Como se portar em uma reunião

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PARTE I – SITUAÇÃO:  VOCÊ FICA DRIBLANDO O SONO EM REUNIÕES EM QUE SUA PRESENÇA NÃO SERVE PRA NADA, E NÃO VÊ A HORA DO COFFEE BREAK CHEGAR PARA VOCÊ AVANÇAR NAS MIGALHAS DE BISCOITOS E CAFÉ…    

-Você dorme durante as reuniões de trabalho?
-Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?
Aqui tem um método eficaz para combater esse problema: ‘BUSINESS BINGO’!!!

Como Jogar: 
Imprima o quadro que segue antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite ‘BINGO’!

Sinergia Mentalidade Agregar Mercado E-mail
Follow up Clientes Benefício Parceiros Estratégia
Sistema Rendimento Pró-ativo Business Custos
Otimização Foco Cash Flow Em nível de Recursos
Resultados Paradigma Projeto Implementação Integrar


Impressionado? Veja o testemunho de vários jogadores satisfeitos: 
a. ‘A reunião já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!’;
b. ‘A minha capacidade para escutar aumentou muito desde que comecei a jogar o Business Bingo’;
c. ‘A atmosfera da última reunião de direção foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa’;
d. ‘O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando ‘BINGO’, pela 3ª vez em uma hora’;
e. ‘Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem!’;
f. ‘Meu chefe achou que eu estava anotando os dados da reunião e ao final da mesma, me parabenizou!!!’;
g. ‘Fiquei tão atento que não dormi em momento algum!’.

 PARTE  II – SITUAÇÃO: COMO IMPRESSIONAR NAS REUNIÕES QUE REQUEREM SUA PARTICIPAÇÃO ATIVA, PORÉM NINGUÉM VAI PRESTAR MESMO MUITA ATENÇÃO NO QUE VOCÊ VAI FALAR…
-Naquelas reuniões onde seu chefe diz pra você: ‘Diga a todos sua opinião!’;
-Nas situações em que você é pego de surpresa na reunião, pedindo seus comentários e você nem sabe do que estão falando.

-‘COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA’?

A tabela abaixo permite a composição de mil sentenças: basta combinar, em sequência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha, ou ‘pulando’ de uma para outra). 
O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo
.
Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!

Programa como falar em público: ‘TECHNICAL EMBROMATION’ !!!  

Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4
Caros colegas, a execução deste projeto nos obriga à análise das nossas opções de desenvolvimento futuro.
Por outro lado, a complexidade dos estudos efetuados cumpre um papel essencial na formulação das nossas metas financeiras e administrativas.
Não podemos esquecer que a atual estrutura de organização auxilia a preparação e a estruturação das atitudes e das atribuições da diretoria.
Do mesmo modo, o novo modelo estrutural aqui preconizado contribui para a correta determinação das novas proposições.
A prática mostra que o desenvolvimento de formas distintas de atuação assume importantes posições na definição das opções básicas para o sucesso do programa.
Nunca é demais insistir que a constante divulgação das informações facilita a definição do nosso sistema de formação de quadros.
A experiência mostra que a consolidação das estruturas prejudica a percepção da importância das condições apropriadas para os negócios.
É fundamental ressaltar que a análise dos diversos resultados oferece uma boa oportunidade de verificação dos índices pretendidos.
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o início do programa de formação de atitudes acarreta um processo de reformulação das formas de ação.
Assim mesmo, a expansão de nossa atividade exige precisão e definição dos conceitos de participação geral

Impressionado? Veja o testemunho de vários usuários satisfeitos:

a. ‘Ao terminar de falar, fui aplaudido por todos de pé!’;
b. ‘A minha capacidade de falar em público aumentou muito desde que comecei a usar o método Technical Embromation‘;
c. ‘Meu chefe não prestou atenção mas disse que falei muito bem durante a reunião’
d. ‘O mais legal foi ouvir antes dos aplausos duas pessoas gritarem BINGO.’

 

 

 

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COMO ENLOUQUECER UM HOMEM

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 M – Onde você vai?
H – Vou sair um pouco.
M – Vai de carro?
H – Sim.
M – Tem gasolina?
H – Sim… coloquei.
M – Vai demorar?
H – Não… coisa de uma hora.
M – Vai a algum lugar específico?
H – Não… só rodar por aí.
M- Não prefere ir a pé?
H – Não… vou de carro.
M – Traz um sorvete pra mim!
H – Trago… que sabor?
M – Manga.
H – Ok… na volta eu passo e compro.
M – Na volta?
H – Sim… senão derrete.
M – Passa lá, compra e deixa aqui.
H – Não… melhor não! Na volta… é rápido!
M – Ahhhhh!
H – Quando eu voltar eu tomo com você!
M – Mas você não gosta de manga!
H – Eu compro outro… de outro sabor.
M – Aí fica caro… traz de cupuaçu!
H – Eu não gosto também.
M – Traz de chocolate… nós dois gostamos.
H – Ok! Beijo… volto logo…
M – Ei!
H – O que?
M – Chocolate não… Flocos…
H – Não gosto de flocos!
M – Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
H – Foi o que sugeri desde o começo!
M – Você está sendo irônico?
H – Não… tô não! Vou indo.
M – Vem aqui me dar um beijo de despedida!
H – Querida! Eu volto logo… depois.
M – Depois não… quero agora!
H – Tá bom! (Beijo.)
M – Vai com o seu ou com o meu carro?
H – Com o meu.
M – Vai com o meu… tem cd player… o seu não!
H – Não vou ouvir música… vou espairecer…
M – Tá precisando?
H – Não sei… vou ver quando sair!
M – Demora não!
H – É rápido… (Abre a porta de casa.)
M – Ei!
H – Que foi agora?
M – Nossa!!! Que grosso! Vai embora!
H – Calma… estou tentando sair e não consigo!
M – Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
H – O que quer dizer?
M – Nada… nada não!
H – Vem cá… acha que estou te traindo?
M – Não… claro que não… mas sabe como é?
H – Como é o quê?
M – Homens!
H – Generalizando ou falando de mim?
M – Generalizando.
H – Então não é meu caso… sabe que eu não faria isso!
M – Tá bom… então vai.
H – Vou.
M – Ei!
H – Que foi, cacete?
M – Leva o celular, estúpido!
H – Prá quê? Prá você ficar me ligando?
M – Não… caso aconteça algo, estará com celular.
H – Não… pode deixar…
M – Olha… desculpa pela desconfiança… estou com saudade… só isso!
H – Ok meu amor… Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo!
M – Eu também!
M – Posso futricar no seu celular?
H – Prá quê?
M – Sei lá! Joguinho!
H – Você quer meu celular prá jogar?
M – É.
H – Tem certeza?
M – Sim.
H – Liga o computador… lá tem um monte de joguinhos!
M – Não sei mexer naquela lata velha!
H – Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
M – Tá.. ok… então leva o celular senão eu vou futricar…
H – Pode mexer então… não tem nada lá mesmo…
M – É?
H – É.
M – Então onde está?
H – O quê?
M – O que deveria estar no celular mas não está…
H – Como!?
M – Nada! Esquece!
H – Tá nervosa?
M – Não… tô não…
H – Então vou!
M – Ei!
H – Que ééééééé?
M – Não quero mais sorvete não!
H – Ah é?
M – É!
H – Então eu também não vou sair mais não!
M – Ah é?
H – É.
M – Oba! Vai ficar comigo?
H – Não vou não… cansei… vou dormir!
M – Prefere dormir do que ficar comigo?
H – Não… vou dormir, só isso!
M – Está nervoso?
H – Claro, porra!!!
M – Por que você não vai dar uma volta para espairecer?


Holocausto brasileiro: 50 anos sem punição

Minha amiga blogueira Michele Viviane Vasconcelos (do blog Mira Certeira, Faca sem Ponta – Palavras) me passou essa história, que eu não conhecia. Achei um relato impressionante e por isso reproduzo na íntegra a matéria do “Tribuna de Minas” que conta tudo. E este post, ao lado daquele em que falo sobre a escravidão (aqui), pode nos ajudar a conhecer a história invisível de nosso país.

Milhares sucumbiram de frio, fome, tortura e doenças curáveis; 50 anos depois, ninguém foi punido por este genocídio

Por DANIELA ARBEX

Realidade da Colônia era a de um campo de concentração, onde homens e mulheres morriam de inanição.

Não se morre de loucura. Pelo menos em Barbacena. Na cidade do Holocausto brasileiro, mais de 60 mil pessoas perderam a vida no Hospital Colônia, sendo 1.853 corpos vendidos para 17 faculdades de medicina até o início dos anos 1980, um comércio que incluía ainda a negociação de peças anatômicas, como fígado e coração, além de esqueletos. As milhares de vítimas travestidas de pacientes psiquiátricos, já que mais de 70% dos internados não sofria de doença mental, sucumbiram de fome, frio, diarreia, pneumonia, maus-tratos, abandono, tortura. Para revelar uma das tragédias brasileiras mais silenciosas, a Tribuna refez os passos de uma história de extermínio. Tendo como ponto de partida as imagens do então fotógrafo da revista “O Cruzeiro”, Luiz Alfredo, publicadas em 1961 e resgatadas no livro “Colônia”, o jornal empreendeu uma busca pela localização de testemunhas e sobreviventes dos porões da loucura 50 anos depois. A investigação, realizada durante 30 dias, identificou a rotina de um campo de concentração, embora nenhum governo tenha sido responsabilizado até hoje por esse genocídio. A reportagem descortinou, ainda, os bastidores da reforma psiquiátrica brasileira, cuja lei sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, editada em 2001, completa dez anos. As mudanças iniciadas em Minas alcançaram, mais tarde, outros estados, embora muitas transformações ainda estejam por fazer, conforme já apontava inspeção nacional realizada, em 2004, nos hospitais psiquiátricos do país. A série de matérias pretende mostrar a dívida histórica que a sociedade tem com os “loucos” de Barbacena, cujas ossadas encontram-se expostas em cemitério desativado da cidade.

Criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer “assistência aos alienados de Minas”, até então atendidos nos porões da Santa Casa, o Hospital Colônia tinha, inicialmente, capacidade para 200 leitos, mas atingiu a marca de cinco mil pacientes em 1961, tornando-se endereço de um massacre. A instituição, transformada em um dos maiores hospícios do país, começou a inchar na década de 30, mas foi durante a ditadura militar que os conceitos médicos simplesmente desapareceram. Para lá eram enviados desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, inclusive, doentes mentais.

‘Trem de doido’

Sem qualquer critério para internação, os deserdados sociais chegavam a Barbacena de trem, vindos de vários cantos do país. Eles abarrotavam os vagões de carga de maneira idêntica aos judeus levados, durante a Segunda Guerra, para os campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia. Os considerados loucos desembarcavam nos fundos do hospital, onde o guarda-freios desconectava o último vagão, que ficou conhecido como “trem de doido”. A expressão, incorporada ao vocabulário dos mineiros, hoje define algo positivo, mas, na época, marcava o início de uma viagem sem volta ao inferno. Wellerson Durães de Alkmim, 59 anos, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, jamais esqueceu o primeiro dia em que pisou no hospital em 1975. “Eu era estudante do Hospital de Neuropsiquiatria Infantil, em Belo Horizonte, quando fui fazer uma visita à Colônia ‘Zoológica’ de Barbacena. Tinha 23 anos e foi um grande choque encontrar, no meio daquelas pessoas, uma menina de 12 anos atendida no Hospital de Neuropsiquiatria Infantil. Ela estava lá numa cela, e o que me separava dela não eram somente grades. O frio daquele maio cortava sua pele sem agasalho. A metáfora que tenho sobre aquele dia é daqueles ônibus escolares que foram fazer uma visita ao zoológico, só que não era tão divertido, e nem a gente era tão criança assim. Fiquei muito impactado e, na volta, chorei diante do que vi.”

Pavilhão onde internos dormiam no “leito único”, nome oficial para substituição de camas por capim

 Esgoto era fonte de água de internos

Entrar na Colônia era a decretação de uma sentença de morte. Sem remédios, comida, roupas e infraestrutura, os pacientes definhavam. Ficavam nus e descalços na maior parte do tempo. No local onde haviam guardas no lugar de enfermeiros, o sentido de dignidade era desconhecido. Os internos defecavam em público e se alimentavam das próprias fezes. Faziam do esgoto que cortava os pavilhões a principal fonte de água. “Muitas das doenças eram causadas por vermes das fezes que eles comiam. A coisa era muito pior do que parece. Cheguei a ver alimentos sendo jogados em cochos, e os doidos avançando para comer, como animais. Visitei o campo de Auschwitz e não vi diferença. O que acontece lá é a desumanidade, a crueldade planejada. No hospício, tira-se o caráter humano de uma pessoa, e ela deixa de ser gente. Havia um total desinteresse pela sorte. Basta dizer que os eletrochoques eram dados indiscriminadamente. Às vezes, a energia elétrica da cidade não era suficiente para aguentar a carga. Muitos morriam, outros sofriam fraturas graves”, revela o psiquiatra e escritor Ronaldo Simões Coelho, 80 anos, que trabalhou na Colônia no início da década de 60 como secretário geral da recém-criada Fundação Estadual de Assistência Psiquiátrica, substituída, em 77, pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). A Fhemig continua responsável pela instituição, reformulada a partir de 1980 e, recentemente, transformada em hospital regional. Hoje, o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB) atende um universo de 50 cidades e uma população estimada em 700 mil pessoas.

Capim como cama

Os pacientes da Colônia, em sua maioria, dormiam no “leito único”, denominação para o capim seco espalhado sobre o chão de cimento, que substituía as camas. O modelo chegou a ser oficialmente sugerido para outros hospitais “para suprir a falta de espaço nos quartos.”

Em meio a ratos, insetos e dejetos, até 300 pessoas por pavilhão deitavam sobre a forragem vegetal. “O frio de Barbacena era um agravante, os internos dormiam em cima uns dos outros, e os debaixo morriam. De manhã, tiravam-se os cadáveres”, contou o psiquiatra Jairo Toledo, diretor do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB).

Marlene Laureano, 56 anos, funcionária do CHPB desde os 20, era uma espécie de faz-tudo. “Todas as manhãs, eu tirava o capim e colocava para secar. Também dava banho nos pacientes, mas não havia roupas para vestirem. Tinha um pavilhão com 300 pessoas para alimentar, mas só tinha o suficiente para 30. Imagine! Só permaneci aqui, porque tinha a certeza de que um dia tudo isso ia melhorar, sei que Deus existe.”

José Machado em 1961

Machadinho, hoje, aos 80 anos. Resistência em meio século de internação

“Esse faleceu. Era uma delícia de pessoa. Essa morreu. Ela benzia a gente. Lembra? Olha o Raul, que saudade. Essa era bem alegre. Esse homem era engraçado, gostava de tomar conta das portas.” Os comentários de Marlene Laureano sobre os pacientes fotografados por Luiz Alfredo, em 1961, não deixam dúvida de que a história da Colônia tem na morte uma de suas principais heranças. Sobreviver à Colônia é quase como confrontar o improvável. José Machado, 80 anos, Sônia Maria da Costa, 61, Maria Aparecida de Jesus, 71, e Antônio Sabino, 70, são alguns dos que conseguiram. Institucionalizados há mais de meio século, resistiram a fome, ao frio e ao tratamento desumano, mas carregam graves sequelas.

O registro de José Machado, o Machadinho, é de número 1.530. A informação sobre ele que mais se aproxima da verdade, já que a maior parte dos pacientes não tem qualquer registro sobre o seu passado, é de que deu entrada na entidade em 1959, conduzido pela polícia, após ser acusado de colocar veneno na bebida de alguém. Inocente, passou a vida encarcerado. Hoje, aos 80 anos, precisa de uma cadeira de rodas para se locomover, mantendo-se reticente na presença de estranhos.

Sebastiana Marques está em um dos cinco módulos residenciais implantados no hospital para atender os pacientes com mais autonomia. Com diagnóstico de esquizofrenia, mantém o hábito de ficar isolada e não consegue se expressar. Já Sônia é uma exceção entre os sobreviventes. Apesar de ter chegado ao hospital ainda criança, vive hoje em uma das 28 residências terapêuticas de Barbacena. Mudou-se para lá em 2003, deixando para trás uma história de eletrochoques, agressões e medo. “Lá no hospital judiavam muito da gente. Já apanhei muito, mas bati em muita gente também. Como era agressiva, me deram muito choque. Agora tenho comida gostosa, talheres e o principal: liberdade.”

Museu é tributo às vítimas

Atualmente 190 pacientes asilares estão sob a guarda do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), mas sua sobrevida é estimada em, no máximo, mais uma década. “Acredito que, em dez anos, o ciclo dos porões da loucura se fecha”, afirma o diretor Jairo Toledo, referindo-se às últimas testemunhas daqueles tempos de horror. Maria Cibele de Aquino, 68 anos, foi uma das baixas mais recentes. Clicada em 1961, aos 18 anos, por Luiz Alfredo, ela faleceu em 14 de setembro, na companhia das bonecas que ninou durante toda uma vida de internação. Chegou ao hospício aos 14 anos de idade e nunca saiu de lá.

Para que a memória não seja enterrada, o Museu da Loucura vai continuar lembrando o que, convenientemente, poderia ser esquecido. Idealizado por Jairo, o museu foi inaugurado, em 1996, no torreão do antigo Hospital Colônia, e pretende ser um tributo às dezenas de milhares de vítimas da lendária instituição. Dos cinco museus de Barbacena, o que se dedica a contar a história da loucura é o mais visitado por turistas.

Em 2008, a publicação do livro “Colônia”, também organizado por Jairo, expôs as feridas de uma tragédia silenciosa abafada pelos muros do hospital. “Por mais duro que seja, há que se lembrar sempre, para nunca se esquecer – como se faz com o holocausto – as condições subumanas vividas naquele campo de concentração travestido de hospital. Trazer à tona a triste memória dessa travessia marcada pela iniquidade e pelo desrespeito aos direitos humanos é uma forma de consolidar a consciência social em torno de uma nova postura de atendimento, gerando uma nova página na história da saúde pública”, afirmou o ex-secretário de estado da saúde de Minas, o deputado federal Marcus Pestana. (PSDB/MG). Foi ele quem viabilizou a tiragem de mil exemplares do livro “Colônia.”

Figurantes de filmes de cinema que não tinham ideia do que deveriam fazer

Existe gente sem noção em todas as atividades.

Uma delas é a de figurante, o personagem de um filme que não é fundamental para a trama principal e serve apenas como composição do cenário ou formação das personagens principais. O termo também se aplica ao teatro e à televisão. Claro que há figurantes que, graças ao talento, estudo e empenho, se tornaram depois grandes astros, como no caso de Bruce Willis, que foi apenas mais um nos bancos de um tribunal no filme O Veredito, de 1982, estrelado por Paul Newman. Ou Sylvester Stallone, figurante em Bananas, de 1971, filme dirigido por Woody Allen.

Mas há aqueles que, de fato, não entenderam muito bem as instruções da equipe de filmagem. Ou resolveram “atuar”. Veja:

Esse não sabe como funciona uma vassoura… Sorte dele que o James Bond não estava olhando.

O cara lá atrás tomou um murro-fantasma do Batman…

O sujeito tem certeza de que levou um chutão do Luke Skywalker, ah ah ah!

O cara encostado na parede… O que será que mandaram ele fazer? 

Assim como o rapaz da vassoura lá em cima, a moça aqui embaixo não sabe bem como cortar a comida… Ela está usando o garfo além da faca? 

O stormtropper era mais alto do que podia…

Veja um cara feliz da vida por estar fugindo da praia atacada por um tubarão!

Esse acho que encerrou definitivamente sua carreira de extra de cinema…

Para encerrar, dois furiosos guerreiros se enfrentando numa batalha mortal.

Problemas com o computador

CASOS REAIS:  

CLIENTE: ‘Não consigo fazer conexão com a Internet.’
SUPORTE: ‘Tem certeza que utilizou a senha certa ?’
CLIENTE: ‘Sim, tenho certeza. Vi um colega fazendo.’
SUPORTE: ‘Pode me dizer qual foi a senha ?’
CLIENTE: ‘Cinco estrelinhas.’

*************************
CLIENTE: ‘Não consigo imprimir. Cada vez que tento, o computador diz: ‘Não é possível encontrar a impressora’. Já levantei a impressora e coloquei-a em frente ao monitor, mas o computador continua dizendo que não consegue encontrá-la.’

*************************

SUPORTE: ‘Serviço ao cliente da HP. Sérgio falando. Em que posso ser útil?’
CLIENTE: ‘Tenho uma impressora HP que precisa ser reparada.’
SUPORTE: ‘Que modelo é ?’
CLIENTE: ‘É uma Hewlett-Packard.’
SUPORTE: ‘Isto eu já sei. É colorida ou preto e branco?’
CLIENTE: ‘É bege.’

*************************

SUPORTE: ‘Bom dia. Posso ajudar em alguma coisa ?’
CLIENTE: ‘Eeh… Olá. Não consigo imprimir.’
SUPORTE: ‘Pode clicar no ‘Iniciar’ e… ?’
CLIENTE: ‘Calma aí! Não responda assim muito tecnicamente. Não sou o Bill Gates!’

*************************

CLIENTE: De repente aparece uma mensagem na minha tela, que diz Clique ‘Reiniciar’… O que eu devo fazer ?’
SUPORTE: O senhor aperte o botão solicitado, desligue e ligue novamente.

Sem pestanejar, o cliente desliga o telefone na cara do atendente e liga para o suporte novamente.
CLIENTE: E agora o que eu faço ?

*************************

CLIENTE: ‘Tenho um grande problema. Um amigo meu colocou um protetor de tela no meu computador, mas a cada vez que mexo o mouse, ele desaparece!’

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SUPORTE: ‘Em que posso ajudar ?’
CLIENTE: ‘Estou escrevendo o meu primeiro e-mail.’
SUPORTE: ‘OK, qual é o problema ?’
CLIENTE: ‘Já fiz a letra ‘a’. Como é que se faz o círculozinho em volta dela ?’

*************************

CLIENTE: ‘A Internet também abre aos domingos ?’

*************************

Depois de um tempo falando com o atendente do suporte.
SUPORTE: ‘O que tem do lado direito da tela ?’
CLIENTE: ‘Uma samambaia !’
SUPORTE: silêncio………………………

A CULTURA DO SLOW DOWN

Vale ler e meditar, SEM PRESSA. Desconheço o autor.

 

“Já tem mais de 20 anos que ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida. Trabalhar com eles é uma convivência muito interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É uma regra. 

Os processos globalizados causam a nós (brasileiros, portugueses, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc…) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos. Consequentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos.

Os suecos debatem, debatem, realizam “n” reuniões, ponderações, etc… E trabalham! Com um esquema bem mais “slowdown“. O melhor é constatar que, no fim, isto acaba sempre dando resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.

 1. A Suécia é do tamanho do Estado de São Paulo (Brasil).

2. A Suécia tem apenas nove milhões de habitantes.

 3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 800.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa, ou ainda com a cidade do Rio de Janeiro, com 7 milhões).

 4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, né? Para se ter uma ideia da sua importância, basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.

 Vou contar uma pequena história, para terem uma ideia melhor:

A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos me apanhava no hotel todas as manhãs. Já era setembro, com algum frio e neve. Chegávamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa).

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No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tampouco no segundo ou no terceiro. Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei:

“Vocês têm lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o estacionamento quase vazio você estaciona o carro no seu extremo?” E ele me respondeu com simplicidade: “É que como chegamos cedo, temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Entendeu?”

Imaginem a minha cara! Essa atitude foi o bastante para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.

Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado “Slow Food”. A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante: www.slowfood.com). O que o movimento Slow Food preconiza  é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.

A ideia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. Verdadeiramente surpreendente, este movimento de Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado “Slow Europe”, como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições europeias.

Na base de tudo isto está o questionamento da “pressa” e da “loucura” geradas pela globalização, pelo desejo de “ter em quantidade” (nível de vida) ao contrário do “ter em qualidade”, “Qualidade de vida” ou “Qualidade do ser”.

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.

A denominada “slow attitude” está chamando atenção dos próprios americanos, escravos do “fast” (rápido) e do “do it now!” (faça já!). Portanto, essa “atitude sem pressa” não significa fazer menos nem ter menor produtividade. Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com “mais qualidade” e “mais produtividade”, com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos estresse.

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades. Do “aqui” presente e concreto, ao contrário do “mundial” indefinido e anônimo.

Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé. SIGNIFICA UM AMBIENTE DE TRABALHO COM MENOS PRESSÃO, MAIS ALEGRE, MAIS LEVE, E, PORTANTO MAIS PRODUTIVO, ONDE OS SERES HUMANOS REALIZAM, COM  PRAZER, O QUE MELHOR SABEM FAZER

É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe” e “A pressa é inimiga da perfeição” merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?

Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de “qualidade sem pressa” até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente se perder a “qualidade do ser”?

No filme “Perfume de Mulher” há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: “Não posso, o meu noivo deve estar chegando”. Ao que o cego responde: “Em um momento, vive-se uma vida”, e a leva para dançar um tango. Esta cena, que dura apenas dois ou três minutos, é o melhor momento do filme.

Muitos vivem correndo atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente automobilístico… Por correrem para chegar a tempo. Ou existem os outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente  existe. O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia.

A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro”.

 

Parabéns por ter conseguido ler esta mensagem até ao fim. Certamente haverá muitos que leram só metade, para “não perder tempo”.