrar os dentes.

Quando a guerra chegou, os soldados perceberam que a Hershey havia ido muito além do “pouco melhor que batata cozida”. Nenhuma batata do mundo poderia ser acusada de tal atrocidade. A Ração D ganhou o apelido de “Arma Secreta de Hitler”. Não bastassem o seu sabor e textura, podia causar dor de barriga. 

Os cuidados de Logan acabaram por se mostrar contraproducentes. Os soldados trocavam as barras por comida de verdade, com os inocentes civis ou soldados do Exército britânico (não consegui descobrir o motivo dos soldados britânicos aceitarem essa troca… Será que a ração deles era ainda pior???)

Após um pouco mais de um ano, o Exército dos EUA levantou a bandeira branca e pediu à Hershey para reformular a barra para algo menos desumano. O resultado foi a “Barra Tropical”, que vinha até numa embalagem decorada, como as comerciais. Tinha um pouquinho mais de açúcar, mas continuava a não agradar.

Pelo menos a embalagem facilitava vendê-la aos pobres civis. E essa barra de “chocolate” entrou para a História como a “barra da disenteria”. 

O prestigioso Prêmio de Produção da Marinha e do Exército era uma honraria concedida às empresas e fábricas durante a Segunda Guerra Mundial por “Excelência na produção” por fornecerem equipamentos e insumos de alta qualidade. Foi entregue à Hershey’s Chocolate Corporation em 22 de agosto de 1942, pelo melhor chocolate militar e seu excelente esforço de guerra. O major-general Edmund B. Gregory elogiou a Hershey: “Os homens e mulheres da Hershey têm todos os motivos para se orgulhar de seu grande trabalho em apoiar nossos soldados nas frentes de combate”…

As tropas tiveram de aturar a Barra Tropical até a Guerra do Vietnã. Nas rações de hoje vão barras de cereais, quase idênticas às dos comerciais.

Fonte: aventurasnahistoria.uol.com.br

Muletas linguísticas

Você já ouviu falar de “muletas linguísticas”? São expressões classificadas como cacoetes; expressões da moda. Por dependerem do uso, muitas vão e vêm.  São locuções, frequentemente vazias, usadas para ligar diferentes partes de um texto.

Na linguagem falada elas podem servir como apoio enquanto se pensa um pouco melhor na frase que se seguirá. Quer alguns exemplos? Aí vão:

Tipo

A palavra “tipo”, na fala, acabou se transformando na pontuação pós-moderna da geração “zap-zap”: “Hoje (tipo) eu (tipo) busco a independência (tipo) financeira.”

O “tipo” já se tornou um velho conhecido… Há tempos ele vem sendo empregado de maneira aleatória e fora de sua significação. Quando empregado de maneira viciosa, ele serve, “tipo”, como uma pontuação na frase:

(tipo) Ele nem perguntou se a gente queria que ele fosse (tipo), foi logo se oferecendo (tipo), superinconveniente!

Percebeu que, se retirarmos a expressão “tipo que”, o significado da frase não é alterado em absolutamente nada?

Meio que

Quem nunca ouviu a vazia expressão “meio que”? Em uma rápida pesquisa por microblogs, há centenas de registros como:

“A gente vive em um país (meio que) ditatorial.”

Não se desespere se você está se sentindo “meio que” revelado neste texto sobre cacoetes linguísticos. Conhecer o “inimigo” é fundamental para enfrentá-lo!

Tipo assim:

Quem achou, alguns anos atrás, que o “tipo assim” seria uma moda passageira entre os falantes, principalmente entre os adolescentes (grandes inovadores da linguagem!), enganou-se. Ele permanece por aí, marcando presença até mesmo nos textos escritos! Formalmente, ele não possui valor algum:

Acordei às 9:00 da manhã, (tipo assim) superatrasado!

Cara

E o conhecido vocalista de um grupo brasileiro (não vou dizer o nome…) completamente viciado no termo “cara”?

“Brasília, (cara), é uma terra, (cara), de poetas, (cara)!”

O uso excessivo dessa muleta ganhou tanta repercussão que o (cara) foi satirizado pelos caminhos rancorosos da Internet.

Gerundismo (esse é dose…)

Pode-se dizer hoje que vários clientes irritam-se com a moda do gerundismo, daqueles locutores do “a gente vai estar verificando…”.

Por quê? Justamente porque o atendimento telefônico, entre cliente e empresa, subentende o critério profissional, da objetividade, da eficácia.

Nós já identificamos o problema e estaremos trabalhando para resolvê-lo para você estar tendo uma melhor qualidade no serviço contratado”.

Quem nunca foi vítima desse cacoete linguístico? O gerundismo é considerado um vício de linguagem, um modismo que utiliza de maneira inadequada a forma nominal gerúndio. Na tentativa de reforçar uma ideia de continuidade de um verbo no futuro, acabamos complicando o que já é suficientemente complicado, e o que antes podia ser dito de maneira mais econômica e direta foi substituído por uma estrutura que prefere utilizar três verbos em vez de apenas um ou dois.

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O importante é saber que a língua é do falante, sem ele a língua não existe. Importante também ter em mente que a principal finalidade do idioma é a comunicação, e então, quando se alerta sobre os cacoetes (ou muletas linguísticas), estamos lembrando que existem duas vertentes da língua, a coloquial e a língua padrão, e espera-se que a gente entenda que, para cada situação, uma dessas linguagens é a mais adequada!

Fontes:
exame.abril.com.br
wikipedia
alunosonline.uol.com.br

Propagandas antigas curiosas, divertidas ou politicamente incorretas

É muito interessante a gente voltar no tempo e observar como os costumes mudam. É natural, a sociedade evolui (em alguns casos, involui, rsrsrs) e também os costumes e as preferências das pessoas.

Acreditar que a vida era melhor em nossa época de juventude não significa, necessariamente, que isso seja verdade. O que muita gente faz é supervalorizar certos momentos da infância, atribuindo-lhes qualidades que, muitas vezes, existem apenas na lembrança.

Muitos lembram da vida mais simples, jogando bola em campos de terra, subindo em árvores para comer fruta, etc. De fato, coisas boas ficam marcadas. Mas e as dificuldades? E o trabalho de tirar água do poço? E o fato de os banheiros serem cabanas externas sem ligação com as casas? E os ferros de passar roupa, aquecidos a carvão? E se você ficasse doente, qual era o hospital mais próximo?

Deixando essa discussão mais aprofundada para outro momento, a publicidade sempre foi um balizador e termômetro da vida em sociedade, um espelho do que se consumia e do que se acreditava. Veja só alguns exemplos…

  • Imagine como era um milagre, em 1937, você poder ligar para sua mãe no Natal? lembrando que isso era para os poucos que tinham telefone em casa!
  • Propaganda da Shell veiculada em 1942, período da II Guerra Mundial, incentivando a economia de combustível.
“Petróleo é munição – economizemos para a defesa” dizia o slogan da companhia.
  • Neguinho já tacava fogo na babilônia naquela época… Com o nome de ˝cigarros índios˝ a cannabis era vendida livremente na São Paulo do início do século 20.
  • Comentei acima sobre a mudança de costumes e preferências… Veja que em 1926 mulher magra estava em baixa, a preferência era por uma mulher com vários quilos de carne sólida!
  • Não é o que você pode estar pensando… A referência é a um pinto, uma moeda portuguesa, nesse anùncio de 1913. Quem sabe os amigos portugueses possam confirmar essa informação!
  • Apenas mera coincidência eu ter selecionado este anúncio maluco… Dória, o elixir, era um sucesso contra o bafo de bode e problemas do estômago nos idos de 1930. Qualquer semelhança do ser chifrudo sendo engolido com a palavra ´Não Temer´ é mera coincidência, reforço.
  • Agora, vamos avançar algumas décadas para as propagandas coloridas. Esta foi muito veiculada nas revistas de 1957. O Sabonete Cinta Azul garantia a qualidade do produto até o fim: “um sonho de sabonete, conserva todas as suas qualidades até ter atingido a espessura de uma folha de papel”.
  • Em 1944, a Loteria Federal promovia o prêmio de 1 milhão de cruzeiros (hoje, a grosso modo, um valor próximo a R$ 4 milhões). Um anúncio chamativo, em cores fortes, com os dizeres: “O seu dia chegará”.
  • Com foco no restabelecimento do apetite nas crianças, o Emulsão de Scott apresentou este anúncio nas revistas em 1954: “Minha filha já tem apetite / Era criança sem vida”. O fortificante era apresentado como responsável por restabelecer a saúde da criança: “Passou a ter boas cores, a comer bem”. Seu concorrente era o Biotônico Fontoura.
  • O anúncio do Leite Ninho, de 1960, mostra um mãe cuidadosa e atenta na alimentação das crianças.
  • Esta saiu muitas vezes na revista O Cruzeiro, também nos anos 1960.

Daria para fazer um panorama de nossa História apenas analisando as propagandas que eram veiculadas em jornais e revistas e, mais tarde, na televisão – sem esquecer o rádio, claro. E, hoje em dia, incluindo sites e redes sociais. Até que é uma ideia…

ATUALIZAÇÃO

Mário Rubial, “dono” da nossa página PAPO DE BOTECO, de crônicas divertidas e saborosas, comentou aqui sobre uma famosa propaganda que era veiculada nos bondes. Como era o modo de transporte mais utilizado, não demorou muito para que os bondes passassem a ostentar publicidade interna e externamente.

No início, os passageiros não gostaram da novidade, mas acabaram se acostumando com os paineis e talvez a publicidade mais famosa de todas, e que faz parte da memória coletiva do brasileiro, seja a do Rhum Creosotado

Os versos são de Ernesto de Souza (farmacêutico, teatrólogo, músico e compositor) e criador desse remédio, com farta propaganda em jornais, revistas e, principalmente, nos bondes.

O anúncio acima é de 1940, com desenho de J. Carlos, o mais famoso cartunista da época.

O tema seria recorrente na publicidade do produto, como na bem-humorada versão acima, nos bondes dos anos 1950, em que o “tipo faceiro” era uma mulher de maiô.

Para quem nunca conheceu os bondes, fiz um breve resumo de sua história na cidade.

O bonde, por muitas décadas, foi o principal meio de transporte dos moradores de São Paulo. Os primeiros registros desse transporte são datados de 1872, quando São Paulo contava com um serviço de bondes puxados por tração animal, chamado de bonde a burro.

A primeira viagem desse modal foi feita entre a Rua do Carmo e a Estação da Luz, que nada mais era do que um entreposto comercial entre o interior do estado, grande produtor de café, com o Porto de Santos, destino final daquelas sacas e dos barões que embarcavam nos navios para conhecer a Europa.

Quase 30 anos depois, após adaptações e negociações, surgem os bondes elétricos na cidade, graças à Light, empresa que teve intensa participação na formação da cidade. A primeira viagem de bonde elétrico foi feita no dia 7 de maio de 1900. Em três décadas, a demanda foi tão grande que, nos anos 30, a cidade chegou a ter 160 quilômetros de trilhos, quase o dobro dos atuais 96 quilômetros de Metrô que São Paulo tem nos dias de hoje.

Em 1947, após a não renovação do contrato com a Light, a operação dos bondes passou para recém-criada Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC). De todas as capitais que tiveram esse modal, São Paulo foi a que mais tempo teve os bondes circulando pelas suas ruas: em 27 de março de 1968, um bonde que atendia a linha Praça da Sé-Santo Amaro circulou pela última vez pela cidade.

Fontes:
facebook.saopauloantiga/photos; 
internet
sampahistorica.wordpress.com
novomilenio.inf.br
wikipedia

Palavras que nossos avós usavam – e não usamos mais

O sacripanta deu um tabefe na sirigaita enquanto o janota armava o maior quiprocó

Não é só uma questão de gírias. Nem de modismos. Algumas palavras da nossa língua simplesmente deixaram de ser usadas com o passar das décadas, e expressões comuns nos tempos dos nossos avós, ou mesmo dos nossos pais, são completamente desconhecidas pelas novas gerações.

Com o tempo, novas palavras vão surgindo, assim como novos significados para palavras antigas, o que acaba deixando nosso idioma com algumas diferenças entre épocas. E palavras, tão coloquiais há alguns anos, foram engavetadas e esquecidas.

Só pra citar alguns exemplos, e os seus significados:

  • Tabefe (tapa, bofetada)
  • Sacripanta (patife, pilantra)
  • Basbaque (pessoa ingênua, simplório, tolo)
  • Chumbrega (de má qualidade, ordinário)
  • Sirigaita (mulher espevitada, pretensiosa)
  • Alcunha (apelido, codinome)
  • Janota (pessoa bem vestida)
  • Petiz (criança)
  • Pachorra (calma excessiva, paciência)
  • Garrucha (espingarda, bacamarte)
  • Quiprocó (confusão, balbúrdia)
  • Balela (mentira, conversa fiada)
  • Fuzarca (bagunça)
  • Supimpa (excelente, muito bom)
  • Alpendre (varanda coberta)
  • Bidu (pessoa que adivinha as coisas)
  • Bulhufas (coisa nenhuma, nada)
  • Radiola (aparelho de som, rádio com vitrola)
  • Vitrola (toca-discos)
  • Gorar (não dar certo)
  • Lorota (mentira)
  • Cacareco (coisa velha, objeto sem valor)

E, como falei de gírias um pouco acima, vou relembrar algumas expressões usadas em décadas passadas, e que – assim como essas palavras – também caíram em desuso, substituídas por outros modismos. Afinal, “crush”, “suave na nave”, “de boa” fazem parte do vocabulário de hoje, e também mudarão com o passar do tempo, ganhando novos significados, ou serão simplesmente esquecidas.

Anos 40

Moça na Praia de Copacabana em 1947 (Foto: Kurt Klagsbrunn)

Balangandans: acessórios como brincos, pulseiras e anéis usados em exagero.
Brotinho: Garota bonita
Coqueluche: Febre do momento
Fuzarca: confusão, alvoroço

Anos 50

Jovens misses no Miss Brasil em 1958 (Foto: Reprodução)

Bafafá/ Fuzuê: Confusão
Barbeiro: mau motorista
Chá de cadeira: espera demorada

Anos 60

Jovens atrizes brasileiras em 1968 na ‘Passeata dos Cem Mil’ (Foto: Reprodução)

Carango: carro
Bicho: cara, amigo
Bulhufas: nada
Calhambeque: carro velho
Duvi-de-o-dó: duvidar de algo.
É uma brasa, mora!: Como se fosse algo do tipo: É muito legal, saca?
Esticada: passar por vários restaurantes e bares noturnos
Lelé da cuca: louco, desequilibrado
Morou?: entendeu?
Pão: homem bonito
Papo firme: sério, real, verdadeiro
Patota: turma de amigos
Prafrentex: avançado, moderno
Sebo nas canelas: apresse-se, vamos rápido

Anos 70

Roberto Carlos nos anos 70 (Foto: Reprodução)

Tutu: dinheiro
Bidu: pessoa esperta
Grilado: desconfiado, em dúvida
Maior barato: legal, sensação boa
Pagar sapão: se dar mal
Pra lá de Marrakech: drogada, chapado, bêbado
Russo: situação ruim, difícil
Pisante: calçado

Anos 80

Visual da banda Ultrage a Rigor nos anos 80 (Foto: Reprodução)

Bode: mau humor, cara amarrada
Caroço: gente chata, enjoada
Maneiro: muito bacana
Numa nice: numa boa
Tá crowd: tá lotado
Tomou doril: sumiu
Viajar na maionese: falar coisas absurdas, entrar em contradição
Zura: pão duro
Pistoleiro/a: pessoa interesseira
Massa: bom, ótimo, legal

Anos 90

Mamonas Assassinas, o grupo que fez muito sucesso nos anos 90 (Foto: Reprodução)

Antenado: informado, ligado em tudo
Azaração: pegação, namorico
Mauricinho: rapaz rico e mimado, que geralmente depende dos pais
Pagar mico: passar vexame
Patricinha: moça rica e mimada, que geralmente depende dos pais.
De lei: é assim
Descolar: arranjar, conseguir
Gato/a: homem/mulher bonito/a
Perua: mulher muito arrumada, com ares de madame
Pintar: aparecer

O engraçado é que acabo de descobrir que uso palavras ou gírias de quase todas as décadas, ahahaha! E você, conhece mais alguma que não entrou? Comente.

ATUALIZAÇÃO

Duas que esqueci, enviadas pela Mara Andrade: “tá ligado”; “cola aqui”.

Fontes:
Veja SP Por Roosevelt Garcia
universoretro.com.br https://universoretro.com.br/veja-algumas-das-girias-mais-utilizadas-nas-decadas-passadas/

Por que a Lei Seca, que fez 100 anos, foi um fracasso retumbante nos EUA

Os economistas têm um pequeno problema de imagem. As pessoas acreditam que manipulam descaradamente as estatísticas, fazem previsões terríveis com excesso de confiança e jogam água no chope. Possivelmente, parte da culpa é de um homem que, há um século, foi provavelmente o economista mais famoso do mundo: Irving Fisher.

Foi ele que declarou, em outubro de 1929, que as ações haviam atingido um “patamar permanentemente alto”. Menos de dez dias depois, a Bolsa de Valores americana despencou vertiginosamente e deu origem ao período conhecido como a Grande Depressão.

Fischer era um fanático pela boa forma física. Evitava consumir carne, chá, café e chocolate. Tampouco bebia álcool. Era, aliás, um ardoroso defensor da Lei Seca, medida das autoridades americanas para proibir a produção e a venda de álcool cuja entrada em vigor, em 1920, completou 100 anos em janeiro. Foi uma mudança extraordinária que levou a quinta maior indústria do país para a ilegalidade, de uma hora para outra.

Fisher fez outra previsão à época: “[Esse episódio] será escrito na história como o começo, como uma nova era mundial, da qual essa nação terá orgulho para sempre”.

Mais uma previsão furada… a proibição seria, no fim das contas, uma farsa. A lei foi tão descumprida que o consumo caiu apenas 20% no período de vigência, e acabaria revogada em 1933, em uma das primeiras medidas do novo presidente Franklin D. Roosevelt.

Produtividade X embriaguez

As raízes da Lei Seca americana são geralmente apontadas em torno da religião, mas a verdadeira preocupação dos economistas era a produtividade. As nações sóbrias seriam muito mais eficientes que aquelas com uma força de trabalho de bêbados? Para confirmar sua teoria, Fisher tomou algumas liberdades com os números que usou.

Ele argumentou, por exemplo, que a Lei Seca gerou US$ 6 bilhões para a economia americana (algo como US$ 90 bilhões em valores atuais). O problema é que esse número não veio de uma análise cuidadosa. Fisher se valeu de estudos com poucas pessoas que apontavam uma redução de 2% da eficiência depois de drinques com estômago vazio.

Mais tarde, ele assumiu que os trabalhadores tomavam cinco doses antes do trabalho, multiplicou os 2% por cinco e concluiu que o álcool levava a uma redução de 10% da produção. Duvidoso, para dizer o mínimo.

Os economistas talvez tivessem se surpreendido menos com o fracasso da Lei Seca se pudessem ter saltado meio século na história e conhecido as análises de Gary Becker, prêmio Nobel de Economia em 1992, sobre o “criminoso racional”.

Crime e demanda

Para Becker, tornar algo ilegal simplesmente acrescenta um novo custo racional aos prós e contras calculados pelas pessoas: a penalidade caso você seja pego, modulada pela probabilidade de ser pego.

“Criminosos racionais”, afirmava Becker, “vão oferecer mercadorias proibidas por um certo preço”. Se os consumidores vão pagar esse preço depende do que os economistas chamam de elasticidade da demanda. Imagine, por exemplo, que o governo decida banir o brócolis. O mercado ilegal passaria a cultivar brócolis escondido e vendê-lo em becos escuros por preços inflados?

É improvável, já que a demanda por brócolis é elástica. Eleve o preço e muitas pessoas passariam a comprar couve-flor ou repolho. Com o álcool, por outro lado, a demanda é inelástica: aumente o preço e muitos ainda continuarão pagando o preço mais alto.

A Lei Seca americana se tornou uma bonança para criminosos racionais como Al Capone, que defendeu seu contrabando de bebidas com ares empresariais.

“Eu dou ao público o que o público pede”, afirmou. “Nunca precisei mandar vendedores agressivos, já que eu nunca consegui suprir a demanda.”

Os mercados ilegais também variam seus incentivos. Seus competidores não podem te levar às autoridades, então por que não usar os meios necessários para estabelecer um monopólio?

A teoria mais aceita indica que o aumento da violência durante a Lei Seca contribuiu para sua derrocada.

Outro fator também foi a ganância pelo lucro fácil. Cada carregamento de mercadorias levava consigo um risco, então por que não guardar espaço para um produto mais potente? Durante a Lei Seca, o consumo de cerveja caiu em relação ao de destilados. A tendência se inverteu depois do fim da proibição.

Por outro lado, o que impede o corte de custos reduzindo a qualidade do produto?

Tornaram-se comuns, então, os bares clandestinos, conhecidos como speakeasies. Aumentaram também o consumo de bebidas falsificadas (feitas a partir do milho) e, claro, a corrupção, com policiais e políticos sendo subornados pelas quadrilhas que distribuíam o produto no mercado negro.

Aos poucos, os próprios defensores da luta anti-álcool se decepcionaram com seus resultados e, em 1933, o Congresso americano aboliu a Lei Seca.

 

 

 

Fonte:
Tim Harford, BBC, da série "As 50 coisas que fizeram a economia moderna"
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