Polícia Rodoviária

Quando você estiver voando na estrada, agradeça por estar no Brasil…

 EUA (Corvette – 0-100 em 5 segundos – 260Km/h)

 

CANADÁ (HUMMER – 0-100 em 5,8 segundos – 260Km/h)
ITALIA (Lamborguini – 0-100 em 3.2 segundos – 310Km/h)

Espanha (Renault Megane Cupê RS turbo – 0-100 em 6,5 segundos – 200Km/h)
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Alemanha (BMW – 0-100 em 5 segundos – 270Km/h)
E, claro, não podia faltar um dos carros da frota mais famosa do mundo:
Dubai (Ferrari FF – 0-100 em 2,7 segundos – 340Km/h)
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E aí, vai encarar?

Previsões da Ficção-Científica que não se concretizaram

Um dos temas que mais gosto, seja em livros ou no cinema/TV, e em quadrinhos, é ficção-científica. Outro dia estava lendo um artigo sobre as previsões futurísticas que alguns autores colocaram em seus livros e que não se concretizaram – e outras que aconteceram, como o submarino nuclear previsto por Julio Verne em “20 Mil Léguas Submarinas” – e decidi checar o que aconteceu no cinema, em alguns filmes de FC.

9 previsões dos últimos 120 anos que se concretizaram (e 4 que passaram longe)

Esse tema está mais do que debatido atualmente, quando muitos se lembraram das previsões feitas em “De Volta para o Futuro 2”. Segundo o filme, em 2015 estaríamos usando carros movidos a fissão nuclear, usando tênis que se amarram sozinhos e os jovens estariam curtindo seus skates voadores…

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Fazer previsões sobre o futuro é uma coisa complicada, mas os roteiristas de cinema/TV parece que não se complicam muito nesse campo. Algumas vezes acertam em cheio, como quando colocaram Spock, o capitão Kirk e o restante da tripulação da Enterprise se comunicando com uns aparelhinhos sem fio, em 1966. Até no tamanho eles previram os telefones celulares, que foram aparecer apenas 30 anos depois. Mas achei mais divertido pesquisar aquilo que erraram, porque é curioso notar como o homem vê o futuro normalmente com pessimismo…

Foi o caso do filme “A Máquina do Tempo”, de 1960, adaptação do livro homônimo de H. G. Wells, escrito em 1897. O filme mostra as previsões do futuro feitas pelo autor, com cidades cortadas por monotrilhos que ligavam arranha-céus e o fim do mundo causado por explosões que o filme traduz por cogumelos nucleares. O personagem entra na máquina e chega a Londres de 1966, no momento em que o mundo tinha acabado. Ainda bem que o autor errou…

No filme “1984”, baseado no livro de George Orwell escrito em 1948, ele imaginou um mundo controlado por um governo totalitário que vigiava a tudo e a todos, o Big Brother. Hoje temos câmeras por todos os cantos vigiando nossos passos, além de outras formas de espionagem mais sutis pela internet e usando satélites. Mas ainda não chegamos ao que foi previsto no filme, felizmente. Big Brother é apenas um insuportável programa de TV.

1984 (Foto: Reprodução)

A previsão do filme “Os 12 Macacos”, de 1995, com Brad Pitt e Bruce Willis (os dois estão ótimos e se você não assistiu, recomendo fortemente que o faça) é que o mundo seria devastado por um estranha doença. Até agora ele não acertou, mas já tivemos a epidemia do vírus Ebola, mais recentemente a da gripe aviária, e sem querer pessimista, é bem possível que o uso da tecnologia por mãos erradas faça um grande estrago em nosso planeta.

Acho que as previsões mais distantes de se cumprir, por outro lado, estão no filme de Stanley Kubrick “2001, Uma Odisseia no Espaço”, adaptação bastante pessoal do livro de Arthur Clarke. Tudo bem, temos robôs em Marte, já viajamos até a Lua, há uma estação espacial em órbita da Terra, mas 2001 já passou faz tempo e não há nada remotamente parecido com uma inteligência artificial como a de Hal e uma nave que leve astronautas a Júpiter.

2001, uma odisséia no espaço (Foto: Reprodução)

Outra previsão muito distante de se concretizar, embora de vez em quando se façam tentativas e até agora, todas mal-sucedidas, é dos carros voadores. Eles já tinham aparecido em 1963 nos desenhos dos Jetsons, e esse carrinho inspirou muitas tentativas de reproduzi-lo. O mais perto que chegaram foi o de um americano, que produziu um carrinho como o da foto mais abaixo:

         Carrinho de rolima dos Jetsons

(Tudo bem, era um carrinho de rolimã, mas que ficou legal, ficou…) E o mesmo conceito de carro-voador aparece também no clássico “Blade Runner, o Caçador de Androides”, de 1983. Num mundo sombrio e sempre chuvoso, os carros-voadores sobrevoam uma cidade cercada por arranha-céus e androides revoltosos. Nada disso está perto de acontecer, mas não acho improvável que em breve soframos os efeitos de chuva ácida – a se julgar pelo ritmo da destruição da natureza que empreendemos atualmente.

Para encerrar, a previsão mais catastrófica de todas, e ainda distante de acontecer: o fim do mundo como conhecemos. Isso é descrito no filme “O Planeta dos Macacos”, de 1968 e que teve uma refilmagem anos depois. Uma das imagens mais clássicas do cinema é esta abaixo, numa das cenas da película.

Nela, um astronauta americano, viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e seus companheiros se vêem em um planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem mesmo têm o dom da fala.

Hum… Humanos sem o dom da fala, sem saber escrever, sem raciocinar direito e vivendo como uma manada de animais submissos… Olhe em volta, isso é um conceito de ficção-científica ou já está acontecendo?

 

Dubai descobre o lado menos fascinante do crescimento

O horizonte de Dubai é o mais conhecido de todo o Oriente Médio. Todo mundo fica fascinado pela modernidade e pela arquitetura dos novos edifícios. Mas os problemas ambientais estão se acumulando.

Dessalinizar água do mar para abastecer torneiras, propriedades irrigadas e fontes está aumentando a concentração de salinidade no mar. Ainda que esteja sobre vastas reservas de petróleo, a região está ficando sem fontes de energia para sustentar seu pomposo estilo de vida. Coisas básicas – como o tratamento de resíduos e fornecimento de água limpa – somadas aos inúmeros projetos industriais demandam tanta energia elétrica que a região está a caminho de se tornar inviável se não agirem rapidamente. Deslumbrados com a rápida urbanização de Dubai, outros países na região do Golfo tentam seguir seu modelo enquanto se preparam para o grande estouro populacional que está por vir nos próximos dez anos.

“O crescimento tem sido intenso nos últimos trinta anos, mas as pessoas esquecem do meio ambiente,” diz Jean Francois Seznec, especialista em Oriente Médio e professor da Universidade Georgetown, em Washington. “A postura era a de que os negócios sempre vinham em primeiro lugar. Mas agora eles estão percebendo o aumento dos problemas, e descobriram que precisam ser mais cautelosos.”

O maior desafio de Dubai é conseguir água, e ela só é própria para consumo com a ajuda de grandes usinas de dessalinização. São elas que produzem as emissões de dióxido de carbono que tornaram os Emirados Árabes Unidos um dos países que mais emitem carbono do mundo. As usinas geram ainda uma enorme quantidade de sedimentos que são bombeados de volta ao oceano.

Usina de dessalinização de água do mar.

Para saciar a sede, os Emirados Árabes dessalinizam o equivalente a 4 bilhões de garrafas de água por dia. Mas sua fonte é escassa: a região tem em média um suprimento de água estimado para apenas quatro dias. Essa margem de escassez é ainda mais reduzida pelo consumo exagerado de ícones da construção civil, a exemplo do Burj Khalifa, considerado o prédio mais alto do mundo, e que sozinho consome o equivalente a quantidade de água em 20 piscinas olímpicas por dia para manter-se com temperatura amena em meio ao deserto.

O rápido crescimento causou também outros tipos de problemas ambientais, como o tratamento dos detritos. No ano retrasado, a única unidade de tratamento de dejetos de Dubai foi forçada a manejar 480.000 metros cúbicos de água com detritos diariamente, quase o dobro de sua capacidade total.

Alguns dos 4.000 motoristas dos carros tanques que transportam dejetos diariamente de Dubai até a usina (vídeo acima) simplesmente desaguavam o carregamento nas linhas de esgoto do elegante bairro de Jumeirah, poluindo lugares como o Dubai Offshore Sailing Club, onde manchas negras ainda são vistas em rochas próximas à marina, denunciando o derramamento de esgoto. Enquanto isso, centenas de arranha-céus tiveram de repensar suas prioridades e soluções em relação ao consumo e obtenção de água e gasto de eletricidade. A grande maioria dos edifícios ainda usa fossas, uma vez que a rede de esgoto da cidade é praticamente inexistente.

Para enfrentar o problema da água, o que mais atormenta os governantes, a capital dos Emirados, Abu Dhabi, montou um sistema de monitoramento de água subterrânea e está conseguindo reutilizá-la para irrigar propriedades e florestas no deserto. No final do ano, o governo aprovou o início da construção do primeiro reservatório de água dos Emirados Árabes Unidos, com capacidade para estocar água para abastecimento durante um mês. O governo também passou a exigir que novas construções sejam projetadas utilizando os padrões ocidentais de redução de impacto ambiental no tocante ao consumo de água e energia.

A ameaça do esgoto diminuiu desde que Dubai inaugurou parte da nova estação de tratamento de água em 2013 (abaixo), duplicando a capacidade de tratamento. Mas até mesmo estas soluções enfrentam dificuldades. “Muitas coisas boas vêm acontecendo,” conta Mohammed Raouf, diretor ambiental do Gulf Research Center. “Mas ao mesmo tempo, com todas as leis ambientais, estratégias e planos de sustentabilidade, nem tudo tem sido aplicado.”

Os ambientalistas afirmam que ainda existem denúncias do despejo de dejetos no deserto. E enquanto o governo tenta abordar os problemas da água e dos detritos, Dubai e Abu Dhabi aguardam ansiosamente a nova leva de moradores que chegará na próxima década, implicando uma nova demanda por água tratada, saneamento e eletricidade. Grandes projetos industriais, a exemplo da fundição do alumínio e produção de aço, que exigem fontes estáveis de eletricidade, sobrecarregam a capacidade de energia dos Emirados Árabes. Muitos desses projetos são de produção para exportação e que complementam os negócios petrolíferos do país e também são utilizados na implementação de infraestrutura.

No entanto, são abastecidos com gás natural do Catar, com capacidade limitada de suprimento. Alternativas, como energia eólica e solar, já estão em projeto. No início de 2014, Dubai lançou o projeto de construir a maior usina de produção de energia solar do mundo. Será construída em fases, e quando estiver operando em sua totalidade, em 2030, vai gerar 3 gigawatt de potência/hora e estará situada a 30 km da cidade. Essa energia será suficiente para abastecer uma cidade de 5 milhões de pessoas- a população atual de Dubai é de quase 2 milhões de habitantes.

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Maquete da usina solar de Dubai, cuja construção começou em 2014

Simultaneamente, há outras ações já em andamento, uma vez que perceberam que, se não agirem rápido, esgotarão todos os seus recursos em breve. O administrador de Dubai, xeque  Mohamed bin Rashid al-Maktoum, está liderando um projeto piloto destinado a tornar mais ecoamigável o transporte público no país. Ele pretende desenvolver biodiesel para ônibus, um projeto nacional de estradas de ferro, um plano de partilhamento de automóveis, pontes para pedestres e ciclovias.

Além de tudo isso, seu Plano Estratégico do Município prevê um aumento da área verde per capita para 23,4m2, e ele já anunciou que todos os seus parques serão iluminados por meio de energia solar. O primeiro deles a utilizar esse sistema de iluminação está localizado na zona de Al Sofouh em uma área de 1,55 hectares. E a ideia, segundo o diretor-geral do Município de Dubai, Hussain Nasser Lootah, é gradualmente abranger todos os parques da cidade.

Parque iluminado por energia solar.

Parque iluminado por energia solar.

Lootah acrescentou ainda, em entrevista ao site Gulf News, que as ideias para um município sustentável não param por ai. Uma das outras propostas é converter todos os carros oficiais de gasolina para gás.

Finalmente perceberam que se não tornarem Dubai “verde”, o futuro será negro.

 

 

Fontes:
http://veja.abril.com.br/
http://catracalivre.com.br/