A Ultra TV da Samsung e a pegadinha do meteoro

A Samsung lançou novas TVs de 84, 98 e 110 polegadas.

TV Samsung de ultra-alta definição com tela de 110 polegadas apresentada na feira IFA 2013, em Berlim. (Foto: Bruno Souza Araujo/G1)

Na TV de 98 polegadas, por exemplo, a tela tem 2,5 metros de diagonal e, num jogo de futebol, o jogador fica quase do tamanho real. No Brasil,  a TV de 84 polegadas e com mais outras coisinhas (full HD e sei lá o que mais) está na faixa de R$ 35.000,00…

No Chile, para comprovar a fidelidade da imagem, eles prepararam uma pegadinha simulando uma entrevista de emprego, e a “janela” da sala era, na verdade, essa TV de 84 polegadas. A reação das pessoas foi incrível, mas uma das “vítimas” não gostou da brincadeira.

Pensando na situação do rapaz, que estava procurando emprego e acabou passando por esse constrangimento, eu acho que também não gostaria da pegadinha.

Mas que a imagem da TV é impressionante, isso é…

 
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Curta de super-herói criado por brasileiro deve virar filme em Hollywood

A aparição de um homem voando no céu da cidade canadense de Toronto mudou em definitivo a vida do cineasta brasiliense Marcus Alqueres. Dois anos após chamar atenção de fãs de super-heróis e de autoridades da milionária indústria de quadrinhos norte-americana com o curta “The Flying Man” (o homem voador, em tradução livre), o diretor brasileiro conseguiu um novo feito: os direitos de adaptação de seu misterioso personagem foram recentemente comprados pela gigante Sony.

O roteiro final de um longa-metragem inspirado no vídeo de nove minutos lançado em 2013 começou a ser concebido e será assinado pelo escritor e produtor Chris Collins, responsável por vários episódios das aclamadas séries de TV “The Wire” e “Sons of Anarchy”. Se o filme realmente sair do papel, a ideia é que Alqueres assine a direção.

Marcus Alqueres

Marcus Alqueres

O curta, em inglês, narra o aparecimento de um misterioso homem voador em Toronto, no Canadá. Ele causa medo na população local quando começa a fisgar algumas pessoas e soltá-las para a morte em pleno voo. Nos instantes finais da produção, são explicados alguns dos princípios do personagem.

Quando foi lançado na internet, em junho de 2013, “The Flying Man” foi elogiado por Joe Quesada, diretor criativo da Marvel e um dos responsáveis pela concepção do universo cinematográfico estrelado por Homem de Ferro, Capitão América, Thor e os demais Vingadores.

Em seu primeiro mês online em 2013, “Flying Man” teve mais de 500 mil visualizações, sendo o primeiro blockbuster autoral do cineasta, que antes havia trabalhado em efeitos especiais de filmes como “300” (2006) e “As Aventuras de Tintim” (2011).

Caso o longa venha a ser filmado, Alqueres estará trilhando passos já percorridos por diretores como o sul-africano Neill Blomkamp (de “Distrito 9” e “Elysium”) e Feder Alvarez (“A Morte do Demônio”), que dirigiram seus primeiros longas após o sucesso de produções de curta duração disponíveis online.

Blomkamp chamou atenção de Hollywood quando lançou “Alive em Joburg”, ficção científica com sinopse semelhante a “Distrito 9” (2009).

Já o uruguaio Alvarez virou xodó do cineasta Sam Raimi após o impressionante “Ataque de Pânico!” (2009), que mostra Montevidéu sendo destruída por robôs gigantes. Os dois filmes têm menos de seis minutos.

Super-herói exclusivo

O anúncio da compra dos direitos do herói criado por Alqueres acontece poucos meses antes da estreia do Homem-Aranha no universo cinematográfico da Marvel, em “Capitão América 3: Guerra Civil”. Antes com os direitos exclusivos da Sony no cinema, o alter-ego de Peter Parker teve a guarda compartilhada com a editora para que ambas pudessem usufruir ainda mais da rentabilidade do personagem.

Assim, o homem voador passaria a ser o único super-herói exclusivo da empresa. “Todos os estúdios estão sempre à procura de ideias que resultariam em um filme interessante e o ‘Flying Man’, vindo de uma recepção boa do público, com certeza gera um interesse maior nos produtores e executivos”, diz o diretor.

As muitas nuances e contradições do misterioso “Flying Man” também podem ter sido um atrativo. As estratégias violentas do herói para limpar sua cidade de criminosos ecoam alguns debates recentes sobre até onde vai o papel da polícia e da segurança pública na sociedade moderna.

“Nos quadrinhos, os super-heróis sempre foram uma projeção do que uma sociedade considera heroico em determinado momento de sua história. O termo ‘herói’ também sofre bastante distorção dependendo de cada pessoa e do local no qual ele é expresso. A ideia do filme é explorar a reação da sociedade quando um elemento disruptivo, que seria o Flying Man, começa a limpar uma cidade do jeito dele, o que isso realmente causaria. No final, sempre terão os que apoiam e os que condenam. A ideia é apresentar os fatos e deixar a audiência debater a respeito”, instiga Alqueres.

 

 

 

Fonte:

Ramon Vitral
Colaboração para o UOL

O álbum dos mortos

Morte: (do latim mors), óbito (do latim obitu).

A primeira definição científica de morte, a da ausência de circulação e respiração, não está totalmente errada. Estima-se que em 99% dos casos são as falhas no coração e no pulmão que encerram de vez a vida (só 1% dos casos tem origem na morte cerebral). É como a bateria de um notebook, se ela descarrega, você ainda pode conectar a máquina na tomada. É o que acontece com grávidas que não têm mais sinais cerebrais, mas que são mantidas “vivas” por aparelhos até dar à luz.

A nossa bateria, o coração, funciona com estímulos elétricos que provocam a contração (que joga o sangue para frente) e o relaxamento (que o enche novamente). É muito importante que esses movimentos sejam sincronizados. Se o coração bater rápido demais, não dá tempo de enchê-lo totalmente e a quantidade de sangue bombeada para o corpo diminui. Bater devagar demais também não é bom sinal, pelo mesmo motivo: vai faltar sangue para manter as condições vitais. Isso é especialmente perigoso para os pulmões. Sem sangue por lá, eles não levam mais oxigênio para as células. Sem oxigênio não há metabolismo e sem metabolismo as células morrem.

Na verdade, nosso corpo não foi feito para viver para sempre. Vai chegar uma hora que, assim como uma lâmpada, vai se apagar e a vida acaba. E começam os rituais para homenagear os que se foram, o velório, a choradeira, a saudade de quem se foi…

Muitas pessoas não aceitam bem esse evento e procuram, de alguma forma, manter o ente querido próximo. Uma dessas práticas existia no passado, fotos pós-morte das pessoas que se foram.

Tenso!

Essa “prática” teve origem no século XIX, na Inglaterra, mais precisamente na era vitoriana (1837- 1901), quando a Rainha Vitória pediu que fosse fotografado o cadáver de um parente próximo que acabara de falecer para que ela guardasse a foto de lembrança. Em pouco tempo esse ato se tornou costumeiro, se espalhando por diversas partes do mundo.

Todos queriam prestar uma última homenagem a seus entes queridos e eternizá-los de certa maneira. Para isso, em muitos casos, as fotos tiradas retratavam momentos do defunto com sua família, como se estivesse vivo. Eram feitas armações de madeira que sustentavam os corpos já sem vida, criavam-se poses e os mortos eram maquiados, tendo em muitos casos os olhos pintados sobre as pálpebras para manter o aspecto de vivacidade que já não tinham mais.

Quem está morta é a menina.

Exemplo clássico da foto post-mortem. A que está sentada é quem está viva.

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A filha morta, bem maquiada, foi fotografada entre os pais.

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A esposa morta está abraçada pelo marido.

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Aqui, ambos são defuntos.

Tirar essas fotos era um luxo, devido ao elevado preço para produzi-las e também devido à pouca quantidade de câmeras fotográficas e profissionais disponíveis. A criação dos tais “álbuns dos mortos” funcionava como uma espécie de negação da morte. Muitos acreditavam que, através da foto tirada, a alma de seu ente querido ficaria viva para sempre naquele pedaço de papel.

Com o passar dos anos essa prática foi  sendo esquecida e, hoje em dia, é vista como uma esquisitice por muita gente, embora aparentemente esse hábito ainda seja comum em algumas culturas.

Muito mais bizarro que isso é saber que existem sites de leilões, sim, LEILÕES dessas fotos.

AS PESSOAS PAGAM , E MUITAS VEZES CARO, PRA TER UMA FOTO DESSAS EM CASA. Há gosto pra tudo…

 

 

 

 

(link do post original: http://cademeuwhiskey.wordpress.com/2012/10/28/fotos-post-mortem-o-bizarro-album-dos-mortos/)

Fotos históricas e que foram colorizadas

Muitas vezes a gente vê aquelas magníficas fotos em preto e branco que foram tiradas há um século ou menos e se esquece de que a vida era vivida com as mesmas cores vibrantes que nos cercam hoje. A gente vê essas fotos, ou aqueles filmes mudos dos primeiros anos do século XX, e acha que era tudo em tons de cinza (os 50 tons de cinza, na verdade, cobriram nossos olhos atualmente, isso sim).

Por isso acho o máximo quando artistas digitais superqualificados nessa arte conseguem nos apresentar essas mesmas fotos em cores, usando uma combinação de referências históricas e um talento natural para colorizar as cenas de forma tão próxima do natural. Embora muitos não gostem desse ato de “conspurcar” a pureza das imagens, eu acho que dá uma vida e uma aproximação àquelas situações que o preto em branco (embora profundamente artístico) carece.

As imagens abaixo exemplificam o que acabo de dizer:

1. Londres, 1945. Menino abandonado e seu bichinho de pelúcia.

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O fotógrafo Tony Frissel conta como fez a foto: “Contaram-me que ele voltou para casa depois de ter ido brincar em outro lugar e, durante o bombardeio, se escondeu num túnel de metrô. Ao chegar em casa, viu aquela confusão e encontrou os pais e o irmão mortos debaixo dos escombros. Quando o vi, ele estava olhando para o céu, em seu rosto uma expressão que misturava confusão e desafio. Esse desafio me lembrou Winston Churchill, daí cliquei. Anos depois, essa foto foi usada pela IBM numa exposição em Londres e um motorista de caminhão passou por ali, viu a foto e se reconheceu nela. Era o menino…”

2. Foto tirada por artista desconhecido em 1864, no terraço da prefeitura em Nashville, Tennessee, durante a Guerra Civil americana.

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3. Carro trombado, Washington, 1921.

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4. Albert Einstein no verão de 1939 em Long Island, NY.

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5. Lojinha do interior dos Estados Unidos, de 1939.

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A foto é de Dorothea Lange. Nos anos 1930, a serviço da Farm Security Administration, ela percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentavam o impacto da Grande Depressão na vida dos trabalhadores. Na foto abaixo, de 1936, Dorothea está documentando a vida dos operários na Califórnia.

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Talvez sua foto mais conhecida tenha sido a da “Mãe Migrante”, de 1936, uma das fotos mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações ao longo dos anos.

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Florence Thompson foi o tema da fotografia  Migrant Mother, acima, um ícone da Grande Depressão. Ela era colhedora de ervilhas nas plantações e estava desempregada, com sete filhos.  A filha da senhora Thompson, Katherine, (à esquerda na imagem, escondendo o rosto) disse em uma entrevista de dezembro de 2008 que a fama da foto fez a família sentir vergonha de sua pobreza. Thompson foi hospitalizada e sua família apelou por ajuda financeira no final de agosto de 1983. Em setembro, a família havia coletado 25.000 dólares em doações para pagar a assistência médica. Florence morreu de problemas de câncer e coração em Scotts Valley, Califórnia, em 16 de setembro de 1983. Ela foi enterrada ao lado de seu marido George, em Lakewood Memorial Park, em Hughson, Califórnia, e em seu túmulo lê-se: FLORENCE LEONA THOMPSON Mãe Migrante – A Força da Maternidade americana.

6. 1933, Joseph Goebbels encarando o fotógrafo Alfred Eisenstaedt… Ele tinha acabado de descobrir que o fotógrafo era judeu!

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7. Mark Twain, no jardim de sua casa, 1900.

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Para quem não o conhece, Mark Twain (pseudônimo de Samuel L. Clemens) foi um dos maiores escritores americanos, autor de “Tom Sawyer” e “As Aventuras de Huckleberry Finn”, entre tantos outros. E ficou famoso também por suas palestras, onde soltava tiradas como esta: “O princípio da democracia é dar e receber; dar um e receber dez.”

8. Os três irmãos Kennedy na Casa Branca (da esquerda para a direita, Bob, Edward e John) na última foto dos três juntos, em outubro de 1963. Um mês mais tarde, John foi morto em Dallas, Texas.

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9. Três prisioneiros sulistas. Foto tirada durante a Guerra Civil americana em Gettysburg, 1863.

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10. O desastre do dirigível Hindenburg, em 1937.  Ele pegou fogo quando realizava manobras para pouso em Lakehurst, New Jersey. Dos 97 passageiros e tripulantes a bordo, 62 foram resgatados, mas 35 morreram no acidente juntamente com um membro da tripulação do solo.

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O pai da invenção mais mortal de todas

A invenção desse homem mata mais do que todas as guerras, todos os acidentes de carro e todas as catástrofes da natureza. Porque as mortes provocadas por sua invenção somam mais de 1 milhão de pessoas por ano!

James Buchanan Duke modernizou a indústria tabagista, com máquinas e marketing

James Buchanan Duke

James Buchanan Duke teve simplesmente a ideia de inventar uma máquina de fazer cigarros! Claro, não foi ele quem inventou o cigarro. Na verdade, o tabaco enrolado com papel já existia há mais de um século, e o hábito de mascar fumo era disseminado deste tempos imemoriais. Mas o que ele criou transformou-o no responsável pelo fenômeno do cigarro no século XX.

O câncer de pulmão era quase inexistente antes desse fenômeno. O cirurgião americano Alton Ochsner lembra que, quando ainda era estudante de medicina em 1919, sua turma foi chamada para assistir a uma autópsia de uma vítima de câncer de pulmão. Na época, a doença era tão rara que os estudantes acharam que não teriam outra chance de testemunhar algo parecido!

Em 1880, aos 24 anos, Duke entrou em um nicho da indústria do tabaco – os cigarros já enrolados.  Dois anos depois, percebeu uma chance de ganhar dinheiro. Ele começou a trabalhar com um jovem mecânico chamado James Bonsack, para construir uma máquina para fabricar cigarros. Duke estava convencido que as pessoas estariam dispostas a fumar os cigarros perfeitamente simétricos produzidos pela máquina.

E foi esse equipamento que revolucionou a indústria.

James Buchanan Duke, o pai do maior assassino da história (4)

O plano da máquina que eles construíram, e que fazia 120 mil cigarros por dia! Hoje, se produz 16 mil cigarros… Por minuto!

A máquina produzia essencialmente um cigarro comprido que era depois cortado em pedaços menores e do mesmo comprimento. Mas, como as pontas ficavam abertas, o tabaco precisava ser umedecido, para ficar rígido e não cair do cigarro. Isso era feito com ajuda de aditivos químicos, como glicerina, açúcar e melaço.

A produção era excelente, muito maior do que os enrolados manualmente, que era de 200 cigarros por turno, por funcionária. O problema é que os 120 mil cigarros diários que saíam da máquina representavam um quinto do consumo nos Estados Unidos.  Quer dizer, Duke produzia muito mais cigarros do que conseguia vender. E foi aí que ele teve outra ideia fantástica.

Fazer marketing e publicidade!

Duke patrocinou corridas, distribuiu cigarros gratuitamente em concursos de beleza e colocou anúncios nas revistas da época.

Anúncio de cigarro de 1900, na cola dos primeiros anúncios criados por Duke.

Ele também percebeu que a inclusão de figurinhas colecionáveis nas carteiras de cigarro era tão importante quanto trabalhar na qualidade do produto. Em 1889, gastou US$ 800 mil em marketing (ou US$ 25 milhões, em valores de hoje em dia). O sucesso de Duke confirmou o que ele suspeitava, que as pessoas gostavam dos cigarros feitos pela máquina. Eles tinham aparência mais moderna e higiênica. Uma das campanhas enfatizava o fato de que cigarros manuais eram feitos com contato da mão e da saliva de outras pessoas.

Mas, apesar de o número de fumantes ter quadruplicado nos 15 anos até 1900, o mercado ainda era um nicho, já que a maioria das pessoas mascava tabaco ou consumia cachimbos ou charutos. Duke – que também era fumante – viu o potencial competitivo dos cigarros em relação aos demais produtos. Uma das vantagens era a facilidade para acendê-los, ao contrário dos cachimbos. Os cigarros chegaram ainda a ser promovidos como benéficos à saúde. Eles eram listados nas enciclopédias farmacêuticas até 1906 e indicados por médicos para casos de tosse, asma, resfriado e tuberculose – uma doença que é agravada pelo fumo.

No começo dos anos 1900, houve um movimento antitabagismo, mas ele estava mais relacionado à moralidade do que à saúde. O crescimento no número de crianças e mulheres fumantes era parte de um debate sobre o declínio moral da sociedade. Os cigarros foram proibidos em 16 Estados americanos entre 1890 e 1927. E a atenção de Duke voltou-se para o exterior.

Em 1902, ele formou a empresa britânica British American Tobacco. As embalagens e o marketing foram ajustados para mercados consumidores diferentes, mas o produto era basicamente o mesmo. Aquilo que chamamos hoje de globalização foi antecipado por Duke há mais de um século. A partir de então, todos os demais fabricantes passaram a usar a mesma estratégia (produção industrial de cigarros e propaganda maciça) e a indústria do cigarro conquistou todos os mercados do mundo.

camel-john-wayne_1939352i Fumar era chique, charmoso, coisa de astros do cinema, esportistas e médicos, e ajudava a emagrecer.

Só que um elo direto do cigarro com câncer de pulmão não foi encontrado até 1957 na Grã-Bretanha e 1964 nos Estados Unidos.

No entanto, se pensarmos bem, Duke não pode ser responsabilizado sozinho, afinal, ninguém é obrigado a fumar. Hoje, se a ideia for apontar o dedo, é preciso considerar toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os executivos da indústria, passando pelos designers que criam as embalagens e os donos dos canais de varejo. É uma discussão que envolve a saúde das pessoas, mas que passa também por milhões de empregos e pela receita gerada pelos impostos. Uma discussão ética, moral, de sustentabilidade, de emprego e trabalho.

Acho que a única certeza cristalina mesmo é que o cigarro faz mal à saúde!

Mas James Duke tem uma importância que, à parte as consequências de sua invenção, é enorme: sua visão pioneira do mercado, do marketing, do uso da publicidade inspirado pelo conhecimento da psicologia humana.

Acredito que podemos usar suas lições em algo que traga mais benefícios às pessoas.

 

Fonte: BBC Brasil

MOMENTOS BIZARROS DE JAMES BOND

O mais recente filme de 007, “Spectre’, não tem conquistado críticas muito boas. Eu mesmo, fã confesso do personagem e tendo assistido todos os 23 filmes anteriores, e mais de uma vez, não gostei.

Comentei com outras pessoas o que achei do filme e minha opinião é a mesma de Pierce Brosnan, o ator que interpretou James Bond antes do atual dono da cadeira, Daniel Craig:

“Eu estava querendo muito ver”, Brosnan declarou ao site Hitfix. “Eu achei muito longo. A história é meio fraca — poderia ter sido condensada. Ele meio que durou tempo demais.”

Brosnan — que interpretou Bond ao longo de sete anos, começando por 007 Contra GoldenEye (1995) e terminando em 007 – Um Novo Dia para Morrer (2002) — foi além nas críticas sinceras: “[Spectre] não é nem peixe nem carne. Não é nem [um filme de James] Bond nem [de Jason] Bourne. Estou vendo um filme de Bond? Ou não é um filme de Bond?”

Há muitas cenas bizarras, algumas dignas do Agente 86 ou do Austin Powers, mas Daniel Craig não foi o único Bond a ter seus maus momentos. James Bond, na pele de outros atores, protagonizou momentos muito sem noção. Confira alguns deles:

Em “Viva e Deixe Morrer”, de 1973 – com música-tema de Paul McCartney – temos Roger Moore como 007. Ele foi o James Bond que mais protagonizou situações absurdas. Uma delas é quando  pula por cima de vários crocodilos para fugir de um lago infestado pelas feras.

Em “007 Contra o Homem da Pistola de Ouro” (1974), um dos piores filmes de toda a franquia,  Roger Moore  tem uma cena que, em si, não tem nada de absurdo. O incrível salto de carro foi feito por um dublê, mas os realizadores não estavam satisfeitos só com isso. Então, adicionaram um efeito sonoro na pós-produção que deixou o filme com cara de Trapalhões. Ridículo.

No seu último filme como 007, “Na Mira dos Assassinos”, de 1985 – com uma ótima música-tema do Duran Duran – Roger Moore quase levou o James Bond ao nível Didi Mocó. Ele amarra um dirigível em uma ponte com uma corda, persegue um bandido na Torre Eiffel e nesta cena (pena que tem uma imagem ruim), vai para a parte de trás de um caminhão de bombeiros durante uma fuga sem motivo nenhum…

Quando Roger Moore foi substituído pelo ator de teatro Timothy Dalton, todos esperavam que ele trouxesse um ar mais realista ao espião (se bem que não se pode levar a sério um agente secreto que declara seu nome, certo? “Meu nome é Bond, James Bond”). Mas, logo no primeiro filme que ele fez, “007 Marcado para Morrer”, de 1987, surgiu essa cena bizarra em que James Bond está fugindo de agentes do mal, e resolve usar a caixa de um violoncelo como se fosse um trenó e fugir de seus perseguidores com estilo…

Em seu segundo e último filme na pele de Bond, “007 Permissão para Matar” (1989), Timothy Dalton ensina como fazer uma entrada triunfal em um casamento logo depois de capturar um perigoso traficante.

Para encerrar, uma das cenas mais bizarras do último filme de Pierce Brosnan como  agente secreto, “007 Um Novo Dia para Morrer”, de 2002. Com uma trama confusa e muito criticada, o filme apresentava absurdos de desenho-animado, como um carro invisível movido a controle remoto, um vilão coreano que se disfarça de ocidental, e a cena acima, em que 007 surfa em um tsunami…

Humm… Depois de rever esses momentos de outros filmes da série, até que “Spectre” não é tão ruim quanto pensei…

 

 

 

FOTOS MAGNÍFICAS QUE PARECEM FALSAS

Quem costuma navegar na internet com frequência certamente mantém um ceticismo saudável com relação a muita coisa que vê.  Sejam notícias, sejam imagens. E quando se fala de imagens, logo vem à mente um “Ah, isso só pode ter sido mexido com Photoshop!” quando vemos uma foto impressionante.

Antes de continuar, apenas uma informação para aqueles que já se depararam com essa frase, mas não sabem bem do que se trata. A maioria das imagens vistas em publicações, revistas, jornais e publicidade têm imagens que foram retocadas por esse programa. O Photoshop é a mais poderosa ferramenta de edição de imagens que existe, ou seja, permite modificar fotografias.

Um exemplo disso é a foto abaixo, do artista americano Danny Evans, que criou um Tom Cruise “gente como a gente” usando esse programa.

Mas, normalmente, ele é usado para eliminar pequenas imperfeições, melhorar a iluminação e textura,  acentuar as cores, enfim, para deixar a foto mais bonita.

Voltando, então, ao que eu dizia: muitas imagens publicadas na internet são fotos retocadas com o Photoshop – e algumas são evidentemente mal feitas. Por exemplo, esta:

Ou esta:

Cadê a sombra?

Há outras, porém, que exigem um pouco mais de atenção para se notar o erro no retoque.

Apagaram o umbigo!

Agora, as fotos abaixo podem bagunçar esse conceito de real/editado – mas acredite (e pesquise!) – todas elas são totalmente reais.

Árvores no Parque Schonbrunn, Áustria

Barco que parece estar flutuando no ar, em Menorca, Espanha

Barco que parece estar flutuando no ar, em Menorca, Espanha

Edifício Hausmannian em Paris

Estação de metrô Solna Centrum, em Estocolmo.

Montanhas coloridas Zhangye Danxia em Gansu, China

Nuvens lenticulares

Salar de Uyuni, Bolívia