Curiosidades, Novidades

Mistérios aterrorizantes!

Quando falamos em mistérios, no que você pensa? No ET de Varginha? No Chupacabra? Ou na Atlântida? Mas há muito mais entre o céu e a terra do que a gente pensa… Conheça alguns mistérios que ainda continuam a assombrar as pessoas ao redor do mundo!

Shanti Deva

Em 1930, uma indiana de quatro anos disse que já tinha vivido em um lugar chamado Muttra, que ela foi uma mãe de três filhos e que morreu dando a luz. Seu nome “anterior” havia sido Ludgi. Como ela insistia na história, os pais de Shanti investigaram tudo e descobriram que realmente há uma vila chamada Muttra e que uma mulher chamada Ludgi havia morrido lá. Eles levaram Shanti ao local e ela começou a falar no dialeto da região, reconheceu seu ex-marido e seus filhos e confirmou alguns fatos que só Ludgi saberia. Reencarnação?

O fantasma de Freddy Jackson

Uma aparição…  A foto abaixo foi tirada em 1919, e publicada em 1975 por Victor Goddard, um oficial da RAF – Força Aérea Real da Inglaterra. O retrato mostra o esquadrão de Goddard, que havia servido na Primeira Guerra Mundial. Um rosto borrado aparece ao lado de outro oficial. Dizem ser o rosto de Freddy Jackson, um mecânico que havia sido morto por acidente dois dias antes da foto ser tirada e que outros membros desse esquadrão reconheceram. Eles diziam que Freddy não teria percebido que estava morto e teria aparecido para a foto mesmo assim. Brrrr!

A ponte Overtoun

A ponte dos cachorros… Suicidas? A ponte Overtoun fica localizada na Escócia. Construída em 1859, é famosa pelo número inacreditável de cachorros que, aparentemente, se suicidaram pulando dela. Os incidentes começaram a ser notados nos anos 1950, quando cães (normalmente collies) pulavam da ponte sem nenhuma explicação. E, nos raros casos em que os cachorros sobreviviam à queda e se recuperavam, eles voltavam à ponte para se atirar novamente. O pior é que eles costumam pular do mesmo lado e no mesmo lugar – do lado direito, entre os dois últimos arcos. Algumas pessoas acreditam que a ponte é assombrada. Outros acreditam que a ponte seja um lugar em que a barreira entre nosso mundo e o além seja mais tênue…

As pegadas do “demo”

Na área próxima a Devon, Inglaterra, em fevereiro de 1855, uma série de pegadas estranhas apareceu na neve, depois de uma pesada tempestade. Elas tinham a forma de cascos e seguiam por um percurso inacreditável de 160 quilômetros, basicamente em linha reta – sem desviar de rios congelados, casas e qualquer outro obstáculo. A criatura teria caminhado pelos lados de paredes e telhados. Também surgiram boatos de que uma criatura parecida “com o demônio” havia sido avistada. Os cidadãos se armaram para enfrentar a criatura, mas não encontraram nada. Recentemente, em março de 2009, marcas como aquelas foram encontradas novamente em Devon – como se pode ver nas fotos. Não se sabe se também atravessavam rios congelados e paredes das casas…

O Caso Zumbi de Felícia Felix-Mentor

Em 1936, uma mulher nua (ou com roupas rasgadas, dependendo da fonte) foi encontrada andando sem rumo nas ruas de Porto Príncipe, capital do Haiti, quando finalmente tomou o caminho de uma fazenda que ela dizia pertencer ao seu pai. Ela reagia a estímulos e movimentava a cabeça freneticamente. Foi levada a um hospital e o médico que a tratou disse que seu comportamento era muito estranho: ela ria sem emoção e sem motivo, falava de si mesma na terceira pessoa, havia perdido o senso de tempo e não se importava com as coisas em volta dela. Quem seria essa mulher? A identidade seria revelada quando seu marido e seu irmão a reconheceram. Era Felícia Felix-Mentor. Mas não podia ser! Ela estava morta e foi enterrada em 1907!

Seria Felicia um zumbi?

Este caso foi investigado e documentado pela escritora norte-americana Zora Neale Hurston, uma cética severa que encontrou e fotografou a garota “morta”, e saiu convencida de ela ser uma vítima genuína dos Bokors, os feiticeiros vodus que praticam a magia negra.

O navio-fantasma

São poucos os casos tão aterrorizantes quanto o do navio SS Ourang Medan, uma embarcação holandesa com mistérios indecifráveis.

Dois navios americanos navegavam pelo estreito de Malaca, perto da ilha de Sumatra, Indonésia, quando receberam um pedido de socorro em código Morse, vindo de um navio holandês chamado Ourang Medan. Não se sabe com exatidão quando isso aconteceu, mas provavelmente foi entre junho de 1947 e fevereiro de 1948. A mensagem era assustadora e dizia:

“Pedimos o auxílio de qualquer embarcação próxima. Todos os oficiais, inclusive o capitão, estão mortos, caídos na sala de mapas e na ponte. Provavelmente toda a tripulação está morta”. Depois, algumas palavras foram transmitidas e indecifráveis; somente duas puderam ser entendidas com exatidão: “eu” e “morrendo”.

Um dos navios mercantes que receberam a notificação era o Silver Star. Como era o mais próximo do Ourang Medan, partiu imediatamente para socorrer a tripulação. Quando a equipe da embarcação subiu a bordo, levou um susto memorável.

Todas as pessoas dentro do Ourang Medan estavam  mortas de uma forma assustadora: suas bocas estavam abertas, os olhos arregalados como se estivessem assustados e alguns deles até mesmo tinham os braços estendidos, como se apontassem para alguma coisa na hora da morte.

O capitão do Silver Star  decidiu rebocar o navio até o porto mais próximo, solicitando a ajuda de sua tripulação. Porém, aconteceu uma explosão violenta no compartimento de cargas do navio holandês. Poucos minutos depois, ele afundou, levando para o fundo do mar tudo o que poderia ajudar a desvendar o mistério.

 

 

 

 

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Donald no País da Matemática

Em 1959, Walt Disney estava lançando um filme que era um de seus projetos mais pessoais , “A Lenda dos Anões Mágicos” (Darby O’Gill and the Little People). Esse filme, sobre o qual falo aqui, foi notável por ser um dos primeiros papéis da carreira de Sean Connery, então com 29 anos, e também porque era exibido junto com um curta-metragem que se tornou um clássico: “Donald no País da Matemágica”.

Donald no País da Matemágica (“Donald in Mathmagic Land”) é um curta de 27 minutos, estrelado pelo Donald, e que foi disponibilizado para várias escolas mais tarde, tornando-se um dos mais populares filmes educativos já feitos pela Disney.  Na época, foi lançada uma revista em quadrinhos baseada no curta que também fez enorme sucesso.

Essa história foi publicada muitas vezes no Brasil, a primeira delas em 1967, na revista “Tio Patinhas”:

Walt Disney, uma vez, comentou sobre o filme: “O desenho animado é um bom meio para estimular o interesse. Recentemente explicamos a matemática em um filme e conseguimos estimular o interesse do público neste assunto tão importante.”

Realmente, Disney e sua equipe foram brilhantes em transformar um tema tão árido num desenho tão inteligente e divertido. Afinal, Donald se encontra com Pitágoras, entende a Regra de Ouro, recebe uma explicação sobre as proporções ideais do corpo humano, faz alguns jogos mentais e o desenho termina com uma citação de Galileu Galilei.

Se você nunca assistiu esse curta-metragem, recomendo que o faça, e chame seus filhos para ver. Vai valer muito a pena!

Caso você prefira assistir na versão original (e sem legendas), aqui está.

Divirta-se!

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A Lenda dos Anões Mágicos

Irlanda. Darby O’Gill é um velho excêntrico que vive contando histórias sobre leprechauns em um pub local. Ninguém acredita nelas, mas elas são verídicas. Darby é rival do rei Brian, soberano dos anões, o qual vive provocando. Quando o lorde Fitzpatrick o substitui pelo jovem guarda Michael McBride, Darby precisa da ajuda mágica de Brian e seus súditos. Para complicar ainda mais a situação, Michael se apaixona por Katie, a filha de Darby.

Esta é a sinopse do filme A Lenda dos Anões Mágicos (Darby O’Gill and the Little People), que Walt Disney lançou em 1959 e que era um de seus projetos mais pessoais.

O filme era exibido nas salas de cinema com um curta-metragem que o antecedia, estrelado pelo Donald, e sobre o qual falo aqui.

Você pode ter se espantado que, no cartaz de cinema da época, apareça um nome conhecido, mas é isso mesmo: é o jovem Sean Connery, o futuro James Bond! Ele interpreta Michael, o primeiro papel de alguma importância em sua carreira e seu primeiro filme nos Estados Unidos. Connery havia feito pontas em meia dúzia de películas até então, a grande maioria sem creditá-lo no elenco.

Agora, com 29 anos, ele aguardava uma chance e foi atuando na produção da Disney que foi notado pela esposa do produtor Albert R. Broccoli, que ficou admirada pelo porte e aparência do ator. Broccoli, durante a pré-estreia em Hollywood, o convidou para um teste em um projeto que se chamava “The Satanic Dr. No”… O resto é história…

Além de contracenar com a bela Janet Munro, Connery ainda canta! O diretor pensou até em dublar o futuro 007, mas desistiu porque Disney quis manter o sotaque do ator. Uma versão da canção “My Pretty Irish Girl”, cantada por Sean Connery e Janet Munro, foi lançada em disco na época em que o filme estreou nos cinemas nos Estados Unidos.

Os antepassados ​​de Walt Disney eram imigrantes irlandeses, que foram para os Estados Unidos partindo de Kikenny, Irlanda, tentando escapar da perseguição religiosa. Ele sempre se interessou pelas lendas e histórias desse país, e quando leu a série de contos com o personagem Darby O’Gill, da autora inglesa H. T. Kavanagh, ficou encantado.  A escritora falava de todas as fadas e seres mágicos da mitologia irlandesa.

Foi então que Walt começou a planejar o lançamento do filme mais tarde batizado de A Lenda dos Anões Mágicos. Após o término da 2ª Guerra Mundial, ele enviou vários artistas para a Irlanda, no intuito de coletar material para a produção. Em dezembro de 1948, Walt Disney visitou a Irlanda e anunciou a realização desse filme, que na época chamava-se apenas “The Little People”. Foram necessários mais de dez anos para que enfim chegasse aos cinemas.

Jimmy O’Dea e todos os atores que interpretaram leprechauns  não foram incluídos em quaisquer peças de marketing do filme, e nem apareceram nas diversas premières programadas. A intenção de Walt Disney era a de que as pessoas tivessem a ilusão que leprechauns verdadeiros haviam sido contratados para o filme. Tanto que, nos créditos de abertura, pode ser lida uma mensagem de Walt na qual ele agradece “ao rei Brian de Knocknasheega e seus leprechauns pela inestimável cooperação em tornar este filme possível”.

As cenas que mostram a interação entre duendes e seres humanos utilizam a técnica de “perspectiva forçada”, quando se filma as pessoas um pouco mais longe da câmera.

Uma reclamação recorrente na época do lançamento de A Lenda dos Anões Mágicos nos cinemas era que os atores falavam a língua inglesa com sotaque gaélico, tornando os diálogos incompreensíveis em certos momentos. Em uma versão posterior do filme, tais falas foram dubladas.

No dia em que o filme foi lançado em Dublin, a prefeitura decretou feriado escolar para que todas as crianças pudessem ir ao cinema, e o dia foi chamado de “Walt Disney Day”. Toda a renda foi revertida para um fundo beneficente da Igreja de São Vicente de Paula.

E, como em todo lançamento importante que Disney fazia na época, era também produzida uma versão em quadrinhos, lançada nos Estados Unidos simultaneamente com o cinema:

A quadrinização, desenhada pelo renomado artista Alex Toth, foi também publicada no Brasil pela Editora Abril em 1070:

O famoso crítico americano Leonard Maltin, que podia destruir ou levantar um filme com uma só palavra, disse que “A Lenda dos Anões Mágicos não é apenas um dos melhores filmes de Walt Disney, mas é certamente um dos melhores filmes de fantasia já realizados”.

Aqui, o trailer de seu lançamento na TV (nos Estados Unidos), em 1977:

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Registros da vida animal

Os animais “selvagens”, muitas vezes, demonstram não ser tão selvagens assim. Quer a prova? Observe essas fotos e perceba que eles, muitas vezes, são tão espertos quanto nós… Ou mais!

Na foto acima, o Rei das Selvas – que não é bobo e nem nada – percebeu que a turma “do outro lado” estava em muito maior número e que ele tomaria uma surra. Então…

O lince deve ter ouvido falar da iguaria chinesa “sopa de barbatana de tubarão” e resolveu provar.

O “chacal kung fu” não queria ser incomodado durante sua refeição, então deu um chega pra lá nos abutres enxeridos.

Mas os desentendimentos também ocorrem nos céus. Essas duas aves de rapina se enfrentam em Oxfordshire, na Inglaterra. Não se soube o motivo…

Briga de pesos-pesados: nesta foto tirada na Namíbia, a mamãe hipopótamo foi salvar o filhote, que estava sofrendo bullying do elefante, e tomou um “ippon” do grandão. Mas essa distração ajudou o filhote a fugir e ela, depois, foi ter com ele sem grandes ferimentos. Parece que apenas sua dignidade foi ferida.

Aí, o pessoal estava num barquinho na Patagônia, numa viagem de observação da vida selvagem, quando  uma baleia-franca de 50 toneladas parou logo abaixo deles… Ela também queria observar a vida selvagem, oras…

Esta briga entre dois leões foi uma disputa pelo direito de acasalar com as fêmeas de seu território…

Pinguim sortudo, esse! Escapou por um triz!

Esses íbex-dos-alpes, uma espécie de cabra selvagem que vive nas montanhas dos Alpes europeus, descem por pedras por uma encosta de inclinação de 80 graus. Durante os dias quentes, as cabras lambem o sal que escorre pelas pedras.

Linguarudos, há por todo lado: este camaleão capturou uma libélula, foto tirada numa ilha da Indonésia.

O fotógrafo estava na costa da Austrália, tirando fotos de tubarões, quando o grande tubarão branco colocou a cara pra fora da água, como se estivesse fazendo uma pose para um close – ele até sorriu! Eh eh eh. O fotógrafo não se fez de rogado e tirou a foto, afinal – segundo o fotógrafo – o tubarão não estava sendo agressivo… Estava apenas curioso…

 

 

 

 

 

 

 

 

Curiosidades, Sabedoria

Prefeitos Anhaia Mello e Prestes Maia tinham projetos diferentes para São Paulo

São Paulo é a sétima cidade mais populosa do planeta e sua região metropolitana, com cerca de 20 milhões de habitantes, é a oitava maior aglomeração urbana do mundo. Regiões ao redor da Grande São Paulo também são metrópoles, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba; além de outras cidades próximas, como Sorocaba e Jundiaí. Esse complexo de metrópoles — o chamado Complexo Metropolitano Expandido — ultrapassa 30 milhões de habitantes (cerca de 75% da população do estado) e forma a primeira megalópole do hemisfério sul.

A cidade de São Paulo tem 461 anos, mas só se tornou a maior cidade do país em meados do século 20, época em que seu destino foi definido, ou pelo menos foi projetado, por dois prefeitos urbanistas. Contemporâneos e com propostas antagônicas, Anhaia Mello e Prestes Maia comandaram a prefeitura em épocas distintas, mas exerceram influência sobre as gestões seguintes.

Veja o quadro abaixo que compara os pensamentos desses dois antigos gestores:

Anhaia Mello via o urbanismo como um instrumento para reconciliar o homem e a natureza, e enfrentar os problemas de uma cidade industrial. Ele era defensor da ideia de impor limites ao crescimento de São Paulo. Defendia também o zoneamento urbano e propôs normas para regulamentar o uso e a ocupação do solo. E criticava a verticalização das cidades! E não só isso, Anhaia Mello também propunha a proibição de instalação de novas indústrias no entorno da cidade e o controle do crescimento de São Paulo.  A cidade seria descentralizada, com núcleos que aproximariam moradia e emprego. Cinturões verdes seriam preservados nas periferias, e novos núcleos urbanos seriam criados na região metropolitana para dar conta do crescimento populacional.

Claro que foi vencido pelos que desejavam a expansão da atual megalópole…

Prestes Maia foi quem propôs a construção de avenidas radiais, e isso favoreceu o crescimento ilimitado da cidade. Ou seja, o oposto do pensamento de Anhaia Mello… Para desafogar o trânsito próximo ao marco zero da cidade, a Praça da Sé, Prestes Maia formou um perímetro em torno dele. Promoveu desapropriações, transformou ruas em avenidas e construiu viadutos para formar o anel das avenidas Rangel Pestana, Mercúrio, Senador Queirós, Ipiranga e São Luís, acrescido de vias como o viaduto Jacareí e a rua Maria Paula.

Prestes Maia também priorizou a retificação do rio Tietê e a abertura de avenidas como a Nove de Julho e 23 de Maio, e alargou e asfaltou inúmeras vias. Seu plano sempre privilegiava o carro e os deslocamentos de longa distância. Como não havia a preocupação formal com a formação de subcentros na cidade, o crescimento dessa frota logo colocou a perder todo o esforço feito para abrir novas avenidas.

Pressionado, tomou na ocasião iniciativas para preparar a cidade para a construção do metrô. Reservou, por exemplo, o canteiro central da avenida 23 de Maio para a implantação de uma linha Norte-Sul. No entanto, não conseguiu recursos para iniciar a obra e seus projetos nesse sentido ficaram congelados por décadas, sendo abandonados depois.

***

Segundo os urbanistas modernos, as ideias de Anhaia Mello voltam à tona hoje para enfrentar o colapso da mobilidade urbana, para uma melhor distribuição dos serviços e empregos e para evitar esse movimento para os pontos extremos da cidade,  em que as pessoas levam duas, três ou mais horas nos deslocamentos para exercer suas atividades cotidianas.

Não sou especialista no assunto e nem tenho todas as informações sobre os projetos de cada um, mas por este resumo que consegui, preferia estar vivendo hoje na São Paulo projetada por Anhaia Mello…

Fonte:

Folha de S. Paulo

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Onze regras para ser uma boa esposa

Em 1953, foi publicado na Espanha um guia de como ser uma boa esposa…

Quem o escreveu foi uma mulher, Pilar Primo de Rivera, que faleceu em 1991.  Pilar era irmã de José Antonio Primo de Rivera, fundador da Falange Española, partido político de extrema direita, e filha de  Miguel Primo de Rivera, ditador espanhol na década de 1920.

PILAR

O guia basicamente ensinava como as mulheres deveriam se comportar para que seus maridos fossem felizes. Uma série de dicas mostrando que a esposa deveria viver para servir, sempre à disposição de um marido. Um guia de submissão. Claro que era um produto de seu tempo, ainda mais machista e opressor do que os dias atuais. E mostra como a ideia da submissão feminina veio sendo construída e sendo arraigada na mentalidade das famílias.

Tenho certeza de que, para muitos, a leitura deste guia hoje parecerá mais uma caricatura, mas sei que para outros – e sem brincadeira! – poderá parecer realmente uma “fórmula” para se conseguir um casamento perfeito.

O mais irônico de tudo é que Pilar nunca se casou, e sempre pregou que as mulheres devem ser “femininas, não feministas”.

O guia segue abaixo em espanhol, mas dá para entender as linhas gerais:

56C

E9E

01 – Prepare o delicioso jantar para ele

D75

02 – Esteja sempre arrumada

CBB

03 – Seja sempre interessante, uma de suas obrigações é distraí-lo.

CCE

04 – A casa deve estar impecável!

ABC

05 – Ele tem que se sentir no paraíso

9E2

06 – Cuide de seus filhos, deixe as crianças limpas e arrumadas.

CDC

07 – Não faça barulho, desligue o aspirador e a máquina de lavar, mande os filhos se calarem.

186

08 – Procure sempre estar feliz

886

09 – Escute-o

8A8

10 – Coloque-se no lugar dele, sem reclamar se ele chegar tarde, ou se for se divertir sem você ou se não vem pra casa toda noite. 

43B

11 – Não reclame de problemas insignificantes.. Qualquer problema seu é um mero detalhe se comparado com o que ele tem que passar

276

(Bônus) Faça-o se sentir à vontade, ofereça uma bebida quente e tire os sapatos dele.

550

Este guia é verdadeiro, e foi publicado numa revista há 62 anos…

Fontes:
taringa.net
publimetro.com.mx
neinordin.com.br
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As 5 coisas que os jovens nunca irão compreender

Essa dica me foi passada por uma amiga e achei muito legal, por isso compartilho com vocês o que apurei.  O post se encaixa naquele tipo de “listas” que surgem em todos os finais de ano, quando compilamos as listas dos melhores, dos piores, dos mais bizarros, dos mais elegantes, das mais feias… Aqui, é uma lista  das 5 coisas que os jovens jamais irão compreender.  E que faziam parte de nossas vidas há apenas 10 ou 15 anos! Surpreenda-se como a tecnologia anda mais rápido do que se pensa!

1. O disquete

Esqueça-se do fato de que ele só armazenava 1.4 Mb de informação, e que hoje temos pendrives com a capacidade de 1 terabyte… Houve um tempo quando esse pobre e humilde disquete podia salvar (ou destruir) o mundo –  ao menos nos filmes e desenhos animados…

2. O videocassete

Esse é mesmo difícil de compreender, porque não se tratava apenas de “enfiar um cartucho no aparelho e assistir um filme”. Era todo um ritual que exigia preparação prévia e certa logística, coisas que num mundo onde você só precisa assinar um serviço on-demand e seu filme está instantaneamente disponível, realmente parecem pré-históricas.

O ritual começava antes de você se sentar na poltrona com a pipoca e o guaraná. Começava lá atrás,  vasculhando as prateleiras da loja de aluguel de vídeos. “O quê?” perguntaria assustado um jovem de hoje. “Vocês alugavam vídeos?”

Sim, caro incrédulo. Eram lojas enormes, quase um supermercado, com as prateleiras abarrotadas de cartuchos VHS, com filmes separados por categorias: lançamentos, comédias, eróticos, infantis, clássicos… Você escolhia o que queria, ia para o caixa e, na fila, ficava olhando com inveja o cara da sua frente, com uma pilha de vídeos de lançamento, todos aqueles que você queria ver mas já não tinham mais cópias disponíveis.  Enquanto esperava, passava por ofertas tentadoras: pipocas de microondas, batatas Pringles, geladeiras de Coca-Cola, geladeiras de sorvetes Haagen-Dazs… E quando chegava na sua vez, não iria apenas pagar pelos filmes alugados, mas por 4 refrigerantes, dois sorvetes, cinco pacotes de pipoca, etc etc.

A segunda etapa do ritual era chegar em casa,  e enquanto sua esposa/namorada/amiga trazia o balde de pipoca quentinha e o refrigerante gelado, você ligava a TV e inseria o filme no videocassete, voltando correndo para o sofá. Os jovens nunca irão compreender a sensação que a gente sentia, depois de acomodados, de erguer os olhos e ver isto:

Explicando: era assim a imagem dos filmes em VHS, depois de terem sido alugados trocentas vezes por outros associados da videolocadora…

Se o vídeo estava bichado, ou seja, travava e não rodava, a terceira etapa era tirar o cartucho do filme do videocassete. Os jovens também nunca irão compreender qual era a sensação de ver isto acontecer quando você puxava a fita:

Sim, assistir filmes em casa era uma aventura!

3. A internet discada

Pois é, lembra-se de quando a gente tinha que usar a linha telefônica e discar para o provedor da internet para podermos navegar, ou simplesmente lermos nossos e-mails? Os jovens nunca irão entender a emoção que sentíamos ao ouvir o som da discagem do número do provedor, o coração batendo mais rápido na ansiedade de conseguir completar uma conexão de internet!

A internet discada era causa de diversos conflitos familiares, porque quando você PRECISAVA fazer a conexão na internet NAQUELA hora, a sua mãe/ irmã/pai/ avô estava usando a linha no mesmo instante!

Mas depois de completar a conexão, a coisa não era assim simples. Além de a própria conexão ser muito lenta, os computadores também levavam séculos para dar o boot, para mudar de página, para baixar uma imagem… Essa é outra coisa que os jovens nunca irão compreender… O tempo que levava para abrir uma imagem…

4. Uma enciclopédia

Ah, ah, ah! Pobres jovens de hoje. Nunca viverão a experiência de ter que manusear 32 volumes da Enciclopédia Britânica em busca daquele verbete que poderia responder à questão da prova!

A gente nem precisava ir à academia fazer musculação. Era um verdadeiro exercício físico puxar da estante e carregar para a mesa cada um desses volumes e folhear as 30 mil páginas. Hoje, essa informação o jovem consegue na ponta do dedo.

5. Um mundo sem smartphones

Era um mundo sem graça, mesmo.  Não dava pra ficar postando no Facebook ou usando o Whatssap ou mandando fotos pelo Instagram, porque não existiam smartphones. Era muito chato, todo mundo vivia desconectado! Hoje, não…

              

Hoje todo mundo interage, não é mesmo?

Seja jantando, no metrô, durante os passeios, com a namorada ou namorado…

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A Rocha e sua fuga misteriosa

A fama de Alcatraz se firmou nos anos em que esse rochedo em frente à baía de San Francisco, no norte da Califórnia, abrigou uma prisão de segurança máxima e serviu de lar forçado a alguns dos gangsteres mais temidos dos Estados Unidos.

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Entre 1934 e 1963, “A Rocha”, a alcunha que Alcatraz ganhou, foi a prisão-modelo em que eram detidos criminosos considerados perigosos demais para as prisões do continente. Alcatraz viveu a sua fuga mais célebre 53 anos atrás, em parte porque nunca mais se soube o paradeiro dos três detentos que escaparam. E também porque, depois disso, o governo americano ordenou o fechamento da penitenciária. Mas a lenda construída em torno do local seguiu se alimentando de relatos orais e de filmes de Hollywood.

Há alguns pontos-chave para entender as razões pelas quais a prisão se tornou um centro turístico que atrai milhares de visitantes todos os anos.

Uma prisão-modelo

Localizada em uma ilhota árida e rochosa no Pacífico, a primeira fortificação de Alcatraz for construída por volta de 1850 e utilizada como uma prisão militar. As autoridades avaliaram que o presídio fornecia segurança suficiente para frustrar qualquer tentativa de fuga. O argumento deles é de que seria impossível sobreviver no mar por causa das fortes correntes ou das baixas temperaturas das águas.

Em 1912, ali foi erguido o então maior edifício de concreto armado em todo o mundo. Mas foi o ano de 1933 que selou a fama de Alcatraz como uma prisão diferente. Ela se converteu na “prisão das prisões”, como a chamou a agência americana de prisões. O que significava isso, na prática? Que ela passaria a receber a população carcerária considerada muito indisciplinada para outros centros de detenção nos Estados Unidos.

Detentos famosos

De acordo com agência americana de prisões, a população carcerária de Alcatraz se manteve sempre abaixo da capacidade máxima do recinto. Em média, ela abrigou entre 260 e 275 prisioneiros, representando apenas 1% do total de presos em cárceres federais. Mas foram os personagens atrás das grades que ajudaram a consolidar a lenda de Alcatraz, sobretudo porque eram, em grande parte, figuras de destaque do crime organizado na época da Grande Depressão nos Estados Unidos.

O mais famoso foi, sem dúvida, Al Capone, líder da Máfia em Chicago. Ele foi enviado ao presídio porque, segundo as autoridades americanas, sua reclusão anterior, em Atlanta, não o havia impedido de continuar comandando sua organização. Capone ficou em Alcatraz por pouco mais de quatro anos, até ser diagnosticado com sífilis e transferido para outra prisão.

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Também passou pelo local o gângster George “Machine Gun” Kelly Barnes que, apesar do apelido “Metralhadora” e de sua fama de durão, nunca matou ninguém. Ele passou 17 anos em Alcatraz.

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Outro “hóspede” conhecido foi Alvin Karpowicz, apelidado de “Creepy Karpis” por causa de seu sorriso sinistro. Ele liderou a lista dos “mais procurados” pelo FBI nos anos 1930 e foi o último “inimigo público” a ser capturado vivo. Passou 25 anos na prisão.

Fugas frustradas

Nem mesmo os mais sofisticados mecanismos de segurança da época foram suficientes para impedir que alguns detentos tentassem fugir. A administração do presídio contabilizou 14 tentativas de fuga envolvendo 36 pessoas durante mais de 30 anos. Destes, 23 foram recapturados, seis morreram baleados durante a fuga e outros dois afogados. Cinco deles, no entanto, jamais foram reencontrados e passaram a fazer parte da lista de “desaparecidos”.

Dentre eles, estão os últimos a tentarem fugir: Frank Morris, Clarence Anglin e John Anglin, em 1962.

Nunca encontraram os fugitivos, nem seus corpos. Ninguém supunha que alguém pudesse sobreviver no mar gelado daquela região, além da distância da costa, mais de 5 km. Os três homens foram muito procurados  –  e continuam sendo. Hoje, Frank Morris, o mentor da operação, estaria com 85 anos se estivesse vivo. Os outros dois, os irmãos Anglin, estariam com 81 (Clarence) e 82 (John). Os mandados de prisão só serão revogados na data em que cada um completar 99 anos.

Como foi

Em 12 de junho de 1962, em Alcatraz, o tenente Bill Long fazia a contagem matinal dos detentos. E notou que um guarda não aparecera até então. Foi ao local em que o guarda deveria estar e viu que ele vinha correndo em sua direção. “Bill, tem um cara que não quer se levantar para a contagem.” “Vou fazer com que ele se levante”, respondeu o tenente.

Long foi até a cela indicada e viu um homem que parecia dormir. Através das barras, ele sacudiu o travesseiro e gritou: “Levante-se para a contagem”. Uma cabeça rolou ao chão. O tenente deu um pulo para trás e então percebeu que a cabeça era falsa, feita de sabão, papel-toalha e cabelos de verdade. Travesseiros cobertos na cama simulavam um corpo. Long correu ao telefone e deu o alarme.

Descobriram que Morris e os irmãos Anglin não estavam em suas celas, e em todas elas havia uma cabeça falsa e travesseiros cobertos, simulando o corpo da pessoa.

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Os preparativos de Morris e dos Anglin duraram ao menos sete meses. Cada cela tinha um vão gradeado para ventilação. Eles roubaram um aspirador da sala de música e, com ele, fizeram uma furadeira e romperam as grades. Atrás do corredor de celas em que os três ficavam, havia um corredor de calefação raramente utilizado. Usando colheres e a furadeira, cavaram as paredes para alcançar esse corredor, depois de retirar as barras das aberturas da ventilação.

Fizeram barras falsas, de cola e papel pintado, que punham no lugar das verdadeiras quando não estavam cavando. Com o pequeno acordeão de John, Frank tocava e cantava nos horários em que isso era permitido, abafando o som da furadeira. Com audácia, abriram um espaço acima do teto das celas e o usaram como oficina. Lá, fora dos horários de patrulha dos guardas, fizeram um bote de borracha inflável feito com capas de chuva, costuradas e coladas com cimento. Havia ainda sacolas de plástico transformadas em flutuadores, remos e cabeças falsas.

Outro prisioneiro, Darwin Coon, que não quis participar da fuga, ajudou John a reunir o material necessário para executá-la. Coon trabalhava na cozinha e “acidentalmente” quebrava coisas que um amigo dele, John, da manutenção, vinha consertar. E, “distraidamente”, esquecia ferramentas.

Foi provavelmente Coon que passou a eles um exemplar da revista “Mecânica Popular”, mais tarde achado pelo FBI, que, “por coincidência”, ensinava a fazer um bote de borracha. O bote foi achado depois da fuga numa ilha próxima, e também um corpo no mar, que a princípio disseram ser de Morris. Mas isso foi desmentido.

No filme que Don Siegel fez em 1979 contando essa história, com Clint Eastwood no papel principal, eles têm sucesso. Possivelmente, esse final é o verdadeiro.

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A Alcatraz de Hollywood

Além de A Fuga de Alcatraz com Eastwood, o filme A Rocha, de 1996, com Nicholas Cage e Sean Connery como astros principais (e Ed Harris como o vilão), mais uma vez destacou a prisão cuja fama e imagem foram tradicionalmente alimentadas por Hollywood ao longo do século XX. Historiadores e documentaristas, no entanto, dizem que o retrato hollywoodiano da ilha nem sempre foi fiel à realidade.

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“Alcatraz não foi a ‘prisão maldita’ dos Estados Unidos, como muitos filmes e livros a caracterizaram. Na verdade, muitos presidiários consideravam que as condições de vida de lá, como as celas individuais, eram superiores às de outras prisões federais no país”, diz um porta-voz da agência americana de penitenciárias.

Outro filme muito famoso é O Homem de Alcatraz, de 1962, no qual Burt Lancaster interpreta um prisioneiro, Robert Stroud, “The Birdman of Alcatraz”, como ficou conhecido, por ter se tornado um especialista em pássaros.

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Robert Stroud (Lancaster) foi preso por um assassinato cometido no Alasca, e se rebelava constantemente diante daquele rígido sistema penal. Para quebrar a monotonia, Stroud adotou um pássaro como animal de estimação. Quando o pássaro ficou doente, ele experimentou vários tratamentos até a sua cura. Com o passar dos anos,  acabou trabalhando com vários pássaros, tornando-se um conhecedor de aves, e publicou mais tarde um livro sobre remédios para pássaros, além de escrever sobre a história do sistema penal americano.

A atuação de Lancaster conquistou a simpatia da opinião pública. Contudo, a história revela que o Stroud real era um assassino mercenário e que não mostrava remorso pelos seus crimes.

Atualmente, a ilha de Alcatraz é um dos pontos mais visitados de San Francisco, recebendo cerca de 1 milhão de turistas por ano, e serve também de ponto de partida para uma competição anual de triatlo, “Fuga de Alcatraz”, em que centenas de atletas provam que, com treinamento e equipamento apropriados, é possível sair da ilha e chegar são e salvo à terra firme.