Excesso de flatulência faz passageiro mandar bilhete “desesperado” em voo

Um assunto polêmico diz respeito à flatulência a bordo dos aviões. Esse é um tema tão importante que já foi objeto de estudos, como relato aqui.

Pois veja que o que aconteceu há poucas semanas.

Após sentir os efeitos dos gases tóxicos liberados por um dos passageiros, um infeliz vizinho de assento decidiu pedir ajuda para a comissária de bordo de um jeito “diferente”. Ele escreveu um bilhete implorando para que ela recomendasse que o responsável pelas emissões procurasse por um médico.

Escrito em um guardanapo, o “pedido de socorro” foi compartilhado mais tarde no Reddit pelo usuário Garwee20: “Minha mãe é aeromoça e recebeu isso de um passageiro chateado.”

Nele, a pessoa escreveu: “Não sei se você pode fazer um anúncio. Mas, se puder, diga para quem está peidando na área das filas 10 a 12 que essa pessoa deve definitivamente ver um médico porque deve estar com câncer no rabo.”

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Obviamente, a comissária optou por não atender a solicitação, mas o bilhete se tornou um viral e foi visto mais de dois milhões de vezes.

A culpa é da pressão

Especialistas em saúde explicaram que os viajantes realmente sofrem mais de problemas relacionados a flatulências durante um voo. Isso acontece porque os gases se expandem no aparelho digestivo por causa da pressão da cabine em altitudes elevadas.

No entanto, esta não é a primeira vez que este tipo de problema causa confusão nos ares. No ano passado, um voo da Singapore Cargo precisou realizar um pouso de emergência após o alarme de incêndio da aeronave disparar.

Sensores instalados no compartimento de cargas detectaram excesso de gás metano, altamente inflamável. Ao pesquisarem o motivo, os funcionários descobriram que a perigosa situação foi provocada pela presença de 2.186 ovelhas a bordo, que estavam há 45 minutos confinadas dentro do compartimento de carga do avião.

 

Quantas vezes você pode usar a mesma roupa de cama?

Não faz muito tempo, falei sobre um tema que sempre me deixou curioso, quantas vezes a gente pode usar a mesma toalha de banho. Foi aqui.

Bem, continuando a série “tudo aquilo que você sempre quis perguntar, mas nunca teve a quem fazer isso”, hoje vou falar sobre as roupas de cama.

Sabe a cobra, que troca de pele? Pois bem, a gente também faz isso. O tempo todo. As células mortas ficam na roupa de cama. E isso é um banquete para micro-organismos, e também para aqueles seres bem conhecidos do povo que sofre de alergia, os ácaros.

(pensei em colocar aqui uma imagem desses ácaros, mas achei melhor não… Parecem monstros de filme japonês…)

Esses micro-aracnídeos se escondem justamente nos colchões e travesseiros. “O que mais vamos encontrar em nossas roupas de cama são os ácaros”, explica Ralcyon Teixeira, infectologista do Hospital Emílio Ribas. “Eles vão se acumulando dentro do colchão e do travesseiro, que são feitos de fibras naturais ou semi-sintéticas.”

Troca semanal

Os especialistas concordam que não há um tempo máximo ou mínimo ideal para se trocar a roupa de cama, o que vale é o bom senso. “Pensando nos ácaros, o ideal é trocar semanalmente. Quanto menos ácaros, menores serão os problemas com rinite alérgica, asma e alergias de pele”, diz Teixeira. “Um ambiente sempre arejado também é recomendado.”

No caso dos cobertores e edredons, basta lavar no início e ao final da estação de uso, explica a microbiologista Maria Teresa Destro. “Durante o uso, eles devem ser colocados para tomar ar pelo menos uma vez por semana.”

Para limpar os lençóis e fronhas de pessoas saudáveis, basta lavá-los com sabão em pó e secar preferencialmente ao sol, cujos raios ultravioleta matam os ácaros.

Para as crianças pequenas, com até três anos de idade, e que são mais sensíveis por ainda estarem formando os anticorpos naturais, além de lavar e secar ao sol, é recomendável passar a roupa de cama a ferro. E, uma vez por semana, ou a cada quinze dias, passar um aspirador de pó no colchão e no travesseiro dela.

Limpeza mais intensa no calor

Gustavo Johanson, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), lembra que o clima influencia muito. “Vai do bom senso da pessoa e, se o clima está muito quente, suamos mais e o ideal é trocar a cada dois ou três dias. Em clima mais seco e frio, troca-se com menos frequência. O calor, o suor e a pele morta são ambientes ideais para a proliferação de microrganismos”, explica. Dentre eles, podem aparecer os fungos, que às vezes causam doenças.

E há dois insetos que podem habitar as roupas de cama de pessoas saudáveis: as pulgas e os percevejos. “Os percevejos são mais comuns no hemisfério Norte e chegam até a ser encontrados em camas de hotéis de quatro, cinco estrelas. A única forma de eliminá-los é se desfazer do colchão. Já a pulga pode ser eliminada com limpeza do colchão e da roupa de cama”.

Em caso de doença

A coisa muda de figura se uma pessoa tiver doenças como sarna, escabiose (piolho), chato (piolho pubiano), micoses, machucados e escaras (feridas que se formam quando a pessoa fica muito tempo na cama). Nesses casos, os especialistas recomendam lavar a roupa de cama todos os dias, evitar chacoalhar o lençol ao retirá-lo e lavar com água quente acima de 60° C, secar na secadora ou passar a ferro na mesma temperatura.

A microbiologista Maria Teresa também recomenda o uso de um protetor entre a cama e o lençol para crianças e idosos que possam ter problemas para conter a urina à noite.

“O colchão é feito de espuma e absorve a umidade, por isso é preciso limpar com água e deixar secar completamente. Secar é a melhor coisa, pois sem umidade não cresce bactéria”, diz.

Finalmente, para manchas de menstruação, ela recomenda a higienização com água oxigenada volume 10, que quebra as moléculas de sangue. E, para as famílias que têm condições de contratar uma limpeza com vaporização de colchão, ela sugere que seja feita a cada seis meses.

 

 

 

 

Fonte:
Paula Moura, UOL