Atores que passaram por mudanças drásticas para interpretar personagens

Não é de hoje que alguns atores fazem tudo, ou quase tudo, em nome da arte. Tom Cruise, por exemplo, costuma dispensar os dublês e gosta de ele mesmo realizar as cenas mais perigosas.. Para desespero de seu agente e de sua companhia de seguros!

Outros atores não se furtam em passar por mudanças profundas, muitas vezes ficando irreconhecíveis para seus fãs. Veja alguns deles:

Para interpretar o assassino de John Lennon no filme “Chapter 27” (2007), o ator Jared Leto engordou 28 quilos. O esforço foi tanto que ele precisou usar cadeira de rodas para se locomover. Parece que ele é muito adepto dessas profundas alterações, porque, anos mais tarde, até ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante em 2014, pelo seu papel de travesti em “Clube de Compras Dallas”.
E lá vem ele de novo, totalmente diferente, vivendo o vilão Coringa no filme “Esquadrão Suicida”, que estreia em 2016:
Lembra do Matthew Fox, que ficou famoso por interpretar o Jack na série Lost? Ele emagreceu 18 quilos e ganhou muita massa muscular para viver um serial killer no filme “A Sombra do Inimigo” de 2012. E olha, ele convence!
A deusa Charlize Theron viveu a serial killer Aileen Wuornos no filme “Monster – Desejo Assassino”, de 2003. Ela engordou 13 kg, usou uma dentadura e raspou as sobrancelhas. O esforço lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz naquele ano.
Outro que não hesita em passar por essas transformações é o Christian Bale, de quem sou fã. Quando ganhou o cobiçado papel de Batman, para o primeiro filme da trilogia de Christopher Nolan, “Batman Begins” (2005), ele precisou se esforçar para recuperar os músculos e ganhar peso para ter o porte do herói.
Mas aí ele precisou emagrecer drasticamente em 2010 para interpretar Dicky Eklund no filme “O Vencedor”, excelente. A ótima atuação lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
E em “Trapaça”, em 2013, ele se transformou de novo, está barrigudo, careca…
Mas eu acho que a mais notável de todas essas mudanças foi a de Robert de Niro em 1980, para fazer o clássico “O Touro Indomável”. Primeiro, ele treinou pesado para ficar com o porte físico do lutador Jake LaMotta:
Só que o filme mostra os anos de decadência do lutador, também, e na segunda parte da película, Robert de Niro precisou engordar 31 quilos. O filme é espetacular e De Niro ganho o Oscar de Melhor Ator por essa interpretação.
A gente não imagina o que esses atores precisam passar para nos entreter, não é mesmo?
20614449 20614448 matthew_macconaughey johnny_deep jim_carrey ralph_fiennes robert_downey_junior sandra_bullock daniel_oliveira camila_morgado_2

Como cada signo ligaria dois pontos em uma folha

De acordo com especialistas, cada signo tem suas características. Para ilustrá-las melhor, a ideia foi representar essas particularidades mostrando como cada um dos signos ligaria um ponto a outro em uma folha branca.

As ilustrações foram feitas em 2013 pela designer industrial, tatuadora e educadora Luiza Gianesella Andrade. Há os mais práticos, os mais artísticos, os mais prolixos. Confira na galeria abaixo:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fonte

Catraca Livre

Trem-bala magnético japonês bate novo recorde de velocidade a 603 km/h

O trem japonês de levitação magnética Maglev, ainda em fase de testes, bateu seu próprio recorde mundial de velocidade, ao atingir 603 km/h menos de uma semana depois de quebrar a marca anterior.

“A velocidade de 603 km/h foi mantida por 10,8 segundos” quando o trem atravessava um túnel, destacou o porta-voz da companhia que opera o trem, Central Japan Railway, afirmando que trata-se de um recorde mundial.

O teste, com pessoas a bordo, foi realizado naquela manhã em uma linha especial de 42,8 km em Yamanashi, no centro do Japão, onde o Maglev é desenvolvido há anos. O objetivo do teste era comprovar a estabilidade deste meio de transporte, inclusive a uma velocidade muito superior à prevista para o serviço comercial.

O mesmo trem havia batido o recorde mundial anterior ao alcançar 590 km/h. Com a atividade final, a Central Japan Railway concluiu os testes para atingir as altas velocidades com o Maglev sem o registro de nenhum problema.

Levitação

O Maglev funciona por meio de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares para gerar um campo magnético perto dos trilhos. Esse campo gerado faz com que o trem seja elevado até 10 cm acima da ferrovia e também o impulsiona, eliminando o contato e fazendo com que a única forma de atrito do trem seja com o ar.

A característica mais notável do trem japonês é o seu carro-líder, que tem 28 metros de extensão, sendo 15 deles correspondente ao seu “nariz”, alongado para diminuir o atrito com o ar. Não há para-brisa frontal porque a composição é controlada remotamente, por computadores. Um câmera na ponta do carro dá ao centro de controle (e aos passageiros) a visão frontal do percurso.

A Central Japan Railway pretende colocar o Maglev em funcionamento em 2027 entre a estação de Shinagawa, ao sul de Tóquio, e a cidade de Nagóia, no centro do Japão. O trajeto de 286 quilômetros e feito pelo trem-bala atual em 88 minutos seria reduzido para 40 minutos com o novo sistema, viajando à velocidade máxima de 500 km/h.

Qual a diferença entre Soccer e Football?

Aproveitando o escândalo da FIFA e CBF (como se a roubalheira e a sujeira no futebol fossem novidade…), fui pesquisar porque o nosso futebol é chamado de football  e chamado de soccer pelos americanos. Lembrando que aquilo que chamamos de futebol americano é, nos EUA, conhecido como football…! E ainda existe o rúgbi, que é jogado também com as mãos mas sem todas aquelas armaduras do futebol americano.

A pergunta que não queria calar era subdividida em várias: por que nos Estados Unidos o nosso futebol é chamado de soccer? Por que eles inventaram outra palavra? De onde vem esse tal de soccer?

Vejam o que descobri.

Ao contrário do que muita gente acredita, a palavra soccer teve sua origem no inglês britânico. Quer dizer, justamente com os ingleses, criadores do football. Mais especificamente, com a elite inglesa da segunda metade do século XIX. O termo football naquela época era usado para se referir ao futebol como nós o conhecemos. Eis então que, em um belo dia em uma partida normal de futebol, um jovem de nome William Webb Ellis pegou a bola com as mãos e saiu correndo em direção ao gol. Afinal, as regras ainda não eram claras… O jovem deve ter se cansado de não conseguir dominar a bola com os pés e levou com a mão, mesmo.

Essa partida ocorria no campo da Rugby School, na Inglaterra. O pessoal gostou muito da tentativa do jovem William e assim teve início o rugby football.

Para diferenciar um football do outro, a turma usava o termo “association football” para falar sobre o futebol jogado com os pés (o futebol como conhecemos) e “rugby football” para falar do outro tipo. O termo association football foi usado porque, na época, eles vinham tentando definir regras para padronizá-lo, e pensaram então em fundar uma associação que pusesse ordem na bagunça.

Foi em 1863 que eles criaram a Association Football, onde foram definidas as regras do futebol como as conhecemos hoje: nada de usar as mãos, a redução de 20 para 11 pessoas por time em campo, a altura das traves do gol etc. A associação viveu sem brigas até 1871, quando um pessoal mais radical decidiu se rebelar quanto a proibição do uso das mãos nas jogadas. Devia ser um pessoal mais grosso e que não sabia dar canetas, carretilhas e outras jogadas de mais habilidade…

Nesse mesmo ano, 21 times ingleses revoltados se reuniram e fundaram o Rugby Football Union, com suas primeiras regras oficiais surgindo em junho.

Esses dois esportes eram bastante praticados na Inglaterra, e o rugby tornou-se a preferência nacional por um bom tempo. Porém, com o passar dos anos, o Association, que era mais antigo e praticado por muita gente, começou a ganhar em popularidade e passou a ser chamado somente de Football, e o outro esporte seguiu com o nome de Rugby.

Mas onde os EUA entram nessa história?

O Rugby e o Association foram introduzidos nos Estados Unidos praticamente na mesma época por universitários ingleses. As regras de um misturavam-se com as do outro. Existiam universidades que jogavam o futebol com as regras do Rugby e outras com a regra do Association; já outros times misturavam as duas regras e a coisa virou uma bagunça generalizada.

O Sheffield Football Club, da Inglaterra, foi formado em 24 de outubro de 1857 por William Prest e Nathaniel Creswick, dois jogadores de críquete, e é o time de futebol mais antigo do mundo.

Ao contrário do que ocorreu na Inglaterra e em boa parte do mundo, o rugby caiu no gosto dos americanos mais rápido que o futebol. Em 1920, ele já não era mais praticado nas universidades americanas. Com isso, o rugby no formato jogado pelos americanos passou a ser chamado automaticamente de Football, enquanto o “outro”, já praticamente extinto das terras do Tio Sam, era chamado apenas de Association.

Como o futebol era praticado por jovens, e os jovens deviam achar uma chateação ficar falando “association” o tempo todo, o termo foi gradualmente sendo abreviado para “assoc”, depois para”soc” e seus praticantes foram definidos como os “soccers”, aqueles que jogavam “soc”. Com o tempo, os termos se confundiram e “soccer” passou a ser o nome do esporte.

Vale acrescentar que, em outros países, o termo soccer também foi usado para diferenciar o tipo de futebol local: Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul são exemplos. Só recentemente alguns desses países passaram a usar a palavra football no nome de suas associações para se alinharem à FIFA. Na Austrália, por exemplo, o nome mudou de Soccer Australia para Football Federation Australia apenas em 2006. No entanto, a seleção australiana ainda é carinhosamente chamada de socceroos.

Muito dessa mudança (de soccer para football) se deve ao fato de que o “futebol americano” ou o “rugby” não serem esportes mundialmente populares como o futebol. Por conta dessa popularidade e do marketing maciço das empresas que lucram com o futebol, o termo soccer vem perdendo força. Imagina-se que, dentro de alguns anos, ele deverá ser abandonado inclusive nos Estados Unidos, onde o futebol (ainda soccer por lá) já aparece como o terceiro esporte favorito entre as crianças, depois do basquete e do beisebol.

O esporte vem ganhando popularidade naquele país, e a presença de astros como David Beckham e, agora, de Kaká, David Villa e outras celebridades do mundo da bola jogando nas ligas americanas, só fará aumentar a penetração do futebol nos noticiários esportivos.

Depois de toda essa investigação, surgiu uma outra pergunta:

Tudo bem, essa é a origem do termo soccer. Mas, por que na Itália o futebol é chamado de calcio?

Bem, essa história fica para uma outra vez, até porque ainda não descobri… Embora faça sentido esse nome, uma vez que calcio significa chute, em italiano…

Fontes:
http://www.inglesnapontadalingua.com.br
http://www.nohuddle.com.br
http://passaportebrasilusa.com
https://br.esporteinterativo.yahoo.com

As leis absurdas do Reino Unido

Postei aqui um texto falando de algumas leis bizarras em alguns dos estados dos Estados Unidos. Graças ao amigo Benny de Lima, que vive há décadas em Londres e passou a dica, descobri que essa coisa de leis malucas não é exclusividade de nossos irmãos do norte. Os amigos do Império Britânico também criaram algumas leis bem estranhas.

Veja só…

Proibido andar mais de 3 pessoas em cadeiras com rodas

bathchair

Teoricamente, ainda é proibido que um grupo de mais de 3 pessoas transitem juntas em bicicletas ou cadeiras de rodas em Londres.

A lei, que tentava evitar congestionamentos nas ruas da capital, vêm da popularidade das bathchairs no século XVIII, definidas como “transporte de rodas com propulsão humana”, antes que bicicletas e cadeiras de rodas fossem inventadas.

Essas bathchairs, inventadas em Bath ao redor de 1750 por James Heath, eram na verdade uma poltrona sobre rodas – impulsionada por uma pessoa – e usadas especialmente por pessoas deficientes. O nome pode ter sido por causa de sua origem, a cidade de Bath, e possivelmente também porque se parecia com uma banheira… (bathtub, em inglês).

Pastoreando

sheep-and-policeman-1931

Ainda é possível requisitar que ruas e pontes no centro de Londres sejam interditadas para o transporte de rebanhos de ovelhas.

É proibido morrer

Desde 1313, por decreto do Rei Edward II, é proibido morrer no Parlamento Inglês.

Como o prédio é considerado um palácio real, qualquer um que venha a falecer no prédio é obrigado por lei a ser enterrado com honras de Estado, o que o monarca queria evitar.

Pelo mesmo decreto, é proibido que um parlamentar atenda à uma sessão da Câmara dos Comuns (House of Commons) trajando um armadura…

Salmão? Sei não…

Top-Ten_SalmonLaw_EM004

É ilegal você portar um salmão “em circunstâncias suspeitas” – embora a lei não defina exatamente o que seria uma circunstância suspeita… E tem mais: há decretos rigorosos contra a posse ilegal de salmão.

Chocolate é proibido para mulheres

Top-Ten_ChocTube_EM005

Isso mesmo! Há uma lei do século dezenove – e ainda em vigor! – que proíbe que as damas comam chocolate no transporte público da capital do Reino Unido. O movimento feminista esqueceu-se dessa lei, mas talvez agora estejam se organizando para derrubá-la…

Er… Não entendi…

onethird

Essa é difícil… Há uma lei, ainda válida em todo o território britânico, que declara “ilegal não dizer ao preceptor o que não se quer que ele saiba, mas sendo legal dizer o que não se incomoda que ele saiba”.

Grávida pode

As mulheres grávidas têm o direito de se aliviar em qualquer lugar, inclusive no capacete de um guarda. Imagino a cara do guarda…

Esta é de Liverpool

saleswomen-in-tropical-fish-shops-Copy

Uma lei municipal muito bizarra… Há um estranha determinação na terra dos Beatles que permite que as mulheres trabalhem com os seios de fora, desde que sejam funcionárias de uma loja de peixes tropicais.

E esta vale para todo o Reino Unido

Caso você encontrar uma baleia morta na costa do Reino Unido, a cabeça se torna automaticamente propriedade do rei, e a cauda, da rainha.

A dublagem venceu as legendas

O que me aborrece não é a dublagem de filmes ou seriados. O que me aborrece é NÃO ter a opção de escolha.

Se a pessoa prefere assistir seus filmes dublados porque “está no Brasil e quer ver no seu idioma”, ou porque “dá agonia ler tanta legenda que pra piorar muitas vezes estão fora de sincronia” (o que está entre aspas foi transcrito de comentários na internet) ou porque acha mais cômodo, então vá em frente; só que eu prefiro assistir com legenda, oras! Não é elitismo nem nada, apenas uma questão de gosto, de quem aprecia o cinema, como eu.

Depois da ascensão da “nova classe média”, como o governo federal define as famílias com renda mensal  (somando todas as fontes) entre R$ 1.000 e R$ 4.500,00 – e que corresponde a 50,5% da população, sendo dominante do ponto de vista eleitoral e do ponto de vista econômico, pois detêm 46,24% do poder de compra e supera as classes A e B (44,12%) e D e E (9,65%) – todas as operadoras de TV paga e distribuidoras de filmes para os cinemas optaram maciçamente pela dublagem. Se você quiser assistir ao novo desenho animado da Disney nos cinemas – e legendado -, não vai encontrar nenhuma sala que o exiba, ou, se existir, será em horários complicados.  Acontece a mesma coisa com todos os filmes, a maior parte das cópias é dublada. Quem não se dispuser a isso, vai ter que esperar sair no DVD/Blu-Ray. Nas TVs pagas, a situação é até pior: há canais de filmes em que não há a opção de legendas  e, quando há a opção da tecla SAP, não tem legenda… Quer dizer, os deficiente auditivos, por exemplo, como ficam?

É compreensível essa opção comercial pela dublagem, afinal, dublado dá mais audiência e mais bilheteria. Pelo menos as dublagens brasileiras são geralmente muito boas,  exceto quando entra voz de criança, aí de fato é terrível… Ou quando chamam celebridades nada a ver para dublar, mas aí entramos em outra discussão.  Se a dublagem é feita por profissionais bem remunerados e compromissados com a profissão, dá uma surra em  “atores” que só estão lá por terem um rostinho bonito.

Infelizmente, o que parece que vem acontecendo é que as empresas estão cortando custos (pra variar…) e comprando dublagens de estúdios menores com profissionais menos empenhados na qualidade da tradução e sincronia dos diálogos. E aí, você vai correr o risco de ouvir o Schwazenneger falando “mermão” e com a voz do dublador que faz também o Mel Gibson e o Bruce Willys e o Rei Leão e o Wesley Snipes e o Steve Austin e o Chaves e o Homer Simpson e o Darth Vader e o Jaspion e etc etc…

Quem leva a sério o trabalho de dublagem sabe que ele é meticuloso e  exige atenção para vários fatores, como sincronicidade de falas, de pausas, de reações e até de respirações; ao mesmo tempo em que se ouve as falas originais, a dublagem solicita uma interpretação natural e a dicção mais limpa possível de sotaques, a não ser que o personagem exija. Não é um trabalho fácil, não.

Agora, não aceito o argumento dos defensores da dublagem de que “na Europa todos os filmes estrangeiros são dublados”. E daí? Então, como lá é assim, vamos copiar aqui porque é chique, é isso?… O detalhe é que na Itália e na França, isso é lei. Há apenas poucas salas com o áudio original, e pelo que eu sei, todas sem legenda (na primeira vez que fui à Itália, quis assistir ao “Dança com Lobos” do Kevin Costner e entrei na sala com cópia sem dublagem. Entendi muito pouco porque meu inglês era parco e porque não tinha legenda…)

Nem aceito o argumento desse box abaixo, que vi numa revista Época de 2012 em defesa da dublagem:

Não li a matéria toda porque esse box já me afastou, mas pelo tom, ela parecia até encomendada por interessados em preparar a cabeça das pessoas para o inevitável: a dublagem vai prevalecer.  Como escreveu Bruno Carvalho em seu site, “pra quê investir em tecnologia para oferecer trilha original e legendas? Esse é um custo adicional ao custo da dublagem que eles não querem e não vão arcar”.  

Mais e mais canais irão optar pela dublagem em detrimento da legendagem, que é mais barata – porém, para crescer em audiência, os canais terão que se render ao gosto do espectador, e a maioria prefere dublagem. A mesma coisa no cinema.

Que seja assim, mas o que eu quero é ter a opção da legendagem.

Quero curtir o filme como cinema, e não apenas como divertimento. Quero curtir a cenografia, a fotografia, o enredo, o som, a música, a direção de atores e a atuação dos atores – que, obviamente, inclui a voz.  Tudo bem, posso não ser um espectador “normal”, mas e daí? Tenho esse direito.

Outro dia assisti “De Pernas para o Ar 2”, com a Ingrid Guimarães e a Maria Paula. Leve, divertido, cenas hilárias, fotografia e figurinos muito legais, o som ótimo – deve ser horrível assistir esse filme dublado, vai perder toda a graça do timing da Ingrid. Mas talvez a dublagem trouxesse uma coisa boa, afinal: daria para entender o que a Tatá Werneck fala…

(isso também vai acontecer quando a TV Globo vender essa novela em que ela aparece para os países de língua hispânica).

Os dubladores que me perdoem, mas eu quero ouvir o sotaque escocês cheio de chiados do Sean Connery ou o sotaque texano mastigado do Matthew McConaughey. Quero curtir o Robert de Niro falando com o espelho You talkin’ to me? na famosa cena de “Taxi Driver”:

Peço desculpas ao dublador que faz o Jim Carrey , imagino o esforço dele, mas prefiro ouvir o ator no original:

DUBLADA

ORIGINAL (não achei a mesma cena com legendas)

Assim como prefiro a gatíssima Penélope Cruz no original!

Repito, eu quero ter a opção de assistir meus filmes e seriados com legendas.

Como é escolhido o nome de um carro?

Como surgem os nomes dos modelos de automóveis? Sempre imaginei que devia existir uma equipe multidisciplinar, pessoal de marketing, de design, gente analisando tendências de mercado, mensagens subliminares… Sem contar a coisa do “nome global”, que sirva em todos os países…

Fui pesquisar, e de fato é isso mesmo: a escolha do nome é um dos processos mais complicados na montadora de automóveis, e pode levar até mais de um ano para que decidam entre as diversas opções. Em geral, fazem uma lista com dez ou mais nomes e passam por uma avaliação mundial, e até fonética, para ver se em algum mercado ele poderá ter significado estranho (há décadas, a Ford lançou um modelo que se chamava Pinto, e que por motivos óbvios não foi lançado no Brasil…). Depois que uma lista menor é aprovada, de 3 ou 4 nomes,  passam por uma nova triagem, inclusive em alguns casos com clínicas com clientes em potencial (o nome Agile, da Chevrolet, foi definido assim, usando-se essa ferramenta).

Ford Pinto

Ford Pinto

Existem montadoras que “reservam” nomes. A Peugeot, por exemplo, que utiliza números para “batizar” seus carros, já patenteou como marca de seus carros todas as combinações numéricas que tenham “0” (zero) no meio (de 101 a 909). Por isso, no Salão de Frankfurt de 1963, a Porsche, ao apresentar o modelo 901, foi obrigada a mudar o nome do seu esportivo para 911.

Às vezes, a adaptação de um lançamento para determinada região exige atenção para as diferenças culturais ou de idioma. A montadora italiana Alfa Romeo, por exemplo, teve de trocar a denominação de seu modelo 164 antes de exportá-lo para Cingapura – na numerologia local, o número 164 significa “morte no decorrer de uma viagem”! O nome foi mudado para Alfa Romeo 168, com significado de “prosperidade durante toda a jornada”.

A GM teve menos sorte, ao descobrir só depois do lançamento que, no México, o modelo Nova era lido como No Vá, ou seja, “não anda”…

Chevrolet Nova

Nos carros da Peugeot, cada numeral tem seu significado. No 207, por exemplo, o ‘2’ indica que o modelo faz parte do segmento de hatch compacto. Já o ‘7’ informa que o carro está em sua sétima geração. O zero no centro indica que é um produto Peugeot, uma tradição que teve início há mais de 200 anos, quando a família ainda atuava em outros ramos industriais. Com relação aos comerciais leves, a Peugeot não segue a mesma tradição. Exemplos são a van Boxer e o utilitário Partner. A picape compacta Hoggar, um projeto 100% brasileiro, herdou o nome de um carro-conceito da marca que demonstrava muita robustez. Hoggar é o nome de uma cadeia de montanhas no deserto do Saara, na África.

Hoggar

A inspiração dos nomes pode vir de todas as partes. Nos Estados Unidos, é comum a General Motors dar a seus carros nomes de lugares, como a picape Colorado ou o sedã Malibu, hoje comercializado no mercado brasileiro. A Fiat, por sua vez, gosta de trazer a cultura da Itália para seus veículos. Siena é uma homenagem à cidade desse nome. Doblò e Ducato são nomes de moedas utilizadas em outras épocas. E Palio é uma clássica corrida que acontecia em Siena (veja mais abaixo).

Malibu

Malibu

 A Citroën, por tradição, mescla letra e número. O C significa ‘Citroën’ e o número, o tamanho do carro. Atualmente as famílias da montadora francesa vão de 1 (C1, subcompacto comercializado na Europa) a 8 (C8, monovolumes familiares).  Já a nomenclatura Picasso é uma referência a veículos espaçosos e mais requintados.

Alguns exemplos de nomes e suas origens

MERCEDES

Registrada como marca comercial na Alemanha em 1902, Mercedes era o nome da filha de um vendedor de carros que foi o primeiro cliente a encomendar um automóvel equipado com o recém-desenhado motor da companhia Daimler. O motor, então, foi batizado de Daimler-Mercedes, numa homenagem ao cliente.

FUSCA

Em 1953, quando a Volkswagen do Brasil começou a montar o carro com peças importadas, os operários não conseguiam falar direito o nome em alemão. Para facilitar, adotou-se “Volks”, mas a dificuldade continuava com o som do “V” (falado como “F” em alemão). A sabedoria popular simplificou para Fusca, apelido carinhoso logo adotado pela empresa.

GOL

A Volkswagen tem uma tradição de escolher nomes associados ao esporte, para transmitir ideias de força, vigor, competitividade. A empresa já produzia o Golf na Europa. Mas, ao lançar o modelo no Brasil, a fábrica  arrancou o “f” final, usando um termo do esporte mais popular aqui no país.

FIESTA

Ao selecionar esse nome em espanhol, a Ford procurava passar o conceito de alegria, sensualidade, dinamismo e jovialidade, evocando a imagem de uma animada festa (fiesta) espanhola.

ASTRA

A estratégia da Chevrolet foi escolher um nome ligado à astronomia para associar o carro aos conceitos de alta tecnologia (corrida espacial) e estética apurada (a beleza do Universo).

CLIO

Ao optar por um nome retirado da mitologia grega (Clio era a musa da poesia e da história), a Renault procurou associar o carro à harmonia clássica, num esforço para dar tons eruditos a um veículo supostamente ideal para consumidores inteligentes, de personalidade e exigentes quanto à qualidade.

TWINGO

Neologismo criado por publicitários e especialistas em marketing contratados pela Renault para bolar nomes para seus carros. A palavra, segundo a própria empresa, “evoca a felicidade e a alegria de viver, valorizando a simpatia”… OK então…

CIVIC

Escolhido pela montadora japonesa Honda para denominar um carro politicamente correto, que não desperdiça combustível, polui pouco e tem tamanho que não contribui para engarrafamentos de trânsito. Feito para um cidadão  de senso cívico, consciente de seus direitos e deveres.

PALIO

O nome procura transmitir ideias de velocidade, vigor e competitividade. Palio é uma tradicional corrida de cavalos na Itália, realizada desde 1238 na cidade de Siena e que acontece também em outras cidades italianas, como Verona e Bolonha.

Maaasss…

Mesmo com tantos estudos, pesquisas, publicitários e marqueteiros, ainda escapam nomes bizarros, infelizes ou de significados diferentes do que a empresa pretendia… Além do caso no Nova e do Pinto citados mais acima, conheça mais alguns:

Chana – esse realmente exigia uma pesquisa mais, digamos, aprofundada no Brasil…

Pajero – nos mercados de língua espanhola, foi mudado para Montero, porque Pajero significa “pessoa que se masturba”.

Fit – iria se chamar Fitta, mas nos países nórdicos é a gíria para “vulva”.

Daihatsu Charade – “Meu carro é tão ruim que nem carro é, é uma charada…” Foi assim que ficou conhecido.

Gremlin – é tão feio quanto um…

Buick Lacrosse – estranho que a Buick tenha pensado nesse nome para um carro lançado no Canadá, onde metade da população fala francês. Se você disser “faire la crosse”, isso é uma gíria para “se masturber/se crosser” em Quebec.

Siglas (RCZ, ASX, CR-V, RAV4, etc) – é um caso que mistura falsa esperteza (tipo, “Vamos usar uma sigla que soe como um projeto secreto da Nasa”) com a megalomania de achar que alguém vai pesquisar o que essas letras realmente significam. Por exemplo, o CR-V da Honda é um “Comfortable Runabout Vehicle” (o que não explica o hífen, aliás). As outras siglas, não pesquisei…

Kia Borrego – nome muito estranho… No Brasil, mudou para Mohave…

Kia Borrego

Lamborghini Aventador – O que é um Aventador? Para quem não conhece os bois de touradas ou as excentricidades da Lamborghini para nomear seus carros, fica perdidaço. O nome  é uma homenagem a um touro que ficou conhecido na década de 1990 na Espanha como o o animal mais nervoso que já batalhou na Plaza de Toros de Zaragoza. Este carro foi o sucessor do Murcielago, que também recebeu nome de um touro, como todos os carros da Lamborghini .

Kandi Coco  O nome já diz tudo, ele é mesmo um… O compacto foi lançado em 2009 pela montadora chinesa, Kandi. No Brasil, houve importadores vendendo esse carrinho elétrico por 50 mil reais! Ele tem baixo desempenho, não ultrapassando 45 km/h. Com autonomia de 80 km, ele é próprio para condução em áreas fechadas, condomínios, circulação por bairros residenciais, etc. Com dois lugares e estilo que lembra o Smart ForTwo, o Kandi Coco pesa apenas 720 kg. As baterias podem ser recarregadas totalmente em até 7 horas.

Nos EUA, o Kandi Coco chamou atenção da imprensa ao ser vendido em Oklahoma por apenas US$ 865 (cerca de R$ 3.500,00), graças aos excelentes incentivos locais para carros elétricos. Aqui, bem, nem preciso comentar…