Já foi lançado o “Almanaque do Zé Carioca” com roteiros meus e desenhos do Canini

Segue abaixo a capa da edição do Zé Carioca com 11 histórias escritas por mim e desenhadas pelo artista brasileiro que melhor representou o gingado do Zé Carioca, Renato Canini. Embora tenhamos nos encontrado poucas vezes (ele morava em Porto Alegre e eu, em São Paulo), nossa parceria foi muito divertida, porque ele captava imediatamente o que eu pretendia dizer e muitas vezes, modificava e melhorava a sequência que eu tinha pensado.

Relendo as histórias aqui selecionadas, percebo com clareza o quanto essa parceria foi rica e produtiva.

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A edição foi mencionada em alguns blogs, como o Blog do Xandro ( http://blogdoxandro.blogspot.com.br/2014/09/hqsgibis-disney-noticias-novidades-nos.html), o Blog dos Esquilos (http://blogdosesquilos.blogspot.com.br/) e no Submundo, do  Leo (http://submundo-hq.blogspot.com.br/2014/10/almanaque-do-ze-carioca-n-22-traz-11.html do Leo), de onde transcrevo parte do que foi publicado:

O “Almanaque do Zé Carioca” Nº 22 (capa acima) já está nas bancas… E apresenta uma seleção temática de histórias escritas por Júlio de Andrade e desenhadas por Renato Canini (que redefiniu o papagaio nos anos 70). Nesta matéria exclusiva do “Submundo”, vocês verão em 1º mão a seleção completa das 11 histórias que compõem esta edição (já adianto que é um material que eu incluiria no meu “TOP 100 de melhores HQs” de todos os tempos)!!!
Confiram abaixo algumas imagens desta fase clássica e consagrada do “Zé Carioca”:
Renato Canini (falecido há 1 ano) foi o artista que melhor retratou o “Zé Carioca” durante a década de 70…. Estabelecendo pro papagaio um visual mais próximo da realidade brasileira (com camiseta rasgada, morando num barraco, fugindo dos cobradores, e vivendo de pequenos golpes). Pelo realismo do universo criado pro personagem e pela diversão despretensiosa das histórias, este material (toda a fase Canini) faz parte da minha lista (pessoal) das 100 melhores HQs de todos os tempos. Mas esta edição temática também inclui o (excelente) roteirista Júlio de Andrade: Numa seleção de 11 histórias dessa parceria:
 
“Um Truque Cinematográfico”, “O Carro Saiu Barato”, “Churrasco Bom Pra Cachorro”, “No Samba Safári”, “O Grande Prêmio de Vila Xurupita”, “O Cobrador”, “O Dia Era da Barraca”, “O Piquenique”, “Mais Vale um Papagaio na Mão”, “Você Comprou Seu Chop-Chop?”, e “O Papagaio e o Papagaio”. Todas produzidas em meados dos anos 70!!!
 
A edição custa apenas R$ 5,50 (com 84 pág)…. E acima estão algumas imagens das histórias tiradas de antigas edições da época em que foram lançadas pela 1º vez na revista mensal do “Zé Carioca” e em republicações de “Disney Especial”. Na minha opinião, vale a pena acompanhar todo o material dessa fase  – que também aparece regularmente republicado em especiais tipo: “Disney BIG”!!!
 

Falo um pouco mais dessa edição aqui e do Zé Carioca em outro post, aqui.

Modéstia à parte, ontem eu li a revista e dei boas risadas com o besteirol que a gente criava. Valeu a pena, pra desopilar o fígado!

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Os recordes bizarros do Guinness

Os maiores seios, a menor cintura, os corpos mais tatuados e até mesmo os pelos de orelha humana mais longos do mundo… Tudo isso é colecionado pelo livro de Recordes Guinness, uma edição publicada anualmente, que contém uma coleção de recordes e superlativos reconhecidos internacionalmente, tanto em termos de performances humanas como de extremos da natureza. Em 2003, o livro chegou a 100 milhões de cópias vendidas, desde a sua primeira edição em 1955.

Capa da primeira edição, de agosto de 1955.

Você deve estar curioso para saber qual a relação entre esse livro de recordes e a famosa cerveja escura irlandesa, a Guinness.

Tudo começou em 1951, quando Sir Hugh Beaver, então diretor geral da Cervejaria Guinness, tomou parte em uma discussão sobre qual seria o pássaro mais rápido da Europa, o “Golden Plover” ou o “Grouse”. Nesse dia, ele descobriu que seria impossível descobrir a resposta nos livros disponíveis naquela época. Beaver imaginou também que deveriam haver inúmeras outras perguntas discutidas todas as noites nos 81,400 pubs espalhados pelo país, e que um livro que oferecesse tais respostas poderia ser muito popular.

A ideia de Beaver tornou-se realidade quando um empregado da Guinness, Christopher Chataway, recomendou que ele falasse com os gêmeos Norris and Ross McWhirter, que dirigiam uma agência de busca de fatos em Londres e que trabalhava para os jornais.  Os irmãos foram pagos então para compilar o que foi chamado de The Guinness Book of Records em agosto de 1955. Mil cópias forem feitas e distribuídas gratuitamente como brinde.

O brinde fez tanto sucesso que novas impressões foram feitas e, com o tempo, virou um negócio a parte, vendendo em 1956 70 mil cópias só nos Estados Unidos. Depois disso foram feitas diversas outras versões, geralmente com uma revisão por ano e o livro passou a ser publicado em inúmeros países.

Hoje não é mais possível encontrar nos livros os recordes sobre cerveja, pois foram banidos da base de dados em 1991, assim como o de qualquer bebida alcoólica, provavelmente devido a potenciais problemas legais, pois alguém poderia se sentir estimulado a bater o recorde ali definido,  levando as pessoas a exagerar no consumo de álcool.

Mas diversos outros recordes foram e continuam a ser registrados, e abaixo selecionei alguns dos mais bizarros!

 A adolescente mais peluda

A adolescente mais peluda do mundo é a tailandesa Supatra Sasuphan. Ela foi medida no programa de TV italiano “Lo Show dei Record”, em 4 de março de 2010. Supatra é uma das poucas pessoas do mundo que sofrem da Síndrome de Ambras. Por causa da condição, Supatra tem pelos grossos crescendo em seu rosto, orelhas, braços, pernas e costas. Mesmo o tratamento a laser não é capaz de interromper o crescimento dos pelos.

Menor cintura

A detentora desse recorde é a americana Cathie Jung. Ela tem 1,72 m de altura e uma cintura que mede 38,1 cm com o corselet. Sem a peça, essa medida aumenta para 53,34 cm, o que, de modo algum, tira seus créditos por ter a menor cintura do mundo!

Maior cabelo

As madeixas mais compridas do mundo documentadas medem 5,627 m e são da chinesa Xie Qiuping. Sua façanha foi reconhecida em 8 de maio de 2004. Ela não cortava o cabelo desde 1973, quando tinha 13 anos. E, quando molhado, o cabelo dela pesa tanto que se ele cair em cima, a moça pode morrer sufocada!

Maior cobra em cativeiro

A maior cobra do mundo criada em cativeiro tem um nome sugestivo: Medusa. Segunda a mitologia grega, aqueles que olhassem diretamente para a terrível criatura se transformariam em pedra. A Medusa de Kansas City, no estado americano do Missouri, não transforma ninguém em pedra, mas com certeza deixa paralisada qualquer pessoa que cruza com ela.

Medusa é uma píton de 7,67 metros de comprimento, de acordo com a medição oficial, realizada em 12 de outubro de 2011. Quinze homens tiveram de segurar o animal de 10 anos de idade e 158,8 kg, para que suas medidas pudessem ser tomadas. Sua dieta consiste em uma combinação de coelhos, porcos e veados servidos quinzenalmente. Ela é conhecida por comer um veado de 18 kg inteiro de uma vez!

Medusa está alojada no “The Edge of Hell Haunted House”, em Kansas City. Seus tratadores dizem que ela costuma ronronar como um gato quando está feliz e assobiar quando está nervosa.

Maior onda surfada

O recorde do surfista americano Garrett McNamara não chega a ser bizarro, mas é impressionante. Ele  surfou uma onda de 23 metros, a maior já enfrentada com sucesso por um surfista. O momento histórico ocorreu em 2011, em Nazaré, ao largo da costa de Portugal. A onda foi formada por cima de um desfiladeiro submarino, famoso por ser o maior gerador de ondas do mundo. Garrett faz parte de um grupo de elite que viaja pelo mundo perseguindo as maiores ondas.

Maior pintura 3D

 

É a mais larga e mais longa pintura em 3D já feita em ambiente aberto. “The Rhythm of Youth” (ou “O Ritmo da Juventude”, em tradução livre) mede 2.622 metros e ocupa uma rua inteira. A pintura, que demorou 20 dias para ficar pronta, foi criada pelos chineses Yang Yongchun e Yanting Xu e sua equipe de artistas. O trabalho foi apresentado em Nanjing, na China em 11 de junho de 2014.

Maior desfile de pessoas esquiando na neve de biquini

Um grupo de 500 pessoas vestidas apenas com roubas de banho decidiu esquiar em Sheregesh, na Rússia, em abril de 2013, entrando para o Guinness como o maior “desfile” de pessoas esquiando de biquíni do mundo!

Maior número de roupas de baixo usadas ao mesmo tempo

Isso mesmo! O americano Steve Jacobs colocou nada menos do que 266 cuecas de uma só vez…

O maior nariz do mundo

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Não, o Luciano Huck não entrou no Livro dos Recordes… O homem que nunca sente falta de ar e dono do maior naso já visto é o turco Mehmet Ozyurek! O nariz, com seus 8,8 centímetros, entrou para o Livro em 2000.

E, para encerrar…

Maior número de pessoas peladas em uma montanha russa

Essa galera resolveu ficar pelada e dar um rolê em uma montanha russa… Foram 102 pessoas na Inglaterra, em 2010. Certo…

 

 

Fonte:

noticias.terra.com.br

 

 

 

 

 

Efeitos incríveis criam GIFs animados em 3D!

Um GIF animado é um arquivo muito pequeno onde imagens em sequência estão armazenadas e, quando acessadas, dão a ilusão de movimento. Você encontra esses gifs em sites, redes sociais e por todo o lado, mas agora alguns dos criadores estão dando um passo além: colocando efeitos tridimensionais nessas imagens e – o que é melhor – você não precisa dos óculos especiais para desfrutá-las!

Ele estão adotando uma técnica que, de tão simples, faz todo mundo se perguntar “Como ninguém pensou nisso antes?” Trata-se de usar a profundidade de uma cena já gravada para conseguir o efeito, e mais duas linhas brancas. As linhas brancas definem o plano onde está a tela, criando uma divisão em nosso cérebro entre fundo, plano médio e primeiro plano (essa é a explicação, mas como chegaram  isso, não tenho a menor ideia… E nem porque, num dos exemplos a seguir, só há uma linha branca e deu certo). A ilusão de ótica define que tudo que se move entre essas linhas brancas fica destacado e parece que está saindo da tela!

Confira que incrível!

22 incríveis gifs 3D de filmes e séries

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Cool 3D optical illusion GIFs make things pop out of the screen

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Esse, do Capitão América, está bem legal, mas o herói fez uma pose meio… Ixtranha… Agora, abaixo, os que achei mais legais de todos:

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O agente da U.N.C.L.E.

A Guerra Fria foi um dos momentos dramáticos da história moderna, e é como os historiadores chamam o período entre o final da Segunda Guerra e o começo da década de 1990. Foi durante esses anos que os Estados Unidos e a União Soviética disputavam a hegemonia política, econômica e militar no mundo. A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados Unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.

A definição para a expressão “guerra fria” é a de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre as duas potências, até porque um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coreia e no Vietnã.

O cinema, a literatura e a TV se aproveitaram desse clima antagônico e complicado para produzir obras que ficaram no imaginário popular, e o personagem que melhor representa a Guerra Fria é o agente secreto. O escritor Ian Fleming criou o estereótipo do agente secreto moderno: bonito, charmoso, cercado de mulheres e impiedoso com os inimigos. Seus livros estrelados por James Bond, o 007, foram lançados na segunda metade da década de 1950, mas só quando foram levados ao cinema na década seguinte é que de fato o personagem ficou famoso.

O sucesso de 007 gerou uma série de imitações, mas houve uma que foi a mais sucedida de todas – e não à toa, porque foi criada pelo “pai” de James Bond como sendo uma versão do agente britânico para a telinha. Ian Fleming foi chamado pela MGM para ajudar em uma série de TV logo após a “bondmania” tomar conta do mundo, entre 1962 e 1963, no rastro dos primeiros filmes com Sean Connery. E Fleming criou o agente Napoleon Solo: charmoso, sofisticado, eficiente e com uma queda pelas belas mulheres. Nenhuma diferença entre ele e 007…

Mas Fleming não pôde permanecer no projeto por conta das questões contratuais com os produtores dos filmes de James Bond. Por isso – e para evitar acusações de plágio… – a série foi reestruturada e foi criada então a agência de espionagem multinacional batizada de UNCLE (United Network Command for Law and Enforcement), cuja sede secreta ficava escondida por trás da lavanderia Del Floria’s, em Nova Iorque.

 Na concepção de Fleming, a série se chamaria Solo e o responsável pela ação seria apenas o agente Napoleon Solo (Robert Vaughn). Novamente, problemas com a produção dos filmes de James Bond barraram o título. Durante a recriação da série, veio a ideia de incluir um parceiro russo (coisa incomum na época da guerra fria!) e Solo então ganhou a companhia de Illya Kuryakin (David McCallum). Para surpresa de todos, o personagem russo ficou tão popular, especialmente entre as mulheres, que McCallum assumiu o mesmo status de estrela de Vaughn (hoje McCallum está no seriado NCIS).

No lado oposto ao dos defensores da paz mundial, havia a perversa e notória organização criminosa conhecida como Thrush, sempre disposta a dominar o mundo civilizado – o contraponto “uncleniano” à SMERSH das novelas e filmes de James Bond.

Nesse embate que durou 4 temporadas, agentes de ambas as organizações eram vistos passando por passagens secretas em locais inusitados, acionadas por botões escondidos, alavancas disfarçadas e paredes falsas. Tudo isso ao ritmo de socos, tiroteios e diálogos graciosamente inteligentes.

A série estreou em 1964 sem se tornar um grande sucesso, decolando apenas na segunda temporada, em 1965. No ano seguinte o estilo dos roteiros começou a mudar,  favorecendo textos mais divertidos por causa da série concorrente Batman, que estreou em janeiro de 1966. Ao chegar na quarta temporada, O Agente da UNCLE não resistiu à concorrência com Gunsmoke, sendo cancelada mesmo antes do final da temporada.

Veja abaixo a abertura da série, com a dublagem original:

E agora, Napoleon Solo volta num longa metragem com lançamento previsto para o segundo semestre de 2015.

“O Agente da U.N.C.L.E.” será dirigido por Guy Ritchie (Sherlock Holmes). A principal novidade é que a trama do filme será passada nos anos 1960, mesmo período da série original. Nos papéis principais, foram escalados Henry Cavill (O Homem de Aço) como Napoleon Solo  e Armie Hammer (Zorro e Tonto ou sei lá como se chamou esse filme horrível com Johnny Depp) como Illya Kuryakin.

E o chefe da Inteligência Britânica será interpretado pelo bom e velho Hugh Grant:

O vilão será Jared Harris, acostumado a papéis de personagens dúbios como em Fringe e Mad Man, ou como o vilão do Sherlock Holmes 2, prof. Moriarty.

Há rumores ainda da presença de David Beckham numa ponta…

Não sei se a escolha para o ator do papel de Napoleon Solo foi a melhor, mas sei que foi ótimo Tom Cruise desistir do projeto por conta de suas outras produções. Nada contra ele, claro – de quem gosto muito -, mas acho que seria inevitável todo mundo comparar O Agente da Uncle com Missão Impossível, estrelado por Cruise.

Fontes:

Veja

Wikipedia

http://pipocamoderna.virgula.uol.com.br/

YouTube

Água, nós somos um Planeta Água

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Parece que só assim o homem aprende… Fazendo besteira.

Vota no político errado e só depois percebe que é um inepto, ou corrupto, e fica reclamando e pedindo a cassação.

Deixa retalhar a Amazônia, interrompendo o fluxo da umidade para o sul/sudeste do país; destrói os mananciais, ocupa desordenadamente as represas e polui os rios; joga lixo onde não devia… E depois fica reclamando da “maior seca nos últimos 100 anos em Minas Gerais” ou “Da maior estiagem dos últimos 400 anos em São Paulo” e blá-blá-blá.

Precisou secar a água das torneiras – e das represas – para o homem deixar de varrer as folhas da calçada com o esguicho e fechar a torneira enquanto escova os dentes.

Mas será que as pessoas sabem da importância da água para a saúde? Que temos que beber dois litros de água por dia? Cito dez motivos abaixo, mas posso resumir a importância da água em nosso organismo numa frase: ela é vital, porque além de ajudar a regular a temperatura corporal, mantém a pele hidratada e previne doenças pulmonares e respiratórias.

Quer mais?

1 – Controla a pressão sanguínea

A água aumenta a atividade do sistema nervoso, responsável pela circulação nos vasos sanguíneos, prevenindo o acúmulo de sangue nas extremidades do corpo. Tal efeito é perceptível mesmo em pessoas jovens, que não apresentam problemas no sistema cardiovascular.

2 – Previne cãibras

As cãibras aparecem quando há um desequilíbrio na quantidade de água na musculatura, causando sua contração involuntária. Assim, beber água regularmente ajuda a manter o equilíbrio das células musculares.

3 – Protege o coração

Estudos indicam que beber água regularmente diminui as chances de ataque cardíaco. Isso acontece porque o sangue ficaria mais diluído, fluindo com maior facilidade pelos vasos sanguíneos.

4 – Melhora o funcionamento do intestino

A água auxilia na lubrificação das paredes intestinais e na movimentação do bolo fecal, evitando constipação e formação de gases.

5 – Limpa o organismo

O consumo de água é vital para o bom funcionamento do organismo, já que quando não nos hidratamos corretamente, retemos substâncias tóxicas e prejudiciais, abrindo o caminho para o surgimento de algumas doenças.

6 – Protege contra pedra nos rins

Quanto mais água bebermos, mais o nosso sangue circulará e ficará diluído, facilitando o trabalho dos rins na hora de excretar nutrientes que não são mais necessários em nosso organismo.

7 – Transporta nutrientes

Sem a água, o sangue fica mais denso e, consequentemente, menos capaz de transportar nutrientes, como vitaminas e minerais, para nossas células.

8 – Protege os olhos

Manter o organismo com níveis de água elevados protege os olhos contra ressecamento, inflamações e infecções.

9 – Facilita a absorção de vitaminas

Algumas vitaminas, como B e C são hidrossolúveis, ou seja, só são transportadas pelo organismo com a presença de água.

10 – Mantém a pele jovem

Um dos primeiros sinais da desidratação se dá na pele e nas mucosas. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele.

 

Para encerrar, uma música que é um lembrete de que somos a Natureza. As águas que correm nos rios do planeta são como as veias dentro de nosso corpo.

Como é possível recuperar um rio poluído?

O atual governador foi reeleito. Entre outras promessas, ele jura que vai limpar o rio Tietê… Bem, o projeto de despoluição do Tietê começou em 1992, no governo de Orestes Quércia e  já foram investidos quase US$ 4 bilhões. A nova etapa vai começar no ano que vem, vai durar até 2019 e deve custar  mais US$ 2 bilhões…

Se isso de fato ocorrer, teremos levado 27 anos para despoluir o rio.

Mas é tão difícil assim limpar um rio que nós mesmos degradamos? Há várias cidades do mundo que conseguiram, e cujos projetos poderiam nos servir de exemplo.

Rio Sena, Paris (França)

O Sena, em Paris, foi degradado por conta da poluição industrial, situação comum a outros rios europeus. Neste caso, porém, houve um agravante: o recebimento de esgoto doméstico.

Por conta de seu estado lastimável, desde a década de 1920 o Sena é alvo de preocupações ambientais. Mas foi apenas em 1960 que os franceses passaram a investir na revitalização do local, construindo estações de tratamento de esgoto. Hoje já existem 30 espécies de peixes no rio, mas o processo para que isso acontecesse foi lento.

No começo, havia apenas 11 estações em funcionamento. Em 2008 já eram duas mil, mas a meta é que em 2015 o rio já esteja 100% despoluído. Como parte do processo de tratamento de esgoto, o governo criou leis que multam fábricas e empresas que despejarem substâncias nas águas. Além disso, há um incentivo entre 100 e 150 euros por hectare para que agricultores que vivem às margens do rio não o poluam.

O rio Sena tem 770 km e dois ambientalistas brasileiros foram conferir se ele realmente está limpo, viajando de caiaque por toda a sua extensão remando entre 30 a 40 km por dia.

Os remadores viram o que as pesquisas indicavam. Os peixes voltaram e, em 40 anos, passaram de quatro para mais de 30 espécies. Os franceses medem a qualidade da água que sai das estações de esgoto e das indústrias que ficam à margem do Sena o tempo todo, de forma a controlar a poluição e evitar que o Sena volte a ser um esgoto a céu aberto.

Rio Tâmisa, Londres (Reino Unido)

Talvez o caso mais conhecido e de maior sucesso de despoluição de um rio seja o do Tâmisa. Ele foi o rio mais poluído do mundo no século XIX, exalando mau cheiro por toda a cidade e provocando surtos de cólera. O Tâmisa tem quase 350 km de extensão e um longo histórico de poluição. Suas águas deixaram de ser consideradas potáveis ainda em 1610, por conta da falta de saneamento básico da Inglaterra. Em 1858, as reuniões no Parlamento precisaram ser suspensas por conta do mau cheiro das águas, o que levou os governantes a resgatar a vida do rio, que era apelidado como “ Grande fedor”.

Na época, foi colocada em prática uma alternativa de limpeza que não deu certo, já que o sistema que coletava o esgoto despejava os dejetos recolhidos no rio a certa distância abaixo da cidade. Apenas entre 1964 e 1984 novas ações de revitalização surtiram efeito. Foram criadas duas estações de tratamento de esgoto com investimentos de 200 milhões de libras. Quinze anos depois, um incinerador passou a dar destino aos sedimentos vindos do tratamento das águas, gerando energia para as duas estações. Fora isso, hoje dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e retiram 30 toneladas de lixo por dia.

Rio Tejo, Lisboa (Portugal)

O rio Tejo tem a mesma extensão do rio Tietê, 1040 km, e foram investidos 800 milhões de euros para despoluir esse famoso rio. A revitalização, que se encerrou em 2012, incluiu obras de saneamento e renovação da rede de distribuição de águas e esgotos, visto que os dejetos eram depositados diretamente nas águas do rio – isso não lembra o que acontece com a maior cidade do Brasil? Foram beneficiados com o projeto 3,6 milhões de habitantes.

O Tejo é o maior rio da Europa ocidental e passou a ser despoluído com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de infraestrutura de saneamento de águas residuais e renovação de condutas de abastecimento de água. Hoje, até golfinhos voltaram a saltar nas águas do rio europeu.

Rio Cuyahoga, Cleveland (Estados Unidos)

Localizado no estado de Ohio, ele conta com 160 km de extensão, passando pelo Parque Nacional do Vale Cuyahoga e desaguando no Lago Eire. Hoje é parte fundamental do ecossistema da região, sendo lar e fonte de sustento de diversos animais. No entanto, a história era bem diferente em um passado não muito distante.

Devido à atividade industrial maciça e ao esgoto residencial da região entre Akron e Cleveland, o rio era bastante poluído. Para piorar a situação, em junho de 1969 uma mancha de óleo e outros produtos químicos causou um enorme incêndio na superfície do rio.

Por conta desses fatores, em 1970 foi assinado o Ato Nacional de Proteção Ambiental, que viabilizou a criação da Lei da Água Limpa, em 1972, estipulando que todos os rios do país deveriam ser apropriados para a vida aquática e para o lazer humano.

Assim, Cleveland – cidade de cerca de 400 ml habitantes, mesmo tamanho de São José do Rio Preto –  investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto. E a previsão é de investir mais 5 bilhões nos próximos 30 anos para manter o bom estado de suas águas.

Canais de Copenhagen (Dinamarca)

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Quando estive lá foi no inverno, então não pude fazer esses tours de barco pelos canais, como se vê na foto acima, mas sei que é um passeio muito procurado. E essa cidade tem uma meta bem definida: pretende chegar a 2025 como a primeira capital do mundo a neutralizar suas emissões de carbono.

Mas, num passado não muito distante, os canais hoje limpíssimos estavam como os rios e canais de outras cidades do mundo: a água de chuva muitas vezes se misturava com a rede de esgoto, transportando os dejetos para as águas. Além disso, o entorno era uma área industrial, o que fazia com que boa parte do lixo da região fosse para os canais e rios.

Em 1991, no entanto, – um ano antes do governo do estado de São Paulo começar seu plano de despoluição do rio Tietê e que dura até hoje… – surgiu o plano dinamarquês de despoluição das águas e a remoção da área industrial ao redor do rio. Assim, as galerias pluviais foram reconstruídas, os reservatórios de água foram colocados em pontos estratégicos da cidade para que a água da chuva fosse armazenada, e o encanamento dos esgotos foi melhorado. O lixo, por sua vez, passou a ser reciclado e incinerado.

 

Apenas para nos dar uma perspectiva, informo a seguir a população e a área urbana de cada cidade citada, em comparação com a cidade de São Paulo:

São Paulo – 1. 522,9 km2/ 11.900.000 hab.

Paris – 2.844,8 km2/ 10.500.000 hab.

Londres –  1.572 km²/ 8.300.000 hab.

Lisboa – 958 km2 / 3.000.000 hab.   

Cleveland – 213 km2 / 400.000 hab.

Copenhagen – 100 km2 / 1.200.000 hab.

Quer dizer, sempre ouço dizer que é difícil administrar um país com a extensão do Brasil, ou uma cidade com o tamanho de São Paulo. Concordo, e quando vejo exemplos bem-sucedidos de administração pública nas áreas de saúde ou educação em outros países menores, por exemplo, levo em conta essa proporcionalidade.

Investir em saúde pública num país como Cuba – que caberia na área de São Paulo e tem 12.000.000 de hab. – nem se compara com o Brasil. Em Cuba há hoje 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médico para mil habitantes. Segundo a New England Journal of Medicine, uma das importantes revistas médicas do mundo, o sistema de saúde cubano parece irreal. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito. Apesar de dispor de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o dos EUA não conseguiu resolver ainda… De novo, a proporcionalidade…

Mas, voltando à questão da despoluição dos rios nas cidades, busquei exemplos bem sucedidos em cidades muito menores que São Paulo (Lisboa ou Copenhagen), mas também em metrópoles equivalentes, como Paris ou Londres… Todas com os mesmos problemas, e todas resolveram parcial ou totalmente o problema. Há peixes no Sena… Golfinhos foram flagrados no Tâmisa em dezembro passado…

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A pergunta que fica é: como eles conseguiram e nós, depois de mais de 20 anos, continuamos patinando no esgoto?