Luto

Ficarei ausente por alguns dias por motivo de luto em família. Obrigado.

Anúncios

O xá da Pérsia e seu harém de 100 mulheres

Harém significa o conjunto de mulheres de um casamento poligâmico. O harém tradicionalmente ficava aos cuidados de eunucos do sexo masculino, ou seja, um homem castrado pela mulher mais velha do sultão, ou xá, justamente para não se envolver com as mulheres de seu patrão. Em contrapartida, muitos eunucos desfrutavam de fama, dinheiro e poder.

Os xás (xá pode ser traduzido como rei ou imperador) da Pérsia (hoje Irã) possuíam harém e eunucos já no século VII a.C. E a poligamia requer posses, porque o marido tem de prover às necessidades de todas as esposas, filhos e agregados, bem como manter numerosa criadagem. Então, os xás mais poderosos tinham uma enorme harém e gastavam uma bela grana para manter todas essas esposas.

O amigo Gustavo Machado me deu a dica de um desses poderosos xás, Nasser al-Din Shah, que governou o Irã de 1848 até seu assassinato, em 1896, o mais longo reinado em 3000 anos de história do país, e foi o primeiro monarca iraniano a visitar a Europa.

O xá Nasser al-Din Shah.

Ele era apaixonado por fotografia desde criança e, quando assumiu o poder, decidiu criar em seu palácio o primeiro estúdio fotográfico oficial. Entre 1870 e 1880, em Teerã, o fotógrafo russo Anton Servryugin abriu as portas de seu estúdio e acabou se transformando assim no fotógrafo real do soberano iraniano.

Al-Din Shah Qajar e o fotógrafo oficial Sevryugin.

O russo tinha permissão para clicar o próprio xá, seus parentes do sexo masculino e os servos da corte. Mas Nasser al-Din Shah guardava para si o privilégio de retratar o seu harém (que, segundo registros históricos, contava com cerca de 100 mulheres).

O corpo robusto era um critério de beleza importante naquela época.

O próprio xá revelava as fotos em seu laboratório, e depois guardava as imagens em álbuns de papel acetinado no palácio de Golestan, que hoje foi transformado em um museu.

A incomparável Anis al-Doleh – a esposa preferida do xá (à direita na foto)

O interessante nas fotos dessas mulheres é que, pelas leis xiitas, não era permitido fotografar o rosto das pessoas, sobretudo de mulheres. Só a pessoa mais poderosa do país podia dar-se a esse luxo de desobedecer à lei.

Anis-Al-Doleh, a “alma gêmea do xá”.

As fotos também mostram uma vida confortável e harmoniosa no harém. Todas vestem roupas modernas para a época e parecem seguras de si mesmas, encarando a câmera despreocupadamente, sem parecer intimidadas.

Mais uma foto da querida Anis-Al-Doleh (sentada).

Nasser al-Din Shah com algumas mulheres do seu harém. As fotos provavelmente foram tiradas pelo fotógrafo russo, obviamente com autorização do xá.

É possível supor que as mulheres do harém mantinham uma relacionamento amistoso, pelo que pode se ver nas fotos do grupo em um dia de piquenique.

 

Outra conclusão que se pode tirar das fotos é em relação às preferências do xá: nenhuma das mulheres era magra, a maioria exibia sobrancelhas grossas e buço. Fica claro que essas mulheres não passavam fome e nem deviam fazer trabalhos físicos. Pesquisadores dizem que a coleção conta até com imagens, digamos, ousadas, mas essas estão bem escondidas.

As mulheres do harém não passavam fome.

Uma das jovens concubinas.

Algumas das damas do harém usando tutus de balé.

O que é real é que muitas mulheres do harém deixavam crescer o buço, já que era esse o padrão de beleza naquela região. Elas simplesmente queriam ficar bonitas para o xá.
Sempre pensei que as mulheres de um harém eram como na ilustração abaixo…
Giulio Rosati (nasceu em Roma em 1858 – morreu em Roma em 1917), foi um pintor orientalista do final do século XIX e início do século XX, e foi um dos artistas que trouxe para o Ocidente sua visão do Oriente, e que ajudou a criar essa imagem fictícia dos usos e costumes daquele região então remota.
Muitos dos pintores orientalistas viajaram  ao Norte da África e Ásia ocidental, no intuito de retratar os povos do oriente, considerados atrasados, selvagens e à margem da civilização, por serem diferentes dos ocidentais. Os povos orientais foram descritos de acordo com a visão ocidental e poucas vezes retratados conforme a realidade em que viviam, mas representados através de um ilusionismo fictício criado na imaginação de seus autores.
O Oriente era visto como o lugar que a Europa não podia ter, em contraste com todo o materialismo da cultura ocidental, o que deu origem a um modismo e aumentou o turismo na região, vendido como o lugar onde o homem da cidade poderia experimentar tudo aquilo que estivesse fora do seu contexto, onde as mulheres eram o símbolo da fertilidade, da fartura, e da disponibilidade, vivendo num oásis exótico, perfeito para o repouso e prazer do viajante.
Abaixo, a reprodução de algumas pinturas da escola orientalista.

 

 

 

 

 

Fontes:

Wikipedia

xubux.com

gazetadebeirute.com

James Bond foi concebido em ponto estratégico de espionagem em Portugal

James Bond, o espião mais célebre da ficção, rodeado sempre de carros luxuosos, mulheres deslumbrantes e martinis, foi concebido em Portugal, onde seu criador, Ian Fleming, se inspirou nos segredos de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial.

sean-connery

Funcionário do Serviço de Inteligência Naval Britânica, o futuro autor chegou a Portugal em maio de 1941, junto com a comitiva de Sir John Godfrey. Portugal afirmava-se como país neutro, mas era urgente estreitar laços estratégicos com os Estados Unidos e os Aliados. Sob o regime de Salazar, Portugal pouco tinha a ver com a política europeia, sendo a sua vocação essencialmente ultramarina, pelo que o interesse português era o de afastar-se o mais possível desse conflito.

Salazar sempre se manifestou contra o anti-semitismo Nazi e, desde o início das perseguições aos judeus na Alemanha, sua política foi a de autorizar a sua entrada desde que pudessem deixar o país rapidamente, ou seja, uma política de trânsito para outros países, principalmente os Estados Unidos e o Brasil. Não por serem judeus, mas sim por serem potenciais motivos de tensão com a Alemanha, que Salazar temia, ou serem agitadores políticos e subversivos. O fato é que essa liberdade de trânsito trouxe refugiados de toda a Europa, e, em meio a eles, muitos agentes clandestinos.

Estoril, a 27 km de Lisboa, tornou-se um lugar estratégico das redes de espionagem dos dois lados e um ponto de referência para chegar ao continente americano. Os Aliados elegeram o Hotel Palácio como seu quartel-general, e foi ali, em suas elegantes acomodações, que o agente Ian Fleming, então com 33 anos, recebeu sua perigosa missão…

Hotel Palácio, Estoril, Portugal.

Hotel Palácio, Estoril, Portugal.

Naquele “ninho de espiões” em que o pacato balneário havia se transformado, Fleming convivia com espiões, muitas vezes nos balcões dos bares, com quem compartilhava martinis –  o drinque que se tornaria indissociável de James Bond – e conheceu o código morse usado para enviar informação confidencial.

Ian_Fleming

Ian_Fleming

A missão do agente era subornar o diplomata iugoslavo Dusko Popov, trazendo-o para o lado do MI6 (Military Intelligence, Section 6, a agência britânica de inteligência que abastece o governo britânico com informações das potências estrangeiras). Mal sabia ele que Popov trabalhava para os alemães…

Dusko Popov

Dusko Popov

A reputação de Popov, considerado “bon vivant” e “playboy”, marcou tanto Fleming que seu James Bond adotou vários traços do iugoslavo. Popov, cliente do Hotel Palácio, era muito profissional, com muito boa aparência e fazia enorme sucesso entre as mulheres. Ele chegou a ser apelidado no jargão dos serviços secretos com o código “triciclo”, porque andava muitas vezes acompanhado de três belas mulheres.

No Cassino de Estoril, o autor britânico viu Popov apostar US$ 40 mil (equivalente a quase US$ 650 mil em valores atualizados) em uma mesa de bacará, somente para despistar um inimigo. Este episódio foi utilizado como base para a primeira obra sobre James Bond, “Cassino Royale” (1953), onde o agente 007 enfrenta o vilão Le Chiffre em uma mesa de bacará.

Capa do primeiro livro de James Bond.

Capa do primeiro livro de James Bond.

Essa cena também é uma das mais tensas do primeiro episódio no cinema estrelado por Daniel Craig como James Bond, “Casino Royale”.

casino-royale

Quem diria que James Bond é português, hein?

 

 

OBS – Fleming, como espião, teve sucesso em atrair Popov para os Aliados, já que o iugoslavo tinha antipatia pelos nazistas e aceitou de bom grado ser um agente-duplo. Foi nesse mesmo 1941 que Popov obteve um relatório alemão que descrevia detalhadamente o ataque surpresa que o Japão faria contra a base naval americana de Pearl Harbor no Havaí. Ele levou um mês para finalmente conseguir uma reunião com o então diretor do FBI e do Serviço Secreto, John Edgar Hoover. Hoover, que já conhecia o estilo de vida do espião, achou que o relatório era uma farsa e descartou-o.  A reunião acabou numa discussão acalorada. Quando Dusko Popov estava voltando de uma viagem ao Brasil, no dia 7 de dezembro de 1941, o ataque japonês foi deflagrado. Essa era a data prevista no relatório…

 

 

 

 

 

Fontes:

Miguel Conceição-UOL
Mais Educativa
Wikipedia

A flatulência dos dinossauros pode ter causado o aquecimento global

A flatulência dos dinossauros herbívoros pode ter causado o aquecimento do planeta há 150 milhões de anos, segundo um estudo divulgado no Reino Unido.

A pesquisa, realizada por um grupo de cientistas de universidades britânicas e publicado na revista Current Biology, calcula que os gigantes dinossauros herbívoros (saurópodes) podiam emitir conjuntamente até 520 milhões de toneladas anuais do gás que provoca o efeito estufa!!!!

Para fazer o cálculo, os especialistas analisaram a proporção de metano emitida pelos herbívoros atuais, como vacas e outros tipos de gado, de acordo com sua biomassa. Depois, compararam essa relação com os dinossauros herbívoros do período Mesozóico, como o Brontossauro e o Diplodocus, que mediam cerca de 45 metros e pesavam mais de 45 toneladas.

Estima-se que, nessa época, a temperatura do planeta era em média 10 graus acima do que atualmente. Os autores do estudo acreditam que os dinossauros, da mesma forma que ocorre com as vacas, tinham em seus aparelhos digestivos bactérias que ajudam na fermentação das plantas e que geram gás metano.

“Um simples modelo matemático sugere que os micróbios que viviam nos dinossauros saurópodes podem ter produzido metano suficiente para causar um efeito importante no clima Mesozóico”, afirmou o coordenador do estudo, Dave Wilkinson, da universidade John Moores de Liverpool. “De fato, nossos cálculos indicam que esses dinossauros podem ter produzido mais metano do que todas as fontes de metano atuais juntas, naturais ou criadas pelo homem”, acrescentou.

Atualmente, as emissões anuais de metano chegam a 500 milhões de toneladas, contra 181 milhões da era pré-industrial.

Pum poderoso…

O que a caminhada pode fazer por você

Já dizia Hipócrates: “Andar é o melhor remédio para um homem”. Eu iria mais além, porque caminhar – aliado a um bom sono e uma dieta saudável – pode ajudar a evitar vários problemas de saúde.

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é uma atividade barata de se fazer, pode ser praticada a praticamente qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa, se a pessoa tiver uma esteira.

“Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana”, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp.

Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. Na pesquisa Life Insights: Health Report 2017, viu-se que 49,3% da população faz exercícios aeróbicos regularmente, 21,8% fazem exercícios de vez em quando e 26,8% não fazem exercícios físicos. Além disso, 59,2% dos participantes procuram andar a pé sempre que possível para ter uma vida mais saudável.

Entre as pessoas que já caminham ou fazem alguma outra atividade aeróbica, os principais motivos são: para envelhecer com mais saúde (78,2%), para se sentir mais disposto (76%) e para se manter em forma (66,5%). Nesse grupo, 53,3% se exercita sem academia e 46,7% frequenta a academia. E, claro, 9,6% dos participantes confessaram que pagam a academia, mas nunca vão. (eu nunca paguei, e nunca fui…. eh eh eh!)

Confira mais detalhes sobre os benefícios dessa atividade física:

1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque, durante a prática, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina e a oxigenação do corpo. “Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas”, explica o fisiologista Paulo Correia.

2. Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada, faz com que haja uma maior quantidade de estímulos elétricos em nossos ossos. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

“Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença”, diz o fisiologista da Unifesp.

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. “Quanto mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando”, explica Paulo Correia.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos neurais e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. “Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumentam a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros ou olfativos”, comenta Paulo Correia.

Outro estudo, feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais conhecido da caminhada. “É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas”, afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostraram que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscula

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporcionava uma redução significativa da vontade pela guloseima.

“Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compensar compulsivamente na comida”, afirma Paulo Correia.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem caminha regularmente mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. “Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam”, diz Paulo

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

bastanteinteressante.org

minhavida.com.br

Por que os personagens da Disney não têm pais?

Eu trabalhei na Editora Abril durante muitos anos, primeiro escrevendo histórias em quadrinhos com os personagens de Walt Disney, e mais tarde como diretor editorial dos gibis, além de livros e revistas de colorir – não só com os personagens Disney.

Durante todo esse tempo, as pessoas sempre me perguntavam o motivo do Huguinho, Zezinho e Luisinho não terem pais, vivendo sempre com seu tio Donald. Ou, indo mais fundo, qual seriao motivo dos personagens que aparecem nos filmes também não terem mães ou pais?

O que eu respondia segue abaixo, mas aqui de forma mais elaborada e aprofundada, porque na ocasião o tempo sempre se mostrava muito curto para que eu pudesse me alongar.

Em primeiro lugar, não foi Walt Disney quem criou esse conceito de deixar os pais ausentes em suas histórias. Esse é um recurso literário muito utilizado nas obras voltadas às crianças e jovens, e é muito evidente já nos contos dos irmãos Grimm. A ausência dos pais permite que os personagens sejam aventureiros, libertando-os do controle da mãe (ou do pai). Afinal, que pai deixaria que os filhos saíssem pelo mundo correndo riscos?

Além disso, é possível perceber que esses personagens “órfãos” amadurecem mais rapidamente, justamente por não existir uma figura de pai ou mãe que o proteja. O sucesso literário mais recente, e que confirma essa regra, é Harry Potter…

Já nos contos de Grimm os pais e as mães quase não apareciam.

Essa “ferramenta”, digamos assim, dá excelentes oportunidades de roteiros. Porque a ausência de pais não significa, necessariamente, que eles estejam mortos, mas apenas que são irrelevantes naquela história que se pretende contar – e eles podem surgir em novas histórias. Há também o contrário: é justamente a ausência de um pai que pode ser o mote da transformação e amadurecimento do personagem, que citei antes. Por exemplo, em “O Rei Leão” é a morte do pai de Simba que muda tudo, levando o vilão ao trono e obrigando o herói a enfrentar esse trauma e reivindicar sua posição.

Especificamente em Disney, há uma outra boa razão para que pais e mães não apareçam com frequência. A maior parte das animações da Disney são adaptações de histórias antigas muito conhecidas, e que já no original não traziam os pais do herói:

Há ainda casos em que um dos pais aparecia e logo morria, como no já citado “Rei Leão”, ou em “Bambi”, que perde a mãe logo no começo da história.

Já em filmes como “Alice no País das Maravilhas”, não se sabe se os pais estão vivos ou mortos e eles nem são citados em nenhum momento… E isso não faz diferença nenhuma. E um exemplo que destoa de todos os outros é “Peter Pan”, no qual a família de Wendy aparece e ainda tem um papel importante na história.

Tudo bem, eu demonstrei que Disney não tem “nada contra pais e mães”, mas sei que as pessoas querem mesmo saber sobre os sobrinhos do Donald, porque acham estranho eles passarem a vida com o tio. Bem, segundo o que apareceu numa tira de jornal há muitos anos, a irmã (ou prima, essa parte é confusa) de Donald pede que Donald fique com os meninos durante algum tempo, porque o pai deles está no hospital por causa de uma brincadeira dos monstrinhos…

Existe até uma carta dela explicando os motivos desse pedido:

Bem, a irmã do Donald, pelo jeito, resolveu deixar os meninos lá por tempo indefinido… O que deu origem a todo um universo ligado ao Donald, e daí surgiram personagens inesquecíveis: Tio Patinhas, Margarida, Gastão, Prof. Pardal, os Metralhas e etc etc etc.

Mais uma vez, a ideia de um personagem ter sobrinhos não é exclusividade Disney. O Pica-Pau tem, o Scooby-Doo, o Popeye. E o motivo é muito simples e de ordem prática. O personagem deve continuar solteiro, mas precisa de crianças para interagir e darem ideias para novos roteiros. E, se por acaso o sobrinho não agradar, é mais fácil sumir com ele do que com um filho!

Enfim, não existe nenhuma motivação satânica da Disney de querer acabar com a família, como pregam alguns sites malucos por aí. E nem existe verdade naquele mito bastante difundido de que a justificativa para a ausência de pais  – ou, mais especificamente, de mães – nas histórias envolve a própria mãe de Walt, Flora Disney.

É uma história trágica, de fato.

Elias e Flora Disney, pais de Walt

No final dos anos 1930, Walt Disney começava a percorrer seu caminho de sucesso.  Depois da grande bilheteria de “Branca de Neve”, ele e seu irmão Roy decidiram realizar o sonho de todo garoto pobre, dar uma casa aos pais, Flora e Elias.  E compraram uma bela residência perto do Estúdio Disney, em Burbank. Menos de um mês depois de se mudar, Flora queixou-se a Walt e Roy que a fornalha no porão, que aquecia a casa durante o rigoroso inverno, tinha problemas de funcionamento. Walt mandou funcionários do Estúdio para consertar, e tudo aparentemente tinha ficado bem.

Mas, infelizmente, o problema não fora devidamente corrigido. Na manhã do dia 26 de novembro de 1938, quando a governanta chegou para trabalhar, ela passou mal com o cheiro de gás na casa e abriu todas as portas e janelas. Na sequência, procurou os patrões e encontrou os pais de Walt desacordados. Elias havia encontrado a esposa no banheiro e, ao tentar carregá-la para fora, também desmaiou.

O socorro foi chamado. Elias e a governanta, chamada Alma Smith, foram internados com sinais de intoxicação, mas conseguiram sobreviver. Flora Disney, porém, já estava morta quando os paramédicos chegaram à residência.

Claro que Walt se sentiu mal por isso, embora nunca comentasse o assunto. As pessoas é que especulavam que ele se sentia culpado “por ter comprado a casa, por ter mandado seus funcionários consertar e acabaram fazendo um serviço mal feito, e que por tudo isso a ideia de ele ter contribuído para a morte da mãe o deixou com esse trauma e que é por isso que, nos filmes, ou a mãe não aparece ou morre logo no começo”.

Apesar de Walt não ter tido culpa desta inesperada tragédia, ele teria vivido assombrado pela culpa deste incidente e daí nas suas histórias haver sempre a morte do símbolo materno.

 

***************************

 

Acho essa teoria tão sem sentido (quem a difundiu se esqueceu de todos os contos de fada adaptados por Disney, como citei acima…) quanto a de que Walt  teria pedido que congelassem seu corpo para ser descongelado no futuro. Segundo a própria filha, Diane, disse: “Meu pai nunca nem ouvira falar de criogenia”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Wikipedia

megacurioso.com,br

nytimes.com

huffingtonpost.com

eonline.com

raopo.com.br

hopesandfears.com

thesun.co.uk

disneytheory.com

 

 

 

 

A origem da empresa ACME, dos desenhos do Papa Léguas

Quem nunca assistiu um desenho da série Looney Tunes não sabe o que é divertimento. O elenco se tornou famoso, sendo o grande ícone o coelho Pernalonga. Mas também estrelavam muitos episódios outros personagens populares, como Frajola, Patolino, Gaguinho e, dentre tantos astros, o Coiote e o Papa- Léguas.

E a ACME Corporation, uma espécie de nossa Tabajara, aparecia em quase todos os desenhos. Sempre tive curiosidade em saber que raios era essa empresa, e de onde surgira esse nome. Fui pesquisar, e olha só o que descobri:

A ACME Corporation fabrica de tudo, desde meras bigornas até kits para o cultivo de tornados. Como o Coiote sabe bem, os produtos da marca podem ter uma qualidade duvidosa, mas são sempre entregues com uma agilidade de invejar. O cliente tranquilamente posta sua encomenda, e espera calmamente ao lado da caixa postal, recebendo o produto em menos de três segundos, mesmo em pleno deserto.

E olha, levando em conta o número de encomendas feitas pelo Coiote, incluindo produtos defeituosos, ele deve ser o maior cliente da companhia…

O curioso é que a fictícia ACME Corporation apareceu pela primeira vez em 1923 (ACME DRUG CO) na comédia Safety Last! com Harold LLoyd, e tem sua origem no mundo real.

O nome “Acme” apareceu pela primeira vez nos EUA dos anos 1920, época em que empresas precisavam figurar nas Páginas Amarelas para serem encontradas (para quem não sabe,  Páginas Amarelas é uma lista telefônica de empresas e serviços, internacionalmente conhecida pela cor amarela do diretório comercial).

Com o intuito de aparecer logo no início da lista telefônica, que colocava tudo em ordem alfabética, empresas de todos os tipos começaram a mudar de nome para “Acme”. A palavra garantia um lugar nas primeiras páginas, e era um bom nome para qualquer ramo de atividade: ela vem do grego para “ápice” – o ponto máximo. Com tanta gente usando a mesma tática de marketing, o nome  perdeu o significado, e começou a ser associado a produtos genéricos. Havia até mesmo uma empresa de verdade chamada Acme, que fabricava bigornas.

“Se você procurasse na lista telefônica por, por exemplo, farmácias, a primeira seria a Farmácia Acme,” explicou o animador da Warner Bros. Chuck Jones, em documentário de 2009.

O grande animador Chuck Jones

A companhia ACME reapareceu num desenho animado do Hortelino Troca-Letras com um kit para aprender boxe por correspondência. Contudo, a maior parte dos produtos é vista nos desenhos animados do Papa-Léguas e Coiote, e foi nessa série que a empresa ficou famosa.

O nome irônico era perfeito para o conglomerado fictício: uma empresa que produzia de tudo – até mesmo pedregulhos desidratados, que ficam gigantescos ao entrar em contato com água -, e cujos produtos eram o oposto daquilo que se espera de algo chamado “Acme”.

Curiosamente, o nome ficou tão comum que foi utilizado até mesmo em outros desenhos da época. E Chuck Jones garante: ao contrário do que especulam, o nome não é uma sigla para A Company that Makes Everything (‘Uma Empresa que Faz Tudo”) ou para American Corporation Manufacturing Everything (Corporação Americana que Fabrica Tudo). Mas não explica o que é…

De todo modo, para encerrar, nada melhor do que vermos nossos heróis (e os produtos ACME) em ação.

 

 

 

Fonte:

Pedro Henrique Lutti Lippe, UOL