Como nasceu o boato de que Paul McCartney estaria morto

Em 1969, o DJ Russel Gibb, da rádio WKNR de Detroit, deu a chocante notícia: Paul McCartney está morto. O beatle morrera em um acidente de carro havia três anos. Parecia absurdo, mas ouvintes adicionaram detalhes. Um certo Adam LaBour chegou a descrever a morte de McCartney em artigo para o jornal da Universidade de Michigan.  O fato se espalhou tão rápido que Paul teve de se deixar fotografar pela revista Life com a família, em sua fazenda.

De fato, Paul sofreu um acidente de moto perto de Liverpool, ficando com uma cicatriz no lábio e um dente quebrado. Isto pode ser observado nos vídeos de “Paperback Writer” e “Rain”, onde Paul aparece com um implante dentário e com os lábios inchados. Mas tudo começou, na verdade, bem antes.

Em 1966, logo após o lançamento do álbum Revolver, os Beatles pararam de excursionar em virtude da dificuldade de tocar ao vivo os arranjos cada vez mais complexos e inusitados de suas músicas. Esse “sumiço” dos Beatles dos palcos alimentou a boataria. Paul teria morrido no acidente, mas tudo foi “abafado” e por isso eles não faziam mais apresentações ao vivo.  Paul tinha um sósia quase-perfeito, que inclusive teria sido seu dublê durante as filmagens de “A Hard Day’s Night” (1964) e “Help!” (1965). Logo, o tal sósia foi convocado – seu nome seria William Campbell (outras fontes citam que o nome do sósia seria Billy Shears, personagem que seria “apresentado” ao mundo, de forma velada, em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band), já que os Beatles tinham contrato milionário com a Capitol Records e tinham que cumpri-lo.

Centenas de matérias em jornais, especulações de fãs e mesmo livros foram surgindo sustentando a versão da morte de Paul. As pessoas que acreditavam nisso se basearam em centenas de pistas que supostamente haviam sido deixadas de propósito pelos outros Beatles nas letras das músicas, nas capas dos discos e nos filmes posteriores da banda.

Vou listar algumas dessas pistas, espalhadas em capas de discos e letras de músicas:

Rubber Soul (final de 1965)

John, na foto da capa, olha para baixo como se observasse uma sepultura. A sepultura de Paul…A fotografia da capa foi distorcida para que não se notasse que Paul havia sido substituído…

A letra de “Girl” diz “that a man must break his back to earn his day of leisure will she still believe it when he’s dead?”, (“um homem tem que trabalhar duro para ter seu dia de lazer, ela ainda acreditará nisso quando ele estiver morto?) uma citação à morte, o que se tornaria comum a partir daqui.

Tem mais… A letra de “I’m Looking through You” diz: “You don’t look different but you have changed, I’m looking through you, you’re not the same… you don’t sound different… you were above me but not today, the only difference is you’re down there…” (Você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo” se refere obviamente a Paul ter sido substituído por um sósia e não ser mais a mesma pessoa. “A única diferença é você estar embaixo” se refere ao fato de o verdadeiro Paul estar em uma sepultura).

A letra de “In My Life” diz: “some are dead and some are living” (Alguns estão mortos e alguns estão vivos, uma referência aos Beatles não estarem mais juntos).

Revolver (1966)

Ao invés de uma foto dos Beatles, pela primeira vez foi feito um desenho, para evitar que o sósia fosse desmascarado pela foto.

A música “Taxman” seria, na realidade, sobre um Taxidermista, pessoa responsável por empalhar animais mortos e fazer parecer que eles ainda estão vivos. Na letra há referências ao acidente de Paul (“if you drive a car”se você dirige um carro) e ao fato de Paul estar morto (“if you get too cold”se você ficar frio). A melhor pista é “my advice to those who die taxman..”, ou seja meu conselho para aqueles que morrem, um taxidermista (para que o morto continue parecendo vivo).

Dr. Robert teria sido o médico responsável por tentar salvar Paul. Na letra consta: “you’re a new and better man” ou você é um homem novo e melhor” se referindo ao novo Paul. “He does everything he can, Dr. Robert” ou Dr Robert faz tudo o que pode” se refere ao fato de Dr. Robert ter feito todo o possível para tentar salvar Paul.

(A canção contém várias referências às drogas, incluindo o fato de que traficantes de drogas às vezes eram chamados de ‘doctors’ (doutores) na gíria inglesa. Os Beatles eram frequentemente acusados de usarem referências às drogas em suas músicas, apesar de eles negarem fazê-lo intencionalmente; ironicamente, as referências nessa música são muito pouco percebidas. John disse que o ‘Doutor Robert’ na verdade era ele mesmo: “Eu era o único que carregava todas as pílulas nas excursões… nos primeiros dias”. No entanto, foi especulado que o Doutor Robert na vida real era o Doutor Robert Freymann, que supria “grande quantidade de anfetamina para o pessoal”).

Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967)

Na capa do disco, há um arranjo floral funerário que lembra seu baixo Hofner, assim como um “P”, de Paul.

Segundo alguns, o sósia de Paul seria Billy Shears, que aparece na capa. Outra referência é o verso: “He he blew his mind out in a car… he didn’t notice that the lights had changed” (“Ele arrebentou a cabeça num carro… não percebeu que o sinal havia mudado”) na música “A Day in the Life”.

(Quanto à letra de “A Day In The Life”, Lennon compôs a música após ler a notícia da morte do jovem socialite Tara Browne, herdeiro da cervejaria Guinness, de 21 anos, morto em 18 de dezembro de 1966. John estava tocando piano em sua casa quando leu a notícia da morte de Browne no jornal Daily Mail. Tara Browne estava dirigindo com sua namorada, a modelo Suki Potier, no seu Lotus Elan através da South Kensington em alta velocidade, coisa de 170km/h. Ele não conseguiu ver a luz do sinal de trânsito e prosseguiu através da esquina da Redcliffe Square com a Redcliffe Gardens, colidindo com um caminhão estacionado, e morreu no dia seguinte).

Na capa do disco, pode-se ser BE AT LESO, “fique em Leso”, o local do sepultamento de Paul, na ilha de Leso… E tem a mão espalmada acima da cabeça do Paul (ou do sósia!)… Nos sulcos finais da última faixa do LP,  e girando ao contrário, ouvia-se claramente a frase: ” Paul McCartney is dead to” (Paul McCartney está morto sim).

Na foto da bateria, se você colocar um espelho horizontalmente cortando a frase “Lonely Hearts” e olhar a combinação da parte de cima das letras com o reflexo surge a frase “one he die”, referindo-se à morte de um dos Beatles.

Calma, ainda tem mais! Os fãs eram criativos!

Magical Mystery Tour (1967)

Paul está vestido de leão marinho, um símbolo da morte em algumas culturas (er… será?) . No livro que vinha junto com o disco, em sua versão original, havia uma foto dos Beatles, cada um com uma rosa na lapela. Todos tinham rosas vermelhas, a não ser Paul, que usava um cravo preto ( isso aparece no vídeo de “Your Mother Should Know”, também).

Ao final de All You Need Is Love”, você pode ouvir John dizendo algo semelhante a “yes! he is dead!” O que Lennon realmente fala é “Yesterday”, referindo-se à tradicional canção da primeira fase dos Fab Four.

“Magical Mystery Tour” seria a jornada que todos os fãs de Paul iriam percorrer para decifrar o enigma de sua morte.

Abbey Road (1969)

Na capa, John, de branco, seria o padre. Ringo, o agente funerário (de preto), e George, o coveiro (de calças jeans surradas). Na sessão de fotos, fazia tanto calor que Paul resolveu tirar os tênis ou sapatos, não sei o que ele usava… Como na Inglaterra seria costume enterrar os mortos descalços, isso contribuiu para a boataria.

A placa do fusca branco estacionado na rua é “LMW” referindo se as iniciais de “Linda McCartney Widow” ou “Linda McCartney Viúva” e abaixo o “281F”, supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo.

Na letra de Come Together“one and one and one is three” ou um mais um mais um são três, referência aos três Beatles restantes, ou seja só o John, George e Ringo.

Na contracapa, ao lado direito da palavra Beatles, uma imagem feita de luzes e sombras aparece. Trata-se de uma caveira, claramente, com dois olhos e boca e do lado esquerdo há 8 pontos formando o número 3 (sendo então “3 Beatles”)…

É mole? Os Beatles sempre negaram qualquer envolvimento ou colaboração com os boatos.

Eu era moleque, na época, e embarquei nessa genial estratégia de marketing, comprando todos os discos e revistas e jornais que podia, para acompanhar as notícias e as novas pistas, que surgiam a toda hora.

Acho que a pista mais famosa talvez tenha sido em “Strawberry Fields Forever”, onde Lennon, ao final, diz “I Buried Paul” (Eu enterrei Paul). Anos mais tarde, Lennon revelou que na realidade a frase era “Cranberry Sauce”, o nome de um molho usado para temperar aves, como o peru…

https://vimeo.com/243433938

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Wikipedia

guiadoscuriosos.uol.com.br

Fotos interessantes… e suas histórias

Cada foto tem uma história. Curiosa, trágica, emocionante, muitas vezes inacreditável… Aqui estão algumas fotos que se tornaram memoráveis ao registrar momentos únicos.

Um soldado da Alemanha Oriental ignora ordens de não deixar ninguém passar e ajuda um menino que se encontrava no lado oposto, atravessando-o para se encontrar com a família. Em 1961.

Político filipino tira uma foto da família e captura, por acaso, a imagem do seu assassino. O homem foi preso depois. Em 1971.

918 pessoas pessoas cometeram suicídio por influência de Jim Jones, líder religioso nos Estados Unidos. Em 2001.

Garrincha cercado por 8 jogadores da defesa do México na Copa de 1962. Foi o jogo de estreia da seleção, que venceu o adversário por 2 X 0, gols de Pelé e Zagalo.

Arranhões na câmara de gás de Auschwitz.

A denúncia de que alguns parlamentares votavam por companheiros ausentes no Plenário foi constatada no momento que um deputado apertava, simultaneamente, dois botões do placar eletrônico. Em 1985.

O monge budista Thích Quảng Ðức, em 1963, ateou fogo em si mesmo como forma de protesto contra o governo católico de Ngo Dinh Diem no Vietnã do Sul, por perseguição religiosa.

Os homens de Lampião e sua companheira, Maria Bonita, mortos e decapitados pelo Exército em 1938. Suas cabeças foram expostas nas escadas que levavam até a entrada de uma igreja, no estado de Alagoas. Nessa foto cruel e histórica, a cabeça de Lampião é a última de baixo, e a de Maria Bonita está logo acima. No canto esquerdo superior, uma placa lista os nomes e indica a data em que eles foram mortos (Foto: Reprodução de ‘Ciclo do Cangaço: Memórias da Bahia’, de José Castro/Wikipedia)

Dois amigos de infância se encontram inesperadamente em lados opostos em uma manifestação, em 1972, na França. O da esquerda era um manifestante que reconheceu o amigo no policial que o confrontou. O fotógrafo estava cobrindo a situação com vários outros quando notou o que ocorria e bateu a foto por puro instinto.

Nagasaki, 20 minutos após o bombardeio atômico de 1945.

Fuzileiro no Vietnã corre com duas crianças para colocá-las a salvo no campo de batalha. Provavelmente tirada em 1968.

Um jovem Saddam Hussein brincando de apontar uma arma para sua esposa, que fofo… Não se sabe a data da foto.

ENIAC – Um dos primeiros computadores da história, em 1946.

Soldados britânicos parcialmente cegos aguardando atendimento médico após serem atingidos por gás alemão, na Primeira Guerra.

Este é o outro lado da foto icônica de Marilyn Monroe. Em 1954.

Sílvio Santos em seu programa dominical na TV Paulista (atual Rede Globo), fazendo a entrega de um Gordini zero quilômetro, sorteado pela Cestas de Natal Amaral na década de 60. Silvio era contratado para fazer entrega dos prêmios das Cestas, no caso deste Gordini foi para o senhor Mario Sposito, foto de arquivo de Rui Amaral Jr., e que foi divulgada também no site em homenagem aos 80 anos do Silvio.

George Bush é interrompido durante visita a escola para ser comunicado sobre os ataques em 11 de setembro de 2001.

Jovem negro sofrendo assédio moral, Estados Unidos, na década de 1960.

A jovem, glamourosa e vaidosa Claudia Ochoa Felix, de 27 anos, é considerada uma das mulheres mais perigosas do mundo. Comparada com a estrela americana Kim Kardashian, por causa das curvas, Claudia é apontada como sendo líder do ‘esquadrão da morte’ mais cruel do planeta, chamado Lox Ántrax. O grupo é responsável por centenas de assassinatos; eles são contratados pelo mortal cartel de drogas de Sinaloa, México.

 

 

 

 

O crédito desse material incrível é do blog O Buteco da Net (obutecodanet.ig.com.br).

 

As pistoleiras do Velho Oeste

Na segunda temporada da série da HBO “Westworld”, a personagem Dolores (foto acima, interpretada por Evan Rachel Wood) lidera uma revolta de androides, agindo como uma pistoleira sanguinária do Velho Oeste.

O interessante é que, embora não fosse muito comum, existiram de fato ferozes pistoleiras naquele tempo.

O mito do cowboy, perpetuado pelo cinema e pela literatura, promove a ideia de um homem durão, estoico e calejado, enfrentando sozinho as intempéries e a selvageria de terras recém-colonizadas. Mas a fronteira não atraía apenas figuras como Butch Cassidy e Sundance Kid, que conhecemos no cinema numa versão romantizada.

Cowboys de verdade, em foto tirada por volta de 1890.

Havia também mulheres que fugiam aos padrões esperados. Moças de casca grossa, seja por desejo ou necessidade, elas também pegaram em armas para se virar naquela terra de ninguém.

Algumas dessas histórias entraram para o folclore – Calamity Jane e Annie Oakley, por exemplo –, mas havia muitas outras.

“Não foram só meia dúzia. As mulheres sempre lutaram”, afirma Carla Cristina Garcia, cientista social da PUC-SP. “No Velho Oeste, os homens eram vaqueiros ou iam para o garimpo; muitas mulheres ficaram sozinhas e cabia a elas defenderem a si próprias.” Além disso, muitas mulheres que iam para o Oeste queriam escapar de seu passado, outras fugiam das restrições da sociedade do Leste.

A Corrida do Ouro

Até meados do século 19, apenas um quarto do atual território dos Estados Unidos, na Costa Leste, havia sido ocupado. Em 1840, a teoria de que os norte-americanos tinham o direito divino de colonizar novas terras tornou-se um mote expansionista. A descoberta de ouro em Sutter’s Mill, no território de Serra Nevada, na Califórnia, deu um novo impulso ao avanço para o Oeste. Em três anos, mais de 200 mil pessoas migraram para lá, buscando riquezas.

O Velho Oeste não era tão violento quanto se imagina. Os cowboys eram mais peões do que pistoleiros e passavam longas semanas longe de casa. Os rebanhos eram enormes e a terra árida tornava necessário percorrer grandes distâncias em busca de pasto e água. De dia na sela, à noite dormindo sob as estrelas.

Se a vida no Oeste não tinha tanto glamour, para Martha “Calamity Jane” (Jane Calamidade) Cannary a dureza era um preço pequeno a se pagar pela liberdade.

Calamity Jane em seu show

Martha viajou para o Oeste com 13 anos, acompanhada dos pais. Gostava da companhia de cowboys e caçadores. Perambulou pelo país e imortalizou suas aventuras em uma autobiografia, A Vida e Aventuras de Calamity Jane. Sua história foi narrada, já que nunca aprendeu a ler e escrever. Falava de aventuras, emboscadas, tiros, lutas contra os índios. Sua lista de ocupações menos emocionantes incluía os ofícios de cozinheira e lavadeira. Conta-se que foi esposa do famoso Wild Bill Hickok, e trabalhou como batedora.

E foi como batedora que ela serviu na campanha do General Custer em 1872. Nessa época é que ela passou a se autodenominar Calamity Jane. Depois, trabalhou um tempo como prostituta e assim conheceu Wild Bill Hickok, com quem teria se casado e, segundo ela, era o pai de sua filha Jane, que teria nascido em 1873.  A criança depois foi adotada. Em 1941 foi encontrado um registro do casamento de 25 de setembro de 1873, em Benson’s Landing, Montana, que aparentemente confirma a história.

O show de Buffalo Bill

Calamity Jane se mudou para El Paso, Texas, em 1884, onde se casou com Clinton Burke em 1885. Se separaram em 1895. Em 1896 ela começou a viajar com o show de Buffalo Bill (Buffalo Bill’s Wild West show), onde continuou até o fim da sua vida. Sua reputação era a de uma bêbada arruaceira que entrava e saía da cadeia com frequência. Ela morreu de complicações de uma pneumonia em 1903.

Com a fama, merecida ou não, de Calamity Jane se espalhando, outra atividade se tornou popular: os shows do Velho Oeste. Eram espetáculos itinerantes com demonstrações de proeza no tiro, cavalgadas e laço. Faziam também propaganda pelo extermínio dos nativos e do expansionismo. Foi William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill, que se tornou dono do show mais conhecido do país.

Ele e seus concorrentes valorizavam os talentos femininos. O espetáculo dos irmãos Miller, por exemplo, empregava 50 mulheres. Ases da sela, May Lillie e Lucille Mulhall se tornaram cowgirls famosas. Mulhall, que se uniu ao show de Bill em 1909, laçava oito cavalos a galope com uma mesma volta de corda.

Lucille Mulhall

Foi em 1885, três anos após dar início ao seu show, que Bill conheceu sua maior estrela: uma jovem atiradora chamada Annie Oakley.

Annie Oakley, a maior atiradora do Oeste

Phoebe Ann Oakley Moses nasceu em Ohio em 1860. Atirava desde os 12 anos. Fez tanto sucesso que, quando a trupe esteve em turnê pela Europa, a rainha Vitória, da Grã-Bretanha, assistiu três vezes ao show. Outro membro da realeza, o kaiser Wilhelm II, da Alemanha, confiou tanto em sua perícia com a arma que deixou que ela a demonstrasse atirando nas cinzas de seu cigarro – enquanto fumava…

Annie Oakley

Conhecida como Little Miss Sure Shot, ou “Senhorita Tiro Certeiro”, Ann levava uma vida pacata fora da arena. Casada, era religiosa e considerava mandar bala uma maneira de mulheres aprenderem a se proteger. Estima-se que tenha ensinado 15 mil mulheres a atirar. Quando morreu, em 1926, deixou muito de seu dinheiro para a caridade, incluindo instituições pelos direitos da mulheres.

Annie Oakley nunca usou as armas como ameaça, diferentemente de foras da lei como Belle Starr.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos, no Arkansas em 1886.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos

“Entre os notórios bandidos que roubaram, enganaram e assassinaram moradores do centro-oeste entre 1864 e 1886, havia várias bandidas que eram tão desonestas e violentas quanto eles”, afirma Chris Enss no livro Bad Girls: Outlaw Women of the Midwest.

Famosa fora da lei, a “Rainha dos Bandidos” Belle Starr era conhecida pela associação com Jesse James e protagonista de uma extensa lista de atividades ilegais. Belle combinava os vestidos vitorianos com um enorme coldre e um chapéu Stetson masculino, adornado com plumas. Quando seu marido foi preso por roubo, Belle deixou os filhos com parentes e passou a assaltar por conta própria.

Era procurada por roubar cavalos e gado – crime sério no Velho Oeste. Belle foi julgada e passou nove meses presa. Logo retomaria as atividades criminosas. Aos 40 anos sofreu uma emboscada. Tentou fugir a cavalo, mas um tiro nas costas a derrubou.

O Wild Bunch

Houve outra bandidona quase tão famosa quanto Belle Starr: a “Rosa do Bando Selvagem”, Laura Bullion, que cresceu no Texas e aprendeu o ofício da bandidagem com o pai, ladrão de bancos. Tornou-se prostituta na adolescência, conheceu a gangue dos foras da lei Butch Cassidy e Sundance Kid e se juntou ao grupo. Foi nesse bando que ela conheceu seu grande amor, o também ladrão de bancos Ben Kilpatrick.

O “Bando Selvagem”, ou “Wild Bunch”, que era o bando de Butch Cassidy e Sundance Kid. Na primeira fileira, da esquerda para a direita: Sundance Kid, Ben Kilpatrick e Butch Cassidy. De pé vemos Will Carver e Harvey Logan,. A foto foi tirada em 1900 em Fort Worth, Texas. Cassidy se gabava de nunca ter matado um único homem ou mulher em toda a sua carreira. As alegações sobre a gangue eram falsas, no entanto. Will Carver e outros membros da gangue mataram várias pessoas durante o período em que foram perseguidos pelos homens da agência de detetives Pinkerton, contratados para prendê-los depois de vários assaltos bem-sucedidos.

Em 1901, Laura foi presa por assaltar um trem. Após três anos na prisão, abandonou a vida de crimes e morreu muitos anos depois como uma respeitável costureira.

Foto da prisão de Laura Bullion

Após a Guerra Civil americana, uma nova emenda foi anexada à Constituição, ratificando o direito ao voto dos homens negros. As mulheres, brancas ou negras, foram, no entanto, deixadas de fora. Mas o sufrágio feminino se beneficiaria desses exemplos de mulheres que defenderam sua independência, mesmo à base de tiros, como Pearl Hart.

Pearl Hart, a polêmica feminista

Pearl nasceu no Canadá por volta de 1870 e foi para os Estados Unidos em busca de riqueza. Foi presa por um assalto a diligência. Ao ser julgada, criou polêmica. “Não consentirei em ser julgada sob uma lei para cuja criação meu sexo não teve voz”, disse.

A declaração não a livrou de três anos na cadeia. A novidade de uma mulher assaltante de diligência rapidamente gerou uma frenesi da mídia e repórteres de grandes jornais logo se juntaram à imprensa local, clamando por uma entrevista e fotografia de Hart.

Um artigo na Cosmopolitan afirmava que Hart era “exatamente o oposto do que seria esperado de uma assaltante mulher “, embora, “quando está com raiva ou determinada, linhas duras apareciam sobre seus olhos e boca.”Os moradores também estavam fascinados com ela, tendo ela ganhado diversos presentes de admiradores.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

As ruínas mais fantásticas do mundo

As civilizações que um dia povoaram nosso planeta deixaram muitos legados. E um dos mais notáveis foram as esculturas, templos e construções que elas ergueram e que sobreviveram à passagem do tempo. Veja algumas dessas ruínas impressionantes que contam um pouco da história da humanidade.

Ayutthaya – Tailândia: Fundada em 1350 pelo rei U Thong, se tornou capital do reino de Ayutthaya, um dos mais poderosos do sudeste asiático na época. Foi destruída em 1767 pelo exército Birmanês, junto com seu povo.

As ruínas, que incluem belos templos budistas como o Wat Chaiwatthanaram, são consideradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Atenas – Grécia: Considerada o berço da civilização ocidental, Atenas teve seu auge entre os anos 500 a.C. a 300 a.C., época de intenso desenvolvimento cultural, filosófico e arquitetônico.

Parte de seu legado ainda está presente no centro urbano da cidade, como a Acrópole, antigo centro sagrado, ou o Partenon, templo dedicado à deusa que dá nome à cidade.

Roma – Itália: Fundada em 753 a.C., a cidade chegou a ter 45 mil apartamentos e uma população de 1,6 milhão de habitantes durante o auge do império romano, no século 2.

Invasões bárbaras causaram o colapso do império, no século 5, mas restaram ruínas, como o Fórum Romano e o Coliseu.

Palenque – México: É um dos principais exemplos da arquitetura e escultura do povo maia, com 36 edifícios ocupando cerca de 2,5 km². Esses números, porém, representam somente o que é possível observar. Estima-se que 500 edifícios estejam enterrados em uma área de 15 km².

As construções datam dos anos 500 d.C. a 700 d.C., sendo que a maioria foi construída graças a Pacal, governante da época.

Hampi – Índia: Hoje cercada pela cidade de Hampi, na Índia, Vijayajagara foi a capital do império que dá nome à cidade, abrigando 500 mil pessoas por volta do ano 1500.

Sucessivas guerras com reinos muçulmanos causaram a derrocada do império, mas até hoje exemplos da rica arquitetura e arte estão presentes em templos. O principal, dedicado a Virupakashan, continua a ser utilizado.

Copán – Honduras: Importante cidade da região sul do território maia entre os séculos 4 e 9, quase na fronteira com a Guatemala, é famosa por ter parte de sua história contada em 38 estelas, que são esculturas cavadas em um único bloco de pedra.

Séculos de esquecimento, terremotos e o rio Copán destruíram parte da cidade, mas o que sobrou ainda serve como bom exemplo do que a arte maia tem de melhor.

Palmyra – Síria: Com registros de sua existência remetendo a 2 mil anos antes de Cristo, está localizada em um oásis em meio ao deserto da Síria e durante anos serviu como ponto de parada de caravanas de comerciantes.

Banteay Chhmar – Camboja: Comuna com 14 vilas construída entre os séculos 12 e 13 no reinado do imperador khmer Jayavarman 7º, tem como sua principal marca as esculturas em relevo nas paredes de seu templo mais importante.

Localizada próxima da fronteira com a Tailândia, sofreu com conflitos ao longo do tempo no local: relíquias foram roubadas e destruíram parte de um dos mais importantes e menos compreendidos complexos arqueológicos do Camboja.

Tikal – Guatemala: Uma das maiores cidades da civilização maia, Tikal chegou a abrigar de 100 a 200 mil habitantes no seu auge.

Hoje, Tikal é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com apenas parte das centenas de construções escavadas. Seis grandes pirâmides apoiam os templos. Todos datam do período entre os anos 200 d.C. e 850 d.C.

Machu Picchu – Peru: Não dá para fazer uma lista de ruínas antigas e deixar uma das mais famosas de fora. A cidade perdida dos incas, localizada no topo de uma montanha no vale do Rio Urubamba, foi construída no século 15, sob ordens de Pachacuti, para ser utilizada em estudos de astrologia e religião.

Pirâmides egípcias – Outras ruínas muito famosas, são estruturas antigas de alvenaria construídas pela civilização do Egito Antigo. Até novembro de 2008, existiam fontes citando entre 118 e 138 pirâmides identificadas.

Mas o “problema” com as ruínas do Egito é que são tantas, e tão fabulosas, que merecem um capítulo inteiro… Karnak, a tumba da rainha Nefertari, Abu Simbel… o Vale dos Reis (foto abaixo)… Acho que vou dedicar um post só a elas, mais tarde…

Petra – Jordânia: Local habitado desde 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, possivelmente foi fundada somente no ano 312 a.C., pelos Nabateus. Não se sabe ao certo quando suas principais construções foram feitas, mas segue como um dos principais pontos turísticos do mundo.

É também considerada Patrimônio da Humanidade e uma das maravilhas do mundo. Sua mais famosa construção, Al Khazneh (tradução árabe para “O Tesouro”), foi cenário do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”.

 

 

 

Homens X Mulheres

As diferenças entre homens e mulheres são tão antigas quanto Adão e Eva… Mesmo nas coisas mais simples, essas criaturas conseguem se diferenciar. Duvida? Sei que estou mexendo em vespeiro, mas… Vamos lá:

Nos apelidos, por exemplo. Se Adriana, Silvana e Luciana vão almoçar juntas, chamarão umas às outras de Dri, Sil e Lu. Mas se o Leandro, o Roberto e o Carlos saem juntos, vão se referir uns aos outros como Gordo, Cabeção e Rato…

Aí, vão comer fora… Quando a conta  chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco – logo, o troco será convertido em saideiras. Mas quando as garotas recebem sua conta, acionam a calculadora do celular e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.

Tem a hora também em que eles vão ao cinema… A ideia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarzinho, de preferência por amor. Já um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou vaporizados por uma nave alienígena tripulada por seres canibais.

A gente percebe as diferenças também no banheiro. Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel. A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue identificar a maioria deles.

Mas se existe uma coisa que as mulheres apreciam num homem é a sinceridade...

Nas discussões, a coisa é um pouco mais simples.  A mulher tem a última palavra em qualquer discussão. Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra discussão…

As diferenças se repetem também nas coisas mais banais do cotidiano. No quarto, no escritório, na hora de ir trabalhar e até no computador. Veja:

Mas essa é a vida, repleta de mudanças… Por falar nisso, a mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda. Já ele casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.

O mais engraçado de tudo é que a mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com uma amiga que lhe dê atenção. Mas o homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando questionado por um advogado arquimanhoso, sob juramento, e mesmo assim, apenas quando isso puder diminuir a sua pena…

Apesar de tudo isso, o homem e a mulher não conseguem viver um sem o outro. Mas pode acontecer uma separação e, mais uma vez, a reação a isso será bem diferente…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

minilua.com

incrívelclub.com

LA MUY NOBLE CIUDAD DE TRUJILLO en la pluma de Max R. Díaz Gálvez.

Por Clene Salles

 

 

Hola amig@s
Con mucho gusto vengo compartir con ustedes más un trabajo realizado. En cierto, me da mucha alegría, satisfacción y orgullo. Se trata de un libro donde yo fue una de las editoras.
Título
LA MUY NOBLE CIUDAD DE TRUJILLO en la pluma de Max R. Díaz Gálvez.
Autor: Max Ricardo Díaz Gálvez 
Apoyo Certicom, Gerens (Escuela de Posgrado), Museo Max Diaz
Comité editorial: Clene Salles, Rodrigo Priale, Carlos Oviedo, Flora Miagi, Franjo Tommy Kurtovići, Júlio De Andrade Filho
Corrección estilo: Jasna Lancho
Diseño: Elvis Baca

Sinopsis:
Aquí tendrán el placer y la preciosa información de cómo ha sido Trujillo en tiempos más antiguos tanto en pluma como en acuarela por el artista Max Ricardo Díaz Gálvez. Un contenido importante no solamente para trujillanos como para los extranjeros que aquí nos visitan. Imperdible!!!!
Muchas y muchas gracias por tener el honor de participar como editora en tan relevante y distinguida obra literaria.
Tommy Kurtović muchas gracias por la oportunidad!
Regulo Franco Jordán. muchas y muchas gracias por tu amable, paciente y generoso apoyo por llevarme tantas e tantas veces para Moche para coordinar con el autor. Gracias por tu ayuda incondicional!
Julio de Andrade Filho, muchas gracias por tus tan valiosas, esclarecedoras y oportunas opiniones, apuntes, comentarios y apoyo. Gracias!

 

 

10 traduções fabulosas de itens de cardápios

Uma coisa interessante de se ver é o cardápio de restaurantes em cidades turísticas, geralmente traduzido do português pelos tradutores automáticos da internet. Na maioria das vezes, encontramos iguarias exóticas, como insetos ao molho de laranja…

Duvida?

A coxinha virou coxinh (essa não entendi…), folhado é turned pages (literalmente, páginas viradas) e pastel, que maravilhoso, virou crayon — sabe, aquele giz pastel?

Aqui, é melhor ter cuidado… tem cerveja que late…

O quiosque não deve gostar de filé…

Cupim, o inseto, é termite em inglês. Mas como não é um restaurante na China ou na Tailândia, tenho certeza de que não estava servindo insetos ao molho de laranja.

A diferença que um acento não faz…

E se o contra-filé é à campanha, é só mandar um campaign que fica tudo certo!

Esse é mais sofisticado e Against the brazilian beef, ou contra o filé brasileiro, serve de tradução para o contra-filé.

Aqui você pode aprender inglês. Basta pedir uma porção de The American language.

O verbo matar, em inglês, se traduz como kill. Já o chá mate, bem… se você der um Google, vai descobrir que é Yerba mate tea. Estranhei o “yerba” em espanhol, já que “erva” em inglês é “herb”. Mas acredito que seja mais utilizado “yerba mate” mesmo, uma vez que a origem do mate é sul-americana. Mais alguém pode opinar?

Gostei das opções, mas prefiro a agulhinha frita, ou FRIEND NEEDLE — agulha amiga.

 

 

 

 

Fonte:

buzzfeed.com