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Espionagem? Ou apenas escândalo sexual?

No mesmo momento em que o penúltimo filme de James Bond, Skyfall, se mostrou um enorme sucesso nas bilheterias, um escândalo envolvendo um espião, no caso, o espião-chefe da CIA, abalou os Estados Unidos.

O general da reserva David Petraeus, diretor da CIA, caiu alguns dias depois da reeleição de Obama, demitido por causa de uma relação extraconjugal.

A carreira de David Petraeus, 60 anos, parece ser a própria imagem da disciplina e do rigor

Herói da Guerra do Vietnã e responsável por estabilizar o Iraque depois da invasão americana ordenada por George Bush, reduzindo drasticamente a violência – sem o que a retirada militar de 2011 não teria sido possível – o general já estava vivendo  em meio às investigações sobre o trabalho da CIA após o ataque ao consulado americano em Benghazi (leste da Líbia), que matou o embaixador e três funcionários americanos.

Paula Broadwell, na foto abaixo com o general no Afeganistão, casada com um radiologista e mãe de dois filhos, ex-major do Exército dos Estados Unidos, graduada em Harvard e na Academia Militar de West Point, se tornou especialista em combate ao terrorismo. Foi ao escrever a biografia do chefe da CIA, um dos generais mais prestigiados da história recente americana, que ela iniciou com ele uma relação que acabou com a sua carreira e manchou a reputação de Petraeus.

(2011) Petraeus e Paula posam no Afeganistão

O FBI iniciou uma investigação e revistou a casa de Paula porque todos se perguntavam: Qual era a verdadeira natureza de seu relacionamento com Petraeus? Por que chegou a enviar e-mails ameaçando uma segunda mulher, que era vista como uma potencial rival? Foi essa mulher que pediu ajuda ao FBI por causa das ameaças e isso desencadeou o escândalo.

Todos temiam que a segurança nacional do país estivesse em perigo, pois Broadwell teve acesso a informações confidenciais da CIA, seja escrevendo a biografia do general, seja em seus encontros secretos… Sem contar que ele, como espião-mor dos EUA, poderia ser chantageado. Mas as investigações nada revelaram nesse sentido, ao menos até agora: o general foi reformado e se diz arrasado com o fim da carreira, enquanto Broadwell diz que se arrependeu do relacionamento com ele.

Esse escândalo com toques de adultério e espionagem faz lembrar outro escândalo famoso, o Caso Profumo nos anos 1960, na Inglaterra, em meio à guerra-fria (veja aqui). Na época, os inimigos eram mais visíveis, eram países e não organizações terroristas sem bandeira, e a coisa toda era mais preto no branco.

Hoje, o inimigo é invisível e está oculto nas sombras.

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Ar condicionado ou janelas abertas – qual consome mais combustível?

Está chegando o verão…

E a pergunta do título é feita por muita gente, inclusive eu. Aí, pesquisando…

Ar condicionado ou janelas abertas - qual consome mais combustível?

(de motordream.uol.com.br)

As mudanças climáticas deixam a Terra mais quente a cada dia. Mas à medida que aumenta o aquecimento global e o preço do combustível, surge uma pergunta: janelas abertas ou ar condicionado, o que consome mais? A resposta depende de dois fatores: a primeira tem a ver com a forma de funcionamento do compressor de ar e quanto combustível extra é preciso para mantê-lo funcionando. A segunda diz respeito à resistência do ar em relação ao veículo. Nos mais modernos a aerodinâmica oferece resistência mínima.
No entanto, quando um veículo tem as janelas abertas, o ar entra causando uma resistência que não existiria com os vidros levantados. Funciona como um para-quedas, com força suficiente para influenciar na redução de velocidade do carro. O motor precisa trabalhar mais para manter o ritmo.
Com o ar condicionado ligado
Segundo estudo realizado pela SAE – Society of Automotive Engineers, ou Sociedade de Engenharia Automotiva -, nos Estados Unidos, dirigir com os vidros fechados e o ar ligado é a melhor maneira de economizar combustível. No entanto, em algumas situações a opção não é a mais indicada.
A pesquisa da SAE foi realizada no túnel de vento da General Motors. Foi usado o deslocamento de ar frontal e lateral, para simular o vento cruzado. Foram usado dois modelos no teste: um SUV equipado com um V8 de 8.1 litros e um sedã grande, também com um V8, mas de 4.6 litros. Os dois mostraram que a condução com as janelas abertas tem efeito negativo na eficiência do combustível. O sedã foi 20% menos econômico. O SUV registrou 8%. O estudo concluiu que quanto mais aerodinâmico é o modelo, maior o efeito da resistência do ar com as janelas abertas.
Portanto, se for viajar a velocidades maiores e percursos mais longos, melhor usar o ar condicionado. Mas o que acontece em trechos curtos em velocidade baixa?
Com as janelas abertas
Ao dirigir em baixa velocidade é melhor desligar o ar condicionado e abaixar os vidros. É mais eficiente, já que com o carro devagar a resistência do ar tem menor influência. Conforme se acelera, aumenta a oposição do vento de forma exponencial. Por exemplo, dirigindo a uma velocidade de 112 km/h, há quatro vezes mais força do ar contra o carro do que a 56 km/h. Ou seja, com o dobro de velocidade, a resistência do ar se multiplica por quatro.
Não há uma regra para decidir quando ligar o ar condicionado ou baixar os vidros. Especialistas, no entanto, recomendam os 64 km/h como base. A esta velocidade, o motor produz menos energia, portanto, precisa trabalhar muito mais para prover outros acessórios como o compressor de ar. Em altas velocidades, entrega energia suficiente para abastecer os outros componentes e equipamentos adicionais.