Mistérios aterrorizantes!

Quando falamos em mistérios, no que você pensa? No ET de Varginha? No Chupacabra? Ou na Atlântida? Mas há muito mais entre o céu e a terra do que a gente pensa… Conheça alguns mistérios que ainda continuam a assombrar as pessoas ao redor do mundo!

Shanti Deva

Em 1930, uma indiana de quatro anos disse que já tinha vivido em um lugar chamado Muttra, que ela foi uma mãe de três filhos e que morreu dando a luz. Seu nome “anterior” havia sido Ludgi. Como ela insistia na história, os pais de Shanti investigaram tudo e descobriram que realmente há uma vila chamada Muttra e que uma mulher chamada Ludgi havia morrido lá. Eles levaram Shanti ao local e ela começou a falar no dialeto da região, reconheceu seu ex-marido e seus filhos e confirmou alguns fatos que só Ludgi saberia. Reencarnação?

O fantasma de Freddy Jackson

Uma aparição…  A foto abaixo foi tirada em 1919, e publicada em 1975 por Victor Goddard, um oficial da RAF – Força Aérea Real da Inglaterra. O retrato mostra o esquadrão de Goddard, que havia servido na Primeira Guerra Mundial. Um rosto borrado aparece ao lado de outro oficial. Dizem ser o rosto de Freddy Jackson, um mecânico que havia sido morto por acidente dois dias antes da foto ser tirada e que outros membros desse esquadrão reconheceram. Eles diziam que Freddy não teria percebido que estava morto e teria aparecido para a foto mesmo assim. Brrrr!

A ponte Overtoun

A ponte dos cachorros… Suicidas? A ponte Overtoun fica localizada na Escócia. Construída em 1859, é famosa pelo número inacreditável de cachorros que, aparentemente, se suicidaram pulando dela. Os incidentes começaram a ser notados nos anos 1950, quando cães (normalmente collies) pulavam da ponte sem nenhuma explicação. E, nos raros casos em que os cachorros sobreviviam à queda e se recuperavam, eles voltavam à ponte para se atirar novamente. O pior é que eles costumam pular do mesmo lado e no mesmo lugar – do lado direito, entre os dois últimos arcos. Algumas pessoas acreditam que a ponte é assombrada. Outros acreditam que a ponte seja um lugar em que a barreira entre nosso mundo e o além seja mais tênue…

As pegadas do “demo”

Na área próxima a Devon, Inglaterra, em fevereiro de 1855, uma série de pegadas estranhas apareceu na neve, depois de uma pesada tempestade. Elas tinham a forma de cascos e seguiam por um percurso inacreditável de 160 quilômetros, basicamente em linha reta – sem desviar de rios congelados, casas e qualquer outro obstáculo. A criatura teria caminhado pelos lados de paredes e telhados. Também surgiram boatos de que uma criatura parecida “com o demônio” havia sido avistada. Os cidadãos se armaram para enfrentar a criatura, mas não encontraram nada. Recentemente, em março de 2009, marcas como aquelas foram encontradas novamente em Devon – como se pode ver nas fotos. Não se sabe se também atravessavam rios congelados e paredes das casas…

O Caso Zumbi de Felícia Felix-Mentor

Em 1936, uma mulher nua (ou com roupas rasgadas, dependendo da fonte) foi encontrada andando sem rumo nas ruas de Porto Príncipe, capital do Haiti, quando finalmente tomou o caminho de uma fazenda que ela dizia pertencer ao seu pai. Ela reagia a estímulos e movimentava a cabeça freneticamente. Foi levada a um hospital e o médico que a tratou disse que seu comportamento era muito estranho: ela ria sem emoção e sem motivo, falava de si mesma na terceira pessoa, havia perdido o senso de tempo e não se importava com as coisas em volta dela. Quem seria essa mulher? A identidade seria revelada quando seu marido e seu irmão a reconheceram. Era Felícia Felix-Mentor. Mas não podia ser! Ela estava morta e foi enterrada em 1907!

Seria Felicia um zumbi?

Este caso foi investigado e documentado pela escritora norte-americana Zora Neale Hurston, uma cética severa que encontrou e fotografou a garota “morta”, e saiu convencida de ela ser uma vítima genuína dos Bokors, os feiticeiros vodus que praticam a magia negra.

O navio-fantasma

São poucos os casos tão aterrorizantes quanto o do navio SS Ourang Medan, uma embarcação holandesa com mistérios indecifráveis.

Dois navios americanos navegavam pelo estreito de Malaca, perto da ilha de Sumatra, Indonésia, quando receberam um pedido de socorro em código Morse, vindo de um navio holandês chamado Ourang Medan. Não se sabe com exatidão quando isso aconteceu, mas provavelmente foi entre junho de 1947 e fevereiro de 1948. A mensagem era assustadora e dizia:

“Pedimos o auxílio de qualquer embarcação próxima. Todos os oficiais, inclusive o capitão, estão mortos, caídos na sala de mapas e na ponte. Provavelmente toda a tripulação está morta”. Depois, algumas palavras foram transmitidas e indecifráveis; somente duas puderam ser entendidas com exatidão: “eu” e “morrendo”.

Um dos navios mercantes que receberam a notificação era o Silver Star. Como era o mais próximo do Ourang Medan, partiu imediatamente para socorrer a tripulação. Quando a equipe da embarcação subiu a bordo, levou um susto memorável.

Todas as pessoas dentro do Ourang Medan estavam  mortas de uma forma assustadora: suas bocas estavam abertas, os olhos arregalados como se estivessem assustados e alguns deles até mesmo tinham os braços estendidos, como se apontassem para alguma coisa na hora da morte.

O capitão do Silver Star  decidiu rebocar o navio até o porto mais próximo, solicitando a ajuda de sua tripulação. Porém, aconteceu uma explosão violenta no compartimento de cargas do navio holandês. Poucos minutos depois, ele afundou, levando para o fundo do mar tudo o que poderia ajudar a desvendar o mistério.

 

 

 

 

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Donald no País da Matemática

Em 1959, Walt Disney estava lançando um filme que era um de seus projetos mais pessoais , “A Lenda dos Anões Mágicos” (Darby O’Gill and the Little People). Esse filme, sobre o qual falo aqui, foi notável por ser um dos primeiros papéis da carreira de Sean Connery, então com 29 anos, e também porque era exibido junto com um curta-metragem que se tornou um clássico: “Donald no País da Matemágica”.

Donald no País da Matemágica (“Donald in Mathmagic Land”) é um curta de 27 minutos, estrelado pelo Donald, e que foi disponibilizado para várias escolas mais tarde, tornando-se um dos mais populares filmes educativos já feitos pela Disney.  Na época, foi lançada uma revista em quadrinhos baseada no curta que também fez enorme sucesso.

Essa história foi publicada muitas vezes no Brasil, a primeira delas em 1967, na revista “Tio Patinhas”:

Walt Disney, uma vez, comentou sobre o filme: “O desenho animado é um bom meio para estimular o interesse. Recentemente explicamos a matemática em um filme e conseguimos estimular o interesse do público neste assunto tão importante.”

Realmente, Disney e sua equipe foram brilhantes em transformar um tema tão árido num desenho tão inteligente e divertido. Afinal, Donald se encontra com Pitágoras, entende a Regra de Ouro, recebe uma explicação sobre as proporções ideais do corpo humano, faz alguns jogos mentais e o desenho termina com uma citação de Galileu Galilei.

Se você nunca assistiu esse curta-metragem, recomendo que o faça, e chame seus filhos para ver. Vai valer muito a pena!

Caso você prefira assistir na versão original (e sem legendas), aqui está.

Divirta-se!

A Lenda dos Anões Mágicos

Irlanda. Darby O’Gill é um velho excêntrico que vive contando histórias sobre leprechauns em um pub local. Ninguém acredita nelas, mas elas são verídicas. Darby é rival do rei Brian, soberano dos anões, o qual vive provocando. Quando o lorde Fitzpatrick o substitui pelo jovem guarda Michael McBride, Darby precisa da ajuda mágica de Brian e seus súditos. Para complicar ainda mais a situação, Michael se apaixona por Katie, a filha de Darby.

Esta é a sinopse do filme A Lenda dos Anões Mágicos (Darby O’Gill and the Little People), que Walt Disney lançou em 1959 e que era um de seus projetos mais pessoais.

O filme era exibido nas salas de cinema com um curta-metragem que o antecedia, estrelado pelo Donald, e sobre o qual falo aqui.

Você pode ter se espantado que, no cartaz de cinema da época, apareça um nome conhecido, mas é isso mesmo: é o jovem Sean Connery, o futuro James Bond! Ele interpreta Michael, o primeiro papel de alguma importância em sua carreira e seu primeiro filme nos Estados Unidos. Connery havia feito pontas em meia dúzia de películas até então, a grande maioria sem creditá-lo no elenco.

Agora, com 29 anos, ele aguardava uma chance e foi atuando na produção da Disney que foi notado pela esposa do produtor Albert R. Broccoli, que ficou admirada pelo porte e aparência do ator. Broccoli, durante a pré-estreia em Hollywood, o convidou para um teste em um projeto que se chamava “The Satanic Dr. No”… O resto é história…

Além de contracenar com a bela Janet Munro, Connery ainda canta! O diretor pensou até em dublar o futuro 007, mas desistiu porque Disney quis manter o sotaque do ator. Uma versão da canção “My Pretty Irish Girl”, cantada por Sean Connery e Janet Munro, foi lançada em disco na época em que o filme estreou nos cinemas nos Estados Unidos.

Os antepassados ​​de Walt Disney eram imigrantes irlandeses, que foram para os Estados Unidos partindo de Kikenny, Irlanda, tentando escapar da perseguição religiosa. Ele sempre se interessou pelas lendas e histórias desse país, e quando leu a série de contos com o personagem Darby O’Gill, da autora inglesa H. T. Kavanagh, ficou encantado.  A escritora falava de todas as fadas e seres mágicos da mitologia irlandesa.

Foi então que Walt começou a planejar o lançamento do filme mais tarde batizado de A Lenda dos Anões Mágicos. Após o término da 2ª Guerra Mundial, ele enviou vários artistas para a Irlanda, no intuito de coletar material para a produção. Em dezembro de 1948, Walt Disney visitou a Irlanda e anunciou a realização desse filme, que na época chamava-se apenas “The Little People”. Foram necessários mais de dez anos para que enfim chegasse aos cinemas.

Jimmy O’Dea e todos os atores que interpretaram leprechauns  não foram incluídos em quaisquer peças de marketing do filme, e nem apareceram nas diversas premières programadas. A intenção de Walt Disney era a de que as pessoas tivessem a ilusão que leprechauns verdadeiros haviam sido contratados para o filme. Tanto que, nos créditos de abertura, pode ser lida uma mensagem de Walt na qual ele agradece “ao rei Brian de Knocknasheega e seus leprechauns pela inestimável cooperação em tornar este filme possível”.

As cenas que mostram a interação entre duendes e seres humanos utilizam a técnica de “perspectiva forçada”, quando se filma as pessoas um pouco mais longe da câmera.

Uma reclamação recorrente na época do lançamento de A Lenda dos Anões Mágicos nos cinemas era que os atores falavam a língua inglesa com sotaque gaélico, tornando os diálogos incompreensíveis em certos momentos. Em uma versão posterior do filme, tais falas foram dubladas.

No dia em que o filme foi lançado em Dublin, a prefeitura decretou feriado escolar para que todas as crianças pudessem ir ao cinema, e o dia foi chamado de “Walt Disney Day”. Toda a renda foi revertida para um fundo beneficente da Igreja de São Vicente de Paula.

E, como em todo lançamento importante que Disney fazia na época, era também produzida uma versão em quadrinhos, lançada nos Estados Unidos simultaneamente com o cinema:

A quadrinização, desenhada pelo renomado artista Alex Toth, foi também publicada no Brasil pela Editora Abril em 1070:

O famoso crítico americano Leonard Maltin, que podia destruir ou levantar um filme com uma só palavra, disse que “A Lenda dos Anões Mágicos não é apenas um dos melhores filmes de Walt Disney, mas é certamente um dos melhores filmes de fantasia já realizados”.

Aqui, o trailer de seu lançamento na TV (nos Estados Unidos), em 1977:

Registros da vida animal

Os animais “selvagens”, muitas vezes, demonstram não ser tão selvagens assim. Quer a prova? Observe essas fotos e perceba que eles, muitas vezes, são tão espertos quanto nós… Ou mais!

Na foto acima, o Rei das Selvas – que não é bobo e nem nada – percebeu que a turma “do outro lado” estava em muito maior número e que ele tomaria uma surra. Então…

O lince deve ter ouvido falar da iguaria chinesa “sopa de barbatana de tubarão” e resolveu provar.

O “chacal kung fu” não queria ser incomodado durante sua refeição, então deu um chega pra lá nos abutres enxeridos.

Mas os desentendimentos também ocorrem nos céus. Essas duas aves de rapina se enfrentam em Oxfordshire, na Inglaterra. Não se soube o motivo…

Briga de pesos-pesados: nesta foto tirada na Namíbia, a mamãe hipopótamo foi salvar o filhote, que estava sofrendo bullying do elefante, e tomou um “ippon” do grandão. Mas essa distração ajudou o filhote a fugir e ela, depois, foi ter com ele sem grandes ferimentos. Parece que apenas sua dignidade foi ferida.

Aí, o pessoal estava num barquinho na Patagônia, numa viagem de observação da vida selvagem, quando  uma baleia-franca de 50 toneladas parou logo abaixo deles… Ela também queria observar a vida selvagem, oras…

Esta briga entre dois leões foi uma disputa pelo direito de acasalar com as fêmeas de seu território…

Pinguim sortudo, esse! Escapou por um triz!

Esses íbex-dos-alpes, uma espécie de cabra selvagem que vive nas montanhas dos Alpes europeus, descem por pedras por uma encosta de inclinação de 80 graus. Durante os dias quentes, as cabras lambem o sal que escorre pelas pedras.

Linguarudos, há por todo lado: este camaleão capturou uma libélula, foto tirada numa ilha da Indonésia.

O fotógrafo estava na costa da Austrália, tirando fotos de tubarões, quando o grande tubarão branco colocou a cara pra fora da água, como se estivesse fazendo uma pose para um close – ele até sorriu! Eh eh eh. O fotógrafo não se fez de rogado e tirou a foto, afinal – segundo o fotógrafo – o tubarão não estava sendo agressivo… Estava apenas curioso…

 

 

 

 

 

 

 

 

Prefeitos Anhaia Mello e Prestes Maia tinham projetos diferentes para São Paulo

São Paulo é a sétima cidade mais populosa do planeta e sua região metropolitana, com cerca de 20 milhões de habitantes, é a oitava maior aglomeração urbana do mundo. Regiões ao redor da Grande São Paulo também são metrópoles, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba; além de outras cidades próximas, como Sorocaba e Jundiaí. Esse complexo de metrópoles — o chamado Complexo Metropolitano Expandido — ultrapassa 30 milhões de habitantes (cerca de 75% da população do estado) e forma a primeira megalópole do hemisfério sul.

A cidade de São Paulo tem 461 anos, mas só se tornou a maior cidade do país em meados do século 20, época em que seu destino foi definido, ou pelo menos foi projetado, por dois prefeitos urbanistas. Contemporâneos e com propostas antagônicas, Anhaia Mello e Prestes Maia comandaram a prefeitura em épocas distintas, mas exerceram influência sobre as gestões seguintes.

Veja o quadro abaixo que compara os pensamentos desses dois antigos gestores:

Anhaia Mello via o urbanismo como um instrumento para reconciliar o homem e a natureza, e enfrentar os problemas de uma cidade industrial. Ele era defensor da ideia de impor limites ao crescimento de São Paulo. Defendia também o zoneamento urbano e propôs normas para regulamentar o uso e a ocupação do solo. E criticava a verticalização das cidades! E não só isso, Anhaia Mello também propunha a proibição de instalação de novas indústrias no entorno da cidade e o controle do crescimento de São Paulo.  A cidade seria descentralizada, com núcleos que aproximariam moradia e emprego. Cinturões verdes seriam preservados nas periferias, e novos núcleos urbanos seriam criados na região metropolitana para dar conta do crescimento populacional.

Claro que foi vencido pelos que desejavam a expansão da atual megalópole…

Prestes Maia foi quem propôs a construção de avenidas radiais, e isso favoreceu o crescimento ilimitado da cidade. Ou seja, o oposto do pensamento de Anhaia Mello… Para desafogar o trânsito próximo ao marco zero da cidade, a Praça da Sé, Prestes Maia formou um perímetro em torno dele. Promoveu desapropriações, transformou ruas em avenidas e construiu viadutos para formar o anel das avenidas Rangel Pestana, Mercúrio, Senador Queirós, Ipiranga e São Luís, acrescido de vias como o viaduto Jacareí e a rua Maria Paula.

Prestes Maia também priorizou a retificação do rio Tietê e a abertura de avenidas como a Nove de Julho e 23 de Maio, e alargou e asfaltou inúmeras vias. Seu plano sempre privilegiava o carro e os deslocamentos de longa distância. Como não havia a preocupação formal com a formação de subcentros na cidade, o crescimento dessa frota logo colocou a perder todo o esforço feito para abrir novas avenidas.

Pressionado, tomou na ocasião iniciativas para preparar a cidade para a construção do metrô. Reservou, por exemplo, o canteiro central da avenida 23 de Maio para a implantação de uma linha Norte-Sul. No entanto, não conseguiu recursos para iniciar a obra e seus projetos nesse sentido ficaram congelados por décadas, sendo abandonados depois.

***

Segundo os urbanistas modernos, as ideias de Anhaia Mello voltam à tona hoje para enfrentar o colapso da mobilidade urbana, para uma melhor distribuição dos serviços e empregos e para evitar esse movimento para os pontos extremos da cidade,  em que as pessoas levam duas, três ou mais horas nos deslocamentos para exercer suas atividades cotidianas.

Não sou especialista no assunto e nem tenho todas as informações sobre os projetos de cada um, mas por este resumo que consegui, preferia estar vivendo hoje na São Paulo projetada por Anhaia Mello…

Fonte:

Folha de S. Paulo

Onze regras para ser uma boa esposa

Em 1953, foi publicado na Espanha um guia de como ser uma boa esposa…

Quem o escreveu foi uma mulher, Pilar Primo de Rivera, que faleceu em 1991.  Pilar era irmã de José Antonio Primo de Rivera, fundador da Falange Española, partido político de extrema direita, e filha de  Miguel Primo de Rivera, ditador espanhol na década de 1920.

PILAR

O guia basicamente ensinava como as mulheres deveriam se comportar para que seus maridos fossem felizes. Uma série de dicas mostrando que a esposa deveria viver para servir, sempre à disposição de um marido. Um guia de submissão. Claro que era um produto de seu tempo, ainda mais machista e opressor do que os dias atuais. E mostra como a ideia da submissão feminina veio sendo construída e sendo arraigada na mentalidade das famílias.

Tenho certeza de que, para muitos, a leitura deste guia hoje parecerá mais uma caricatura, mas sei que para outros – e sem brincadeira! – poderá parecer realmente uma “fórmula” para se conseguir um casamento perfeito.

O mais irônico de tudo é que Pilar nunca se casou, e sempre pregou que as mulheres devem ser “femininas, não feministas”.

O guia segue abaixo em espanhol, mas dá para entender as linhas gerais:

56C

E9E

01 – Prepare o delicioso jantar para ele

D75

02 – Esteja sempre arrumada

CBB

03 – Seja sempre interessante, uma de suas obrigações é distraí-lo.

CCE

04 – A casa deve estar impecável!

ABC

05 – Ele tem que se sentir no paraíso

9E2

06 – Cuide de seus filhos, deixe as crianças limpas e arrumadas.

CDC

07 – Não faça barulho, desligue o aspirador e a máquina de lavar, mande os filhos se calarem.

186

08 – Procure sempre estar feliz

886

09 – Escute-o

8A8

10 – Coloque-se no lugar dele, sem reclamar se ele chegar tarde, ou se for se divertir sem você ou se não vem pra casa toda noite. 

43B

11 – Não reclame de problemas insignificantes.. Qualquer problema seu é um mero detalhe se comparado com o que ele tem que passar

276

(Bônus) Faça-o se sentir à vontade, ofereça uma bebida quente e tire os sapatos dele.

550

Este guia é verdadeiro, e foi publicado numa revista há 62 anos…

Fontes:
taringa.net
publimetro.com.mx
neinordin.com.br