O pijama anti-pum!

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O slogan da companhia britânica Shreddies é “peide sem medo”.

E não é para menos: a empresa alega que fabrica roupa de baixo que segura os odores naturais da flatulência e agora também lançou um pijama que promete o mesmo resultado.

A ideia, segundo a companhia, é manter você – e seu parceiro – respirando feliz, usando as roupas de um tecido feito com uma tecnologia especial.

A Shreddies diz que há muita ciência por trás de suas roupas. Os tecidos das calças de pijama, cuecas e os jeans lançados pela empresa incluem um material à base de carbono chamado de Zorflex, que segura gases e líquidos em uma de suas camadas.

No entanto, atenção, o Zorflex não abafa o som.

Relacionamentos

A Shreddies afirma que estas roupas foram criadas para pessoas que querem melhorar seus relacionamentos. Afinal, muita gente se incomoda com os sons e os odores de um companheiro (ou companheira) flatulento.

Richard Woolley, um dos gerentes da companhia, afirmou que o produto foi lançado depois de pedidos de pessoas que precisavam de ajuda. “Um dos temas comuns do feedback (que recebíamos) era a necessidade de algo para proteger o usuário enquanto ele dormia, especialmente (quando ele está) em um novo relacionamento, em uma viagem de trabalho ou hospedado na casa de amigos”, afirmou.

Então, meu amigo, minha amiga, seus problemas acabaram: essas são as roupas ideais se você quiser deixar seu corpo suspirar sossegado!

A roupa, depois de lavada (Argh! Imagina o que fica acumulado!) está pronta para ser usada novamente.

Os jeans (eles têm jeans!) são vendidos ao equivalente a R$ 800,00 e os pijamas, a R$ 500,00. Interessou?

Fonte: BBC

Desvendado mistério de cidade onde moradores caem no sono de repente

Os 582 habitantes da aldeia de Kalachi chegaram a pensar que estavam amaldiçoados. Durante cinco anos, olharam desconfiados para o céu, o ar, a água que bebiam. Suspeitaram até da vodca.

Uma doença estranha começou a tomar conta dessas pessoas: sem motivo aparente, caíam no sono de forma fulminante. E podiam passar vários dias assim, como que intoxicados.

Ao menos 120 moradores foram afetados. Os primeiros casos foram registrados em 2010, e se intensificaram a partir de 2013. O problema vinha em ondas: seis crianças dormiram em setembro de 2014 – no último inverno (no hemisfério norte) foram 60 pessoas.

O sono chegava repentinamente, de forma irresistível. “Eu dirigia minha moto em 28 de agosto e de repente caí no sono”, afirmou um morador ao site EurasiaNet.org. Foi acordar apenas em 2 de setembro. Assim como também ocorreu com o restante dos moradores, os médicos não souberam dizer o que acontecera com ele.

Kalachi fica perto de um povoado fantasma que abrigou minas de urânio. As suspeitas sempre incidiram sobre essas minas.

Mas o mistério dessa aldeia do norte do Cazaquistão agora foi desvendado: a causa do sono fulminante é uma combinação de monóxido de carbono e de partículas de hidrocarbonetos na atmosfera.

“Depois de fazer exames em todos os habitantes, recebemos a confirmação dos laboratórios (…), e a causa principal é o monóxido de carbono”, explicou o vice-primeiro-ministro do país, Berdybeck Saparbayev, em entrevista coletiva. “Quando o monóxido de carbono (CO) e os níveis de hidrocarbonetos (CH) aumentam, o nível do oxigênio baixa e produz esses desmaios”, afirmou.

Minas de urânio

O quebra-cabeça estava no fato de as medições desses componentes serem normais, conforme explicou Sergey Lukashenko, um dos cientistas responsáveis pela investigação, ao jornal local The Astana Times.

“O interessante é que a doença do sono só se manifesta com a combinação de falta de oxigênio e excesso de CO e CH”, disse Lukashenko, que é diretor do Centro Nuclear do Cazaquistão.

Em Kalachi, o fenômeno só ocorria mediante certas condições atmosféricas. “Cada um desses três componentes, separadamente, se encontrava dentro do nível normal e nenhum deles parecia causar suspeitas; portanto, durante muito tempo não foi possível verificar a causa verdadeira”, disse.

O cientista afirma que a origem dessa contaminação está em Krasnogorsk, o tal vilarejo fantasma perto de Kalachi e que abrigava uma grande mina de urânio.
A mina está fechada desde a queda da União Soviética, e Lukashenko deixou claro que o urânio ou qualquer radiação associada a ele não estão ligados às sonolências profundas.

“O urânio não tem nada a ver com isso. Eles usaram um monte de estruturas de madeira quando a mina estava em funcionamento. Depois, a mina foi fechada e se encheu de água, e quando a madeira entra em contato com a água, isso produz monóxido de carbono”, afirmou.

O monóxido de carbono começou a se infiltrar pouco a pouco até a superfície. E, combinado a determinadas condições atmosféricas e às partículas de CH, provocou a doença do sono.

Com a descoberta, as famílias da aldeia estão sendo realocadas pelo governo em outra área, longe da contaminação.

Parece, então, que termina aqui a lenda de um povoado que já começava a se assemelhar ao que acontece no filme “A Bela Adormecida”, onde todo mundo no castelo acaba dormindo por causa do feitiço da bruxa…

 

Fonte:

BBC

Michael J. Fox, “De Volta para o Futuro” e Johnny B. Goode

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Em 1985, o canadense Michael J. Fox virou ídolo da noite para o dia ao viver Marty McFly, um garoto de 17 anos que viaja no tempo. “De Volta para o Futuro” era tudo aquilo que se espera assistir no cinema: comédia, romance, ficção científica, uma trilha sensacional…

No filme, Fox toca – de verdade (ele é guitarrista desde a infância)  – Johnny B Goode, sucesso de Chuck Berry, numa das cenas mais memoráveis da história do cinema moderno. Se você não assistiu, ou não se lembra, aqui vai:

Tudo corria bem, ele era requisitado para outros filmes, para estrelar séries de TV. Mas… Em 1991, Fox foi diagnosticado com mal de Parkison (que também assola o grande campeão Muhammad Ali), uma doença neurodegenerativa que leva à perda do controle sobre o corpo. Em 1998, no ponto em que não dava mais para disfarçar os espasmos, ele abandonou a série de sucesso Spin City para se cuidar e ficar mais tempo com a família. Essa série passou no Brasil pelo canal Sony como “Limpando a Barra”, e depois na TV Globo também.

Desde então, Fox tem aparecido pouco na TV, em algumas participações especiais (como na série The Good Wife) e talk-shows. Eu me lembro de sua participação num episódio da série (fantástica de boa!)  Curb Your Enthusiasm, do co-criador de Seinfeld Larry David, interpretando a si mesmo. Com senso de humor afiadíssimo, fez piadas memoráveis usando como mote o próprio mal de Parkinson.

Onde ele tem trabalhado mesmo, para valer, é na sua “The Michael J. Fox Foundation”, em que ele busca incansavelmente recursos  para financiar grupos que tentam encontrar uma cura para o Parkinson.

Não faz muito tempo, foi o mestre de cerimônias de um leilão feito em parceria com a Nike, que confeccionou réplicas do tênis usado por ele no filme “De Volta Para o Futuro II”. Foram 1 500 tênis vendidos por inacreditáveis 4,7 milhões de dólares, todos destinados às pesquisas.

Anualmente, a sua fundação realiza um evento de arrecadação de fundos, batizado de “A Funny Thing Happened On The Way To Cure Parkinson’s”. E, no último evento, Fox, usando um figurino parecido e uma guitarra igual, toca a mesma canção do filme que o fez famoso… Algo impensável para quem convive com o mal há mais de 20 anos!

A canção de Chuck Berry tem um riff simples, mas marcante. E o jeito como Fox empurra o braço da guitarra para o lado em que o corpo treme é, ao mesmo tempo, um testemunho da dignidade com que ele convive com a doença e um instantâneo da destruição causada pelas doenças neurodegenerativas.

Página sobre São Paulo na Wikipedia tem 162 editores!

A Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue online livre, colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações.

No caso do artigo/ verbete sobre a cidade de São Paulo, há 162 pessoas (ou editores) que vigiam o conteúdo colaborativo publicado no verbete, que tem até 70 mil acessos mensais. Essa página, como todas as outras,  pode ser editada a qualquer momento, por qualquer pessoa — e não é preciso ter identificação.

Embora a edição seja liberada, isso não quer dizer que as mudanças serão aceitas. Elas são checadas por esses editores e as modificações são debatidas. Uma reportagem sobre o processo usou a seguinte imagem: “É como se a Wikipédia fosse um disco de vinil. No lado A estão as informações que acessamos ao clicar no verbete procurando por dados; no lado B fica o histórico de todas as alterações do texto, acompanhado das respectivas discussões”.

No caso da cidade de São Paulo, as discussões versam sobre questões como clima, espaço urbano, religiões, etc. Os editores, além de debater sobre esses temas e acatar ou não as modificações, ainda vigiam os atos de “vandalismo” na página: modificações com o intuito mesmo de prejudicar a informação, como eliminação de conteúdo, adição de palavrões ou inclusão de dados sem sentido.

Ainda pode ocorrer o que os editores chamam de guerra de edições. Isso acontece quando editores ou grupos de editores repetidamente revertem as edições do outro em determinada página ou tópico. Envolver-se deliberadamente numa guerra de edições, em vez de discutir o assunto, é uma quebra das normas de conduta e pode causar o bloqueio de edição dos editores envolvidos. Tentativas de se vencer uma disputa através da força bruta acabam minando o processo de construção de consenso que está por trás do espírito colaborativo da enciclopédia.

Mas a vida desses editores não é fácil. O “vandalismo” nos artigos são mais comuns naqueles mais consultados, como os de personalidades e acontecimentos de destaque.

Um usuário incluiu recentemente uma passagem no verbete da presidente Dilma Rousseff dizendo que ela é “uma mulher muito malandra, que por isso se tornou a 36ª presidente do Brasil”. No mesmo minuto, a intervenção foi desfeita pelo Salebot,  um software criado para fazer intervenções automáticas na Wikipédia. Combater o vandalismo é sua função. Ele é programado para monitorar as intervenções recentes e revertê-las caso encontre expressões suspeitas. Salebot já fez mais de 175 mil interferências em verbetes da Wikipédia lusófona.

Esse robô ajuda os editores, que monitoram vários artigos, mas de preferência aqueles de seu interesse. Nesse caso, ele é notificado sempre que o verbete selecionado passar por alguma alteração. O número de vigilantes de um artigo pode ser lido como um termômetro do interesse por aquela página. Por exemplo, o artigo de São Paulo, que conta com 162 patrulheiros, o de Lula, que é vigiado por 170 usuários.  O de José Serra, por 94. E o de Fernando Haddad, por menos de 30…

Mesmo com todo esse cuidado, nem sempre os erros e vandalismos são corrigidos de imediato, mesmo em artigos muito consultados. No artigo sobre Ronaldo Nazário, menções ofensivas ao peso do centroavante, ou ao episódio no qual foi visto na companhia de travestis, foram removidas com rapidez. Durante mais de três anos, no entanto, sua então esposa foi chamada de Milene Rodrigues, em vez de Domingues.

Depois das correções nesses artigos vandalizados, eles podem ser protegidos pelos editores/administradores, proibindo assim que IPs ou usuários com contas recém-criadas alterem o verbete. O artigo de Luiz Inácio Lula da Silva está protegido por um ano. Entre milhares de outras, também têm edição restrita as páginas dedicadas a Silvio Santos, Ronaldinho Gaúcho, Karl Marx e Britney Spears, além de Aquecimento global, Coca-Cola, Rede Globo e Igreja Universal do Reino de Deus.

Restringir a edição de verbetes é uma medida extrema que poucos usuários têm a permissão para tomar. Ela é facultada a editores considerados merecedores da confiança da comunidade: os administradores, eleitos por sua folha corrida de intervenções pertinentes e rigorosas. Eles podem também apagar artigos e bloquear usuários.

Tudo isso é feito para que a Wikipedia tenha a melhor qualidade possível quanto ao conteúdo que oferece. Para dar uma ideia, a Wikipédia lusófona (em português) tem mais de 500.000 páginas de conteúdo enciclopédico, contava há dois anos com 400.000 editores cadastrados e tem 90 administradores.

Para fortalecer a enciclopédia, a Wikipédia vem tentando atrair o interesse da comunidade acadêmica.  No ano passado, a professora Juliana Bastos Marques ofereceu uma disciplina optativa aos alunos de história da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Durante o semestre, 25 alunos melhoraram verbetes sobre a história da Roma antiga. Antes do curso, o artigo “Romanização” tinha duas frases. Hoje, tem vinte parágrafos, organizados em sete tópicos e farta bibliografia.

Denis Diderot foi um filósofo e escritor francês que publicou a Encyclopédie em 1772, ou  Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (Dicionário razoado das ciências, artes e ofícios), onde reportou todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época. Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso.

Pois bem, para o editor Diderot, a obra tinha sido prejudicada pela mediocridade e incompetência de muitos colaboradores. Os verbetes eram malfeitos e desiguais, e temas importantes haviam sido omitidos. “A Encyclopédie foi um sorvedouro”, escreveu Diderot, “no qual esses perfeitos trapeiros lançaram desordenadamente uma infinidade de coisas mal digeridas, boas, más, detestáveis, verdadeiras, falsas, incertas, e sempre incoerentes e discordantes.”

Os detratores da Wikipédia fazem críticas semelhantes. Mas as enciclopédias levam tempo, a de Diderot demorou duas décadas para ficar pronta. Claro que o fato da Wikipedia ser novinha (apenas 12 anos de idade) não deve ser álibi para os erros de conteúdo. Mas devemos encará-la como um projeto de longa duração, e consertar o que estiver errado, mas sem desespero.

Afinal, faz parte da ideia da Wikipedia não ter fim!

Fontes:
Wikipédia
folha.uol.com.br
revistapiaui.estadao.com.br
libraries.mit.edu
books.google.com.br

Nova geração de músicos de rock!

Há poucos dias celebramos o Dia do Rock, e tenho assistido contente ao nascimento de uma nova geração de músicos e que têm escolhido o rock’n’roll e seu “pai”, o blues, para se expressar.  Claro que eles não chegaram a esse estágio que demonstram em seus vídeos de uma hora para outra. Aí tem horas e horas de estudo e dedicação, mesmo sendo prodígios (pelo menos acho que a menina e o garotinho de dez ou onze anos, mais abaixo, são prodígios…).

Avalie por você mesmo esses exemplos que encontrei numa rápida busca pela internet:

Esta garota, Tina, francesinha de 15 anos, é estudante de música, da história da música, de regência e composição num conservatório, e mostra no vídeo abaixo uma arranjo dela para um concerto de Vivaldi:

Mas, não para por aí. Ela faz uma cover de um dos solos de guitarra mais explosivos da história, “Eruption”, de Eddie Van Halen. Veja o original:

E agora, a versão de Tina:

Uma menina de 14 anos que toca guitarra melhor que você

Bem, existe mais gente talentosa por aí… Encontrei o Justin Weed, de 14 anos, que vive no Texas e que toca um blues como gente grande:

E o Brandon Niederauer ( o prodígio que mencionei acima), outro garoto blueseiro, de apenas 11 anos e que já faz shows com músicos adultos – e também com sua banda de moleques – em sua terra natal, Nova York, e também em New Orleans:

Depois, temos o Raffi Arto, garoto armênio de 14 anos que vive na França e que é chegado num boogie-woogie e no rock anos 1950, estilo Jerry Lee Lewis:

Falando em meninos, temos o brasileiro Luis Kalil, de  14 anos também, numa versão matadora do Hino Nacional brasileiro.

E existe uma “Escola do Rock” em San Francisco, Califórnia!

Ok, tudo bem, não é só rock que eles ensinam… Vou explicar: existe uma ONG chamada “Little Kids Rock”, que foi fundada em 2002 em San Francisco, Estados Unidos, por um professor americano desapontado com a falta de aulas de música nas escolas públicas do país. Então, o objetivo das aulas gratuitas que sua organização oferece – hoje presente em 1700 escolas espalhadas por 25 cidades do país – é transformar a vida das crianças ao revitalizar as aulas de música. Hoje, ele e seus professores ensinam música, além de outras disciplinas, para mais de 300.000 jovens e crianças!

Esses alunos são das classes menos favorecidas e eles ganham, além dessas aulas gratuitas, os instrumentos com os quais estudam. O Conselho de Administração da ONG tem como membros honorários gente do peso de Bonnie Raitt, Paul Simon, B.B. King, Slash (ex-Guns and Roses), Ziggy Marley, Gene Simmons do Kiss, Billy Joel e outros astros.

Muito legal! Abaixo, um vídeo de uma das classes mostrando o que aprenderam:

É isso aí. Quero ver onde essa molecada ainda vai chegar.

Long live rock n’ roll!

Astronauta mostra o que acontece ao torcer toalha molhada no espaço

O que acontece quando se torce uma toalha molhada no espaço? Duas estudantes de uma escola do Canadá fizeram essa pergunta e tiveram resposta diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS).

scene composition: litho, frame 22Quem conduziu o experimento foi Chris Hadfield, astronauta também canadense que se tornou comandante da ISS em março de 2013. Desde dezembro de 2012, quando chegou à ISS, Hadfield realizou diversos experimentos em gravidade zero.

Para responder à questão de Kendra Lemke e Meredith Faulkner, que cursavam a décima série escolar do Canadá (que corresponde ao Ensino Médio no Brasil), Hadfield jogou a água diretamente de uma “garrafinha” em uma toalha de mão. Devido à gravidade zero, explica ele no vídeo, não seria possível mergulhar a toalha em um recipiente, porque a água não ficaria lá dentro.

Quando a toalha foi torcida, a água começou a se acumular na superfície, formando uma espécie de membrana de aparência gelatinosa. Sem a gravidade para atrair a água para baixo e fazê-la cair da toalha, a água foi cobrindo as mãos de Hadfield. A toalha, mesmo depois de solta, continuou torcida.

“Devido à tensão superficial da água, ela percorre a superfície da toalha e chega à minha mão, como se eu tivesse gel nas mãos, e então fica lá”, explica o astronauta. A tesão superficial da água, causada pela atração entre as moléculas, é o que explica, por exemplo, por que alguns insetos conseguem andar sobre a água, como se houvesse em sua superfície uma fina membrana elástica.

O astronauta voltou à Terra no final daquele ano e se aposentou, iniciando então uma carreira de palestrante.

A Viagem dos Elefantes

Existe algo no Universo que é muito maior do que a compreensão dos homens…

Lawrence Anthony, uma lenda na África do Sul, autor de 3 livros, entre eles o best-seller O Encantador de Elefantes,  valentemente resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta após serem vitimados por atrocidades humanas, e entre seus feitos está o corajoso resgate dos animais do Zoológico de Bagdá durante a invasão dos Estados Unidos em 2003.

No dia 2 de março de 2012, Lawrence Anthony faleceu. Deixou saudades e é sempre lembrado por sua esposa, dois filhos, dois netos e… Numerosos elefantes.

Isso mesmo!

Dois dias após seu falecimento, os elefantes selvagens apareceram em sua casa, na enorme reserva de Thula-Thula, guiados por duas grandes matriarcas.

Outras manadas  selvagens também apareceram em bandos para dizer adeus a seu amado amigo-homem. Um total de 31 elefantes havia caminhado pacientemente por mais de 20 quilômetros para chegar à residência sul-africana de Anthony.

Ao testemunhar esse espetáculo, os outros humanos obviamente ficaram abismados não apenas por causa da suprema inteligência e timing perfeito com que esses elefantes pressentiram o falecimento de seu amigo, mas também por conta da maneira organizada com que eles foram prestar suas últimas homenagens. Caminhando lentamente, e durante dias, marchando pelo caminho numa fila solene desde seu habitat até a casa de seu antigo protetor.

Os humanos, intrigados, se perguntavam: como os elefantes da reserva, pastando a quilômetros de distância da casa de Anthony, e em locais diferentes da reserva, poderiam saber da morte dele?

“Um homem bom morreu de repente” disse a Rabina Leila Gal Berner, “e vindo de muito, muito longe duas manadas de elefantes, sentindo que eles haviam perdido um amado amigo, vieram numa solene procissão fúnebre para visitar a família enlutada na residência do falecido.”

“Se alguma vez houve uma ocasião em que pudemos realmente sentir a maravilhosa intercomunicação de todos os seres, foi quando refletimos sobre os elefantes de Thula Thula. O coração de um homem para de bater e os corações de centenas de elefantes se entristecem.  O coração tão generoso e dedicado  desse homem ofereceu a cura a esses elefantes, e agora eles vêm prestar sua carinhosa homenagem a seu amigo.”

A esposa de Lawrence Anthony, Françoise, estava particularmente comovida, sabendo que os elefantes não tinham vindo à sua casa antes desta data por bem mais de três anos!  Como disse a rabina, os elefantes obviamente queriam apresentar suas homenagens ao amigo que havia salvado suas vidas, e tamanho era o seu respeito que ficaram por dois dias e duas noites sem comer ou beber absolutamente nada, como numa vigília.

E assim, na manhã do terceiro dia, eles partiram para a sua longa viagem de volta.