O dia em que Frank Sinatra quase foi “Dirty Harry”

Imaginem se Frank Sinatra fosse Harry, o Sujo.

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Frank Sinatra

Harry “Dirty” Callahan ou “Dirty Harry” (traduzido no Brasil para Harry, O Sujo) se tornou um dos personagens mais famosos de Clint Eastwood, a ponto de se confundir, durante algum tempo, a personalidade fictícia com a persona real do ator.

Harry não tem fama de durão à toa: tem como companheira a sua arma, uma Magnum 44, pois diz que ela é boa para atravessar com balas os vidros de carros em fuga.

Também é muito citada a sua frase “Go ahead, make my day” que ele disse em Impacto Fulminante, outra das sequências do primeiro filme, quando se dirigia a um bandido. Em tradução livre, seria: “Vá em frente, me faça ganhar o dia!”, o que significa dizer algo como:”Reaja e deixe-me feliz por dar-me um motivo para crivá-lo de balas”.

A imagem acima poderia ser totalmente diferente se Frank Sinatra tivesse conseguido o papel. O estúdio já havia escolhido o cantor/ator para interpretar o policial de San Francisco, e os produtores estavam tão confiantes que tudo iria dar certo que publicaram um anúncio em jornais e revistas anunciando o futuro lançamento.

Eles só não contavam que Frank sofresse um acidente durante as filmagens de outra produção e quebrasse o pulso. Clint Eastwood tinha visto antes o primeiro roteiro, mas como não era ainda tão famoso, eles preferiram consultar outros superstars para o papel.

  

John Wayne ficou p* da vida e recusou o papel, porque não gostou que lhe oferecessem “algo que Sinatra não quis”. Robert Mitchum também recusou, porque disse que “aquele roteiro não era nada mais do que monte de lixo”. E Burt Lancaster desistiu, dizendo que não concordava com a violência do filme.

Aí, os produtores foram conversar de novo com Clint Eastwood, perguntando se ele ainda estava interessado. O resto é história…

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O voo da águia

O homem sempre quis voar como os pássaros.

Tentou vários aparelhos que o fizessem percorrer os céus, e as máquinas voadoras estão aí, cruzando os continentes e subindo até as estrelas. Mas voar sem o auxílio de ferramentas ainda não foi possível. Ícaro bem que tentou (sim, aquele da música do Biafra… “Voar, voar, subir, subir…”), filho de Dédalo, o construtor do labirinto em que o rei Minos aprisionava o Minotauro.

A lenda grega conta que Dédalo ensinou a Teseu, que seria devorado pelo monstro, como sair do labirinto. O rei Minos ficou furioso e prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalo decidiu que podiam fugir voando, e construiu asas com penas dos pássaros, colando-as com cera. Antes de levantar voo, o pai recomendou a Ícaro que quando ambos estivessem voando não deveriam subir nem muito alto (perto do Sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas). Entretanto, a sensação de voar foi tão incrível para Ícaro que ele se esqueceu da recomendação e seguiu voando, cada vez mais alto…  A cera derreteu e Ícaro perdeu as asas, precipitando-se no mar e morrendo afogado.

Sabemos que é impossível voar com asas como imaginou Dédalo. Na realidade, o fato de Ícaro ter voado mais alto não derreteria a cera das asas, mas ocorreriam outros problemas. As aves que voam em grande altitude não sofrem com o calor, mas sim com o frio, ar rarefeito e falta de oxigênio.

Mas a BBC quase concretizou o nosso sonho de voar como os pássaros. Quer dizer, ela pelo menos dos deixou ver o que os pássaros enxergam quando estão voando. Os produtores do programa “Animal Camera” da rede inglesa instalaram uma pequena câmera de televisão, de menos de 30 gramas de peso, numa águia.

Com isso, os especialistas puderam entender melhor como as aves podem ser tão flexíveis em seu voo… E uma das razões é exatamente essa: a flexibilidade. As asas podem ser movimentadas para várias posições, ao contrário das asas rígidas dos aviões. A asa do avião usa aqueles flaps – abas de metal – para mover grosseiramente o ar para cima ou para baixo, enquanto que a asa do pássaro se flexiona constantemente e se retorce para dar um controle muito mais sutil. Com asas infinitamente ajustáveis, uma águia pode ficar voando por horas a fio. A cauda também está sempre se contraindo, trabalhando em conjunto com as asas para proporcionar um voo mais equilibrado. Isso tudo lhe dá uma base super estável para seus olhos. Por isso a águia é capaz de enxergar uma lebre a quatro quilômetros de distância com sua visão telescópica.Então, divirta-se a seguir com as imagens captadas pela câmera acoplada à águia, e perceba que sensação incrível seria poder voar como os pássaros.