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Dez mistérios sobre os dinossauros

Dinossauros, cujo nome significa ” lagartos terríveis “, não eram muito parecidos com lagartos e a maioria deles não era tão terrível assim, sendo dóceis herbívoros que conviviam pacificamente. Hoje em dia, sabemos mais sobre os dinossauros do que há um tempo. Os paleontólogos continuam estudando e descobrindo uma nova espécie a cada duas semanas, mais ou menos, e construindo de forma mais precisa a teoria sobre alguns dinossauros mais conhecidos, como o Tiranossauro e o Tricerátopo.

Porém, apesar de todo esse empenho, os dinossauros ainda apresentam uma série de questões não resolvidas. Confira abaixo uma lista com 10 mistérios que continuam a causar perplexidade nos paleontólogos.

1 – Qual foi o primeiro dinossauro?

Bem, o problema é que o registro fóssil é composto de trechos da história de vida do bicho e não dela completa, de modo que encontrar vestígios desde o nascer dos dinossauros depende da sorte tanto quanto da ciência.

Até agora, esses achados sugerem que os “lagartos terríveis” evoluíram cerca de 245 milhões de anos atrás, e o melhor candidato para o mais antigo dinossauro é um animal magrela do tamanho de um cão chamado Nyasasaurus.

2 – Os dinossauros tinham o sangue quente ou frio?

Múltiplas evidências — incluindo sua microestrutura e crescimento ósseo — sugerem que eles eram bichos muito ativos. Logo, teriam sangue quente. Os paleontólogos sugeriram que, de acordo com a fisiologia dos animais, os dinossauros usavam seus músculos para aquecer seus corpos.

3 – Qual foi o maior dinossauro que já existiu?

Espécies como Supersaurus, Diplodocus, Argentinosaurus, Futalognkosaurus, entre outros, tinham em torno de 100 a 110 metros ou mais.

Mas existe muita divergência entre esses números, porque os maiores dinossauros só são conhecidos a partir de esqueletos parciais, menos da metade dos ossos para baixo. Isso significa que os paleontólogos precisam confiar nos primos menores dos gigantes para chegar a estimativas de tamanho, e estes números são revistos quando os pesquisadores descobrem novos fósseis.

4 – Como era o acasalamento dos dinossauros?

Tudo o que sabemos é que cada dinossauro começou a sua vida a partir da eclosão de um ovo. Mas, como os primeiros dinossauros se acasalaram para dar início a uma nova geração, isso ainda não se sabe.

Até mesmo a anatomia sexual dos dinos é um mistério. Provavelmente, eles tiveram uma cloaca, assim como as aves e os crocodilos. Também é possível que os dinossauros machos apresentassem um órgão semelhante aos de patos e avestruzes. Porém, nunca foi encontrado nenhum traço desse tal órgão.

5 – Por que algumas espécies têm adornos?

Muitos dos dinos conhecidos, como Tricerátopos, trazem alguns tipos de chifres, cristas e outros adornos paleontológicos. Como esses animais evoluíram para ter essas estruturas bizarras é um dos pontos mais debatidos entre os especialistas.

A primeira ideia é que esses adornos evoluíram principalmente em função de defesa. Os paleontólogos sugerem que os chifres de dinossauros como o Styracossauro foram desenvolvidos para identificar os membros de sua própria espécie. Outros especialistas discordam e acham que partes da “armadura” do dinossauro, como crista e chifre, tinham função sexual, para impressionar as companheiras.

6 – Os dinossauros caçavam em bando?

As pistas têm mostrado que dinossauros predadores, como velociraptors e tiranossauros, sempre caminhavam juntos, mas isso não quer necessariamente dizer que eles caminhavam lado a lado. Os paleontólogos ainda precisam encontrar um conjunto de pegadas de dinossauros predadores interceptando o rastro de uma vítima, com sinais de briga ou até mesmo um esqueleto no final.

7 – Quais os dinossauros que viviam de noite?

Um dos tópicos mais comuns em debate é que os dinossauros pequenos eram mais ativos durante a noite, enquanto os maiores dormiam. O grande problema é que é muito difícil dizer com certeza quando os dinossauros estavam acordados.

Por isso, temos que confiar nas evidências que eles mesmos deixaram. Um estudo descobriu um conjunto de ossos delicados nos olhos dos animais, chamado anéis de esclera,  que impediam a luz de entrar. Com base nesses indícios, o estudo sugere que pequenos dinossauros predadores, como o Velociraptor, seriam mais ativos à noite.

8 – Como é que os dinossauros aprendiam a voar?

Os paleontólogos têm considerado que esses bichos levantavam voo de várias maneiras. Talvez a mais comum fosse que os dinossauros com asas estivessem prestes a despencar de uma superfície inclinada, e ao se debater, alçaram voo.

9 – Quais espécies de dinossauros tinham penas?

Além de espécies relacionadas aos primeiros pássaros, como Anchiornis e Microraptor, até mesmo tiranossauros enormes tinham cerdas em suas caudas.

10 – Por que os dinossauros foram extintos?

Sabe-se que um gigantesco asteroide atingiu o planeta naquela época, após um período prolongado de mudança ecológica e intensa atividade vulcânica, mas os especialistas não sabem como isso pode ter sido o estopim para a extinção em massa de todos os dinossauros.

Sem mencionar que a maior parte do que sabemos sobre a catástrofe vem da América do Norte, e os dinossauros viveram no mundo inteiro. Os paleontólogos conhecem as vítimas e as “armas do crime”, mas ainda têm muito o que reconstruir para chegar a entender como a mudança ecológica aconteceu.

 

 


			
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Nova York também tinha sua cracolândia, sabia?

O Bryant Park, no coração de Manhattan, era um mercado de drogas a céu aberto cercado por traficantes, viciados e mendigos nos anos 80. Hoje, a região está recuperada

Prédios abandonados em Alphabet City, no Lower East Side, em 1986

Há 30 anos, andar por Nova York não era tão seguro quanto hoje em dia. Os crimes eram frequentes, e muitas vezes foram motivados pelo tráfico de drogas. A epidemia do crack assolava a cidade na década de 1980 e criou áreas onde as pessoas não podiam passar, tudo muito parecido com o que acontece hoje na Cracolândia, em São Paulo.

A cracolândia deles ficava no Bryant Park, no coração de Manhattan, e a uma quadra da Grand Central Station, a maior estação de trens do mundo e um dos cartões postais da cidade. Curiosamente, a “nossa” cracolândia também começou perto da Estação da Luz, que foi construída há mais de 100 anos e é “um dos cartões postais da cidade”. Hoje, temos mais de 20 mini-cracolândias espalhadas por São Paulo!

Em Nova York, havia também outra cracolândia

Outro bairro, conhecido como Alphabet City, também em Manhattan, no Lower East Side, ficou por muito tempo sendo ocupado por traficantes, o que destruiu a vida da comunidade local. Um estudo da época mostrou que o uso de crack estava ligado a 32% de todos os 1.672 homicídios registrados em 1987, e a 60% dos homicídios ligados às drogas.

Para vender o crack, os traficantes invadiam edifícios abandonados e assumidos pelo governo de Nova York por conta de impostos atrasados. Essas crack houses recebiam também usuários de droga que vinham de carro de outros locais da cidade. Isso acabou facilitando o trabalho da polícia, porque nos EUA há uma lei que prevê que, se drogas forem encontradas em um carro, pode-se apreender as drogas e os carros. Conclusão: centenas de carros eram apreendidos…

Na época, a polícia ainda colocou um policial a cada esquina, para dispersar os usuários e prender os traficantes que andavam pelas ruas. Mas isso só fortaleceu as crack houses, já que o consumo não era controlado dentro desses prédios.

Pressure Point

Então, a polícia começou uma política de pressão, focando nas quadrilhas espalhadas pelos bairros. Agentes à paisana compravam drogas para aprender mais sobre o tráfico (vimos isso em uma porção de filmes e seriados policiais) e outros foram colocados no topo de prédios para observar a ação dos criminosos. O efetivo também aumentou. Entre 1991 e 2001, a força policial de Nova York cresceu 45% – três vezes mais do que a média nacional.

Leis mais severas e tolerância zero

Existiam leis severas, mas que só passaram a ser aplicadas com mais rigor quando a epidemia do crack se espalhou. Essa medida foi responsável pela explosão no número de condenações por posse de drogas, passando de 2.554 em 1980 para 26.712 em 1993. A lei estabelecia sentenças mínimas obrigatórias de 15 anos até a prisão perpétua por posse de cerca de 110 gramas de qualquer tipo de droga.

Foi no início de 1990 que o prefeito Rudolph Giuliani começou a famosa política de tolerância zero, que muitos de nós ouvimos falar. Ela impunha punições automáticas para qualquer tipo de infração, como a pichação de paredes, por exemplo. O objetivo era eliminar por completo a conduta criminosa e as contravenções. Durante seu governo, Giuliani reduziu pela metade as taxas de criminalidade de Nova York.

Segundo especialistas, foi essa combinação de uma ação policial mais eficiente com o respaldo da prefeitura, aliada ao crescimento econômico, os principais responsáveis pela redução de cerca de 80% nas taxas de crimes em geral em um período de 20 anos. Em 2010, a cidade registrou 536 homicídios (no mesmo ano, a cidade de São Paulo registrou 1.210…). Outros especialistas também argumentam que os efeitos destrutivos do crack tornaram-se aparentes, fazendo com que os novos usuários, com medo do poder de destruição da droga, ficassem longe dele.

A ação da Justiça

Em 1989, a Flórida criou as drugs courts, que eram tribunais especializados em atender usuários de drogas, formados por uma equipe com advogados de defesa, promotores, especialistas em saúde mental e em serviço social.

Aqueles que eram pegos com uma pequena quantidade de drogas (até 28 gramas) podiam ter a sentença reduzida ou até a ficha criminal cancelada se não tivessem cometido delitos graves, como homicídios. A contrapartida era frequentar um programa de internação voluntária, com regras e condições estabelecidas entre o réu, advogado de defesa, a acusação e o tribunal.

Atualmente, o estado de Nova York tem cerca de 180 desses tribunais. Mais de 60.000 pessoas passaram pelos programas de tratamento até hoje e mais da metade finalizou o programa.

Como está a antiga cracolândia americana

Tendo combatido o crack nas duas frentes, saúde pública e segurança pública, pode-se dizer que o programa foi vitorioso, já que os bairros voltaram a ser ocupados pela população e pelos turistas.

O Bryant Park hoje
O Lower East Side hoje

Mas a batalha não terminou.

A maioria dos usuários não aceita tratamento ou não permanece nele, por isso foi criado um programa em 2014 que pretende reduzir as violações de liberdade condicional. Os réus são submetidos a exames periódicos, feitos de surpresa, para confirmar se eles realmente abandonaram as drogas. Se o resultado der positivo ou se descumprirem qualquer termo da condicional, eles são presos imediatamente.

Os resultados: houve mais de 80% de abstinência na população alvo, após um ano de programa. Além disso, reduziu pela metade o número de novos encarceramentos.

O que é mais importante?

Segundo especialistas, a aplicação de leis severas tem um papel muito importante para ajudar a minimizar os problemas causados pelo uso do crack. A ação da polícia diminui o fornecimento da droga, mas é preciso um programa de prevenção e tratamento para reduzir a procura.

Mesmo com tantas ações nos EUA, mostrando que o uso de crack tem diminuído no país nos últimos 15 anos, a droga continua a ser um problema.

Um problema sem fim?

Uma pesquisa de 2016 em todo o país revela que pouco mais de 80.000 pessoas usaram crack pela primeira vez em 2015. E mais de nove milhões têm pelo menos alguma experiência com ele.

Russel Falk, diretor do Centro de Intervenção, Tratamento e Pesquisa em Dependência da Wright State University, em Ohio, comenta sobre esses dados: “Você não pode colocar nove milhões de pessoas na cadeia. Então, programas eficazes de prevenção, intervenção e tratamento têm que fazer parte da solução. Apesar de termos feito alguns progressos nestas áreas, ainda temos um longo caminho a percorrer”.

Se os EUA têm um longo caminho pela frente, e nós, então?

A nossa Cracolândia…
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Veja

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O mago dos efeitos sonoros

Quando a gente conversa sobre efeitos sonoros engraçados e que são usados em animação, em games e até em filmes, a primeira lembrança que vem à mente são os efeitos sonoros dos desenhos da Hanna-Barbera.

Eles de fato foram os pioneiros a usar esses efeitos nos desenhos animados para a TV, lá no começo dos anos 1960. Criaram uma biblioteca enorme de sons, como o bongô tocado rapidamente para o som dos pés de um personagem saindo correndo. Ou o som de uma freada de carro quando alguém parava de repente. Muitos deles são usados até hoje, seja na forma original, seja reciclados com as novas tecnologias – e até inspirando os efeitos sonoros dos animes.

Mas muita gente não sabe que, há mais de 80 anos… um cara meio maluco foi contratado pelos Estúdios Disney para gravar uma música para um dos desenhos do Mickey, e acabou se tornando o chefe do Departamento de Efeitos Sonoros da empresa!

O Mago dos efeitos sonoros

 

Jimmy Macdonald criou, segundo suas próprias contas, cerca de 25.000 sons ao longo de sua carreira na Disney, que durou mais de 40 anos. Começou cantando à tirolesa, dublando os anões de “Branca de Neve”, fez a voz do Mickey substituindo Walt Disney, que não tinha mais tempo de fazer isso e também porque, de tanto fumar, já não alcançava o falsete do personagem.

Jimmy criava sons para os desenhos usando o que tivesse à mão. Por exemplo, um par de cocos para representar o galope de cavalos. Quando não havia nada que pudesse usar, ele inventava o aparelho e imitava o som de trovões, de chuva, de passarinhos cantando, tudo de forma artesanal, sem manipulação como se faz hoje – e sincronizando com a imagem e com a orquestra, que tocava o tema musical.

Atualmente, esse trabalho de sonoplastia tem inúmeros recursos tecnológicos à disposição, mas os principais designers se inspiram no velho Jimmy. Especialmente quando a Pixar, por exemplo, tem como um de seus pilares os efeitos sonoros.

“Wall-E”, de 2008, é o melhor exemplo. O filme não tem diálogos, e os personagens se comunicam por meio de chiados e outros sons exóticos. O engenheiro de som do filme, Ben Burtt – considerado o pai do design sonoro moderno e que criou os efeitos sonoros da trilogia clássica de “Star Wars”, – fala sobre isso no vídeo abaixo. E se refere à sua maior inspiração, o mago Jimmy Macdonalds.

Ele mostra como a sonoplastia era criada nos antigos desenhos da Disney, e como a genialidade e o improviso ajudaram a criar a magia desses desenhos, magia que ele continua a buscar nos dias de hoje.

 

 

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Einstein previu que o mundo teria uma geração de idiotas?

Será verdade que Albert Einstein disse que, quando a tecnologia ultrapassar a interatividade humana, o mundo terá uma geração de idiotas?

frase – atribuída ao físico alemão Albert Einstein – circula pela web. Sempre acompanhada de fotos de jovens olhando fixamente para seus smartphones, alheios ao mundo à sua volta. Isso tenta nos fazer acreditar que os jovens de hoje seriam a geração de idiotas que Einstein havia previsto, pois não largam dos aparelhos de celular em nenhum momento!

Mas será que Albert Einstein fez mesmo essa previsão?

Verdadeiro ou falso?

É muito fácil se atribuir uma frase a qualquer pessoa famosa e com bastante relevância na história da humanidade, como foi o físico alemão Albert Einstein. Basta inventar uma frase qualquer, juntar com a foto de alguém e pronto! É só espalhar pela rede.

Como exemplo, já mostramos a verdade sobre uma frase atribuída ao médico Dráuzio Varela, em 2012. Na ocasião, tivemos a oportunidade de entrar em contato com o médico para que ele mesmo nos confirmasse ou desmentisse a sua frase sobre o fato de estarem investindo mais dinheiro em pesquisas de silicone e remédios para virilidade do que para a cura do Alzheimer!

O boato fica ainda mais difícil de ser verificado se o “autor” da frase já tiver morrido… 

No caso da frase atribuída a Einstein sobre a “geração de idiotas”, não há nenhuma prova de que ele tenha dito isso, de fato! Não há nenhum outro dado na frase que nos ajude a verificar se isso saiu mesmo da boca do físico e não se sabe quando, onde ou porque Einstein teria isso…

O excelente site de língua inglesa Quote Investigator, que se especializou em pesquisar a autoria de frases célebres, afirmou que é bem provável que o alemão nunca tenha feito tais afirmações. Não há nada parecido com essa frase no livro The Ultimate Quotable Einstein, publicado em 2010 pela editora da Universidade de Princeton, que possui as 1600 frases mais famosas do físico. A compilação foi elaborada por Alice Calaprice, uma das maiores especialistas estudiosas da vida de Albert Einstein!

Os pesquisadores do Quote Investigator não descobriram a origem desse boato, mas acreditam que tudo começou em publicações em fóruns de discussão, em 2012, época em que a frase começou a se espalhar pela web.

Conclusão

Não há nenhuma prova de que Einstein tenha dito realmente essa frase! Provavelmente, alguém achou que a nova geração estava muito apegada ao mundo virtual e resolveu atribuir o nome de um homem considerado de grande inteligência a uma frase de impacto.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Gilmar Lopes, E-Farsas