Veja 10 exemplos de corrupção no cotidiano do brasileiro

Muito se fala atualmente sobre a corrupção no Brasil. Que nunca teve tanta corrupção, que nunca antes na história deste país se indiciou tantos corruptos e por aí afora. Que a corrupção é um problema crônico e que já nasceu na época da colonização portuguesa, e isso parece ser verdade. Os colonizadores vieram ao Brasil para explorar as riquezas naturais, sem se preocuparem com os índios, os habitantes originais destas terras.

Aliás, é provado que os primeiros a serem corrompidos neste país foram exatamente os indígenas, pois os portugueses os subornavam para conseguir tesouros, os escravizavam e os roubavam. Ou seja, historicamente, é um fato – embora não exclusivo daqui, uma vez que todos os conquistadores sempre fizeram isso com os povos subjugados…

Mas dois pontos são importantes a considerar nessa discussão: o primeiro é que o Brasil não é o país mais corrupto do mundo.

Veja no quadro abaixo, preparado pela Transparência Internacional (TI), uma organização não-governamental que tem como principal objetivo a luta contra a corrupção. Foi fundada em março de 1993 e encontra-se sediada em Berlim. Essa organização é conhecida pela produção anual de um relatório no qual se analisam os índices de percepção de corrupção dos países do mundo, e o quadro abaixo é do relatório mais recente. Nele, 100 é o menos corrupto e 0 é o mais corrupto. (se quiser enxergar melhor, clique em cima da imagem e ela vai se abrir em tamanho maior).

Transparency_international_2014Como se vê, nosso país está na média, e isso é um sinal positivo. De que temos um caminho a percorrer para diminuir a corrupção no Brasil, porque se estivéssemos no “vermelhão”, o melhor seria jogar a toalha, mesmo…

O segundo ponto tem a ver com o óbvio: no esquema, sempre existe o corrupto e o corruptor, e todos saem favorecidos nesse tipo de crime. Todos, menos a população honesta, que trabalha para garantir o sustento.

Eu sei que o Brasil é um Estado cheio de burocracia e falhas de gestão, onde se criam dificuldades para se vender facilidades. Sei também que a corrupção é marcada pelo clientelismo, o nepotismo e o oligarquismo. Tudo passa a ser um jogo político.

Mas, ainda acho que podemos começar a mudar esse jogo começando pelo nosso microcosmo: vamos nos lembrar de que nós também estamos cometendo deslizes éticos e morais.

Minha proposta é: vamos identificar esses péssimos hábitos em nosso cotidiano, e procurar corrigi-los. 

Se nossos valores forem diferentes dos valores dos candidatos aos cargos eletivos, não iremos elegê-los mais, e teremos mais força para cobrar daqueles que forem eleitos.

Veja só se você não cometeu um desses deslizes. Se sim, comece a corrigi-los:

1. Sonegação de imposto
A Sonegação de Imposto de Renda causa bilhões em prejuízo ao governo anualmente. Na hora de declarar aquela despesa, muitos brasileiros costumam utilizar notas fiscais que não se enquadram ou tentam arranjar dependentes para que a mordida do leão seja mais leve. O dinheiro sonegado poderia contribuir para a construção de estradas, hospitais e melhorar a infraestrutura do Brasil.

2. Carteirinha falsa

Se você não tem, deve conhecer alguém que possui uma carteirinha de estudante falsificada. “O ingresso é muito caro”, dirão alguns, tentando justificar seu ato de corrupção. O fato é que a carteirinha falsa já se espalhou de tal maneira que produtores de espetáculos praticamente dobraram o valor das entradas para poder compensar o dinheiro perdido com as falsificações. Sendo assim, quem é honesto e não cria um documento falso acaba pagando valores absurdos por causa da indústria das carteirinhas.

3. Compra de CNH

Eis uma das máfias mais conhecidas do brasileiro: a da compra de carteira de habilitação. Várias operações policiais já desmantelaram diversas quadrilhas especializadas em vender a carteira de motoristas. Os crimes vão desde a compra do documento até o pagamento do famoso “quebra” na hora da prova prática de direção.

4. Fazer hora no trabalho

Essa pode passar despercebida, mas é capaz de movimentar milhões em hora extra e gastos desnecessários nas empresas. Não existe uma pesquisa medindo quanto se é gasto por hora não trabalhada dos funcionários, mas é fácil encontrar aquele colega que fica enrolando no café…

5. Pirataria

Sabe aquela barraquinha de produtos piratas que existe em qualquer canto? Ela é um exemplo clássico de crime incorporado na sociedade brasileira. As vendas são feitas à luz do dia e sem o menor constrangimento, tanto para o vendedor quanto para o comprador. Isso serve também para os brinquedos ilegais, celulares roubados, cópia ilegal de livros, filmes ou músicas…

6 . Desrespeitar os outros

Aquela vaga de deficiente não é sua, a não ser que você tenha alguma deficiência, óbvio. É uma regra simples, mas facilmente ignorada. Do mesmo modo que não é difícil encontrar idosos em pé no ônibus ou metrô enquanto jovens ocupam os lugares reservados para tirar aquele cochilo.

7. Ganhando no troco

O rapaz do caixa dá um valor a mais em troco e você finge que está tudo certo e comemora a “sorte do dia”. A malandragem pode fazer com que a “lei do mais esperto” transforme tudo em uma bola de neve.

8. Pagando um “cafezinho”

Tem muita “autoridade” que adora um cafezinho, e vai lhe pedir a ajudinha se você cometer uma infração. Claro que o café vai ficar mais barato do que pagar pelo que você fez de errado. De novo, a lei do mais esperto entra em ação e muita gente se deixa corromper.

9. Contrabando Gourmet

Quem nunca viu aquele amigo indo para o exterior lotado de pedidos de quem ficou? “Me compra um Iphone e finge que ele é seu, tira da caixa”. É um contrabando “gourmet”, um pouco mais sofisticado daquele que já existe há décadas na velha fronteira com o Paraguai. Ou quem não conhece aquelas senhoras que vão pra Dubai e voltam com as malas cheias de artigos pra vender aqui, as “sacoleiras gourmet”? Esse pessoal que passa a perna na Receita Federal é tratado como herói, quando na verdade são corruptos, tanto quanto os políticos que desviam dinheiro.

10. Gatonet

Muita gente já ouviu falar naquele aparelhinho mágico que “abre todos os canais da sua TV a cabo”. Basta pagar uma vez e pronto, você tem todos os canais livres para consumo. Se não rolar dessa maneira, tem o primo do amigo do irmão que trabalha na operadora de TV a cabo e consegue liberar tudo por uma quantia bem camarada. Mais uma vez, a corrupção entrando na casa de cada um.

E ainda temos o “gato” da energia elétrica, do telefone, da água…

Cara, sabe que eu cansei dessa corrupção toda?

 

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A história da Chapeuzinho Vermelho na mídia

Você já imaginou como seria?

Jornal Nacional

(William Bonner): “Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…”

(Renata Vasconcelos): “mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.”

Brasil Urgente

(Datena): “onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Cadê as ibagens? E foi devorada viva um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!”

Globo Repórter

(Sérgio Chapelim): “Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.”

Discovery Channel

Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

Revista Veja

Lula sabia das intenções do Lobo.

Revista Cláudia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

Revista Isto É

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

Revista Caras

(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: “Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.”

Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?

Folha de São Paulo
Legenda da foto: “Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador”. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.

O Globo
Petrobras apoia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.

Jornal Extra
Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual à da Chapeuzinho!

Jornal Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!

Lanche ‘esquecido’ por seis anos continua novo

Certa vez, comentei sobre um hambúrguer do McDonald’s que ficou esquecido durante 14 anos e, quando foi encontrado, mantinha a aparência de novo. (aqui)

Depois, me deparei com outra notícia bizarra, sobre um pedaço de pão de um século, e falei sobre isso neste link.

Pois bem, desta vez, o esquecimento de um lanche (do McDonald’s outra vez!) foi proposital. A norte-americana Jennifer Lovdahl, moradora de Anchorage, no Alasca, revelou o resultado de um experimento incomum: ela “esqueceu” por seis anos um lanche do Mc Donald’s em sua clínica de fisioterapia quiroprática.

A foto que Jennifer tirou mostrou que as batatas fritas e os nuggets de frango pareciam estar novos, quase que como se tivessem acabado de serem servidos. “O lanche estava em nosso escritório por todos esses anos e não apodreceu ou se decompôs. Tem cheiro de papelão”, escreveu Jennifer em seu relato no Facebook.

“Fizemos isso para mostrar aos nossos pacientes como esses ‘alimentos’ não são saudáveis. Especialmente para as crianças. Há tantos produtos químicos nesses alimentos!”, finalizou.

A grande pergunta que fica é: por que os lanches do McDonald’s não se decompõem?

 

 

Abaixo, o post original que acompanhava as fotos acima:

Jennifer Lovdahl adicionou 2 novas fotos.

It’s been 6 years since I bought this “Happy Meal” at McDonald’s. It’s been sitting at our office this whole time and has not rotted, molded, or decomposed at all!!! It smells only of cardboard. We did this experiment to show our patients how unhealthy this “food” is. Especially for our growing children!! There are so many chemicals in this food! Choose real food! Apples, bananas, carrots, celery….those are real fast food.

A história por trás da capa de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Talvez seja o disco mais lendário da história da música pop.

Teve sua capa copiada centenas de vezes; é frequentemente citado como o melhor e mais influente álbum da história do rock e da música. Lançado em 1º de junho de 1967 na Inglaterra, o álbum foi gravado em pouco mais de 4 meses, que são considerados os mais criativos da história da banda. Inovador desde sua técnica de gravação até a elaboração da capa, o álbum se tornou um clássico.

Mesmo sem tocar nas rádios e sem um forte apelo comercial, o álbum teve 11 milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos. Em 2003, a revista Rolling Stone colocou “Sgt. Pepper’s” no topo de uma lista dos 200 álbuns definitivos.

Gravado às véspera do “verão do amor”, no início da era hippie, “Sgt. Pepper’s” rompeu os limites da música pop e fez com que um disco deixasse de ser uma simples reunião de canções para se transformar em uma obra de arte com identidade própria.

Sem o compromisso com viagens e turnês, a banda pôde concentrar-se e se dedicar totalmente à produção do disco. Com a liberdade criativa entregue a George Martin, a inovação rondava os estúdios de Abbey Road.

“Sgt. Pepper’s” demorou mais de 700 horas para ser gravado e custou cerca de US$ 75 mil, números absurdos naquela época. Para se ter uma ideia, apenas quatro anos antes os mesmos Beatles haviam gravado seu primeiro álbum, “Please Please Me”, em um único dia.

A concepção desse disco surgiu de Paul McCartney, que propôs a seus companheiros que se “transformassem em outro grupo” e sugeriu o nome de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta), inspirado nas bandas com nomes criativos que surgiam nos Estados Unidos naquela época, como “Quicksilver Messenger Service” ou “Big Brother and the Holding Company”.

Paul também foi o idealizador da capa. Paul desenhou em um pedaço de papel uma multidão em uma praça para assistirem Sgt. Pepper e sua banda receberem do prefeito um troféu. Ele contou sua ideia para Robert Frazer que o levou para conhecer Peter Blake, um dos artistas fundadores do Movimento Pop Art. Peter então fez o seu desenho, mudando ligeiramente o conceito inicial, que iria mudar mais até se tornar a capa como nós a conhecemos.

Nessa primeira reunião entre Blake, Frazer e McCartney, nasceu a ideia da banda escolher a galeria de pessoas a serem representadas na capa. Paul então levanta a proposta com os demais Beatles, sugerindo que todos relacionassem nomes de pessoas que admiram e que gostariam de ver na capa.

Abaixo, o rascunho de Blake para o conceito de Paul.

“Sgt. Pepper’s” não se destacou somente por sua música, mas também pela bela arte da capa e pelos encartes. A foto da capa, com os quatro Beatles uniformizados e de bigode, chamou a atenção especialmente pela sua colagem. Nela se pode ver o rosto de várias celebridades, como Marilyn Monroe, Marlon Brando, Bob Dylan, o então chamado Cassius Clay (depois, Muhammad Ali), D.H. Lawrence, Aleister Crowley e até Shirley Temple. Também apareceriam Karl Marx, Gandhi, Hitler e Jesus Cristo, mas foram deixados de fora.

Jesus Cristo não foi incluído por causa da declaração de um ano antes de John, dizendo que os Beatles eram mais populares que ele – isso poderia gerar mais protestos. Hitler, que iria aparecer por insistência de John, foi eliminado por motivos óbvios.

Detalhe de um layout inicial da capa, onde aparecia o rosto de Gandhi.

O rosto do ator mexicano Germán Valdés “Tin Tan”(irmão do também consagrado ator Ramón Valdés, o Seu Madruga do seriado Chaves) aparecia na capa, mas ele não autorizou sua exibição na última hora, enviando em seu lugar uma árvore da vida de Metepec (planta tradicional mexicana) que aparece em um canto.

Veja a seguir quem é quem.

1. Sri Yukteswar
2. Aleister Crowley
3. Mae West
4. Lenny Bruce
5. Stockhausen
6. W.C. Fields
7. Carl Jung
8. Edgar Allen Poe
9. Fred Astaire
10. Merkin
11. The Vargas girl
12. Huntz Hall
13. Simon Rodia
14. Bob Dylan
15. Aubrey Beardsly
16. Sir Robert Peel
17. Aldous Huxley
18. Dylan Thomas
19. Terry Southern
20. Dion
21. Tony Curtis
22. Wallace Berman
23. Tommy Handley
24. Marilyn Monroe
25. William Buroughs
26. Mahavatar Babaji
27. Stan Laurel
28. Richard Lindner
29. Oliver Hardy
30. Karl Marx
31. H.G. Wells
32. Paramhansa Yogananda
33. Stuart Sutcliff
35. Max Muller
37. Marlon Brando
38. Tom Mix
39. Oscar Wilde
40. Tyrone Power
41. Larry Bell
42. Dr. Livingstone
43. Johnny Weissmuller
44. Stephen Crane
45. Issy Bonn
46. George Bernard Shaw
47. Albert Stubbins
49. Lahiri Mahasaya
50. Lewis Carol
51. Sonny Liston
52 – 55. The Beatles
57. Marlene Dietrich
58. Diana Dors
59. Shirley Temple
60. Bobby Breen
61. T.E. Lawrence

Corrida pelo direito de imagem dos artistas:

Na época em que o álbum estava sendo gravado, Brian Epstein, empresário dos Beatles, começou a ter maiores problemas com drogas, tendo ficado internado em um centro de reabilitação de Londres chamado Priory. Wendy Hanson, secretária da Nems (loja de Epstein), havia pedido demissão devido aos abusos de Brian, mas teve de ser recontratada como freelancer para que pudesse ir atrás dos direitos de imagem de todos aqueles que participariam da capa, já que ela era a única que saberia fazer isso.

Sir Joe Lockwood, presidente da EMI à época, chegou a visitar Paul McCartney pessoalmente para falar que eles não usariam a imagem de Gandhi, pois poderiam ser processados. McCartney, então, o rebateu: “Todas aquelas pessoas vão estar satisfeitas por estarem na capa. O que vocês devem fazer é ligar para todas e pedir. Já fizeram isso?”. Ao receber a resposta negativa, ele continuou: “Bom, então telefonem para Marlon Brando ou o agente dele e digam que os Beatles adorariam tê-lo nessa pequena montagem, nas filas da frente. Não se trata de nada que possa prejudicá-lo ou coisa parecida. É uma homenagem que os Beatles estão prestando. Expliquem isso. Acho que as pessoas ficariam satisfeitas em aparecer na capa. Não é pouca coisa estar numa capa dos Beatles”.

Nem todos os artistas da capa foram, de fato, contatados para a obtenção do direito de imagem. Porém, a banda nunca sofreu qualquer tipo de ameaça de processo pelo uso “indevido”.

O ator americano Leo Gorcey foi o único retirado da arte por ter cobrado um valor de US$ 400 por sua imagem. E Gandhi ficou de fora porque a gravadora ficou com medo de os seguidores dele ficarem ofendidos.

Quem escolheu as figuras?

John Lennon: algumas das escolhas de John foram apenas para provocar, mesmo. Entre elas, podemos citar Adolf Hitler e o Marquês de Sade, os dois últimos jamais chegando à arte final. Brigitte Bardot, Lord Buckley, James Joyce e Friedrich Nietzsche também acabariam de fora. Os homenageados presentes são Lenny Bruce, Aleister Crowley, Dylan Thomas, Oscar Wilde, Edgar Allan Poe e Lewis Carroll.

George Harrison: a sua lista só incluiu gurus indianos. São eles: Sri Mahavatara Babaji, Sri Yukteswar Giri, Sri Lahiri Mahasaya e Paramahansa Yogananda.

Ringo Starr: Ringo não se interessou em escolher ninguém para o mural, porém apoiou as escolhas feitas pelos demais.

Paul McCartney: embora nem todos de sua lista de homenageados acabassem na arte final, Paul relacionou suas opções como sendo William Burroughs, Robert Pell, Karlheinz Stockhausen, Aldous Hexley, H.G. Wells, Albert Einstein, Carl Jung, Aubrey Beardsley, Alfred Jarry, Tom Mix, Johnny Weissmuller, Rene Magritte, Tyrone Power, Karl Marx, Richmal Crompton, Dick Barton, Tommy Handley, Albert Stubbins e Fred Astaire.

Peter Blake e Jane Haworth: o casal de artistas contribuiu com a presença de W.C. Fields, Tony Curtis, Dion DiMucci, Bobby Breen, Shirley Temple, Sonny Liston, Johnny Weissmuller e H.C. Westerman.

Robert Frazer: Entre os homenageados, estão lá por sua escolha: Terry Southern, Wally Berman e Richard Lindner.

Curiosidades

  • Muitos acreditam que a capa contenha uma mensagem oculta sobre a suposta morte de Paul McCartney, já que na parte inferior parece haver uma tumba adornada com flores e um contrabaixo também feito de flores com apenas três cordas, o que significaria a falta de um Beatle. Se for verdade mesmo, o “outro” Paul é tão bom ou melhor que o original…

  • Paul McCartney tinha como ideia original a banda vestida em uniformes lembrando o Exercito da Salvação. Os outro três não gostaram e partiram para confeccionar um uniforme próprio. Eles foram feitos na Burman’s, do alfaiate Maurice Burman, que normalmente fazia material militar para filmes épicos. O uniforme da banda de Sgt. Pepper é um somatório de vários estilos de uniformes ingleses em períodos diferentes da história. Cada Beatle escolheu uma cor, optando sempre por cores fortes. A intenção era confrontar o raciocínio tradicional de que uma tropa tem que ser vestida igual, de uma só forma. Literalmente, uniforme…

  • Rara foto, onde se vê o processo de produção:

  • Abaixo, uma das primeiras alternativas para a capa. Nela, pode-se notar além do posicionamento diferente dos quatro Beatles, o bumbo que foi substituído pelo definitivo no decorrer da sessão.

  • O encarte foi também uma sacada inovadora. Além de imprimir as letras das músicas (o primeiro álbum a trazer isso), outra ideia foi incluir um envelope com diversos decalques auto-colantes e tatuagens que colassem na pele com uma lambida. Elementos que remeteriam à infância, quando essas coisas eram dadas na compra de um chiclete ou revista em quadrinhos. Mas a gravadora EMI reclamou muito da despesa extra e da impraticabilidade de toda a ideia. Assim, o meio termo se tornou o encarte. Em um fundo verde de papelão, você teria a opção de recortar, se quisesse, uma medalhinha, um bigode do Sgt. Pepper e o colorido bumbo da banda. O painel também incluía um desenho do Sargento, baseando-se no rosto de um busto que existia no jardim de John e que foi usado na foto da capa (claro que recortei tudo quando comprei minha cópia…)

  • Mas o disco sofreu censura em vários países. Na versão lançada no Sudeste Asiático, Malásia e Hong-Kong, a gravadora retirou as canções interpretadas como relacionadas às drogas e as substituíram por outras, do “Magical Mystery Tour”.

As canções que saíram foram With A Little Help From My Friends, Lucy In The Sky With Diamonds e A Day In The Life. E as substitutas foram:  The Fool On The Hill, Baby You’re A Rich Man e I’m The Walrus (sic).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:
somvinil.com.br
independent. co.uk
whiplash.net
crestivegames.org.uk

Ferro de passar, colher e pó de arroz eram truques de beleza!

Ficar bonita nem sempre foi fácil como nos dias de hoje, com todas as opções de produtos e de aparelhos disponíveis. Antigamente, nos tempos de minha avó, quem queria se produzir precisava recorrer a métodos pouco ortodoxos, como alisar o cabelo usando ferro de passar ou curvar os cílios com a ajuda de uma colher.

Não é mentira, não! Veja só como as coisas eram mais difíceis:

Ferro de passar roupa x Chapinha

Antigamente, a preparação para balada incluía uns bons minutos com a cabeça deitada em cima da tábua de passar, momento em que, em vez da atual chapinha, o ferro de passar era a ferramenta para alisar as madeixas. O método, no entanto, não era lá muito saudável para o cabelo. “Podia gerar um dano físico, com a perda da estrutura do fio”, explica o dermatologista Geraldo Magela. A chapinha, por sua vez, é feita de um material menos agressivo e sua temperatura não é tão quente, o que afeta menos as madeixas.

Azeite de oliva x Demaquilante

Demaquilante era artigo de luxo, antigamente (e não existia até meados dos anos 1970 – até então, eram usados os leites de limpeza facial, caríssimos!). O jeito, então, era apelar para o azeite de oliva. De acordo com a dermatologista Monica Aribi, o que fazia o produto ser eficaz para retirar a maquiagem é o fato de ele ser um óleo. “Mas é contra indicado porque o índice de acido graxo é muito alto para a pele, isso pode resultar em acne”, alerta a dermatologista.

Pasta de dentes x Secativos para espinhas

Antigamente, quando aparecia uma espinha no seu rosto bem no dia em que você tinha um encontro, era de conhecimento geral o melhor produto para acabar logo com ela: pasta de dente. “A pasta tem componentes secativos, mas não é o ideal porque essas substâncias não vão só secar a espinha, mas também queimar a pele em volta”, explica a dermatologista.

Colher x Curvex

Antes da popularização do curvex, a colher era a melhor amiga da mulher que queria cílios de boneca. A técnica era simples: encaixar os fios no lado côncavo e pressioná-los com cuidado. Ela é usada até hoje por ninguém menos do que Gisele Bündchen. Segundo o maquiador Porfírio Passos, do Studio W Higienópolis, em São Paulo (SP), o método não faz mal se feito corretamente. “O efeito não é tão eficaz, mas ainda pode ser usado em uma emergência”, opina o profissional.

Permanente x Babyliss

Enquanto hoje as pessoas correm para o salão para alisar o cabelo com processos químicos, nos anos 1980 as mulheres faziam o contrário: cacheavam o cabelo com a permanente. O procedimento danificava e modificava a estrutura dos cabelos. A nossa sorte foi a invenção do babyliss, o que diminuiu a procura do processo nos salões. “Essa evolução permitiu ter cabelos cacheados em minutos, trazendo mais praticidade”, indica o cabeleireiro Fernando de Jesus do Werner Coiffeur, no Rio de Janeiro (RJ).

Pó de arroz x Pó translúcido

Entrar em um quarto em que uma mulher havia acabado de passar pó de arroz era garantia de uma crise de tosse. O cosmético, uma mistura de talco inodoro e pigmentos suaves, era usado para deixar a pele com um aspecto mais bonito e uniforme. “Mas, geralmente, deixava a pele com tom bem mais claro”, explica o maquiador Porfírio Passos. Com o passar dos anos, a pele com aspecto cada vez mais natural ganhou força e o pó translúcido, cuja textura é leve e ajuda a tirar o brilho da tez, se tornou o queridinho.

 

 

 

 

Carolina Maggi, UOL

A verdade por trás do piso de caquinhos

Quem se lembra desse piso?

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A casa de meus pais tinha o piso do quintal todo feito desses caquinhos de cerâmica. Assim como tantas outras casas de São Paulo, um mosaico vermelho e com algumas manchinhas de cacos pretos e amarelos que cobria a extensão na qual meus irmãos e eu, crianças pequenas, jogávamos bola. Certo dia de calor, resolvemos “nadar” naquele mar vermelho… Misturamos sabão em pó num balde, atiramos essa água ensaboada por cima do piso de caquinhos e fomos fazer “esquibunda”. Como estávamos de shorts, não escorregávamos e alguém teve a brilhante ideia de esquiar sem os shorts!

Como o piso era irregular, com alguns caquinhos salientes… Não é difícil imaginar o motivo pelo qual nenhum de nós sentou-se pra jantar naquela noite.

Anos depois, meu pai trocou aquele piso por outro, com lajotas mais bonitas e de melhor acabamento. Mas sempre fiquei me perguntando o porquê de meu pai usar cacos de cerâmica em vez das lajotas inteiras.

Recebi a indicação de um texto que responde a essa pergunta e conta como surgiu essa tendência, que era meio que uma moda nas casas nas décadas de 1940/ 1950. É um fato muito interessante e que dá margem a muitas reflexões.

O autor é o Engenheiro Civil Manoel Henrique Campos Botelho.

“Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio. 

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
— A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira…”

Manoel Botelho é Engenheiro Civil e autor da coleção CONCRETO ARMADO EU TE AMO

manoelbotelho@terra.com.br

A destruição de Pompeia

O estúdio Zero One, de Melbourne, Austrália, apresentou uma impressionante animação exibida em 3D e que recria o dia em que a cidade de Pompeia foi destruída durante a erupção do vulcão Vesúvio. Os sete minutos desse filme mostram o drama e o terror que os habitantes da cidade viveram há muito tempo, quando uma série de erupções varreu a cidade do mapa.

A 24 de agosto de 79 d.C., o monte Vesúvio entra em erupção, submergindo as cidades de Pompeia e Herculano. Segundo um estudo recentemente divulgado pela publicação científica PLoS One, realizado por pesquisadores do Observatório Vesuviano, ligado ao Instituto de Geofísica e Vulcanologia de Nápoles, muitos dos seus habitantes teriam morrido por calor e não pela inalação de gases tóxicos.

Especialistas em vulcanologia e biologia examinaram estratos de cinzas no solo de Pompeia, moldes feitos com os restos dos corpos das vítimas guardados no museu da cidade e fragmentos de ossos. “Os ossos apresentam microfraturas, mudança de cor e processo de cristalização, efeitos característicos de altas temperaturas”, disse à BBC Brasil Giuseppe Mastrolorenzo, coordenador da pesquisa.

Segundo o vulcanologista, na primeira fase da erupção houve uma chuva intensa de pedras e cinzas que formou um estrato de três metros de altura. “Muitos moradores da cidade morreram soterrados, e os que sobreviveram morreram na segunda fase, devido a uma onda de calor de 600ºC, parecida com uma explosão atômica”, disse. “Todas as evidências indicam que as mortes foram causadas por exposição a altas temperaturas.”

Um arqueólogo italiano chamado Giuseppe Fiorrelli, ao encontrar buracos nas cinzas das ruínas de Pompeia, sugeriu preenchê-los com gesso, resultando em moldes que retrataram os últimos momentos de vida dos habitantes.

O Vesúvio é um vulcão localizado no golfo de Nápoles, na Itália,  a curta distância do litoral. É o único vulcão na Europa a ter entrado em erupção nos últimos cem anos, embora atualmente esteja inativo.

Nem Pompeia e nem Herculano voltaram a ser reconstruídas, apesar dos habitantes sobreviventes e dos saqueadores ocasionais terem conseguido retirar diversos despojos nos escombros. A localização das cidades acabou por ser esquecida, até serem acidentalmente redescobertas no final do século XVIII.

As ruínas de Pompeia.

As ruínas de Pompeia.