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Rush, no Limite da Emoção: o que é verdade e o que não é

Nunca fui assim um grande fã de Fórmula 1, nem quando os pilotos brasileiros dominavam as pistas. Acho mais legal o stock-car, por exemplo (que o desenho “Carros” da Disney-Pixar retrata de forma divertida). Mas acompanhei as grandes rivalidades, a história dos grandes pilotos e me lembro de alguns anos marcantes na história dessa competição. Um desses anos foi 1976, quando Emerson Fittipaldi correu em seu Copersucar-Fittipaldi e James Hunt assumiu seu posto vago na McLaren (nunca me esqueço do carro vermelho e branco das cores do Malboro, no tempo em que os cigarros ainda patrocinavam as equipes):

Foi exatamente esse ano que o filme “Rush” aborda, focando a rivalidade entre o austríaco Niki Lauda, um dos grandes campeões da história do automobilismo, e o inglês James Hunt, que também foi campeão.

Foi naquele ano que Lauda, correndo pela Ferrari, sofreu um terrível um acidente em Nurburgring (onde seu carro incendiou-se, e Lauda ficou preso nas ferragens por vários minutos) que quase lhe tirou a vida. Um padre chegou a ser chamado ao hospital para lhe dar a extrema unção. Mas apesar de graves queimaduras, que lhe custaram partes da orelha direita, Lauda ainda voltaria a correr naquele ano, e só perderia o título mundial na última corrida, para Hunt. Em 1977 obteve 3 vitórias e recuperou o título mundial.

Pelo fato de não ser fanático pela F1, não me interessei em assistir ao filme quando estreou nos cinemas, e que traz o “Thor” Chris Hemsworth no papel de James Hunt e Daniel Brühl no papel de Lauda. Mas as minhas filhas assistiram e disseram que era excepcional, filmaço e tal. Como elas também não são muito interessadas nessas corridas, acreditei na avaliação das duas e fui conferir.

Meu queixo caiu: é um dos melhores filmes que já assisti, entre todos os gêneros! Tem tudo o que um bom filme precisa ter para segurar você na poltrona, e o mérito do diretor Ron Howard (de Apolo 13, Uma Mente Brilhante, etc) foi fazer uma obra sobre a motivação humana, e não um mero filme de corrida de carros. Sem contar que a reconstituição de época é espetacular. Vale a pena assistir, aproveitando que está nas TVs a cabo, porque é de fato um filmaço!

(Daqui para baixo, spoilers; se você ainda não assistiu, leia por sua conta e risco…)

O filme, evidentemente, toma algumas liberdades em relação aos fatos reais. Mas achei tão bom que fui checar algumas passagens, e descobri que a ficção mostrada na tela até que ficou mais interessante que a realidade!

Rivalidade entre Hunt e Lauda começou na Fórmula 3 – MITO
Ao contrário de Hunt, Lauda nunca correu na F3. A carreira do austríaco passou pelas corridas de Mini, Fórmula Vee e F2, antes da estreia na F1 na equipe March. Outro mito aí é que seu primeiro time não foi a BRM, como mostrado em Rush. Já Hunt se envolveu, sim, em uma batida na F3, mas o rival era Dave Morgan e a briga era pela segunda colocação.

Hunt vomitava antes das corridas – VERDADE
No filme é dito que era a forma de se concentrar, mas a realidade é que Hunt costumava beber e se drogar. O ato de vomitar era uma forma de se “limpar” antes das disputas nas pistas.

Lauda exigiu contrato milionário da BRM – MITO 
Ainda uma promessa, Lauda comprou sua vaga na BRM em 1973 após dois anos fracos pela March. Na nova equipe, o austríaco agradou e partiu dos dirigentes a ideia de lhe oferecer um contrato.

McLaren tinha motivos para estar brava com Emerson Fittipaldi – VERDADE
A única referência a Emerson Fittipaldi em Rush é por meio de palavrões, quando dirigentes da McLaren falam sobre a saída do piloto da equipe. A indisposição de fato havia, pois o brasileiro havia decidido trocar o time inglês por um lugar na Copersucar, fundada por ele e seu irmão Wilson. Já bicampeão, Emerson foi apenas o 17º no campeonato de 1976.

Hunt acusa Lauda de denunciar irregularidade em seu carro na Espanha – MITO
O inglês foi desclassificado após vencer o GP da Espanha, seu primeiro na temporada, porque a asa traseira de seu carro estava 1,5cm maior do que o permitido. Ao contrário do que é mostrado nas telas, o piloto não acusou o rival Lauda de ter feito a denúncia para os fiscais da prova. Quem fez foi um mecânico da Ferrari.

Lauda volta às pistas seis semanas depois de acidente quase fatal – VERDADE

O austríaco quase morreu em consequência da batida na Alemanha, mas ao ver Hunt reduzir a diferença no Mundial, decidiu correr na Itália. A Ferrari havia chamado Carlos Reutemann para ser seu substituto, mas depois a escuderia optou por ir com três carros à pista. Seu quarto lugar foi muito comemorado.

Hunt agride jornalista após pergunta sobre aparência de Lauda – MITO
Após aparecer para o GP da Itália ainda muito machucado, Lauda é questionado por um repórter sobre sua beleza, questionando o amor da mulher do piloto por ele. O austríaco dá a entrevista por encerrado. A pergunta existiu, mas em Rush, Hunt espanca o jornalista, o que não aconteceu na realidade.

James Hunt, doidão, festeiro e playboy, morreu por conta de um ataque cardíaco aos 45 anos. Lauda, hoje diretor da divisão de carros de corrida da Mercedes e dono de uma empresa de aviação regional, continua firme aos 65 anos.

 

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As mil faces de Audrey Hepburn

Para quem nunca ouviu falar,  Audrey Hepburn foi uma premiada atriz e modelo belgo-britânica, ativista humanitária e embaixatriz da ONU (papel hoje ocupado por Angelina Jolie) e que foi eleita a atriz mais bonita da história de Hollywood numa sondagem realizada por uma TV inglesa.

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Estrela de inúmeros filmes, tornou-se um ícone com “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s), filme de 1961 dirigido por Blake Edwards e onde ela foi vestida por  Yves St. Laurent Givenchy. *

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As roupas e acessórios que Audrey usou nesse filme continuam inspirando mulheres durante todos esses anos, quando se procura elegância e sofisticação.

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Mas a gente se esquece, como acontece com os maiores atores e atrizes, que eles são pessoas como nós (exceto pelas montanhas de dinheiro que possuem…). As fotos abaixo mostram Audrey Hepburn em situações que comprovam que, além de ser uma das atrizes mais famosas e conhecidas da história da Hollywood, ela era uma mulher bonita e alegre e com os pés bem plantados no chão!

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* CORREÇÃO: cometi um erro na informação sobre o estilista de Audrey em “Bonequinha de Luxo”, felizmente corrigido pela leitora ELIANA FELIPE DEVENUTO. Ao contrário do que afirmei, foi Givenchy, e não St. Laurent.  Givenchy teve em Audrey sua musa inspiradora, amiga e a responsável por muito de seu sucesso internacional. Além de Audrey Hepburn, Givenchy vestiu outras tantas famosas, como Jacqueline Kennedy, Grace Kelly e a duquesa de Windsor.

 

 

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As fotos mais poderosas de todos os tempos

Uma imagem vale mais que mil palavras , mas nem todas as imagens são iguais. As que estão reproduzidas aqui são emocionantes e inesquecíveis porque  falam sobre a condição humana, retratando alguns dos melhores e piores momentos da existência humana contemporânea.

Devo alertar que algumas das fotos podem entristecê-lo, enquanto que outras podem enchê-lo de alegria. Mas isso acontece precisamente porque elas refletem o melhor e o pior da experiência do homem. As fotos antigas que posto de vez em quando descrevem o nosso passado, enquanto que estas tratam de nosso presente – de nossos sofrimentos e conquistas, de nossas falhas e de nossa perseverança, de nosso ódio e de nossa compreensão… De nossa estupidez e de nossa inteligência.

Só espero que esta seleção nos lembre que nosso mundo pode sempre aceitar de bom grado um pouco mais de amor, tolerância , compaixão e compreensão.

O missionário e a criança faminta.

Diego Frazão Torquato, 12 anos, tocando violino no funeral do líder do Afroreggae, morto em um assalto em 2009.  A orquestra dessa ONG o ajudou a escapar da violência, mas o menino não escapou das doenças e morreu em 2010, vítima de uma parada cardiorrespiratória após uma cirurgia.

Soldado russo tocando num piano abandonado na Chechênia (1994).

Bombeiro dando água a um coala durante o incêndio florestal em Victoria, Austrália (2009).

Reencontro de mãe e filha, depois da mulher servir no Iraque por quase um ano.

Indianos sem-teto – e sem mais um monte de coisas –  recebendo comida em Nova Delhi, Índia.

Pai alcoólatra e filho, na Mongólia…

Pôr do Sol em Marte

Demonstração do uso de preservativos em um mercado em Jayapura, capital de Papua, em 2009.

O filho pede para o pai esperar, em New Westminster (1940). O pai estava embarcando para a guerra na Europa…

Veterano russo da Segunda Guerra Mundial encontra o tanque onde serviu, exposto como monumento em um vilarejo em sua terra natal.

Flower Power, EUA (1967).

Salvando gatos da inundação, em Cuttack, Índia (2011).

Afegão oferecendo chá ao soldado americano.

Túmulos de mulher católica e marido protestante, Holanda (1888).